Foram encontradas 14.493 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3717081 Português
As emoções também passam pelo estômago, revela estudo inédito


Pesquisa captou o “diálogo” entre o cérebro e o aparelho digestivo, fornecendo pistas mensuráveis sobre o impacto do estresse e da ansiedade no corpo


      Quantos de vocês já sentiram dor de barriga em uma semana estressante? Ou passaram dias sem conseguir ir ao banheiro antes de uma prova, de uma reunião ou de um encontro importante? Talvez até o contrário: precisaram correr para o banheiro justamente por estarem ansiosos? Essa ligação entre emoções e corpo é tão comum e fisiológica que praticamente todo mundo já passou por experiências do tipo. O que muitas vezes não se percebe é que há ciência por trás desses episódios – eles não são fruto de coincidência nem de simples “mania”.

      Esse entendimento começou a ganhar força quando os pesquisadores descobriram que trilhões de bactérias que vivem em nosso intestino – a microbiota – produzem substâncias que afetam diretamente o humor e a cognição. O que acontece nessa “amizade colorida”, denominada eixo intestino-cérebro, pode ajudar a determinar se nos sentimos mais deprimidos, ansiosos ou bem-dispostos.

     No dia a dia, costumamos associar o estômago e o intestino ao nervosismo e à ansiedade – basta lembrar de frases como “fiquei com um nó no estômago” ou “deu frio na barriga”. Mas, até agora, quase não havia estudos científicos investigando mais profundamente essa conexão.

      Uma pesquisa recém-publicada na Nature Mental Health amplia essa história ao apurar como essa sensação subjetiva lá na barriga está envolvida nas emoções e se traduz através de medidas objetivas na conversa entre o intestino e o cérebro. O trabalho foi liderado pela pesquisadora Leah Banellis, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Para investigar o papel do sistema digestivo nessa engrenagem, ela e seus colegas analisaram 243 voluntários.

     Cada participante passou por uma bateria de testes: registros da atividade elétrica do estômago por meio do eletrogastrograma, sessões de ressonância magnética funcional para mapear a atividade cerebral e questionários detalhados sobre saúde mental e emoções. Em seguida, todas essas informações foram cruzadas com a ajuda de técnicas avançadas de aprendizado de máquina, o que permitiu aos cientistas encontrar padrões até então invisíveis.

    O que essa pesquisa encontrou foi inédito: existe um acoplamento entre os ritmos elétricos do estômago e os padrões de atividade do cérebro. Em outras palavras, os dois órgãos “conversam” em termos de ritmo. E aí vem a surpresa: quanto mais forte essa coordenação, piores eram os indicadores de saúde mental.

     Mas como assim “piores”? Não aprendemos que, ao estar em sintonia com o corpo – a respiração e os batimentos cardíacos em ordem –, ganhamos recursos para regular as emoções e nos sentirmos mais saudáveis? Pois, no caso do estômago, os cientistas observaram o contrário. Pessoas cujo cérebro estava mais sincronizado com as ondas estomacais (que acontecem a cada 20 segundos, mesmo sem comida envolvida) relataram mais sintomas de ansiedade, depressão, estresse e fadiga. Já aqueles com comunicação mais fraca apresentaram maior bem-estar e qualidade de vida. Um paradoxo instigante: nem sempre mais diálogo entre corpo e cérebro significa um resultado melhor.

    Não se trata, exatamente, de o estômago “causar” ansiedade ou depressão. O que os dados sugerem é que o padrão de comunicação entre estômago e cérebro pode influenciar – para mais ou para menos – como sentimos nossas emoções. Se essa linha de pesquisa se confirmar (na ciência, tudo depende de vários estudos replicando os mesmos achados), tal sincronia poderá servir como um biomarcador objetivo de saúde mental. Isso significaria que, além da descrição subjetiva dos sintomas, psicólogos e médicos poderiam contar com uma medida fisiológica, obtida por aparelhos relativamente simples. O caminho abriria possibilidades tanto para diagnósticos mais precisos quanto para intervenções inovadoras – de medicamentos e alimentos que modulam o ritmo gástrico a dispositivos capazes de estimular ou regular essa comunicação. O estudo de Lenah Banellis é apenas um entre muitos projetos fascinantes do Center of Functionally Integrative Neuroscience.


(Por Ilana Pinsky. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/mens-sana. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
A palavra “bem-estar” (7º§) é formada pelo processo de:
Alternativas
Q3717080 Português
As emoções também passam pelo estômago, revela estudo inédito


Pesquisa captou o “diálogo” entre o cérebro e o aparelho digestivo, fornecendo pistas mensuráveis sobre o impacto do estresse e da ansiedade no corpo


      Quantos de vocês já sentiram dor de barriga em uma semana estressante? Ou passaram dias sem conseguir ir ao banheiro antes de uma prova, de uma reunião ou de um encontro importante? Talvez até o contrário: precisaram correr para o banheiro justamente por estarem ansiosos? Essa ligação entre emoções e corpo é tão comum e fisiológica que praticamente todo mundo já passou por experiências do tipo. O que muitas vezes não se percebe é que há ciência por trás desses episódios – eles não são fruto de coincidência nem de simples “mania”.

      Esse entendimento começou a ganhar força quando os pesquisadores descobriram que trilhões de bactérias que vivem em nosso intestino – a microbiota – produzem substâncias que afetam diretamente o humor e a cognição. O que acontece nessa “amizade colorida”, denominada eixo intestino-cérebro, pode ajudar a determinar se nos sentimos mais deprimidos, ansiosos ou bem-dispostos.

     No dia a dia, costumamos associar o estômago e o intestino ao nervosismo e à ansiedade – basta lembrar de frases como “fiquei com um nó no estômago” ou “deu frio na barriga”. Mas, até agora, quase não havia estudos científicos investigando mais profundamente essa conexão.

      Uma pesquisa recém-publicada na Nature Mental Health amplia essa história ao apurar como essa sensação subjetiva lá na barriga está envolvida nas emoções e se traduz através de medidas objetivas na conversa entre o intestino e o cérebro. O trabalho foi liderado pela pesquisadora Leah Banellis, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Para investigar o papel do sistema digestivo nessa engrenagem, ela e seus colegas analisaram 243 voluntários.

     Cada participante passou por uma bateria de testes: registros da atividade elétrica do estômago por meio do eletrogastrograma, sessões de ressonância magnética funcional para mapear a atividade cerebral e questionários detalhados sobre saúde mental e emoções. Em seguida, todas essas informações foram cruzadas com a ajuda de técnicas avançadas de aprendizado de máquina, o que permitiu aos cientistas encontrar padrões até então invisíveis.

    O que essa pesquisa encontrou foi inédito: existe um acoplamento entre os ritmos elétricos do estômago e os padrões de atividade do cérebro. Em outras palavras, os dois órgãos “conversam” em termos de ritmo. E aí vem a surpresa: quanto mais forte essa coordenação, piores eram os indicadores de saúde mental.

     Mas como assim “piores”? Não aprendemos que, ao estar em sintonia com o corpo – a respiração e os batimentos cardíacos em ordem –, ganhamos recursos para regular as emoções e nos sentirmos mais saudáveis? Pois, no caso do estômago, os cientistas observaram o contrário. Pessoas cujo cérebro estava mais sincronizado com as ondas estomacais (que acontecem a cada 20 segundos, mesmo sem comida envolvida) relataram mais sintomas de ansiedade, depressão, estresse e fadiga. Já aqueles com comunicação mais fraca apresentaram maior bem-estar e qualidade de vida. Um paradoxo instigante: nem sempre mais diálogo entre corpo e cérebro significa um resultado melhor.

    Não se trata, exatamente, de o estômago “causar” ansiedade ou depressão. O que os dados sugerem é que o padrão de comunicação entre estômago e cérebro pode influenciar – para mais ou para menos – como sentimos nossas emoções. Se essa linha de pesquisa se confirmar (na ciência, tudo depende de vários estudos replicando os mesmos achados), tal sincronia poderá servir como um biomarcador objetivo de saúde mental. Isso significaria que, além da descrição subjetiva dos sintomas, psicólogos e médicos poderiam contar com uma medida fisiológica, obtida por aparelhos relativamente simples. O caminho abriria possibilidades tanto para diagnósticos mais precisos quanto para intervenções inovadoras – de medicamentos e alimentos que modulam o ritmo gástrico a dispositivos capazes de estimular ou regular essa comunicação. O estudo de Lenah Banellis é apenas um entre muitos projetos fascinantes do Center of Functionally Integrative Neuroscience.


(Por Ilana Pinsky. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/mens-sana. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
Quanto ao acento indicativo de crase em “No dia a dia, costumamos associar o estômago e o intestino ao nervosismo e à ansiedade [...]” (3º§), analise as afirmativas a seguir.

I. Empregou-se devido à regência do verbo “associar”. II. Foi utilizado devido à exigência de locução adverbial. III. Caso “ansiedade” seja substituída por “emoções”, o acento grave será mantido, ficando “às emoções”. IV. Se o verbo “associar” for substituído por “vincular”, o acento grave será mantido.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3717079 Português
As emoções também passam pelo estômago, revela estudo inédito


Pesquisa captou o “diálogo” entre o cérebro e o aparelho digestivo, fornecendo pistas mensuráveis sobre o impacto do estresse e da ansiedade no corpo


      Quantos de vocês já sentiram dor de barriga em uma semana estressante? Ou passaram dias sem conseguir ir ao banheiro antes de uma prova, de uma reunião ou de um encontro importante? Talvez até o contrário: precisaram correr para o banheiro justamente por estarem ansiosos? Essa ligação entre emoções e corpo é tão comum e fisiológica que praticamente todo mundo já passou por experiências do tipo. O que muitas vezes não se percebe é que há ciência por trás desses episódios – eles não são fruto de coincidência nem de simples “mania”.

      Esse entendimento começou a ganhar força quando os pesquisadores descobriram que trilhões de bactérias que vivem em nosso intestino – a microbiota – produzem substâncias que afetam diretamente o humor e a cognição. O que acontece nessa “amizade colorida”, denominada eixo intestino-cérebro, pode ajudar a determinar se nos sentimos mais deprimidos, ansiosos ou bem-dispostos.

     No dia a dia, costumamos associar o estômago e o intestino ao nervosismo e à ansiedade – basta lembrar de frases como “fiquei com um nó no estômago” ou “deu frio na barriga”. Mas, até agora, quase não havia estudos científicos investigando mais profundamente essa conexão.

      Uma pesquisa recém-publicada na Nature Mental Health amplia essa história ao apurar como essa sensação subjetiva lá na barriga está envolvida nas emoções e se traduz através de medidas objetivas na conversa entre o intestino e o cérebro. O trabalho foi liderado pela pesquisadora Leah Banellis, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Para investigar o papel do sistema digestivo nessa engrenagem, ela e seus colegas analisaram 243 voluntários.

     Cada participante passou por uma bateria de testes: registros da atividade elétrica do estômago por meio do eletrogastrograma, sessões de ressonância magnética funcional para mapear a atividade cerebral e questionários detalhados sobre saúde mental e emoções. Em seguida, todas essas informações foram cruzadas com a ajuda de técnicas avançadas de aprendizado de máquina, o que permitiu aos cientistas encontrar padrões até então invisíveis.

    O que essa pesquisa encontrou foi inédito: existe um acoplamento entre os ritmos elétricos do estômago e os padrões de atividade do cérebro. Em outras palavras, os dois órgãos “conversam” em termos de ritmo. E aí vem a surpresa: quanto mais forte essa coordenação, piores eram os indicadores de saúde mental.

     Mas como assim “piores”? Não aprendemos que, ao estar em sintonia com o corpo – a respiração e os batimentos cardíacos em ordem –, ganhamos recursos para regular as emoções e nos sentirmos mais saudáveis? Pois, no caso do estômago, os cientistas observaram o contrário. Pessoas cujo cérebro estava mais sincronizado com as ondas estomacais (que acontecem a cada 20 segundos, mesmo sem comida envolvida) relataram mais sintomas de ansiedade, depressão, estresse e fadiga. Já aqueles com comunicação mais fraca apresentaram maior bem-estar e qualidade de vida. Um paradoxo instigante: nem sempre mais diálogo entre corpo e cérebro significa um resultado melhor.

    Não se trata, exatamente, de o estômago “causar” ansiedade ou depressão. O que os dados sugerem é que o padrão de comunicação entre estômago e cérebro pode influenciar – para mais ou para menos – como sentimos nossas emoções. Se essa linha de pesquisa se confirmar (na ciência, tudo depende de vários estudos replicando os mesmos achados), tal sincronia poderá servir como um biomarcador objetivo de saúde mental. Isso significaria que, além da descrição subjetiva dos sintomas, psicólogos e médicos poderiam contar com uma medida fisiológica, obtida por aparelhos relativamente simples. O caminho abriria possibilidades tanto para diagnósticos mais precisos quanto para intervenções inovadoras – de medicamentos e alimentos que modulam o ritmo gástrico a dispositivos capazes de estimular ou regular essa comunicação. O estudo de Lenah Banellis é apenas um entre muitos projetos fascinantes do Center of Functionally Integrative Neuroscience.


(Por Ilana Pinsky. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/mens-sana. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
De acordo com Cunha e Cintra (2016), “tempo é a variação que indica o momento em que se dá o fato expresso pelo verbo”. Nesse sentido, assinale o trecho cujo verbo destacado está conjugado no futuro do pretérito do indicativo. 
Alternativas
Q3717078 Português
As emoções também passam pelo estômago, revela estudo inédito


Pesquisa captou o “diálogo” entre o cérebro e o aparelho digestivo, fornecendo pistas mensuráveis sobre o impacto do estresse e da ansiedade no corpo


      Quantos de vocês já sentiram dor de barriga em uma semana estressante? Ou passaram dias sem conseguir ir ao banheiro antes de uma prova, de uma reunião ou de um encontro importante? Talvez até o contrário: precisaram correr para o banheiro justamente por estarem ansiosos? Essa ligação entre emoções e corpo é tão comum e fisiológica que praticamente todo mundo já passou por experiências do tipo. O que muitas vezes não se percebe é que há ciência por trás desses episódios – eles não são fruto de coincidência nem de simples “mania”.

      Esse entendimento começou a ganhar força quando os pesquisadores descobriram que trilhões de bactérias que vivem em nosso intestino – a microbiota – produzem substâncias que afetam diretamente o humor e a cognição. O que acontece nessa “amizade colorida”, denominada eixo intestino-cérebro, pode ajudar a determinar se nos sentimos mais deprimidos, ansiosos ou bem-dispostos.

     No dia a dia, costumamos associar o estômago e o intestino ao nervosismo e à ansiedade – basta lembrar de frases como “fiquei com um nó no estômago” ou “deu frio na barriga”. Mas, até agora, quase não havia estudos científicos investigando mais profundamente essa conexão.

      Uma pesquisa recém-publicada na Nature Mental Health amplia essa história ao apurar como essa sensação subjetiva lá na barriga está envolvida nas emoções e se traduz através de medidas objetivas na conversa entre o intestino e o cérebro. O trabalho foi liderado pela pesquisadora Leah Banellis, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Para investigar o papel do sistema digestivo nessa engrenagem, ela e seus colegas analisaram 243 voluntários.

     Cada participante passou por uma bateria de testes: registros da atividade elétrica do estômago por meio do eletrogastrograma, sessões de ressonância magnética funcional para mapear a atividade cerebral e questionários detalhados sobre saúde mental e emoções. Em seguida, todas essas informações foram cruzadas com a ajuda de técnicas avançadas de aprendizado de máquina, o que permitiu aos cientistas encontrar padrões até então invisíveis.

    O que essa pesquisa encontrou foi inédito: existe um acoplamento entre os ritmos elétricos do estômago e os padrões de atividade do cérebro. Em outras palavras, os dois órgãos “conversam” em termos de ritmo. E aí vem a surpresa: quanto mais forte essa coordenação, piores eram os indicadores de saúde mental.

     Mas como assim “piores”? Não aprendemos que, ao estar em sintonia com o corpo – a respiração e os batimentos cardíacos em ordem –, ganhamos recursos para regular as emoções e nos sentirmos mais saudáveis? Pois, no caso do estômago, os cientistas observaram o contrário. Pessoas cujo cérebro estava mais sincronizado com as ondas estomacais (que acontecem a cada 20 segundos, mesmo sem comida envolvida) relataram mais sintomas de ansiedade, depressão, estresse e fadiga. Já aqueles com comunicação mais fraca apresentaram maior bem-estar e qualidade de vida. Um paradoxo instigante: nem sempre mais diálogo entre corpo e cérebro significa um resultado melhor.

    Não se trata, exatamente, de o estômago “causar” ansiedade ou depressão. O que os dados sugerem é que o padrão de comunicação entre estômago e cérebro pode influenciar – para mais ou para menos – como sentimos nossas emoções. Se essa linha de pesquisa se confirmar (na ciência, tudo depende de vários estudos replicando os mesmos achados), tal sincronia poderá servir como um biomarcador objetivo de saúde mental. Isso significaria que, além da descrição subjetiva dos sintomas, psicólogos e médicos poderiam contar com uma medida fisiológica, obtida por aparelhos relativamente simples. O caminho abriria possibilidades tanto para diagnósticos mais precisos quanto para intervenções inovadoras – de medicamentos e alimentos que modulam o ritmo gástrico a dispositivos capazes de estimular ou regular essa comunicação. O estudo de Lenah Banellis é apenas um entre muitos projetos fascinantes do Center of Functionally Integrative Neuroscience.


(Por Ilana Pinsky. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/mens-sana. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
O trecho “Um paradoxo instigante: nem sempre mais diálogo entre corpo e cérebro significa um resultado melhor.” (7º§) foi construído a partir de uma ideia de:
Alternativas
Q3717077 Português
As emoções também passam pelo estômago, revela estudo inédito


Pesquisa captou o “diálogo” entre o cérebro e o aparelho digestivo, fornecendo pistas mensuráveis sobre o impacto do estresse e da ansiedade no corpo


      Quantos de vocês já sentiram dor de barriga em uma semana estressante? Ou passaram dias sem conseguir ir ao banheiro antes de uma prova, de uma reunião ou de um encontro importante? Talvez até o contrário: precisaram correr para o banheiro justamente por estarem ansiosos? Essa ligação entre emoções e corpo é tão comum e fisiológica que praticamente todo mundo já passou por experiências do tipo. O que muitas vezes não se percebe é que há ciência por trás desses episódios – eles não são fruto de coincidência nem de simples “mania”.

      Esse entendimento começou a ganhar força quando os pesquisadores descobriram que trilhões de bactérias que vivem em nosso intestino – a microbiota – produzem substâncias que afetam diretamente o humor e a cognição. O que acontece nessa “amizade colorida”, denominada eixo intestino-cérebro, pode ajudar a determinar se nos sentimos mais deprimidos, ansiosos ou bem-dispostos.

     No dia a dia, costumamos associar o estômago e o intestino ao nervosismo e à ansiedade – basta lembrar de frases como “fiquei com um nó no estômago” ou “deu frio na barriga”. Mas, até agora, quase não havia estudos científicos investigando mais profundamente essa conexão.

      Uma pesquisa recém-publicada na Nature Mental Health amplia essa história ao apurar como essa sensação subjetiva lá na barriga está envolvida nas emoções e se traduz através de medidas objetivas na conversa entre o intestino e o cérebro. O trabalho foi liderado pela pesquisadora Leah Banellis, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Para investigar o papel do sistema digestivo nessa engrenagem, ela e seus colegas analisaram 243 voluntários.

     Cada participante passou por uma bateria de testes: registros da atividade elétrica do estômago por meio do eletrogastrograma, sessões de ressonância magnética funcional para mapear a atividade cerebral e questionários detalhados sobre saúde mental e emoções. Em seguida, todas essas informações foram cruzadas com a ajuda de técnicas avançadas de aprendizado de máquina, o que permitiu aos cientistas encontrar padrões até então invisíveis.

    O que essa pesquisa encontrou foi inédito: existe um acoplamento entre os ritmos elétricos do estômago e os padrões de atividade do cérebro. Em outras palavras, os dois órgãos “conversam” em termos de ritmo. E aí vem a surpresa: quanto mais forte essa coordenação, piores eram os indicadores de saúde mental.

     Mas como assim “piores”? Não aprendemos que, ao estar em sintonia com o corpo – a respiração e os batimentos cardíacos em ordem –, ganhamos recursos para regular as emoções e nos sentirmos mais saudáveis? Pois, no caso do estômago, os cientistas observaram o contrário. Pessoas cujo cérebro estava mais sincronizado com as ondas estomacais (que acontecem a cada 20 segundos, mesmo sem comida envolvida) relataram mais sintomas de ansiedade, depressão, estresse e fadiga. Já aqueles com comunicação mais fraca apresentaram maior bem-estar e qualidade de vida. Um paradoxo instigante: nem sempre mais diálogo entre corpo e cérebro significa um resultado melhor.

    Não se trata, exatamente, de o estômago “causar” ansiedade ou depressão. O que os dados sugerem é que o padrão de comunicação entre estômago e cérebro pode influenciar – para mais ou para menos – como sentimos nossas emoções. Se essa linha de pesquisa se confirmar (na ciência, tudo depende de vários estudos replicando os mesmos achados), tal sincronia poderá servir como um biomarcador objetivo de saúde mental. Isso significaria que, além da descrição subjetiva dos sintomas, psicólogos e médicos poderiam contar com uma medida fisiológica, obtida por aparelhos relativamente simples. O caminho abriria possibilidades tanto para diagnósticos mais precisos quanto para intervenções inovadoras – de medicamentos e alimentos que modulam o ritmo gástrico a dispositivos capazes de estimular ou regular essa comunicação. O estudo de Lenah Banellis é apenas um entre muitos projetos fascinantes do Center of Functionally Integrative Neuroscience.


(Por Ilana Pinsky. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/mens-sana. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
O texto aborda os trabalhos realizados na Universidade de Aarhus, na Dinamarca, liderados pela pesquisadora Leah Banellis. Após a leitura, é possível inferir que foram feitos estudos sobre:
Alternativas
Q3717076 Português
As emoções também passam pelo estômago, revela estudo inédito


Pesquisa captou o “diálogo” entre o cérebro e o aparelho digestivo, fornecendo pistas mensuráveis sobre o impacto do estresse e da ansiedade no corpo


      Quantos de vocês já sentiram dor de barriga em uma semana estressante? Ou passaram dias sem conseguir ir ao banheiro antes de uma prova, de uma reunião ou de um encontro importante? Talvez até o contrário: precisaram correr para o banheiro justamente por estarem ansiosos? Essa ligação entre emoções e corpo é tão comum e fisiológica que praticamente todo mundo já passou por experiências do tipo. O que muitas vezes não se percebe é que há ciência por trás desses episódios – eles não são fruto de coincidência nem de simples “mania”.

      Esse entendimento começou a ganhar força quando os pesquisadores descobriram que trilhões de bactérias que vivem em nosso intestino – a microbiota – produzem substâncias que afetam diretamente o humor e a cognição. O que acontece nessa “amizade colorida”, denominada eixo intestino-cérebro, pode ajudar a determinar se nos sentimos mais deprimidos, ansiosos ou bem-dispostos.

     No dia a dia, costumamos associar o estômago e o intestino ao nervosismo e à ansiedade – basta lembrar de frases como “fiquei com um nó no estômago” ou “deu frio na barriga”. Mas, até agora, quase não havia estudos científicos investigando mais profundamente essa conexão.

      Uma pesquisa recém-publicada na Nature Mental Health amplia essa história ao apurar como essa sensação subjetiva lá na barriga está envolvida nas emoções e se traduz através de medidas objetivas na conversa entre o intestino e o cérebro. O trabalho foi liderado pela pesquisadora Leah Banellis, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Para investigar o papel do sistema digestivo nessa engrenagem, ela e seus colegas analisaram 243 voluntários.

     Cada participante passou por uma bateria de testes: registros da atividade elétrica do estômago por meio do eletrogastrograma, sessões de ressonância magnética funcional para mapear a atividade cerebral e questionários detalhados sobre saúde mental e emoções. Em seguida, todas essas informações foram cruzadas com a ajuda de técnicas avançadas de aprendizado de máquina, o que permitiu aos cientistas encontrar padrões até então invisíveis.

    O que essa pesquisa encontrou foi inédito: existe um acoplamento entre os ritmos elétricos do estômago e os padrões de atividade do cérebro. Em outras palavras, os dois órgãos “conversam” em termos de ritmo. E aí vem a surpresa: quanto mais forte essa coordenação, piores eram os indicadores de saúde mental.

     Mas como assim “piores”? Não aprendemos que, ao estar em sintonia com o corpo – a respiração e os batimentos cardíacos em ordem –, ganhamos recursos para regular as emoções e nos sentirmos mais saudáveis? Pois, no caso do estômago, os cientistas observaram o contrário. Pessoas cujo cérebro estava mais sincronizado com as ondas estomacais (que acontecem a cada 20 segundos, mesmo sem comida envolvida) relataram mais sintomas de ansiedade, depressão, estresse e fadiga. Já aqueles com comunicação mais fraca apresentaram maior bem-estar e qualidade de vida. Um paradoxo instigante: nem sempre mais diálogo entre corpo e cérebro significa um resultado melhor.

    Não se trata, exatamente, de o estômago “causar” ansiedade ou depressão. O que os dados sugerem é que o padrão de comunicação entre estômago e cérebro pode influenciar – para mais ou para menos – como sentimos nossas emoções. Se essa linha de pesquisa se confirmar (na ciência, tudo depende de vários estudos replicando os mesmos achados), tal sincronia poderá servir como um biomarcador objetivo de saúde mental. Isso significaria que, além da descrição subjetiva dos sintomas, psicólogos e médicos poderiam contar com uma medida fisiológica, obtida por aparelhos relativamente simples. O caminho abriria possibilidades tanto para diagnósticos mais precisos quanto para intervenções inovadoras – de medicamentos e alimentos que modulam o ritmo gástrico a dispositivos capazes de estimular ou regular essa comunicação. O estudo de Lenah Banellis é apenas um entre muitos projetos fascinantes do Center of Functionally Integrative Neuroscience.


(Por Ilana Pinsky. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/mens-sana. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
A autora iniciou o texto com indagações. Diante de tal recurso, pode-se afirmar que sua intenção foi:
Alternativas
Q3716545 Educação Artística

Na análise da linguagem musical, a compreensão das formas é essencial para o intérprete e o ouvinte, pois revela a arquitetura da obra. Estruturas como a binária (AB), a ternária (ABA) e as formas de variação organizam o material temático de maneiras distintas. Uma forma específica, muito popular no período Clássico, baseia-se no retorno cíclico de um tema principal (estribilho ou 'ritornello') intercalado por episódios contrastantes (coplas).


Acerca das formas musicais, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


(__)A forma binária simples, comumente encontrada em danças barrocas, apresenta uma estrutura A-B onde a seção A termina na dominante, mas a seção B retorna ao material de A na tônica, caracterizando um 'retorno' temático.

(__)A forma 'tema e variações' se enquadra na categoria de formas de variação contínuas, como a passacaglia, onde o tema (geralmente um baixo) se repete incessantemente sem interrupções.

(__)A forma sonata, principal estrutura do Classicismo, é essencialmente uma forma ternária (ABA), onde a Exposição (A) é repetida, o Desenvolvimento (B) explora os temas, e a Recapitulação (A) é idêntica à Exposição.

(__)A forma Rondó é caracterizada pela repetição de uma seção principal (A), que atua como refrão, alternada com seções contrastantes (B, C, etc.), seguindo estruturas como A-B-A-C-A ou A-B-A-B-A.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:

Alternativas
Q3716544 Música

A organização rítmica na música ocidental baseia-se na divisão regular do tempo, estabelecida pela fórmula de compasso. No entanto, a complexidade e o interesse rítmico frequentemente surgem da *alteração* dessa pulsação regular. Recursos como o contratempo, a síncope e as quiálteras criam deslocamentos e tensões que desafiam a expectativa do ouvinte. O contratempo, por exemplo, enfatiza o tempo fraco ou parte fraca do tempo quando o tempo forte (ou parte forte) é ocupado por pausa, enquanto as quiálteras introduzem divisões atípicas no pulso.


Acerca desses elementos rítmicos, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


(__)Quiálteras são grupos de notas que alteram a divisão rítmica padrão do compasso, como uma tercina (três notas) ocupando o tempo que normalmente seria de duas, sendo chamadas de 'regulares' quando aumentam o número de notas no pulso.


(__)O contratempo ocorre quando uma nota é executada na parte fraca do tempo, e a parte forte correspondente é preenchida por outra nota de igual ou maior duração, mantendo a pulsação constante.


(__)A síncope e o contratempo são termos idênticos, ambos definindo o ataque de uma nota em tempo fraco que se prolonga para o tempo forte seguinte, criando um deslocamento do acento métrico.


(__)Uma quiáltera como a 'duina' (duas notas) aplicada em um compasso composto (como 6/8), onde a unidade de tempo é uma semínima pontuada (dividida em três colcheias), faz com que duas notas ocupem o espaço que normalmente seria de três.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:

Alternativas
Q3716543 Música

O violão é um instrumento de extrema versatilidade, transitando entre o acompanhamento harmônico, a execução melódica e a complexidade contrapontística. Para dominar essa versatilidade, o instrumentista precisa desenvolver técnicas específicas tanto para a mão direita (responsável pela produção sonora, ritmo e articulação) quanto para a mão esquerda (responsável pela altura das notas e ligados). Técnicas como o 'vibrato', 'ligado' (hammer-on/pull-off) e 'harmônicos' são essenciais para a expressividade. Assim, analise as afirmativas a seguir.


I.A técnica de 'ligado' descendente (pull-off) no violão consiste em pressionar duas notas na mesma corda com a mão esquerda e, em seguida, puxar o dedo da nota mais aguda para que a nota mais grave soe sem a necessidade de um novo ataque da mão direita. 


II.O 'vibrato' no violão clássico é predominantemente executado através de um movimento lateral (paralelo aos trastes) do dedo da mão esquerda que pressiona a corda, alterando sutilmente a tensão e, consequentemente, a afinação da nota.


III.Os 'harmônicos artificiais' (oitavados) são produzidos exclusivamente pela mão esquerda, tocando levemente a corda sobre o traste (nó) correspondente à oitava da nota pressionada, enquanto a mão direita executa um pizzicato.


Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3716542 Educação Artística

O ensino coletivo de música, como em orquestras jovens, bandas ou coros, apresenta desafios pedagógicos e de gestão distintos do ensino individual. O instrutor ou regente precisa equilibrar o desenvolvimento técnico individual com a coesão do grupo, trabalhando aspectos como afinação, equilíbrio sonoro, articulação e interpretação conjunta. A clareza gestual do regente é fundamental para comunicar o 'tempo', as entradas, as dinâmicas e o caráter da música.


Assim, analise as afirmativas a seguir.


I.Na prática da regência, o gesto do 'levare' (preparação) é crucial, pois antecede o primeiro tempo do compasso (o 'ictus') e deve indicar simultaneamente o andamento, a dinâmica e a articulação desejada para o ataque do som.


II.O ensino coletivo de instrumentos de cordas (como o violino) geralmente adota a 'afinação relativa' entre os instrumentos do naipe antes da 'afinação absoluta' (pelo diapasão ou piano), para desenvolver a percepção intervalar e a responsabilidade mútua pela sonoridade do grupo.


III.Em um coral, o regente deve focar exclusivamente na precisão rítmica e na afinação, deixando a articulação das consoantes e a abertura das vogais a critério de cada cantor, para preservar a naturalidade da emissão vocal.


Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3716541 Música

A cifragem de acordes é um sistema de notação que representa a harmonia de uma música, sendo fundamental para músicos populares, arranjadores e improvisadores. Existem diferentes sistemas de análise dessas cifras: a análise 'cordal' (ou 'literal') apenas nomeia o acorde (ex: G7), enquanto a análise 'gradual' usa algarismos romanos para indicar o grau na escala (ex: V7). A análise 'funcional' vai além, interpretando a 'função' (T, S, D) daquele acorde no contexto tonal. Acerca da análise e cifragem de acordes, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:


(__)Na análise gradual da tonalidade de Sol Maior, o acorde E7 (Mi com Sétima) seria cifrado como VI7 (sexto grau com sétima), sendo um acorde diatônico da escala.


(__)Um acorde cifrado como C7M(#11) (Dó com sétima maior e décima primeira aumentada) é tipicamente usado sobre o IV grau (Subdominante) de uma tonalidade maior (ex: F7M(#11) em Dó Maior), pois a #11 (Si) é a sensível da tonalidade.


(__)Na análise funcional, um acorde 'dominante secundário' (ex: A7 em Dó Maior) é o V7 de um grau diatônico que não é a tônica (neste caso, A7 é V7/ii, pois prepara para Dm).


(__)A cifra 'Am/G' (Lá menor com baixo em Sol) representa um acorde híbrido, onde a mão esquerda (baixo) toca a tônica (Lá) e a mão direita toca o acorde de Sol Maior.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: 

Alternativas
Q3716540 Educação Artística

A estruturação da música ao longo do tempo dá origem às formas musicais, que funcionam como moldes arquitetônicos para as ideias do compositor. As formas mais fundamentais, como a binária e a ternária, são a base para estruturas mais complexas. A forma binária (AB) geralmente apresenta duas seções complementares, enquanto a forma ternária (ABA) introduz o princípio do retorno, onde a seção inicial (A) retorna após uma seção contrastante (B), criando uma sensação de fechamento e simetria.


Acerca das formas musicais, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


(__)A 'Forma Lied', ou Canção, é a designação germânica para a forma ternária simples (A-B-A), onde A é uma ideia musical, B é uma seção contrastante (Trio) e A é o retorno da ideia inicial.


(__)Na forma binária arredondada (rounded binary), a seção B conclui com o retorno do material temático da seção A, mas permanece na tonalidade da dominante, adiando a resolução final.


(__)A forma Rondó-Sonata, utilizada frequentemente nos finais de sinfonias clássicas, combina a estrutura do rondó (A-B-A-C-A) com os princípios da forma sonata, onde a seção C funciona como o Desenvolvimento.


(__)A forma binária contínua é aquela em que a primeira seção (A) termina com uma cadência autêntica perfeita na tônica, permitindo que a seção B se inicie em qualquer outra tonalidade.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:

Alternativas
Q3716539 Música

A classificação vocal é um processo complexo que visa identificar o tipo de voz de um cantor, não apenas para papéis em ópera, mas também para a pedagogia vocal e a saúde da voz. Esta classificação não se baseia apenas na 'extensão' (o conjunto total de notas que a voz pode produzir), mas crucialmente na 'tessitura' (a região da extensão onde a voz soa melhor, com mais conforto e qualidade), além do 'timbre' e dos 'pontos de passagem' (passaggio).


Assim, analise as afirmativas a seguir.


I.A 'extensão vocal' refere-se ao registro total de notas que um indivíduo pode emitir, desde a mais grave até a mais aguda, enquanto a 'tessitura' é a faixa de notas mais confortável e qualitativa dessa extensão, onde a voz opera idealmente.

II.As vozes masculinas são tipicamente classificadas, da mais aguda para a mais grave, como: Tenor, Contratenor, Barítono e Baixo.

III.O 'passaggio' (ponto de passagem) é um termo usado para descrever a transição entre os registros vocais (ex: da voz de peito para a voz de cabeça), sendo um indicador técnico crucial para a correta classificação vocal.


Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3716538 Música
Todo som musical pode ser analisado com base em quatro propriedades fundamentais que o definem. Essas propriedades são interdependentes e essenciais para a teoria musical, a orquestração e a acústica. A percepção dessas qualidades permite ao músico controlar e manipular o som para fins expressivos. A 'Altura', por exemplo, é determinada pela frequência da onda sonora (medida em Hertz), diferenciando sons graves de agudos. A 'Intensidade' refere-se à amplitude da onda, percebida como volume (forte ou fraco). Assinale a alternativa que descreve corretamente as outras duas propriedades fundamentais do som.
Alternativas
Q3716537 Música
 O sistema tonal baseia-se na hierarquia estabelecida pelas escalas maiores e menores, onde a tônica serve como centro gravitacional. A modulação, ou a mudança de um centro tonal para outro, é um dos principais recursos para gerar interesse e desenvolver a forma musical. As modulações mais comuns e suaves ocorrem entre tonalidades 'vizinhas', que são aquelas que compartilham o maior número de notas e acordes em comum, geralmente diferindo por apenas um acidente na armadura de clave. Compreender a relação entre escalas maiores e suas relativas menores, bem como seus paralelos e vizinhos, é fundamental para a análise harmônica. Diante do exposto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3716536 Música

Na harmonia moderna, a substituição de acordes é uma técnica essencial para rearmonização e arranjo, permitindo 'colorir' progressões harmônicas tradicionais. Entre as técnicas mais comuns estão o 'empréstimo modal' (acordes 'emprestados' da tonalidade homônima menor), o uso de 'dominantes secundários' e seus substitutos ('subV7'), e as 'dominantes alteradas' (V7 com tensões como b9, #9, b5, #5). Assim, analise as afirmativas a seguir.


I.O 'Empréstimo Modal' (EM) refere-se à prática de usar acordes da tonalidade homônima. Por exemplo, em Dó Maior, o uso do acorde Fm7 (Fá menor com sétima), que é o iv7 da tonalidade de Dó menor, é um exemplo clássico de EM com função subdominante.


II.A 'substituição tritonal' (ou SubV7) permite trocar um acorde dominante (V7) por outro acorde dominante (também 7) localizado a um trítono (quarta aumentada) de distância. Por exemplo, G7 (V7 de Dó) pode ser substituído por Db7 (SubV7 de Dó).


III.Um acorde 'dominante alterado' (ex: G7alt) resolve mais suavemente na tônica (C) do que um V7 simples, pois suas alterações (b9, b5) eliminam o trítono (Si-Fá), reduzindo a tensão harmônica.


Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3716535 Educação Artística
A música tonal é estruturada por meio da fraseologia, onde pequenas unidades (motivos) se combinam para formar frases, que por sua vez se agrupam em períodos. O final de uma frase musical é marcado por uma 'cadência', que funciona como um ponto de pontuação, indicando repouso ou continuidade. A Cadência Autêntica Perfeita (V-I) oferece o fechamento mais conclusivo, enquanto outras, como a Meia Cadência (terminando em V) ou a Cadência Plagal (IV-I), oferecem diferentes graus de finalização. Uma cadência específica é usada para criar uma interrupção inesperada. Assinale a alternativa que descreve corretamente a 'Cadência Deceptiva' (ou Evitada).
Alternativas
Q3716534 Música

 A textura musical descreve como as diferentes linhas melódicas e harmônicas se entrelaçam em uma composição. É a 'trama' do tecido musical, variando da simplicidade de uma única melodia até a complexidade de múltiplas vozes independentes. As principais texturas incluem a Monofonia (uma única linha melódica), a Homofonia (melodia principal com acompanhamento de acordes) e a Polifonia (múltiplas linhas melódicas independentes e de igual importância).


Acerca das texturas musicais, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


(__)A textura 'Monofônica' é exemplificada pelo Canto Gregoriano, onde todos os cantores executam a mesma linha melódica, mesmo que em oitavas diferentes (monofonia em oitavas).

(__)A 'Heterofonia' é uma forma complexa de polifonia imitativa, como um cânone ou uma fuga, onde as vozes entram em momentos diferentes com o mesmo tema.

(__)A 'Homofonia' ocorre quando todas as vozes ou partes se movem juntas com exatamente o mesmo ritmo, mas em alturas diferentes, formando acordes. Esta textura é também chamada de 'homorrítmica' ou 'estilo coral'.

(__)A 'Polifonia', como encontrada nas invenções de Bach, requer que todas as vozes tenham importância secundária em relação à melodia principal, que é ornamentada pelas demais.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:

Alternativas
Q3716533 Educação Artística
A história da Música Popular Brasileira (MPB) é marcada por movimentos estéticos que refletiam as transformações sociais e culturais do país. Desde o surgimento do Choro e do Samba, passando pela 'era de ouro' do rádio, a sofisticação harmônica da Bossa Nova, a canção de protesto dos festivais e a explosão criativa do Tropicalismo, cada movimento trouxe novas sonoridades e temáticas. Compreender esses períodos exige analisar não apenas a música, mas também seu contexto político e social. A Bossa Nova, por exemplo, surgiu no final dos anos 1950, em um período de otimismo e modernização urbana no Brasil. Assinale a alternativa que descreve corretamente as características deste movimento.
Alternativas
Q3716532 Pedagogia

 O século XX foi marcado pelo surgimento de diversos pedagogos musicais que revolucionaram o ensino da música, propondo abordagens ativas e centradas na experiência da criança. Esses métodos buscaram integrar corpo, voz e instrumento, distanciando-se do ensino tradicional focado apenas na leitura de partituras. Educadores como Orff, Kodály, Suzuki e Dalcroze deixaram legados que influenciam práticas pedagógicas até hoje, cada um com ênfases filosóficas e técnicas distintas.


Assim, analise as afirmativas a seguir.


I.A metodologia de Émile Jaques-Dalcroze, conhecida como 'Rítmica' ou 'Eurritmia', fundamenta-se na ideia de que a experiência musical deve começar pelo movimento corporal, utilizando o corpo como o primeiro instrumento para internalizar o ritmo e a expressão musical.

II.O Método Suzuki, também chamado de 'método da língua materna', prioriza o ensino coletivo de instrumentos de percussão (Orff) desde o início, enfatizando a leitura musical antes do contato auditivo, para acelerar o desenvolvimento técnico.

III.O 'Orff-Schulwerk', desenvolvido por Carl Orff e Gunild Keetman, utiliza instrumentos de percussão melódica (como xilofones) e rítmica, jogos e a fala rítmica como elementos centrais para a improvisação e a criação musical em grupo.


Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Respostas
5001: D
5002: C
5003: A
5004: B
5005: B
5006: C
5007: A
5008: E
5009: B
5010: A
5011: E
5012: B
5013: D
5014: A
5015: B
5016: D
5017: A
5018: D
5019: C
5020: C