Questões de Concurso Para motorista

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Q3594477 Português
Leia o texto para responder à questão:


Ciclismo e transporte urbano no Brasil


    Cada vez mais, pedalar é uma escolha comum mundo afora, seja como meio de transporte, lazer, esporte, ou seja, como forma de socialização. O interesse aumentou tanto que rendeu uma data comemorativa, o Dia Mundial da Bicicleta, instituído em 3 de junho pela Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, o incentivo ao uso desse modal sustentável também é crescente, mas diversas questões barram o avanço da prática. Mesmo diante de amplos benefícios, a falta de segurança pesa e afasta os brasileiros das bikes.

    Segundo dados do Ministério da Saúde, com base em outras fontes legítimas, o país registrou cerca de 15 mil mortes de ciclistas no trânsito entre os anos de 2014 e 2024. Esse cenário assusta ainda mais quando se pensa sobre a quantidade de acidentes sem óbitos, mas com marcas profundas, que acontecem diariamente pelo território nacional.

  O ciclismo urbano carrega na garupa os problemas da mobilidade no ambiente das cidades: desrespeito às regras e à convivência, descuido, falta de infraestrutura adequada, ausência de planejamento e de modernização.

   No caso do transporte em duas rodas, o restrito investimento em ciclovias e ciclofaixas agrava o quadro uma vez que, como não há espaços ideais, os ciclistas se arriscam em asfaltos irregulares e esburacados, potencializando a ocorrência de tragédias. Isso quando não precisam enfrentar vias destinadas às “magrelas” vandalizadas ou invadidas por veículos e pedestres, num quadro de perigo iminente.

   Fato é que o Brasil, diante de tantas dificuldades para implantar alternativas viáveis de locomoção, não pode ignorar o potencial das bicicletas nessa busca por soluções, muito menos fechar os olhos para o crescimento das mortes de ciclistas.

   A cultura do transporte motorizado vem perdendo força diante dos problemas do mundo moderno, como a necessidade de reduzir os índices de poluição. Fazer do ciclismo um meio de transporte eficiente e seguro é um desafio, mas as cidades que encontrarem o caminho vão dar um passo significativo rumo à qualidade de vida.


(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 07.07.2025. Adaptado)
Nas passagens – O interesse aumentou tanto que rendeu uma data comemorativa... (1o parágrafo) – e – ... o restrito investimento em ciclovias e ciclofaixas agrava o quadro uma vez que, como não há espaços ideais, os ciclistas se arriscam em asfaltos irregulares e esburacados... (4o parágrafo) –, as expressões destacadas exprimem, correta e respectivamente, sentidos de:
Alternativas
Q3594476 Português
Leia o texto para responder à questão:


Ciclismo e transporte urbano no Brasil


    Cada vez mais, pedalar é uma escolha comum mundo afora, seja como meio de transporte, lazer, esporte, ou seja, como forma de socialização. O interesse aumentou tanto que rendeu uma data comemorativa, o Dia Mundial da Bicicleta, instituído em 3 de junho pela Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, o incentivo ao uso desse modal sustentável também é crescente, mas diversas questões barram o avanço da prática. Mesmo diante de amplos benefícios, a falta de segurança pesa e afasta os brasileiros das bikes.

    Segundo dados do Ministério da Saúde, com base em outras fontes legítimas, o país registrou cerca de 15 mil mortes de ciclistas no trânsito entre os anos de 2014 e 2024. Esse cenário assusta ainda mais quando se pensa sobre a quantidade de acidentes sem óbitos, mas com marcas profundas, que acontecem diariamente pelo território nacional.

  O ciclismo urbano carrega na garupa os problemas da mobilidade no ambiente das cidades: desrespeito às regras e à convivência, descuido, falta de infraestrutura adequada, ausência de planejamento e de modernização.

   No caso do transporte em duas rodas, o restrito investimento em ciclovias e ciclofaixas agrava o quadro uma vez que, como não há espaços ideais, os ciclistas se arriscam em asfaltos irregulares e esburacados, potencializando a ocorrência de tragédias. Isso quando não precisam enfrentar vias destinadas às “magrelas” vandalizadas ou invadidas por veículos e pedestres, num quadro de perigo iminente.

   Fato é que o Brasil, diante de tantas dificuldades para implantar alternativas viáveis de locomoção, não pode ignorar o potencial das bicicletas nessa busca por soluções, muito menos fechar os olhos para o crescimento das mortes de ciclistas.

   A cultura do transporte motorizado vem perdendo força diante dos problemas do mundo moderno, como a necessidade de reduzir os índices de poluição. Fazer do ciclismo um meio de transporte eficiente e seguro é um desafio, mas as cidades que encontrarem o caminho vão dar um passo significativo rumo à qualidade de vida.


(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 07.07.2025. Adaptado)
Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância verbal e concordância nominal. 
Alternativas
Q3594475 Português
Leia o texto para responder à questão:


Ciclismo e transporte urbano no Brasil


    Cada vez mais, pedalar é uma escolha comum mundo afora, seja como meio de transporte, lazer, esporte, ou seja, como forma de socialização. O interesse aumentou tanto que rendeu uma data comemorativa, o Dia Mundial da Bicicleta, instituído em 3 de junho pela Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, o incentivo ao uso desse modal sustentável também é crescente, mas diversas questões barram o avanço da prática. Mesmo diante de amplos benefícios, a falta de segurança pesa e afasta os brasileiros das bikes.

    Segundo dados do Ministério da Saúde, com base em outras fontes legítimas, o país registrou cerca de 15 mil mortes de ciclistas no trânsito entre os anos de 2014 e 2024. Esse cenário assusta ainda mais quando se pensa sobre a quantidade de acidentes sem óbitos, mas com marcas profundas, que acontecem diariamente pelo território nacional.

  O ciclismo urbano carrega na garupa os problemas da mobilidade no ambiente das cidades: desrespeito às regras e à convivência, descuido, falta de infraestrutura adequada, ausência de planejamento e de modernização.

   No caso do transporte em duas rodas, o restrito investimento em ciclovias e ciclofaixas agrava o quadro uma vez que, como não há espaços ideais, os ciclistas se arriscam em asfaltos irregulares e esburacados, potencializando a ocorrência de tragédias. Isso quando não precisam enfrentar vias destinadas às “magrelas” vandalizadas ou invadidas por veículos e pedestres, num quadro de perigo iminente.

   Fato é que o Brasil, diante de tantas dificuldades para implantar alternativas viáveis de locomoção, não pode ignorar o potencial das bicicletas nessa busca por soluções, muito menos fechar os olhos para o crescimento das mortes de ciclistas.

   A cultura do transporte motorizado vem perdendo força diante dos problemas do mundo moderno, como a necessidade de reduzir os índices de poluição. Fazer do ciclismo um meio de transporte eficiente e seguro é um desafio, mas as cidades que encontrarem o caminho vão dar um passo significativo rumo à qualidade de vida.


(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 07.07.2025. Adaptado)
Considere as passagens:

•  O interesse aumentou tanto que rendeu uma data comemorativa... (1o parágrafo)
•  ... mas diversas questões barram o avanço da prática. (1o parágrafo)
•  No caso do transporte em duas rodas, o restrito investimento em ciclovias e ciclofaixas agrava o quadro... (4o parágrafo)

Os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Alternativas
Q3594474 Português
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Ciclismo e transporte urbano no Brasil


    Cada vez mais, pedalar é uma escolha comum mundo afora, seja como meio de transporte, lazer, esporte, ou seja, como forma de socialização. O interesse aumentou tanto que rendeu uma data comemorativa, o Dia Mundial da Bicicleta, instituído em 3 de junho pela Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, o incentivo ao uso desse modal sustentável também é crescente, mas diversas questões barram o avanço da prática. Mesmo diante de amplos benefícios, a falta de segurança pesa e afasta os brasileiros das bikes.

    Segundo dados do Ministério da Saúde, com base em outras fontes legítimas, o país registrou cerca de 15 mil mortes de ciclistas no trânsito entre os anos de 2014 e 2024. Esse cenário assusta ainda mais quando se pensa sobre a quantidade de acidentes sem óbitos, mas com marcas profundas, que acontecem diariamente pelo território nacional.

  O ciclismo urbano carrega na garupa os problemas da mobilidade no ambiente das cidades: desrespeito às regras e à convivência, descuido, falta de infraestrutura adequada, ausência de planejamento e de modernização.

   No caso do transporte em duas rodas, o restrito investimento em ciclovias e ciclofaixas agrava o quadro uma vez que, como não há espaços ideais, os ciclistas se arriscam em asfaltos irregulares e esburacados, potencializando a ocorrência de tragédias. Isso quando não precisam enfrentar vias destinadas às “magrelas” vandalizadas ou invadidas por veículos e pedestres, num quadro de perigo iminente.

   Fato é que o Brasil, diante de tantas dificuldades para implantar alternativas viáveis de locomoção, não pode ignorar o potencial das bicicletas nessa busca por soluções, muito menos fechar os olhos para o crescimento das mortes de ciclistas.

   A cultura do transporte motorizado vem perdendo força diante dos problemas do mundo moderno, como a necessidade de reduzir os índices de poluição. Fazer do ciclismo um meio de transporte eficiente e seguro é um desafio, mas as cidades que encontrarem o caminho vão dar um passo significativo rumo à qualidade de vida.


(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 07.07.2025. Adaptado)
A expressão destacada está empregada em sentido figurado em:
Alternativas
Q3594473 Português
Leia o texto para responder à questão:


Ciclismo e transporte urbano no Brasil


    Cada vez mais, pedalar é uma escolha comum mundo afora, seja como meio de transporte, lazer, esporte, ou seja, como forma de socialização. O interesse aumentou tanto que rendeu uma data comemorativa, o Dia Mundial da Bicicleta, instituído em 3 de junho pela Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, o incentivo ao uso desse modal sustentável também é crescente, mas diversas questões barram o avanço da prática. Mesmo diante de amplos benefícios, a falta de segurança pesa e afasta os brasileiros das bikes.

    Segundo dados do Ministério da Saúde, com base em outras fontes legítimas, o país registrou cerca de 15 mil mortes de ciclistas no trânsito entre os anos de 2014 e 2024. Esse cenário assusta ainda mais quando se pensa sobre a quantidade de acidentes sem óbitos, mas com marcas profundas, que acontecem diariamente pelo território nacional.

  O ciclismo urbano carrega na garupa os problemas da mobilidade no ambiente das cidades: desrespeito às regras e à convivência, descuido, falta de infraestrutura adequada, ausência de planejamento e de modernização.

   No caso do transporte em duas rodas, o restrito investimento em ciclovias e ciclofaixas agrava o quadro uma vez que, como não há espaços ideais, os ciclistas se arriscam em asfaltos irregulares e esburacados, potencializando a ocorrência de tragédias. Isso quando não precisam enfrentar vias destinadas às “magrelas” vandalizadas ou invadidas por veículos e pedestres, num quadro de perigo iminente.

   Fato é que o Brasil, diante de tantas dificuldades para implantar alternativas viáveis de locomoção, não pode ignorar o potencial das bicicletas nessa busca por soluções, muito menos fechar os olhos para o crescimento das mortes de ciclistas.

   A cultura do transporte motorizado vem perdendo força diante dos problemas do mundo moderno, como a necessidade de reduzir os índices de poluição. Fazer do ciclismo um meio de transporte eficiente e seguro é um desafio, mas as cidades que encontrarem o caminho vão dar um passo significativo rumo à qualidade de vida.


(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 07.07.2025. Adaptado)
O objetivo do editorial é analisar
Alternativas
Q3594472 Português
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A Bungavília 3


       O Xico recusou vir para a quinta1 . A mãe ficou zangada e o pai resmungou. Ele está na Faculdade de Economia e acabou agora os exames. Aprovou. Mas não abandona Luanda nem por nada. Às vezes vem visitar-nos à quinta, mas não fica. O pai diz que ele não sabe o que custa o dinheiro, por isso nem se interessa pela quinta. Acho que não é essa a razão, é só porque ele não gosta de sair de Luanda.

     Também não faz mal, só vinha estragar. Não gosta do Lucapa e creio que também não gosta de mim. Acha-me uma miúda chata, como diz. É bom mesmo que fique em Luanda, a dançar com as suas amigas, para não nos estragar as férias. Assim estamos bem, só os três, mais os trabalhadores bailundos2.

     Eles dormem numa cubata3 um pouco afastada da casa- -grande da quinta. Não aborrecem nada. Trabalham e depois vão para a sua cubata comer o que o pai traz de Luanda e lhes vende.

     O Lucapa dorme no alpendre. Já se conformou: não ladra mais para a buganvília. Mas evita-a. E às vezes apanho-o a olhar para ela com ódio. Por quê? Até é uma planta bonita. O pai tem razão.

    Quando o António a quis cortar, o pai não deixou. Disse que a buganvília é a planta mais linda que há; e que é como ele. Não percebi, mas ele referia-se ao crescimento contínuo. Sinceramente, não acho que o pai tenha tendência para crescer. Mas foi o que disse, que a buganvília era como ele, lá tem as suas razões.


(Artur Pestana [Pepetela]. O Cão e os Caluandas. 2015)


1 Quinta: propriedade rural.
2 Bailundo: povo que habita a região de Bailundo, em Angola.
3 Cubata: pequena casa coberta de folhas, própria de negros africanos. 
Na passagem do 2o parágrafo – É bom mesmo que fique em Luanda, a dançar com as suas amigas, para não nos estragar as férias. Assim estamos bem, só os três, mais os trabalhadores bailundos. –, os termos destacados expressam, correta e respectivamente, sentidos de: 
Alternativas
Q3594471 Português
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A Bungavília 3


       O Xico recusou vir para a quinta1 . A mãe ficou zangada e o pai resmungou. Ele está na Faculdade de Economia e acabou agora os exames. Aprovou. Mas não abandona Luanda nem por nada. Às vezes vem visitar-nos à quinta, mas não fica. O pai diz que ele não sabe o que custa o dinheiro, por isso nem se interessa pela quinta. Acho que não é essa a razão, é só porque ele não gosta de sair de Luanda.

     Também não faz mal, só vinha estragar. Não gosta do Lucapa e creio que também não gosta de mim. Acha-me uma miúda chata, como diz. É bom mesmo que fique em Luanda, a dançar com as suas amigas, para não nos estragar as férias. Assim estamos bem, só os três, mais os trabalhadores bailundos2.

     Eles dormem numa cubata3 um pouco afastada da casa- -grande da quinta. Não aborrecem nada. Trabalham e depois vão para a sua cubata comer o que o pai traz de Luanda e lhes vende.

     O Lucapa dorme no alpendre. Já se conformou: não ladra mais para a buganvília. Mas evita-a. E às vezes apanho-o a olhar para ela com ódio. Por quê? Até é uma planta bonita. O pai tem razão.

    Quando o António a quis cortar, o pai não deixou. Disse que a buganvília é a planta mais linda que há; e que é como ele. Não percebi, mas ele referia-se ao crescimento contínuo. Sinceramente, não acho que o pai tenha tendência para crescer. Mas foi o que disse, que a buganvília era como ele, lá tem as suas razões.


(Artur Pestana [Pepetela]. O Cão e os Caluandas. 2015)


1 Quinta: propriedade rural.
2 Bailundo: povo que habita a região de Bailundo, em Angola.
3 Cubata: pequena casa coberta de folhas, própria de negros africanos. 
A colocação pronominal atende à norma-padrão em: 
Alternativas
Q3594470 Português
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A Bungavília 3


       O Xico recusou vir para a quinta1 . A mãe ficou zangada e o pai resmungou. Ele está na Faculdade de Economia e acabou agora os exames. Aprovou. Mas não abandona Luanda nem por nada. Às vezes vem visitar-nos à quinta, mas não fica. O pai diz que ele não sabe o que custa o dinheiro, por isso nem se interessa pela quinta. Acho que não é essa a razão, é só porque ele não gosta de sair de Luanda.

     Também não faz mal, só vinha estragar. Não gosta do Lucapa e creio que também não gosta de mim. Acha-me uma miúda chata, como diz. É bom mesmo que fique em Luanda, a dançar com as suas amigas, para não nos estragar as férias. Assim estamos bem, só os três, mais os trabalhadores bailundos2.

     Eles dormem numa cubata3 um pouco afastada da casa- -grande da quinta. Não aborrecem nada. Trabalham e depois vão para a sua cubata comer o que o pai traz de Luanda e lhes vende.

     O Lucapa dorme no alpendre. Já se conformou: não ladra mais para a buganvília. Mas evita-a. E às vezes apanho-o a olhar para ela com ódio. Por quê? Até é uma planta bonita. O pai tem razão.

    Quando o António a quis cortar, o pai não deixou. Disse que a buganvília é a planta mais linda que há; e que é como ele. Não percebi, mas ele referia-se ao crescimento contínuo. Sinceramente, não acho que o pai tenha tendência para crescer. Mas foi o que disse, que a buganvília era como ele, lá tem as suas razões.


(Artur Pestana [Pepetela]. O Cão e os Caluandas. 2015)


1 Quinta: propriedade rural.
2 Bailundo: povo que habita a região de Bailundo, em Angola.
3 Cubata: pequena casa coberta de folhas, própria de negros africanos. 
Eu concordo              pai quanto à beleza da buganvília. Até é uma planta bonita. Por isso, entendo o zelo                   .
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q3594469 Português
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A Bungavília 3


       O Xico recusou vir para a quinta1 . A mãe ficou zangada e o pai resmungou. Ele está na Faculdade de Economia e acabou agora os exames. Aprovou. Mas não abandona Luanda nem por nada. Às vezes vem visitar-nos à quinta, mas não fica. O pai diz que ele não sabe o que custa o dinheiro, por isso nem se interessa pela quinta. Acho que não é essa a razão, é só porque ele não gosta de sair de Luanda.

     Também não faz mal, só vinha estragar. Não gosta do Lucapa e creio que também não gosta de mim. Acha-me uma miúda chata, como diz. É bom mesmo que fique em Luanda, a dançar com as suas amigas, para não nos estragar as férias. Assim estamos bem, só os três, mais os trabalhadores bailundos2.

     Eles dormem numa cubata3 um pouco afastada da casa- -grande da quinta. Não aborrecem nada. Trabalham e depois vão para a sua cubata comer o que o pai traz de Luanda e lhes vende.

     O Lucapa dorme no alpendre. Já se conformou: não ladra mais para a buganvília. Mas evita-a. E às vezes apanho-o a olhar para ela com ódio. Por quê? Até é uma planta bonita. O pai tem razão.

    Quando o António a quis cortar, o pai não deixou. Disse que a buganvília é a planta mais linda que há; e que é como ele. Não percebi, mas ele referia-se ao crescimento contínuo. Sinceramente, não acho que o pai tenha tendência para crescer. Mas foi o que disse, que a buganvília era como ele, lá tem as suas razões.


(Artur Pestana [Pepetela]. O Cão e os Caluandas. 2015)


1 Quinta: propriedade rural.
2 Bailundo: povo que habita a região de Bailundo, em Angola.
3 Cubata: pequena casa coberta de folhas, própria de negros africanos. 
O uso do acento indicativo da crase atende à norma-padrão em:
Alternativas
Q3594468 Português
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A Bungavília 3


       O Xico recusou vir para a quinta1 . A mãe ficou zangada e o pai resmungou. Ele está na Faculdade de Economia e acabou agora os exames. Aprovou. Mas não abandona Luanda nem por nada. Às vezes vem visitar-nos à quinta, mas não fica. O pai diz que ele não sabe o que custa o dinheiro, por isso nem se interessa pela quinta. Acho que não é essa a razão, é só porque ele não gosta de sair de Luanda.

     Também não faz mal, só vinha estragar. Não gosta do Lucapa e creio que também não gosta de mim. Acha-me uma miúda chata, como diz. É bom mesmo que fique em Luanda, a dançar com as suas amigas, para não nos estragar as férias. Assim estamos bem, só os três, mais os trabalhadores bailundos2.

     Eles dormem numa cubata3 um pouco afastada da casa- -grande da quinta. Não aborrecem nada. Trabalham e depois vão para a sua cubata comer o que o pai traz de Luanda e lhes vende.

     O Lucapa dorme no alpendre. Já se conformou: não ladra mais para a buganvília. Mas evita-a. E às vezes apanho-o a olhar para ela com ódio. Por quê? Até é uma planta bonita. O pai tem razão.

    Quando o António a quis cortar, o pai não deixou. Disse que a buganvília é a planta mais linda que há; e que é como ele. Não percebi, mas ele referia-se ao crescimento contínuo. Sinceramente, não acho que o pai tenha tendência para crescer. Mas foi o que disse, que a buganvília era como ele, lá tem as suas razões.


(Artur Pestana [Pepetela]. O Cão e os Caluandas. 2015)


1 Quinta: propriedade rural.
2 Bailundo: povo que habita a região de Bailundo, em Angola.
3 Cubata: pequena casa coberta de folhas, própria de negros africanos. 
Ao falar sobre a recusa de Xico de ir à quinta, a narradora deixou claro que
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Q3588767 Português
BRICS aprova plano de ação climática com foco em prevenção de desastres
Ministros reunidos no Itamaraty firmam compromisso por adaptação climática e desenvolvimento sustentável até 2029
Em reunião realizada nesta sexta-feira (9), no Palácio Itamaraty, em Brasília, os países-membros do BRICS aprovaram uma Declaração Conjunta e um Plano de Trabalho com diretrizes voltadas à prevenção de desastres naturais, adaptação às mudanças climáticas e promoção do desenvolvimento sustentável com justiça social.
(Disponível em: https://www.brasil247.com/brasil/brics. Acesso em: maio de 2025.)
O BRICS é um bloco econômico que desenvolve ações de cooperação internacional entre os países-membros, com foco em acordos que visam benefícios compartilhados. Com base no plano de ação contra a crise climática com foco em desastres, pode-se entender como contribuições a nível internacional:
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Q3588766 Português
IA do Instagram vai identificar contas usadas por adolescentes para aumentar a segurança
Menores de 18 anos têm limitações no uso da rede social; uso de IA ajuda a identificar aqueles que colocam idade errada para driblar restrições
O Instagram vai ampliar o uso de inteligência artificial para detectar uso indevido da plataforma por adolescentes. A ideia é identificar usuários que estão abaixo da idade mínima da rede social e bloquear o acesso. Desde 2024, o Instagram implementou uma ferramenta que usa IA para identificar adolescentes na plataforma. Para menores de idade, o uso da plataforma é feito com limitações. Mas muitos desses usuários colocam uma data de nascimento diferente da real para driblar essas restrições.
(Disponível em: https://olhardigital.com.br/.internet-e-redes-sociais/. Acesso em: maio de 2025.)
As redes sociais são espaço de expressão, conectividade e estreitamento de laços. Porém, diante da série de informações e novos perfis que surgem diariamente, tornam-se espaços em que é preciso adotar algumas precauções. Tendo em vista o público que ainda não atingiu a maioridade, apresenta-se como desafio:
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Q3588765 Português
As pessoas que se recusam a usar IA
Preocupadas com impacto ambiental e a perda de habilidades, algumas pessoas ainda resistem à “invasão” das ferramentas de inteligência artificial
Nada convence Sabine Zetteler que existe valor em usar inteligência artificial. “Recentemente, li uma frase ótima que dizia algo como: ‘por que eu me daria ao trabalho de ler algo que alguém não se deu ao trabalho de escrever?’, e isso reflete exatamente o que eu penso sobre esse assunto”. Zetteler tem uma agência de comunicação em Londres, com cerca de 10 funcionários, alguns em tempo integral e outros em meio período. E questiona: “Qual o sentido de enviar algo que você não escreveu, ler um jornal escrito por robôs, ouvir uma música criada por IA, ou ganhar um pouco mais de dinheiro substituindo um funcionário que tem quatro filhos pela tecnologia?”.
(Disponível em: https://g1.globo.com/tecnologia/. Acesso em: maio de 2025.)
O uso de inteligência artificial para tarefas rotineiras tem se tornado cada vez mais comum; sobretudo, com o acesso mais democrático às ferramentas de múltiplas funções. Todavia, é possível questionar o impacto de sua utilização pois:
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Q3588764 Português
Ministra Margareth: “Sem meio ambiente não há cultura”
Encerramento da 5ª CNMA aconteceu em Brasília
[...] A conferência teve como tema “Emergência Climática: o Desafio da Transformação Ecológica”, e foi promovida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Durante sua fala, Margareth ressaltou a importância de compreender a cultura como uma manifestação que nasce dos territórios e das comunidades, e que, por isso, depende diretamente da preservação do meio ambiente. “Sem meio ambiente, não há cultura. A cultura emana das comunidades e territórios que habitamos; ela é a expressão viva do nosso povo e, portanto, deve ser protegida e valorizada”, afirmou.
(Disponível em: https://atarde.com.br/cultura/. Acesso em: maio de 2025.)
A preservação do meio ambiente se reflete em diferentes aspectos da vida comunitária, essenciais à natureza humana. Com base nas relações entre cultura e meio ambiente, pode-se apontar como solução ao cenário de desvalorização:
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Q3588763 Português
Brasil, esquentai vossos pandeiros para a exposição aberta no Rio para contar a história social do instrumento no país
[...] A evolução do pandeiro na música do Brasil é mostrada na exposição Pandeiros do Brasil – História, tradição e inovação, produzida com curadoria da pandeirista e professora Clarice Magalhães e do pesquisador Eduardo Vidili, autor da tese A vida social do pandeiro no Rio de Janeiro (1900-1939). Em cartaz a partir de hoje, 10 de maio, na Casa do Pandeiro, no Centro da Cidade do Rio de Janeiro (RJ), a mostra está estruturada em dois eixos, um artístico e outro sociológico, mostrando a rota do pandeiro desde os tempos ancestrais com evidente ênfase no percurso do instrumento em solo nacional.
(Disponível em: https://g1.globo.com/. Acesso em: maio de 2025.)
A música brasileira possui influências diversas, que também se inserem no âmbito dos instrumentos musicais. Tendo em vista esse cenário, é possível atribuir relação entre música e história uma vez que:
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Q3588762 Pedagogia
No Brasil, a educação quilombola é essencial para manter vivos os espaços de resistência e identidade da população negra remanescente nos quilombos. Entretanto, a prática demonstra uma série de necessidades não atendidas para o funcionamento adequado dessas instituições. Como forma de buscar soluções para essa questão, são consideradas ações essenciais: 
Alternativas
Q3588761 Sociologia
A presença da mulher preta empreendedora no mercado atual
A mulher preta empreendedora gera representatividade e exerce um papel fundamental no universo empreendedor
Segundo uma pesquisa realizada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), em 2021, 47% das mulheres que empreendem no Brasil são negras. Isso mostra um avanço significativo para esse grupo que, infelizmente, ainda precisa enfrentar diversas barreiras para alcançar o sucesso profissional. Entretanto, de acordo com os dados apresentados pelo mesmo estudo, é possível notar uma diferença nítida de renda mensal entre a mulher preta e a branca. Enquanto a primeira recebe, em média, R$ 1.539, a segunda obtém um ganho estimado de R$ 2.035. Ou seja, embora exerçam a mesma função, ainda são remuneradas de forma desigual.
(Disponível em: https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/. Acesso em: maio de 2025.)
O empreendedorismo feminino é essencial para o incremento da economia, geração de renda familiar e autonomia das empresárias. Porém, ainda é preciso modificar o quadro de desigualdade que atinge os empreendimentos de mulheres negras. Para alterar essa realidade, são necessárias ações como: 
Alternativas
Q3588760 Português
Governo adere à política federal de cotas para mulheres em situação de violência
RS é o 14º estado a aderir à iniciativa, que promove empregabilidade e inclusão socioeconômica
O governo do estado, por meio da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), assinou, na terça-feira (25/03), um termo de cooperação com os ministérios da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e das Mulheres. O ato formaliza a adesão do Rio Grande do Sul à Política de Cotas para Mulheres em Situação de Violência Doméstica nas Contratações Públicas [...]. No Estado, a medida irá assegurar que 8% das vagas em contratos de serviços terceirizados dos órgãos federais no Rio Grande do Sul serão destinadas a mulheres em situação de violência doméstica.
(Disponível em: https://estado.rs.gov.br/. Acesso em: maio de 2025.)
A violência doméstica contra mulheres é uma realidade alarmante que se perpetua. Diante do avanço nos números de registros de casos junto aos órgãos competentes de segurança, que se soma às subnotificações, é preciso pensar em formas de quebrar o ciclo de agressões. Assim, a política federal mencionada no texto se apresenta como: 
Alternativas
Q3588759 Português
Roça Sustentável: experiência “antiga” aumenta produtividade em até cinco vezes
Tecnologia, com a ajuda de observação em unidades de referência, quintuplica a produtividade da mandioca e incrementa em até 50% as culturas de arroz e milho
Na mesma área e sem uso de fogo, a Roça Sustentável (Criaf) diversifica a produção e otimiza a produtividade da mandioca, arroz, milho, feijão e outras culturas. O objetivo é melhorar a produtividade e a renda de agricultores familiares, que correspondem a mais de 80% dos produtores dentro da região do Matopiba – região formada pelo estado do Tocantins e partes dos estados do Maranhão, Piauí e Bahia – onde ocorreu forte expansão agrícola a partir da segunda metade dos anos 1980. O resultado da metodologia da Roça Sustentável é o aumento, em até cinco vezes, da produtividade da mandioca e em 50% a produtividade do arroz e do milho.
(Disponível em: https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/. Acesso em: maio de 2025.)
A “Roça Sustentável” surge como alternativa econômica e eficaz para a produção de alimentos de maneira ecológica. Seu pressuposto é o aumento na produtividade por meio da utilização de técnicas “antigas”, mas que se demonstram válidas ainda hoje. Tendo em vista o desenvolvimento sustentável, práticas como essa se destacam por:
Alternativas
Q3588758 Português
Festividades da região Norte são reconhecidas como Patrimônios Culturais Imateriais do Brasil por Lula
Duas grandes tradições populares da região Norte do Brasil foram oficialmente reconhecidas como patrimônios imateriais da cultura nacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou leis que conferem esse título ao Festival Folclórico de Parintins e seus bois Garantido e Caprichoso, bem como ao Arraial do Pavulagem. Com isso, essas manifestações culturais se juntam a outros bens imateriais do Brasil, como as escolas de samba, o forró, as festas juninas e a música gospel.
(Disponível em: https://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/. Acesso em: maio de 2025. Adaptado.)
Os Patrimônios Culturais Imateriais são reconhecidos com base nas suas contribuições para a formação de identidades coletivas no cenário regional e nacional. Nesse sentido, o amparo legal para as manifestações culturais citadas se destaca, pois: 
Alternativas
Respostas
8081: E
8082: A
8083: B
8084: C
8085: D
8086: A
8087: D
8088: C
8089: B
8090: E
8091: B
8092: A
8093: D
8094: C
8095: C
8096: A
8097: D
8098: D
8099: A
8100: A