Questões de Concurso Para enfermeiro

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Q4076713 Enfermagem
Considerando o diagnóstico e a estratificação do risco cardiovascular na hipertensão arterial sistêmica no âmbito da Atenção Primária à Saúde, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4076712 Enfermagem
Considerando as recomendações atuais para o diagnóstico da tuberculose na Atenção Primária à Saúde, assinale a alternativa correta sobre o uso do Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB) na investigação do sintomático respiratório e na detecção de resistência à rifampicina. 
Alternativas
Q4076711 Enfermagem
Considerando a hanseníase na Atenção Primária à Saúde, analise as afirmativas:

I – Um sinal cardinal bem caracterizado pode sustentar o diagnóstico clínico em contexto compatível.
II – A classificação operacional orienta a poliquimioterapia, e a combinação entre lesões cutâneas e baciloscopia, quando disponível, ajuda essa definição.
III – Episódios reacionais e neurite podem surgir antes, durante ou depois da poliquimioterapia e pedem atenção rápida para evitar incapacidade física.
IV – Os contatos domiciliares pedem avaliação dermatoneurológica e conduta vacinal de acordo com a situação vacinal e a presença de cicatriz de BCG.
V – O grau de incapacidade física deve ser avaliado no diagnóstico e no acompanhamento, porque muda vigilância, prognóstico funcional e registro clínico.


Estão corretas as afirmativas:
Alternativas
Q4076710 Enfermagem
Na primeira consulta de pré-natal, uma gestante chega à unidade sem exames anteriores, relata dificuldade de retorno por morar longe e apresenta teste rápido reagente para sífilis e não reagente para HIV. O enfermeiro precisa decidir o passo mais alinhado ao cuidado oportuno e à prevenção da transmissão vertical.
Assinale a conduta correta.
Alternativas
Q4076709 Enfermagem
À luz das recomendações vigentes do Programa Nacional de Imunizações para o calendário vacinal da gestante, assinale a alternativa correta sobre a indicação da dTpa e da vacina contra o vírus sincicial respiratório.
Alternativas
Q4076234 Saúde Pública
No processo de educação permanente em saúde, a diferença entre qualificação pontual e transformação do trabalho aparece com nitidez quando a equipe revê como aprende.
A educação permanente:
Alternativas
Q4076233 Segurança e Saúde no Trabalho
No desenho legal do Programa Estadual de Saúde Ocupacional do Servidor Público, a estrutura do programa reúne elementos de gestão, vigilância e execução. Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4076232 Direito Sanitário
Considerando os requisitos legais para o recebimento de recursos no Sistema Único de Saúde, analise as afirmativas.

I – A ausência de Conselho de Saúde pode ser compensada por comissão técnica provisória quando o ente já possui Fundo de Saúde e relatórios regulares.
II – A composição paritária do Conselho de Saúde pode ser flexibilizada quando houver dificuldade de representação dos usuários na esfera local.
III – O Conselho de Saúde com composição paritária integra o conjunto de requisitos legais para recebimento regular de recursos.
IV – A inexistência de Fundo de Saúde pode ser suprida por unidade orçamentária específica da secretaria, desde que haja plano anual aprovado.
V – Os relatórios de gestão integram as exigências legais para viabilizar o controle e o recebimento de recursos na área da saúde.



Estão corretas as afirmativas:
Alternativas
Q4076231 Medicina
No Manual de Normas Técnicas Médico-Periciais do Estado, a readaptação funcional não aparece como simples afastamento prolongado nem como mudança de carreira. A readaptação:
Alternativas
Q4076230 Saúde Pública
Considerando o Sistema de Informação em Saúde, analise as afirmativas.

I – Um sistema de informação em saúde envolve processos, tecnologias e pessoas articulados para coletar, processar, analisar e disseminar dados.

II – A utilidade do sistema para gestão, planejamento e tomada de decisão depende da qualidade, da completude e da consistência dos dados inseridos.

III – A informação produzida por esses sistemas pode subsidiar monitoramento, avaliação e formulação de políticas públicas de saúde.

IV – A alimentação dos sistemas pode ser fragmentada entre setores, porque a integração metodológica gera risco de perda de especificidade dos registros.

V – A principal função dos sistemas de informação em saúde é arquivar dados clínicos, enquanto o planejamento depende de relatórios externos aos sistemas.



Estão corretas as afirmativas: 
Alternativas
Q4076229 Direito Administrativo
Na avaliação médico-pericial de um servidor efetivo já readaptado, a chefia imediata informou que o trabalhador voltou a apresentar limitação funcional ligada à mesma patologia que motivou o benefício inicial. A área de gestão de pessoas discute se essa nova condição ainda pode fundamentar licença para tratamento de saúde.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4076228 Legislação Estadual
No Programa Estadual de Saúde Ocupacional do Servidor Público, a noção de público-alvo e o próprio sentido do programa afastam uma leitura restrita à perícia ou ao afastamento funcional. O programa:
Alternativas
Q4076227 Pedagogia
Considerando a Educação Permanente em Saúde, analise as afirmativas.

I – A Educação Permanente em Saúde é aprendizagem no trabalho, em que o aprender e o ensinar se incorporam ao cotidiano dos serviços.

II – A Educação Permanente em Saúde parte dos problemas enfrentados na realidade concreta e considera os saberes já construídos pelos trabalhadores.

III – A Educação Permanente em Saúde busca transformar práticas profissionais e a própria organização do trabalho em saúde.

IV – A Educação Permanente em Saúde se articula à integração ensino-serviço e à formação comprometida com as necessidades de saúde das pessoas e das populações.

V – A Educação Permanente em Saúde rompe com a lógica centrada apenas na oferta de cursos e desloca o foco para análise do processo de trabalho.



Estão corretas as afirmativas: 
Alternativas
Q4076226 Saúde Pública
Na gestão municipal do SUS, foram identificados registros fragmentados, duplicados e incompletos em notificações, cadastros e atendimentos, comprometendo a qualidade dos sistemas de informação em saúde e a análise da situação de saúde do território. Diante desse cenário, assinale a alternativa que apresenta a conduta correta para qualificar a informação e apoiar o planejamento e o monitoramento das ações em saúde. 
Alternativas
Q4076225 Saúde Pública
Na estrutura do controle social do Sistema Único de Saúde, a diferença entre Conferência de Saúde e Conselho de Saúde vai além da periodicidade das reuniões.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4076224 Direito Constitucional
No regime constitucional do servidor efetivo, a estabilidade protege a função pública, mas não impede hipóteses juridicamente definidas de perda do cargo.
O servidor estável:
Alternativas
Q4076215 Direito Administrativo
À luz do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, o elemento ético da conduta impede que a análise funcional se esgote na legalidade formal.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4076209 Português
A universidade do WhatsApp e seus doutores honorários


Há instituições que levam séculos para consolidar prestígio. Erguem bibliotecas, formam quadros, publicam pesquisas, sustentam debates, revisam conclusões, aceitam objeções e, com algum pudor, chamam de conhecimento aquilo que sobrevive ao teste do tempo, da crítica e da evidência. Já a universidade do WhatsApp resolveu encurtar caminho. Seu campus cabe no bolso, seu vestibular consiste em entrar num grupo e sua titulação é concedida em ritmo admiravelmente generoso: basta encaminhar com convicção.
10. Ali, ninguém perde tempo com metodologia, bibliografia ou dúvida honesta. A dúvida, naquela república de certezas instantâneas, é vista quase como um desvio de caráter. O verdadeiro aluno aplicado não pergunta “de onde veio isso?”, mas “para quantas pessoas posso mandar antes do almoço?”. E o verdadeiro mestre não se distingue pela consistência do argumento, e sim pelo tom do áudio. Se fala pausado, com voz grave e indignação calculada, já adquire a autoridade de um catedrático. Se acrescenta a expressão “isso a mídia não mostra”, alcança, sem concurso público, a condição de doutor honorário.
21. Trata-se de uma instituição notável. Seu corpo docente é formado por especialistas em tudo, desde vacinas até geopolítica, passando por dieta, educação infantil, código penal, mercado financeiro e escatologia de fim de semana. O curioso é que essa erudição enciclopédica não nasce de anos de estudo, mas de um fenômeno mais moderno e mais econômico: a familiaridade. O sujeito ouviu três vídeos, recebeu quatro artes com letras garrafais e, de repente, não apenas possui opinião formada, como também passa a considerar suspeita qualquer pessoa que tenha lido além da conta.
32. Na universidade do WhatsApp, a velocidade substituiu a verificação. Uma informação já não precisa ser sólida, basta ser urgente. Se vier acompanhada de caixa alta, trilha de alarme moral e uma promessa de segredo revelado, ganha imediatamente o estatuto de tese. O que antes exigia fonte, contexto e comparação agora se resolve com uma frase curta, preferencialmente apocalíptica, seguida daquela chantagem afetiva tão eficiente quanto intelectualmente desastrosa: “repasse antes que apaguem”. O medo faz o serviço que a razão recusaria fazer.
42. O mais intrigante, porém, não é a existência da desinformação. Isso seria até banal. O mais intrigante é o prestígio emocional que ela adquire. A mensagem falsa raramente chega sozinha. Ela vem embrulhada em pertencimento. Compartilhar certos conteúdos virou, para muita gente, uma forma de identidade. Não se encaminha apenas uma notícia duvidosa. Encaminha-se um modo de estar no mundo, uma senha de grupo, uma medalha invisível de quem acredita ter percebido o que os outros, pobres mortais, ainda não viram. A vaidade, quando encontra conexão estável e baixa autocrítica, torna-se uma plataforma de transmissão.
54. Nesse ambiente, o conhecimento perde uma de suas virtudes mais nobres: a humildade. O pesquisador sério sabe que saber custa caro. Exige tempo, revisão, recuo, correção, desapego à própria primeira impressão. Já o doutor honorário do aplicativo opera segundo outra pedagogia: a da certeza sem lastro. Ele não investiga para compreender. Conclui para se sentir superior. E, uma vez instalado nesse pequeno trono de convicções recicladas, passa a tratar o incômodo dos fatos como se fosse perseguição.
63. O problema é que a mentira em escala industrial não produz apenas equívocos. Produz consequências. Ela desorganiza decisões, corrói a confiança pública, ridiculariza a prudência e recompensa a performance da certeza. Aos poucos, cria-se uma cultura em que estudar parece arrogância e checar parece fraqueza. A ignorância, desde que pronunciada com segurança, ganha aplauso de auditório.
70. Talvez por isso a lição mais urgente do nosso tempo seja também uma das mais antigas: informação não vira verdade por circular depressa, nem opinião ganha valor porque veio acompanhada de intimidade digital. O primeiro sinal de inteligência continua sendo a disposição de examinar, comparar e, se necessário, dizer uma frase hoje quase revolucionária: “não sei ainda”. Porque o antídoto contra a universidade do WhatsApp não é decorar mais slogans. É reaprender a difícil elegância de pensar antes de encaminhar.


Fonte: Banca Elaboradora
A reescrita que preserva o sentido e transpõe corretamente para a voz passiva analítica o trecho “chamam de conhecimento aquilo que sobrevive ao teste do tempo, da crítica e da evidência” (linhas 4 a 6), é: 
Alternativas
Q4076203 Português
A universidade do WhatsApp e seus doutores honorários


Há instituições que levam séculos para consolidar prestígio. Erguem bibliotecas, formam quadros, publicam pesquisas, sustentam debates, revisam conclusões, aceitam objeções e, com algum pudor, chamam de conhecimento aquilo que sobrevive ao teste do tempo, da crítica e da evidência. Já a universidade do WhatsApp resolveu encurtar caminho. Seu campus cabe no bolso, seu vestibular consiste em entrar num grupo e sua titulação é concedida em ritmo admiravelmente generoso: basta encaminhar com convicção.
10. Ali, ninguém perde tempo com metodologia, bibliografia ou dúvida honesta. A dúvida, naquela república de certezas instantâneas, é vista quase como um desvio de caráter. O verdadeiro aluno aplicado não pergunta “de onde veio isso?”, mas “para quantas pessoas posso mandar antes do almoço?”. E o verdadeiro mestre não se distingue pela consistência do argumento, e sim pelo tom do áudio. Se fala pausado, com voz grave e indignação calculada, já adquire a autoridade de um catedrático. Se acrescenta a expressão “isso a mídia não mostra”, alcança, sem concurso público, a condição de doutor honorário.
21. Trata-se de uma instituição notável. Seu corpo docente é formado por especialistas em tudo, desde vacinas até geopolítica, passando por dieta, educação infantil, código penal, mercado financeiro e escatologia de fim de semana. O curioso é que essa erudição enciclopédica não nasce de anos de estudo, mas de um fenômeno mais moderno e mais econômico: a familiaridade. O sujeito ouviu três vídeos, recebeu quatro artes com letras garrafais e, de repente, não apenas possui opinião formada, como também passa a considerar suspeita qualquer pessoa que tenha lido além da conta.
32. Na universidade do WhatsApp, a velocidade substituiu a verificação. Uma informação já não precisa ser sólida, basta ser urgente. Se vier acompanhada de caixa alta, trilha de alarme moral e uma promessa de segredo revelado, ganha imediatamente o estatuto de tese. O que antes exigia fonte, contexto e comparação agora se resolve com uma frase curta, preferencialmente apocalíptica, seguida daquela chantagem afetiva tão eficiente quanto intelectualmente desastrosa: “repasse antes que apaguem”. O medo faz o serviço que a razão recusaria fazer.
42. O mais intrigante, porém, não é a existência da desinformação. Isso seria até banal. O mais intrigante é o prestígio emocional que ela adquire. A mensagem falsa raramente chega sozinha. Ela vem embrulhada em pertencimento. Compartilhar certos conteúdos virou, para muita gente, uma forma de identidade. Não se encaminha apenas uma notícia duvidosa. Encaminha-se um modo de estar no mundo, uma senha de grupo, uma medalha invisível de quem acredita ter percebido o que os outros, pobres mortais, ainda não viram. A vaidade, quando encontra conexão estável e baixa autocrítica, torna-se uma plataforma de transmissão.
54. Nesse ambiente, o conhecimento perde uma de suas virtudes mais nobres: a humildade. O pesquisador sério sabe que saber custa caro. Exige tempo, revisão, recuo, correção, desapego à própria primeira impressão. Já o doutor honorário do aplicativo opera segundo outra pedagogia: a da certeza sem lastro. Ele não investiga para compreender. Conclui para se sentir superior. E, uma vez instalado nesse pequeno trono de convicções recicladas, passa a tratar o incômodo dos fatos como se fosse perseguição.
63. O problema é que a mentira em escala industrial não produz apenas equívocos. Produz consequências. Ela desorganiza decisões, corrói a confiança pública, ridiculariza a prudência e recompensa a performance da certeza. Aos poucos, cria-se uma cultura em que estudar parece arrogância e checar parece fraqueza. A ignorância, desde que pronunciada com segurança, ganha aplauso de auditório.
70. Talvez por isso a lição mais urgente do nosso tempo seja também uma das mais antigas: informação não vira verdade por circular depressa, nem opinião ganha valor porque veio acompanhada de intimidade digital. O primeiro sinal de inteligência continua sendo a disposição de examinar, comparar e, se necessário, dizer uma frase hoje quase revolucionária: “não sei ainda”. Porque o antídoto contra a universidade do WhatsApp não é decorar mais slogans. É reaprender a difícil elegância de pensar antes de encaminhar.


Fonte: Banca Elaboradora
Considerando a enunciação e o modo de organização predominante, assinale a alternativa que melhor descreve o texto.
Alternativas
Q4076202 Português
A universidade do WhatsApp e seus doutores honorários


Há instituições que levam séculos para consolidar prestígio. Erguem bibliotecas, formam quadros, publicam pesquisas, sustentam debates, revisam conclusões, aceitam objeções e, com algum pudor, chamam de conhecimento aquilo que sobrevive ao teste do tempo, da crítica e da evidência. Já a universidade do WhatsApp resolveu encurtar caminho. Seu campus cabe no bolso, seu vestibular consiste em entrar num grupo e sua titulação é concedida em ritmo admiravelmente generoso: basta encaminhar com convicção.
10. Ali, ninguém perde tempo com metodologia, bibliografia ou dúvida honesta. A dúvida, naquela república de certezas instantâneas, é vista quase como um desvio de caráter. O verdadeiro aluno aplicado não pergunta “de onde veio isso?”, mas “para quantas pessoas posso mandar antes do almoço?”. E o verdadeiro mestre não se distingue pela consistência do argumento, e sim pelo tom do áudio. Se fala pausado, com voz grave e indignação calculada, já adquire a autoridade de um catedrático. Se acrescenta a expressão “isso a mídia não mostra”, alcança, sem concurso público, a condição de doutor honorário.
21. Trata-se de uma instituição notável. Seu corpo docente é formado por especialistas em tudo, desde vacinas até geopolítica, passando por dieta, educação infantil, código penal, mercado financeiro e escatologia de fim de semana. O curioso é que essa erudição enciclopédica não nasce de anos de estudo, mas de um fenômeno mais moderno e mais econômico: a familiaridade. O sujeito ouviu três vídeos, recebeu quatro artes com letras garrafais e, de repente, não apenas possui opinião formada, como também passa a considerar suspeita qualquer pessoa que tenha lido além da conta.
32. Na universidade do WhatsApp, a velocidade substituiu a verificação. Uma informação já não precisa ser sólida, basta ser urgente. Se vier acompanhada de caixa alta, trilha de alarme moral e uma promessa de segredo revelado, ganha imediatamente o estatuto de tese. O que antes exigia fonte, contexto e comparação agora se resolve com uma frase curta, preferencialmente apocalíptica, seguida daquela chantagem afetiva tão eficiente quanto intelectualmente desastrosa: “repasse antes que apaguem”. O medo faz o serviço que a razão recusaria fazer.
42. O mais intrigante, porém, não é a existência da desinformação. Isso seria até banal. O mais intrigante é o prestígio emocional que ela adquire. A mensagem falsa raramente chega sozinha. Ela vem embrulhada em pertencimento. Compartilhar certos conteúdos virou, para muita gente, uma forma de identidade. Não se encaminha apenas uma notícia duvidosa. Encaminha-se um modo de estar no mundo, uma senha de grupo, uma medalha invisível de quem acredita ter percebido o que os outros, pobres mortais, ainda não viram. A vaidade, quando encontra conexão estável e baixa autocrítica, torna-se uma plataforma de transmissão.
54. Nesse ambiente, o conhecimento perde uma de suas virtudes mais nobres: a humildade. O pesquisador sério sabe que saber custa caro. Exige tempo, revisão, recuo, correção, desapego à própria primeira impressão. Já o doutor honorário do aplicativo opera segundo outra pedagogia: a da certeza sem lastro. Ele não investiga para compreender. Conclui para se sentir superior. E, uma vez instalado nesse pequeno trono de convicções recicladas, passa a tratar o incômodo dos fatos como se fosse perseguição.
63. O problema é que a mentira em escala industrial não produz apenas equívocos. Produz consequências. Ela desorganiza decisões, corrói a confiança pública, ridiculariza a prudência e recompensa a performance da certeza. Aos poucos, cria-se uma cultura em que estudar parece arrogância e checar parece fraqueza. A ignorância, desde que pronunciada com segurança, ganha aplauso de auditório.
70. Talvez por isso a lição mais urgente do nosso tempo seja também uma das mais antigas: informação não vira verdade por circular depressa, nem opinião ganha valor porque veio acompanhada de intimidade digital. O primeiro sinal de inteligência continua sendo a disposição de examinar, comparar e, se necessário, dizer uma frase hoje quase revolucionária: “não sei ainda”. Porque o antídoto contra a universidade do WhatsApp não é decorar mais slogans. É reaprender a difícil elegância de pensar antes de encaminhar.


Fonte: Banca Elaboradora
A moral formulada no encerramento do texto decorre da ideia de que:
Alternativas
Respostas
2941: D
2942: B
2943: E
2944: A
2945: C
2946: B
2947: E
2948: C
2949: D
2950: A
2951: C
2952: B
2953: E
2954: A
2955: D
2956: D
2957: C
2958: D
2959: D
2960: A