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Crise armada reduz consumo e presença de turistas na região. Prejuízos vão crescer cada vez mais, com o avanço da ofensiva militar. Os setores afetados pedem ajuda ao governo, na tentativa de evitar demissões. Somente os custos da guerra contra o grupo radical Hamas já oneraram o orçamento de defesa em mais de 1 bilhão de shekel (cerca de 200 milhões de euros). Uma quantia cujo reembolso o Exército deverá exigir em breve do governo. Além disso, existem ainda os gastos do programa emergencial de auxílio aos habitantes do sul do país. Por exemplo, os pais que ficam em casa para cuidar dos filhos menores têm sua perda de rendimentos ressarcida pelo governo. Tal se deve ao fato de quase todos os acampamentos de férias de verão nos arredores da Faixa de Gaza estarem fechados, pois o tempo de pré‐aviso de 15 segundos antes do lançamento de mísseis não é suficiente para colocar grandes grupos de crianças a salvo nos abrigos.
(Disponível em: http://www.dw.de/conflito‐na‐faixa‐de‐gaza‐abala‐economia/a‐17794620. Adaptado.)
O conflito mencionado no texto vem se arrastando há um longo tempo e, nos dias atuais, tem provocado um abalo profundo nos países envolvidos, trazendo, inclusive, repercussões para outras partes do mundo. Trata‐se de um conflito envolvendo diretamente
Como definir um ser humano? É o corpo? O jeito de ser? A capacidade de autorreflexão, de compaixão? A mente? Talvez todas essas coisas e outras mais? O que parece óbvio para a maioria das pessoas vai ficar cada vez menos, com o avanço da nossa relação mais simbiótica com aparelhos e instrumentos.
Trans‐humanismo é definido como a possibilidade de a raça humana evoluir além de suas limitações mentais e físicas, especialmente por meio da intervenção da ciência e da tecnologia. Pode parecer coisa de ficção científica: pessoas com asas violetas ou capazes de levantar um carro com uma mão ou com uma memória prodigiosa. Se sua definição do que é ser humano é purista, ou seja, sem intervenção de fontes externas, é bom abrir os olhos: quase ninguém mais é.
Tomemos, por exemplo, os remédios. Se tomamos um remédio que muda nossa química, por exemplo, se temos depressão ou pressão alta, já não somos os mesmos. Somos produto de quem éramos mais o remédio. O trans‐humanismo não aparece apenas no cinema; serve também para aliviar o sofrimento humano. Para muitos, essa é sua maior motivação. A apropriação pelo corpo da química farmacêutica muda nossa natureza. Mesmo vitaminas fazem a mesma coisa, mudando nossos corpos para termos um sistema imunológico mais resistente ou mais energia.
E quando começamos a adicionar partes extras ou próteses? Um atleta paraolímpico, se tem pernas feitas de fibras de carbono, deve competir com atletas normais? Na última Olimpíada, o sul‐africano Oscar Pistorius fez parte do time de seu país. E se tivesse ganhado? Teria sido justo?
O ponto é que estamos já na era do trans‐humanismo. Quem não toma remédios ou vitaminas certamente tem um celular. Esse aparelho é uma extensão de quem somos, que se tornou indispensável no cotidiano. Difícil imaginar que, não tanto tempo atrás, ninguém tinha celular. Esquecer o seu em casa é trágico, certo? É ficar desconectado, sem memória, sem calendário, sem notícias, sem e‐mail, sem mapas, sem música, GPS etc. Todos esses aplicativos são extensões de nossas faculdades mentais, parte de quem somos, de como nos definimos. Não entrar no Facebook ou no Twitter é se desligar da realidade.
Isso porque nossa realidade também é trans‐humana. Vivemos na era da informação de rápido acesso, conectados por vídeo com pessoas do outro lado do planeta, algo que para nossos avós seria magia negra. Estendemos nossa teia por todo o planeta e temos acesso a quantidades inimagináveis de dados. Nosso cérebro não é mais apenas o que está dentro do crânio, ele espalha seus tentáculos pelo mundo inteiro.
E no futuro? A tendência será trans‐humanizar cada vez mais. E ficar menos humano. O que temos que mudar num indivíduo para que deixe de ser humano? Ou será que, com o avanço do trans‐humanismo, essas perguntas não farão mais sentido? Seremos algo de novo, nos reinventando enquanto espécie.
(Marcelo Gleiser é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor de “Criação Imperfeita”. Folha de São Paulo, 08/06/2014.)
O segmento de texto cujo elemento tem seu valor semântico INCORRETAMENTE indicado é:
As características descritas são típicas da:
Diante os dados acima,
Em que continente está concentrado mais de 50% da população mundial?
País mais populoso do mundo, a China implantou uma rígida política de controle de natalidade o que leva os especialistas a acreditarem que nas próximas décadas perderá este posto para o segundo país mais populoso, que é
(Folha online)
A região denominada de País Basco fica em terras de que países europeus?
O recém-divulgado Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), prova aplicada pelo Ministério da Educação a 3,2 milhões de estudantes do país inteiro, dá a dimensão exata do abismo a vencer. É um espanto. Dos 23.900 colégios públicos e particulares submetidos ao teste, não mais que 1.500 ou 6% da amostra – têm nível semelhante ao das escolas de países da OCDE (organização que reúne os mais ricos). O Enem trata de desmistificar uma ilusão que muitos pais cultivam ao matricular seus filhos em uma instituição privada – a de que eles ganharão um passaporte para o sucesso na vida adulta. Pois mesmo muitas das escolas que têm renome, prédios vistosos e mensalidades altas não resistem à comparação com suas congêneres estrangeiras: 80% oferecem na sala de aula qualidade equivalente à das escolas apenas medianas do mundo desenvolvido. Pasmem: na faixa dos 15 anos, estudantes demonstram dificuldade de resolver operações simples de matemática, como frações e porcentagens e de compreender textos curtos.
(Revista Veja, 19 de setembro de 2011, pág. 93)
O acento grave foi devidamente utilizado em
Pediram-me que escrevesse sobre simplicidade e sabedoria. Aceitei alegremente o convite sabendo que, para que tal pedido me tivesse sido feito, era necessário que eu fosse velho.
Os jovens e os adultos pouco sabem sobre o sentido da simplicidade. Os jovens são aves que voam pela manhã: seus voos são flechas em todas as direções. Seus olhos estão fascinados por dez mil coisas. Querem todas, mas nenhuma lhes dá descanso. Estão sempre prontos a de novo voar. Seu mundo é o mundo da multiplicidade. Eles a amam porque, nas suas cabeças, a multiplicidade é um espaço de liberdade. Com os adultos acontece o contrário. Para eles, a multiplicidade é um feitiço que os aprisionou, uma arapuca na qual nunca caíram. Eles a odeiam, mas não sabem como se libertar. Se, para os jovens, a multiplicidade tem o nome de liberdade, para os adultos, a multiplicidade tem o nome de dever. Os adultos são pássaros presos nas gaiolas do dever. A cada manhã dez mil coisas os aguardam com as suas ordens (para isso existem as agendas, lugar onde as dez mil coisas escrevem as suas ordens!). Se não forem obedecidas haverá punições.
No crepúsculo, quando a noite se aproxima, o voo dos pássaros fica diferente. Em nada se parece com o seu voo pela manhã. Já observaram o voo das pombas no fim do dia? Elas voam numa única direção. Voltam pra casa, o ninho. As aves, ao crepúsculo, são simples. Simplicidade é isso: quando o coração busca uma coisa só.
(...) Na multiplicidade nos perdemos: ignoramos o nosso desejo. Movemo-nos fascinados pela sedução das dez mil coisas. Acontece que, como diz o segundo poema do Tao-Te-Ching, “as dez mil coisas aparecem e desaparecem sem cessar”. O caminho da multiplicidade é um caminho sem descanso. Cada ponto de chegada é um ponto de partida. Cada reencontro é uma despedida. É um caminho onde não existe casa ou ninho.
(...) O caminho da ciência e dos saberes é o caminho da multiplicidade. (...) Não há fim para as coisas que podem ser conhecidas e sabidas. O mundo dos saberes é um mundo de somas sem fim. É um caminho sem descanso para a alma. Não há saber diante do qual o coração possa dizer: “Cheguei, finalmente, ao lar”. Saberes não são lar.
(...) Diz o Tao-Te-Ching: “Na busca do conhecimento a cada dia se soma uma coisa. Na busca da sabedoria a cada dia se diminui uma coisa.” (...) Sabedoria é a arte de degustar. A arte de degustar, distinguir, discernir. O homem dos saberes, diante da multiplicidade, “precipita-se sobre tudo o que é possível saber, na cega avidez de querer conhecer a qualquer preço”. Mas o sábio está à procura das “coisas dignas de serem conhecidas”. (...). A sabedoria é a arte de reconhecer e degustar a alegria. Nascemos para a alegria.
(...) A saudade é o bolso onde a alma guarda aquilo que ela provou e aprovou. Aprovadas foram as expectativas que deram alegria. O que valeu a pena está destinado à eternidade. A saudade é o resto da eternidade refletido no rio do tempo.
Ando pelas cavernas da minha memória. Há muitas coisas maravilhosas. Mas essas memórias, a despeito do seu tamanho, não me fazem nada. Não sinto vontade de chorar. Não sinto vontade de voltar.
Aí eu consulto o meu bolso da saudade. Lá se encontram pedaços do meu corpo, alegrias. Observo atentamente, e nada encontro que tenhas brilho no mundo da multiplicidade. São coisas pequenas, que nem foram notadas por outras pessoas.
Diz Guimarães Rosa que “felicidade só em raros momentos de distração...” Certo. Ela vem quando não se espera, em lugares que não se imagina. Dito por Jesus: “É como o vento: sopra onde quer, não sabe donde vem nem para onde vai...” Sabedoria é arte de provar e degustar a alegria, quando ela vem. Mas só dominam essa arte aqueles que têm a graça da simplicidade. Porque a alegria só mora nas coisas simples. (Adaptação, Rubem Alves, in Concerto para Corpo e Alma)
Está correta a seguinte afirmativa:
O termo destacado poderia ser corretamente substituído peto pronome '‘lhes” no seguinte fragmento do texto
Os conectivos ou palavras de ligação, além de fazerem a ligação entre frases ou partes de frases, estabelecem relações de sentido importantes nos textos.
O conectivo “para” estabelece relação de finalidade no seguinte exemplo do texto: