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Leia o texto a seguir para responder às questões.
Trata-se de dar um trato na língua
Escreve bem quem escreve claro, não quem tenta emperiquitar o verbo.
Escritor e jornalista, autor de "O Drible" e "Viva a Língua Brasileira".
"Os livros da coleção tratam-se de obras-primas da literatura." Pode ser, mas quando formula desse jeito seu veredito empolgado, o crítico cai em descrédito como juiz de trabalhos que envolvam linguagem.
Usada de forma incorreta, como na frase acima, a locução "trata-se de" é um dos casos mais comuns de hipercorreção no português brasileiro de hoje. Ao tratar dela, pago uma dívida antiga da coluna.
Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, a palavra hipercorreção não se refere ao que está muito certo. Damos esse nome à escolha linguística do falante que, ansioso por acertar – mas sem saber como –, recorre àquilo que parece mais rebuscado, mais difícil, menos popular. E erra.
Esse tipo de erro é especialmente constrangedor porque representa uma traição à gramática intuitiva, familiar, "natural", sem chegar a merecer as graças da gramática normativa a que aspira. Fica no meio do caminho.
Convém deixar claro que a palavra erro, aqui, não significa delito, pecado ou deficiência cognitiva, mas simplesmente desvio da norma culta.
Nas palavras do linguista Marcos Bagno em sua Gramática de Bolso do Português Brasileiro (Parábola), "é considerado erro tudo aquilo que não pertence às variedades urbanas de prestígio".
Vale notar que Bagno, expoente da sociolinguística brasileira, costuma ser citado – em vão, como se vê – por quem reage a textos como o desta coluna com variações da seguinte bronca: "Se você estudasse mais, saberia que erro não existe!".
Estudar mais é sempre bom. No referido livro, Bagno dedica um capítulo inteiro ao fenômeno da hipercorreção e suas manifestações mais frequentes, que chama de "erros a corrigir".
Segundo ele, a hipercorreção, que é filha da insegurança linguística, aparece "com muito mais força nas classes médias baixas" e em grupos socialmente discriminados.
Bagno não diz, mas digo eu, que o fenômeno parece estar em alta acentuada no Brasil, país violentamente estratificado e de educação precária, onde a insegurança linguística é mato.
[...]
Valeria investigar como todo esse entulho vocabular se relaciona com a crescente – e desoladora – valorização de breguices juridiquentas como "outrossim" em redações de vestibular.
No caso específico de "trata-se de", dois tipos de uso equivocado andam na moda – a frase lá de cima faz uma combinação deles. Sendo uma locução impessoal, ela deve estar sempre no singular e não tem sujeito.
Não dizemos "tratam-se de usos incorretos", mas "trata-se de usos incorretos". E mergulha fundo na hipercorreção quem usa a locução para substituir o verbo ser numa frase como "o filme trata-se de uma comédia" em vez de "o filme é uma comédia".
A boa notícia sobre a hipercorreção é que esse tipo de erro, por mais enrolado que seja em suas raízes psicossociais, é sempre fácil de corrigir do ponto de vista da gramática.
Basta dar preferência às formulações mais simples e "naturais", ou seja, próximas da oralidade. Aquilo é. Eu tenho. Você está. Escreve e fala bem quem se expressa de forma clara e fluente, não quem tenta emperiquitar o verbo.
Trata-se de uma lei universal: quer dar um trato na língua, chame-a de você e não de Vossa Senhoria.
https://www1.folha.uol.com.br
O verbo destacado nessa frase apresenta irregularidade na sua conjugação. A sequência em que todos os verbos também são irregulares é:
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Trata-se de dar um trato na língua
Escreve bem quem escreve claro, não quem tenta emperiquitar o verbo.
Escritor e jornalista, autor de "O Drible" e "Viva a Língua Brasileira".
"Os livros da coleção tratam-se de obras-primas da literatura." Pode ser, mas quando formula desse jeito seu veredito empolgado, o crítico cai em descrédito como juiz de trabalhos que envolvam linguagem.
Usada de forma incorreta, como na frase acima, a locução "trata-se de" é um dos casos mais comuns de hipercorreção no português brasileiro de hoje. Ao tratar dela, pago uma dívida antiga da coluna.
Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, a palavra hipercorreção não se refere ao que está muito certo. Damos esse nome à escolha linguística do falante que, ansioso por acertar – mas sem saber como –, recorre àquilo que parece mais rebuscado, mais difícil, menos popular. E erra.
Esse tipo de erro é especialmente constrangedor porque representa uma traição à gramática intuitiva, familiar, "natural", sem chegar a merecer as graças da gramática normativa a que aspira. Fica no meio do caminho.
Convém deixar claro que a palavra erro, aqui, não significa delito, pecado ou deficiência cognitiva, mas simplesmente desvio da norma culta.
Nas palavras do linguista Marcos Bagno em sua Gramática de Bolso do Português Brasileiro (Parábola), "é considerado erro tudo aquilo que não pertence às variedades urbanas de prestígio".
Vale notar que Bagno, expoente da sociolinguística brasileira, costuma ser citado – em vão, como se vê – por quem reage a textos como o desta coluna com variações da seguinte bronca: "Se você estudasse mais, saberia que erro não existe!".
Estudar mais é sempre bom. No referido livro, Bagno dedica um capítulo inteiro ao fenômeno da hipercorreção e suas manifestações mais frequentes, que chama de "erros a corrigir".
Segundo ele, a hipercorreção, que é filha da insegurança linguística, aparece "com muito mais força nas classes médias baixas" e em grupos socialmente discriminados.
Bagno não diz, mas digo eu, que o fenômeno parece estar em alta acentuada no Brasil, país violentamente estratificado e de educação precária, onde a insegurança linguística é mato.
[...]
Valeria investigar como todo esse entulho vocabular se relaciona com a crescente – e desoladora – valorização de breguices juridiquentas como "outrossim" em redações de vestibular.
No caso específico de "trata-se de", dois tipos de uso equivocado andam na moda – a frase lá de cima faz uma combinação deles. Sendo uma locução impessoal, ela deve estar sempre no singular e não tem sujeito.
Não dizemos "tratam-se de usos incorretos", mas "trata-se de usos incorretos". E mergulha fundo na hipercorreção quem usa a locução para substituir o verbo ser numa frase como "o filme trata-se de uma comédia" em vez de "o filme é uma comédia".
A boa notícia sobre a hipercorreção é que esse tipo de erro, por mais enrolado que seja em suas raízes psicossociais, é sempre fácil de corrigir do ponto de vista da gramática.
Basta dar preferência às formulações mais simples e "naturais", ou seja, próximas da oralidade. Aquilo é. Eu tenho. Você está. Escreve e fala bem quem se expressa de forma clara e fluente, não quem tenta emperiquitar o verbo.
Trata-se de uma lei universal: quer dar um trato na língua, chame-a de você e não de Vossa Senhoria.
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"Trata-se de usos incorretos". 13º§
Na frase acima, a palavra “se” indetermina o sujeito, o que também ocorre em:
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Trata-se de dar um trato na língua
Escreve bem quem escreve claro, não quem tenta emperiquitar o verbo.
Escritor e jornalista, autor de "O Drible" e "Viva a Língua Brasileira".
"Os livros da coleção tratam-se de obras-primas da literatura." Pode ser, mas quando formula desse jeito seu veredito empolgado, o crítico cai em descrédito como juiz de trabalhos que envolvam linguagem.
Usada de forma incorreta, como na frase acima, a locução "trata-se de" é um dos casos mais comuns de hipercorreção no português brasileiro de hoje. Ao tratar dela, pago uma dívida antiga da coluna.
Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, a palavra hipercorreção não se refere ao que está muito certo. Damos esse nome à escolha linguística do falante que, ansioso por acertar – mas sem saber como –, recorre àquilo que parece mais rebuscado, mais difícil, menos popular. E erra.
Esse tipo de erro é especialmente constrangedor porque representa uma traição à gramática intuitiva, familiar, "natural", sem chegar a merecer as graças da gramática normativa a que aspira. Fica no meio do caminho.
Convém deixar claro que a palavra erro, aqui, não significa delito, pecado ou deficiência cognitiva, mas simplesmente desvio da norma culta.
Nas palavras do linguista Marcos Bagno em sua Gramática de Bolso do Português Brasileiro (Parábola), "é considerado erro tudo aquilo que não pertence às variedades urbanas de prestígio".
Vale notar que Bagno, expoente da sociolinguística brasileira, costuma ser citado – em vão, como se vê – por quem reage a textos como o desta coluna com variações da seguinte bronca: "Se você estudasse mais, saberia que erro não existe!".
Estudar mais é sempre bom. No referido livro, Bagno dedica um capítulo inteiro ao fenômeno da hipercorreção e suas manifestações mais frequentes, que chama de "erros a corrigir".
Segundo ele, a hipercorreção, que é filha da insegurança linguística, aparece "com muito mais força nas classes médias baixas" e em grupos socialmente discriminados.
Bagno não diz, mas digo eu, que o fenômeno parece estar em alta acentuada no Brasil, país violentamente estratificado e de educação precária, onde a insegurança linguística é mato.
[...]
Valeria investigar como todo esse entulho vocabular se relaciona com a crescente – e desoladora – valorização de breguices juridiquentas como "outrossim" em redações de vestibular.
No caso específico de "trata-se de", dois tipos de uso equivocado andam na moda – a frase lá de cima faz uma combinação deles. Sendo uma locução impessoal, ela deve estar sempre no singular e não tem sujeito.
Não dizemos "tratam-se de usos incorretos", mas "trata-se de usos incorretos". E mergulha fundo na hipercorreção quem usa a locução para substituir o verbo ser numa frase como "o filme trata-se de uma comédia" em vez de "o filme é uma comédia".
A boa notícia sobre a hipercorreção é que esse tipo de erro, por mais enrolado que seja em suas raízes psicossociais, é sempre fácil de corrigir do ponto de vista da gramática.
Basta dar preferência às formulações mais simples e "naturais", ou seja, próximas da oralidade. Aquilo é. Eu tenho. Você está. Escreve e fala bem quem se expressa de forma clara e fluente, não quem tenta emperiquitar o verbo.
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Assinale a alternativa em que a substituição da palavra destacada nesse trecho altera seu sentido original.
Leia o texto a seguir para responder às questões.
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Escreve bem quem escreve claro, não quem tenta emperiquitar o verbo.
Escritor e jornalista, autor de "O Drible" e "Viva a Língua Brasileira".
"Os livros da coleção tratam-se de obras-primas da literatura." Pode ser, mas quando formula desse jeito seu veredito empolgado, o crítico cai em descrédito como juiz de trabalhos que envolvam linguagem.
Usada de forma incorreta, como na frase acima, a locução "trata-se de" é um dos casos mais comuns de hipercorreção no português brasileiro de hoje. Ao tratar dela, pago uma dívida antiga da coluna.
Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, a palavra hipercorreção não se refere ao que está muito certo. Damos esse nome à escolha linguística do falante que, ansioso por acertar – mas sem saber como –, recorre àquilo que parece mais rebuscado, mais difícil, menos popular. E erra.
Esse tipo de erro é especialmente constrangedor porque representa uma traição à gramática intuitiva, familiar, "natural", sem chegar a merecer as graças da gramática normativa a que aspira. Fica no meio do caminho.
Convém deixar claro que a palavra erro, aqui, não significa delito, pecado ou deficiência cognitiva, mas simplesmente desvio da norma culta.
Nas palavras do linguista Marcos Bagno em sua Gramática de Bolso do Português Brasileiro (Parábola), "é considerado erro tudo aquilo que não pertence às variedades urbanas de prestígio".
Vale notar que Bagno, expoente da sociolinguística brasileira, costuma ser citado – em vão, como se vê – por quem reage a textos como o desta coluna com variações da seguinte bronca: "Se você estudasse mais, saberia que erro não existe!".
Estudar mais é sempre bom. No referido livro, Bagno dedica um capítulo inteiro ao fenômeno da hipercorreção e suas manifestações mais frequentes, que chama de "erros a corrigir".
Segundo ele, a hipercorreção, que é filha da insegurança linguística, aparece "com muito mais força nas classes médias baixas" e em grupos socialmente discriminados.
Bagno não diz, mas digo eu, que o fenômeno parece estar em alta acentuada no Brasil, país violentamente estratificado e de educação precária, onde a insegurança linguística é mato.
[...]
Valeria investigar como todo esse entulho vocabular se relaciona com a crescente – e desoladora – valorização de breguices juridiquentas como "outrossim" em redações de vestibular.
No caso específico de "trata-se de", dois tipos de uso equivocado andam na moda – a frase lá de cima faz uma combinação deles. Sendo uma locução impessoal, ela deve estar sempre no singular e não tem sujeito.
Não dizemos "tratam-se de usos incorretos", mas "trata-se de usos incorretos". E mergulha fundo na hipercorreção quem usa a locução para substituir o verbo ser numa frase como "o filme trata-se de uma comédia" em vez de "o filme é uma comédia".
A boa notícia sobre a hipercorreção é que esse tipo de erro, por mais enrolado que seja em suas raízes psicossociais, é sempre fácil de corrigir do ponto de vista da gramática.
Basta dar preferência às formulações mais simples e "naturais", ou seja, próximas da oralidade. Aquilo é. Eu tenho. Você está. Escreve e fala bem quem se expressa de forma clara e fluente, não quem tenta emperiquitar o verbo.
Trata-se de uma lei universal: quer dar um trato na língua, chame-a de você e não de Vossa Senhoria.
https://www1.folha.uol.com.br
O acento indicativo de crase está corretamente colocado nas sentenças abaixo, EXCETO em:
“‘É uma história tão antiga quanto o tempo — dois amantes injustamente separados. Mas embora o romance do rei Pedro 1º e Inês De Castro comece com nuances de Romeu e Julieta, termina de forma bem mais macabra — imagine a história de amor de Shakespeare com um final de filme de terror’.”
('INÊS é morta': a trágica história de amor entre Pedro 1º de Portugal e sua 'rainha póstuma'. BBC News Brasil, 11 de junho de 2022.)
Arsenais nucleares aumentam à medida que crescem preocupações com China e Coreia do Norte
Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo divulga relatório sobre expansão de capacidades nucleares dos países
(CHEN, Heather. Arsenais nucleares aumentam à medida que crescem preocupações com China e Coreia do Norte. CNN Brasil, 13 de junho de 2022.)
No título desta matéria, as duas orações utilizadas encontram-se semanticamente relacionadas pela ideia de
Cerveja e destilados são mais prejudiciais à saúde do que vinho
(LARSEN, Brittany. Cerveja e destilados são mais prejudiciais à saúde do que vinho. Planeta, 29 de abril de 2022.)
Considere a sequência de figuras a seguir:

Considerando a continuidade dessa sequência, a figura formada por 631 hexágonos será a de número:
A figura abaixo representa um jardim em que a parte cinza será gramada.

O valor que mais se aproxima da porcentagem da área gramada em relação ao todo é:

Na semana seguinte, a unidade de saúde registrou um aumento no número de testes realizados, mas a proporção entre resultados negativos e positivos se manteve. Sabendo que, nessa segunda semana, foram realizados 297 testes, o número de resultados positivos foi de:
“Neste estabelecimento, o preço do etanol corresponde a 70% do preço da gasolina.”
Conhecendo-se o rendimento do automóvel com cada um dos combustíveis, é possível saber com exatidão se é mais econômico abastecer com uma ou com outra opção. Um determinado carro apresenta um rendimento de 9,1 quilômetros por litro de etanol. Nessas condições, se o rendimento do carro com gasolina for: