Questões de Concurso
Para bibliotecário
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A definição da estrutura organizacional é um elemento importante a fim de se decidir a configuração adequada de uma biblioteca, para o alcance dos seus objetivos. A estrutura organizacional engloba:
1) o estabelecimento de funções.
2) a definição de componentes humanos e materiais.
3) a escolha de layout.
4) a definição dos meios de comunicação.
5) a definição da hierarquia e das tarefas.
Estão corretas:
O diagnóstico organizacional é um processo sistematizado de avaliação de serviços, com tempo e espaço definidos, que contempla as fases de:
1) preparação e elaboração do projeto de diagnóstico.
2) definição da metodologia.
3) formulação do problema e identificação de hipóteses de trabalho.
4) definição de indicadores e planejamento da coleta de dados.
5) formulação do desbaste.
Estão corretas, apenas:
No que se refere à Biblioteconomia, à Documentação e, posteriormente, à Ciência da Informação, na primeira metade do século XX, analise as proposições a seguir.
1) A formação de base dos Special Libraries (bibliotecários especializados) eliminou a formação tradicional dos Cientistas da Informação.
2) Jesse Shera era partidário de uma unidade conceitual entre a Biblioteconomia Geral, a Biblioteconomia Especializada e a Documentação.
3) A Documentação é a disciplina da organização de documentos gráficos que se relaciona com a Bibliografia e com a Biblioteconomia.
4) A Evolução do conceito da Documentação conduziu ao nascimento da Ciência da Informação, segundo opinião consensual de alguns autores.
5) A definição proposta por Harold Borko admite que a Ciência da Informação investiga as propriedades e o comportamento da informação.
Estão corretas:
Quanto à evolução tecnológica e aos desenvolvimentos ocorridos no período subsequente à Segunda Guerra Mundial, as atividades dos profissionais da Documentação estão relacionadas:
1) ao fenômeno conhecido como explosão informacional conotado com o crescimento exponencial da produção e uso de documentos, em especial nas áreas técnico-científicas.
2) ao fenômeno da documentação que não se restringia a contextos e às categorias de profissionais específicos, mas, sim, a uma vasta área que envolvia todos os que lidavam com a informação.
3) às mudanças, quer do ponto de vista da prática profissional, quer da formação disciplinar como avessa aos progressos tecnológicos, particularmente da informática.
4) aos anos de 1950, que se caracterizaram pelo enorme crescimento da informação científica, sobretudo sob a forma de relatórios técnicos e por um rápido desenvolvimento dos sistemas automáticos.
5) aos sistemas automáticos e de recuperação da informação, que deram especial destaque aos sistemas de recuperação por assuntos. Esta conjuntura levou os documentalistas a se distinguirem cada vez mais dos bibliotecários, incluindo os especialistas.
Estão corretas:
No contexto das origens e da formação da Ciência da Informação, a história da Documentação é representada por expoentes, conhecidos, internacionalmente, por construírem um aparato epistemológico para a consolidação da Documentação. A perspectiva histórica encontra-se:
1) dentre os diversos autores empreendedores de estudos sobre a área, que se destacam, em especial, após a morte de Otlet, Bradford (1951) Vickery (1959) e Shera (1966).
2) dentre outras documentalistas francesas, em Suzane Briet, funcionária da Biblioteca Nacional da França, discípula e continuadora da obra de Otlet .
3) na França, onde a Documentação refere-se a um conjunto de métodos e técnicas para abordar seus aspectos científicos e para fazer a diferenciação de outros aspectos das Ciências da Informação.
4) nos pesquisadores de Ciência da Informação (CI) dos Estados Unidos da América (EUA), que reconhecem, como pioneiros da Documentação, Otlet e Briet com sua relevante contribuição científica para a formação da CI.
5) No discurso Misión del bibliotecario lido por Ortega e Gasset, na abertura do II Congresso de Bibliotecas e Bibliografia, em Madrid, em 1935, que apresentou um panorama de problemas gerais que se relacionava com o movimento documentário otletiano.
Estão corretas:
A corrente teórica e prática, proposta no final do séc. XIX e considerada como uma das origens da Ciência da Informação, é a Documentação. Sua estrutura é composta por princípios e técnicas que promoveram a representação de conteúdo dos diversos documentos com o objetivo de promover o uso da informação. A concepção dessa corrente está associada:
1) a Paul Otlet e Henri La Fontaine, advogados belgas, mentores do Instituto Internacional de Bibliografia (IIB) e do Repertório Bibliográfico Universal (RBU), cujo projeto proposto chegou a ter 16 milhões de fichas.
2) à necessidade de tornar acessível a quantidade de informação publicada, produzindo um todo homogêneo destas massas documentais, para as quais seriam necessários novos procedimentos, distintos da biblioteconomia.
3) à publicação do Tratado de Documentação, em 1934, sistematizado por Otlet; nesta obra, o autor apresenta a visão sistêmica por meio da noção de fluxo documentário.
4) a um conjunto de operações distribuídas entre pessoas e organismos diferentes: o autor, o copista, o impressor, o editor, o livreiro o bibliotecário, o pesquisador, o trabalhador intelectual.
5) ao aniversário de 100 anos da Federação Internacional de Documentação (FID), como um dos fatores que promoveu a divulgação da Documentação.
Estão corretas:
A questão diz respeito à figura a seguir, que apresenta parte da letra do Hino Nacional no Microsoft Word, e associa números à maioria dos botões da Barra de Ferramentas, a qual tem duas de suas partes colocadas em destaque à direita do texto, para melhor visualização.

TEXTO 3
Já que praticamente todas as nossas ações diárias mais significativas estão revestidas de linguagem, é importante saber algo sobre o seu funcionamento. E esse funcionamento da linguagem é tão espontâneo que não nos damos conta de sua complexidade.
Quando falamos ou escrevemos, não temos muita consciência das regras usadas ou das decisões tomadas, pois essas ações são tão rotineiras que fluem de modo inconsciente.
Por outro lado, as atividades sociais e cognitivas marcadas pela linguagem são sempre colaborativas e não atos individuais. Por isso, seguidamente operam como fontes de mal-entendidos. Como seres produtores de sentidos, não somos tão lineares e transparentes quanto seria de desejar, e a compreensão humana depende da cooperação mútua. Sendo uma atividade de produção de sentidos colaborativa, a compreensão não é um simples ato de identificação de informações, mas uma construção de sentidos com base em atividades inferenciais.
Para se compreender bem um texto, tem-se que sair dele, pois o texto sempre monitora o seu leitor para além de si próprio, e esse é um aspecto notável quanto à produção de sentido.
Tal concepção teórica traz consequências, como, por exemplo, as seguintes: a) entender um texto não equivale a entender palavras ou frases; b) entender as frases ou as palavras é vê-las em um contexto maior; c) entender é produzir sentidos e não extrair conteúdos prontos; d) entender um texto demanda uma relação de vários outros tipos de conhecimentos, além do linguístico que consta na superfície do texto.
(Luís Antônio Marcuschi. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Editora Parábola, Record, 2008, p. 233. Adaptado).
TEXTO 3
Já que praticamente todas as nossas ações diárias mais significativas estão revestidas de linguagem, é importante saber algo sobre o seu funcionamento. E esse funcionamento da linguagem é tão espontâneo que não nos damos conta de sua complexidade.
Quando falamos ou escrevemos, não temos muita consciência das regras usadas ou das decisões tomadas, pois essas ações são tão rotineiras que fluem de modo inconsciente.
Por outro lado, as atividades sociais e cognitivas marcadas pela linguagem são sempre colaborativas e não atos individuais. Por isso, seguidamente operam como fontes de mal-entendidos. Como seres produtores de sentidos, não somos tão lineares e transparentes quanto seria de desejar, e a compreensão humana depende da cooperação mútua. Sendo uma atividade de produção de sentidos colaborativa, a compreensão não é um simples ato de identificação de informações, mas uma construção de sentidos com base em atividades inferenciais.
Para se compreender bem um texto, tem-se que sair dele, pois o texto sempre monitora o seu leitor para além de si próprio, e esse é um aspecto notável quanto à produção de sentido.
Tal concepção teórica traz consequências, como, por exemplo, as seguintes: a) entender um texto não equivale a entender palavras ou frases; b) entender as frases ou as palavras é vê-las em um contexto maior; c) entender é produzir sentidos e não extrair conteúdos prontos; d) entender um texto demanda uma relação de vários outros tipos de conhecimentos, além do linguístico que consta na superfície do texto.
(Luís Antônio Marcuschi. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Editora Parábola, Record, 2008, p. 233. Adaptado).
TEXTO 2
Dia dos Morenos
– Mãe, você sabia que quinta-feira não vai ter aula?
– É, filha, eu sei...
A garota, de apenas cinco anos, se apressa na explicação: – É porque quinta-feira é feriado. É o dia dos Morenos...
O Diálogo que intrigou a mãe ocorreu na semana passada. Ao chamar o Dia da Consciência Negra assim, a criança, na inocência de seu eufemismo involuntário, que provavelmente ouviu de algum (inocente?), toca o nervo da questão racial no Brasil.
Transformar a morte de Zumbi dos Palmares numa data “morena” é um sintoma do nosso racismo cordial, sem dúvida, mas também é uma forma de exaltar a mistura étnica da nossa formação, o caldeirão biológico e cultural em que borbulha nossa civilização mestiça.
Entre nós, a escravidão não foi um impedimento à miscigenação. Mas tampouco a miscigenação impediu que a herança brutal da escravidão sobrevivesse à Abolição, impondo-se ainda hoje, depois de 120 anos, como fardo e vergonha nacional.
Que ninguém de boa-fé subestime a exclusão de negros no Brasil de hoje. A pesquisa publicada pela Folha oferece um retrato abundante das nossas iniquidades. Entre os 10% mais pobres do país, 68% são pretos e pardos. Não choca?
Uma inflamada discussão sobre cotas ganha corpo no país. O tema é complexo. Penso que políticas de inclusão com critérios de renda seriam socialmente mais eficazes e menos traumáticas que as cotas raciais, vistas pela maioria como “necessárias”, mas “humilhantes”.
O governo parece conduzir a questão com exagero populista e excessos facilitários. Quantos alunos da rede pública estão no ensino médio e não sabem escrever? O “pobrema” é mais embaixo.
Mas o que chama a atenção nesse debate é a fúria de certos militantes anticotas para negros. Esbravejam como se um mundo – repleto de morenices e privilégios – fosse se extinguir.
(Fernando de Barros e Silva. Dia dos morenos. Folha de S. Paulo. 24 de nov. 2008).