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Em relação ao uso de pontuação no texto, analise as assertivas abaixo:
I. As vírgulas das linhas 09 e 21 (terceira ocorrência) são utilizadas em virtude da mesma regra.
II. As vírgulas das linhas 01 e 33 separam orações justapostas.
III. As vírgulas da linha 28 separam um adjunto adverbial.
Quais estão corretas?
Considere as frases abaixo:
I. as crianças já dormiram (l. 01).
II. sempre surgem outros (l. 11).
III. A tecnologia ganhou um papel importante (l. 25).
IV. O perfeccionismo gera uma ansiedade (l. 49).
Quais admitem transposição para a voz passiva?
Considere o período abaixo e as afirmações que são feitas sobre ele:
“Mas com o prazo iminente da entrega, não havia tempo para o perfeito, apenas para o adequado.” (l. 41-42).
I. Havia algo que precisava ser entregue.
II. Havia um prazo que estava chegando ao fim.
III. Havia tempo suficiente para realizar algo adequado.
Quais inferências estão pressupostas no período acima?
Analise as assertivas abaixo quanto à ortografia oficial:
I. mau-estar (l. 25) está escrito corretamente, visto ‘mau’ ser um adjetivo que modifica um substantivo.
II. raíz (l. 37) possui um erro de grafia, pois hiatos nunca são acentuados.
III. deixá-la (l. 44) está corretamente escrito, pois a forma verbal é oxítona terminada em –a, estando ligada a um pronome em ênclise.
Quais estão corretas?
Considere o período abaixo, retirado do texto, e analise as assertivas que seguem.
“Quanto mais você avança de fase, mais inimigos aparecem.” (l. 11-12).
I. ‘Quanto mais’ é classificado como conjunção subordinativa proporcional.
II. Em ‘mais inimigos aparecem’, mais é classificado como preposição.
III. ‘Quanto mais’ poderia ser substituído por ‘na medida em que’.
Quais estão corretas?
Analise o período abaixo, retirado do texto, e as assertivas que seguem.
“O perfeccionismo gera uma ansiedade que nos paralisa ou que nos faz sair correndo.” (l. 49).
I. O período possui duas orações.
II. As duas orações que começam por ‘que’ são classificadas como oração subordinada substantiva completiva nominal.
III. ‘que nos paralisa’ e ‘que nos faz sair correndo’ são orações coordenadas entre si.
Quais estão corretas?
Analise as seguintes propostas de alteração de palavras e expressões do texto:
I. Substituição de ‘preenchidos’ (l. 04) por ‘completados’.
II. Substituição de ‘muita gente’ (l. 22) por ‘todas as pessoas’.
III. Supressão de ‘não’ (l. 40).
Quais causam alteração no sentido, desconsiderando eventuais mudanças sintáticas?
Analise as afirmações que são feitas em relação ao texto:
I. A interjeição ‘Ufa!’ (l. 01) é utilizada para exprimir cansaço.
II. A repetição do tempo verbal em “O relatório da empresa fechou, o jantar passou, as crianças já dormiram, o mês acabou” (l. 01) sugere que o tempo é vagaroso.
III. A expressão ‘recomeçar tudo de novo’ (l. 03) é um pleonasmo, usado para reforçar a ideia de repetição.
Quais estão INCORRETAS?
Analise as afirmações que seguem a respeito do processo de formação de palavras:
I. Tanto em ‘pensamento’ (l. 05) como em ‘perfeccionismo’ (l.38), há derivação sufixal.
II. Em ‘recalcular’ (l. 05), ‘restabelecer’ (l. 30) e ‘realizar’ (l. 50), ocorre o acréscimo do prefixo re- , que significa repetição.
III. Em ‘supermercado’ (l. 16), ocorre uma composição por justaposição.
Quais estão INCORRETAS?
I. Na primeira ocorrência da linha 07, classifica-se como conjunção integrante.
II. Na segunda ocorrência da linha 07 e na ocorrência da linha 08, classificam-se como pronomes possessivos.
III. Na linha 46, classifica-se como conjunção condicional.
Quais estão corretas?
Analise as afirmações abaixo, assinalando V, para as verdadeiras, ou F, para as falsas.
( ) A expressão ‘ajustar o GPS e recalcular a rota’ (l. 05) refere-se, literalmente, a uma situação de viagem na qual se usa um dispositivo de geolocalização para calcular as melhores rotas.
( ) Em ‘As tarefas se empilham com mais facilidade que a louça na pia’ (l. 08), constrói-se uma metáfora comparando a facilidade e a velocidade com que as tarefas e as louças para serem lavadas acumulam.
( ) Em ‘esse elefante branco que nos segue o tempo todo’ (l. 29), elefante branco refere- se idiomaticamente às realizações que ocorrem ao longo da vida.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Analise as afirmações abaixo, considerando o uso dos pronomes e as expressões retomadas.
I. ‘a’ (l. 20) retoma ‘tarefa’ (l. 20).
II. ‘ela’ (l. 26) retoma ‘consultora empresarial (l. 21).
III. ‘elas’ (l.31) retoma ‘prioridades’ (l. 30).
Quais estão corretas?
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, considerando as ideias contidas no texto.
Coluna 1
1. Procrastinadores.
2. Precrastinadores.
Coluna 2
( ) Adiam as tarefas para depois.
( ) Realizam as tarefas assim que a recebem.
( ) Começam a tarefa antes para deixá-la perfeita.
( ) Por fazerem a tarefa no último minuto, atingem o adequado, não o perfeito.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Analise as propostas de alteração de palavras do texto, desconsiderando eventuais mudanças de sentido:
I. Caso a palavra ‘elas’ (l. 31) fosse colocada no singular, criar-se-iam condições para o uso de crase.
II. A substituição de ‘curso de idiomas’ (l. 33) por ‘academia’ não criaria condições para o uso da crase.
III. Caso ‘tarefas’ (l. 34) estivesse no singular, não haveria condições para o uso da crase.
Quais estão INCORRETAS?
Analise as afirmações abaixo sobre palavras do texto:
I. ‘ímpeto’ (l. 19) significa um estado de abatimento caracterizado pela ausência de reação.
II. Em ‘postergá-las’ (l. 36), o verbo significa deixar algo para depois, adiar alguma tarefa.
III. ‘imprescindível’ (l. 34) significa algo que pode ser escusável.
Quais estão corretas?
Analise as assertivas abaixo sobre o preenchimento das lacunas pontilhadas das linhas 03, 10, 18 e 31, visando à correção gramatical.
I. Na linha 03, a lacuna deveria ser preenchida por ‘vem’, pois o sujeito é ‘outro’ (l. 03).
II. A lacuna da linha 10 deveria ser preenchida por ‘vem’, visto o sujeito ser ‘me’ (l. 09).
III. Na linha 18, dever-se-ia preencher a lacuna com ‘tem’, pois o sujeito é ‘a psicologia’ (l. 18).
IV. A lacuna da linha 31 deveria ser preenchida por ‘têm’, uma vez que o sujeito é ‘tempo’ (l. 31).
Quais estão corretas?
O que fizeram com a poesia brasileira
Iumna Maria Simon
Por um desses quiproquós da vida cultural, a tradicionalização, ou a referência à tradição, tornou-se um tema dos mais presentes na poesia contemporânea brasileira, quer dizer, a que vem sendo escrita desde meados dos anos 80.
Pode parecer um paradoxo que a poesia desse período, a mesma que tem continuidade com ciclos anteriores de vanguardismo, sobretudo a poesia concreta, e se seguiu a manifestações antiformalistas de irreverência e espontaneísmo, como a poesia marginal, tenha passado a fazer um uso relutantemente crítico, ou acrítico, da tradição. Nesse momento de esgotamento do moderno e superação das vanguardas, instaura-se o consenso de que é possível recolher as forças em decomposição da modernidade numa espécie de apoteose pluralista. É uma noção conciliatória de tradição que, em lugar da invenção de formas e das intervenções radicais, valoriza a convencionalização a ponto de até incentivar a prática, mesmo que metalinguística, de formas fixas e exercícios regrados.
Ainda assim, não se trata de um tradicionalismo conservador ou “passadista", para lembrar uma expressão do modernismo dos anos 20. O que se busca na tradição não é nem o passado como experiência, nem a superação crítica do seu legado. Afinal, não somos mais como T. S. Eliot, que acreditava no efeito do passado sobre o presente e, por prazer de inventar, queria mudar o passado a partir da atualidade viva do sentimento moderno. Na sua conhecidíssima definição da tarefa do poeta moderno, formulada no ensaio “Tradição e talento individual", tradição não é herança. Ao contrário, é a conquista de um trabalho persistente e coletivo de autoconhecimento, capaz de discernir a presença do passado na ordem do presente, o que, segundo Eliot, define a autoconsciência do que é contemporâneo.
Nessa visada, o passado é continuamente refeito pelo novo, recriado pela contribuição do poeta moderno consciente de seus processos artísticos e de seu lugar no tempo. Tal percepção de que passado e presente são simultâneos e inter-relacionados não ocorre na ideia inespecífica de tradição que tratarei aqui. O passado, para o poeta contemporâneo, não é uma projeção de nossas expectativas, ou aquilo que reconfigura o presente. Ficou reduzido, simplesmente, à condição de materiais disponíveis, a um conjunto de técnicas, procedimentos, temas, ângulos, mitologias, que podem ser repetidos, copiados e desdobrados, num presente indefinido, para durar enquanto der, se der.
Na cena contemporânea, a tradição já não é o que permite ao passado vigorar e permanecer ativo, confrontando-se com o presente e dando uma forma conflitante e sempre inacabada ao que somos. Não implica, tampouco, autoconsciência crítica ou consciência histórica, nem a necessidade de identificar se existe uma tendência dominante ou, o que seria incontornável para uma sociedade como a brasileira, se as circunstâncias da periferia pós-colonial alteram as práticas literárias, e como.
Não estou afirmando que os poetas atuais são tradicionalistas, ou que se voltaram todos para o passado, pois não há no retorno deles à tradição traço de classicismo ou revivalismo. Eles recombinam formas, amparados por modelos anteriores, principalmente os modernos. A tradição se tornou um arquivo atemporal, ao qual recorre a produção poética para continuar proliferando em estado de indiferença em relação à atualidade e ao que fervilha dentro dela.
Até onde vejo, as formas poéticas deixaram de ser valores que cobram adesão à experiência histórica e ao significado que carregam. Os velhos conservadorismos culturais apodreceram para dar lugar, quem sabe, a configurações novas e ainda não identificáveis. Mesmo que não exista mais o “antigo", o esgotado, o entulho conservador, que sustentavam o tradicionalismo, tradição é o que se cultua por todos os lados.
Na literatura brasileira, que sempre sofreu de extrema carência de renovação e variados complexos de inferioridade e provincianismo, em decorrência da vida longa e recessiva, maior do que se esperaria, de modas, escolas e antiqualhas de todo tipo, essa retradicionalização desculpabilizada e complacente tem inegável charme liberador.
Revista Piauí, edição 61, 2011.
I. Não é uma projeção de nossas expectativas ou aquilo que reconfigura o presente (4.º parágrafo)
II. Afinal, não somos mais como T. S. Eliot que acreditava no efeito do passado (3º parágrafo)
III. Ficou reduzido, simplesmente, à condição de materiais disponíveis a um conjunto de técnicas (4.º parágrafo)
Está(ão) correto(s)

