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Ano: 2019 Banca: ESPM Órgão: ESPM Prova: ESPM - 2019 - ESPM - Vestibular 2020/1 - RS |
Q1788912 História
Três monarcas governaram Portugal durante o século XVIII. O longo reinado de Dom João V cobriu a primeira metade do século, durante a qual fluíram grandes riquezas para Lisboa, vindas dos territórios brasileiros, a ‘vaca leiteira’ de Portugal, como tão pitorescamente descreveu o professor Charles Boxer o papel da América Portuguesa nesse período. Em 1750 Dom João V foi sucedido por seu filho Dom José I, cujo reinado se assinalou pela longa predominância do Marques de Pombal nos assuntos de Estado e pelo reinado da devota, e mais tarde louca, Dona Maria I, que sucedeu ao seu pai em 1777.
(Kenneth Maxwell. Marques de Pombal: paradoxo do Iluminismo)
A partir da leitura do texto e tendo em conta a relação entre a política de Marques de Pombal e o Brasil, assinale a alternativa que apresente a grande riqueza que fluía para Portugal levada do território brasileiro, bem como uma medida da administração pombalina com impacto na exploração de tal riqueza:
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Ano: 2019 Banca: ESPM Órgão: ESPM Prova: ESPM - 2019 - ESPM - Vestibular 2020/1 - RS |
Q1788911 História
Leonardo da Vinci era um mestre com diferentes habilidades. Muitos o conhecem como o artista que pintou Mona Lisa. Mas ele também era um grande engenheiro, inventor e cientista. Quinhentos anos após a morte de Leonardo da Vinci, restam apenas 20 obras comprovadamente pintadas por ele. Mas seus talentos foram além da arte e têm impacto até hoje. Da Vinci certa vez dissecou o coração de um idoso que morrera aos 100 anos. Acabou fazendo a primeira descrição conhecida da doença coronariana. Hoje essa é considerada uma das causas mais comuns de morte no mundo.
(bbc.com/portuguese/geral 2/5/2019)
Assinale a alternativa que apresente, respectivamente, uma das obras pintadas por Da Vinci, bem como um dos conhecimentos cultivados no Renascimento Cultural que ele contribuiu para desenvolver:
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Ano: 2019 Banca: ESPM Órgão: ESPM Prova: ESPM - 2019 - ESPM - Vestibular 2020/1 - RS |
Q1788908 Inglês

Imagem associada para resolução da questão


In the comic strip above, Calvin becomes upset because:

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Ano: 2019 Banca: ESPM Órgão: ESPM Prova: ESPM - 2019 - ESPM - Vestibular 2020/1 - RS |
Q1788907 Inglês
The following advertisements are examples of which deceptive practices, respectively?
Imagem associada para resolução da questão
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Q1788905 Inglês

4 Types of Deceptive Advertising

By Apryl Duncan


    Deceptive advertising is officially defined by the Federal Trade Commission (FTC) as “practices that have been found misleading or deceptive. Specific cases include false oral or written representations, misleading price claims, sales of hazardous or systematically defective products or services without adequate disclosures, failure to disclose information regarding pyramid sales, use of bait and switch techniques, failure to perform promised services, and failure to meet warranty obligations.



  However, it’s important to note that deceptive advertising does not represent the entire industry, and makes up a very small percentage of the ads you will encounter every day. But there are always people out there looking to dupe consumers and make money in any way that they can. Here are some examples of deceptive and unethical advertising practices and scams that you need to look out for.

Hidden Fees

   In this example, the advertising is not fully disclosing the true cost of the item. You may see an ad for a computer or tablet that says “Only $99!” and you can’t wait to go into the store and buy it or order it online. However, suddenly you are hit with a whole bunch of charges that you were not expecting. In some cases, shipping fees will be extortionate, often costing more than the product itself. Or, you may have to pay handling fees that are excessive.
    Often, hidden fees can be spotted by the asterisk (*) that accompanies the incredible deal. Guaranteed, there will be a big difference between “Only $99!” and “Only $99!*” That asterisk basically says “hey, this is not the final price, you will have to jump through major hoops or fork over a lot more cash.” So, if you see an asterisk, read the small print carefully. Whether it’s a small item, a car, or even a home, hidden fees are a deceptive way of luring you in. By the time you realize there’s more to pay, it can be too late.

Bait and Switch

  In short, bait and switch is when the advertisement entices you with a product, but makes a significant switch when you go to purchase it.
    For instance, suddenly the laptop you wanted is not in stock, but there is a different one that is lower spec and costs twice as much. Chances are that the original laptop was never in stock, or at least, not for the price advertised.
   Another example would be advertising a car at the base price, but with all of the top-of-the-line features included in the ad. When you get to the dealership, you have to pay much more to get the car actually shown in the ad. Sometimes, an offer can feel like bait and switch but it’s not. If you want that laptop and it is sold out, but you are offered a similar laptop with a very similar spec, at an almost identical price, that’s perfectly fine. You just missed out on the original deal.

Misleading Claims

   Misleading claims use tricky language to make the consumer believe they are getting one thing when they are in fact getting less (or paying more). A British TV show called The Real Hustle had a great example of this in action. The presenters, who know the ins and outs of so many con games, set up stalls to sell seemingly awesome products at cheap prices.
    At no time do the hustlers break the law by making claims that are untrue, but the verbiage leads people to believe they are buying something way better than they’re actually getting. One of the cruelest was advertising a DIY model plane for a price that seemed like a steal. Things like “easy to assemble” and “it really flies” were on the box. But inside... it was just a blank sheet of paper, with a set of instructions on how to make a paper plane. Did they break the law? No. Did they deceive? Yes.

Ambiguous or “Best Case Scenario” Photography

    Another way of cheating people is to take photographs of the product being sold, but in a way that makes them seem way better than they are. Shady hotels have often used this technique to make the rooms look bigger, by setting up the camera in the corner of the room and using a fisheye lens.
    Food photography can suffer from the “best case scenario” photography. If you have ever ordered a burger from a fast food place, you will know this well. The burger on the menu is perfect. It’s thick, juicy, 4 inches high, and looks incredible. But the burger you receive, while it may have the same ingredients, is a sad interpretation of that image. The bun is flat, the burger is a mess, ketchup and mustard are pouring out of the sides.
    This is something we accept as consumers because we know the burger in the photograph was assembled by expert designers and food artists, over the course of many hours, whereas the poor kitchen hand has to throw your burger together in a few seconds to meet your time demands. But, don’t take that to mean you can never complain about this kind of photography. If you buy something that is clearly of poorer quality than the item shown in the picture, you can demand a refund. (Adapted from www.thebalancecareers.com, February 02, 2019)
Among the examples of deceptive advertising described in the text there are:
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Ano: 2019 Banca: ESPM Órgão: ESPM Prova: ESPM - 2019 - ESPM - Vestibular 2020/1 - RS |
Q1788896 Matemática

No polígono abaixo, todos os ângulos internos são retos, BC = CD = x e DE = EF.


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Em relação à área desse polígono, podemos afirmar que:

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Ano: 2019 Banca: ESPM Órgão: ESPM Prova: ESPM - 2019 - ESPM - Vestibular 2020/1 - RS |
Q1788895 Raciocínio Lógico

A figura abaixo mostra dois exemplos diferentes de como distribuir 3 discos idênticos em 3 pinos.


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O número total de maneiras de se fazer essa distribuição é:

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Ano: 2019 Banca: ESPM Órgão: ESPM Prova: ESPM - 2019 - ESPM - Vestibular 2020/1 - RS |
Q1788892 Matemática
Uma espiral poligonal é formada por 50 segmentos de reta consecutivos cujos comprimentos variam como mostra a figura abaixo. Se cada quadrinho da malha mede 1cm × 1cm, o comprimento total dessa espiral é igual a:
Imagem associada para resolução da questão
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Q1788889 Raciocínio Lógico
Considere como verdadeira a premissa “O mundo não seria um bom lugar se não houvesse pessoas boas”. Entre as proposições abaixo;
• Se não houvesse pessoas boas, o mundo não seria um bom lugar. • Se houvesse pessoas boas, o mundo seria um bom lugar. • O mundo seria um bom lugar se houvesse pessoas boas. • Existem pessoas boas ou o mundo não seria um bom lugar.
podemos afirmar que são logicamente verdadeiras, em relação à premissa dada:
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Ano: 2019 Banca: ESPM Órgão: ESPM Prova: ESPM - 2019 - ESPM - Vestibular 2020/1 - RS |
Q1788887 Matemática
Certo país é dividido em 5 regiões cujas áreas (em km²) e respectivas densidades demográficas (hab/km²) são representadas pelas matrizes M e N, nessa ordem:
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A B C D E M = [300 240 450 180 400] N = [60 40 30 20 25]
Uma operação matricial que permite o cálculo da população total desse país é:
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Ano: 2019 Banca: ESPM Órgão: ESPM Prova: ESPM - 2019 - ESPM - Vestibular 2020/1 - RS |
Q1788883 Matemática
Uma prova é constituída de duas partes: uma parte A, com 10 testes de múltipla escolha e uma parte B, com 10 testes do tipo certo/errado. Os testes da parte A têm o mesmo peso. Os da parte B também, embora diferente do anterior.
• Ana acertou 6 testes da parte A e 7 da parte B, obtendo a nota de 51 pontos. • Bia acertou 5 testes da parte A e 5 da parte B, obtendo a nota de 40 pontos. • Carla acertou 8 testes da parte A e 3 da parte B .
Podemos concluir que a nota obtida pela Carla foi de:
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Ano: 2019 Banca: ESPM Órgão: ESPM Prova: ESPM - 2019 - ESPM - Vestibular 2020/1 - RS |
Q1788876 Português
Considere o que segue:

Imagem associada para resolução da questão
Diante de coisa tão doída conservemo-nos serenos.
Cada minuto de vida nunca é mais, é sempre menos.
(...) Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer.
(“Relógio”, de Cassiano Ricardo)
Que havemos de esperar, Marília bela? Que vão passando os florescentes dias? As glórias que vêm tarde já vêm frias, E pode, enfim, mudar-se a nossa estrela. Ah! não, minha Marília, Aproveite-se o tempo, antes que faça O estrago de roubar ao corpo as forças E ao semblante a graça!
(Marília de Dirceu, Tomás Antônio Gonzaga, Primeira Parte, Lira XIV)
A partir dos excertos e da imagem, verifique as afirmações:
I. Os dois fragmentos de poemas tratam da passagem do tempo e em ambos existe o convite do eu lírico, reportando-se ao tema clássico do “carpe diem”. II. O tom pessimista do poema de Cassiano Ricardo também aparece no de Tomás Antônio Gonzaga, já que este afirma que a estrela (“sorte”) pode mudar, e as glórias tardias chegam sem graça (“vêm frias”). III. A marcação cronológica das horas se esvaindo, observável no quadro de Salvador Dali, encontra ideia análoga no poema de Cassiano Ricardo quanto à inexorabilidade do tempo na existência humana.
É correto o que se afirma em:

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Ano: 2019 Banca: ESPM Órgão: ESPM Prova: ESPM - 2019 - ESPM - Vestibular 2020/1 - RS |
Q1788875 Literatura
Para desvirginar o labirinto Do velho e metafísico Mistério, Comi meus olhos crus no cemitério, Numa antropofagia de faminto!
A digestão desse manjar funéreo Tornado sangue transformou-me o instinto De humanas impressões visuais que eu sinto, Nas divinas visões do íncola¹ etéreo²!
Vestido de hidrogênio incandescente, Vaguei um século, improficuamente³, Pelas monotonias siderais...
Subi talvez às máximas alturas, Mas, se hoje volto assim, com a alma às escuras, É necessário que ainda eu suba mais!
(“Solilóquio de um Visionário”, de Augusto dos Anjos, Eu e Outras Poesias)
¹íncola: habitante
²etéreo: referente ao céu ³improficuamente: inutilmente
Augusto dos Anjos é um poeta contextualizado no Pré-Modernismo, época literária em que houve um entrecruzamento de várias posturas artísticas. Assinale a opção que traz um aspecto de estilo não incorporado no poema acima.
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Ano: 2019 Banca: ESPM Órgão: ESPM Prova: ESPM - 2019 - ESPM - Vestibular 2020/1 - RS |
Q1788872 Português


Leia:

     (...)Esta casa do Engenho Novo, conquanto reproduza a de Mata-cavalos, apenas me lembra aquela, e mais por efeito de comparação e de reflexão que de sentimento. Já disse isto mesmo.
   Hão de perguntar-me por que razão, tendo a própria casa velha, na mesma rua antiga, não impedi que a demolissem e vim reproduzi-la nesta. A pergunta devia ser feita a princípio, mas aqui vai a resposta. A razão é que, logo que minha mãe morreu, querendo ir para lá, fiz primeiro uma longa visita de inspeção por alguns dias, e toda a casa me desconheceu. No quintal a aroeira e a pitangueira, o poço, a caçamba velha e o lavadouro, nada sabia de mim. A casuarina era a mesma que eu deixara ao fundo, mas o tronco, em vez de reto, como outrora, tinha agora um ar de ponto de interrogação; naturalmente pasmava do intruso. (...)
    Tudo me era estranho e adverso. Deixei que demolissem a casa, e, mais tarde, quando vim para o Engenho Novo, lembrou-me fazer esta reprodução por explicações que dei ao arquiteto, segundo contei em tempo.

(Machado de Assis, Dom Casmurro, Capítulo CXLIV)
No trecho: Esta casa do Engenho Novo, conquanto reproduza a de Mata-cavalos, apenas me lembra aquela..., o termo em destaque pode ser substituído sem prejuízo semântico por:
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Ano: 2019 Banca: ESPM Órgão: ESPM Prova: ESPM - 2019 - ESPM - Vestibular 2020/1 - RS |
Q1788870 Português


Leia:

     (...)Esta casa do Engenho Novo, conquanto reproduza a de Mata-cavalos, apenas me lembra aquela, e mais por efeito de comparação e de reflexão que de sentimento. Já disse isto mesmo.
   Hão de perguntar-me por que razão, tendo a própria casa velha, na mesma rua antiga, não impedi que a demolissem e vim reproduzi-la nesta. A pergunta devia ser feita a princípio, mas aqui vai a resposta. A razão é que, logo que minha mãe morreu, querendo ir para lá, fiz primeiro uma longa visita de inspeção por alguns dias, e toda a casa me desconheceu. No quintal a aroeira e a pitangueira, o poço, a caçamba velha e o lavadouro, nada sabia de mim. A casuarina era a mesma que eu deixara ao fundo, mas o tronco, em vez de reto, como outrora, tinha agora um ar de ponto de interrogação; naturalmente pasmava do intruso. (...)
    Tudo me era estranho e adverso. Deixei que demolissem a casa, e, mais tarde, quando vim para o Engenho Novo, lembrou-me fazer esta reprodução por explicações que dei ao arquiteto, segundo contei em tempo.

(Machado de Assis, Dom Casmurro, Capítulo CXLIV)
Nesse trecho, o narrador, em idade madura, resolve construir uma casa semelhante à da adolescência:
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Ano: 2019 Banca: ESPM Órgão: ESPM Prova: ESPM - 2019 - ESPM - Vestibular 2020/1 - RS |
Q1788867 Português
    Os fenômenos da linguagem examinavam-se outrora apenas à luz da gramática e da lógica, e já era muito se a análise reconhecia como palavras expletivas ou de realce os termos sobejantes¹ unidos à oração ou nela encravados.
    Hoje que a ciência da linguagem investiga os fatos sem deixar-se pear² por antigos preconceitos, já não podemos levar essas expressões à conta da superfluidades nem ainda atribuir-lhes papel decorativo, o que seria contrassenso, uma vez que rareiam no discurso eloquente e retórico e se usam a cada instante justamente no falar desataviado de todos os dias.
    Uma coisa é dirigirmo-nos à coletividade, a pessoas desconhecidas, de condições diversas, e que nos ouvem caladas; outra coisa é tratar com alguém de perto, falar e ouvir, e ajeitar a cada momento a linguagem em atenção a essa pessoa que está diante de nós, para que fique sempre bem impressionada com as nossas palavras.

(Said Ali, Meios de Expressão e Alterações Semânticas, RJ)

¹sobejantes: demasiados, excessivos, de sobras.
²pear: prender.
No segundo parágrafo, no segmento: ...nem ainda atribuir-lhes papel decorativo..., o pronome pessoal oblíquo “lhes” tem como referência no texto:
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Ano: 2019 Banca: ESPM Órgão: ESPM Prova: ESPM - 2019 - ESPM - Vestibular 2020/1 - RS |
Q1788865 Português
    Os fenômenos da linguagem examinavam-se outrora apenas à luz da gramática e da lógica, e já era muito se a análise reconhecia como palavras expletivas ou de realce os termos sobejantes¹ unidos à oração ou nela encravados.
    Hoje que a ciência da linguagem investiga os fatos sem deixar-se pear² por antigos preconceitos, já não podemos levar essas expressões à conta da superfluidades nem ainda atribuir-lhes papel decorativo, o que seria contrassenso, uma vez que rareiam no discurso eloquente e retórico e se usam a cada instante justamente no falar desataviado de todos os dias.
    Uma coisa é dirigirmo-nos à coletividade, a pessoas desconhecidas, de condições diversas, e que nos ouvem caladas; outra coisa é tratar com alguém de perto, falar e ouvir, e ajeitar a cada momento a linguagem em atenção a essa pessoa que está diante de nós, para que fique sempre bem impressionada com as nossas palavras.

(Said Ali, Meios de Expressão e Alterações Semânticas, RJ)

¹sobejantes: demasiados, excessivos, de sobras.
²pear: prender.
Segundo o autor, não seria um contrassenso:
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Ano: 2019 Banca: ESPM Órgão: ESPM Prova: ESPM - 2019 - ESPM - Vestibular 2020/1 - RS |
Q1788862 Português
    Os fenômenos da linguagem examinavam-se outrora apenas à luz da gramática e da lógica, e já era muito se a análise reconhecia como palavras expletivas ou de realce os termos sobejantes¹ unidos à oração ou nela encravados.
    Hoje que a ciência da linguagem investiga os fatos sem deixar-se pear² por antigos preconceitos, já não podemos levar essas expressões à conta da superfluidades nem ainda atribuir-lhes papel decorativo, o que seria contrassenso, uma vez que rareiam no discurso eloquente e retórico e se usam a cada instante justamente no falar desataviado de todos os dias.
    Uma coisa é dirigirmo-nos à coletividade, a pessoas desconhecidas, de condições diversas, e que nos ouvem caladas; outra coisa é tratar com alguém de perto, falar e ouvir, e ajeitar a cada momento a linguagem em atenção a essa pessoa que está diante de nós, para que fique sempre bem impressionada com as nossas palavras.

(Said Ali, Meios de Expressão e Alterações Semânticas, RJ)

¹sobejantes: demasiados, excessivos, de sobras.
²pear: prender.
Conforme o autor:
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Q1788859 Português


Lei de Abuso de Autoridade não ameaça qualquer prática jurisdicional


    Em corpos diferenciados do funcionalismo público emerge, naturalmente, um corporativismo construído pelo elitismo do seu “espírito de corpo”. Trata-se, de fato, de um anel protetor do bom e do mau uso que seus membros podem fazer de suas prerrogativas. Um exemplo disso é a que o País assiste agora, perplexo: a reação à lei que combate os possíveis abusos de autoridade nos Três Poderes da República.

     (...)

  Eventuais dúvidas sobre julgamentos são analisadas com recurso a instâncias jurídicas superiores (colegiadas), porque só outros juízes podem avaliar a razoabilidade de outro juiz. O preparo da ação e o julgamento são influenciados por muitos fatores (inclusive a “visão de mundo” de cada um deles). O importante, entretanto, é que, se o paciente não se conformar com o resultado, há a possibilidade de recorrer a instâncias superiores que, eventualmente, terão a oportunidade de corrigi-lo. Esses parcos conhecimentos me levaram nos últimos 70 anos a aceitar tal mecanismo como satisfatório para minimizar os riscos do sistema.

    É por isso que estou surpreso com a reação corporativista contra a Lei de Abuso de Autoridade, que, obviamente, não ameaça qualquer prática jurisdicional que obedeça ao espírito e à letra da Lei. Sobre o poder do Congresso de produzi-la e aprová-la, e o poder do presidente de sancioná-la ou vetá-la parcialmente, não há dúvidas. Entretanto, a palavra final sobre ela (pela rejeição de eventuais vetos) pertence ao Congresso. Mas há um problema lógico muito interessante, apontado pelo competente Elio Gaspari. No caso de eventual denúncia de abuso de autoridade, quem vai julgá-lo? O próprio Judiciário! Logo, se um funcionário da Receita, do Coaf, um promotor ou um juiz se julga ameaçado, porque será “controlado” pelo próprio Judiciário, é porque ele não acredita em nada do que foi dito acima! (...)


(Delfim Netto, revista Carta Capital, adaptado, 28 de agosto de 2019)

Segundo o texto:
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Q1785913 Atualidades
Rejeitos de Brumadinho chegam ao São Francisco e autoridades ainda não têm plano. Poderes municipais, estadual e federal ainda não sabem o que fazer para proteger o Velho Chico e as comunidades. Em 25 de janeiro deste ano, quando a barragem de Córrego do Feijão rompeu e devastou Brumadinho, poucos perceberam que a lama poderia afetar a região Nordeste do país. Mas não tardou até que os rejeitos de minério matassem o rio Paraopeba, afluente do São Francisco em Minas Gerais, comprometendo a vida vegetal e animal na zona de mata atlântica, e seguissem em direção ao Velho Chico.
(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2019/01/30/ vazamento-em-brumadinho-deve-atingir-a-bacia-do-rio-sao-francisc oem-duas-semanas/.)

A qualidade da água do São Francisco, que é navegável e poderia matar a sede de milhares de nordestinos nos próximos anos, está ameaçada pelo rompimento da barragem da Mina do Feijão. Este rio é um dos mais importantes cursos d'água do Brasil e da América do Sul e, atualmente, vem sendo palco de muita polêmica devido à(ao):
Alternativas
Respostas
2141: A
2142: C
2143: B
2144: E
2145: C
2146: A
2147: E
2148: D
2149: C
2150: D
2151: B
2152: B
2153: A
2154: C
2155: B
2156: A
2157: C
2158: D
2159: E
2160: B