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Q4018605 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta



Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.


A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.


Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.


Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.


Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.


Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.


Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.


Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.


Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.


Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.


Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.


A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.


Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.


Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.


Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.

A amígdala está relacionada "às respostas" "a ameaças", enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar.
Em relação ao emprego do acento indicativo de crase nos trechos destacados, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4018604 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta



Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.


A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.


Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.


Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.


Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.


Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.


Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.


Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.


Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.


Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.


Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.


A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.


Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.


Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.


Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.

Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida.
Considerando as regras de pontuação da norma padrão, assinale a alternativa CORRETA quanto ao emprego dos sinais de pontuação no período.
Alternativas
Q4018603 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta



Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.


A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.


Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.


Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.


Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.


Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.


Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.


Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.


Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.


Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.


Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.


A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.


Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.


Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.


Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.

O texto apresenta uma explicação sobre reações humanas diante de opiniões divergentes, articulando conceitos e exemplos por meio de retomadas referenciais e conexões entre frases que garantem a continuidade temática.
Considere o trecho do texto-base:
Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade.
De acordo com o trecho apresentado, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018182 Serviço Social
O sigilo profissional é um dever ético e um direito do Assistente Social, sendo fundamental para a construção da relação de confiança com o usuário. Com base exclusivamente na redação atual do Código de Ética Profissional do Assistente Social de 1993, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__) O sigilo protegerá o usuário em tudo aquilo de que o Assistente Social tome conhecimento no exercício da profissão, sendo que a quebra de sigilo só é admissível em situações que envolvam grave dano ao usuário ou a terceiros.
(__) O Assistente Social é obrigado a prestar depoimento como testemunha sobre fatos sigilosos de que tenha conhecimento em razão de sua atuação, sob pena de incorrer em crime de desobediência civil e cassação do registro.
(__) Em trabalhos de equipe multiprofissional, o Assistente Social deve compartilhar apenas as informações sigilosas que sejam estritamente necessárias para a continuidade do cuidado e a garantia do atendimento ao usuário.
(__) O prontuário social deve ser preenchido com todos os detalhes da intimidade do usuário, permitindo que qualquer funcionário da unidade de saúde tenha acesso às informações para facilitar o trabalho administrativo do hospital.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas
Q4018181 Serviço Social
O enfrentamento à violência nos serviços de saúde exige uma atuação profissional ética e comprometida com a proteção dos sujeitos vulneráveis. Acerca desse tema, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018180 Serviço Social
A atuação em equipe multiprofissional na saúde pressupõe o diálogo entre diferentes saberes para a construção de um projeto terapêutico comum. Sobre o exercício da interdisciplinaridade, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4018179 Serviço Social
O trabalho do Assistente Social junto a indivíduos e famílias no âmbito da saúde exige a compreensão da realidade social em sua totalidade. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__) O atendimento individual deve pautar-se na escuta ativa e na análise crítica, visando à autonomia do sujeito e ao acesso a direitos sociais, sem reduzir-se a uma abordagem puramente clínica ou psicologizante.
(__) A abordagem familiar em saúde pressupõe a imposição de modelos de conduta doméstica adequados à norma médica, visando garantir que a família execute as tarefas de cuidado conforme determinado pela instituição.
(__) O atendimento social deve considerar a família como um espaço de contradições e suporte, articulando as necessidades de cuidado com as políticas de proteção social disponíveis no território do usuário.
(__) O foco do atendimento individual na saúde é o preenchimento de formulários de produtividade e a orientação sobre horários de consultas, deixando a análise da rede de suporte social para o setor administrativo.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4018178 Serviço Social
Os conceitos de vulnerabilidade e risco social são centrais para a análise da realidade e para a construção de diagnósticos sociais no campo da saúde. Acerca dessa temática, analise as afirmativas a seguir:
I. A vulnerabilidade social refere-se à fragilidade de ativos e recursos que deixam os sujeitos expostos a riscos, envolvendo dimensões econômicas, relacionais e o acesso a serviços públicos.
II. O risco social está associado à probabilidade de ocorrência de eventos negativos, como abandono, violência ou perda da autonomia, decorrentes da ausência ou insuficiência de proteção social.
III. A exclusão social é um processo multidimensional que impede a integração plena dos sujeitos na sociedade, sendo um fenômeno estritamente financeiro que se resolve com a abertura de contas bancárias.
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4018177 Serviço Social
A avaliação socioeconômica é um instrumento técnico que subsidia a atuação do Assistente Social em decisões que envolvem o acesso a serviços e benefícios. Analise as afirmativas a seguir:
I. A avaliação socioeconômica deve ir além da análise de renda, incorporando as dimensões de moradia, educação, trabalho, relações familiares e o acesso efetivo às políticas públicas de seguridade social.
II. O parecer social é uma manifestação técnica, de competência privativa do Assistente Social, que emite uma opinião fundamentada sobre uma situação social, visando orientar decisões da equipe ou do judiciário.
III. A elaboração do parecer social dispensa o sigilo profissional em casos de doenças infectocontagiosas, devendo o profissional registrar todos os detalhes diagnósticos no documento para facilitar o controle epidemiológico.
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4018176 Serviço Social
A articulação entre os diferentes níveis de atenção e as demais políticas sociais é estratégia fundamental para a integralidade da assistência no Sistema Único de Saúde (SUS). Analise as afirmativas a seguir:
I. A Rede de Atenção à Saúde (RAS) organiza-se de forma piramidal e hierarquizada, onde a Atenção Primária à Saúde (APS) atua como centro de comunicação e coordenadora do cuidado aos usuários.
II. A articulação intersetorial consiste na integração entre a política de saúde e outras áreas, como assistência social, educação e habitação, visando enfrentar as causas sociais que interferem no processo saúde-doença.
III. O encaminhamento para a rede socioassistencial (Centros de Referência de Assistência Social - CRAS e Centros de Referência Especializados de Assistência Social - CREAS) é uma atribuição do Assistente Social da saúde que visa garantir a proteção social.
Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4018175 Serviço Social
Os Determinantes Sociais da Saúde (DSS) explicam por que as desigualdades sociais se traduzem em disparidades de saúde entre grupos populacionais. Sobre a relação entre condições de vida e saúde, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4018174 Serviço Social
O trabalho socioeducativo realizado pelo Assistente Social na saúde visa fortalecer o protagonismo dos usuários e a socialização de informações sobre direitos. Acerca desse processo, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018173 Serviço Social
A Política Nacional de Humanização apresenta o acolhimento como uma ferramenta para a produção de novos modos de gestão e cuidado nas unidades de saúde. Diante da necessidade de superar a fragmentação do trabalho, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018172 Saúde Pública
Acompanhar regularmente o crescimento e o desenvolvimento da criança é uma ação fundamental na saúde pública, principalmente na Atenção Primária. Esse acompanhamento permite observar como a criança está se desenvolvendo ao longo do tempo.
Com relação ao crescimento e desenvolvimento infantil, registre V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(__) O monitoramento do crescimento e desenvolvimento da criança deve ocorrer de forma contínua e sistemática, mediante a utilização de indicadores antropométricos padronizados, associados à avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor e ao acompanhamento clínico periódico. 
(__) O acompanhamento do desenvolvimento infantil limita-se à mensuração do peso corporal e ao cálculo do índice de massa corporal, por serem indicadores suficientes para avaliar o estado global de saúde da criança.
(__) A avaliação do crescimento infantil deve ser realizada prioritariamente em situações de adoecimento, visto que crianças consideradas clinicamente saudáveis não demandam acompanhamento periódico sistematizado pelos serviços de saúde.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo:
Alternativas
Q4018171 Saúde Pública
No campo da epidemiologia, os indicadores de mortalidade constituem instrumentos essenciais para a análise da situação de saúde de uma população, permitindo identificar padrões de adoecimento, tendências temporais e possíveis desigualdades sociais relacionadas ao risco de morte.
Considerando os conceitos e aplicações dos indicadores de mortalidade, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4018170 Serviço Social
A Política Nacional de Humanização (PNH) constitui uma estratégia voltada à qualificação das práticas de atenção e gestão no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), buscando fortalecer relações mais solidárias, participativas e corresponsáveis entre usuários, trabalhadores e gestores.
Sobre a Política Nacional de Humanização, analise as afirmativas abaixo.
I. A Política Nacional de Humanização tem como foco exclusivo a capacitação técnica de profissionais de saúde, sem contemplar a participação dos usuários nos processos de cuidado.
II. A Política Nacional de Humanização configura-se como um programa setorial voltado exclusivamente à melhoria da infraestrutura física dos serviços hospitalares do SUS.
III. A Política Nacional de Humanização caracteriza-se como uma política pública transversal, destinada a orientar e qualificar as práticas de atenção e gestão em todas as instâncias do SUS.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4018169 Serviço Social
A atuação de equipes multiprofissionais permite integrar diferentes saberes e práticas profissionais, ampliando a capacidade de resposta às necessidades da população. Com relação ao trabalho multiprofissional na Atenção Básica, analise as afirmativas abaixo.
I. O trabalho multiprofissional envolve a participação de profissionais de diferentes áreas que atuam de forma articulada na atenção à saúde.
II. O trabalho multiprofissional tem como finalidade principal a divisão administrativa das tarefas no serviço de saúde.
III. O trabalho multiprofissional restringe-se exclusivamente à atuação de profissionais médicos e de enfermagem.
É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4018168 Serviço Social
A Estratégia Saúde da Família (ESF) é um modelo de organização da Atenção Primária à Saúde que prioriza o cuidado integral das pessoas, das famílias e das comunidades no território onde vivem. Esse modelo busca aproximar os serviços de saúde da população, promovendo ações de promoção, prevenção, tratamento e acompanhamento contínuo.
Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/esf
Sobre a Estratégia Saúde da Família (ESF), analise as afirmativas abaixo.
I. Reconhecida como prioridade pelo Ministério da Saúde e pelos gestores estaduais e municipais, a ESF tem impulsionado a expansão, qualificação e consolidação da Atenção Primária, promovendo uma reorientação no processo de trabalho com grande potencial para fortalecer o cuidado.
II. Além de ampliar a resolutividade e gerar impactos positivos na saúde das pessoas e comunidades, a ESF se destaca pela sua eficácia e pela excelente relação custo-benefício no contexto da saúde pública.
III. Estruturada para atender à diversidade e singularidade das necessidades de saúde da população brasileira, a ESF se fundamenta no trabalho de equipes multiprofissionais e considera as especificidades territoriais, culturais e sociais, desenvolvendo ações de saúde a partir do conhecimento da realidade local e das necessidades de sua população.
É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4018167 Saúde Pública
A segurança do paciente refere-se ao princípio segundo o qual toda pessoa tem o direito de receber cuidados em saúde de maneira segura, livre de danos desnecessários ou evitáveis decorrentes da assistência prestada. Trata-se de um componente essencial da qualidade dos serviços de saúde, que pressupõe a adoção de estratégias sistemáticas voltadas à prevenção de eventos adversos. Com relação a segurança do paciente, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4018166 Serviço Social
A Vigilância Sanitária desempenha papel fundamental na proteção da saúde coletiva por meio da regulação, fiscalização e monitoramento de serviços e produtos que possam representar riscos à população. No âmbito dos serviços de saúde, suas ações envolvem diferentes níveis de governo e demandam análise sistemática dos riscos existentes nos estabelecimentos assistenciais.
No que se refere as atribuições da vigilância sanitária em serviços de saúde, registre V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(__) A vigilância sanitária possui competência exclusiva da esfera federal para licenciar e fiscalizar os serviços de saúde em todo o território nacional.
(__) A vigilância sanitária restringe-se à análise de medicamentos e produtos farmacêuticos.
(__) A vigilância sanitária possui atuação limitada ao controle das atividades hospitalares.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo:
Alternativas
Respostas
1621: D
1622: A
1623: B
1624: A
1625: B
1626: A
1627: C
1628: B
1629: C
1630: A
1631: D
1632: E
1633: D
1634: A
1635: D
1636: B
1637: C
1638: A
1639: A
1640: B