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Homem de 66 anos refere episódios esporádicos de palpitações taquicárdicas associadas a cansaço moderado, com duração de 2 a 4 horas, iniciados há três semanas. Ele tem hipertensão arterial e insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (FEVE: 55%), sem valvopatia, ambas as patologias compensadas clinicamente. Nega histórico de arritmias, etilismo ou tabagismo. Hemograma completo, coagulograma, hormônios da tireoide, glicemia, função renal, eletrólitos e perfil hepático estão todos normais. Ao exame físico: apresenta-se confortável, eupneico; pressão arterial: 130 x 80 mmHg; cardíaco: bulhas arrítmicas, sem sopros; pulmonar normal; extremidades sem edema. O eletrocardiograma, realizado no momento da consulta, revela fibrilação atrial com resposta ventricular variando entre 90 e 100 batimentos por minuto, sem alterações isquêmicas agudas.
Nesse cenário, é correto afirmar:
Homem de 58 anos de idade é admitido na sala de emergência queixando-se de dor torácica intensa, de início súbito, com forte irradiação para a região interescapular. Ao exame físico: apresenta-se sudoreico, pálido e intensamente ansioso; pressão arterial: 220 x 130 mmHg no membro superior direito e 190 x 110 mmHg no membro superior esquerdo; frequência cardíaca: 118 bpm. O eletrocardiograma demonstra taquicardia sinusal e critérios de voltagem para hipertrofia ventricular esquerda, sem alterações isquêmicas agudas. A radiografia de tórax no leito evidencia alargamento do mediastino.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, é correto afirmar:
Mulher de 37 anos procura atendimento médico em um serviço de pronto atendimento. Na última semana, refere que desenvolveu dor abdominal e notou icterícia, acompanhada de fadiga e mal-estar geral. O histórico médico inclui diagnóstico de tireoidite de Hashimoto, em uso de terapia de reposição hormonal. Seus sinais vitais revelam temperatura de 37 ºC, frequência cardíaca de 74 bpm e pressão arterial de 101 x 67 mmHg. O exame físico evidencia hepatomegalia leve e comprova icterícia de escleras. Os exames laboratoriais demonstram: ALT (TGP): 430 U/L; AST (TGO): 389 U/L, bilirrubina total de 6,7 mg/dL e bilirrubina direta de 3,3 mg/dL; IgG sérica: 2.630 mg/dL (normal: até 1.600); sorologias virais: negativas. A paciente nega etilismo ou uso de drogas ilícitas.
Diante das informações apresentadas, o diagnóstico provável é
Mulher de 32 anos, previamente hígida, procura atendimento com quadro de tosse de duas semanas de evolução, além de dor e sensação de pressão sinusal. Ela relata ter apresentado odinofagia há uma semana. A tosse inicialmente era seca (não produtiva), mas atualmente apresenta pequena quantidade de escarro amarelado. Nega contato com pessoas doentes ou viagens recentes. Ela trabalha no aviário do zoológico, cuidando de araras, papagaios e periquitos. Ao exame físico: temperatura: 37,8 °C; ausculta pulmonar com estertores crepitantes esparsos em base pulmonar esquerda. A radiografia de tórax revelou áreas esparsas de consolidação no lobo inferior esquerdo. A coloração de Gram e a cultura bacteriana de rotina do escarro em meios ágar sangue, ágar chocolate e ágar MacConkey foram negativas para micro-organismos.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, o antimicrobiano de escolha para o agente causador dessa infecção é
Homem de 62 anos, com antecedentes de hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo 2, tabagismo e câncer de próstata, comparece para avaliação de risco cirúrgico cardiovascular perioperatório antes da realização de prostatectomia. O paciente tem boa capacidade funcional, sendo capaz de caminhar em terreno plano sem sintomas limitantes e subir dois lances de escada sem apresentar angina. Ao exame físico: frequência cardíaca: 80 bpm; pressão arterial: 145 x 90 mmHg; SatO2 em ar ambiente: 98%; ausculta cardíaca: ritmo regular, com sopro sistólico de pico tardio (intensidade 2/6) em bordo esternal superior direito e hipofonese de segunda bulha (A2); pulmonar: murmúrio vesicular diminuído bilateralmente, sem estertores; abdome normal; extremidades sem edema, com pulsos tibiais posteriores palpáveis. Eletrocardiograma: ritmo sinusal; critérios para hipertrofia ventricular esquerda. Tomografia de tórax realizada recentemente evidencia calcificação coronariana moderada e calcificação da valva aórtica.
Nesse caso, além do estímulo à cessação do tabagismo, constitui recomendação apropriada:
Mulher de 29 anos é atendida em consulta de rotina para aconselhamento pré-concepcional, já que planeja constituir família muito em breve. Ela tem história de cardiopatia reumática, mas nega quaisquer sintomas cardíacos e diz caminhar três vezes por semana como exercício. A única medicação em uso é uma injeção mensal de penicilina benzatina. Ao exame físico: pressão arterial: 138 x 84 mmHg; frequência cardíaca: 60 bpm; SatO2 em ar ambiente: 98%; não há turgência jugular; pulmões estão limpos à ausculta; cardíaco: ritmo regular, com B1 suave; nenhum sopro é auscultado; não há edema de membros inferiores. Eletrocardiograma: ritmo sinusal. Ecocardiograma transtorácico: fração de ejeção de ventrículo esquerdo de 65%; há aumento do átrio esquerdo; os folhetos da valva mitral (VM) estão espessados, com fusão comissural; não há calcificação ou espessamento subvalvar; o tempo de meia-pressão (pressure half-time) da VM é de 170 ms.
Nesse momento, a melhor recomendação para essa paciente é
Homem de 67 anos evolui com quadro de herpes-zoster extenso e doloroso no hemicorpo direito. Ao exame físico: há linfadenopatia generalizada, com linfonodomegalias cervicais e axilares bilaterais proeminentes, além de hepatosplenomegalia. O hemograma e o esfregaço de sangue periférico evidenciam leucocitose com linfocitose absoluta, à custa de linfócitos de aspecto maduro/habitual. A análise por citometria de fluxo demonstra uma porcentagem anormalmente elevada de células coexpressando CD5+ e CD19+.
Nesse caso, o diagnóstico de base provável é
Homem de 66 anos é atendido com o relato de prurido, hipocolia fecal e fadiga. Ele recebeu recentemente o diagnóstico de linfoma folicular. O exame físico revela icterícia de escleras/conjuntivas. Os exames laboratoriais demonstram hemoglobina de 9,8 g/dL.
Diante do exposto, considerando o diagnóstico de base, qual exame, provavelmente, está alterado?
Homem de 42 anos comparece à UBS trazido pela equipe de vigilância epidemiológica por ser contato domiciliar prolongado de seu irmão, que foi diagnosticado e tratado para hanseníase multibacilar há dois anos. À anamnese, o paciente nega sintomas constitucionais, dores neurais espontâneas ou perda de força nas extremidades. Ao exame físico dermatoneurológico detalhado, observa-se uma única mancha hipocrômica mal definida de 3 cm de diâmetro na região posterior do antebraço direito. O teste de sensibilidade térmica na lesão revela-se duvidoso, enquanto as sensibilidades tátil e dolorosa estão preservadas. Não há espessamento palpável ou dor nos troncos nervosos periféricos avaliados (ulnar, mediano, radial, fibular comum e tibial posterior), e a força muscular global encontra-se preservada.
Com base nas normas vigentes do Ministério da Saúde para o diagnóstico, classificação operacional e conduta epidemiológica da hanseníase, é correto afirmar:
Mulher de 49 anos é levada ao serviço de emergência pelo marido porque, nas últimas semanas, tem permanecido em posições estranhas pela casa por horas consecutivas. No episódio mais recente, a paciente ficou em pé junto à janela com ambas as mãos sobre os olhos e uma das pernas levantada e apoiada em uma cadeira em um ângulo de 90 graus. Ela manteve essa posição desconfortável por mais de 3 horas. Apresenta resposta verbal mínima ao que o marido diz e, às vezes, parece estar em estado de estupor. Ela possui um transtorno mental maior que vem sendo tratado com haloperidol por um psiquiatra nos últimos 10 anos.
Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico provável, em acréscimo ao que ela já vem tratando.
Mulher de 26 anos queixa-se de facilidade para apresentar equimoses e refere quadro de menorragia. A palpação do baço não revela anormalidades e não há linfadenopatias. Exames séricos: hemácias: 5.106.000/mm3; hemoglobina: 13,5 g/dL; leucócitos: 8.120/mm3; plaquetas: 42.000/mm3; tempo de protrombina: 12 segundos (normal); tempo de tromboplastina parcial ativada: 30 segundos (normal); tempo de sangramento: 11 minutos (prolongado). Um painel de exames, consistindo em função renal, perfil hepático, hormônios da tireoide, anticorpo antinúcleo, complemento, sorologias infecciosas e urina tipo 1, são negativos ou normais.
Considerando as informações apresentadas, qual o autoanticorpo que, provavelmente, é responsável pela condição atual da paciente?
Mulher de 25 anos, previamente hígida, refere história de febre, cólicas abdominais, diarreia e vômitos há 3 dias. Relata que, há cerca de 5 dias, consumiu uma porção inteira de massa de biscoito crua (contendo ovos crus). Não há hematoquezia ou antecedentes mórbidos relevantes. Ao exame físico: temperatura: 37,9 °C; pressão arterial: 127 x 83 mmHg; frequência cardíaca: 92 bpm; abdome: há dor leve à palpação difusa. A coprocultura demonstra crescimento de colônias negras em ágar Hektoen e o exame parasitológico de fezes é negativo.
Para essa paciente, a conduta apropriada é
Homem de 65 anos é levado ao departamento de emergência com rebaixamento do nível de consciência e esforço respiratório acentuado. O histórico é relevante para acidente vascular cerebral isquêmico extenso, ocorrido há quatro meses, que resultou em hemiparesia à direita residual. Ao exame físico: o paciente encontra-se torporoso; pressão arterial: 80 x 45 mmHg; frequência cardíaca: 128 bpm; frequência respiratória: 32 irpm; temperatura: 39,2 ºC; SatO2 em ar ambiente: 84%; nota-se uso acentuado de musculatura acessória e estertores crepitantes difusos em base pulmonar direita à ausculta; tempo de enchimento capilar: 5 segundos. Dois acessos venosos periféricos são estabelecidos com ressuscitação volêmica inicial rápida com cristaloides. A intubação de sequência rápida é indicada.
Nessa circunstância, é correto afirmar:
Homem de 18 anos dá entrada no serviço de emergência com quadro de febre (38 ºC) e odinofagia. Ao exame físico: há linfonodomegalias cervicais, além de amígdalas eritematosas e hipertrofiadas com presença de exsudato amigdaliano. Amoxicilina é prescrita, visto que ele relata exposições prévias ao fármaco, sem intercorrências. Cerca de 3 dias após, o paciente queixa-se de astenia intensa (fadiga extrema). A análise laboratorial demonstra hemoglobina de 9,1 g/dL e bilirrubina de 5,2 mg/dL.
Considerando a principal hipótese diagnóstica para a complicação descrita, esses últimos sintomas decorrem, provavelmente, de qual tipo de resposta imune?
Mulher de 76 anos relata quadro de disfagia e dor torácica. Os sinais vitais e exame físico não apresentam alterações significativas. A radiografia de tórax evidencia dilatação esofágica e o esofagograma contrastado revela estreitamento do esôfago distal (aspecto em “bico de pássaro”). A manometria esofágica demonstra ausência de relaxamento do esfíncter esofágico inferior e aperistalse no esôfago inferior. Não há acometimento cardiológico ou de intestino. Os resultados laboratoriais relevantes incluem: IgM para Trypanosoma cruzi: negativo; IgG para Trypanosoma cruzi: positivo.
Considerando o agente microbiano responsável por essa complicação, de acordo com as melhores evidências científicas, é correto afirmar:
Homem de 72 anos, diabético e hipertenso há 15 anos, com doença renal crônica e taxa de filtração glomerular estimada de 35 mL/min/1,73 m2, há 6 meses, retorna em consulta de rotina. Ele faz uso regular de losartana, dapagliflozina, metformina e atorvastatina, mas queixa-se de nictúria ocasional e uma dor articular no primeiro pododáctilo direito, resolvida, há duas semanas, com uso de compressas frias e analgésico comum, diagnosticada previamente em pronto-atendimento como um episódio agudo de gota. Ao exame físico: pressão arterial: 138 x 82 mmHg; IMC: 29 kg/m2; sem edema periférico. Exames séricos atuais: creatinina: 1,9 mg/dL (34 mL/min/1,73 m² pela equação CKD-EPI 2021); ureia: 65 mg/dL; potássio: 4,8 mEq/L; bicarbonato: 22 mEq/L; ácido úrico: 9,2 mg/dL. Relação albumina-creatinina: 350 mg/g (prévia de 320 mg/g há seis meses).
A partir dos dados descritos, é correto afirmar:
Mulher de 48 anos se queixa de pressão facial, obstrução nasal e secreção pós-nasal espessa há quatro meses. Relata fadiga associada e diminuição do olfato, mas nega episódios de febre, dor dentária, epistaxe ou eliminação de secreção nasal francamente purulenta recente. O histórico médico é irrelevante. Ao exame físico: sinais vitais estáveis; cardiopulmonar e abdome: normais; a oroscopia não apresenta gotejamento purulento franco; o exame nasal revela mucosa edemaciada e hiperemiada no meato anterior bilateralmente, com presença de secreção mucoide espessa, sem pólipos nasais visíveis.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, é correto afirmar:
Mulher de 58 anos, assintomática, comparece em consulta de rotina. Nega fadiga, desconforto abdominal, icterícia ou sangramentos. Relata não ter o hábito de consumir bebidas alcoólicas, usar medicamentos hepatotóxicos ou formulações fitoterápicas. Ela tem antecedente de diabetes mellitus tipo 2 diagnosticado, há 8 anos (em uso de metformina, 1.000 mg/dia), além de obesidade grau I e dislipidemia (parou a medicação por conta própria). Ao exame físico: pressão arterial: 138 x 82 mmHg; frequência cardíaca: 76 bpm; IMC: 33,9 kg/m2; abdome: globoso, flácido, indolor à palpação; fígado palpável no rebordo costal direito, com borda romba e indolor; ausência de esplenomegalia, ascite, eritema palmar ou circulação colateral. Exames séricos: AST (TGO): 48 U/L; ALT (TGP): 52 U/L; plaquetas: 180.000/mm3; glicemia de jejum: 145 mg/dL; hemoglobina glicada (HbA1c): 7,6%; albumina: 4,1 g/dL; bilirrubinas normais. Ultrassom: fígado com ecogenicidade difusamente aumentada, atenuando o feixe sonoro nas porções profundas, padrão compatível com esteatose hepática de grau moderado; vias biliares normais. O escore não invasivo FIB-4 é de 2,14 (intermediário risco).
Em relação ao caso descrito, é correto afirmar:
Mulher de 55 anos apresenta quadro de rigidez matinal com duração de várias horas. Ela queixa-se de dor e edema nas articulações dos dedos e dos punhos, com sintomas de caráter intermitente. Ao exame físico, nota-se que a dor, o edema e a rigidez têm distribuição simétrica. A radiografia evidencia aumento de partes moles e redução do espaço articular. Os achados laboratoriais relevantes são: velocidade de hemossedimentação: 28 mm/h; anticorpo antinuclear: 1:320; fator reumatoide: 1:128; anticorpo anti-peptídeo citrulinado cíclico: 62 U/mL.
Nesse caso, o tratamento inicial recomendado de maior impacto em longo prazo é:
Mulher de 63 anos retorna de suas férias do Caribe. Durante os dois últimos dias de viagem, ela começou a sentir-se mal, com quadro de febre e mal-estar geral. Três dias após o retorno, ela procura o pronto-socorro. A paciente relata ter apresentado picos febris de até 39 ºC, dores articulares importantes, mialgia e que, no dia anterior, notou o surgimento de manchas vermelhas no abdome. Ela também menciona ter sofrido inúmeras picadas de mosquitos durante as férias. Ao exame físico: temperatura: 38,7 ºC; nota-se um exantema maculopapular difuso que embranquece à digitopressão no tronco, dorso e braços; o restante do exame não é contributivo. O teste sorológico demonstra a presença de anticorpos IgM contra um alfavírus específico, confirmando o diagnóstico.
Segundo o exposto, o agente etiológico é