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A digestão desse manjar funéreo Tornado sangue transformou-me o instinto De humanas impressões visuais que eu sinto, Nas divinas visões do íncola¹ etéreo²!
Vestido de hidrogênio incandescente, Vaguei um século, improficuamente³, Pelas monotonias siderais...
Subi talvez às máximas alturas, Mas, se hoje volto assim, com a alma às escuras, É necessário que ainda eu suba mais!
(“Solilóquio de um Visionário”, de Augusto dos Anjos, Eu e Outras Poesias)
¹íncola: habitante
²etéreo: referente ao céu ³improficuamente: inutilmente
Augusto dos Anjos é um poeta contextualizado no Pré-Modernismo, época literária em que houve um entrecruzamento de várias posturas artísticas. Assinale a opção que traz um aspecto de estilo não incorporado no poema acima.

Abaporu, Tarsila do Amaral
O herói deu um espirro e botou corpo. Foi desempenando crescendo fortificando e ficou do tamanho dum home taludo. Porém a cabeça não molhada ficou pra sempre rombuda e com carinha enjoativa de piá.
(Mário de Andrade, Macunaíma, capítulo II)
As lágrimas escorregando pelas faces infantis, do herói iam lhe batizar a peitaria cabeluda. Então ele suspirava sacudindo a cabecinha:
— Qual, manos! Amor primeiro não tem companheiro, não!...
(Mário de Andrade, Macunaíma, capítulo IV)
A partir da imagem e dos excertos, verifique as afirmações abaixo:
I. O quadro de Tarsila do Amaral usa uma figura nua que pode ser interpretada como mal desenvolvida intelectualmente (cabeça pequena), com destaque para o trabalho braçal (mãos grandes) e para ligação à terra (pés enormes).
II. Os textos de Macunaíma estabelecem um paralelo com a tela de Tarsila do Amaral, uma vez que o herói é apresentado com corpo adulto e com cabeça de criança.
III. Tanto o quadro de Tarsila do Amaral quanto os fragmentos de Mário de Andrade confirmam a proposta da 1.ª geração modernista brasileira de resgatar certos fundamentos do Movimento Antropofágico, como a idealização do índio.
É correto o que se afirma em:


Lei de Abuso de Autoridade não ameaça qualquer prática jurisdicional
Em corpos diferenciados do funcionalismo público emerge, naturalmente, um corporativismo construído pelo elitismo do seu “espírito de corpo”. Trata-se, de fato, de um anel protetor do bom e do mau uso que seus membros podem fazer de suas prerrogativas. Um exemplo disso é a que o País assiste agora, perplexo: a reação à lei que combate os possíveis abusos de autoridade nos Três Poderes da República.
(...)
Eventuais dúvidas sobre julgamentos são analisadas com recurso a instâncias jurídicas superiores (colegiadas), porque só outros juízes podem avaliar a razoabilidade de outro juiz. O preparo da ação e o julgamento são influenciados por muitos fatores (inclusive a “visão de mundo” de cada um deles). O importante, entretanto, é que, se o paciente não se conformar com o resultado, há a possibilidade de recorrer a instâncias superiores que, eventualmente, terão a oportunidade de corrigi-lo. Esses parcos conhecimentos me levaram nos últimos 70 anos a aceitar tal mecanismo como satisfatório para minimizar os riscos do sistema.
É por isso que estou surpreso com a reação corporativista contra a Lei de Abuso de Autoridade, que, obviamente, não ameaça qualquer prática jurisdicional que obedeça ao espírito e à letra da Lei. Sobre o poder do Congresso de produzi-la e aprová-la, e o poder do presidente de sancioná-la ou vetá-la parcialmente, não há dúvidas. Entretanto, a palavra final sobre ela (pela rejeição de eventuais vetos) pertence ao Congresso. Mas há um problema lógico muito interessante, apontado pelo competente Elio Gaspari. No caso de eventual denúncia de abuso de autoridade, quem vai julgá-lo? O próprio Judiciário! Logo, se um funcionário da Receita, do Coaf, um promotor ou um juiz se julga ameaçado, porque será “controlado” pelo próprio Judiciário, é porque ele não acredita em nada do que foi dito acima! (...)
(Delfim Netto, revista Carta Capital, adaptado, 28 de
agosto de 2019)
(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2019/01/30/ vazamento-em-brumadinho-deve-atingir-a-bacia-do-rio-sao-francisc oem-duas-semanas/.)
A qualidade da água do São Francisco, que é navegável e poderia matar a sede de milhares de nordestinos nos próximos anos, está ameaçada pelo rompimento da barragem da Mina do Feijão. Este rio é um dos mais importantes cursos d'água do Brasil e da América do Sul e, atualmente, vem sendo palco de muita polêmica devido à(ao):
(Disponível em: https://g1.globo.com/fato-ou fake/noticia/2019/04/10/e-fake-que-resolucao-determina-fim-de aulas-teoricas.)
Essa e milhares de outras notícias falsas (Fake News) têm sido veiculadas sem o menor constrangimento nas mídias sociais, causando polêmicas e até problemas mais sérios. Sobre a expansão mundial do termo Fake News é correto afirmar que:
(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/03/surto-inedito-deh1n1-no-am-leva-saude-a-antecipar-campanha-nacional.shtml.)
É importante lembrar que a vacina não visa evitar só a propagação do vírus, mas sim casos e óbitos nos grupos prioritários. Além da vacinação, alguns métodos de prevenção podem ajudar, tais como:
(Por Anthony Boadle, Reuters — Pacaraima. 15/04/2019 19h02. Disponível em: https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/ 2019/04/15/grupo-de-venezuelanos-vive-dentro-de-onibus abandonado-em-pacaraima-para-fugir-da-crise.ghtml.)
Sobre a atual crise entre Brasil e Venezuela, analise as afirmativas a seguir.
I. A tensão entre esses dois países cresceu com o fechamento da fronteira com o Brasil, rota de fuga de parte dos venezuelanos que busca deixar seu território de origem. II. Países como o Brasil e os Estados Unidos não reconhecem o novo mandato de Nicolas Maduro, considerando-o ilegítimo. III. Apesar da crise diplomática, o Brasil é o único país da América a considerar a eleição de Maduro, como uma transição pacífica e democrática no país.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
(Disponível em: https://exame.abril.com.br/estilo-de -vida/obra-demonteiro-lobato-cai-em-dominio-publico-e-ja-tera-novas-edicoes/.)
Dentre as diversas obras desse ícone da literatura brasileira, podemos destacar:
I. N c Z. II. Z c Q. III. N c Q.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Sendo assim, sobre a dilatação linear, é correto afirmar que: