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Q4227570 Medicina
Mulher, 50 anos de idade, comparece ao pronto-socorro com queixas de palpitações taquicárdicas e mal-estar. Nega síncope ou pré-síncope. Ao exame físico, apresenta-se taquicárdica, estável hemodinamicamente, com SpO2 de 96% em ar ambiente. Foi realizado ECG apresentado a seguir:

Q3.png (693×441)

Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico e a conduta correta.
Alternativas
Q4227569 Medicina
Paciente com Síndrome de Brugada tipo 1 espontâneo e síncopes recorrentes foi submetido ao implante de CDI há cerca de 2 meses. Teve 3 terapias inapropriadas. Neste caso, quais seriam as 2 principais hipóteses? 
Alternativas
Q4227568 Medicina
Mulher, 60 anos de idade, portadora de marca-passo atrioventricular por doença do nó sinusal. Em consulta, queixa-se de episódios de palpitações taquicárdicas. Nega dor torácica, dispneia, síncope ou pré-síncope. Exame físico sem alterações. Em Holter, apresenta períodos de taquicardia que são demonstrados a seguir, também evidenciados em ECG de 12 derivações.

Q1.png (717×578)

Com base nos traçados apresentados, assinale a alternativa que indica o diagnóstico e a conduta correta.
Alternativas
Q4227567 Psiquiatria
Homem, 76 anos de idade, com histórico de hipertensão e fibrilação atrial, é trazido ao ambulatório pelos filhos por apresentar, há 8 meses, dificuldade de memória, piora do equilíbrio e episódios de irritabilidade. Nas últimas semanas, passou a ter comportamento social inadequado, como rir sem motivo e retirar roupas em locais públicos, além de episódios de incontinência urinária. Ao exame físico, apresenta-se consciente, desinibido, com discurso tangencial. Marcha apraxia. MEEM: 20/30. O teste do desenho do relógio foi profundamente desorganizado.
• RM de encéfalo (FLAIR e T2): múltiplas áreas hiperintensas na substância branca periventricular e nos núcleos da base, além de rarefação da substância branca frontoparietal.
• EEG: ritmo de base desorganizado, sem atividade epileptiforme.
• Líquor: pressão normal, sem pleocitose, proteínas e glicose normais.
• Exames laboratoriais: TSH, B12 e VDRL não reagentes ou normais.

Com base no quadro clínico descrito e nos achados complementares, qual o diagnóstico mais provável? 
Alternativas
Q4227566 Psiquiatria
        Homem branco, 71 anos de idade, casado, engenheiro (sócio proprietário de empresa de construção civil), residente em São Paulo. Solicita uma consulta, em consultório particular, para obter uma terceira opinião sobre o seu caso. Comparece acompanhado da esposa, mas ele próprio fornece as informações de anamnese com boa precisão. Conta que, no último ano, tem notado lapsos de memória, particularmente para fatos recentes, e dificuldades para encontrar palavras durante uma conversa informal – sintomas que parecem ter se acentuado ao longo do tempo. Apesar disso, continua com capacidade plena para exercer atividades diárias, inclusive aquelas relacionadas ao exercício de sua profissão, embora hoje não tenha mais tantas atribuições, pois o trabalho operacional é realizado por sua equipe. Mantém suas rotinas esportivas (joga tênis, faz caminhadas) e sociais (frequenta concertos de música clássica e aprecia reunir-se com amigos em restaurantes). Não se considera deprimido, mas reconhece estar preocupado com os sintomas cognitivos. Sua esposa corrobora a impressão de que os esquecimentos não causam incapacitação, mas são perceptíveis em situações cotidianas.

       Em uma primeira consulta com seu médico generalista, foi assegurado de que estaria bem clinicamente, eutrófico e com parâmetros de saúde normais. Relata hipertensão leve e dislipidemia (controladas); nega diabetes melito, hipotireoidismo ou outras condições clínicas. Tem boa acuidade auditiva e visual, com lentes corretivas. Faz uso de metoprolol (50 mg/dia), ácido acetil salicílico (100 mg/dia) e rosuvastatina (10 mg/dia). É filho único e sua mãe, com 94 anos de idade, tem boa saúde, mas já demonstra sinais de senilidade. Quando insistiu sobre sua preocupação com as falhas de memória, somadas ao fato de que seu pai faleceu com demência aos 82 anos de idade, o médico lhe recomendou consultar um neurologista.

      Nesta consulta, apesar de não identificar anormalidades no exame neurológico e de ter apresentado desempenho satisfatório em teste de rastreio cognitivo (28 pontos no teste cognitivo de Montreal), foram solicitados outros exames. A avaliação neuropsicológica foi compatível com a hipótese de comprometimento cognitivo leve amnéstico. O exame de imagem cerebral por ressonância magnética não mostrou alterações significativas em relação aos parâmetros gerais; apenas mínimas alterações microangiopáticas (escore de zero na escala de Fazekas) e, à inspeção visual das porções mesiais dos lobos temporais, foram atribuídos os escores MTA (Medial Temporal Atrophy, ou Atrofia Medial Temporal) pela escala de Scheltens, sendo MTA = 2 à esquerda e MTA = 1 à direita. Com base nessas informações, o médico tranquilizou o paciente, dizendo que sua condição não seria compatível com o diagnóstico de demência. Prescreveu um polivitamínico “para fortalecer a memória” e sugeriu que ele retornasse em consulta de seguimento em 6 meses.

      Na consulta com você, psicogeriatra, são relatados os dados da história clínica e apresentados os exames realizados. Sua orientação foi de que a condição clínica descrita, como comprometimento cognitivo leve amnéstico pode ser indício de doença de Alzheimer em fase incipiente; contudo, seria precipitado estabelecer esse diagnóstico categoricamente com os dados atuais. E que, embora a conduta expectante não esteja incorreta, outros exames poderiam ser realizados para se obter uma melhor caracterização clínica e estabelecer o diagnóstico diferencial com a Doença de Alzheimer.
Após iniciar terapia de reposição colinérgica com cloridrato de donepezila e manter 10 mg/dia por três meses, você decide encaminhar o paciente para um serviço especializado, visando à implementação da imunoterapia antiamiloide por via infusional, utilizando-se o medicamento lecanemab, importado dos Estados Unidos. A avaliação feita pela equipe especializada ratificou a indicação do tratamento, pelas premissas de: (i) adequação do diagnóstico biológico da doença de Alzheimer; (ii) estágio evolutivo compatível com a perspectiva de benefícios clínicos; e (iii) genótipo da apolipoproteína E compatível com a intervenção. Os exames prévios de ressonância magnética foram revisados pela equipe, que identificou: ausência de eventos vasculares corticais prévios, isquêmicos ou hemorrágicos; microangiopatia subcortical leve, sem lesões confluentes; ausência de siderose superficial cortical ou de micro hemorragias sugestivas de angiopatia cerebral amiloide subjacente. Foram prescritas infusões quinzenais do medicamento na dose de 10 mg/kg e programados exames de imagem cerebral por ressonância magnética seriados para monitoramento de segurança. As infusões ocorreram sem intercorrências clínicas e não foram relatados sintomas sugestivos de eventos adversos. Após a 13ª infusão, foi feita uma ressonância magnética de controle que identificou a ocorrência de duas lesões compatíveis com ARIA (AmyloidRelated Imaging Abnormalities) em região occipitotemporal esquerda, sugestivas de micro hemorragias de volume inferior a 1 cm³ conforme mostra a imagem a seguir (achado em destaque).

Imagem associada para resolução da questão

O paciente foi convocado para reavaliação clínica, constatando-se que esse achado de imagem não era acompanhado de sintomas ou sinais clínicos. Com base nessas informações, assinale a alternativa que melhor corresponde ao diagnóstico e conduta neste caso. 
Alternativas
Q4227565 Psiquiatria
        Homem branco, 71 anos de idade, casado, engenheiro (sócio proprietário de empresa de construção civil), residente em São Paulo. Solicita uma consulta, em consultório particular, para obter uma terceira opinião sobre o seu caso. Comparece acompanhado da esposa, mas ele próprio fornece as informações de anamnese com boa precisão. Conta que, no último ano, tem notado lapsos de memória, particularmente para fatos recentes, e dificuldades para encontrar palavras durante uma conversa informal – sintomas que parecem ter se acentuado ao longo do tempo. Apesar disso, continua com capacidade plena para exercer atividades diárias, inclusive aquelas relacionadas ao exercício de sua profissão, embora hoje não tenha mais tantas atribuições, pois o trabalho operacional é realizado por sua equipe. Mantém suas rotinas esportivas (joga tênis, faz caminhadas) e sociais (frequenta concertos de música clássica e aprecia reunir-se com amigos em restaurantes). Não se considera deprimido, mas reconhece estar preocupado com os sintomas cognitivos. Sua esposa corrobora a impressão de que os esquecimentos não causam incapacitação, mas são perceptíveis em situações cotidianas.

       Em uma primeira consulta com seu médico generalista, foi assegurado de que estaria bem clinicamente, eutrófico e com parâmetros de saúde normais. Relata hipertensão leve e dislipidemia (controladas); nega diabetes melito, hipotireoidismo ou outras condições clínicas. Tem boa acuidade auditiva e visual, com lentes corretivas. Faz uso de metoprolol (50 mg/dia), ácido acetil salicílico (100 mg/dia) e rosuvastatina (10 mg/dia). É filho único e sua mãe, com 94 anos de idade, tem boa saúde, mas já demonstra sinais de senilidade. Quando insistiu sobre sua preocupação com as falhas de memória, somadas ao fato de que seu pai faleceu com demência aos 82 anos de idade, o médico lhe recomendou consultar um neurologista.

      Nesta consulta, apesar de não identificar anormalidades no exame neurológico e de ter apresentado desempenho satisfatório em teste de rastreio cognitivo (28 pontos no teste cognitivo de Montreal), foram solicitados outros exames. A avaliação neuropsicológica foi compatível com a hipótese de comprometimento cognitivo leve amnéstico. O exame de imagem cerebral por ressonância magnética não mostrou alterações significativas em relação aos parâmetros gerais; apenas mínimas alterações microangiopáticas (escore de zero na escala de Fazekas) e, à inspeção visual das porções mesiais dos lobos temporais, foram atribuídos os escores MTA (Medial Temporal Atrophy, ou Atrofia Medial Temporal) pela escala de Scheltens, sendo MTA = 2 à esquerda e MTA = 1 à direita. Com base nessas informações, o médico tranquilizou o paciente, dizendo que sua condição não seria compatível com o diagnóstico de demência. Prescreveu um polivitamínico “para fortalecer a memória” e sugeriu que ele retornasse em consulta de seguimento em 6 meses.

      Na consulta com você, psicogeriatra, são relatados os dados da história clínica e apresentados os exames realizados. Sua orientação foi de que a condição clínica descrita, como comprometimento cognitivo leve amnéstico pode ser indício de doença de Alzheimer em fase incipiente; contudo, seria precipitado estabelecer esse diagnóstico categoricamente com os dados atuais. E que, embora a conduta expectante não esteja incorreta, outros exames poderiam ser realizados para se obter uma melhor caracterização clínica e estabelecer o diagnóstico diferencial com a Doença de Alzheimer.
Em relação à terapia modificadora da Doença de Alzheimer (DA), assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4227564 Psiquiatria
        Homem branco, 71 anos de idade, casado, engenheiro (sócio proprietário de empresa de construção civil), residente em São Paulo. Solicita uma consulta, em consultório particular, para obter uma terceira opinião sobre o seu caso. Comparece acompanhado da esposa, mas ele próprio fornece as informações de anamnese com boa precisão. Conta que, no último ano, tem notado lapsos de memória, particularmente para fatos recentes, e dificuldades para encontrar palavras durante uma conversa informal – sintomas que parecem ter se acentuado ao longo do tempo. Apesar disso, continua com capacidade plena para exercer atividades diárias, inclusive aquelas relacionadas ao exercício de sua profissão, embora hoje não tenha mais tantas atribuições, pois o trabalho operacional é realizado por sua equipe. Mantém suas rotinas esportivas (joga tênis, faz caminhadas) e sociais (frequenta concertos de música clássica e aprecia reunir-se com amigos em restaurantes). Não se considera deprimido, mas reconhece estar preocupado com os sintomas cognitivos. Sua esposa corrobora a impressão de que os esquecimentos não causam incapacitação, mas são perceptíveis em situações cotidianas.

       Em uma primeira consulta com seu médico generalista, foi assegurado de que estaria bem clinicamente, eutrófico e com parâmetros de saúde normais. Relata hipertensão leve e dislipidemia (controladas); nega diabetes melito, hipotireoidismo ou outras condições clínicas. Tem boa acuidade auditiva e visual, com lentes corretivas. Faz uso de metoprolol (50 mg/dia), ácido acetil salicílico (100 mg/dia) e rosuvastatina (10 mg/dia). É filho único e sua mãe, com 94 anos de idade, tem boa saúde, mas já demonstra sinais de senilidade. Quando insistiu sobre sua preocupação com as falhas de memória, somadas ao fato de que seu pai faleceu com demência aos 82 anos de idade, o médico lhe recomendou consultar um neurologista.

      Nesta consulta, apesar de não identificar anormalidades no exame neurológico e de ter apresentado desempenho satisfatório em teste de rastreio cognitivo (28 pontos no teste cognitivo de Montreal), foram solicitados outros exames. A avaliação neuropsicológica foi compatível com a hipótese de comprometimento cognitivo leve amnéstico. O exame de imagem cerebral por ressonância magnética não mostrou alterações significativas em relação aos parâmetros gerais; apenas mínimas alterações microangiopáticas (escore de zero na escala de Fazekas) e, à inspeção visual das porções mesiais dos lobos temporais, foram atribuídos os escores MTA (Medial Temporal Atrophy, ou Atrofia Medial Temporal) pela escala de Scheltens, sendo MTA = 2 à esquerda e MTA = 1 à direita. Com base nessas informações, o médico tranquilizou o paciente, dizendo que sua condição não seria compatível com o diagnóstico de demência. Prescreveu um polivitamínico “para fortalecer a memória” e sugeriu que ele retornasse em consulta de seguimento em 6 meses.

      Na consulta com você, psicogeriatra, são relatados os dados da história clínica e apresentados os exames realizados. Sua orientação foi de que a condição clínica descrita, como comprometimento cognitivo leve amnéstico pode ser indício de doença de Alzheimer em fase incipiente; contudo, seria precipitado estabelecer esse diagnóstico categoricamente com os dados atuais. E que, embora a conduta expectante não esteja incorreta, outros exames poderiam ser realizados para se obter uma melhor caracterização clínica e estabelecer o diagnóstico diferencial com a Doença de Alzheimer.
O paciente aceitou a sua indicação sobre os exames subsidiários, e tomou providências para realizá-los da forma mais abrangente possível. Alguns exames já ficaram prontos e são apresentados a seguir:

• A avaliação da funcionalidade, feita por uma terapeuta ocupacional experiente, mostrou preservação total da capacidade de desempenhar atividades básicas da vida diária, mas identificou algumas dificuldades em tarefas instrumentais de maior complexidade, como lembrar-se de todos os itens de uma lista de compras e realizar cálculos mentais para determinar o troco em transações financeiras.
• A volumetria hipocampal por ressonância magnética mostrou volume hipocampal de 1,82 cm³ à esquerda e 2,16 cm³ a direita, sugerindo redução assimétrica do volume hipocampal.
• O exame de imagem funcional por 18F-FDG-PET revelou redução da atividade metabólica em região mesial dos lobos temporais, mais acentuada à esquerda, e também nos córtices de associação temporoparietais (pré-cúneo e cíngulo posterior) com predomínio à esquerda. As concentrações do radiofármaco em áreas subcorticais, como estriado e tálamo, bem como nos córtices sensoriomotores e no cerebelo estavam preservadas.
• A análise de biomarcadores plasmáticos (com base nas concentrações de peptídeos Aβ42 e Aβ40, proteína Tau fosforilada e não fosforilada em treonina 217, e do genótipo ApoE) indicou um índice APS (amyloid probability score) de 75, sugerindo alta probabilidade da presença de placas de amiloide em tecidos cerebrais.
• Exame de imagem molecular por 11C-PIB-PET revelou captação do traçador em áreas corticais, com SUVR (Standardized Uptake Value Ratio) de 2,05 sugerindo acúmulo de amiloide cerebral.
• Pesquisa de polimorfismos da apolipoproteína E indicou que o paciente é portador do genótipo heterozigoto ε-3/ε-4.

Com base nessas informações, assinale a alternativa que melhor reflete (i) a classificação AT(N), onde A se refere à presunção do acúmulo de amiloide cerebral, T se refere à presunção de acúmulo de proteína tau fosforilada e N indica evidência de processo neurodegenerativo; e (ii) como essa informação pode auxiliar no raciocínio clínico, para fins de esclarecimento diagnóstico e tomada de decisões terapêuticas. 
Alternativas
Q4227563 Psiquiatria
        Homem branco, 71 anos de idade, casado, engenheiro (sócio proprietário de empresa de construção civil), residente em São Paulo. Solicita uma consulta, em consultório particular, para obter uma terceira opinião sobre o seu caso. Comparece acompanhado da esposa, mas ele próprio fornece as informações de anamnese com boa precisão. Conta que, no último ano, tem notado lapsos de memória, particularmente para fatos recentes, e dificuldades para encontrar palavras durante uma conversa informal – sintomas que parecem ter se acentuado ao longo do tempo. Apesar disso, continua com capacidade plena para exercer atividades diárias, inclusive aquelas relacionadas ao exercício de sua profissão, embora hoje não tenha mais tantas atribuições, pois o trabalho operacional é realizado por sua equipe. Mantém suas rotinas esportivas (joga tênis, faz caminhadas) e sociais (frequenta concertos de música clássica e aprecia reunir-se com amigos em restaurantes). Não se considera deprimido, mas reconhece estar preocupado com os sintomas cognitivos. Sua esposa corrobora a impressão de que os esquecimentos não causam incapacitação, mas são perceptíveis em situações cotidianas.

       Em uma primeira consulta com seu médico generalista, foi assegurado de que estaria bem clinicamente, eutrófico e com parâmetros de saúde normais. Relata hipertensão leve e dislipidemia (controladas); nega diabetes melito, hipotireoidismo ou outras condições clínicas. Tem boa acuidade auditiva e visual, com lentes corretivas. Faz uso de metoprolol (50 mg/dia), ácido acetil salicílico (100 mg/dia) e rosuvastatina (10 mg/dia). É filho único e sua mãe, com 94 anos de idade, tem boa saúde, mas já demonstra sinais de senilidade. Quando insistiu sobre sua preocupação com as falhas de memória, somadas ao fato de que seu pai faleceu com demência aos 82 anos de idade, o médico lhe recomendou consultar um neurologista.

      Nesta consulta, apesar de não identificar anormalidades no exame neurológico e de ter apresentado desempenho satisfatório em teste de rastreio cognitivo (28 pontos no teste cognitivo de Montreal), foram solicitados outros exames. A avaliação neuropsicológica foi compatível com a hipótese de comprometimento cognitivo leve amnéstico. O exame de imagem cerebral por ressonância magnética não mostrou alterações significativas em relação aos parâmetros gerais; apenas mínimas alterações microangiopáticas (escore de zero na escala de Fazekas) e, à inspeção visual das porções mesiais dos lobos temporais, foram atribuídos os escores MTA (Medial Temporal Atrophy, ou Atrofia Medial Temporal) pela escala de Scheltens, sendo MTA = 2 à esquerda e MTA = 1 à direita. Com base nessas informações, o médico tranquilizou o paciente, dizendo que sua condição não seria compatível com o diagnóstico de demência. Prescreveu um polivitamínico “para fortalecer a memória” e sugeriu que ele retornasse em consulta de seguimento em 6 meses.

      Na consulta com você, psicogeriatra, são relatados os dados da história clínica e apresentados os exames realizados. Sua orientação foi de que a condição clínica descrita, como comprometimento cognitivo leve amnéstico pode ser indício de doença de Alzheimer em fase incipiente; contudo, seria precipitado estabelecer esse diagnóstico categoricamente com os dados atuais. E que, embora a conduta expectante não esteja incorreta, outros exames poderiam ser realizados para se obter uma melhor caracterização clínica e estabelecer o diagnóstico diferencial com a Doença de Alzheimer.
Considerando que o paciente tem condições financeiras para custear exames não providos pelo SUS, assinale a alternativa que apresenta os exames que você indicaria para completar a investigação clínica, tendo como objetivo estabelecer o “diagnóstico biológico” da Doença de Alzheimer, considerando-se um possível encaminhamento para terapia modificadora da doença com drogas antiamiloide. 
Alternativas
Q4227562 Medicina
Homem, 69 anos de idade, apresenta quedas frequentes, rigidez axial, lentidão motora, distúrbio de olhar vertical e alterações de comportamento com apatia e desinibição leve. A ressonância mostra o sinal do “bico do colibri” (colibri’s beak) no tronco encefálico. Qual o diagnóstico mais provável?
Alternativas
Q4227561 Medicina
Na doença de Alzheimer, a presença de taupatia neocortical constatada por meio do PET cerebral ou por fluidos substitutos (sangue ou líquor) sempre é um prérequisito para o surgimento da cascata amiloide anormal, identificável por meio do PET-amiloide, sangue ou líquor, e esse fenômeno facilita o diagnóstico neuropatológico precoce da doença, ou seja, antes do aparecimento do declínio cognitivo.
Alternativas
Q4227560 Psiquiatria
Sobre a instrumentalização diagnóstica das demências, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4227559 Psiquiatria
Em relação ao transtorno afetivo bipolar, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4227558 Psiquiatria
Mulher, 71 anos de idade, cognitivamente preservada e independente, reside só em casa própria, contando com ajuda de uma empregada doméstica que está com ela há vários anos. É diabética e segue rigorosamente o tratamento prescrito pelo geriatra. Tem apresentado hiporexia e perda ponderal recente, o que não despertou alerta porque a paciente tinha objetivo de emagrecer. Em uso de insulina NPH 10 UI 12/12 horas e citalopram 40 mg/dia – iniciado há apenas 15 dias, porque o clínico que a acompanha a achou um pouco “desenergizada” na última consulta. No início da tarde, em uma conversa pelo celular, sua filha notou que estava com a fala desconexa e desorientada; contudo, a empregada disse que ela estava bem ao despertar, tendo realizado normalmente suas atividades matinais (pilates e “Supera”). Diante dessa mudança, a filha solicitou a sua avaliação em caráter de urgência. Em visita domiciliar, sua primeira impressão é de se trata de um quadro de delirium hipoativo, de início recente (poucas horas). Exames laboratoriais realizados na semana anterior mostravam que a taxa de hemoglobina glicada (HbA1c) estava em 6,8 e o exame de urina mostrava a presença de bactérias, embora sem alterações celulares (leucocitúria ou hematúria) nem outras alterações bioquímicas. Considerando o caso descrito, qual alternativa corresponde ao raciocínio clínico correto para a condução do caso?
Alternativas
Q4227557 Psiquiatria
Homem, 78 anos de idade, com ensino superior completo, inicia quadro de delírios de traição relacionados à esposa e alucinações (enxerga vultos passando na periferia da visão) há 1 ano. Além disso, não tem conseguido administrar seus compromissos (inicia tarefas e esquece de concluí-las, marca diferentes compromissos no mesmo horário), dificuldade em tomar decisões banais (tem sempre pedido a opinião da esposa), mas nega esquecimento para fatos recentes. Montreal Cognitive Assessment (MoCA): 24/30 pontos (prejuízos em funções executivas, visuoespaciais e memória operacional). Está vigil, orientado, com atenção básica preservada, irritável com o assunto da traição, mas a afetividade mantém-se modulante de forma congruente em outros temas da conversa, pensamento circunstancial. Tem diagnóstico de doença de Parkinson, cujos sintomas motores iniciaram-se há 10 anos, bem controlados com o uso de levodopa 1.200 mg/dia, rotigotina transdérmica 6 mg/dia e amantadina 300 mg/dia. Tem constipação intestinal, disfunção erétil e hipotensão ortostática há vários anos, interpretados como sinais de disautonomia da doença de Parkinson. Não há alterações no exame neurológico somático, exceto por sinais discretos de parkinsonismo. Não há antecedentes pessoal ou familiar de transtornos psicóticos prévios ou de outros transtornos psiquiátricos, não há manifestações clínicas de crises epilépticas. Os exames de sangue para investigação de causas potencialmente tratáveis de declínio cognitivo estão normais; provas inflamatórias estão normais, assim como os rastreios de neoplasias. Ressonância magnética de crânio evidencia atrofia difusa discreta, sem predomínios regionais, sem carga de doença cerebrovascular significativa, sem lesões de focais ou com restrição à difusão. 
Assinale a alternativa que apresenta a melhor abordagem terapêutica inicial. 
Alternativas
Q4227556 Psiquiatria
Homem, 78 anos de idade, com ensino superior completo, inicia quadro de delírios de traição relacionados à esposa e alucinações (enxerga vultos passando na periferia da visão) há 1 ano. Além disso, não tem conseguido administrar seus compromissos (inicia tarefas e esquece de concluí-las, marca diferentes compromissos no mesmo horário), dificuldade em tomar decisões banais (tem sempre pedido a opinião da esposa), mas nega esquecimento para fatos recentes. Montreal Cognitive Assessment (MoCA): 24/30 pontos (prejuízos em funções executivas, visuoespaciais e memória operacional). Está vigil, orientado, com atenção básica preservada, irritável com o assunto da traição, mas a afetividade mantém-se modulante de forma congruente em outros temas da conversa, pensamento circunstancial. Tem diagnóstico de doença de Parkinson, cujos sintomas motores iniciaram-se há 10 anos, bem controlados com o uso de levodopa 1.200 mg/dia, rotigotina transdérmica 6 mg/dia e amantadina 300 mg/dia. Tem constipação intestinal, disfunção erétil e hipotensão ortostática há vários anos, interpretados como sinais de disautonomia da doença de Parkinson. Não há alterações no exame neurológico somático, exceto por sinais discretos de parkinsonismo. Não há antecedentes pessoal ou familiar de transtornos psicóticos prévios ou de outros transtornos psiquiátricos, não há manifestações clínicas de crises epilépticas. Os exames de sangue para investigação de causas potencialmente tratáveis de declínio cognitivo estão normais; provas inflamatórias estão normais, assim como os rastreios de neoplasias. Ressonância magnética de crânio evidencia atrofia difusa discreta, sem predomínios regionais, sem carga de doença cerebrovascular significativa, sem lesões de focais ou com restrição à difusão. 
Assinale a alternativa que apresenta os exames necessários para a investigação etiológica do quadro psicótico nesse momento. 
Alternativas
Q4227555 Psiquiatria
Paciente, 83 anos de idade, previamente funcional, é internada após apresentar confusão mental, sonolência durante o dia e agitação noturna há cerca de 3 dias. Segundo familiares, a paciente vinha apresentando, há cerca de 6 meses, apatia, irritabilidade, desatenção, dificuldade para iniciar tarefas e na tomada de decisões, isolamento e lentificação. Durante a internação, apresenta flutuação do nível de consciência, desatenção, alucinações visuais e piora vespertina dos sintomas. 
•Exames laboratoriais: Hemograma: leucocitose com desvio à esquerda PCR: 12 mg/dL (ref.: 0,3 a 1,0 mg/dL) Na+: 128 mEq/L (ref.: 136 a 145 mEq/L) RM de crânio: atrofia difusa leve, sem lesões focais MEEM: 15 (aplicado durante crise)

Em relação ao caso descrito, qual é o diagnóstico mais provável e a conduta inicial mais apropriada?
Alternativas
Q4227554 Medicina
Homem, 68 anos de idade, destro, professor universitário aposentado, é avaliado por alterações na linguagem iniciadas há cerca de dois anos. Refere que sua fala se tornou mais lenta e entrecortada, com pausas frequentes e dificuldade em formar frases completas. Os familiares notam que ele “troca palavras” e “fala como se estivesse esforçando-se para encontrar o jeito certo de dizer as coisas”. A compreensão de ordens simples permanece preservada, assim como a memória para eventos recentes. Não há alterações motoras evidentes. A ressonância magnética mostra atrofia assimétrica na região inferior do giro frontal esquerdo e na ínsula anterior esquerda. Com base no quadro clínico e nos achados de imagem, qual é o subtipo de afasia progressiva primária mais provável? 
Alternativas
Q4227553 Psiquiatria
Mulher, 68 anos de idade, 9 anos de escolaridade, inicia quadro com ideias persecutórias, prejuízo de funcionamento social e alucinações auditivas com preservação da cognição. Nega história psiquiátrica anterior. MEEM: 28. RM de crânio normal. Delírios bem estruturados, com pouca crítica. Qual diagnóstico é mais compatível com esse quadro? 
Alternativas
Q4227552 Psiquiatria
Você é solicitado para avaliar, como interconsultor da psiquiatria, uma mulher de 63 anos de idade, internada eletivamente em hospital geral para realizar colecistectomia por colecistopatia calculosa. Entretanto, a cirurgia foi suspensa, pois a paciente inicia, após 12 horas da internação, quadro de crises de ansiedade, inquietação psicomotora leve e intermitente, náuseas, palpitações (taquicardia sinusal, FC de 104 bpm), além de tremores leves em extremidades de mãos. Permanece bem orientada em tempo e espaço, atenção preservada, pensamento acelerado, com associação coerente entre as ideias, angustiada, com humor ansioso, sensações de formigamento nos braços, sem alterações de juízo de realidade. Sem alterações somáticas ao exame neurológico. Exame físico e exames complementares iniciais descartaram distúrbios metabólicos ou infecciosos que justificassem o quadro atual. Recebeu haloperidol 5 mg via intramuscular, com pouca eficácia. Antecedentes: transtorno de ansiedade generalizada (estava remitida com uso de sertralina 100 mg/dia e clonazepam 2 mg/dia, não conciliados na prescrição da internação), etilismo há 10 anos (refere consumo de 5 latas de cerveja por dia), cirurgia bariátrica com bypass, obesidade classe I, HAS. 
Sobre o tratamento principal do quadro neuropsiquiátrico agudo da paciente, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4227551 Psiquiatria
Você é solicitado para avaliar, como interconsultor da psiquiatria, uma mulher de 63 anos de idade, internada eletivamente em hospital geral para realizar colecistectomia por colecistopatia calculosa. Entretanto, a cirurgia foi suspensa, pois a paciente inicia, após 12 horas da internação, quadro de crises de ansiedade, inquietação psicomotora leve e intermitente, náuseas, palpitações (taquicardia sinusal, FC de 104 bpm), além de tremores leves em extremidades de mãos. Permanece bem orientada em tempo e espaço, atenção preservada, pensamento acelerado, com associação coerente entre as ideias, angustiada, com humor ansioso, sensações de formigamento nos braços, sem alterações de juízo de realidade. Sem alterações somáticas ao exame neurológico. Exame físico e exames complementares iniciais descartaram distúrbios metabólicos ou infecciosos que justificassem o quadro atual. Recebeu haloperidol 5 mg via intramuscular, com pouca eficácia. Antecedentes: transtorno de ansiedade generalizada (estava remitida com uso de sertralina 100 mg/dia e clonazepam 2 mg/dia, não conciliados na prescrição da internação), etilismo há 10 anos (refere consumo de 5 latas de cerveja por dia), cirurgia bariátrica com bypass, obesidade classe I, HAS. 
Assinale a alternativa que contém o diagnóstico etiológico mais provável para o quadro neuropsiquiátrico agudo da paciente descrita. 
Alternativas
Respostas
3801: D
3802: B
3803: C
3804: C
3805: A
3806: D
3807: B
3808: D
3809: B
3810: D
3811: B
3812: C
3813: A
3814: D
3815: D
3816: A
3817: C
3818: B
3819: D
3820: B