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Q498806 Português
                         Após a leitura do texto, responda às questões propostas.

1 Começam a pipocar alguns debates sobre as consequências de se passar tanto tempo conectado à internet. Já se fala em “saturação social", inspirado pelo recente depoimento de um jornalista do The New York Times que afirmou que sua produtividade no trabalho estava caindo por causa do tempo consumido por facebook, twitter e agregados, e que se vê hoje diante da escolha entre cortar seus passeios de bicicleta ou “alguns desses hábitos digitais que estão me comendo vivo".
2 Antropofagia virtual. O Brasil, pra variar, está atrasado (aqui, dois terços dos usuários ainda atualizam seus perfis semanalmente), pois no resto do mundo já começa a ser articulado um movimento de desaceleração dessa tara por conexão: hotéis europeus prometem quartos sem wi-fi como garantia de férias tranquilas, empresas americanas desenvolvem programas de softwares que restringem o acesso à web, e na Ásia crescem os centros de recuperação de viciados em internet. Tudo isso por uma simples razão: existir é uma coisa, viver é outra.
3 Penso, logo existo. Descartes teria que reavaliar esse seu cogito, ergo sum, pois as pessoas trocaram o verbo pensar por postar. Posto, logo existo.
4 Tão preocupadas em existir para os outros, as pessoas estão perdendo um tempo valioso em que poderiam estar vivendo, ou seja, namorando, indo à praia, trabalhando, viajando, lendo, estudando, cercados não por milhares de seguidores, mas por umas poucas dezenas de amigos. Isso não pode ter se tornado tão obsoleto.
5 Claro que muitos usam as redes sociais como uma forma de aproximação, de resgate e de compartilhamento – numa boa. Se a pessoa está no controle do seu tempo e não troca o virtual pelo real, está fazendo bom uso da ferramenta. Mas não tem sido a regra. Adolescentes deixam de ir a um parque para ficarem trancafiados em seus quartos, numa solidão disfarçada de socialização. Isso acontece dentro da minha casa também, com minhas filhas, e não adianta me descabelar, elas são fruto da sua época, os amigos se comunicam assim, e nem batendo com um gato morto na cabeça delas para fazê-las entender que a vida está lá fora. (…) 
6 O grau de envolvimento delas com a internet ainda é mediano e controlado, mas tem sido agudo entre muitos jovens sem noção, que se deixam fotografar portando armas, fazendo sexo, mostrando o resultado de suas pichações, num exibicionismo triste, pobre, desvirtuado. São garotos e garotas que não se sentem com a existência comprovada, e para isso se valem de bizarrices na esperança de deixarem de ser “ninguém" para se tornarem “alguém", mesmo que alguém medíocre.
7 Casos avulsos, extremos, mas estão aí, ao nosso redor. Gente que não percebe a diferença entre existir e viver. Não entendem que é preferível viver, mesmo que discretamente, do que existir de mentirinha para 17.870 que não estão nem aí.


                                                           (MEDEIROS, Martha. “Posto, logo existo". O Globo: 25/03/2012.)


Na argumentação, ao produzir o enunciado: “Claro que muitos usam as redes sociais como uma forma de aproximação, de resgate e de compartilhamento – numa boa” (§ 5), a autora tem como fim:
Alternativas
Q498805 Português
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1 Começam a pipocar alguns debates sobre as consequências de se passar tanto tempo conectado à internet. Já se fala em “saturação social", inspirado pelo recente depoimento de um jornalista do The New York Times que afirmou que sua produtividade no trabalho estava caindo por causa do tempo consumido por facebook, twitter e agregados, e que se vê hoje diante da escolha entre cortar seus passeios de bicicleta ou “alguns desses hábitos digitais que estão me comendo vivo".
2 Antropofagia virtual. O Brasil, pra variar, está atrasado (aqui, dois terços dos usuários ainda atualizam seus perfis semanalmente), pois no resto do mundo já começa a ser articulado um movimento de desaceleração dessa tara por conexão: hotéis europeus prometem quartos sem wi-fi como garantia de férias tranquilas, empresas americanas desenvolvem programas de softwares que restringem o acesso à web, e na Ásia crescem os centros de recuperação de viciados em internet. Tudo isso por uma simples razão: existir é uma coisa, viver é outra.
3 Penso, logo existo. Descartes teria que reavaliar esse seu cogito, ergo sum, pois as pessoas trocaram o verbo pensar por postar. Posto, logo existo.
4 Tão preocupadas em existir para os outros, as pessoas estão perdendo um tempo valioso em que poderiam estar vivendo, ou seja, namorando, indo à praia, trabalhando, viajando, lendo, estudando, cercados não por milhares de seguidores, mas por umas poucas dezenas de amigos. Isso não pode ter se tornado tão obsoleto.
5 Claro que muitos usam as redes sociais como uma forma de aproximação, de resgate e de compartilhamento – numa boa. Se a pessoa está no controle do seu tempo e não troca o virtual pelo real, está fazendo bom uso da ferramenta. Mas não tem sido a regra. Adolescentes deixam de ir a um parque para ficarem trancafiados em seus quartos, numa solidão disfarçada de socialização. Isso acontece dentro da minha casa também, com minhas filhas, e não adianta me descabelar, elas são fruto da sua época, os amigos se comunicam assim, e nem batendo com um gato morto na cabeça delas para fazê-las entender que a vida está lá fora. (…) 
6 O grau de envolvimento delas com a internet ainda é mediano e controlado, mas tem sido agudo entre muitos jovens sem noção, que se deixam fotografar portando armas, fazendo sexo, mostrando o resultado de suas pichações, num exibicionismo triste, pobre, desvirtuado. São garotos e garotas que não se sentem com a existência comprovada, e para isso se valem de bizarrices na esperança de deixarem de ser “ninguém" para se tornarem “alguém", mesmo que alguém medíocre.
7 Casos avulsos, extremos, mas estão aí, ao nosso redor. Gente que não percebe a diferença entre existir e viver. Não entendem que é preferível viver, mesmo que discretamente, do que existir de mentirinha para 17.870 que não estão nem aí.


                                                           (MEDEIROS, Martha. “Posto, logo existo". O Globo: 25/03/2012.)


Para persuadir o leitor a chegar à mesma conclusão que ela, vale-se a autora de todas as estratégias argumentativas a seguir, EXCETO a que se lê em:
Alternativas
Q461863 Radiologia
É um método diagnóstico por imagem indolor, rápido e de baixo custo, que utiliza radiações ionizantes de uma forma controlada, sendo, portanto um modo seguro para a investigação clínica. Referimo-nos a(o):
Alternativas
Q461862 Radiologia
É o local onde é processado o filme, em suas diferentes fases de processamento. Para alcançar a qualidade necessária aos serviços desenvolvidos deve ser estabelecido procedimentos de controle de qualidade que permitam alcançar os requisitos exigidos na legislação. Isto ocorre na(o):
Alternativas
Q461861 Radiologia
Quando se realiza uma mamografia CC é necessário que todo o parênquima seja visualizado. Quando isso não ocorre, ou quando houver alterações na imagem em região lateral da mama, deve realizar uma nova incidência denominada de:
Alternativas
Q461860 Radiologia
Na mamografia, tanto a espessura da mama comprimida quanto a densidade do tecido contribuem para a seleção técnica. É fácil determinar o tamanho ou espessura da mama, mas a densidade dela é menos evidente e requer informações adicionais. A densidade relativa da mama é afetada basicamente pelas características mamárias inerentes do paciente, estado hormonal, idade e gestações. A mama jovem geralmente é muito densa, pois contém quantidade relativamente pequena de tecido adiposo. A faixa etária comum para a mama fibroglandular varia da pós- puberdade até cerca de trinta anos, mas, as mulheres com mais de 30 anos que nunca amamentaram provavelmente também pertencerão a este grupo. Mulheres grávidas ou lactentes de qualquer idade também sã incluídas neste porque um tipo de mama muito denso. Classificamos esta mama como:
Alternativas
Q461859 Radiologia
Em radiologia, a identificação deverá estar impressa e legível na radiografia, sem superpor estruturas importantes do exame radiográfico. Pode ser feita usando um numerador alfa numérico, ou câmaras identificadoras. Deve ser evitada a identificação escrita (com caneta) ou com etiqueta colada diretamente na radiografia. A identificação deve conter no mínimo os seguintes dados:

I. Nome da instituição onde foi realizado o exame.
II. Data da realização do exame.
III. Incidência do raio utilizado no exame.
IV. Número de registro do exame no serviço de radiologia.
V. Iniciais do paciente.

É correto afirmar que:
Alternativas
Q461858 Radiologia
Os fatores de exposição radiográfica são um grupo de fatores que determinam as características do feixe de raios X. São eles:

I. Miliampere.
II. Tempo de exposição.
III. Quilovolt.
IV. Distância foco-filme.

Podemos afirmar que:
Alternativas
Q461857 Radiologia
São incidências complementares que resultam em radiografias de parte de uma região anatômica do corpo que, pela grande colimação, produzem uma imagem com mais detalhe. Tratamos da incidência:
Alternativas
Q461856 Radiologia
É representado pela sigla “s”. Em radiologia diagnóstica é medido em segundos, referimo-nos a(o):
Alternativas
Q461855 Radiologia
Sobre os termos de radiologia relacionados a movimento, quando temos um movimento de afastamento do braço ou da perna em relação ao corpo, ou seja, é um posicionamento em direção oposta ao plano sagital mediano, temos um(a):
Alternativas
Q461854 Radiologia
Plano é uma superfície em linha reta que conecta dois pontos. Na radiologia os planos imaginários que atravessam o corpo na posição anatômica, são referência para os ângulos do raio central do feixe de raios X. O plano vertical que passa longitudinalmente através do corpo, dividindo-o em metades direita e esquerda, chamamos de:
Alternativas
Q461853 Radiologia
Tem como finalidade determinar o nível de doses de radiação recebida pelo usuário em decorrência de seu trabalho. É uma medida de grande responsabilidade, pois permite a indicação das condições de funcionamento da aparelhagem utilizada, maneira incorreta de trabalho, instalação com problemas de blindagem ou aparelhagem defeituosa. Referimo-nos a(o):
Alternativas
Q461852 Radiologia
Criada pelo Dr. Gustav Bucky, consiste em um conjunto de finas lâminas de chumbo separadas por um material radiotransparentes muito leve (papel, fibra de carbono etc), cujas bordas (superior e inferior) são paralelas. Referimo-nos a(o):
Alternativas
Q461851 Radiologia
Para avaliação da qualidade da imagem de sistemas radiográficos em geral, é comum a utilização de indicadores de qualidade. Dentre estes, podemos citar um corpo de prova constituído de um objeto com várias espessuras diferentes, variadas igualmente, com o aspecto de uma escada, conhecido como:
Alternativas
Q461850 Radiologia
Na imagem visualizada de radioscopia pode ser definido como a diferença em níveis de cor (normalmente cinza) entre duas espessuras de um mesmo material. É a capacidade do sistema de diferenciar a resposta em diferentes intensidades de irradiação. O fator gama da tela fluorescente, a amplificação, a câmera e o monitor são relevantes para este(a):
Alternativas
Q461849 Radiologia
É uma técnica derivada da radiografia, usada para ensaios não destrutivos, cujos princípios físicos de obtenção da imagem são similares ao ensaio radiográfico convencional, com a vantagem de se obter imagens num tempo muito curto, possibilitando até a formação dessas imagens em tempo real, referimo-nos a(o):
Alternativas
Q461848 Radiologia
Essa radiação é produzida quando um elétron passa próximo a um núcleo de um átomo do alvo, sendo atraído na direção deste núcleo e desviado de sua trajetória inicial. Com isso o elétron perde energia cinética e emite essa energia parte em forma de calor, parte em forma de radiação X, chamada Radiação:
Alternativas
Q461847 Radiologia
É utilizado para evitar a dispersão dos elétrons produzidos no filamento. Muitos tubos de raios X possuem dois focos. Um pequeno entre 0,3 e 1,0 mm e outro maior com comprimento entre 1,3 e 1,5 cm. Referimo-nos a(o):
Alternativas
Q461846 Radiologia
O cabeçote contém a ampola e os demais acessórios. É geralmente de alumínio ou cobre, cuja função é de:
Alternativas
Respostas
12361: C
12362: A
12363: D
12364: D
12365: A
12366: A
12367: C
12368: C
12369: B
12370: D
12371: B
12372: D
12373: D
12374: C
12375: B
12376: B
12377: C
12378: C
12379: B
12380: A