Questões de Concurso
Para residência médica
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Dito isso, é correto afirmar que essa paciente apresenta:
Para o adequado tratamento e acompanhamento das pacientes portadoras de síndrome de ovários policísticos (SOP), é fundamental o conhecimento das suas bases fisiopatológicas.
Em relação à síndrome de ovários policísticos, é correto afirmar que:
Uma paciente de 63 anos, portadora de hipertensão arterial crônica e diabetes melito tipo 2 bem controladas, após apresentar episódios de sangramento vaginal, realizou uma histeroscopia, que evidenciou uma lesão de aspecto cerebroide, friável, cuja biópsia diagnosticou carcinoma seroso. Ao exame especular, não são identificadas lesões aparentes em colo ou vaginal. A ressonância magnética sugere que a lesão está confinada ao útero, com menos de 50% de invasão endometrial, sem sinais de linfonodomegalias aparentes.
Tendo em vista o caso clínico acima, a abordagem mais indicada é:
Uma mulher de 45 anos apresenta aumento progressivo de fluxo e da duração menstrual há 4 anos, associado a dismenorreia importante com piora após nascimento do filho por parto cesáreo há 6 anos. Atualmente, sangra até 12 dias, com necessidade de uso de absorventes noturnos. Ao exame, verificase o útero aumentado de volume, palpável à altura da sínfise púbica, globoso e móvel. A ultrassonografia transvaginal mostrou útero de aspecto globoso, tipo “bala de canhão”, volume estimado de 760 mL, sem outros comemorativos. A ressonância magnética de pelve evidenciou uma zona juncional de 23 mm, com aspecto heterogêneo.
Dadas as informações acima, a principal hipótese diagnóstica é:
Uma paciente de 16 anos, fenótipo feminino, em amenorreia, apresenta genitália externa sem alterações aparentes, mamas M4 e pilificação P2 de Tanner. A ultrassonografia pélvica não evidenciou útero. Gônadas foram visualizadas. Os exames laboratoriais evidenciaram FSH de 6,7 UI/L, testosterona com 540 ng/mL e estradiol a 47,1 pg/mL.
Considerando as informações acima, o cariótipo de banda G esperado para essa paciente é:
Com base nas informações acima, e na principal hipótese diagnóstica, a conduta mais adequada para o caso é:
Considere o cenário de nódulo palpável de 2 cm, móvel, em quadrante superior externo de mama esquerda em mulher de 40 anos, sem fatores de risco para câncer de mama. Considere ainda que a mamografia e a ultrassonografia foram categoria BI-RADS 2, e que as mamas têm densidade normal.
Em relação a esse cenário, é correto afirmar que:
Uma paciente de 34 anos realizou colpocitologia oncótica no início do pré-natal, com resultado de atipia celular de significado indeterminado, não se podendo excluir lesão de alto grau (ASC-H). Foi então encaminhada para colposcopia com 16 semanas. O resultado da área biopsiada confirmou NIC 2.
Frente a esse resultado, a conduta deve ser:
Uma paciente de 27 anos vai à consulta ginecológica de rotina, sem apresentar queixas. Ela refere que terminou sua pós-graduação e passará um ano viajando pelo mundo. Diante disso, foi orientada quanto à importância da atualização do calendário vacinal para saúde da mulher.
Nessa mesma consulta, o(a) ginecologista explica corretamente à paciente que:
Por ser de fácil obtenção durante o exame ginecológico, o raspado ou mesmo a secreção vaginal e cervical são muito utilizados na prática do dia a dia para os diagnósticos moleculares. A maior vantagem da coleta da secreção vaginal reside na possibilidade de se fazerem vários testes a partir de uma única amostra.
Em relação a esse tema, é correto afirmar que:
Uma paciente de 42 anos, gesta 2 para 2 (2 partos cesáreos), chega à consulta referindo aumento do sangramento e cólicas no período menstrual. Não faz uso de método contraceptivo. Rotina laboratorial aponta anemia. A ultrassonografia transvaginal evidencia assimetria de paredes uterinas, cistos miometriais e linhas de sombra acústica posterior.
Frente à situação descrita, deve-se considerar a hipótese de:
Uma paciente de 56 anos, saudável, há 4 anos entrou na menopausa e está em vigência de terapia hormonal com estrogênio transdérmico e progesterona oral. Refere relacionamento de 29 anos, porém queixa-se de falta de interesse sexual de sua parte, há 2 anos. Nega falta de afeto pelo marido e ressecamento vaginal ou dor na relação. Afirma apenas que tem pouco interesse espontâneo por sexo, o que tem gerado conflitos com o marido e sofrimento para ela. Quando a intimidade acontece, relata que tem prazer.
A respeito das orientações que compõem a abordagem dessa paciente, o ginecologista deve considerar que:
Enzo, 15 anos, negro, com diagnóstico de anemia falciforme e histórico de vários episódios prévios de crise vaso-oclusiva, apresenta-se ao pronto-socorro com dor intensa na perna esquerda, febre (38,9 °C) e mal-estar geral, iniciados há cerca de três dias. Ele relata que a dor piorou progressivamente e não responde aos analgésicos usuais. Não há histórico de trauma recente. Atualmente, faz uso de hidroxiureia 20 mg/kg/dia, ácido fólico 1 mg/dia e penicilina profilática (250 mg duas vezes ao dia). Ao exame físico, observa-se Tax de 38,9 °C e pressão arterial de 120 x 70 mmHg. Nota-se edema, calor e dor na topografia da tíbia esquerda, que se exacerba à mobilização. Exames laboratoriais iniciais mostram: anemia (Hb: 8g/dL); leucocitose (18.000/mm³) com desvio à esquerda; proteína C-reativa (PCR): 150 mg/L (elevada); VHS: 90 mm/h (elevada). O médico solicitou uma ressonância magnética, que evidenciou presença de edema da medula óssea, alterações corticais, coleções líquidas e realce com contraste.
A hipótese diagnóstica principal é:
A dor na fibromialgia é o resultado de uma complexa interação entre fatores neuroquímicos, genéticos, psicológicos e do sistema nervoso, que culminam em uma sensibilização central e uma percepção amplificada da dor.
Em relação aos mecanismos da dor, é correto afirmar que:
Mercedes, 56 anos, economista, branca, casada, com 2 filhos, é encaminhada ao reumatologista pelo pneumologista que investiga queixa de tosse seca e dispneia aos médios e grandes esforços. Ao exame físico, nota-se artrite de tornozelos e eritema nodoso na face anterior e medial da tíbia bilateralmente. A tomografia de tórax evidencia linfadenopatia hilar simétrica, nódulos centrolobulares e peribroncovasculares, áreas de opacidades em vidro fosco, reticulações e bronquiectasias de tração.
A hipótese diagnóstica justificada mais plausível para o caso é:
A principal hipótese diagnóstica e o achado do líquido articular que a confirmam são, respectivamente:
Alex tem 45 anos e se queixa de dor lombar mais intensa pela manhã ou após um repouso prolongado, associada a rigidez matinal de cerca de 90 minutos de duração. Refere que a dor melhora ao longo do dia com atividade física.
O diagnóstico sindrômico, a hipótese diagnóstica e o método de imagem apropriados para o caso, nessa sequência, são:
Rufino é um homem de 66 anos com histórico de fibrilação atrial, hipertensão arterial e sarcoidose pulmonar. Faz uso de Marevan (warfarina), diurético e, há 6 meses, passou a usar prednisona para tratar da sarcoidose. Refere fazer pilates 3 vezes por semana. Relata também que, recentemente, precisou tomar antiinflamatórios por 5 dias para tratar patologia dentária. Ele apresenta dor intensa no quadril esquerdo, que piora com o movimento e não alivia com repouso. O exame físico revela dor à palpação do quadril e limitação na amplitude de movimento. O teste de Patrick (FABER) é positivo, indicando dor na face anterior do quadril. A radiografia mostra alterações sugestivas de osteonecrose da cabeça do fêmur.
A história clínica do Rufino ressalta dois fatores de risco para osteonecrose, a saber:
Um residente apresenta ao seu preceptor do ambulatório o caso de Jeferson, um homem de 24 anos com dor lombar crônica de início há 3 meses que melhora com a atividade física e piora em repouso, além de rigidez matinal que dura mais de 30 minutos e dor alternante nas nádegas. Prontamente, o residente descreve o exame físico, enfatizando a limitação na flexão da coluna lombar e sensibilidade nas articulações sacroilíacas. Por fim, refere que os testes laboratoriais mostram aumento da proteína C-reativa (PCR) e da velocidade de hemossedimentação (VHS). O HLA-B27 é detectado.
Quando indagado pelo perceptor sobre o papel do HLA B27 no mecanismo etiopatogênico da doença, o residente deve responder que esse antígeno: