Foram encontradas 27.325 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
TEXTO I
[...]
Tenho fama de ser bom “dedicador” de livros. Amigos pedem-me conselhos quando se sentem embaraçados com a folha em branco e a necessidade de escrever nela algumas linhas para que o presente fique, por assim dizer, mais personalizado. Creio mesmo que esta minha pequena glória não seja imerecida e, para mantê-la, tenho minhas regras e truques. Revelo aqui apenas um: em desespero, grito por socorro – por exemplo, adaptei para uso próprio, muitas vezes, aquela dedicatória feita por meu pai, “Para você, o amor nos tempos do... amor”. Mas, para minha danação eterna, tendo à verborragia quando Cupido entra em cena. Há alguns anos, quando aquela que desorganizou o que estava organizado entrou em minha vida, passei a dar-lhe dezenas de livros, todos com longas e digressivas dedicatórias. Em troca, ganhava dela livros e presentes com cartões — quando havia algum cartão — com poucas linhas, geralmente algo direto do tipo “Para Marcelo” ou “Feliz aniversário”, e essa concisão, comparada com os meus cartapácios, me roubava noites de sono. Não gosto de pensar que meu caos interno tenha ficado preservado em dezenas de dedicatórias amontoadas em estantes alheias (há aí, percebo agora, uma sutil e freudiana forma de poder na relação entre um verborrágico e uma comedida). Contudo, noutras vezes acertei, ainda que também estivesse confuso: a uma mulher especial que meus transtornos não permitiram que fôssemos além, digamos, de uma espécie de modus vivendi sentimental, dei “Amor em Veneza”, de Andrea di Robilant, e, aproveitando o próprio título impresso na folha de rosto, escrevi: “Para B., AMOR EM VENEZA – e também em Goiânia”.
Em “O Complexo de Portnoy”, de Philip Roth, estruturado como se fosse uma longa sessão de análise, apenas repeti a única frase que o psicanalista diz a Portnoy depois de mais de duzentos e cinquenta páginas de reclamações do seu paciente (talvez, imagino, como reconhecimento da minha própria tagarelice): “Para B.: agora a gente pode começar?”. Tenho o consolo de pensar que ela, daqui a muitos anos, possa dar de cara por acaso, numa tarde preguiçosa ou numa noite insone, com esses livros perdidos nas estantes e, lendo o que escrevi, sinta condescendência pela minha desorganização sentimental, ternura pelo pouco que tivemos e uma vaga decepção pelas promessas não cumpridas dessas dedicatórias.
[...]
FRANCO, Marcelo. Revista Bula. Disponível em:<http://twixar.me/S5n3>
TEXTO I
[...]
Tenho fama de ser bom “dedicador” de livros. Amigos pedem-me conselhos quando se sentem embaraçados com a folha em branco e a necessidade de escrever nela algumas linhas para que o presente fique, por assim dizer, mais personalizado. Creio mesmo que esta minha pequena glória não seja imerecida e, para mantê-la, tenho minhas regras e truques. Revelo aqui apenas um: em desespero, grito por socorro – por exemplo, adaptei para uso próprio, muitas vezes, aquela dedicatória feita por meu pai, “Para você, o amor nos tempos do... amor”. Mas, para minha danação eterna, tendo à verborragia quando Cupido entra em cena. Há alguns anos, quando aquela que desorganizou o que estava organizado entrou em minha vida, passei a dar-lhe dezenas de livros, todos com longas e digressivas dedicatórias. Em troca, ganhava dela livros e presentes com cartões — quando havia algum cartão — com poucas linhas, geralmente algo direto do tipo “Para Marcelo” ou “Feliz aniversário”, e essa concisão, comparada com os meus cartapácios, me roubava noites de sono. Não gosto de pensar que meu caos interno tenha ficado preservado em dezenas de dedicatórias amontoadas em estantes alheias (há aí, percebo agora, uma sutil e freudiana forma de poder na relação entre um verborrágico e uma comedida). Contudo, noutras vezes acertei, ainda que também estivesse confuso: a uma mulher especial que meus transtornos não permitiram que fôssemos além, digamos, de uma espécie de modus vivendi sentimental, dei “Amor em Veneza”, de Andrea di Robilant, e, aproveitando o próprio título impresso na folha de rosto, escrevi: “Para B., AMOR EM VENEZA – e também em Goiânia”.
Em “O Complexo de Portnoy”, de Philip Roth, estruturado como se fosse uma longa sessão de análise, apenas repeti a única frase que o psicanalista diz a Portnoy depois de mais de duzentos e cinquenta páginas de reclamações do seu paciente (talvez, imagino, como reconhecimento da minha própria tagarelice): “Para B.: agora a gente pode começar?”. Tenho o consolo de pensar que ela, daqui a muitos anos, possa dar de cara por acaso, numa tarde preguiçosa ou numa noite insone, com esses livros perdidos nas estantes e, lendo o que escrevi, sinta condescendência pela minha desorganização sentimental, ternura pelo pouco que tivemos e uma vaga decepção pelas promessas não cumpridas dessas dedicatórias.
[...]
FRANCO, Marcelo. Revista Bula. Disponível em:<http://twixar.me/S5n3>
Analise as afirmativas a seguir.
I. O autor do texto reconhece que o romance vivido com B. foi desastroso para sua vida.
II. Embora reconhecido como bom dedicador de livros, o autor assume que nem sempre desempenha bem essa tarefa.
III. É possível depreender, pelos relatos do autor, que sua ex-namorada não o amava.
De acordo com o texto, estão incorretas as afirmativas:
O usuário deve ter claras quais são suas reais necessidades e selecionar os recursos que serão pesquisados na fase de
O aspecto analisado é relativo ao
Essas informações são encontradas no documento institucional denominado
Essa pergunta indica que o estudo tem como foco
Observe a folha de rosto apresentada a seguir.

Considerando essa folha de rosto e o que estabelece o
CCAA2 em relação ao estabelecimento de entrada para
documentos, a entrada para o documento é
São algumas dessas funções, exceto:
( ) Apresenta um conjunto semântico de 15 elementos, utilizados para a descrição de teses e dissertações eletrônicas. ( ) Mantém forte relação com o CCAA2, embora possua escopo mais abrangente, podendo ser aplicável no ambiente proporcionado pela internet e pelo serviço web. ( ) Permite a utilização de links para relacionar diferentes registros de informação. ( ) Possui uma estrutura de descrição bibliográfica que permite sua utilização para o acesso à informação do objeto descrito como um todo.
Assinale a sequência correta.
( ) Advêm de mudanças ocorridas na natureza e nos processos da catalogação. ( ) Foram criados para influenciar o campo teórico, conceitual e prático da catalogação, com foco nas necessidades dos usuários. ( ) Foram publicados em 1960, em decorrência de estudos conduzidos pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, e pelo IBICT. ( ) Têm como finalidade apresentar códigos e determinações de conteúdo para codificar registros que são legíveis por máquina.
Assinale a sequência correta.
Considerando a tipologia estabelecida, numere a coluna II de acordo com a coluna I, associando o tipo de coleção a seu respectivo conteúdo.
COLUNA I
1. Cartografia 2. Hemeroteca digital 3. Iconografia 4. Manuscrito 5. Obras gerais
COLUNA II
( ) Peças para consulta imediata, composta(s) por monografias, teses e folhetos, do século XVII aos dias atuais. ( ) Portal de periódicos nacionais que permite ampla consulta, pela internet, a vários tipos de publicações periódicas e seriadas. ( ) Maior patrimônio de imagens do país, reunindo desenhos, caricaturas, gravuras, fotografias e livros relacionados às artes virtuais. ( ) Mais de 22 mil mapas, manuscritos e impressos, atlas e diversas monografias e tratados sobre o tema. ( ) Documento que inclui arquivos pessoais, institucionais, documentos históricos e obras literárias, abrangendo documentos avulsos e encadernados.
Assinale a sequência correta.
Para os FRBR, uma obra, ao ser traduzida, resulta em um(a) novo(a):
Considerando a tecnologia como instrumento primordial para competência informacional, é incorreto afirmar:
Considerando as variáveis dessa função, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. ( ) Um planejamento eficaz depende da qualidade e quantidade de dados disponíveis e confiáveis. ( ) A análise de relatórios de diferentes bibliotecas tem mostrado que as estatísticas nem sempre servem aos propósitos do planejamento. ( ) Os relatórios no planejamento são relevantes quando apresentados de forma extensa e detalhista. ( ) A análise de relatórios de diferentes bibliotecas, na verdade, presta contas e é sempre considerada pelos superiores.
Assinale a sequência CORRETA.
São itens a serem observados pelo responsável pelo planejamento, EXCETO:
A esse respeito, é correto afirmar:
São atividades relacionadas a essa mediação, EXCETO:
Considerando os fundamentos essenciais desse serviço expressos por Verry-Jolivet (apud ACCART, 2012), é incorreto afirmar:
Em relação ao serviço de referência das bibliotecas, é incorreto afirmar: