Questões de Concurso
Para residência médica
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Uma paciente de 60 anos com IMC = 45 kg/m2 chega ao pronto-socorro com abaulamento na região da virilha e clínica de obstrução intestinal alta. É realizada inguinotomia exploradora, que evidencia hérnia femoral encarcerada, não sendo possível a sua redução.
A estrutura que deve ser seccionada para a redução do conteúdo herniário através do canal femoral é o(a):
Um paciente 47 anos realizou endoscopia digestiva alta, que mostrou lesão ulcerada e antro de cerca de 2 cm, com bordos elevados. A biópsia merradicação do H. pylori exclusiva;ostrou se tratar de um linfoma do tipo MALT de baixo grau e presença de H. pylori. A tomografia de abdômen não evidenciou metástases a distância nem linfonodos acometidos.
A próxima conduta terapêutica é:
Uma paciente de 56 anos foi submetida a colecistectomia eletiva por doença calculosa biliar. Após 15 dias, saiu o resultado do exame histopatológico mostrando adenocarcinoma de vesícula, com extensão até o tecido conectivo perimuscular, sem invasão da camada serosa.
Não havendo, no estadiamento clínico, evidência de metástases à distância, a melhor proposta terapêutica é:
Uma paciente de 48 anos, IMC = 35 kg/m2 , foi submetida a colecistectomia eletiva por colecistolitíase crônica. Após o procedimento, a vesícula biliar foi aberta, evidenciando cálculo único de 3 cm e mucosa de aspecto macroscópico de “vesícula biliar em morango”.
O provável diagnóstico anatomopatológico macroscópico é de:
Uma paciente de 35 anos submeteu-se a ultrassonografia de rotina, que encontrou nódulo em suprarrenal esquerda. Realizou tomografia computadorizada de abdômen com contraste que mostrou nódulo sólido de 5 cm em adrenal esquerda, com densidade de 20 UH e washout de 30%. Dosagem de metanefrinas, teste de supressão de cortisol e aldosterona/atividade plasmática de renina estavam todas normais.
A melhor conduta nesse caso é:
Um paciente de 52 anos, com sintomas dispépticos, realizou endoscopia digestiva alta, que mostrou lesão ulcerada de 3 cm em grande curvatura na transição do fundo para o corpo gástrico. A gastrina sérica estava normal. A biópsia revelou se tratar de tumor neuroendócrino G2, índice mitótico de 15 e índice Ki-67 de 25%. O estadiamento por USG endoscópico e a TC de abdômen mostraram invasão até a muscular própria, sem evidências de metástases linfonodais e à distância.
A conduta mais apropriada é:
Um paciente de 62 anos, queixando-se de dor em andar superior do abdômen, realizou tomografia com contraste que mostrou lesão de 3 cm entre o corpo e a cabeça do pâncreas, com envolvimento de segmento (1 cm) da veia mesentérica superior (90° anterolateral). O exame não mostrou metástases nodais e à distância. Foi realizada ultrassonografia endoscópica com punção da lesão pancreática via transgástrica, cuja citologia foi de adenocarcinoma ductal, com presença de células em “anel de sinete”.
A próxima conduta nesse caso é:
Um paciente de 18 anos, vítima de perfuração por arma de fogo em hipocôndrio direito, apresenta, durante a laparotomia, laceração profunda, estrelada, de cerca de 10 cm, em lobo direito do fígado, com sangramento profuso que pouco diminuiu com a manobra de Pringle. Desde a chegada do paciente, foram feitos 2 concentrados de hemácias, 1 de plaqueta e 1 plasma fresco. A pressão arterial é de 80 x 40 mmHg e a FC é de 120 bpm. A gasometria arterial de momento revela pH: 7,12; déficit de base: 18 mmol/L; pCO2: 45 mmHg; HCO3: 16 mEq/L; INR: 2,2.
A melhor conduta nesse caso é:
Um homem de 72 anos chega ao pronto-socorro com quadro de dor de início súbito em membro inferior direito, associado a parestesia, palidez e dificuldade de mobilização do membro há cerca de 3 horas. Ao exame físico, constatam-se frequência cardíaca de 114 bpm (pulso irregular) e frequência respiratória de 20 irpm. O exame dos membros revela membro inferior direito sem pulso desde a região femoral e pulso normal no membro inferior esquerdo.
A conduta mais apropriada neste momento é:
Uma mulher de 86 anos apresenta úlcera sacra de cerca de 5 cm no maior diâmetro, com exposição do tecido celular subcutâneo, porém sem sinais de infecção e/ou necrose. Apresenta bastante secreção serosa e está sem odor.
O tratamento mais indicado neste momento é:
Um homem de 60 anos apresenta-se ao consultório com queixas de dor abdominal epigástrica persistente há seis meses, perda de peso não intencional de 10 kg e sensação de plenitude pós-prandial precoce. Ele também relata episódios de náusea e vômito, ocasionalmente com sangue. O paciente tem histórico de tabagismo e consumo regular de álcool, além de uma dieta rica em alimentos processados e salgados. No exame físico, nota-se palidez e linfonodos supraclaviculares aumentados. A endoscopia digestiva alta revela uma lesão ulcerada no antro gástrico, e a biópsia confirma a presença de adenocarcinoma gástrico.
O fator de risco mais significativo associado ao desenvolvimento do câncer de estômago no caso desse paciente é:
A Sra. Maria Lúcia, uma mulher de 75 anos, chegou à emergência após uma queda em sua casa. Ela relata que tropeçou em um tapete e caiu de lado no chão da sala. Desde então, ela sente uma dor intensa no quadril esquerdo, não consegue levantar e não consegue andar. Quando do exame físico, nota-se que sua perna esquerda está encurtada e rodada externamente. Ela tem histórico de osteoporose e faz uso regular de anti-inflamatórios não esteroides para dor causada pela osteoartrose do joelho esquerdo. Além disso, tem hipertensão arterial essencial controlada com medicamentos. Está lúcida com sinais vitais estáveis, dor intensa à palpação do quadril esquerdo, pulsos distais presentes e simétricos. A radiografia de quadril mostra uma fratura transtrocanteriana do fêmur.
Diante desse quadro clínico, a melhor abordagem terapêutica para o caso da Sra. Maria Lúcia é:
Um homem de 23 anos, estudante de música, saudável e sem história patológica de doenças respiratórias, chega ao pronto-socorro com dor torácica súbita e intensa do lado direito, com dispneia. Ele relata que estava estudando com seu saxofone quando os sintomas começaram. No exame físico, observa-se diminuição do murmúrio respiratório no hemitórax direito, com hipertimpanismo à percussão e diminuição da expansão torácica nesse lado. O paciente está consciente, orientado, com frequência respiratória de 24 incursões por minuto e saturação de oxigênio de 93% em ar ambiente. Uma telerradiografia de tórax confirma a presença de um pneumotórax no hemitórax direito, ocupando aproximadamente 30%.
Diante desse quadro clínico, a conduta terapêutica mais adequada é:
Uma mulher de 52 anos apresenta-se no consultório com queixas de fraqueza muscular progressiva, especialmente nos membros superiores, bem como dificuldade para subir escadas e levantarse de uma cadeira, que começaram há três meses. Relata perda de peso involuntária de aproximadamente 8 quilos nos últimos oito meses, tosse crônica e episódios de pequena hemoptise. Não tem história prévia de doenças. O exame físico revela fraqueza muscular proximal simétrica, sem atrofia muscular. Os reflexos tendinosos profundos são normais. A tomografia computadorizada de tórax mostra uma massa no lobo superior do pulmão direito, sugestiva de neoplasia pulmonar. Os exames laboratoriais mostram elevação de enzimas musculares (CK) e anticorpos anti-Hu positivos.
O diagnóstico mais provável para essa paciente é:
Um homem de 54 anos apresenta-se no consultório com história de disfagia progressiva para sólidos e líquidos, regurgitação noturna de alimentos não digeridos e perda de peso significativa nos últimos oito meses. Ele não relata dor torácica, mas menciona uma sensação de "comida parada" no meio do peito. Não há história de doenças crônicas ou cirurgias prévias. O exame físico revela um paciente emagrecido, sem outras alterações significativas. A endoscopia digestiva alta mostra retenção de alimentos no esôfago sem lesões obstrutivas evidentes. Uma esofagografia com contraste revela um esôfago dilatado com afilamento distal, que sugere um "bico de pássaro". A manometria esofágica confirma aperistalse do corpo esofágico e ausência de relaxamento adequado do esfíncter esofágico inferior.
O tratamento cirúrgico mais indicado para esse paciente é:
Uma mulher de 39 anos chega ao ambulatório com queixa de dificuldade para engolir, inicialmente apenas para sólidos, mas agora também para líquidos, que vem se agravando progressivamente nos últimos 8 meses. Ela também relata perda de peso significativa de mais de 10 kg e episódios de regurgitação de alimentos não digeridos. Não há histórico de doenças crônicas ou cirurgia prévia. No exame físico, o estado geral é bom, mas com perda ponderal evidente. A endoscopia digestiva alta revela retenção de alimentos no esôfago, sem evidências de estenose ou massa. A manometria esofágica mostra aperistalse no corpo do esôfago e ausência de relaxamento do esfíncter esofágico inferior durante a deglutição.
Diante desse quadro clínico, o diagnóstico mais provável para essa paciente é:
Um jovem de 14 anos apresenta-se no consultório com queixa de dor no joelho esquerdo há cerca de três meses. Ele refere que a dor piora à noite e não alivia com analgésicos comuns. Além disso, ele nota um leve inchaço no local e dificuldade para caminhar. Não há história de trauma. O exame físico revela uma sensibilidade localizada sobre a metáfise distal do fêmur esquerdo com leve edema, mas sem sinais de infecção. Uma radiografia do joelho esquerdo mostra uma lesão lítica na metáfise distal do fêmur com elevação do periósteo, conhecida como reação em "casca de cebola".
Essas características são próprias do: