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Q2903473 Matemática

Laura pagou com quatro notas de R$10,00 uma compra de R$39,00 que fez na barraca de frutas. Sabe-se que o feirante possui cédulas de R$5,00 para efetuar troco. De quanto ele necessita para o troco?

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Q2903472 Matemática

Em 1994, o real foi instituído como unidade do Sistema Monetário Brasileiro, mantendo-se os centavos. Foi estabelecido que dois mil, setecentos e cinqüenta cruzeiros reais era igual a um real. Então, CR$2.750,00 passou a valer R$1,00. Como ficou o saldo bancário de Sr. Silva sabendo que ele possuía no banco a quantia de CR$2.062.500,00?

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Q2903471 Matemática

Ananias contratou um Engenheiro para gerenciar a construção de um prédio, o qual pediu um prazo de entrega de 8 meses com 14 pedreiros trabalhando. Sabendo-se que Ananias precisa do prédio pronto em 120 dias, quantos pedreiros serão necessários para p término dessa construção no prazo pretendido?

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Q2903470 Matemática

A mãe de Eduardo foi ao caixa eletrônico de um Banco, enquanto ele jogava futebol com sua turma. A que horas ela deve buscar Eduardo, se o jogo começou às 16h e 30min e cada um dos dois tempos do futebol de salão infantil dura um quarto de hora e o intervalo entre os dois tempos é de apenas 5min?

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Q2903469 Matemática

Em Marte, as estações climáticas, os dias e os anos têm uma duração diferente da Terra. O dia em Marte tem, aproximadamente, 0,5 horas a mais que na Terra e a duração do ano por lá é igual a 1,9 vezes a duração do ano aqui na Terra. Considerando o ano de 365 dias, quantos dias tem o ano marciano?

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Q2903468 Matemática

Dona Tida comprou: 5 pacotes de açúcar de 2kg cada um; 10 pacotes de maizena com 600g cada um; 20 pacotes de margarina de 250g cada um. Qual a massa total dessa compra?

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Q2903465 Matemática

Andando a pé 8 horas por dia, um Carteiro conseguiu em 10 dias percorrer a distância de 320km. Quantas horas por dia ele deverá andar para percorrer em 6 dias a distância de 240km?

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Q2903241 Matemática

Em 2002 no Brasil, constatou-se que pelo menos uma criança ou adolescente trabalhava. Entre eles, 280.228 tinham de 5 a 9 anos, 2.708.066 tinham de 10 a 15 anos e 2.450.261 tinham 16 ou 17 anos. Foi apurado que 51% deles trabalhavam na via pública. Quantas crianças, aproximadamente, trabalhavam em via pública quando foi feita essa pesquisa?

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Q2903239 Matemática

A Bíblia nos diz que a arca de Noé tinha 300 côvados de comprimento. Sabendo que um côvado tem 525mm, quantos metros tinha o comprimento da arca de Noé?

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Q2903238 Matemática
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Q2903235 Matemática

Na fauna da Mata Atlântica, encontramos cerca de 250 espécies de mamíferos, 1.050 de aves, 197 de répteis, 340 anfíbios e 350 peixes. Apesar dessa riqueza de espécies, a situação é bastante grave, pois das 202 espécies de animais ameaçadas de extinção no Brasil, 171 se encontram na Mata Atlântica. Quantos números citados anteriormente são múltiplos de 3?

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Q2903230 Raciocínio Lógico

Estima-se que existam por volta de 18.000 espécies de formigas no mundo. No Brasil, são aproximadamente 2.000 espécies, mas apenas de 20 a 30 são consideradas pragas. As demais são muito úteis, pois comem os parasitas das plantas. A quantidade de espécies de formigas no mundo equivale a quantas vezes o número de espécies que existem no Brasil?

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Ano: 2008 Banca: CONSULPLAN Órgão: Correios
Q1212320 Português
Da difícil arte de redigir um telegrama
[...] Há uma história famosa a respeito de uns parentes que tinham que comunicar por telegrama, a uma senhora que estava viajando, o falecimento de uma irmã. Reuniram-se em volta de uma mesa e toca a escrever. Primeiro foi o primo quem redigiu a nota. Depois de alguns minutos mostrou o resultado do seu trabalho: “Interrompa viagem e volte correndo. Tua irmã morreu.” Todos leram e um dos tios fez o seguinte comentário: 
– Eu acho que não está bom. Afinal de contas, vocês sabem que ela é cardíaca, está viajando e um telegrama assim pode ser um choque.  – Todos concordaram, inclusive um outro primo afastado que era meio sovina e achou o telegrama muito longo: 
– Depois, com o preço que se paga por palavra, isso não é mais um telegrama, é um telegrana.
Ninguém riu do infame trocadilho, mesmo porque velório não é lugar para gargalhadas. Foi a vez do cunhado tentar redigir uma forma mais amena que não assustasse a senhora em passeio. Sentou-se e escreveu: “Interrompa viagem e volte correndo. Tua irmã passando muito mal.” Novamente o telegrama não foi aprovado. 
Um irmão psicólogo observou: 
– Não sejamos infantis. Se ela está viajando pela Europa e recebe esta notícia, não vai acreditar na história de “passando muito mal.” Sobretudo com “volte correndo” no meio. 
– Também concordo – falou o primo afastado, sempre pensando no custo. Então o genro aproximou-se: 
– Acho que tenho a forma ideal. – Pegou no bloco e rabiscou rapidamente: “Interrompa viagem e volte devagar. Tua irmã passando mais ou menos.” Todos examinaram atentamente o telegrama. A filha reclamou: 
– Vocês acham que mamãe é boba? Se a gente escrever que a titia está passando mais ou menos e que ela pode voltar devagar, ela já vai adivinhar que todas estas precauções são pelo fato de ela ser cardíaca e que na realidade a irmã dela morreu!
– Concordo plenamente – disse o facultativo da família, que era também sobrinho da senhora em questão. Resolveu, como médico, escrever o telegrama: “Paciente fora de perigo. Volte assim que puder. Paciente tua irmã.” De todas as fórmulas até então apresentadas, esta foi a que causou mais revolta. 
– Que troço imbecil – gritou o netinho, que passava pela sala no momento em que a mensagem era lida. Puseram o menino para fora da sala, mas no íntimo a família concordava com ele. 
– Não, isso não. Se a gente mandar dizer que ela está fora de perigo, para que vamos pedir que ela interrompa a viagem? – argumentou o tio. 
– Também acho – responderam todos num coro de aprovação. O filho mais velho resolveu tentar. Pensou bem, ponderou, sentou-se, molhou a ponta do lápis na língua e caprichou: “Se possível volte. Tua irmã saudosa passando quase mal. Por favor acredite. Cuidado coração. Venha logo. Saudades surpresa.” 
– Realmente, esse bate todos os recordes! – disse uma nora professora. – Em primeiro lugar, não é “se possível”, ela tem que voltar mesmo. Em segundo lugar, “saudosa” tem duplo sentido. Em terceiro lugar, ninguém passa “quase mal”. Ou passa mal ou bem. “Quase mal” e “quase bem” é a mesma coisa. “Por favor, acredite” é um insulto à família toda. Ninguém aqui é mentiroso. Depois, “cuidado coração” não fica claro. Como telegrama não tem vírgula, ela pode pensar que a gente está dizendo “cuidado, coração”, já que a palavra coração também é usada como uma forma carinhosa de chamar os outros. Por exemplo: “Oi coração, tudo bem?” E finalmente a palavra “surpresa” no telegrama chega a ser um requinte de crueldade. Qual é a surpresa que ela pode esperar? 
– Ela pode pensar que a tia está esperando neném – falou um sobrinho. – Aos noventa anos de idade? 
– Abandonaram a idéia rapidamente. Seguiu-se um longo período de silêncio em que a família andava de lá pra cá, pensando numa solução. Pela primeira vez estavam se dando conta de que não era tão fácil assim mandar um telegrama. Serviu-se o costumeiro cafezinho, enquanto cada qual do seu lado procurava uma maneira de escrever para a senhora em viagem sem que tivesse conseqüências desastrosas. De repente o irmão psicólogo explodiu num grito eurekiano de descoberta: 
– Achei! 
– Escreveu febrilmente no papel. O telegrama passou de mão em mão e foi finalmente aprovado por todo mundo. Seu texto dizia: 
“Siga viagem divirta-se. Tua irmã está ótima.”   
         (Jô Soares. O astronauta sem regime)  “ – Não, isso não.” O pronome destacado anteriormente é: 
Alternativas
Ano: 2008 Banca: CONSULPLAN Órgão: Correios
Q1212075 Português
Da difícil arte de redigir um telegrama
[...] Há uma história famosa a respeito de uns parentes que tinham que comunicar por telegrama, a uma senhora que estava viajando, o falecimento de uma irmã. Reuniram-se em volta de uma mesa e toca a escrever. Primeiro foi o primo quem redigiu a nota. Depois de alguns minutos mostrou o resultado do seu trabalho: “Interrompa viagem e volte correndo. Tua irmã morreu.” Todos leram e um dos tios fez o seguinte comentário: 
– Eu acho que não está bom. Afinal de contas, vocês sabem que ela é cardíaca, está viajando e um telegrama assim pode ser um choque.  – Todos concordaram, inclusive um outro primo afastado que era meio sovina e achou o telegrama muito longo: 
– Depois, com o preço que se paga por palavra, isso não é mais um telegrama, é um telegrana.
Ninguém riu do infame trocadilho, mesmo porque velório não é lugar para gargalhadas. Foi a vez do cunhado tentar redigir uma forma mais amena que não assustasse a senhora em passeio. Sentou-se e escreveu: “Interrompa viagem e volte correndo. Tua irmã passando muito mal.” Novamente o telegrama não foi aprovado. 
Um irmão psicólogo observou: 
– Não sejamos infantis. Se ela está viajando pela Europa e recebe esta notícia, não vai acreditar na história de “passando muito mal.” Sobretudo com “volte correndo” no meio. 
– Também concordo – falou o primo afastado, sempre pensando no custo. Então o genro aproximou-se: 
– Acho que tenho a forma ideal. – Pegou no bloco e rabiscou rapidamente: “Interrompa viagem e volte devagar. Tua irmã passando mais ou menos.” Todos examinaram atentamente o telegrama. A filha reclamou: 
– Vocês acham que mamãe é boba? Se a gente escrever que a titia está passando mais ou menos e que ela pode voltar devagar, ela já vai adivinhar que todas estas precauções são pelo fato de ela ser cardíaca e que na realidade a irmã dela morreu!
– Concordo plenamente – disse o facultativo da família, que era também sobrinho da senhora em questão. Resolveu, como médico, escrever o telegrama: “Paciente fora de perigo. Volte assim que puder. Paciente tua irmã.” De todas as fórmulas até então apresentadas, esta foi a que causou mais revolta. 
– Que troço imbecil – gritou o netinho, que passava pela sala no momento em que a mensagem era lida. Puseram o menino para fora da sala, mas no íntimo a família concordava com ele. 
– Não, isso não. Se a gente mandar dizer que ela está fora de perigo, para que vamos pedir que ela interrompa a viagem? – argumentou o tio. 
– Também acho – responderam todos num coro de aprovação. O filho mais velho resolveu tentar. Pensou bem, ponderou, sentou-se, molhou a ponta do lápis na língua e caprichou: “Se possível volte. Tua irmã saudosa passando quase mal. Por favor acredite. Cuidado coração. Venha logo. Saudades surpresa.” 
– Realmente, esse bate todos os recordes! – disse uma nora professora. – Em primeiro lugar, não é “se possível”, ela tem que voltar mesmo. Em segundo lugar, “saudosa” tem duplo sentido. Em terceiro lugar, ninguém passa “quase mal”. Ou passa mal ou bem. “Quase mal” e “quase bem” é a mesma coisa. “Por favor, acredite” é um insulto à família toda. Ninguém aqui é mentiroso. Depois, “cuidado coração” não fica claro. Como telegrama não tem vírgula, ela pode pensar que a gente está dizendo “cuidado, coração”, já que a palavra coração também é usada como uma forma carinhosa de chamar os outros. Por exemplo: “Oi coração, tudo bem?” E finalmente a palavra “surpresa” no telegrama chega a ser um requinte de crueldade. Qual é a surpresa que ela pode esperar? 
– Ela pode pensar que a tia está esperando neném – falou um sobrinho. – Aos noventa anos de idade? 
– Abandonaram a idéia rapidamente. Seguiu-se um longo período de silêncio em que a família andava de lá pra cá, pensando numa solução. Pela primeira vez estavam se dando conta de que não era tão fácil assim mandar um telegrama. Serviu-se o costumeiro cafezinho, enquanto cada qual do seu lado procurava uma maneira de escrever para a senhora em viagem sem que tivesse conseqüências desastrosas. De repente o irmão psicólogo explodiu num grito eurekiano de descoberta: 
– Achei! 
– Escreveu febrilmente no papel. O telegrama passou de mão em mão e foi finalmente aprovado por todo mundo. Seu texto dizia: 
“Siga viagem divirta-se. Tua irmã está ótima.”   
         (Jô Soares. O astronauta sem regime)
Em “Puseram o menino para fora da sala, mas no íntimo a família concordava com ele”. O emprego da vírgula foi utilizado para: 
Alternativas
Ano: 2008 Banca: CONSULPLAN Órgão: Correios
Q1212017 Português
Da difícil arte de redigir um telegrama
[...] Há uma história famosa a respeito de uns parentes que tinham que comunicar por telegrama, a uma senhora que estava viajando, o falecimento de uma irmã. Reuniram-se em volta de uma mesa e toca a escrever. Primeiro foi o primo quem redigiu a nota. Depois de alguns minutos mostrou o resultado do seu trabalho: “Interrompa viagem e volte correndo. Tua irmã morreu.” Todos leram e um dos tios fez o seguinte comentário: 
– Eu acho que não está bom. Afinal de contas, vocês sabem que ela é cardíaca, está viajando e um telegrama assim pode ser um choque.  – Todos concordaram, inclusive um outro primo afastado que era meio sovina e achou o telegrama muito longo: 
– Depois, com o preço que se paga por palavra, isso não é mais um telegrama, é um telegrana.
Ninguém riu do infame trocadilho, mesmo porque velório não é lugar para gargalhadas. Foi a vez do cunhado tentar redigir uma forma mais amena que não assustasse a senhora em passeio. Sentou-se e escreveu: “Interrompa viagem e volte correndo. Tua irmã passando muito mal.” Novamente o telegrama não foi aprovado. 
Um irmão psicólogo observou: 
– Não sejamos infantis. Se ela está viajando pela Europa e recebe esta notícia, não vai acreditar na história de “passando muito mal.” Sobretudo com “volte correndo” no meio. 
– Também concordo – falou o primo afastado, sempre pensando no custo. Então o genro aproximou-se: 
– Acho que tenho a forma ideal. – Pegou no bloco e rabiscou rapidamente: “Interrompa viagem e volte devagar. Tua irmã passando mais ou menos.” Todos examinaram atentamente o telegrama. A filha reclamou: 
– Vocês acham que mamãe é boba? Se a gente escrever que a titia está passando mais ou menos e que ela pode voltar devagar, ela já vai adivinhar que todas estas precauções são pelo fato de ela ser cardíaca e que na realidade a irmã dela morreu!
– Concordo plenamente – disse o facultativo da família, que era também sobrinho da senhora em questão. Resolveu, como médico, escrever o telegrama: “Paciente fora de perigo. Volte assim que puder. Paciente tua irmã.” De todas as fórmulas até então apresentadas, esta foi a que causou mais revolta. 
– Que troço imbecil – gritou o netinho, que passava pela sala no momento em que a mensagem era lida. Puseram o menino para fora da sala, mas no íntimo a família concordava com ele. 
– Não, isso não. Se a gente mandar dizer que ela está fora de perigo, para que vamos pedir que ela interrompa a viagem? – argumentou o tio. 
– Também acho – responderam todos num coro de aprovação. O filho mais velho resolveu tentar. Pensou bem, ponderou, sentou-se, molhou a ponta do lápis na língua e caprichou: “Se possível volte. Tua irmã saudosa passando quase mal. Por favor acredite. Cuidado coração. Venha logo. Saudades surpresa.” 
– Realmente, esse bate todos os recordes! – disse uma nora professora. – Em primeiro lugar, não é “se possível”, ela tem que voltar mesmo. Em segundo lugar, “saudosa” tem duplo sentido. Em terceiro lugar, ninguém passa “quase mal”. Ou passa mal ou bem. “Quase mal” e “quase bem” é a mesma coisa. “Por favor, acredite” é um insulto à família toda. Ninguém aqui é mentiroso. Depois, “cuidado coração” não fica claro. Como telegrama não tem vírgula, ela pode pensar que a gente está dizendo “cuidado, coração”, já que a palavra coração também é usada como uma forma carinhosa de chamar os outros. Por exemplo: “Oi coração, tudo bem?” E finalmente a palavra “surpresa” no telegrama chega a ser um requinte de crueldade. Qual é a surpresa que ela pode esperar? 
– Ela pode pensar que a tia está esperando neném – falou um sobrinho. – Aos noventa anos de idade? 
– Abandonaram a idéia rapidamente. Seguiu-se um longo período de silêncio em que a família andava de lá pra cá, pensando numa solução. Pela primeira vez estavam se dando conta de que não era tão fácil assim mandar um telegrama. Serviu-se o costumeiro cafezinho, enquanto cada qual do seu lado procurava uma maneira de escrever para a senhora em viagem sem que tivesse conseqüências desastrosas. De repente o irmão psicólogo explodiu num grito eurekiano de descoberta: 
– Achei! 
– Escreveu febrilmente no papel. O telegrama passou de mão em mão e foi finalmente aprovado por todo mundo. Seu texto dizia: 
“Siga viagem divirta-se. Tua irmã está ótima.”   
         (Jô Soares. O astronauta sem regime)
Em “...seguiu-se um longo período de silêncio...” o pronome “se” é classificado como: 
Alternativas
Ano: 2008 Banca: CONSULPLAN Órgão: Correios
Q1211946 Português
Da difícil arte de redigir um telegrama
[...] Há uma história famosa a respeito de uns parentes que tinham que comunicar por telegrama, a uma senhora que estava viajando, o falecimento de uma irmã. Reuniram-se em volta de uma mesa e toca a escrever. Primeiro foi o primo quem redigiu a nota. Depois de alguns minutos mostrou o resultado do seu trabalho: “Interrompa viagem e volte correndo. Tua irmã morreu.” Todos leram e um dos tios fez o seguinte comentário: 
– Eu acho que não está bom. Afinal de contas, vocês sabem que ela é cardíaca, está viajando e um telegrama assim pode ser um choque.  – Todos concordaram, inclusive um outro primo afastado que era meio sovina e achou o telegrama muito longo: 
– Depois, com o preço que se paga por palavra, isso não é mais um telegrama, é um telegrana.
Ninguém riu do infame trocadilho, mesmo porque velório não é lugar para gargalhadas. Foi a vez do cunhado tentar redigir uma forma mais amena que não assustasse a senhora em passeio. Sentou-se e escreveu: “Interrompa viagem e volte correndo. Tua irmã passando muito mal.” Novamente o telegrama não foi aprovado. 
Um irmão psicólogo observou: 
– Não sejamos infantis. Se ela está viajando pela Europa e recebe esta notícia, não vai acreditar na história de “passando muito mal.” Sobretudo com “volte correndo” no meio. 
– Também concordo – falou o primo afastado, sempre pensando no custo. Então o genro aproximou-se: 
– Acho que tenho a forma ideal. – Pegou no bloco e rabiscou rapidamente: “Interrompa viagem e volte devagar. Tua irmã passando mais ou menos.” Todos examinaram atentamente o telegrama. A filha reclamou: 
– Vocês acham que mamãe é boba? Se a gente escrever que a titia está passando mais ou menos e que ela pode voltar devagar, ela já vai adivinhar que todas estas precauções são pelo fato de ela ser cardíaca e que na realidade a irmã dela morreu!
– Concordo plenamente – disse o facultativo da família, que era também sobrinho da senhora em questão. Resolveu, como médico, escrever o telegrama: “Paciente fora de perigo. Volte assim que puder. Paciente tua irmã.” De todas as fórmulas até então apresentadas, esta foi a que causou mais revolta. 
– Que troço imbecil – gritou o netinho, que passava pela sala no momento em que a mensagem era lida. Puseram o menino para fora da sala, mas no íntimo a família concordava com ele. 
– Não, isso não. Se a gente mandar dizer que ela está fora de perigo, para que vamos pedir que ela interrompa a viagem? – argumentou o tio. 
– Também acho – responderam todos num coro de aprovação. O filho mais velho resolveu tentar. Pensou bem, ponderou, sentou-se, molhou a ponta do lápis na língua e caprichou: “Se possível volte. Tua irmã saudosa passando quase mal. Por favor acredite. Cuidado coração. Venha logo. Saudades surpresa.” 
– Realmente, esse bate todos os recordes! – disse uma nora professora. – Em primeiro lugar, não é “se possível”, ela tem que voltar mesmo. Em segundo lugar, “saudosa” tem duplo sentido. Em terceiro lugar, ninguém passa “quase mal”. Ou passa mal ou bem. “Quase mal” e “quase bem” é a mesma coisa. “Por favor, acredite” é um insulto à família toda. Ninguém aqui é mentiroso. Depois, “cuidado coração” não fica claro. Como telegrama não tem vírgula, ela pode pensar que a gente está dizendo “cuidado, coração”, já que a palavra coração também é usada como uma forma carinhosa de chamar os outros. Por exemplo: “Oi coração, tudo bem?” E finalmente a palavra “surpresa” no telegrama chega a ser um requinte de crueldade. Qual é a surpresa que ela pode esperar? 
– Ela pode pensar que a tia está esperando neném – falou um sobrinho. – Aos noventa anos de idade? 
– Abandonaram a idéia rapidamente. Seguiu-se um longo período de silêncio em que a família andava de lá pra cá, pensando numa solução. Pela primeira vez estavam se dando conta de que não era tão fácil assim mandar um telegrama. Serviu-se o costumeiro cafezinho, enquanto cada qual do seu lado procurava uma maneira de escrever para a senhora em viagem sem que tivesse conseqüências desastrosas. De repente o irmão psicólogo explodiu num grito eurekiano de descoberta: 
– Achei! 
– Escreveu febrilmente no papel. O telegrama passou de mão em mão e foi finalmente aprovado por todo mundo. Seu texto dizia: 
“Siga viagem divirta-se. Tua irmã está ótima.”   
         (Jô Soares. O astronauta sem regime)   “Há uma história famosa a respeito de uns parentes...” Nesta frase o verbo HAVER é invariável, pois trata-se de uma oração sem sujeito. Assinale a alternativa que completa corretamente a frase: “Quantos anos __________ que não o vemos? __________ muitos anos.” 
Alternativas
Ano: 2008 Banca: CONSULPLAN Órgão: Correios
Q1211928 Português
Nos segmentos a seguir há advérbios terminados pelo sufixo – mente.   x “ – Concordo plenamente”
x “ – Pegou no bloco e us parente rabiscou rapidamente:” 
x “Escreveu febrilmente no papel.”     Assinale a alternativa em que o comentário sobre o emprego ou a formação do advérbio esteja INCORRETO: 

Alternativas
Ano: 2008 Banca: CONSULPLAN Órgão: Correios
Q1184333 Matemática
Ricardo usa a Internet em horários e dias em que é cobrada uma taxa única a cada vez que faz uma conexão. Assim, gasta mensalmente R$25,00 com o provedor e mais R$3,00 por acesso (conexão). No último mês, conectou a Internet várias vezes e pagou R$85,00. Se esse mês ele conectar o dobro de vezes do mês passado, quanto ele pagará? 
Alternativas
Ano: 2008 Banca: CONSULPLAN Órgão: Correios
Q1184227 Meteorologia
Amplitude térmica é a diferença entre a temperatura máxima e mínima registrada em um lugar. Num dia de inverno em Berlim(Alemanha), a temperatura mínima registrada foi de –3ºC e a temperatura máxima foi de 2ºC. Qual foi a amplitude térmica registrada nessa cidade? 
Alternativas
Ano: 2008 Banca: CONSULPLAN Órgão: Correios
Q1184219 Matemática
Para a confecção de sacolas serão usados dois rolos de fio de nylon. Esses rolos, medindo 450cm e 756cm serão divididos em pedaços iguais e do maior tamanho possível. Sabendo que não deve haver sobras, quantos pedaços serão obtidos? 
Alternativas
Respostas
181: A
182: D
183: E
184: C
185: E
186: B
187: A
188: D
189: B
190: C
191: D
192: D
193: B
194: D
195: B
196: B
197: A
198: C
199: A
200: C