Questões Discursivas

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Q4160804 Matemática
Um setor de almoxarifado recebeu um lote com 380 pastas funcionais antigas. O gerente determinou que um servidor separasse 140 dessas pastas para arquivamento digital imediato. O restante das pastas no balcão de triagem foi dividido igualmente em caixas organizadoras menores, de modo que cada caixa recebeu exatamente 15 pastas, não restando nenhuma pasta solta. Diante disso, quantas caixas organizadoras foram preenchidas nessa tarefa? 
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Q4160803 Matemática
Para realizar o mapeamento digital de uma região, a Prefeitura escalou uma equipe de 6 técnicos operacionais, que conseguiram concluir a vistoria de 24 bairros em exatamente 12 dias de trabalho contínuo. Visando acelerar o planejamento urbano, a coordenação decidiu remanejar a estrutura e manter apenas 4 desses técnicos na mesma atividade. Assim, quantos bairros essa nova configuração de equipe conseguirá vistoriar no mesmo período de 12 dias de jornada?
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Q4160802 Raciocínio Lógico
Durante uma auditoria interna em um lote documental, um servidor analisou as seguintes declarações sobre a autuação de processos: 'Se o relatório técnico apresenta rasuras, então a certidão de regularidade é imediatamente suspensa'. Sabendo que a equipe de fiscalização constatou de forma oficial que a referida certidão de regularidade NÃO foi suspensa na data de hoje, qual é a conclusão logica e mandatória que o servidor deve registrar no parecer técnico?
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Q4160801 Português
Analise a fala do amigo do devedor no segundo balão de fala. O emprego dos dois-pontos logo antes das aspas simples teve a finalidade CORRETA de: 
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Q4160800 Português
Analise a palavra CREDORES, presente no primeiro balão de fala. Sobre a sua separação de sílabas e classificação, assinale a alternativa CORRETA.
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Q4160799 Português
Na fala do devedor, FIZ ESTA PLACA PARA COLOCAR FORA, a palavra sublinhada recebe acento agudo no A. Diante disso, qual regra gramatical justifica essa acentuação? 
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Q4160797 Português
Relacionando o título da charge aos diálogos entre os dois personagens, assinale a alternativa CORRETA sobre o que significa a situação de inadimplência.
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Q4155821 História e Geografia de Estados e Municípios
O estudo da toponímia de um município permite compreender a relação entre os primeiros habitantes, as características naturais do espaço geográfico e a identidade cultural local. Em relação à Ipaporanga (CE), o termo tem origem na língua tupi. Dessa forma, o significado etimológico CORRETAMENTE aceito e consagrado para o nome do município é: 
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Q4155820 História e Geografia de Estados e Municípios
A conquista da autonomia política e administrativa de Ipaporanga (CE) insere-se em um contexto de reorganização territorial no estado do Ceará durante a década de 1980. Nesse contexto, a emancipação política do município de Ipaporanga consolidou-se formalmente por meio da Lei Estadual n.º 11.348 em: 
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Q4155819 História e Geografia de Estados e Municípios
No contexto da divisão político-administrativa e da organização regional do Estado do Ceará, o município de Ipaporanga (CE) integra a microrregião do Sertão de Crateús. Considerando exclusivamente a rede de municípios cearenses que fazem divisa territorial direta com Ipaporanga, assinale a alternativa CORRETA. 
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Q4155818 História e Geografia de Estados e Municípios
A formação do núcleo urbano que hoje corresponde ao município de Ipaporanga (CE) está intimamente ligada aos fluxos de ocupação do interior cearense e às sucessivas alterações em sua toponímia e subordinação administrativa ao longo dos séculos XIX e XX. Sobre a evolução histórica e territorial do município, é CORRETO afirmar que: 
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Q4155817 Direito Constitucional
Conforme norma constitucional, a criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios serão feitos por meio de:
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Q4155816 Matemática
Em um evento esportivo, cada participante consome, em média, 6 copos de 300 mL de água. Sabendo que participaram 25 pessoas do evento, a quantidade de garrafas de 2 litros de água que devem ser adquiridas para atender a todos é:
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Q4155815 Matemática
Em determinado período, o salário de um funcionário sofreu um reajuste de 35%. Após o reajuste, o salário passou a ser de R$ 2.430,00. Com base no enunciado, o valor do salário antes do reajuste era de: 
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Q4155814 Noções de Informática

Uma empresa utiliza um serviço de armazenamento em nuvem para compartilhamento de arquivos entre colaboradores. Diante do exposto, analise as sentenças a seguir:


I- No modelo Software como Serviço (SaaS), o usuário final precisa instalar localmente o software para utilizá-lo.


PORQUE


II- No modelo SaaS, o provedor é responsável por hospedar e manter a aplicação acessível via Internet. 


Analisadas as sentenças, é CORRETO afirmar que:

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Q4155813 Segurança da Informação
Uma clínica médica está realizando um treinamento sobre Segurança da Informação, discutindo sobre princípios e práticas de segurança. Nesse contexto, analise as sentenças a seguir: 

I- Utilizar senhas fortes e diferentes para cada serviço reduz riscos de acesso indevido.

II- Atualizações de sistema podem corrigir vulnerabilidades de segurança.

III- Vírus de computador só se propagam por meio de dispositivos físicos, como pen drives.

IV- Firewall é um software destinado exclusivamente à servidores de redes. 

Analisadas as sentenças, estão CORRETAS apenas:
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Q4155812 Segurança da Informação

Um gestor decidiu armazenar documentos institucionais apenas em um único computador da organização, objetivando economia nos gastos com tecnologia. Acerca do tema, analise as sentenças a seguir:


I- Essa prática é considerada adequada para garantir recuperação de dados em caso de falha de hardware para pequenos negócios.


 PORQUE


II- A recuperação de dados depende exclusivamente da integridade física do equipamento onde os arquivos estão armazenados.


Analisadas as sentenças, é CORRETO afirmar que:

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Q4155811 Português

UM APÓLOGO


Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:

— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?

— Deixe-me, senhora.

— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.

— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.

— Mas você é orgulhosa.

— Decerto que sou.

— Mas por quê?

— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?

— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?

— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...

— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e mando...

— Também os batedores vão adiante do imperador.

— Você é imperador?

— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...

Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:

— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...

A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.

Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, perguntou-lhe:

— Ora, agora, diga-me quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.

Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:

— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.

Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:

— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

Disponível em: https://machadodeassis.net/texto/um-apologo/31424. Acesso em: 10 de junho de 2026.

Assinale a alternativa CORRETA acerca da classificação da forma verbal destacada no trecho “Faze como eu, que não abro caminho para ninguém”. 
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Q4155810 Português

UM APÓLOGO


Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:

— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?

— Deixe-me, senhora.

— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.

— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.

— Mas você é orgulhosa.

— Decerto que sou.

— Mas por quê?

— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?

— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?

— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...

— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e mando...

— Também os batedores vão adiante do imperador.

— Você é imperador?

— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...

Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:

— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...

A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.

Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, perguntou-lhe:

— Ora, agora, diga-me quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.

Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:

— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.

Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:

— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

Disponível em: https://machadodeassis.net/texto/um-apologo/31424. Acesso em: 10 de junho de 2026.

Assinale a alternativa que classifica CORRETAMENTE a função sintática da oração destacada no trecho “Mas a verdade é que você faz um papel subalterno”. 
Alternativas
Q4155809 Português

UM APÓLOGO


Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:

— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?

— Deixe-me, senhora.

— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.

— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.

— Mas você é orgulhosa.

— Decerto que sou.

— Mas por quê?

— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?

— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?

— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...

— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e mando...

— Também os batedores vão adiante do imperador.

— Você é imperador?

— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...

Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:

— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...

A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.

Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, perguntou-lhe:

— Ora, agora, diga-me quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.

Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:

— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.

Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:

— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

Disponível em: https://machadodeassis.net/texto/um-apologo/31424. Acesso em: 10 de junho de 2026.

Em “A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho”, os vocábulos destacados devem ser classificados, respectivamente, como: 
Alternativas
Respostas
661: B
662: D
663: A
664: A
665: A
666: C
667: B
668: C
669: D
670: C
671: B
672: A
673: B
674: A
675: A
676: A
677: A
678: A
679: B
680: A