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Para residência médica
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Homem, 56 anos, com história significativa de uso crônico de álcool, múltiplas internações por abstinência alcoólica e vários episódios de pancreatite, apresenta-se com queixas crônicas de múltiplas quedas, dor em queimação em extremidades e fraqueza muscular. Refere piora recente com dispneia em repouso e aos esforços, ortopneia, palpitações e edema bilateral de membros inferiores, há 1–2 meses. Não tem acompanhamento médico há 2 anos. Última ingestão alcoólica foi há cerca de 24 horas. Exame físico: ansioso e agitado. T 37,4 ºC; PA 180/90 mmHg; FC 130 bpm (regular); FR 20; SatO2 96% ambiente. Estertores bibasais, precórdio hiperdinâmico, sem bulhas adicionais. Edema 2+ MMII; sensibilidade diminuída em MMII; marcha instável. Sem alucinações, consciente e orientado.
Realizou EcG, conforme segue:

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
Raio-X: derrames pleurais bilaterais; ECO: câmaras de tamanho normal, função normal, índice cardíaco 5,0 L/min/m2.
Assinale a alternativa que melhor explica os achados cardíacos desse paciente.
Homem, 69 anos, tabagista de longa data, chega ao pronto-socorro com dor torácica anterior intensa, em “facada”, acompanhada de diaforese, que o acordou há 2 horas. Ele nega dispneia, mas refere que a dor é contínua, intensa e irradia para dorso e ombros. Histórico: hipertensão de longa data mal controlada; diabetes e doença vascular periférica. Não é aderente às medicações, fuma 1 maço/dia, há 30 anos, e consome álcool regularmente.
Durante o exame físico, a dor diminuiu. Sinais vitais: T 37,1 ºC, FC 110 bpm, PA 180 × 90 mmHg no braço direito e 120 × 63 mmHg no esquerdo, FR 18. Está alerta. ECG: inversão de ondas T em V3–V4.
Realizou-se angiotomografia de tórax, conforme imagem a seguir

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
Diante do exposto, qual é o próximo melhor passo no tratamento?
Mulher, 28 anos, portadora de cardiomiopatia hipertrófica não obstrutiva confirmada (ressonância sem obstrução significativa em repouso/provocação). Relata história de síncope inexplicada há 6 meses. Holter 24 h com taquicardia ventricular não sustentada (TVNS). Ressonância com realce tardio difuso >15% da massa ventricular. Espessura septal máxima = 32 mm. FEVE 60%. Sem história pessoal de TV/FV. Cálculo de risco (HCM Risk-SCD) estimado em 7,8% em 5 anos.
Qual é a melhor conduta neste momento para prevenção de morte súbita?
Homem, 39 anos, previamente hígido, apresenta episódio de síncope noturna enquanto dormia, presenciada pela esposa que tentou acordá-lo, sem sucesso. História familiar revela morte súbita em um primo de primeiro grau, aos 28 anos.
ECG basal:

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
Foi realizado teste farmacológico com ajmalina, que desencadeou o ECG a seguir:

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
Holter 24 h: extrassístoles ventriculares esparsas, sem TVNS. Ecodopplercardiograma e ressonância cardíaca sem alterações estruturais. O paciente relata febre recente (39 ºC), 2 dias antes do evento.
Qual é a conduta mais apropriada nesse momento para prevenção de morte súbita?
Homem, 42 anos, previamente hígido, é avaliado após episódio de síncope durante exercício moderado. Não faz uso de medicações. Antecedentes familiares: irmão falecido subitamente aos 29 anos, sem causa definida.
Exames complementares:
• ECG basal: ondas T negativas profundas em V1–V3, QRS normal.
• Holter 24 h: extrassístoles ventriculares frequentes com morfologia de BRE e eixo superior, além de 2 episódios de TVNS (máximo 9 batimentos).
• Ecocardiograma transtorácico: função ventricular direita discretamente reduzida, aneurisma focal em parede anterior do VD.
• Ressonância magnética cardíaca (CMR): realce tardio fibroadiposo no VD subtricuspídeo e região infundibular anterior.
• Testes laboratoriais normais. Não há doença arterial coronariana.
Qual é a conduta mais apropriada para prevenção de morte súbita nesse paciente?
Homem, 68 anos, portador de insuficiência cardíaca direita por hipertensão pulmonar e insuficiência tricúspide funcional grave, interna por distensão abdominal e edema. Exame Físico: turgência jugular a 45º; refluxo hepatojugular positivo; hepatomegalia dolorosa e ascite moderada. Exames laboratoriais: AST 52 U/L; ALT 58 U/L; FA 180 U/L; GGT 220 U/L; bilirrubina total 2,1 mg/dL (direta 1,1); albumina 3,2 g/dL; INR 1,4, BNP 1450 pg/mL. US-Doppler: veia cava inferior dilatada e pouco colabável; veias hepáticas com fluxo reverso sistólico/pulsátil; portal com marcada pulsatilidade. Paracentese diagnóstica: SAAG = 1,4 g/dL; proteína do líquido ascítico = 3,5 g/dL; cultura negativa.
Qual é a conduta prioritária para abordar a disfunção hepática desse paciente?
Homem, 69 anos, portador de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (FEVE 30%), hipertensão e DRC estágio 3b (TFG 38 mL/min/1,73m2 ), é internado por dispneia progressiva, ortopneia e ganho de 4 kg em 10 dias. Ao exame: crepitações bibasais, turgência jugular a 45º, edema em membros inferiores ++/4+. PA: 108 × 68 mmHg; FC: 84 bpm; SatO2 : 94% AA. Exames: ureia 85 mg/dL; creatinina 2,0 mg/dL (prévia 1,4 mg/dL); Na+135 mEq/L; K+ 4,6 mEq/L; BNP 1560 pg/mL. Ecocardiograma: FEVE 30%, volume diastólico final VE aumentado; VD preservado.
Durante o manejo, o paciente evolui com redução da diurese, mesmo após infusão de furosemida EV em altas doses.
Com base nos mecanismos da síndrome cardiorrenal tipo 1, qual é a conduta mais adequada?
Homem, 58 anos, teve infarto agudo do miocárdio há 4 meses, quando foi realizada angioplastia primária de DA. Segue assintomático, sem insuficiência cardíaca. Medicação: atorvastatina 80 mg/dia; ezetimiba 10 mg/dia; AAS 100 mg/dia; ticagrelor 90 mg 12/12 h; dapagliflozina 10 mg. Exames recentes: LDL-C 68 mg/dL; PCR ultrassensível 3,2 mg/L; Lp(a) 180 nmol/L (normal até 72 mg/dL); TFG 74 mL/min/1,73 m2; TGO/TGP normais; IMC 28 kg/m2; PA 124 × 76 mmHg.
De acordo com as diretrizes de prevenção secundária mais atuais, qual é o próximo passo prioritário para reduzir risco residual aterotrombótico neste momento?
Homem, 58 anos, assintomático, hipertenso controlado, não diabético, não tabagista. Exames: LDL-C 118 mg/dL, HDL-C 47 mg/dL, TG 160 mg/dL, PA média 126 × 78 mmHg, IMC 27 kg/m² . Estratificação inicial: SCORE2 = 5,8% (10 anos, risco moderado) e PREVENT-ASCVD = 7,6% (10 anos, risco intermediário). Solicita-se escore de cálcio coronariano (CAC): Agatston = 230 (percentil 85 para idade/sexo).
Em face do exposto, a conduta mais adequada é:
Homem, 54 anos, tabagista (20 maços/ano), hipertenso controlado com losartana e com histórico familiar de infarto precoce (pai aos 52 anos), procura avaliação preventiva.
Exames laboratoriais recentes:
• LDL-colesterol: 146 mg/dL.
• HDL-colesterol: 45 mg/dL.
• Triglicerídeos: 180 mg/dL.
• Glicemia de jejum: 96 mg/dL.
• Pressão arterial média: 126 × 78 mmHg.
• IMC: 27 kg/m2 .
• Sem diabetes ou doença cardiovascular estabelecida.
O escore de risco cardiovascular calculado indica risco alto (≥10% em 10 anos).
De acordo com as diretrizes mais atuais de prevenção cardiovascular, qual é a conduta mais adequada nesse caso?
Mulher, 56 anos, hipertensa e com síndrome metabólica, apresenta dor torácica típica aos esforços há 6 meses. A angiotmografia coronaria mostra placas com obstruções inferiores a 50%. Teste ergométrico revelou depressão do segmento ST ≥ 1 mm em parede lateral aos 7 minutos de exercício.
Foi submetida a cateterismo diagnóstico com avaliação fisiológica invasiva:
• FFR = 0,88 (normal).
• CFR = 1,5 (reduzida).
• Índice de resistência microvascular (IMR) = 32 U (elevado).
• Teste de acetilcolina intracoronária: espasmo epicárdico ausente, porém redução > 90% do diâmetro microvascular com sintomas típicos e alterações isquêmicas no ECG.
Com base nesses achados e nos mecanismos fisiopatológicos da isquemia, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o diagnóstico mais provável e a abordagem terapêutica inicial mais apropriada.
Homem de 63 anos, hipertenso e diabético, é submetido a avaliação invasiva da função coronariana durante cateterismo, após angina estável com cintilografia sugestiva de isquemia em parede anterior. O exame mostra estenose de 60% na artéria descendente anterior (DA) média, com fluxo TIMI 3. A reserva de fluxo coronariano (CFR) medida foi de 1,4, e o índice de resistência microvascular (IMR) foi normal.
Com base na fisiopatologia do fluxo coronário, qual das alternativas melhor explica o achado e seu significado clínico?
Durante um procedimento de angiografia coronariana, observa-se oclusão total da artéria coronária direita (ACD) em seu terço proximal, com circulação colateral bem desenvolvida a partir da descendente anterior (DA). O paciente não apresenta sinais de infarto agudo e mantém fração de ejeção preservada.
Com base nos princípios de anatomia e fisiologia da circulação coronariana, assinale a alternativa que melhor explica o fenômeno descrito.
Durante monitorização hemodinâmica em UTI, um paciente normovolêmico apresenta débito cardíaco de 5,0 L/min e pressão venosa central (PVC) de 5 mmHg. Após infusão rápida de 1 litro de solução salina isotônica, observa-se aumento transitório da PVC para 10 mmHg e elevação discreta do débito cardíaco para 5,3 L/min, com retorno da PVC para 6 mmHg após 10 minutos.
Considerando os princípios de fisiologia cardiovascular, assinale a alternativa que melhor explica o comportamento hemodinâmico observado.
Durante uma avaliação hemodinâmica em repouso, um paciente apresenta os seguintes parâmetros:
• Frequência cardíaca: 75 bpm.
• Volume sistólico: 80 mL.
• Pressão arterial média: 90 mmHg.
• Pressão de oclusão pulmonar: 12 mmHg.
• Resistência vascular sistêmica: normal.
Após infusão endovenosa de 500 mL de solução salina isotônica, observa-se aumento discreto do volume sistólico para 88 mL, sem alteração significativa da frequência cardíaca ou da pressão arterial média.
Com base na fisiologia cardiovascular, assinale a alternativa que melhor explica o fenômeno observado.
Durante um procedimento de cateterismo cardíaco direito em um paciente com dispneia, o hemodinamicista mede a pressão em diferentes câmaras e vasos. Observa os seguintes valores (em mmHg):
• Átrio direito: 8.
• Ventrículo direito: 35/8.
• Artéria pulmonar: 35/18 (média 25).
• Capilar pulmonar (pressão de oclusão): 18.
Com base na fisiologia cardiovascular normal, qual das alternativas a seguir melhor explica o significado fisiológico e anatômico da pressão capilar pulmonar (PCP)?
Mulher, 65 anos, relata dispneia aos médios esforços e palpitações há 3 meses. Ao exame, apresenta ictus hiperdinâmico e discretamente deslocado para a esquerda. Na ausculta, identifica-se sopro holossistólico de alta frequência em foco mitral, com irradiação para axila, além de S3 suave. ECG mostra fibrilação atrial de início recente. O ecocardiograma realizado é compatível com insuficiência mitral primária degenerativa, com vena contracta de 0,8 cm, EROA 0,45 cm² e volume regurgitante 65 mL. A fração de ejeção do ventrículo esquerdo é 62%, com diâmetro sistólico final do VE de 41 mm, volume de AE indexado 48 mL/m² e PSAP (Pressão Sistólica da Artéria Pulmonar) estimada em 56 mmHg. O cálculo de risco cirúrgico sugere baixo risco (1,8%), sem fragilidade clínica; há equipe experiente em plastia mitral disponível.
Qual é a conduta mais apropriada para essa paciente neste momento?
Homem, 72 anos, portador de hipertensão arterial e dislipidemia, relata episódios de tontura e dispneia progressiva aos esforços. Ao exame físico, apresenta pulso arterial de baixa amplitude e ascensão lenta (parvus et tardus), além de ictus cordis sustentado. Na ausculta cardíaca, identificam-se sopro sistólico ejetivo, de timbre rude em foco aórtico, irradiado para as carótidas, que se estende até a segunda bulha, e sopro musical suave, audível no foco mitral, mais evidente em decúbito lateral esquerdo. Observa-se, ainda, desdobramento paradoxal da segunda bulha, melhor percebido na expiração.
Qual é a interpretação mais provável desse conjunto de achados?
Homem, 58 anos, procura o ambulatório por dispneia leve aos esforços e palpitações ocasionais. Ao exame físico, a ausculta cardíaca revela sopro sistólico ejetivo de timbre rude em foco aórtico, irradiado para as carótidas, mais audível com o paciente sentado e com leve inclinação anterior do tronco. O ictus cordis encontra-se discreto, porém sustentado, e a segunda bulha apresenta-se hipofonética no foco aórtico.
Com base nesses achados, qual é o diagnóstico clínico mais provável?
Durante o exame físico de um homem de 45 anos, sem sintomas cardiovasculares, o médico identifica o ictus cordis localizado no quinto espaço intercostal esquerdo, na linha hemiclavicular, com pequena amplitude, duração breve e não desviado. Na ausculta cardíaca, o ritmo é regular, sem sopros ou bulhas adicionais.
Com base nesses achados, qual das alternativas descreve a interpretação correta do exame?