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Ano: 2016 Banca: FAUEL Órgão: CISMEPAR - PR
Q1232995 Radiologia
Os ambientes do serviço de radiologia devem ser delimitados e classificados em áreas livres e controladas, segundo as características das atividades desenvolvidas. Assinale a alternativa correta para os níveis de equivalente de dose ambiente em áreas controladas:
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Ano: 2016 Banca: FAUEL Órgão: CISMEPAR - PR
Q1232909 Medicina
Segundo a Portaria 453/98, os equipamentos de mamografia devem possuir alguns requisitos de funcionamento, EXCETO:
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Ano: 2016 Banca: FAUEL Órgão: CISMEPAR - PR
Q1232593 Português
Leia o texto e responda a questão abaixo:
“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à proteção contra o desemprego”.
A respeito da interpretação do sentido do texto, é INCORRETO afirmar que:
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Q1228768 Medicina
 Sobre a distensão cervical, analise as alternativas e assinale a que traz informações incorretas: 
Alternativas
Q1228611 Medicina
O sacro é constituído inicialmente por cinco vértebras, que se fundem no adulto em um único osso em forma de cunha. Articula-se superiormente com a quinta vértebra lombar e lateralmente com os ossos do quadril. Sobre a composição anatômica de suas faces, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta: 
I - Face Pelvina: É côncava e lisa e possui quatro pares de foramens sacrais pelvinos, por onde saem os ramos ventrais dos primeiros nervos sacrais e seus vasos.  II - Face Dorsal: É rugosa e convexa. As espinhas dorsais das vértebras sacrais formam a crista sacral mediana. A fusão dos processos articulares forma as cristas sacrais intermediárias. Possui quatro pares foraminas sacrais dorsais. Inferiormente, os cornos sacrais se articulam com os cornos coccígeos. Inferiormente, os cornos sacrais se articulam com os cornos coccígeos. 
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Ano: 2016 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1227726 Segurança da Informação
Analise as seguintes afirmativas que são procedimentos que permitem uma navegação segura na internet.
I. Manter os navegadores web atualizados. II. Certificar a procedência do site ao realizar operações bancárias. III. Desconfiar de arquivos anexados à mensagem, mesmo que tenham sido enviados por pessoas ou instituições conhecidas.
Estão corretos os procedimentos:
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Q1222191 Medicina
 As hérnias discais cervicais são divididas em duas categorias, de acordo com a consistência do disco intervertebral. Indivíduos abaixo dos 45 anos apresentam hérnias chamadas: 
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Q1222188 Radiologia
 Responda verdadeiro (V) ou falso (F) sobre a Câmara escura e assinale a alternativa que traz a sequência correta: 
(__) É o lugar específico onde se desenvolvem os processos de manuseio e revelação das películas radiográficas. É caracterizado pela ausência de luz natural, sendo permitida apenas uma luz de segurança, de cor branca e de baixa intensidade (6,5 a 10 W), posicionada a uma distância de 220 cm do balcão.  (__) A porta de acesso à câmara escura deve possuir um sistema de segurança de trancas para evitar a abertura acidental. (__) A temperatura ideal deve estar em torno de 18º C a 24º C, com umidade relativa do ar de 40% a 60%. O higroscópio é o instrumento utilizado para medir a umidade e temperatura relativa do ambiente. 
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Ano: 2016 Banca: AOCP Órgão: EBSERH
Q1214221 Radiologia
Entre os fatores de qualidade das imagens digitais, estão:
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Ano: 2016 Banca: AOCP Órgão: EBSERH
Q1214147 Radiologia
Antônio coordena a Tecnologia de Informação de um Centro de Diagnósticos. Ele foi questionado no momento de aquisição de um sistema PACS sobre a velocidade com que as imagens seriam transportadas. Certamente, em sua resposta, ele mencionou 
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Ano: 2016 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1213632 Português
Dona Ana Até a última batida do coração do marido, dona Ana esteve ao lado. Não foi fácil. Seu Antônio era educado e agradável no trato social, mas intempestivo, intolerante e voluntarioso com a esposa e os dois filhos. Dava a impressão de que as interações com pessoas pouco íntimas esgotavam na rua seu estoque de tolerância. Aos sete anos, vendia de casa em casa os pastéis que a mãe viúva fritava, enquanto os cinco filhos ainda dormiam. Aos quinze, veio sozinho para São Paulo com a obrigação de ganhar o sustento da família. Dormiu três dias na rua, antes de conseguir emprego num depósito de ferro velho. Quando ficou doente, aos sessenta e oito anos, tinha mais de duzentos empregados, duas fazendas e uma imobiliária para administrar os imóveis de sua propriedade. Dona Ana tinha três irmãs e um pai militar que proibia as filhas de chegar depois de escurecer e que só permitia que ela saísse com o noivo aos domingos, desde que acompanhada pela irmã caçula, rotina mantida até a semana anterior ao casamento. Casada, aceitou sem rebeldia o autoritarismo do consorte. Deu à luz dois filhos criados com o rigor do pai e a dedicação abnegada da mãe, num ambiente doméstico que beirava a esquizofrenia: alegre e descontraído na presença dela, sisudo e silencioso à chegada do pai. Quando nasceu o casal de netos, a avó os cobriu de carinho. Passava os dias de semana com eles para que as noras pudessem trabalhar; nos fins de semana em que ficava sem vê-los, morria de saudades. A doença do patriarca mudou a rotina. Com o marido em casa e os filhos ocupados na condução dos negócios do pai, coube a ela cuidar e atender às solicitações do doente, que exigia sua presença dia e noite e não aceitava um copo d´água das mãos de outra pessoa. Nas fases finais, oito quilos mais magra, abatida e sonolenta, parecia mais debilitada do que o marido. Viúva, fez questão de permanecer no mesmo apartamento, apesar da insistência dos filhos e das noras para que fosse morar com eles. Os familiares estranharam quando pediu que não deixassem mais os netos com ela. Acharam que a perda do marido havia causado um trauma que lhe roubara a felicidade e a disposição para a lida com os pequenos, suspeita que se agravou quando constataram que a mãe não os procurava. Nos fins de semana, era inútil convidála para as refeições, ir ao cinema ou viajar com eles. Quando as crianças queriam vê-la, os pais precisavam levá-las até ela. Numa dessas ocasiões, filhos e noras tentaram convencê-la a procurar um psiquiatra, um medicamento antidepressivo a livraria daquela tristeza solitária. A resposta foi surpreendente: – Vocês acham que mulher deprimida sai de casa para comprar este vestido lindo que estou usando? Além do que, explicou, não se sentia nem estava solitária: descobrira no Facebook várias amigas dos tempos de solteira, viúvas como ela. Reuniam-se a cada dois ou três dias para cozinhar, tomar vinho e dar risada. Às terças e quintas, iam ao cinema; aos sábados, lotavam uma van que as levava ao teatro. No carro, a caminho de casa, os filhos estavam desolados: – Como pode? Essa alegria toda, três meses depois da morte do papai? – Deve estar em processo de negação, acrescentou a nora mais nova. Nos meses seguintes, voltaram a insistir tantas vezes no tratamento psiquiátrico, que ela os proibiu de tocar no assunto, sob pena de não recebê-los mais. A harmonia familiar desandou de vez num domingo de verão. Sem conseguir falar com a mãe por dois dias, os filhos decidiram procurá-la. O zelador do prédio avisou que não adiantava subir, dona Ana saíra com a mala na quinta-feira, sem revelar quando voltaria. Segunda-feira depois do jantar, os filhos foram vê-la. Com ar consternado, revelaram estar preocupadíssimos com o comportamento materno, achavam que a perda do marido com quem havia convivido quase meio século, comprometera sua sanidade mental. Num tom mais calmo do que o dos rapazes, a mãe contou que, na volta do enterro, abriu uma garrafa de vinho pela primeira vez na vida, sentou naquele sofá em que se achavam e pensou em voz alta: – Vou fazer setenta anos. De hoje em diante não dou satisfação para mais ninguém. VARELLA, Dráuzio. Dona Ana. Drauzio Varella. 4 abr. 2016. Disponível em <http://drauziovarella.com.br/drauzio/donaana/>. Acesso em: 20 abr. 2016 (Adaptação).
Releia o trecho a seguir.
“Segunda-feira depois do jantar, os filhos foram vê-la. Com ar consternado, revelaram estar preocupadíssimos com o comportamento materno [...].”
A palavra destacada não pode ser substituída, nesse contexto, por:
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Ano: 2016 Banca: IMA Órgão: Prefeitura de Barão de Grajaú - MA
Q1208396 Radiologia
Cada paciente que se atende é único: possuem peso, altura e espessura diferentes. Logo o uso do espessômetro é imprescindível para um exame radiográfico de qualidade. Essa ferramenta é muito utilizada pelos técnicos de radiologia para 
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Ano: 2016 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1207790 Português
Dona Ana Até a última batida do coração do marido, dona Ana esteve ao lado. Não foi fácil. Seu Antônio era educado e agradável no trato social, mas intempestivo, intolerante e voluntarioso com a esposa e os dois filhos. Dava a impressão de que as interações com pessoas pouco íntimas esgotavam na rua seu estoque de tolerância. Aos sete anos, vendia de casa em casa os pastéis que a mãe viúva fritava, enquanto os cinco filhos ainda dormiam. Aos quinze, veio sozinho para São Paulo com a obrigação de ganhar o sustento da família. Dormiu três dias na rua, antes de conseguir emprego num depósito de ferro velho. Quando ficou doente, aos sessenta e oito anos, tinha mais de duzentos empregados, duas fazendas e uma imobiliária para administrar os imóveis de sua propriedade. Dona Ana tinha três irmãs e um pai militar que proibia as filhas de chegar depois de escurecer e que só permitia que ela saísse com o noivo aos domingos, desde que acompanhada pela irmã caçula, rotina mantida até a semana anterior ao casamento. Casada, aceitou sem rebeldia o autoritarismo do consorte. Deu à luz dois filhos criados com o rigor do pai e a dedicação abnegada da mãe, num ambiente doméstico que beirava a esquizofrenia: alegre e descontraído na presença dela, sisudo e silencioso à chegada do pai. Quando nasceu o casal de netos, a avó os cobriu de carinho. Passava os dias de semana com eles para que as noras pudessem trabalhar; nos fins de semana em que ficava sem vê-los, morria de saudades. A doença do patriarca mudou a rotina. Com o marido em casa e os filhos ocupados na condução dos negócios do pai, coube a ela cuidar e atender às solicitações do doente, que exigia sua presença dia e noite e não aceitava um copo d´água das mãos de outra pessoa. Nas fases finais, oito quilos mais magra, abatida e sonolenta, parecia mais debilitada do que o marido. Viúva, fez questão de permanecer no mesmo apartamento, apesar da insistência dos filhos e das noras para que fosse morar com eles. Os familiares estranharam quando pediu que não deixassem mais os netos com ela. Acharam que a perda do marido havia causado um trauma que lhe roubara a felicidade e a disposição para a lida com os pequenos, suspeita que se agravou quando constataram que a mãe não os procurava. Nos fins de semana, era inútil convidála para as refeições, ir ao cinema ou viajar com eles. Quando as crianças queriam vê-la, os pais precisavam levá-las até ela. Numa dessas ocasiões, filhos e noras tentaram convencê-la a procurar um psiquiatra, um medicamento antidepressivo a livraria daquela tristeza solitária. A resposta foi surpreendente: – Vocês acham que mulher deprimida sai de casa para comprar este vestido lindo que estou usando? Além do que, explicou, não se sentia nem estava solitária: descobrira no Facebook várias amigas dos tempos de solteira, viúvas como ela. Reuniam-se a cada dois ou três dias para cozinhar, tomar vinho e dar risada. Às terças e quintas, iam ao cinema; aos sábados, lotavam uma van que as levava ao teatro. No carro, a caminho de casa, os filhos estavam desolados: – Como pode? Essa alegria toda, três meses depois da morte do papai? – Deve estar em processo de negação, acrescentou a nora mais nova. Nos meses seguintes, voltaram a insistir tantas vezes no tratamento psiquiátrico, que ela os proibiu de tocar no assunto, sob pena de não recebê-los mais. A harmonia familiar desandou de vez num domingo de verão. Sem conseguir falar com a mãe por dois dias, os filhos decidiram procurá-la. O zelador do prédio avisou que não adiantava subir, dona Ana saíra com a mala na quinta-feira, sem revelar quando voltaria. Segunda-feira depois do jantar, os filhos foram vê-la. Com ar consternado, revelaram estar preocupadíssimos com o comportamento materno, achavam que a perda do marido com quem havia convivido quase meio século, comprometera sua sanidade mental. Num tom mais calmo do que o dos rapazes, a mãe contou que, na volta do enterro, abriu uma garrafa de vinho pela primeira vez na vida, sentou naquele sofá em que se achavam e pensou em voz alta: – Vou fazer setenta anos. De hoje em diante não dou satisfação para mais ninguém. VARELLA, Dráuzio. Dona Ana. Drauzio Varella. 4 abr. 2016. Disponível em <http://drauziovarella.com.br/drauzio/donaana/>. Acesso em: 20 abr. 2016 (Adaptação).
Analise os trechos a seguir em relação ao uso do acento indicativo de crase, de acordo com a norma padrão da língua portuguesa, e assinale com F para facultativo ou com O para obrigatório.
( ) “Deu à luz dois filhos criados com o rigor do pai e a dedicação abnegada da mãe [...].” ( ) “[...] alegre e descontraído na presença dela, sisudo e silencioso à chegada do pai.” ( ) “[...] coube a ela cuidar e atender às solicitações do doente [...].” ( ) “Às terças e quintas, iam ao cinema [...].”
Assinale a sequência CORRETA.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Sabará - MG
Q1202663 Radiologia
Com relação aos princípios básicos de radioproteção, analise as afirmativas a seguir. 
I. Qualquer atividade envolvendo radiação deve ser justificada em relação a outras alternativas e produzir um benefício positivo. 
II. O planejamento de uso e a operação de fontes de radiação devem ser feitos de modo a garantir que a exposição seja tão reduzida quanto o possível. 
III. Deve haver um limite máximo de dose de radiação ao qual os indivíduos podem ser expostos. 
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s) 
Alternativas
Ano: 2016 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Sabará - MG
Q1202590 Radiologia
Quando se trata de dose absorvida pelo organismo, temos limites de dose absorvidas para diferentes órgãos. Qual é a unidade de medida utilizada para descrever dose absorvida? 
Alternativas
Ano: 2016 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Itaúna - MG
Q1200834 Radiologia
Sobre as “Diretrizes Básicas de Proteção Radiológica” expressas na seção 5.14, no que diz respeito ao Programa de Monitoração Radiológica Ambiental (PMRA) em 2007, no capítulo 8 de sua publicação 103, são estabelecidos claramente como objetivos para a Proteção Radiológica do Ecossistema a necessidade global e o esforço para
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FAUEL Órgão: CISMEPAR - PR
Q1195597 Radiologia
Qual o material do anodo do equipamento de mamografia e seu respectivo número atômico?
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Ano: 2016 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Sabará - MG
Q1191084 Conhecimentos Gerais
Contagem 1968
A greve ocorrida na cidade de Contagem em 1968 mobilizou 16 mil dos 21 mil trabalhadores das indústrias da região. [...]    A greve de 1968 em Contagem jamais foi ou será esquecida.    Ela significou a novidade na organização e resistência dos trabalhadores.        É o embrião de movimentos de bairros, favelas e moderna organização sindical.          Fez com que os militares sentissem o poder da classe operária, poder este que lhes é nato, como principal agente de transformação e emancipação social [...].        28º Congresso da UNE realizado em Belo Horizonte, em junho de 1966
A União Nacional dos Estudantes (UNE) foi, durante a década de 1960, um importante instrumento de luta contra a ditadura, organizando eventos de apoio e protesto, campanhas, passeatas e greves.         Em 1966, mesmo na ilegalidade, foi realizado o XXVIII Congresso da UNE, em Belo Horizonte.        O congresso teve apoio dos padres e freiras para hospedar estudantes vindos de outros estados e cidades.   O que os fragmentos de textos têm em comum? 
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Ano: 2016 Banca: IBFC Órgão: HUAP-UFF
Q1186933 Português
Texto
O Sudoeste e a Casuarina
(Joel Silveira)
     Entre a fuga do vento Nordeste e o primeiro sopro frio do Sudoeste, há um instante vazio e ansioso: as cigarras calam, se eriçam as águas da lagoa e as casuarinas, que se balançavam indolentes, imobilizam-se na rigidez morta e reta dos ciprestes. Os urubus debandam das palmeiras, os pescadores recolhem as velas, e daqui da varanda vejo os lagartos procurarem medrosos os seus esconderijos. “É o sudoeste”, penso, e logo ele chega carpindo penas e desgraças que não são suas.
    “Estou vindo do mar alto, trago histórias”, diz ele com a sua voz agourenta. Ao que responde, enfastiada, a Casuarina: “Detesto as tuas histórias”.
    Também eu, porque sei o que significa pra mim o pranto desatado e frio. Logo esta varanda, que o Nordeste amornara para o meu sono, estará tomada por tudo o que o vento ruim traz consigo: a baba do oceano doente, a escuma amarela e pútrida, o calhau sangrento, o grito derradeiro dos náufragos, os olhos esbugalhados das crianças afogadas que não entenderam o último instante, o hálito pesado do marinheiro que morreu bêbado e blasfemo, o lamento do grumete que o mastaréu partido matou e atirou ao mar.
    Assim são as histórias do Sudoeste. Ouvindo-as (e tenho de ouvi-las, como se elas viessem de dentro de mim, como se por dentro eu tivesse mil frinchas por entre as quais o Sudoeste passa e geme) ressuscito os meus mortos e minhas tristezas e a eles incorporo a amargura dos incertos e a angústia sobressaltada dos que têm medo – tão minhas agora. E vejo, destacada na escuridão como uma medusa no mar, a mão lívida do meu pai morto, imobilizada no gesto, talvez amigo, que não chegou a ser feito; e os pequenos dentes do meu irmão Francisco, que morreu sorrindo; e escuto, nos soluços do vento, aquele terrível convulso regougar de Maria que a morte levou num mar de sangue e vômito; e tremo e me apavoro, não por receio de não ter enterrado para sempre meus mortos, mas por medo de tê-los enterrado antes de ter pago tudo o que lhes devia.
Vocabulário:
Casuarina – espécie de árvores e arbustos
Cipreste – planta usada para arranjos às quais se associa a ideia de tristeza
Carpindo – capinar
Calhau – pedra de pequena dimensão
Grumete – graduação mais inferior da Marinha
Mastaréu – mastro pequeno
Regougar – soltar a voz
Considere o fragmento abaixo para responder à questão seguinte.
“as cigarras calam, se eriçam as águas da lagoa e as casuarinas, que se balançavam indolentes, imobilizam-se na rigidez morta e reta dos ciprestes.”(1º§)
Na passagem “diz ele com a sua voz agourenta.“ (2º§), o pronome destacado tem como referente: 
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IBFC Órgão: HUAP-UFF
Q1186929 Português
“as cigarras calam, se eriçam as águas da lagoa e as casuarinas, que se balançavam indolentes, imobilizam-se na rigidez morta e reta dos ciprestes.”(1º§)
O termo em destaque é uma locução adjetiva que se relaciona, por dependência sintática, com o seguinte vocábulo: 
Alternativas
Respostas
11121: D
11122: B
11123: D
11124: D
11125: C
11126: D
11127: B
11128: C
11129: A
11130: D
11131: C
11132: D
11133: B
11134: A
11135: A
11136: C
11137: B
11138: A
11139: D
11140: A