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I. É dever do cidadão perante a administração pública não agir de modo temerário.
II. Autoridade pública é o servidor ou agente público desprovido de poder de decisão.
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I. A administração pública direta e indireta dos municípios deve obedecer ao princípio da moralidade.
II. É dever do cidadão perante a administração pública expor os fatos desconforme a verdade.
Marque a alternativa CORRETA:
Quatro novos fósseis de um pássaro reforçam teorias de que aves teriam evoluído a partir de alguns dinossauros. Achados foram publicados na 'Nature' desta quarta-feira (2).
Pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, encontraram novos fósseis de um pássaro, o Ichthyornis dispar, que representa uma transição evolutiva entre dinossauros e aves modernas. A partir dos fósseis encontrados, cientistas fizeram uma reconstrução tridimencional da cabeça da ave: as imagens mostram que o pássaro apresenta tanto estruturas similares a dos dinossauros quanto formatos que se assemelham a aves existentes hoje.
O detalhamento da reconstrução foi publicado nesta quarta-feira (2) na revista "Nature". O pássaro primitivo tem o nome de Ichthyornis dispar e cientistas calculam que ele tenha vivido há quase 100 milhões de anos na América do Norte.
Os primeiros restos do pássaro foram descritos pela primeira vez em 1870, dizem os cientistas. No artigo da "Nature" agora, pesquisadores apresentaram quatro novos fósseis bem preservados. Eles pertenciam a um acervo da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, mas não tinham sido estudados profundamente até agora. "Bem debaixo de nossos narizes esse tempo estava uma ave de transição incrível", disse Bhart-Anjan Bhullar, paleontólogo e primeiro autor do estudo, em nota. "O pássaro tem um cérebro de aparência moderna, mas um músculo da mandíbula que notavelmente se assemelha a de um dinossauro", afirma.
Segundo o paleontólogo, o estudo mostra quando o bico do pássaro apareceu pela 1ª vez na natureza e como era o seu formato: uma estrutura bastante prolongada e totalmente tomada por dentes do início ao fim. "Na sua origem, o bico era um mecanismo de precisão que servia como um substituto para as mãos transformadas em asas", diz Bhullar, em nota.
As descoberta recentes, dizem os pesquisadores, trazem novos insights de como as aves modernas se formaram. O surgimento desses novos fósseis, por exemplo, mostra que o cérebro de pássaros se modificou primeiro na linha evolutiva e só muito depois que o crânio foi adaptado: Ichthyornis dispar tinha um cérebro semelhante aos pássaros modernos, mas uma região temporal do crânio que é similar a de um dinossauro.
Uma outra contribuição dos fósseis é que eles também validam outras descobertas da equipe: em outras pesquisas, eles já haviam demonstrado que o bico e o palato são modelados pelos mesmos genes. "A história da evolução das aves, o grupo de vertebrados mais rico em espécies em Terra, é uma das mais importantes de toda a história. Afinal, quando surgiram, ainda era o tempo dos dinossauros", diz Bhullar, em nota.
O processo de reconstrução do crânio de Ichthyornis dispar envolveu técnicas modernas de tomografia computadorizada com pesquisas de outros pássaros em museus de história natural pelo mundo, dizem os cientistas. O achado também reforça teorias que mostram que as aves teriam surgido de alguns tipos de dinossauros.
(Disponível em: https://g1.globo.com/natureza/noticia/novos-fosseis-de-passaro-mostram-elo-perdido-entre-dinossauros-e-aves-modernas.ghtml. (Adaptado). Acesso em: 19/05/2018)
Nas orações abaixo, o verbo destacado está incorretamente justificado em:
Internet: <https://veja.abril.com.br> (com adaptações).
Quanto ao assunto abordado no texto acima e a temas correlatos, julgue o item
Em seu primeiro dia de governo, o presidente Jair Bolsonaro cumpriu o que disse em dezembro último: tornou sem efeito o ato de demarcação da reserva mencionada.
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Uma das poucas possibilidades de aproveitamento econômico da região é a extração de madeira, já que não há possibilidades de aproveitamento agrícola do lugar.
— 'Aõhe!' saudei em Karajá. 'Dearã Marcus Maia wanire', me apresentei. Imediatamente cessou a algazarra e fez-se um silêncio pesado entre os indiozinhos. Entreolhavam-se desconfiados e sérios. 'Kaiboho aõbo iny rybé tieryõtenyte?' Vocês não sabem a língua Karajá, perguntei. Ameninada, então, se afastou em retirada estratégica. Fui, em seguida, à casa de uma líder da comunidade, a Maria Floripes Txukodese Karajá, a Txukó, me apresentar. Lá, um dos meninos me respondeu: — 'A gente não fala essa gíria não, moço!” Outro, maiorzinho, concordou: — 'Na cidade, a gente diz que nem sabe de índio, que nem fala o indioma, senão o povo mexe com a gente'. O preconceito de que os indígenas brasileiros são alvo por parte de muitos brasileiros não indígenas é, sem dúvida, um dos fatores responsáveis pelo desprestígio, enfraquecimento e desaparecimento de muitas línguas indígenas no Brasil. Durante minha estada nas aldeias Xambioá, discuti com anciãos, lideranças, professores e alunos, a situação de perda da língua em relação a aldeias em que a língua e a cultura Karajá encontram-se ainda fortes. É interessante notar que, durante a minha temporada na aldeia, quando continuei sempre a exercitar o meu conhecimento da língua indígena, era frequentemente procurado por grupos de crianças e jovens, que vinham me mostrar palavras e frases que conheciam e testar o meu entendimento delas. Os mesmos meninos que haviam inicialmente demonstrado sentir vergonha de falar Karajá, dizendo-me nem conhecer “aquela gíria”, assediavam-me agora, revelando um conhecimento latente da língua indígena muito maior do que eles próprios pareciam supor! Divertiam-se em demonstrar àquele tori (o não índio, na língua Karajá) que valorizava e tentava usar a língua Karajá que, na verdade, conheciam, sim, a língua indígena. Vários pais também vieram me relatar sua grande surpresa por verem as crianças curiosas, perguntando e se expressando na língua Karajá, não só pronunciando palavras e frases inteiras, como até ensaiando diálogo se narrativas tradicionais.”
(...)
(Trecho retirado da introdução do livro - Manual de Linguística: subsídios para a formação de professores indígenas na área de linguagem. Maia 2006)
“O preconceito de que os indígenas brasileiros são alvo por parte de muitos brasileiros não indígenas é, SEM DÚVIDA, um dos fatores responsáveis pelo desprestígio, enfraquecimento e desaparecimento de muitas línguas indígenas no Brasil.”
“SEM DÚVIDA” é classificado gramaticalmente como: