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Q4023873 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A crescente demanda por acompanhantes de saúde em um Brasil com famílias mais enxutas e cada vez mais velho

O envelhecimento acelerado da população brasileira, aliado à redução do número de filhos e à diminuição das redes familiares, tem tornado mais comum a contratação de cuidadores e acompanhantes de saúde. Esse movimento amplia o debate sobre a regulamentação da profissão e revela uma expansão das atividades desses profissionais, que vão além do cuidado de idosos e passam a atuar no acompanhamento em exames, consultas e procedimentos hospitalares, inclusive para pessoas mais jovens.
Plataformas digitais facilitam esse tipo de contratação, geralmente informal, sem contratos de trabalho e com pagamento acordado por diária. Girlaine Ferreira, cuidadora há seis anos na região metropolitana de São Paulo, relata que esse serviço ainda é pouco conhecido, mas permite complementar a renda. Ela cobra valores que variam conforme a duração e o dia do atendimento e afirma que consegue aumentar significativamente o ganho mensal. Segundo sua experiência, a maioria dos clientes pertence às classes média e alta, tanto pelo custo quanto pela falta de informação sobre a existência desse tipo de serviço entre pessoas com menor escolaridade.
Ao longo de sua atuação, Girlaine já acompanhou pacientes em exames, procedimentos e longas internações hospitalares, inclusive em unidades de terapia intensiva. Embora tenha formação no cuidado de idosos, ela explica que não é obrigatório ter curso específico de enfermagem, desde que os limites do serviço estejam claros entre cliente e profissional.
A auxiliar de enfermagem Edineusa Matos também encontrou nesse tipo de acompanhamento uma oportunidade de renda extra. Com jornada de trabalho que alterna longos períodos de serviço e descanso, ela consegue assumir atendimentos como acompanhante, tanto na capital paulista quanto na região do ABC. No início, teve dificuldade em divulgar seu trabalho, mas hoje recebe boas avaliações e novos clientes por indicação. Entre os casos atendidos, destaca o acompanhamento de uma mãe que precisava levar o filho autista ao médico e não tinha condições de dirigir ou usar transporte por aplicativo.
Além de acompanhar consultas, Edineusa já auxiliou pacientes com necessidades específicas e atualmente acompanha um idoso em sessões regulares de hemodiálise. Seu rendimento como acompanhante, em alguns meses, supera o salário do emprego formal, o que lhe permitiu financiar a compra de um imóvel. Os valores cobrados variam conforme a complexidade do serviço e o esforço exigido. 
Apesar do crescimento dessa atividade, a informalidade traz riscos. O trabalho de cuidador está previsto na Classificação Brasileira de Ocupações, o que permite contratação formal, com direitos trabalhistas. As atribuições incluem acompanhamento em consultas, auxílio em exercícios leves, administração de medicamentos prescritos e observação de sinais de emergência, sem diagnóstico ou prescrição médica. No entanto, a categoria ainda carece de regulamentação específica e de representação sindical unificada. Um projeto de lei sobre o tema tramita na Câmara dos Deputados.
Segundo a advogada Patrícia Schüler Fava, serviços eventuais não configuram vínculo empregatício, mas a prestação habitual gera obrigações formais para o contratante. Comparecer à residência ao menos três vezes por semana já caracteriza relação de trabalho doméstico, com exigência de registro e garantia de direitos.
Especialistas associam a maior demanda por acompanhantes ao envelhecimento populacional e à redução das redes de apoio familiar. A médica Roberta França destaca que o Brasil envelheceu em poucas décadas, um processo que levou mais de um século na Europa, sem a mesma preparação econômica e social. O demógrafo Márcio Minamiguchi observa que a geração mais idosa teve menos filhos e conta com apoio familiar mais limitado, o que amplia a procura por profissionais e por instituições de longa permanência.
A antropóloga Valquíria Renk lembra que muitas famílias não têm condições financeiras de contratar esses serviços, fazendo com que o cuidado recaia sobre parentes, sobretudo mulheres, sem remuneração. Para famílias com maior renda, o principal obstáculo costuma ser a falta de tempo, o que torna a contratação de acompanhantes uma alternativa. Embora a Política Nacional do Cuidado, sancionada em 2024, busque reconhecer e estruturar essas atividades, sua efetividade ainda é limitada, mantendo grande parte das famílias sem apoio adequado.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0jvq82v755o.adaptado.
O texto discute a atuação dos acompanhantes de saúde, relacionando aspectos econômicos da atividade às condições formais de trabalho e aos limites definidos para essa função profissional.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4023872 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A crescente demanda por acompanhantes de saúde em um Brasil com famílias mais enxutas e cada vez mais velho

O envelhecimento acelerado da população brasileira, aliado à redução do número de filhos e à diminuição das redes familiares, tem tornado mais comum a contratação de cuidadores e acompanhantes de saúde. Esse movimento amplia o debate sobre a regulamentação da profissão e revela uma expansão das atividades desses profissionais, que vão além do cuidado de idosos e passam a atuar no acompanhamento em exames, consultas e procedimentos hospitalares, inclusive para pessoas mais jovens.
Plataformas digitais facilitam esse tipo de contratação, geralmente informal, sem contratos de trabalho e com pagamento acordado por diária. Girlaine Ferreira, cuidadora há seis anos na região metropolitana de São Paulo, relata que esse serviço ainda é pouco conhecido, mas permite complementar a renda. Ela cobra valores que variam conforme a duração e o dia do atendimento e afirma que consegue aumentar significativamente o ganho mensal. Segundo sua experiência, a maioria dos clientes pertence às classes média e alta, tanto pelo custo quanto pela falta de informação sobre a existência desse tipo de serviço entre pessoas com menor escolaridade.
Ao longo de sua atuação, Girlaine já acompanhou pacientes em exames, procedimentos e longas internações hospitalares, inclusive em unidades de terapia intensiva. Embora tenha formação no cuidado de idosos, ela explica que não é obrigatório ter curso específico de enfermagem, desde que os limites do serviço estejam claros entre cliente e profissional.
A auxiliar de enfermagem Edineusa Matos também encontrou nesse tipo de acompanhamento uma oportunidade de renda extra. Com jornada de trabalho que alterna longos períodos de serviço e descanso, ela consegue assumir atendimentos como acompanhante, tanto na capital paulista quanto na região do ABC. No início, teve dificuldade em divulgar seu trabalho, mas hoje recebe boas avaliações e novos clientes por indicação. Entre os casos atendidos, destaca o acompanhamento de uma mãe que precisava levar o filho autista ao médico e não tinha condições de dirigir ou usar transporte por aplicativo.
Além de acompanhar consultas, Edineusa já auxiliou pacientes com necessidades específicas e atualmente acompanha um idoso em sessões regulares de hemodiálise. Seu rendimento como acompanhante, em alguns meses, supera o salário do emprego formal, o que lhe permitiu financiar a compra de um imóvel. Os valores cobrados variam conforme a complexidade do serviço e o esforço exigido. 
Apesar do crescimento dessa atividade, a informalidade traz riscos. O trabalho de cuidador está previsto na Classificação Brasileira de Ocupações, o que permite contratação formal, com direitos trabalhistas. As atribuições incluem acompanhamento em consultas, auxílio em exercícios leves, administração de medicamentos prescritos e observação de sinais de emergência, sem diagnóstico ou prescrição médica. No entanto, a categoria ainda carece de regulamentação específica e de representação sindical unificada. Um projeto de lei sobre o tema tramita na Câmara dos Deputados.
Segundo a advogada Patrícia Schüler Fava, serviços eventuais não configuram vínculo empregatício, mas a prestação habitual gera obrigações formais para o contratante. Comparecer à residência ao menos três vezes por semana já caracteriza relação de trabalho doméstico, com exigência de registro e garantia de direitos.
Especialistas associam a maior demanda por acompanhantes ao envelhecimento populacional e à redução das redes de apoio familiar. A médica Roberta França destaca que o Brasil envelheceu em poucas décadas, um processo que levou mais de um século na Europa, sem a mesma preparação econômica e social. O demógrafo Márcio Minamiguchi observa que a geração mais idosa teve menos filhos e conta com apoio familiar mais limitado, o que amplia a procura por profissionais e por instituições de longa permanência.
A antropóloga Valquíria Renk lembra que muitas famílias não têm condições financeiras de contratar esses serviços, fazendo com que o cuidado recaia sobre parentes, sobretudo mulheres, sem remuneração. Para famílias com maior renda, o principal obstáculo costuma ser a falta de tempo, o que torna a contratação de acompanhantes uma alternativa. Embora a Política Nacional do Cuidado, sancionada em 2024, busque reconhecer e estruturar essas atividades, sua efetividade ainda é limitada, mantendo grande parte das famílias sem apoio adequado.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0jvq82v755o.adaptado.
O texto discute aspectos legais e sociais relacionados ao trabalho de acompanhantes de saúde, considerando tanto as regras que definem vínculos de trabalho quanto fatores demográficos e familiares que influenciam a demanda por esses serviços.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4023871 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A crescente demanda por acompanhantes de saúde em um Brasil com famílias mais enxutas e cada vez mais velho

O envelhecimento acelerado da população brasileira, aliado à redução do número de filhos e à diminuição das redes familiares, tem tornado mais comum a contratação de cuidadores e acompanhantes de saúde. Esse movimento amplia o debate sobre a regulamentação da profissão e revela uma expansão das atividades desses profissionais, que vão além do cuidado de idosos e passam a atuar no acompanhamento em exames, consultas e procedimentos hospitalares, inclusive para pessoas mais jovens.
Plataformas digitais facilitam esse tipo de contratação, geralmente informal, sem contratos de trabalho e com pagamento acordado por diária. Girlaine Ferreira, cuidadora há seis anos na região metropolitana de São Paulo, relata que esse serviço ainda é pouco conhecido, mas permite complementar a renda. Ela cobra valores que variam conforme a duração e o dia do atendimento e afirma que consegue aumentar significativamente o ganho mensal. Segundo sua experiência, a maioria dos clientes pertence às classes média e alta, tanto pelo custo quanto pela falta de informação sobre a existência desse tipo de serviço entre pessoas com menor escolaridade.
Ao longo de sua atuação, Girlaine já acompanhou pacientes em exames, procedimentos e longas internações hospitalares, inclusive em unidades de terapia intensiva. Embora tenha formação no cuidado de idosos, ela explica que não é obrigatório ter curso específico de enfermagem, desde que os limites do serviço estejam claros entre cliente e profissional.
A auxiliar de enfermagem Edineusa Matos também encontrou nesse tipo de acompanhamento uma oportunidade de renda extra. Com jornada de trabalho que alterna longos períodos de serviço e descanso, ela consegue assumir atendimentos como acompanhante, tanto na capital paulista quanto na região do ABC. No início, teve dificuldade em divulgar seu trabalho, mas hoje recebe boas avaliações e novos clientes por indicação. Entre os casos atendidos, destaca o acompanhamento de uma mãe que precisava levar o filho autista ao médico e não tinha condições de dirigir ou usar transporte por aplicativo.
Além de acompanhar consultas, Edineusa já auxiliou pacientes com necessidades específicas e atualmente acompanha um idoso em sessões regulares de hemodiálise. Seu rendimento como acompanhante, em alguns meses, supera o salário do emprego formal, o que lhe permitiu financiar a compra de um imóvel. Os valores cobrados variam conforme a complexidade do serviço e o esforço exigido. 
Apesar do crescimento dessa atividade, a informalidade traz riscos. O trabalho de cuidador está previsto na Classificação Brasileira de Ocupações, o que permite contratação formal, com direitos trabalhistas. As atribuições incluem acompanhamento em consultas, auxílio em exercícios leves, administração de medicamentos prescritos e observação de sinais de emergência, sem diagnóstico ou prescrição médica. No entanto, a categoria ainda carece de regulamentação específica e de representação sindical unificada. Um projeto de lei sobre o tema tramita na Câmara dos Deputados.
Segundo a advogada Patrícia Schüler Fava, serviços eventuais não configuram vínculo empregatício, mas a prestação habitual gera obrigações formais para o contratante. Comparecer à residência ao menos três vezes por semana já caracteriza relação de trabalho doméstico, com exigência de registro e garantia de direitos.
Especialistas associam a maior demanda por acompanhantes ao envelhecimento populacional e à redução das redes de apoio familiar. A médica Roberta França destaca que o Brasil envelheceu em poucas décadas, um processo que levou mais de um século na Europa, sem a mesma preparação econômica e social. O demógrafo Márcio Minamiguchi observa que a geração mais idosa teve menos filhos e conta com apoio familiar mais limitado, o que amplia a procura por profissionais e por instituições de longa permanência.
A antropóloga Valquíria Renk lembra que muitas famílias não têm condições financeiras de contratar esses serviços, fazendo com que o cuidado recaia sobre parentes, sobretudo mulheres, sem remuneração. Para famílias com maior renda, o principal obstáculo costuma ser a falta de tempo, o que torna a contratação de acompanhantes uma alternativa. Embora a Política Nacional do Cuidado, sancionada em 2024, busque reconhecer e estruturar essas atividades, sua efetividade ainda é limitada, mantendo grande parte das famílias sem apoio adequado.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0jvq82v755o.adaptado.
O texto trata das diferentes experiências profissionais de acompanhantes de saúde, evidenciando formas de atuação, limites do serviço e estratégias de inserção no mercado.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4023870 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A crescente demanda por acompanhantes de saúde em um Brasil com famílias mais enxutas e cada vez mais velho

O envelhecimento acelerado da população brasileira, aliado à redução do número de filhos e à diminuição das redes familiares, tem tornado mais comum a contratação de cuidadores e acompanhantes de saúde. Esse movimento amplia o debate sobre a regulamentação da profissão e revela uma expansão das atividades desses profissionais, que vão além do cuidado de idosos e passam a atuar no acompanhamento em exames, consultas e procedimentos hospitalares, inclusive para pessoas mais jovens.
Plataformas digitais facilitam esse tipo de contratação, geralmente informal, sem contratos de trabalho e com pagamento acordado por diária. Girlaine Ferreira, cuidadora há seis anos na região metropolitana de São Paulo, relata que esse serviço ainda é pouco conhecido, mas permite complementar a renda. Ela cobra valores que variam conforme a duração e o dia do atendimento e afirma que consegue aumentar significativamente o ganho mensal. Segundo sua experiência, a maioria dos clientes pertence às classes média e alta, tanto pelo custo quanto pela falta de informação sobre a existência desse tipo de serviço entre pessoas com menor escolaridade.
Ao longo de sua atuação, Girlaine já acompanhou pacientes em exames, procedimentos e longas internações hospitalares, inclusive em unidades de terapia intensiva. Embora tenha formação no cuidado de idosos, ela explica que não é obrigatório ter curso específico de enfermagem, desde que os limites do serviço estejam claros entre cliente e profissional.
A auxiliar de enfermagem Edineusa Matos também encontrou nesse tipo de acompanhamento uma oportunidade de renda extra. Com jornada de trabalho que alterna longos períodos de serviço e descanso, ela consegue assumir atendimentos como acompanhante, tanto na capital paulista quanto na região do ABC. No início, teve dificuldade em divulgar seu trabalho, mas hoje recebe boas avaliações e novos clientes por indicação. Entre os casos atendidos, destaca o acompanhamento de uma mãe que precisava levar o filho autista ao médico e não tinha condições de dirigir ou usar transporte por aplicativo.
Além de acompanhar consultas, Edineusa já auxiliou pacientes com necessidades específicas e atualmente acompanha um idoso em sessões regulares de hemodiálise. Seu rendimento como acompanhante, em alguns meses, supera o salário do emprego formal, o que lhe permitiu financiar a compra de um imóvel. Os valores cobrados variam conforme a complexidade do serviço e o esforço exigido. 
Apesar do crescimento dessa atividade, a informalidade traz riscos. O trabalho de cuidador está previsto na Classificação Brasileira de Ocupações, o que permite contratação formal, com direitos trabalhistas. As atribuições incluem acompanhamento em consultas, auxílio em exercícios leves, administração de medicamentos prescritos e observação de sinais de emergência, sem diagnóstico ou prescrição médica. No entanto, a categoria ainda carece de regulamentação específica e de representação sindical unificada. Um projeto de lei sobre o tema tramita na Câmara dos Deputados.
Segundo a advogada Patrícia Schüler Fava, serviços eventuais não configuram vínculo empregatício, mas a prestação habitual gera obrigações formais para o contratante. Comparecer à residência ao menos três vezes por semana já caracteriza relação de trabalho doméstico, com exigência de registro e garantia de direitos.
Especialistas associam a maior demanda por acompanhantes ao envelhecimento populacional e à redução das redes de apoio familiar. A médica Roberta França destaca que o Brasil envelheceu em poucas décadas, um processo que levou mais de um século na Europa, sem a mesma preparação econômica e social. O demógrafo Márcio Minamiguchi observa que a geração mais idosa teve menos filhos e conta com apoio familiar mais limitado, o que amplia a procura por profissionais e por instituições de longa permanência.
A antropóloga Valquíria Renk lembra que muitas famílias não têm condições financeiras de contratar esses serviços, fazendo com que o cuidado recaia sobre parentes, sobretudo mulheres, sem remuneração. Para famílias com maior renda, o principal obstáculo costuma ser a falta de tempo, o que torna a contratação de acompanhantes uma alternativa. Embora a Política Nacional do Cuidado, sancionada em 2024, busque reconhecer e estruturar essas atividades, sua efetividade ainda é limitada, mantendo grande parte das famílias sem apoio adequado.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0jvq82v755o.adaptado.
O texto apresenta aspectos relacionados às formas de contratação e ao perfil socioeconômico dos usuários de determinados serviços de apoio à saúde, destacando práticas comuns no mercado atual.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4023869 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A crescente demanda por acompanhantes de saúde em um Brasil com famílias mais enxutas e cada vez mais velho

O envelhecimento acelerado da população brasileira, aliado à redução do número de filhos e à diminuição das redes familiares, tem tornado mais comum a contratação de cuidadores e acompanhantes de saúde. Esse movimento amplia o debate sobre a regulamentação da profissão e revela uma expansão das atividades desses profissionais, que vão além do cuidado de idosos e passam a atuar no acompanhamento em exames, consultas e procedimentos hospitalares, inclusive para pessoas mais jovens.
Plataformas digitais facilitam esse tipo de contratação, geralmente informal, sem contratos de trabalho e com pagamento acordado por diária. Girlaine Ferreira, cuidadora há seis anos na região metropolitana de São Paulo, relata que esse serviço ainda é pouco conhecido, mas permite complementar a renda. Ela cobra valores que variam conforme a duração e o dia do atendimento e afirma que consegue aumentar significativamente o ganho mensal. Segundo sua experiência, a maioria dos clientes pertence às classes média e alta, tanto pelo custo quanto pela falta de informação sobre a existência desse tipo de serviço entre pessoas com menor escolaridade.
Ao longo de sua atuação, Girlaine já acompanhou pacientes em exames, procedimentos e longas internações hospitalares, inclusive em unidades de terapia intensiva. Embora tenha formação no cuidado de idosos, ela explica que não é obrigatório ter curso específico de enfermagem, desde que os limites do serviço estejam claros entre cliente e profissional.
A auxiliar de enfermagem Edineusa Matos também encontrou nesse tipo de acompanhamento uma oportunidade de renda extra. Com jornada de trabalho que alterna longos períodos de serviço e descanso, ela consegue assumir atendimentos como acompanhante, tanto na capital paulista quanto na região do ABC. No início, teve dificuldade em divulgar seu trabalho, mas hoje recebe boas avaliações e novos clientes por indicação. Entre os casos atendidos, destaca o acompanhamento de uma mãe que precisava levar o filho autista ao médico e não tinha condições de dirigir ou usar transporte por aplicativo.
Além de acompanhar consultas, Edineusa já auxiliou pacientes com necessidades específicas e atualmente acompanha um idoso em sessões regulares de hemodiálise. Seu rendimento como acompanhante, em alguns meses, supera o salário do emprego formal, o que lhe permitiu financiar a compra de um imóvel. Os valores cobrados variam conforme a complexidade do serviço e o esforço exigido. 
Apesar do crescimento dessa atividade, a informalidade traz riscos. O trabalho de cuidador está previsto na Classificação Brasileira de Ocupações, o que permite contratação formal, com direitos trabalhistas. As atribuições incluem acompanhamento em consultas, auxílio em exercícios leves, administração de medicamentos prescritos e observação de sinais de emergência, sem diagnóstico ou prescrição médica. No entanto, a categoria ainda carece de regulamentação específica e de representação sindical unificada. Um projeto de lei sobre o tema tramita na Câmara dos Deputados.
Segundo a advogada Patrícia Schüler Fava, serviços eventuais não configuram vínculo empregatício, mas a prestação habitual gera obrigações formais para o contratante. Comparecer à residência ao menos três vezes por semana já caracteriza relação de trabalho doméstico, com exigência de registro e garantia de direitos.
Especialistas associam a maior demanda por acompanhantes ao envelhecimento populacional e à redução das redes de apoio familiar. A médica Roberta França destaca que o Brasil envelheceu em poucas décadas, um processo que levou mais de um século na Europa, sem a mesma preparação econômica e social. O demógrafo Márcio Minamiguchi observa que a geração mais idosa teve menos filhos e conta com apoio familiar mais limitado, o que amplia a procura por profissionais e por instituições de longa permanência.
A antropóloga Valquíria Renk lembra que muitas famílias não têm condições financeiras de contratar esses serviços, fazendo com que o cuidado recaia sobre parentes, sobretudo mulheres, sem remuneração. Para famílias com maior renda, o principal obstáculo costuma ser a falta de tempo, o que torna a contratação de acompanhantes uma alternativa. Embora a Política Nacional do Cuidado, sancionada em 2024, busque reconhecer e estruturar essas atividades, sua efetividade ainda é limitada, mantendo grande parte das famílias sem apoio adequado.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0jvq82v755o.adaptado.
O texto aborda mudanças sociais relacionadas às formas de cuidado em saúde, considerando transformações demográficas e familiares que afetam a organização desse tipo de serviço na sociedade brasileira.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4021412 Direito Administrativo
O motorista do Tratamento Fora do Domicílio (TFD) recebe pedido informal para alterar o itinerário autorizado, fazendo desvio rápido para atender interesse particular de terceiro. A situação envolve uso de veículo oficial, registro de rota e necessidade de obedecer ao itinerário autorizado pelo setor de TFD. Considerando os princípios de ética, zelo pelo patrimônio público e transparência no serviço, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4021411 Segurança e Transporte
Durante transporte de pacientes em via não pavimentada, ocorre trecho com lama e valetas, exigindo condução cuidadosa para evitar atolamento e perda de estabilidade. Considerando as diferentes condições dos pacientes transportados, o condutor deve adotar práticas que minimizem vibrações e reduzam o risco de lesões por impactos internos. Nesse contexto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4021410 Segurança e Transporte
Durante deslocamento, o motorista enfrenta neblina em trecho de serra e visibilidade reduzida. Há risco de colisão traseira e saída de pista, especialmente com passageiros em condição clínica sensível.

A condução deve ajustar velocidade, iluminação e distância de segurança de modo progressivo. Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4021409 Legislação de Trânsito
Durante o retorno de uma viagem de Tratamento Fora do Domicílio (TFD), o motorista do veículo oficial é abordado em fiscalização de rotina. Ao verificar a documentação do veículo, constata-se que o veículo não está registrado e devidamente licenciado para circulação, embora o motorista esteja com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria D válida e regular. A equipe de fiscalização informa que, além da multa, pode haver medida administrativa aplicada no local. Considere exclusivamente a redação vigente da Lei Federal nº 9.503/1997 (Código de Trânsito Brasileiro - CTB), com base no art. 230, inciso V, sem considerar jurisprudência ou doutrina.

Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4021408 Segurança e Transporte
Durante deslocamento com pacientes para Tratamento Fora do Domicílio (TFD), o motorista percebe vibração no volante ao frear em velocidade moderada e aumento de distância de frenagem. Ele deve registrar o sintoma e comunicar/encaminhar veículo para avaliação técnica, evitando conclusões inadequadas e buscando correção preventiva. Nesse contexto, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4021407 Legislação de Trânsito
Durante inspeção prévia ao deslocamento para Tratamento Fora do Domicílio (TFD), o motorista verifica os equipamentos obrigatórios do veículo oficial, certificando-se de que estejam presentes e em condições de funcionamento. Com base exclusivamente na redação vigente do art. 105 da Lei Federal nº 9.503/1997 (Código de Trânsito Brasileiro - CTB) e no regime de infrações previsto no próprio CTB, sem considerar jurisprudência ou doutrina, analise as proposições e registre V (verdadeiro) ou F (falso):

(__) O art. 105 do CTB estabelece que os veículos devem possuir equipamentos obrigatórios definidos pelo próprio Código e por regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN).
(__) Circular com equipamento obrigatório ineficiente ou inoperante pode configurar infração prevista no art. 230 do CTB.
(__) A condição de veículo oficial afasta a exigência de equipamentos obrigatórios quando o transporte for para atendimento de saúde.
(__) A verificação prévia dos equipamentos obrigatórios integra a responsabilidade do condutor quanto à condução segura do veículo.

Assinale a alternativa com a sequência CORRETA, de cima para baixo.
Alternativas
Q4021406 Segurança e Transporte
Em deslocamento para Tratamento Fora do Domicílio (TFD) com paciente em pós-procedimento, o motorista deve priorizar conforto e segurança, prevenindo frenagens bruscas.

No trajeto, surgem riscos previsíveis: motos em "corredor", pedestres próximos a pontos de ônibus e veículos entrando sem sinalizar. A direção defensiva exige técnica e leitura de cenário, com margem para erro de terceiros. Nesse contexto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4021405 Legislação de Trânsito
O motorista realiza embarque e desembarque em frente a unidade de saúde, onde há fluxo de pedestres e veículos de emergência. Ele precisa escolher ponto de parada que não gere bloqueio, não reduza visibilidade e não crie risco de atropelamento. Considerando regras gerais de circulação, parada e estacionamento, assinale a alternativa INCORRTA.
Alternativas
Q4021404 Legislação de Trânsito
Em um dia de grande demanda no transporte de passageiros para Tratamento Fora do Domicílio (TFD), o motorista precisa transportar bagagens, cadeiras de rodas e equipamentos pessoais dos pacientes. O acondicionamento incorreto pode gerar risco de projeção de objetos em frenagem e configurar infração por transporte inadequado de carga e objetos. Considerando as regras gerais do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) sobre segurança e condução de passageiros, sem recorrer à doutrina, assinale a alternativa CORRETA que apresenta conduta em conformidade com a legislação.
Alternativas
Q4021403 Segurança e Transporte
Durante viagem em rodovia, ocorre pane em um veículo à frente, que reduz velocidade de forma inesperada. O motorista precisa reagir sem criar risco de colisão traseira ou perda de controle. A técnica correta exige tomada de decisão em sequência: observação, sinalização, desaceleração e posicionamento.

Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4021402 Legislação de Trânsito
O motorista do Tratamento Fora do Domicílio (TFD) se envolve em acidente com vítima, e a apuração considera deveres de cuidado e possíveis consequências.
Considere exclusivamente a Lei Federal nº 9.503/1997 (Código de Trânsito Brasileiro - CTB) e suas previsões sobre condutas e responsabilização no trânsito, sem considerar jurisprudência ou doutrina. Analise as afirmativas:

I. Condutas no trânsito podem gerar consequências administrativas (sanções de trânsito) e, conforme o caso, repercussões civis e criminais.
II. A existência de sanção administrativa no CTB impede, automaticamente, responsabilização civil por danos.
III. Infrações e crimes de trânsito possuem regimes próprios no CTB, sem excluir outras responsabilidades cabíveis, conforme o caso.
IV. O dever de cuidado do condutor se torna irrelevante quando o deslocamento é para atendimento de saúde autorizado.

Assinale a alternativa que apresenta apenas as afirmativas CORRETAS. 
Alternativas
Q4021401 Legislação de Trânsito
Em viagem de Tratamento Fora do Domicílio (TFD), o motorista encontra obra com desvios e precisa interpretar diferentes formas de sinalização. Considere conceitos usuais de sinalização previstos na regulamentação de trânsito e a lógica de precedência entre ordens e sinais. Analise as proposições a seguir e registre V (verdadeiro) ou F (falso).

(__) Gestos de agente de trânsito, quando presentes, prevalecem sobre sinais luminosos e placas.
(__) Marcas viárias no pavimento podem complementar ou restringir movimentos permitidos por placas.
(__) Sinal luminoso intermitente amarelo equivale, em regra, a permissão incondicionada de passagem sem redução de velocidade.
(__) Placas de regulamentação podem impor limite de velocidade e proibições específicas no trecho.

Assinale a alternativa com a sequência CORRETA, de cima para baixo.
Alternativas
Q4021400 Legislação de Trânsito
O motorista trafega à noite e se aproxima de cruzamento com semáforo, faixa de pedestres apagada parcialmente e placa de "PARE" em via secundária. No local, há também agente organizando o fluxo por causa do evento, utilizando gestos padronizados. A tomada de decisão deve considerar a forma correta de interpretar sinais que eventualmente conflitam. Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4021399 Segurança e Saúde no Trabalho
Preencha a lacuna do texto a seguir:

Durante a higienização e conservação do veículo utilizado no transporte de pacientes do Tratamento Fora do Domicílio (TFD), o motorista realiza manuseio de produtos de limpeza e organização de objetos no ompartimento de bagagens. Essas atividades podem expor o trabalhador a riscos ocupacionais, como escorregamento em superfícies molhadas, contato com agentes químicos e esforço físico inadequado.
A adoção de ________ e a sinalização adequada de piso molhado constituem medidas preventivas que contribuem para a redução do risco de quedas durante a execução da atividade.

Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4021398 Legislação de Trânsito
Em rota de transporte de pacientes para Tratamento Fora do Domicílio (TFD), o motorista precisa realizar parada rápida para reorganizar passageiros, sem prejudicar o trânsito. A escolha do local deve considerar segurança, fluidez e previsibilidade para outros condutores, evitando manobras de risco. Nesse contexto, assinale a alternativa CORRETA, considerando regras gerais de circulação e comportamento preventivo no tráfego.
Alternativas
Respostas
1661: D
1662: A
1663: B
1664: D
1665: A
1666: A
1667: D
1668: B
1669: A
1670: B
1671: D
1672: C
1673: A
1674: A
1675: B
1676: D
1677: B
1678: C
1679: A
1680: A