Questões de Concurso
Para professor - educação básica i
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Leia o texto para responder à questão.
Existem várias formas de preconceito. Uma primeira distinção útil é aquela entre preconceitos individuais e preconceitos coletivos. Neste momento, não estou interessado nos preconceitos individuais, tais como as superstições, as crenças no azar, na maldição, no mau-olhado, que nos induzem a cruzar os dedos e a carregar folhas de arruda, ou a não realizar certas ações, como viajar às sextas-feiras ou sentar-se à mesa em treze pessoas, a buscar apoio em amuletos para afastar o azar ou em talismās para trazer sorte. Não me interesso por isso porque são crenças mais ou menos inócuas, que não têm a periculosidade social dos preconceitos coletivos.
Chamo de preconceitos coletivos aqueles que são compartilhados por um grupo social inteiro e estão dirigidos a outro grupo social. A periculosidade dos preconceitos coletivos depende do fato de que muitos conflitos entre grupos, que podem até mesmo degenerar na violência, derivam do modo distorcido com que um grupo social julga o outro, gerando incompreensão, rivalidade, inimizade, desprezo ou escárnio. Geralmente, este juízo distorcido é recíproco, e em ambas as partes é tão mais forte quanto mais intensa é a identificação entre os membros individuais e o próprio grupo. A identificação com o próprio grupo faz com que se perceba o outro como diverso, ou mesmo como hostil. Para esta identificação-contraposição contribui precisamente o preconceito, ou seja, o juízo negativo que os membros de um grupo fazem das características do grupo rival.
Os preconceitos de grupo são inumeráveis, mas os dois historicamente mais relevantes e influentes são o preconceito nacional e o preconceito de classe. Não é por outro motivo que os grandes conflitos que marcaram a história da humanidade são os derivados das guerras entre nações ou povos (ou também raças) e da luta de classes. Não há nação que não traga nas costas uma ideia persistente, tenaz e dificilmente modificável da própria identidade, que se apoiaria em sua pretensa e presumida diversidade em relação a todas as outras nações. Há uma grande diferença, às vezes uma oposição, entre o modo como um povo vê a si mesmo e o modo como é visto pelos outros povos; mas, geralmente, ambos os modos são constituídos por ideias fixas, por generalizações superficiais (todos os alemães são prepotentes, todos os italianos são espertalhões etc.), que precisamente por isso são chamadas de “estereótipos”.
(Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais, 1998. Adaptado)
Considere os trechos a seguir.
• ... não estou interessado nos preconceitos individuais... (1o parágrafo)
• ... que podem até mesmo degenerar na violência... (2o parágrafo)
A reescrita das passagens destacadas está em conformidade com a norma-padrão de regência verbal em:
Leia o texto para responder à questão.
Existem várias formas de preconceito. Uma primeira distinção útil é aquela entre preconceitos individuais e preconceitos coletivos. Neste momento, não estou interessado nos preconceitos individuais, tais como as superstições, as crenças no azar, na maldição, no mau-olhado, que nos induzem a cruzar os dedos e a carregar folhas de arruda, ou a não realizar certas ações, como viajar às sextas-feiras ou sentar-se à mesa em treze pessoas, a buscar apoio em amuletos para afastar o azar ou em talismās para trazer sorte. Não me interesso por isso porque são crenças mais ou menos inócuas, que não têm a periculosidade social dos preconceitos coletivos.
Chamo de preconceitos coletivos aqueles que são compartilhados por um grupo social inteiro e estão dirigidos a outro grupo social. A periculosidade dos preconceitos coletivos depende do fato de que muitos conflitos entre grupos, que podem até mesmo degenerar na violência, derivam do modo distorcido com que um grupo social julga o outro, gerando incompreensão, rivalidade, inimizade, desprezo ou escárnio. Geralmente, este juízo distorcido é recíproco, e em ambas as partes é tão mais forte quanto mais intensa é a identificação entre os membros individuais e o próprio grupo. A identificação com o próprio grupo faz com que se perceba o outro como diverso, ou mesmo como hostil. Para esta identificação-contraposição contribui precisamente o preconceito, ou seja, o juízo negativo que os membros de um grupo fazem das características do grupo rival.
Os preconceitos de grupo são inumeráveis, mas os dois historicamente mais relevantes e influentes são o preconceito nacional e o preconceito de classe. Não é por outro motivo que os grandes conflitos que marcaram a história da humanidade são os derivados das guerras entre nações ou povos (ou também raças) e da luta de classes. Não há nação que não traga nas costas uma ideia persistente, tenaz e dificilmente modificável da própria identidade, que se apoiaria em sua pretensa e presumida diversidade em relação a todas as outras nações. Há uma grande diferença, às vezes uma oposição, entre o modo como um povo vê a si mesmo e o modo como é visto pelos outros povos; mas, geralmente, ambos os modos são constituídos por ideias fixas, por generalizações superficiais (todos os alemães são prepotentes, todos os italianos são espertalhões etc.), que precisamente por isso são chamadas de “estereótipos”.
(Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais, 1998. Adaptado)
São lançados três dados não-viciados. Seja Xa soma dos resultados do lançamento desses dados.
Analise as afirmativas a seguir:
I - A probabilidade é a mesma para que X seja 4 ou 17.
II- A probabilidade é menor para que X seja 3 do que 15.
Complete a frase com os sinais de pontuação:
“Os empregados ______ que ganham pouco______ reclamam________ os patrões________ que não lucram________ reclamam igualmente.”
(https://www.ecycle.com.br/relacao-professor-aluno/)
Nessa perspectiva, analise as informações seguintes:
I – Para assegurar a educação de qualidade e bom desenvolvimento social e cognitivo no processo ensino-aprendizagem, é imprescindível que haja um bom relacionamento ente docente e discentes.
II – A relação do professor aluno é muito importante não apenas para o desenvolvimento cognitivo do estudante, mas também para a construção do conhecimento afetivo.
III – O diálogo e a afetividade são tópicos muito defendidos nos ensinamentos de teóricos da educação, a exemplo de Paulo Freire (educador e filósofo brasileiro).
IV – A relação professor-aluno precisa, primordialmente, ser lúdica em todas as etapas educacionais.
V – Muitos teóricos defendem como centro da relação saudável dos docentes com os discentes a extensão de oportunidades extraescolares.
Marque a alternativa com a série correta.
I – Somente através da investigação da problemática social presente no cotidiano da comunidade é que poderemos traçar estratégias que realmente sejam eficientes no combate a pseudo aprendizagem da leitura e da escrita e na operacionalização da prática ensino aprendizagem de maneira que se faz necessária uma ação conjunta entre os diversos setores que a educação abrange, conforme Lück (2006, p. 40).
II – As políticas públicas de educação são programas ou ações que são criadas pelos governos para colocar em prática medidas que garantam o acesso à educação para todos os cidadãos. Além de garantir a educação para todos também é função das políticas públicas avaliar e ajudar a melhorar a qualidade do ensino do país.
III – As políticas públicas educacionais são ligadas a todas as medidas e decisões que são tomadas pelo governo em relação ao ensino e à educação no país.
IV – As políticas educacionais são propostas, estudadas e criadas a partir de leis que são votadas pelos membros Poder Legislativo (deputados federais e estaduais, senadores e vereadores) em cada uma das esferas de governo: federal, estadual e municipal.