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Q3678683 Português
TEXTO


O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
Assinale a alternativa que apresenta APENAS palavras oxítonas.
Alternativas
Q3678682 Português
TEXTO


O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
No trecho “Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves”, as palavras destacadas devem ser classificadas, respectivamente, como:
Alternativas
Q3678681 Português
TEXTO


O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o antecedente do pronome destacado em “Eles praticavam uma ‘queima de baixa intensidade’ nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada”.
Alternativas
Q3678680 Português
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O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
No trecho “Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.”, o verbo destacado pode ser substituído, sem prejuízo de significado, por:
Alternativas
Q3678679 Português
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O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
Em “o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro”, a locução conjuntiva introduz a noção de:
Alternativas
Q3678678 Português
TEXTO


O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
Assinale a alternativa que classifica, respectivamente, os termos destacados no trecho “para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque”.
Alternativas
Q3678677 Português
TEXTO


O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
Em “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, os termos destacados devem ser classificados como:
Alternativas
Q3678676 Português
TEXTO


O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
Assinale a alternativa que classifica CORRETAMENTE o termo oracional destacado em: “Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas”.
Alternativas
Q3678675 Português
TEXTO


O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
Em “O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu”, o termo destacado se classifica como:
Alternativas
Q3678674 Português
TEXTO


O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
Assinale a alternativa que destaca CORRETAMENTE uma preposição acidental.
Alternativas
Q3678673 Português
TEXTO


O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
No trecho “o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma encruzilhada”, o termo destacado é usado em sentido figurado. Assinale a alternativa cujo sinônimo se ajusta CORRETAMENTE ao uso metafórico do texto.
Alternativas
Q3657544 Português
A regência nominal constitui um dos aspectos mais complexos da norma culta da Língua Portuguesa, pois muitas vezes os falantes utilizam preposições inadequadas em determinadas construções. Leia atentamente as afirmações abaixo, que tratam de usos frequentes de regência nominal:
I.A frase "O filme foi adaptado do romance francês" está correta, pois o termo adaptado exige a preposição de quando se indica origem.
II.A construção "Estou disposto em aceitar a proposta" está de acordo com a norma culta, já que o termo disposto pode ser regido tanto por a quanto por em.
III.A expressão "Tenho certeza de que ele chegará cedo" é adequada, visto que o termo certeza rege a preposição de antes de orações subordinadas.
IV.A frase "Os alunos foram obedientes com os professores" está de acordo com a norma-padrão, pois obediente exige a preposição com.

Assinale a alternativa que indica quais afirmativas são verdadeiras, de acordo com a norma-padrão: 
Alternativas
Q3657539 Português
Câncer de Ovário: O Tumor Ginecológico Mais Letal e Os Novos Caminhos da Imunoterapia

O câncer de ovário, apesar de menos incidente do que o de mama ou o de colo do útero, é o tumor ginecológico mais letal entre as mulheres. Isso acontece principalmente porque, na maioria das vezes, a doença é diagnosticada em estágios avançados, quando as chances de cura são menores e os tratamentos, mais agressivos.

Um dos principais obstáculos é a ausência de sintomas específicos nas fases iniciais e a falta de um método eficaz de rastreamento, o que faz com que o diagnóstico precoce ainda seja uma exceção. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar mais de 7 mil novos casos de câncer de ovário em 2025.

Na ASCO 2025, maior congresso mundial de oncologia, recém-encerrado em Chicago, um dos estudos mais relevantes apresentados na área de tumores ginecológicos avaliou justamente novas estratégias para o câncer de ovário. O trabalho investigou o papel da imunoterapia, uma abordagem que tem revolucionado o tratamento de diversos tipos de câncer, como os de pulmão, rim e melanoma.

O estudo envolveu pacientes com doença avançada, que haviam recebido os tratamentos tradicionais (cirurgia e quimioterapia) e passaram a ser tratadas com inibidores da enzima PARP, uma classe de medicamentos que impede que o tumor se reconstrua após o ataque inicial do tratamento. A novidade foi adicionar à estratégia o imunoterápico dostarlimabe, que estimula o sistema imunológico a reconhecer e combater as células tumorais de forma mais eficaz.

Os resultados mostraram um ganho relevante e promissor: a combinação reduziu em 15% o risco de progressão da doença ou morte, em comparação ao uso isolado do inibidor da PARP. Embora esse número ainda seja inferior ao impacto que a imunoterapia tem demonstrado em outros tumores, ele representa um passo importante na busca por novas soluções para o câncer de ovário.

Mais do que um resultado imediato, o estudo reforça a necessidade de desenvolver imunoterapias mais potentes e específicas para esse tipo de tumor, que tem características biológicas bastante particulares. Também aponta para um futuro em que a combinação inteligente de terapias — cirurgia, quimioterapia, drogas-alvo e imunoterapia — possa oferecer às pacientes uma maior sobrevida e, principalmente, mais qualidade de vida.


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/06/fernando-maluf-cancer-de-o vario-o-tumor-ginecologico-mais-letal-e-os-novos-caminhos-da-imunote rapia/
A norma culta da Língua Portuguesa busca evitar construções que possam comprometer a clareza, a correção gramatical ou a elegância estilística do texto. Os chamados vícios de linguagem são exemplos de desvios que prejudicam a comunicação, ainda que sejam frequentemente encontrados na oralidade e até em textos escritos. Analise as alternativas a seguir e identifique aquela em que há a ocorrência de um solecismo.
Alternativas
Q3657538 Português
Câncer de Ovário: O Tumor Ginecológico Mais Letal e Os Novos Caminhos da Imunoterapia

O câncer de ovário, apesar de menos incidente do que o de mama ou o de colo do útero, é o tumor ginecológico mais letal entre as mulheres. Isso acontece principalmente porque, na maioria das vezes, a doença é diagnosticada em estágios avançados, quando as chances de cura são menores e os tratamentos, mais agressivos.

Um dos principais obstáculos é a ausência de sintomas específicos nas fases iniciais e a falta de um método eficaz de rastreamento, o que faz com que o diagnóstico precoce ainda seja uma exceção. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar mais de 7 mil novos casos de câncer de ovário em 2025.

Na ASCO 2025, maior congresso mundial de oncologia, recém-encerrado em Chicago, um dos estudos mais relevantes apresentados na área de tumores ginecológicos avaliou justamente novas estratégias para o câncer de ovário. O trabalho investigou o papel da imunoterapia, uma abordagem que tem revolucionado o tratamento de diversos tipos de câncer, como os de pulmão, rim e melanoma.

O estudo envolveu pacientes com doença avançada, que haviam recebido os tratamentos tradicionais (cirurgia e quimioterapia) e passaram a ser tratadas com inibidores da enzima PARP, uma classe de medicamentos que impede que o tumor se reconstrua após o ataque inicial do tratamento. A novidade foi adicionar à estratégia o imunoterápico dostarlimabe, que estimula o sistema imunológico a reconhecer e combater as células tumorais de forma mais eficaz.

Os resultados mostraram um ganho relevante e promissor: a combinação reduziu em 15% o risco de progressão da doença ou morte, em comparação ao uso isolado do inibidor da PARP. Embora esse número ainda seja inferior ao impacto que a imunoterapia tem demonstrado em outros tumores, ele representa um passo importante na busca por novas soluções para o câncer de ovário.

Mais do que um resultado imediato, o estudo reforça a necessidade de desenvolver imunoterapias mais potentes e específicas para esse tipo de tumor, que tem características biológicas bastante particulares. Também aponta para um futuro em que a combinação inteligente de terapias — cirurgia, quimioterapia, drogas-alvo e imunoterapia — possa oferecer às pacientes uma maior sobrevida e, principalmente, mais qualidade de vida.


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/06/fernando-maluf-cancer-de-o vario-o-tumor-ginecologico-mais-letal-e-os-novos-caminhos-da-imunote rapia/
O progresso científico nem sempre se resume aos resultados alcançados em curto prazo, mas também à abertura de novas perspectivas para a evolução dos tratamentos. No caso do câncer de ovário, as descobertas recentes sinalizam caminhos que vão além da eficácia imediata. Considerando o texto, qual interpretação traduz de forma adequada essa ideia?
Alternativas
Q3657537 Português
Câncer de Ovário: O Tumor Ginecológico Mais Letal e Os Novos Caminhos da Imunoterapia

O câncer de ovário, apesar de menos incidente do que o de mama ou o de colo do útero, é o tumor ginecológico mais letal entre as mulheres. Isso acontece principalmente porque, na maioria das vezes, a doença é diagnosticada em estágios avançados, quando as chances de cura são menores e os tratamentos, mais agressivos.

Um dos principais obstáculos é a ausência de sintomas específicos nas fases iniciais e a falta de um método eficaz de rastreamento, o que faz com que o diagnóstico precoce ainda seja uma exceção. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar mais de 7 mil novos casos de câncer de ovário em 2025.

Na ASCO 2025, maior congresso mundial de oncologia, recém-encerrado em Chicago, um dos estudos mais relevantes apresentados na área de tumores ginecológicos avaliou justamente novas estratégias para o câncer de ovário. O trabalho investigou o papel da imunoterapia, uma abordagem que tem revolucionado o tratamento de diversos tipos de câncer, como os de pulmão, rim e melanoma.

O estudo envolveu pacientes com doença avançada, que haviam recebido os tratamentos tradicionais (cirurgia e quimioterapia) e passaram a ser tratadas com inibidores da enzima PARP, uma classe de medicamentos que impede que o tumor se reconstrua após o ataque inicial do tratamento. A novidade foi adicionar à estratégia o imunoterápico dostarlimabe, que estimula o sistema imunológico a reconhecer e combater as células tumorais de forma mais eficaz.

Os resultados mostraram um ganho relevante e promissor: a combinação reduziu em 15% o risco de progressão da doença ou morte, em comparação ao uso isolado do inibidor da PARP. Embora esse número ainda seja inferior ao impacto que a imunoterapia tem demonstrado em outros tumores, ele representa um passo importante na busca por novas soluções para o câncer de ovário.

Mais do que um resultado imediato, o estudo reforça a necessidade de desenvolver imunoterapias mais potentes e específicas para esse tipo de tumor, que tem características biológicas bastante particulares. Também aponta para um futuro em que a combinação inteligente de terapias — cirurgia, quimioterapia, drogas-alvo e imunoterapia — possa oferecer às pacientes uma maior sobrevida e, principalmente, mais qualidade de vida.


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/06/fernando-maluf-cancer-de-o vario-o-tumor-ginecologico-mais-letal-e-os-novos-caminhos-da-imunote rapia/
O avanço das pesquisas médicas frequentemente resulta na combinação de terapias tradicionais com novas abordagens, visando ampliar as chances de sucesso no enfrentamento de doenças graves. No estudo apresentado no congresso internacional de oncologia, o foco esteve na busca de alternativas para pacientes com câncer de ovário em estágio avançado. Considerando o que foi exposto, qual interpretação é adequada?
Alternativas
Q3657536 Português
Câncer de Ovário: O Tumor Ginecológico Mais Letal e Os Novos Caminhos da Imunoterapia

O câncer de ovário, apesar de menos incidente do que o de mama ou o de colo do útero, é o tumor ginecológico mais letal entre as mulheres. Isso acontece principalmente porque, na maioria das vezes, a doença é diagnosticada em estágios avançados, quando as chances de cura são menores e os tratamentos, mais agressivos.

Um dos principais obstáculos é a ausência de sintomas específicos nas fases iniciais e a falta de um método eficaz de rastreamento, o que faz com que o diagnóstico precoce ainda seja uma exceção. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar mais de 7 mil novos casos de câncer de ovário em 2025.

Na ASCO 2025, maior congresso mundial de oncologia, recém-encerrado em Chicago, um dos estudos mais relevantes apresentados na área de tumores ginecológicos avaliou justamente novas estratégias para o câncer de ovário. O trabalho investigou o papel da imunoterapia, uma abordagem que tem revolucionado o tratamento de diversos tipos de câncer, como os de pulmão, rim e melanoma.

O estudo envolveu pacientes com doença avançada, que haviam recebido os tratamentos tradicionais (cirurgia e quimioterapia) e passaram a ser tratadas com inibidores da enzima PARP, uma classe de medicamentos que impede que o tumor se reconstrua após o ataque inicial do tratamento. A novidade foi adicionar à estratégia o imunoterápico dostarlimabe, que estimula o sistema imunológico a reconhecer e combater as células tumorais de forma mais eficaz.

Os resultados mostraram um ganho relevante e promissor: a combinação reduziu em 15% o risco de progressão da doença ou morte, em comparação ao uso isolado do inibidor da PARP. Embora esse número ainda seja inferior ao impacto que a imunoterapia tem demonstrado em outros tumores, ele representa um passo importante na busca por novas soluções para o câncer de ovário.

Mais do que um resultado imediato, o estudo reforça a necessidade de desenvolver imunoterapias mais potentes e específicas para esse tipo de tumor, que tem características biológicas bastante particulares. Também aponta para um futuro em que a combinação inteligente de terapias — cirurgia, quimioterapia, drogas-alvo e imunoterapia — possa oferecer às pacientes uma maior sobrevida e, principalmente, mais qualidade de vida.


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/06/fernando-maluf-cancer-de-o vario-o-tumor-ginecologico-mais-letal-e-os-novos-caminhos-da-imunote rapia/
Os avanços científicos em oncologia muitas vezes apresentam resultados graduais, que, embora não revolucionem de imediato o tratamento, sinalizam caminhos relevantes para o futuro. No caso do estudo mencionado, a avaliação dos dados aponta para um progresso que merece atenção. Considerando as informações do texto, qual interpretação é adequada?
Alternativas
Q3657535 Português
Câncer de Ovário: O Tumor Ginecológico Mais Letal e Os Novos Caminhos da Imunoterapia

O câncer de ovário, apesar de menos incidente do que o de mama ou o de colo do útero, é o tumor ginecológico mais letal entre as mulheres. Isso acontece principalmente porque, na maioria das vezes, a doença é diagnosticada em estágios avançados, quando as chances de cura são menores e os tratamentos, mais agressivos.

Um dos principais obstáculos é a ausência de sintomas específicos nas fases iniciais e a falta de um método eficaz de rastreamento, o que faz com que o diagnóstico precoce ainda seja uma exceção. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar mais de 7 mil novos casos de câncer de ovário em 2025.

Na ASCO 2025, maior congresso mundial de oncologia, recém-encerrado em Chicago, um dos estudos mais relevantes apresentados na área de tumores ginecológicos avaliou justamente novas estratégias para o câncer de ovário. O trabalho investigou o papel da imunoterapia, uma abordagem que tem revolucionado o tratamento de diversos tipos de câncer, como os de pulmão, rim e melanoma.

O estudo envolveu pacientes com doença avançada, que haviam recebido os tratamentos tradicionais (cirurgia e quimioterapia) e passaram a ser tratadas com inibidores da enzima PARP, uma classe de medicamentos que impede que o tumor se reconstrua após o ataque inicial do tratamento. A novidade foi adicionar à estratégia o imunoterápico dostarlimabe, que estimula o sistema imunológico a reconhecer e combater as células tumorais de forma mais eficaz.

Os resultados mostraram um ganho relevante e promissor: a combinação reduziu em 15% o risco de progressão da doença ou morte, em comparação ao uso isolado do inibidor da PARP. Embora esse número ainda seja inferior ao impacto que a imunoterapia tem demonstrado em outros tumores, ele representa um passo importante na busca por novas soluções para o câncer de ovário.

Mais do que um resultado imediato, o estudo reforça a necessidade de desenvolver imunoterapias mais potentes e específicas para esse tipo de tumor, que tem características biológicas bastante particulares. Também aponta para um futuro em que a combinação inteligente de terapias — cirurgia, quimioterapia, drogas-alvo e imunoterapia — possa oferecer às pacientes uma maior sobrevida e, principalmente, mais qualidade de vida.


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/06/fernando-maluf-cancer-de-o vario-o-tumor-ginecologico-mais-letal-e-os-novos-caminhos-da-imunote rapia/
Determinadas doenças apresentam maior letalidade não apenas pela sua agressividade, mas também pelas dificuldades de diagnóstico precoce. No caso do câncer de ovário, as características apresentadas no texto apontam para fatores que explicam sua gravidade. Considerando esse contexto, qual alternativa traduz de forma adequada a mensagem central?
Alternativas
Q3657534 Pedagogia
A pedagogia crítico-social dos conteúdos propõe uma síntese entre diferentes tendências pedagógicas. Qual característica NÃO corresponde a essa abordagem?
Alternativas
Q3657533 Pedagogia
O coordenador pedagógico, ao planejar ações cívicas, culturais e comunitárias, deve considerar seus diversos aspectos. Nesse sentido, considere a situação abaixo: Em uma escola que pretende elaborar um calendário de ações articulando festividades locais, debates sobre direitos sociais e práticas de intervenção comunitária, qual encaminhamento evidencia uma compreensão CORRETA do papel dessas ações no âmbito da gestão democrática e da função social da escola?
Alternativas
Q3657532 Pedagogia
Com base na teoria da ação comunicativa, um coordenador pedagógico enfrenta um conflito entre professores sobre metodologias de ensino. Qual estratégia representa o agir comunicativo?
Alternativas
Respostas
721: A
722: C
723: E
724: D
725: D
726: B
727: A
728: C
729: B
730: E
731: A
732: A
733: A
734: A
735: A
736: B
737: A
738: B
739: A
740: A