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Q4065745 Geografia
O Estado de Santa Catarina possui 295 municípios. Conforme dados do IBGE do censo de 2022, o Estado é o décimo mais populoso do Brasil. Nesse sentido, é correto afirmar, acerca das cidades mais populosas do Estado, que: 
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Q4065744 História e Geografia de Estados e Municípios
A ocupação e a formação histórica de Santa Catarina envolveram diferentes momentos, desde as primeiras expedições europeias até conflitos internos e movimentos migratórios. A primeira expedição significativa a chegar ao território catarinense foi a de __________, em 1515, enquanto o nome Santa Catarina apareceu pela primeira vez no mapamúndi de __________, em 1529. No processo de povoamento, a vila de Nossa Senhora da Graça corresponde atualmente a __________. Já no século XIX, a primeira colônia europeia instalada no Estado foi __________, formada por colonos vindos da Alemanha.
Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas?
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Q4065743 História
A formação territorial do Brasil e a reorganização geopolítica mundial no século XX envolveram processos distintos de ocupação, integração econômica e redefinição de fronteiras. Considerando a relação entre História e Geografia, especialmente quanto à construção dos territórios nacionais e às dinâmicas de poder, é correto afirmar que:
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Q4065742 Matemática
As assertivas que seguem abordam as progressões aritméticas e geométricas.

I. É possível que duas progressões com iguais termos inteiros maiores do que zero, sendo que uma é geométrica e uma é aritmética, mas suas razões são diferentes.
II. Caso seja de conhecimento o sétimo termo de uma progressão geométrica, assim como o seu quinto termo, é possível se obter a razão através da raiz quadrada do resultado da divisão do sétimo pelo quinto termo.


Acerca das assertivas, pode-se afirmar que:
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Q4065741 Estatística
Um conjunto de números é composto por quatro elementos, ou seja, por quatro números. Sabe-se que esses números são todos inteiros maiores do que zero, além de que são diferentes entre si; logo, não há elemento repetido no conjunto. Portanto, trata-se de um conjunto amodal, não sendo possível estabelecer uma moda. Ainda, tem-se o valor da média aritmética dos números desse conjunto, mas não se tem o valor da mediana deles. O que pode ser afirmado sobre a mediana, não sendo possível conhecer quais são esses quatro números que compõem o conjunto? 
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Q4065740 Matemática
Um servidor entrou em serviço, em certo dia, exatamente às 08h03min, saindo para almoço às 11h48min, retornando para o turno da tarde às 12h44min, e saindo ao final do expediente às 16h59min. Esse servidor é responsável por elaborar ofícios de resposta a pedidos de informação. Esses pedidos são recebidos ao longo do dia e são distribuídos aos servidores para respondê-los toda “hora cheia” (momento em que os minutos estão em “00”) em que o servidor está em serviço. Nesse sentido, qual a probabilidade aproximada de um processo em específico ser distribuído às 14h00min para esse servidor?
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Q4065739 Matemática
Em uma folha qualquer foi desenhado um círculo, o qual possui diâmetro igual a 32 centímetros. Considere um quadrado no qual foi desenhado um X, ligando os vértices opostos desse quadrado. Nesse caso, esse quadrado foi desenhado dentro do círculo citado, coincidindo o centro do X do quadrado com o centro do círculo. Se a distância do centro do círculo até o ponto central de qualquer um dos lados desse quadrado é igual a 4,5 centímetros, qual das alternativas traz a área superficial interna ao círculo e externa ao quadrado? (Considere π = 3).
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Q4065738 Matemática
Uma fábrica de produtos de polipropileno gera um código de identificação para cada novo produto que é criado e enviado para produção. Esse código é formado por quatro partes, nessa ordem: três dos dez algarismos existentes, sem possibilidade de repetição entre eles, mas importando a ordem; duas letras vogais, sem possibilidade de repetição entre elas, mas importando a ordem; um dos números primos entre 10 e 20; uma das letras consoantes existentes entre A e E, quando o alfabeto está em ordem alfabética. Nesse sentido, quantos códigos diferentes podem ser gerados? 
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Q4065737 Português
Farofa, a comida mestiça que está na mesa dos pobres e dos ricos



       Eu vou saudar a farofa! Ela nunca exige protagonismo. Está ali, na beirada do prato, como quem não quer chamar atenção, mas, silenciosamente, sustenta toda a estrutura da refeição. Tire a farofa da mesa e logo surge um desconforto, uma ausência que ninguém consegue nomear, mas todos sentem. Ela tem a estranha virtude dos coadjuvantes indispensáveis.
      As raízes da farofa estão na mandioca, planta domesticada pelos povos originários muito antes de qualquer europeu sonhar em atravessar oceanos. A farinha de mandioca, assim, se tornou não só base alimentar, mas também uma herança cultural. E sim, já existia ali uma espécie de farofa — farinha tostada na gordura da caça, enriquecida com pedaços de peixe, raízes, frutas ou ervas locais.
       Depois veio o choque da colonização. Junto dele, a presença forçada dos africanos, sequestrados de suas terras, que trouxeram para a cozinha brasileira um repertório de técnicas e sabores que mudou tudo. Na mistura ameríndia, entraram as gorduras generosas, os miúdos, as carnes defumadas, as cebolas dourando, o dendê, as especiarias. A cozinha virou espaço de resistência, de criação, de memória e de reinvenção.
     Sérgio Buarque fala que as famílias do interior colonial torravam todos os dias sua mandioca. Era uma “fineza da terra”, uma sofisticação em meio agreste e rude. Ela viaja no alforje bandeirante e acompanha a lida do gado. Sobrevive a viagens. Misturada ao charque, alimenta a colônia.
    Os portugueses, sempre pragmáticos, se adaptaram. Sem trigo para o pão, adotaram a farinha de mandioca como substituto. Trouxeram carnes curadas, embutidos, métodos de charcutaria, e acrescentaram novas camadas a esse prato que nunca se apresenta como prato.
      O curioso é que, apesar de carregar toda essa história, a farofa nunca pede palco. Está ali para servir, para acompanhar, para dar sentido ao conjunto. Ninguém recebe apenas com um prato de farofa, mas fica uma lacuna se ela desaparecer.
      E há, talvez, algo de profundamente brasileiro nisso. A farofa é, por definição, a comida mestiça, da adaptação, da criatividade. É improviso! É nacional e local. Sai do solo como mandioca/macaxeira/aipim. Torna-se uma “poupança enterrada” que pode ser sacada quando necessária. Diferente de uma fruta que amadurece e exige ser colhida imediatamente, a raiz da mandioca dorme, engrossa e anuncia que aguardará semanas, meses, anos até ser resgatada e saciar fome.
     Geógrafos deterministas dizem que milho e arroz geram Estado e burocracia. A mandioca é mais libertadora de estruturas políticas complexas.
       Ela está na mesa do pobre e do rico. No almoço apressado da obra, surge da farinha tostada com um pouco de sal e gordura. No restaurante estrelado, esconde-se sob a alcunha de “farofa de panko com manteiga trufada e castanhas”. Ela circula com a mesma desenvoltura no churrasco de esquina e no brunch gourmet. Pode ser feita com ovo (adoro!), banana, bacon, torresmo, cebola, carne-seca, cogumelo, amêndoas ou até daquela última bolacha esquecida no fundo do armário. O século dezenove adorava com banha de porco, mas incorpora bem a manteiga e o azeite de oliva. Metamorfose absoluta: aumenta o que é pouco, engrossa o que é ralo e esfria o que é quente. É um signo aberto em plena mesa.
       A farinha funciona com o luxo e com a escassez. A farofa não julga. Ela aceita o que há. Vive do que sobra. Sobrevive do que se oferece. E, ainda assim, nunca é menos. Ela contraria o zelo nutricional. Você pegou arroz e batatas? Nada como uma farofinha por cima para unir de forma harmoniosa a cota de carboidratos. Engordou? O culpado será o pudim e a batata frita. A farofa é inimputável. A barriga sempre será de “chope”, jamais de mandioca. A farofa é única e autoral. Ela nunca sai igual, porque nunca somos os mesmos.
     A farofa é Heráclito puro: tudo flui ou se esfarela... Cada farofa é uma fotografia daquele dia, uma digital irrepetível. É feita do que tinha, de quem estava, de como a vida se apresentou naquela hora. Talvez seja como o vinho. Cada safra carrega o clima, a terra, o tempo, a mão do produtor, o jeito da uva naquele ano. E é justamente isso que torna cada garrafa única. Assim também é a farofa. Nunca se repete. E, por isso, é tão especial.
     No fim, como a vida, farofa não tem receita. E talvez essa seja a beleza única da planta. No fundo, a vida é feita disso. De memória, de afeto e de esperança. Esperança de que, enquanto houver gente, haverá também farofa. E que, afinal, todos somos “farofeiros da vida” – improvisando, sobrevivendo, rindo e despejando colheradas da deliciosa farofa sobre o prato. Comida é afeto e cultura. Vai uma farofinha no seu domingo?


Autor: Leandro Karnal - Estadão (adaptado).
No trecho “A mandioca é mais libertadora de estruturas políticas complexas. Ela está na mesa do pobre e do rico.”, o pronome “ela” retoma o termo “a mandioca”, evitando sua repetição no período seguinte. Esse recurso exemplifica a coesão por:
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Q4065736 Português
Farofa, a comida mestiça que está na mesa dos pobres e dos ricos



       Eu vou saudar a farofa! Ela nunca exige protagonismo. Está ali, na beirada do prato, como quem não quer chamar atenção, mas, silenciosamente, sustenta toda a estrutura da refeição. Tire a farofa da mesa e logo surge um desconforto, uma ausência que ninguém consegue nomear, mas todos sentem. Ela tem a estranha virtude dos coadjuvantes indispensáveis.
      As raízes da farofa estão na mandioca, planta domesticada pelos povos originários muito antes de qualquer europeu sonhar em atravessar oceanos. A farinha de mandioca, assim, se tornou não só base alimentar, mas também uma herança cultural. E sim, já existia ali uma espécie de farofa — farinha tostada na gordura da caça, enriquecida com pedaços de peixe, raízes, frutas ou ervas locais.
       Depois veio o choque da colonização. Junto dele, a presença forçada dos africanos, sequestrados de suas terras, que trouxeram para a cozinha brasileira um repertório de técnicas e sabores que mudou tudo. Na mistura ameríndia, entraram as gorduras generosas, os miúdos, as carnes defumadas, as cebolas dourando, o dendê, as especiarias. A cozinha virou espaço de resistência, de criação, de memória e de reinvenção.
     Sérgio Buarque fala que as famílias do interior colonial torravam todos os dias sua mandioca. Era uma “fineza da terra”, uma sofisticação em meio agreste e rude. Ela viaja no alforje bandeirante e acompanha a lida do gado. Sobrevive a viagens. Misturada ao charque, alimenta a colônia.
    Os portugueses, sempre pragmáticos, se adaptaram. Sem trigo para o pão, adotaram a farinha de mandioca como substituto. Trouxeram carnes curadas, embutidos, métodos de charcutaria, e acrescentaram novas camadas a esse prato que nunca se apresenta como prato.
      O curioso é que, apesar de carregar toda essa história, a farofa nunca pede palco. Está ali para servir, para acompanhar, para dar sentido ao conjunto. Ninguém recebe apenas com um prato de farofa, mas fica uma lacuna se ela desaparecer.
      E há, talvez, algo de profundamente brasileiro nisso. A farofa é, por definição, a comida mestiça, da adaptação, da criatividade. É improviso! É nacional e local. Sai do solo como mandioca/macaxeira/aipim. Torna-se uma “poupança enterrada” que pode ser sacada quando necessária. Diferente de uma fruta que amadurece e exige ser colhida imediatamente, a raiz da mandioca dorme, engrossa e anuncia que aguardará semanas, meses, anos até ser resgatada e saciar fome.
     Geógrafos deterministas dizem que milho e arroz geram Estado e burocracia. A mandioca é mais libertadora de estruturas políticas complexas.
       Ela está na mesa do pobre e do rico. No almoço apressado da obra, surge da farinha tostada com um pouco de sal e gordura. No restaurante estrelado, esconde-se sob a alcunha de “farofa de panko com manteiga trufada e castanhas”. Ela circula com a mesma desenvoltura no churrasco de esquina e no brunch gourmet. Pode ser feita com ovo (adoro!), banana, bacon, torresmo, cebola, carne-seca, cogumelo, amêndoas ou até daquela última bolacha esquecida no fundo do armário. O século dezenove adorava com banha de porco, mas incorpora bem a manteiga e o azeite de oliva. Metamorfose absoluta: aumenta o que é pouco, engrossa o que é ralo e esfria o que é quente. É um signo aberto em plena mesa.
       A farinha funciona com o luxo e com a escassez. A farofa não julga. Ela aceita o que há. Vive do que sobra. Sobrevive do que se oferece. E, ainda assim, nunca é menos. Ela contraria o zelo nutricional. Você pegou arroz e batatas? Nada como uma farofinha por cima para unir de forma harmoniosa a cota de carboidratos. Engordou? O culpado será o pudim e a batata frita. A farofa é inimputável. A barriga sempre será de “chope”, jamais de mandioca. A farofa é única e autoral. Ela nunca sai igual, porque nunca somos os mesmos.
     A farofa é Heráclito puro: tudo flui ou se esfarela... Cada farofa é uma fotografia daquele dia, uma digital irrepetível. É feita do que tinha, de quem estava, de como a vida se apresentou naquela hora. Talvez seja como o vinho. Cada safra carrega o clima, a terra, o tempo, a mão do produtor, o jeito da uva naquele ano. E é justamente isso que torna cada garrafa única. Assim também é a farofa. Nunca se repete. E, por isso, é tão especial.
     No fim, como a vida, farofa não tem receita. E talvez essa seja a beleza única da planta. No fundo, a vida é feita disso. De memória, de afeto e de esperança. Esperança de que, enquanto houver gente, haverá também farofa. E que, afinal, todos somos “farofeiros da vida” – improvisando, sobrevivendo, rindo e despejando colheradas da deliciosa farofa sobre o prato. Comida é afeto e cultura. Vai uma farofinha no seu domingo?


Autor: Leandro Karnal - Estadão (adaptado).
Considerando os vocábulos churrasco, desenvoltura e enterrada e a presença de dígrafos consonantais e vocálicos, além da diferença entre letras e fonemas, analise as assertivas:

I. Em churrasco, há dois dígrafos consonantais, e a palavra apresenta 7 fonemas.
II. Em desenvoltura, há um dígrafo vocálico e a palavra apresenta 11 fonemas.
III. Em enterrada, há dois dígrafos, um vocálico e um consonantal, e a palavra apresenta 7 fonemas.


Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Instituto Fênix Órgão: Prefeitura de Campo Alegre - SC Provas: Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Advogado | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Agente Administrativo III | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Analista de Administração e Tecnologia da Informação | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Analista de Suporte e Infraestrutura de Tecnologia da Informação | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Arquiteto | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Engenheiro/Engenheiro Civil | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Engenheiro/Engenheiro Agrônomo | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Engenheiro Sanitarista | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Farmacêutico | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Fisioterapeuta | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Assistente Social | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Contador | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Educador Social | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Enfermeiro | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Engenheiro Ambiental | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Fonoaudiólogo | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Instrutor de Educação Física | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Médico II | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Médico Veterinário | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Nutricionista | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Psicólogo | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Terapeuta Ocupacional |
Q4065735 Português
Farofa, a comida mestiça que está na mesa dos pobres e dos ricos



       Eu vou saudar a farofa! Ela nunca exige protagonismo. Está ali, na beirada do prato, como quem não quer chamar atenção, mas, silenciosamente, sustenta toda a estrutura da refeição. Tire a farofa da mesa e logo surge um desconforto, uma ausência que ninguém consegue nomear, mas todos sentem. Ela tem a estranha virtude dos coadjuvantes indispensáveis.
      As raízes da farofa estão na mandioca, planta domesticada pelos povos originários muito antes de qualquer europeu sonhar em atravessar oceanos. A farinha de mandioca, assim, se tornou não só base alimentar, mas também uma herança cultural. E sim, já existia ali uma espécie de farofa — farinha tostada na gordura da caça, enriquecida com pedaços de peixe, raízes, frutas ou ervas locais.
       Depois veio o choque da colonização. Junto dele, a presença forçada dos africanos, sequestrados de suas terras, que trouxeram para a cozinha brasileira um repertório de técnicas e sabores que mudou tudo. Na mistura ameríndia, entraram as gorduras generosas, os miúdos, as carnes defumadas, as cebolas dourando, o dendê, as especiarias. A cozinha virou espaço de resistência, de criação, de memória e de reinvenção.
     Sérgio Buarque fala que as famílias do interior colonial torravam todos os dias sua mandioca. Era uma “fineza da terra”, uma sofisticação em meio agreste e rude. Ela viaja no alforje bandeirante e acompanha a lida do gado. Sobrevive a viagens. Misturada ao charque, alimenta a colônia.
    Os portugueses, sempre pragmáticos, se adaptaram. Sem trigo para o pão, adotaram a farinha de mandioca como substituto. Trouxeram carnes curadas, embutidos, métodos de charcutaria, e acrescentaram novas camadas a esse prato que nunca se apresenta como prato.
      O curioso é que, apesar de carregar toda essa história, a farofa nunca pede palco. Está ali para servir, para acompanhar, para dar sentido ao conjunto. Ninguém recebe apenas com um prato de farofa, mas fica uma lacuna se ela desaparecer.
      E há, talvez, algo de profundamente brasileiro nisso. A farofa é, por definição, a comida mestiça, da adaptação, da criatividade. É improviso! É nacional e local. Sai do solo como mandioca/macaxeira/aipim. Torna-se uma “poupança enterrada” que pode ser sacada quando necessária. Diferente de uma fruta que amadurece e exige ser colhida imediatamente, a raiz da mandioca dorme, engrossa e anuncia que aguardará semanas, meses, anos até ser resgatada e saciar fome.
     Geógrafos deterministas dizem que milho e arroz geram Estado e burocracia. A mandioca é mais libertadora de estruturas políticas complexas.
       Ela está na mesa do pobre e do rico. No almoço apressado da obra, surge da farinha tostada com um pouco de sal e gordura. No restaurante estrelado, esconde-se sob a alcunha de “farofa de panko com manteiga trufada e castanhas”. Ela circula com a mesma desenvoltura no churrasco de esquina e no brunch gourmet. Pode ser feita com ovo (adoro!), banana, bacon, torresmo, cebola, carne-seca, cogumelo, amêndoas ou até daquela última bolacha esquecida no fundo do armário. O século dezenove adorava com banha de porco, mas incorpora bem a manteiga e o azeite de oliva. Metamorfose absoluta: aumenta o que é pouco, engrossa o que é ralo e esfria o que é quente. É um signo aberto em plena mesa.
       A farinha funciona com o luxo e com a escassez. A farofa não julga. Ela aceita o que há. Vive do que sobra. Sobrevive do que se oferece. E, ainda assim, nunca é menos. Ela contraria o zelo nutricional. Você pegou arroz e batatas? Nada como uma farofinha por cima para unir de forma harmoniosa a cota de carboidratos. Engordou? O culpado será o pudim e a batata frita. A farofa é inimputável. A barriga sempre será de “chope”, jamais de mandioca. A farofa é única e autoral. Ela nunca sai igual, porque nunca somos os mesmos.
     A farofa é Heráclito puro: tudo flui ou se esfarela... Cada farofa é uma fotografia daquele dia, uma digital irrepetível. É feita do que tinha, de quem estava, de como a vida se apresentou naquela hora. Talvez seja como o vinho. Cada safra carrega o clima, a terra, o tempo, a mão do produtor, o jeito da uva naquele ano. E é justamente isso que torna cada garrafa única. Assim também é a farofa. Nunca se repete. E, por isso, é tão especial.
     No fim, como a vida, farofa não tem receita. E talvez essa seja a beleza única da planta. No fundo, a vida é feita disso. De memória, de afeto e de esperança. Esperança de que, enquanto houver gente, haverá também farofa. E que, afinal, todos somos “farofeiros da vida” – improvisando, sobrevivendo, rindo e despejando colheradas da deliciosa farofa sobre o prato. Comida é afeto e cultura. Vai uma farofinha no seu domingo?


Autor: Leandro Karnal - Estadão (adaptado).
No trecho “A farofa é única e autoral”, o verbo destacado estabelece uma relação entre o sujeito e uma característica atribuída a ele. Nesse caso, quanto à transitividade, o verbo “é” classifica-se como:
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Ano: 2026 Banca: Instituto Fênix Órgão: Prefeitura de Campo Alegre - SC Provas: Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Advogado | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Agente Administrativo III | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Analista de Administração e Tecnologia da Informação | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Analista de Suporte e Infraestrutura de Tecnologia da Informação | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Arquiteto | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Engenheiro/Engenheiro Civil | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Engenheiro/Engenheiro Agrônomo | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Engenheiro Sanitarista | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Farmacêutico | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Fisioterapeuta | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Assistente Social | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Contador | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Educador Social | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Enfermeiro | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Engenheiro Ambiental | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Fonoaudiólogo | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Instrutor de Educação Física | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Médico II | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Médico Veterinário | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Nutricionista | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Psicólogo | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Terapeuta Ocupacional |
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Farofa, a comida mestiça que está na mesa dos pobres e dos ricos



       Eu vou saudar a farofa! Ela nunca exige protagonismo. Está ali, na beirada do prato, como quem não quer chamar atenção, mas, silenciosamente, sustenta toda a estrutura da refeição. Tire a farofa da mesa e logo surge um desconforto, uma ausência que ninguém consegue nomear, mas todos sentem. Ela tem a estranha virtude dos coadjuvantes indispensáveis.
      As raízes da farofa estão na mandioca, planta domesticada pelos povos originários muito antes de qualquer europeu sonhar em atravessar oceanos. A farinha de mandioca, assim, se tornou não só base alimentar, mas também uma herança cultural. E sim, já existia ali uma espécie de farofa — farinha tostada na gordura da caça, enriquecida com pedaços de peixe, raízes, frutas ou ervas locais.
       Depois veio o choque da colonização. Junto dele, a presença forçada dos africanos, sequestrados de suas terras, que trouxeram para a cozinha brasileira um repertório de técnicas e sabores que mudou tudo. Na mistura ameríndia, entraram as gorduras generosas, os miúdos, as carnes defumadas, as cebolas dourando, o dendê, as especiarias. A cozinha virou espaço de resistência, de criação, de memória e de reinvenção.
     Sérgio Buarque fala que as famílias do interior colonial torravam todos os dias sua mandioca. Era uma “fineza da terra”, uma sofisticação em meio agreste e rude. Ela viaja no alforje bandeirante e acompanha a lida do gado. Sobrevive a viagens. Misturada ao charque, alimenta a colônia.
    Os portugueses, sempre pragmáticos, se adaptaram. Sem trigo para o pão, adotaram a farinha de mandioca como substituto. Trouxeram carnes curadas, embutidos, métodos de charcutaria, e acrescentaram novas camadas a esse prato que nunca se apresenta como prato.
      O curioso é que, apesar de carregar toda essa história, a farofa nunca pede palco. Está ali para servir, para acompanhar, para dar sentido ao conjunto. Ninguém recebe apenas com um prato de farofa, mas fica uma lacuna se ela desaparecer.
      E há, talvez, algo de profundamente brasileiro nisso. A farofa é, por definição, a comida mestiça, da adaptação, da criatividade. É improviso! É nacional e local. Sai do solo como mandioca/macaxeira/aipim. Torna-se uma “poupança enterrada” que pode ser sacada quando necessária. Diferente de uma fruta que amadurece e exige ser colhida imediatamente, a raiz da mandioca dorme, engrossa e anuncia que aguardará semanas, meses, anos até ser resgatada e saciar fome.
     Geógrafos deterministas dizem que milho e arroz geram Estado e burocracia. A mandioca é mais libertadora de estruturas políticas complexas.
       Ela está na mesa do pobre e do rico. No almoço apressado da obra, surge da farinha tostada com um pouco de sal e gordura. No restaurante estrelado, esconde-se sob a alcunha de “farofa de panko com manteiga trufada e castanhas”. Ela circula com a mesma desenvoltura no churrasco de esquina e no brunch gourmet. Pode ser feita com ovo (adoro!), banana, bacon, torresmo, cebola, carne-seca, cogumelo, amêndoas ou até daquela última bolacha esquecida no fundo do armário. O século dezenove adorava com banha de porco, mas incorpora bem a manteiga e o azeite de oliva. Metamorfose absoluta: aumenta o que é pouco, engrossa o que é ralo e esfria o que é quente. É um signo aberto em plena mesa.
       A farinha funciona com o luxo e com a escassez. A farofa não julga. Ela aceita o que há. Vive do que sobra. Sobrevive do que se oferece. E, ainda assim, nunca é menos. Ela contraria o zelo nutricional. Você pegou arroz e batatas? Nada como uma farofinha por cima para unir de forma harmoniosa a cota de carboidratos. Engordou? O culpado será o pudim e a batata frita. A farofa é inimputável. A barriga sempre será de “chope”, jamais de mandioca. A farofa é única e autoral. Ela nunca sai igual, porque nunca somos os mesmos.
     A farofa é Heráclito puro: tudo flui ou se esfarela... Cada farofa é uma fotografia daquele dia, uma digital irrepetível. É feita do que tinha, de quem estava, de como a vida se apresentou naquela hora. Talvez seja como o vinho. Cada safra carrega o clima, a terra, o tempo, a mão do produtor, o jeito da uva naquele ano. E é justamente isso que torna cada garrafa única. Assim também é a farofa. Nunca se repete. E, por isso, é tão especial.
     No fim, como a vida, farofa não tem receita. E talvez essa seja a beleza única da planta. No fundo, a vida é feita disso. De memória, de afeto e de esperança. Esperança de que, enquanto houver gente, haverá também farofa. E que, afinal, todos somos “farofeiros da vida” – improvisando, sobrevivendo, rindo e despejando colheradas da deliciosa farofa sobre o prato. Comida é afeto e cultura. Vai uma farofinha no seu domingo?


Autor: Leandro Karnal - Estadão (adaptado).
Ao afirmar que “a farofa é Heráclito puro: tudo flui ou se esfarela”, o autor mobiliza uma referência filosófica para reforçar a ideia de que a farofa:
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Ano: 2026 Banca: Instituto Fênix Órgão: Prefeitura de Campo Alegre - SC Provas: Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Advogado | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Agente Administrativo III | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Analista de Administração e Tecnologia da Informação | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Analista de Suporte e Infraestrutura de Tecnologia da Informação | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Arquiteto | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Engenheiro/Engenheiro Civil | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Engenheiro/Engenheiro Agrônomo | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Engenheiro Sanitarista | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Farmacêutico | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Fisioterapeuta | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Assistente Social | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Contador | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Educador Social | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Enfermeiro | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Engenheiro Ambiental | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Fonoaudiólogo | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Instrutor de Educação Física | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Médico II | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Médico Veterinário | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Nutricionista | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Psicólogo | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Terapeuta Ocupacional |
Q4065733 Português
Farofa, a comida mestiça que está na mesa dos pobres e dos ricos



       Eu vou saudar a farofa! Ela nunca exige protagonismo. Está ali, na beirada do prato, como quem não quer chamar atenção, mas, silenciosamente, sustenta toda a estrutura da refeição. Tire a farofa da mesa e logo surge um desconforto, uma ausência que ninguém consegue nomear, mas todos sentem. Ela tem a estranha virtude dos coadjuvantes indispensáveis.
      As raízes da farofa estão na mandioca, planta domesticada pelos povos originários muito antes de qualquer europeu sonhar em atravessar oceanos. A farinha de mandioca, assim, se tornou não só base alimentar, mas também uma herança cultural. E sim, já existia ali uma espécie de farofa — farinha tostada na gordura da caça, enriquecida com pedaços de peixe, raízes, frutas ou ervas locais.
       Depois veio o choque da colonização. Junto dele, a presença forçada dos africanos, sequestrados de suas terras, que trouxeram para a cozinha brasileira um repertório de técnicas e sabores que mudou tudo. Na mistura ameríndia, entraram as gorduras generosas, os miúdos, as carnes defumadas, as cebolas dourando, o dendê, as especiarias. A cozinha virou espaço de resistência, de criação, de memória e de reinvenção.
     Sérgio Buarque fala que as famílias do interior colonial torravam todos os dias sua mandioca. Era uma “fineza da terra”, uma sofisticação em meio agreste e rude. Ela viaja no alforje bandeirante e acompanha a lida do gado. Sobrevive a viagens. Misturada ao charque, alimenta a colônia.
    Os portugueses, sempre pragmáticos, se adaptaram. Sem trigo para o pão, adotaram a farinha de mandioca como substituto. Trouxeram carnes curadas, embutidos, métodos de charcutaria, e acrescentaram novas camadas a esse prato que nunca se apresenta como prato.
      O curioso é que, apesar de carregar toda essa história, a farofa nunca pede palco. Está ali para servir, para acompanhar, para dar sentido ao conjunto. Ninguém recebe apenas com um prato de farofa, mas fica uma lacuna se ela desaparecer.
      E há, talvez, algo de profundamente brasileiro nisso. A farofa é, por definição, a comida mestiça, da adaptação, da criatividade. É improviso! É nacional e local. Sai do solo como mandioca/macaxeira/aipim. Torna-se uma “poupança enterrada” que pode ser sacada quando necessária. Diferente de uma fruta que amadurece e exige ser colhida imediatamente, a raiz da mandioca dorme, engrossa e anuncia que aguardará semanas, meses, anos até ser resgatada e saciar fome.
     Geógrafos deterministas dizem que milho e arroz geram Estado e burocracia. A mandioca é mais libertadora de estruturas políticas complexas.
       Ela está na mesa do pobre e do rico. No almoço apressado da obra, surge da farinha tostada com um pouco de sal e gordura. No restaurante estrelado, esconde-se sob a alcunha de “farofa de panko com manteiga trufada e castanhas”. Ela circula com a mesma desenvoltura no churrasco de esquina e no brunch gourmet. Pode ser feita com ovo (adoro!), banana, bacon, torresmo, cebola, carne-seca, cogumelo, amêndoas ou até daquela última bolacha esquecida no fundo do armário. O século dezenove adorava com banha de porco, mas incorpora bem a manteiga e o azeite de oliva. Metamorfose absoluta: aumenta o que é pouco, engrossa o que é ralo e esfria o que é quente. É um signo aberto em plena mesa.
       A farinha funciona com o luxo e com a escassez. A farofa não julga. Ela aceita o que há. Vive do que sobra. Sobrevive do que se oferece. E, ainda assim, nunca é menos. Ela contraria o zelo nutricional. Você pegou arroz e batatas? Nada como uma farofinha por cima para unir de forma harmoniosa a cota de carboidratos. Engordou? O culpado será o pudim e a batata frita. A farofa é inimputável. A barriga sempre será de “chope”, jamais de mandioca. A farofa é única e autoral. Ela nunca sai igual, porque nunca somos os mesmos.
     A farofa é Heráclito puro: tudo flui ou se esfarela... Cada farofa é uma fotografia daquele dia, uma digital irrepetível. É feita do que tinha, de quem estava, de como a vida se apresentou naquela hora. Talvez seja como o vinho. Cada safra carrega o clima, a terra, o tempo, a mão do produtor, o jeito da uva naquele ano. E é justamente isso que torna cada garrafa única. Assim também é a farofa. Nunca se repete. E, por isso, é tão especial.
     No fim, como a vida, farofa não tem receita. E talvez essa seja a beleza única da planta. No fundo, a vida é feita disso. De memória, de afeto e de esperança. Esperança de que, enquanto houver gente, haverá também farofa. E que, afinal, todos somos “farofeiros da vida” – improvisando, sobrevivendo, rindo e despejando colheradas da deliciosa farofa sobre o prato. Comida é afeto e cultura. Vai uma farofinha no seu domingo?


Autor: Leandro Karnal - Estadão (adaptado).
No texto, a farofa é construída como elemento aparentemente secundário, mas dotado de forte densidade cultural e simbólica. Essa construção interpretativa se sustenta sobretudo porque o autor:
Alternativas
Q4065584 Psicologia
Ela abarca a recriação ou a manifestação mais abrangente da neurose do paciente, que é remontada mais uma vez na relação analítica e, pelo menos em teoria, reflete elementos da neurose infantil. Ela é regida por três predicados relevantes da vida instintual na infância: o princípio do prazer, a ambivalência e a compulsão de repetição. Descreve-se qual das variantes da transferência? 
Alternativas
Q4065583 Psicologia

A partir da cronologia, tendo em mente a dimensão sociocultural da reforma psiquiátrica no Brasil, analise as sentenças a seguir e posteriormente assinale a alternativa CORRETA:


1 - Os projetos relacionados à arte e cultura tomaram um valor significativo do processo de Reforma Psiquiátrica. Franco Basaglia, em Trieste (Itália), inspirou essas iniciativas, logo as cooperativas sociais ligadas ao campo da cultura começaram a incluir os usuários nas atividades com propósitos que iam além da terapia.


2 - Os Centros de Convivência e Cooperativa (CECCO’s) surgem como dispositivos pioneiros no campo da saúde mental no município de São Paulo, estruturados a partir das diretrizes da reforma psiquiátrica brasileira.


3 - No Rio de Janeiro, em 1992, passou a existir uma escola de samba que desfila não no período do carnaval, mas no dia 18 de maio, ou seja, no Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Surgiu a partir da iniciativa patrocinada pelo Manicômio Judiciário Heitor Carrilho (atual Casa de Saúde Nise da Silveira), e é um evento que passou a fazer parte da agenda cultural da cidade.


4 - Outro projeto pioneiro foi o “Loucos pela Vida”, trata-se de um movimento cultural iniciado no começo dos anos 90 em torno do trabalho feito no Complexo Hospitalar do Juquery, originalmente liderado por Luizinho Gonzaga, que lançou o álbum “Terras do Juquery”, do qual uma das principais músicas é a “Loucos pela Vida”.

Alternativas
Q4065582 Saúde Pública
Analise as afirmativas abaixo, marque V para VERDADEIRO ou F para FALSO e, em seguida, assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
( ) Nos anos de governo Geisel foram realizadas a 5ª e a 6ª Conferências Nacionais de Saúde, em 1975 e 1977, respectivamente. A temática central da 5ª CNS foi o Sistema Nacional de Saúde e tinha como finalidade a elaboração de uma política nacional de saúde para ser submetida ao Conselho do Desenvolvimento Social (CDS).

( ) O decreto que estabeleceu os Sistemas Unificados e Descentralizados de Saúde (Suds) foi aprovado em julho de 1987, com base em uma proposta que teve origem na presidência do Inamps, com o objetivo de descentralizar os serviços de saúde.
( ) A Lei n. 8.080/90 definiu as atribuições de cada esfera de governo no desenvolvimento das funções de competência do poder executivo na saúde. A direção do SUS é única nos âmbitos nacional, estadual e municipal, sendo exercida, respectivamente, pelo Conselho da Saúde, Conasems e Cosems.
( ) O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), conselho de representação nacional dos secretários estaduais de Saúde, foi fundado em fevereiro de 1982.
( ) A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), ao longo da década de 1990, divulgou a aplicação das ciências sociais na análise dos problemas de saúde. A mesma organização disseminou nos países latino-americanos a interseção do pensamento crítico em saúde com as lutas dos povos da América Latina pela defesa de sua saúde, visando aprofundar a compreensão das conexões entre saúde e sociedade.
Alternativas
Q4065581 Psicologia
A agitação psicomotora é uma das alterações da psicomotricidade, e pode ser definida como a atividade motora excessiva relacionada a um sentimento de tensão interna. A agitação psicomotora é comum em alguns transtornos e condições psicopatológicas. Assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE tais transtornos ou condições. 
Alternativas
Q4065580 Psicologia
Em relação à terapia cognitivo-comportamental em grupo, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4065579 Psicologia
Analise as seguintes atividades do profissional de Psicologia: construção de estratégias de recolocação no mercado de trabalho e manejo dos impactos psicossociais do desemprego. Essas atividades são relativas a qual dos campos intradisciplinares da estrutura de atuação profissional dos psicólogos e psicólogas que atuam em organizações?
Alternativas
Q4065578 Saúde Pública
Esse princípio visa reduzir as desigualdades. Embora todos tenham direito aos serviços, as pessoas não são iguais e, portanto, têm necessidades diferentes, em outras palavras, isso significa tratar desigualmente os desiguais, alocando mais recursos onde há maior necessidade. Descreve-se um dos princípios do SUS nomeado como: 
Alternativas
Respostas
761: D
762: B
763: A
764: B
765: A
766: B
767: D
768: B
769: B
770: A
771: D
772: C
773: C
774: D
775: B
776: C
777: E
778: E
779: D
780: B