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Uma das dificuldades à compreensão dos fenômenos da comunicação de massa decorre da existência de fronteiras bem definidas entre as correntes teóricas — muitas vezes excludentes entre si — que analisam esses fenômenos, o que impede a realização de análises interdisciplinares nessa área.
A teoria dos two steps flow of communication (dois estágios da comunicação) recebeu esse nome em decorrência da constatação de que líderes com acesso às informações dos meios de comunicação tendem a ser decisivos na formação das convicções de seus liderados.
Uma das descobertas da teoria da espiral do silêncio foi a de que, em determinados contextos, pode haver discrepância entre a opinião manifesta e a opinião latente. O medo do isolamento explica o fato de uma pessoa ter certa convicção e revelar outra publicamente.
Pesquisas patrocinadas pela UNESCO, na década de 90 do século passado, ratificaram a ideia, defendida por diversas teorias em décadas anteriores, de que as audiências imitam comportamentos violentos veiculados na mídia.
Tanto a teoria do agenda setting quanto a teoria hipodérmica tratam de efeitos comportamentais diretos e imediatos e consideram que o público é incapaz de reagir criticamente aos temas agendados pelos meios de comunicação.
O termo propaganda é bastante associado a partidos políticos e eleições. No período eleitoral, por exemplo, há restrições a várias modalidades de publicidade.
Os termos publicidade e propaganda, no uso corrente relativo ao agenciamento regulamentado de campanhas, são, muitas vezes, sinônimos.
Segundo a Constituição Federal vigente, a lei só pode restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social assim o exigirem. Nesse caso, o sentido de publicidade coincide com o sentido de propaganda.
A publicidade de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos, embora seja uma prerrogativa do Estado e do governo, não pode servir à promoção de autoridades ou servidores públicos, sob pena de ser considerada propaganda pessoal.
O termo publicidade, que significava, originalmente, tornar público, referindo-se, inclusive, à livre circulação das ideias, adquiriu conotação relacionada aos atos legais do Poder Executivo.