Questões de Concurso Para analista - psicologia

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Q2089880 Português
Texto para responder à questão.

As palavras e nós

    A língua é viva e pertence aos usuários. Regras consagradas mudam. A grande questão é que existe um equilíbrio desejável entre a tradição e o uso do Português, por exemplo. Sim, a língua não pertence apenas aos especialistas. É justo supor que ela também não é só minha.
     Shakespeare inventou muitas palavras. Algum tradicionalista que invoque os grandes autores do passado, em relação ao Inglês, deveria imaginar que clássicos eram, também, transgressores. Guimarães Rosa era um gênio da composição de termos não dicionarizados ou de usos linguísticos pouco usuais. Difícil saber se o autor do Grande Sertão: Veredas inventava ou apenas registrava oralidades e falas populares mineiras. Quando alguém me diz que temos de imitar os clássicos, sempre imagino que a pessoa saiba pouco da capacidade inventiva e rebelde de escritores de primeira linha.
     Devo e posso adaptar os usos da língua ao momento atual. “Delivery”, abaixo do Equador, não existia há poucos anos. Hoje, é termo necessário. Profetizo vida longa a “air bag”, “milk shake”, “trailer” e “shopping center”. Num dia, podem vestir trajes adequados à última flor do Lácio. Assim ocorreu com os termos basquete, iate, uísque e xampu (grafo sem aspas ou itálico, porque eram anglicismos que foram adaptados). Eram convidados com passaporte estrangeiro; hoje, pertencem ao time verde e amarelo.
    Os termos de origem francesa ou inglesa interagem sem um debate forte. A língua tropeça quando estamos falando dos novos usos de gênero. Usar o masculino, implicando toda a espécie humana, é norma vigente há séculos. Reconheçamos: a norma nasceu de um mundo patriarcal e misógino. Evita-se o feminino não apenas como prática gramatical, todavia pela exclusão real das mulheres. Gramática tem gênero, ideologia e preconceito. É estranho querer manter uma norma da época de Dom Dinis (1261-1325) lendo um texto no seu smartphone contemporâneo. A língua não é de pedra, nem é de vapor. Ela não me pertence; ela não me ignora.
     Gosto de usar “todas e todos” para abandonar o invisível do feminino. Não tenho raiva, mas ainda não consigo empregar regularmente “todes”. Acho exótico grafar txdxs, deixando o x como incógnita a ser preenchida pela identidade de cada pessoa.
     Vamos refletir. Uma pessoa tem raiva porque vê “todes”. Alega que isso não existe. Se eu escrevi e alguns usam, existe. Porém, a mesma pessoa não apresenta raiva contra as outras mudanças. Vejamos. “Vossa Mercê” era usado apenas para os reis que concediam benefícios, mercês. O “vós” também era exclusivo de altos aristocratas. No fim da Idade Média, pelo uso, grandes comerciantes passaram a usar Vossa Mercê entre si. Na Idade Moderna, Vossa Mercê reduziu-se para “você”. Eclodem formas populares no Brasil como “vosmecê”. Claro: o uso do você encontrou vozes contrárias. Avancemos para o mundo da digitação. A forma sem vogais é quase consagrada: “vc”.
     Que “você” seja uma palavra consagrada sem disputas, mas o uso de “todas e todos” desperte tantos debates é apenas sinal de que os irritados nunca estudaram linguística ou gramática histórica. Volto a dizer: eu estranho “todes”.
     Em 2050, na prova de Redação no Enem, pode existir uma questão sobre os tempos primitivos quando um grupo impunha o masculino, subentendendo o feminino. Lembre-se disto: pelas normas atuais, Camões não seria aprovado em prova de redação.
(KARNAL, Leandro. As palavras e nós. O Estado de S. Paulo. São Paulo, ano 143, nº. 47115, 16 out., 2022. Cultura & Comportamento, p. C12. Adaptado.)
“[...] existe um equilíbrio desejável entre a tradição e o uso do Português, [...].” (1º§) O sintagma destacado exerce a mesma função sintática que o sintagma também destacado em: 
Alternativas
Q2089879 Português
Texto para responder à questão.

As palavras e nós

    A língua é viva e pertence aos usuários. Regras consagradas mudam. A grande questão é que existe um equilíbrio desejável entre a tradição e o uso do Português, por exemplo. Sim, a língua não pertence apenas aos especialistas. É justo supor que ela também não é só minha.
     Shakespeare inventou muitas palavras. Algum tradicionalista que invoque os grandes autores do passado, em relação ao Inglês, deveria imaginar que clássicos eram, também, transgressores. Guimarães Rosa era um gênio da composição de termos não dicionarizados ou de usos linguísticos pouco usuais. Difícil saber se o autor do Grande Sertão: Veredas inventava ou apenas registrava oralidades e falas populares mineiras. Quando alguém me diz que temos de imitar os clássicos, sempre imagino que a pessoa saiba pouco da capacidade inventiva e rebelde de escritores de primeira linha.
     Devo e posso adaptar os usos da língua ao momento atual. “Delivery”, abaixo do Equador, não existia há poucos anos. Hoje, é termo necessário. Profetizo vida longa a “air bag”, “milk shake”, “trailer” e “shopping center”. Num dia, podem vestir trajes adequados à última flor do Lácio. Assim ocorreu com os termos basquete, iate, uísque e xampu (grafo sem aspas ou itálico, porque eram anglicismos que foram adaptados). Eram convidados com passaporte estrangeiro; hoje, pertencem ao time verde e amarelo.
    Os termos de origem francesa ou inglesa interagem sem um debate forte. A língua tropeça quando estamos falando dos novos usos de gênero. Usar o masculino, implicando toda a espécie humana, é norma vigente há séculos. Reconheçamos: a norma nasceu de um mundo patriarcal e misógino. Evita-se o feminino não apenas como prática gramatical, todavia pela exclusão real das mulheres. Gramática tem gênero, ideologia e preconceito. É estranho querer manter uma norma da época de Dom Dinis (1261-1325) lendo um texto no seu smartphone contemporâneo. A língua não é de pedra, nem é de vapor. Ela não me pertence; ela não me ignora.
     Gosto de usar “todas e todos” para abandonar o invisível do feminino. Não tenho raiva, mas ainda não consigo empregar regularmente “todes”. Acho exótico grafar txdxs, deixando o x como incógnita a ser preenchida pela identidade de cada pessoa.
     Vamos refletir. Uma pessoa tem raiva porque vê “todes”. Alega que isso não existe. Se eu escrevi e alguns usam, existe. Porém, a mesma pessoa não apresenta raiva contra as outras mudanças. Vejamos. “Vossa Mercê” era usado apenas para os reis que concediam benefícios, mercês. O “vós” também era exclusivo de altos aristocratas. No fim da Idade Média, pelo uso, grandes comerciantes passaram a usar Vossa Mercê entre si. Na Idade Moderna, Vossa Mercê reduziu-se para “você”. Eclodem formas populares no Brasil como “vosmecê”. Claro: o uso do você encontrou vozes contrárias. Avancemos para o mundo da digitação. A forma sem vogais é quase consagrada: “vc”.
     Que “você” seja uma palavra consagrada sem disputas, mas o uso de “todas e todos” desperte tantos debates é apenas sinal de que os irritados nunca estudaram linguística ou gramática histórica. Volto a dizer: eu estranho “todes”.
     Em 2050, na prova de Redação no Enem, pode existir uma questão sobre os tempos primitivos quando um grupo impunha o masculino, subentendendo o feminino. Lembre-se disto: pelas normas atuais, Camões não seria aprovado em prova de redação.
(KARNAL, Leandro. As palavras e nós. O Estado de S. Paulo. São Paulo, ano 143, nº. 47115, 16 out., 2022. Cultura & Comportamento, p. C12. Adaptado.)
De acordo com o texto, no Brasil, os usuários da língua integralizam termos estrangeiros e os novos usos de gêneros
Alternativas
Q2089878 Português
Texto para responder à questão.

As palavras e nós

    A língua é viva e pertence aos usuários. Regras consagradas mudam. A grande questão é que existe um equilíbrio desejável entre a tradição e o uso do Português, por exemplo. Sim, a língua não pertence apenas aos especialistas. É justo supor que ela também não é só minha.
     Shakespeare inventou muitas palavras. Algum tradicionalista que invoque os grandes autores do passado, em relação ao Inglês, deveria imaginar que clássicos eram, também, transgressores. Guimarães Rosa era um gênio da composição de termos não dicionarizados ou de usos linguísticos pouco usuais. Difícil saber se o autor do Grande Sertão: Veredas inventava ou apenas registrava oralidades e falas populares mineiras. Quando alguém me diz que temos de imitar os clássicos, sempre imagino que a pessoa saiba pouco da capacidade inventiva e rebelde de escritores de primeira linha.
     Devo e posso adaptar os usos da língua ao momento atual. “Delivery”, abaixo do Equador, não existia há poucos anos. Hoje, é termo necessário. Profetizo vida longa a “air bag”, “milk shake”, “trailer” e “shopping center”. Num dia, podem vestir trajes adequados à última flor do Lácio. Assim ocorreu com os termos basquete, iate, uísque e xampu (grafo sem aspas ou itálico, porque eram anglicismos que foram adaptados). Eram convidados com passaporte estrangeiro; hoje, pertencem ao time verde e amarelo.
    Os termos de origem francesa ou inglesa interagem sem um debate forte. A língua tropeça quando estamos falando dos novos usos de gênero. Usar o masculino, implicando toda a espécie humana, é norma vigente há séculos. Reconheçamos: a norma nasceu de um mundo patriarcal e misógino. Evita-se o feminino não apenas como prática gramatical, todavia pela exclusão real das mulheres. Gramática tem gênero, ideologia e preconceito. É estranho querer manter uma norma da época de Dom Dinis (1261-1325) lendo um texto no seu smartphone contemporâneo. A língua não é de pedra, nem é de vapor. Ela não me pertence; ela não me ignora.
     Gosto de usar “todas e todos” para abandonar o invisível do feminino. Não tenho raiva, mas ainda não consigo empregar regularmente “todes”. Acho exótico grafar txdxs, deixando o x como incógnita a ser preenchida pela identidade de cada pessoa.
     Vamos refletir. Uma pessoa tem raiva porque vê “todes”. Alega que isso não existe. Se eu escrevi e alguns usam, existe. Porém, a mesma pessoa não apresenta raiva contra as outras mudanças. Vejamos. “Vossa Mercê” era usado apenas para os reis que concediam benefícios, mercês. O “vós” também era exclusivo de altos aristocratas. No fim da Idade Média, pelo uso, grandes comerciantes passaram a usar Vossa Mercê entre si. Na Idade Moderna, Vossa Mercê reduziu-se para “você”. Eclodem formas populares no Brasil como “vosmecê”. Claro: o uso do você encontrou vozes contrárias. Avancemos para o mundo da digitação. A forma sem vogais é quase consagrada: “vc”.
     Que “você” seja uma palavra consagrada sem disputas, mas o uso de “todas e todos” desperte tantos debates é apenas sinal de que os irritados nunca estudaram linguística ou gramática histórica. Volto a dizer: eu estranho “todes”.
     Em 2050, na prova de Redação no Enem, pode existir uma questão sobre os tempos primitivos quando um grupo impunha o masculino, subentendendo o feminino. Lembre-se disto: pelas normas atuais, Camões não seria aprovado em prova de redação.
(KARNAL, Leandro. As palavras e nós. O Estado de S. Paulo. São Paulo, ano 143, nº. 47115, 16 out., 2022. Cultura & Comportamento, p. C12. Adaptado.)
No texto, o autor 
Alternativas
Q2088707 Serviço Social
Os estigmas que envolvem as pessoas em situação de rua são fatores socialmente construídos e muito comuns ainda nos dias atuais. Esses fatores prejudicam o acesso às políticas públicas e a novos manejos para construir possibilidade de sair das ruas. Existe um reforço dessas condições através da culpabilização pela sociedade que tende a atribuir para o próprio sujeito a responsabilidade das condições em que se encontra e acaba exigindo que ele consiga recursos para quebrar o vínculo com as ruas e esqueçam que estão lá por uma série de motivos e peculiaridades, mas que são afetados por grande sofrimento. Mediante a realidade ainda encontrada para as pessoas em situação de rua, é necessário propor ações e cuidados que:
I. Busquem estratégias para realizar intervenções mais objetivas que se atentem às limitações financeiras e práticas higienistas que agravam a condição de vida desses sujeitos e impedem maior autonomia.
II. Sejam capazes de reforçar a construção de identidades positivas e da autoimagem, aumentando a autoestima e estimulando a ampliação de uma consciência mais crítica sobre si e sua condição.
III. Contribuam para um pensamento analítico em prol de maior reivindicação dos direitos que possuem e da construção de novos manejos e estratégias para um projeto de vida que possibilite a saída das ruas.
IV. Fortaleçam serviços e programas revestidos de atitudes conservadoras e profissionais capacitados e vinculados a práticas clínicas institucionalizadas com olhar criterioso para as demandas do assistencialismo.
V. Reforcem a importância de fortalecer os vínculos familiares, sendo a única estratégia para que essas pessoas saiam das ruas e voltem para suas casas e, logo após, consigam se reinserir no mercado de trabalho para maior autonomia.
Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q2088706 Psicologia
Ao realizar atendimento a indivíduos de determinada instituição, solicitou-se para o psicólogo a elaboração do relatório psicológico com informações sobre as demandas existentes mais latentes, na busca da construção de argumentos sólidos a respeito da observação de determinados fenômenos, com atuação de acordo com princípios norteadores dos direitos humanos e políticas públicas, contemplando uma proposta de intervenção coerente com aquela realidade. É importante ressaltar que o psicólogo tem o potencial investigativo e reflexivo sobre o desenvolvimento crítico perceptivo de uma realidade mediante demandas individuais, de grupos ou institucionais; portanto, o relatório psicológico é um importante instrumento que tende a atender aos objetivos dos serviços prestados. Considerando tais aspectos voltados para a elaboração de um relatório psicológico, analise as afirmativas a seguir.
I. O relatório psicológico apresenta como finalidade a produção de um diagnóstico psicológico, uma vez que analisa as circunstâncias individuais de cada pessoa.
II. O relatório psicológico pode gerar encaminhamentos, orientações, recomendações e até mesmo intervenções relevantes à situação apresentada no documento.
III. O relatório psicológico descreve de forma literal sessões, atendimento ou acolhimento através de uma ressalva: quando essa descrição seja justificada de forma técnica.
IV. O relatório psicológico é um documento que expõe de forma escrita, descrição e circunstâncias analisadas pelos condicionantes subjetivos e particulares de uma pessoa, podendo ter um caráter normativo e diretivo.
Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q2088705 Psicologia
A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), instituída na Portaria nº 3.088/2011, possui a finalidade de criar, ampliar e articular pontos de atenção à saúde para pessoas que apresentam algum transtorno mental, incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de substâncias químicas através da oferta de serviços territoriais e comunitários. Com base nas finalidades, atribuições e objetivos destinados à Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q2088704 Psicologia
A luta antimanicomial, entendida como movimento social e grande motor para a Reforma Psiquiátrica no país, é um processo constante de resgate do sujeito e da qualidade dos serviços em saúde mental. Sobre essa perspectiva, analise as afirmativas a seguir.
I. Como um processo que tem o desafio de estabelecer medidas por meio de políticas públicas, a luta antimanicomial busca dar outro sentido para a saúde mental, que oferta o protagonismo para a reabilitação do sujeito acometido por algum adoecimento mental, através da reabilitação dessas pessoas de forma integral e sua reinserção no contexto familiar e social.
II. Cuidar da saúde mental passou a ter como foco o controle da sintomatologia dos pacientes e os desafios de criar contornos equiparáveis e de proteção da vida através de um caráter técnico-assistencial, que visa o processo de institucionalização como um mecanismo de autonomia e escolha de cada indivíduo com o objetivo do cuidado mais humanizado.
III. Felizmente, após a luta antimanicomial, eliminou-se a lógica que era capaz de entender a pessoa dita como louca por um viés patologizado, suscetível a mecanismos de controle da vida, que acarreta na diminuição da potência do sujeito em relação a sua própria existência em detrimento daquilo que é considerado em seu processo terapêutico, pela garantia de seus direitos e participação social.
IV. Com todos os avanços nas legislações, na assistência e cultura do país, a lógica manicomial pode ser vista como uma ferida que ainda não se fechou, pois, em diversos momentos, existem pessoas em sofrimento mental ou em uso de substâncias químicas, que não recebem tratamento adequado, sendo internadas muitas vezes involuntariamente em instituições que privam a liberdade com argumento de ser terapêutico.
V. Visando à promoção de saúde mental, os programas de leitos psiquiátricos de longa permanência não são incentivados; caso exista a necessidade de internações psiquiátricas, elas devem ocorrer na esfera dos hospitais gerais de curta duração com o propósito da desinstitucionalização, além de objetivar a constituição de redes de dispositivos diversos que possibilitem uma atenção ao paciente em todo seu território.
Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q2088703 Psicologia
A reforma psiquiátrica foi resultado de uma intensa mobilização tanto dos profissionais da saúde quanto dos familiares e usuários; trouxe a consolidação de um compromisso do país representando um enorme avanço no âmbito jurídico no que tange aos direitos dos usuários e de seus familiares em saúde mental. A Lei nº 10.216/2001 dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Embora ainda existam muitos desafios, estigmas e preconceitos, principalmente quando relacionados ao processo de internação psiquiátrica, a normativa orienta um tratamento voltado para a reinserção social do indivíduo em seu meio, através de um assistencialismo integral e uma equipe multidisciplinar que possibilite um tratamento com meios menos invasivos possíveis. Com base nesses dados, uma internação psiquiátrica, independente da modalidade, só será indicada quando: 
Alternativas
Q2088702 Psicologia
Na categoria de transtorno por uso de substância, a dependência química acomete indivíduos em várias esferas da vida, sendo capaz de trazer riscos físicos e psicológicos, perda de controle sobre uso, dano psicossocial e social manifesto, além de episódios farmacológicos como abstinência e tolerância. Essas substâncias sejam elas: álcool, cocaína, anfetamínicos, ansiolíticos, tabaco, alucinógenos, dentre outras, causam ações no cérebro além de reproduzir outros efeitos no comportamento e psiquismo das pessoas, apesar de serem capazes de trazer sensação prazerosa ou excitação. De modo geral, o uso contínuo mantém problemas significativos podendo até ser irreversíveis. Sobre dependência química, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O uso da cocaína pode produzir um transtorno psicótico induzido devido à ação da droga causada no organismo e ter sintomas parecidos com um surto esquizofrênico ou até mesmo um episódio de mania psicótica.
( ) Existe uma única razão em específico capaz de explicar para todos os indivíduos por qual motivo passam a fazer uso de substâncias ou quando e o porquê determinado uso se transfigura um transtorno destrutivo para a pessoa e para a sociedade.
( ) O risco do uso de Cannabis no período da adolescência tem sido associado com o desenvolvimento de transtorno psicótico, em particular a esquizofrenia, representando índices necessários para a atribuição de causalidade através de vários fatores.
( ) Comumente os indivíduos tendem a assumir e reconhecer que o uso de álcool seja um obstáculo em sua vida, pois percebem que usam a bebida de maneira perigosa e prejudicial, com tendência a apresentar dificuldade de parar ou de manter o controle sobre a quantidade ingerida.
( ) Vários pontos são importantes nos transtornos por uso de substâncias; pode-se considerar que a diminuição da autoestima contribui para esses processos, uma vez que acontece associada com a diminuição de certos interesses, do autocuidado, do autorrespeito, acarretado sentimentos de solidão e vazio.
A sequência está correta em
Alternativas
Q2088701 Psicologia
Analisar a inserção do indivíduo na sociedade implica um conhecimento de seus vínculos, suas necessidades e que fatores determinam suas vidas através de um conjunto de relações estabelecidas; o grupo social e a família são processos determinantes das especificidades próprias de cada um. Através da análise da psicologia social, o grupo social e familiar pode ser entendido como:
I. O componente emocional afetivo é considerado fraco nas relações de um grupo familiar, pois existe a tendência das pessoas em confrontarem o processo externo de socialização em detrimento à compatibilidade que constituem através da existência de valores e visões de mundo semelhantes.
II. Dentro da estrutura desses grupos sociais, existe a associação da capacidade do indivíduo alinhar seus comportamentos com valores e crenças que são mais importantes para ele externa e internamente, além da comunicação e da presença de outros contribuírem para uma melhor realização das atividades.
III. A família é um grupo necessário para assegurar a sobrevivência do indivíduo e em qualquer sociedade está regida por leis, costumes e normas; tende a ser vista como uma função natural e universal de reprodução, mas também de força de trabalho e de propriedade perpetuada, por consequência, sendo um objetivo de controle social.
IV. Para que um grupo social se consolide ou se estruture melhor, é necessário que haja a delimitação de sentimentos de pertencimento e vínculo entre os participantes que poderá ser um fator negativo para o desenvolvimento de ações, uma vez que a afetividade tende a prejudicar essa produção coletiva ou interferir de alguma maneira na identidade grupal e sua coesão.
V. Em cada grupo social existem papéis estabelecidos que definem a maneira que cada pessoa ocupa ou se comporta em uma função, sendo através da multiplicidade de elementos desafiadores a construção de um projeto coletivo mais a existência de elementos em comum. É quando existe o encontro de diferenças com a identificação e determinada função capaz de demarcar o processo grupal.
Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q2088700 Direitos Humanos
As cinco formas de violência mencionadas no Art. 7º da Lei nº 11.340, de 07 de agosto de 2006, constantes na Lei Maria da Penha (Brasil, 2006), como física, psicológica, sexual, patrimonial e moral, podem ser consideradas exemplificativas, visto que o dispositivo faz a menção à expressão “entre outras”, sendo capaz de incorporar outras que não estejam expostas como por exemplo:
I. O cônjuge que impede e proíbe que sua esposa possa concorrer a um cargo político configura-se como uma violência política baseada no gênero.
II. O companheiro que não gosta de determinada comida e pede para sua mulher cozinhar o que ele delimita para se sentir agradado configura-se uma violência doméstica baseada no gênero.
III. O namorado que sente ciúmes e solicita sua namorada para trocar a roupa porque considera estar vulgar para o ambiente em que irão pode ser considerado como uma violência cultural se for baseada no gênero.
IV. O amante que delimita a escolha de sua parceira em forma de ameaça de rompimento da relação caso ela não se decida em um período estipulado é considerado como uma violação do direito de escolha baseada no gênero.
V. O marido que exige que sua mulher siga um credo específico em decorrência de sua situação de casada, onde ela não tenha o direito de escolher sua religião, podendo ser considerado como uma violência espiritual, se for baseada em uma questão de gênero.
Outras formas de violências descritas estão apresentadas nas alternativas
Alternativas
Q2088699 Psicologia
O profissional no exercício de sua função, segundo o Código de Ética do Psicólogo, busca atender às demandas existentes através de norteadores técnicos e normas éticas que assegurem as relações estabelecidas com seus pares e com toda a sociedade. Tendo em vista a prestação dos serviços de maneira coerente com as menções teóricas e com as particularidades efetivas em diversos contextos, cabe ao psicólogo, através das responsabilidades estabelecidas no Art. 7º do Código de Ética, a possibilidade de intervenção nos serviços psicológicos prestados realizados por outro profissional, nas seguintes situações, EXCETO:
Alternativas
Q2088698 Psicologia
Uma prática que agregue o profissional de psicologia, independente da área de atuação ou do tipo de trabalho que esteja inserido é o olhar diferenciado para as questões que englobem a saúde mental do trabalhador, atendo às possibilidades de que as queixas e demandas estejam relacionadas ao trabalho. Considerando que as relações de trabalho e o clima organizacional são fatores que afetam a saúde mental do trabalhador, analise as afirmativas a seguir.
I. Humilhações e constrangimentos são experiências no trabalho relacionadas ao gerenciamento individual onde cada trabalhador é responsável por seu contexto.
II. Fatores como culpabilização, massificação, ameaças e competições contribuem para criar uma atmosfera atenuadora ao adoecimento mental dos trabalhadores.
III. Muitos trabalhadores, que chegam aos atendimentos especializados com transtornos emocionais relacionados às atividades laborais, possuem aversão ao local que trabalham.
IV. Trabalhadores que aparentemente se percebem em uma situação privilegiada onde existem vínculos de trabalho mais estáveis não experienciam insegurança e competição.
V. Sobrecarga, falta de suporte social e autonomia para desenvolver melhor as tarefas são fatores organizacionais que contribuem para o desenvolvimento de condições crônicas nos trabalhadores.
Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q2088697 Psicologia
Entre motivações para a elaboração do Código de Ética Profissional do Psicólogo, está a necessidade de contemplar a diversidade que configura o exercício da profissão e a crescente inserção do psicólogo em contextos institucionais e em equipes multiprofissionais. Como responsabilidade do psicólogo no curso do exercício profissional cabe: 
Alternativas
Q2088696 Psiquiatria
A Política Nacional de Saúde Mental está pautada em uma rede de cuidados territorializado e organizado. Para compreender essa característica, é preciso percorrer a história desde Philippe Pinel, quem marca a psiquiatria e a abordagem da loucura, passando das correntes aos hospitais, até os centros de atenção psicossocial. Mas, a substituição efetiva dos modelos hospitalares ocorre com a Reforma Psiquiátrica que, no Brasil, teve início nos anos 1980 até meados dos anos 1990, culminando na promulgação da Lei nº 10.216/2001, a qual dispõe sobre direitos e proteção das pessoas acometidas por transtornos mentais e redireciona a assistência. O referido processo de redirecionamento da assistência, no âmbito do SUS, é marcado também pela Portaria nº 3.088/2011, que institui a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). A RAPS tem como finalidade: 
Alternativas
Q2088695 Psicologia
O estudo dos processos grupais e a influência social que exercem são temas de longa história de pesquisas em psicologia social. De maneira geral, um grupo consiste em três ou mais pessoas que interagem e são interdependentes, no sentido de que suas necessidades e objetivos se influenciam mutuamente. Além disso, os grupos aos quais pertencemos variam de tamanho, de poucos a milhares de membros. Essas características levam aos estudos de outros processos como pensamento, decisão e polarização grupais. Sobre a polarização grupal, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q2088694 Psicologia
O comprometimento da família desencadeia na fragilidade de suporte aos seus integrantes no que se refere à autonomia, clareza de papéis, privacidade, expressão emocional e valores. Essa fragilidade, por sua vez, ocasiona dificuldades para resolução de problemas, mantendo conflitos, agressões e até o extremo da violência doméstica e familiar. Esse cenário vitimiza direta e indiretamente, principalmente crianças e adolescentes, tornando-se em uma experiência potencial e realmente traumática. A respeito desse contexto, analise as afirmativas a seguir.
I. Crianças, adolescentes, mulheres e idosos são grupos vulneráveis a diferentes tipos de violência intrafamiliar.
II. A exposição sistemática e precoce à violência está associada ao desenvolvimento de transtorno de estresse pós- -traumático complexo.
III. A percepção de risco à vida e à integridade psicológica é distorcida e incompatível com a realidade, já que a casa não é um espaço seguro.
IV. Pessoas expostas à violência podem desenvolver transtorno de estresse pós-traumático e comorbidades, tais como depressão e abuso de substâncias.
V. A exposição à violência doméstica ou familiar fortalece o sistema de valores pessoais e a esperança no futuro, mesmo havendo autoatribuição de culpa e desconfiança constantes.
Está correto o que se afirmar apenas em
Alternativas
Q2088693 Psicologia
Entre os principais motivos de afastamento do trabalho de acordo com as pesquisas sobre saúde mental do trabalhador está o transtorno de ansiedade generalizada, o qual requer a combinação de propostas para tratamento. Entre tais propostas é comum que haja o emprego de técnicas de relaxamento. Para que tais técnicas sejam eficazes é necessário que o paciente:
Alternativas
Q2088692 Saúde Pública
A assistência básica em saúde, por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), dispõe de equipes para assistência a populações específicas, tais como a população em situação de rua. Entre essas equipes, há as de Consultório na Rua e as de Apoio aos Serviços do Componente Atenção Residencial de Caráter Transitório. Entre as ações dessas equipes, incluem-se: 
Alternativas
Q2088691 Psiquiatria
De acordo com a Classificação Internacional de Doenças e problemas relacionados à saúde (CID-11), os transtornos devidos a substâncias são ordenados em categoria única para cada tipo de substância. No manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-5), os transtornos relacionados a substâncias são classificados em dois grandes grupos: 1) transtornos por uso de substâncias e 2) transtornos induzidos por substâncias. Sobre os transtornos por uso de substâncias, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Respostas
261: C
262: B
263: C
264: B
265: B
266: B
267: D
268: C
269: A
270: E
271: B
272: B
273: E
274: E
275: E
276: B
277: D
278: D
279: B
280: A