Questões de Concurso Para agente funerário

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Q3637030 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Penas preservadas em âmbar revelam segredos de aves pré-históricas.



Pássaros modernos e seus parentes pré-históricos têm algo em comum: a importância da troca de penas em seu ciclo de vida. As penas são estruturas complexas que não podem ser reparadas, então, para mantê-las em boa forma, os pássaros passam por uma troca. Os filhotes perdem suas penas e as trocam por versões de adultos; já os mais velhos renovam sua cobertura corporal uma vez ao ano.



Além de serem essenciais para voar, nadar, camuflar, atrair parceiros, aquecer e proteger dos raios solares, as penas também podem ser a chave para explicar por que os ancestrais dos pássaros modernos viveram, enquanto outros dinossauros morreram há 66 milhões de anos.


Dois estudos recentes, liderados pela paleontóloga Jingmai O'Connor, do Museum Field de Chicago, nos Estados Unidos, trazem novas perspectivas sobre esse processo e suas implicações na evolução das aves.


Hoje, filhotes de pássaros têm um padrão em termos de desenvolvimento quando nascem. Existem as aves altriciais, que nascem nuas e indefesas incapazes de se movimentar, alimentar e termorregular, e as espécies precociais, que nascem com penas e são bastante autossuficientes.


Contudo, um dos estudos, publicado na revista Cretaceous Research, apresentou a descoberta de penas fossilizadas em âmbar de um filhote de pássaro com cerca de 99 milhões de anos. Essas penas preservadas revelaram uma combinação única de características precociais e altriciais.


Essa descoberta sugere que o grupo de aves pré- históricas conhecido como Enantiornithines, do qual esse filhote provavelmente fazia parte, tinha um processo de muda acelerado e enfrentava desafios significativos durante esse período crítico.


A muda consome muita energia, e perder muitas penas de uma só vez pode dificultar que um pássaro se mantenha aquecido. Como resultado, os filhotes precociais tendem a mudar lentamente, de modo que mantêm um suprimento constante de penas, enquanto os filhotes altriciais, que podem contar com seus pais para se alimentar e se aquecer, passam por uma “muda simultânea”, perdendo todas as suas penas ao mesmo tempo.


As penas preservadas em âmbar são a primeira evidência fóssil definitiva de uma muda juvenil e revela um filhote de pássaro cuja história de vida não corresponde a nenhuma ave viva hoje. “Este espécime mostra uma combinação totalmente bizarra de características precociais e altriciais”, diz O'Connor, do Centro de Pesquisa Integrativa Negaunee, do Museu Field, em comunicado. “Todas as penas do corpo estão basicamente no mesmo estágio de desenvolvimento, então isso significa que todas as penas começaram a crescer simultaneamente, ou quase simultaneamente. ”


O’Connor acredita que a pena presa no âmbar é da espécie já extinta Enantiornithines, e que, por ser um filhote com características precociais e altriciais, manter-se aquecido enquanto passava por uma muda rápida pode ter sido um fator na sua destruição.


Segundo a autora, quando o asteroide atingiu a Terra, as temperaturas globais teriam despencado e os recursos teriam se tornado escassos. Desse modo, essas aves não apenas teriam demandas de energia ainda maiores para se manterem aquecidas, mas também não teriam os recursos para atendê-las.


Outro estudo, publicado em 3 de julho na revista Communications Biology, explorou os padrões de muda em pássaros modernos para entender melhor como o processo evoluiu ao longo do tempo.


De acordo com a pesquisa, nas aves adultas modernas, a muda ocorre uma vez por ano, substituindo apenas algumas penas por vez ao longo de algumas semanas. Essa estratégia permite que as aves continuem voando durante o processo.


No entanto, a muda simultânea, na qual todas as penas de voo caem ao mesmo tempo e voltam a crescer rapidamente, é mais rara e geralmente observada em aves aquáticas que não dependem do voo para se alimentar e evitar predadores.


Os pesquisadores Jingmai O'Connor e Yosef Kiat examinaram mais de 600 peles de aves modernas armazenadas na coleção de ornitologia do Museu Field. Eles descobriram que as aves com mudas sequenciais eram representadas por dezenas de espécimes em processo de muda, enquanto quase não encontraram evidências de mudas simultâneas. Esses resultados sugerem que pássaros com mudas simultâneas estão sub- representados no registro fóssil, pois passam menos tempo no processo de muda e têm menos chances de morrer durante esse período.


Os estudos de O'Connor e equipe são importantes para entendermos a evolução das aves e os fatores que influenciaram a sobrevivência de certos grupos ao longo da história. Tanto o espécime do âmbar quanto o estudo da muda em pássaros modernos apontam para um tema comum: pássaros pré-históricos e dinossauros emplumados, especialmente aqueles de grupos que não sobreviveram à extinção em massa, mudaram de forma diferente dos pássaros de hoje.


“Não acho que haja uma razão específica para que as aves da coroa, o grupo que inclui as aves modernas, tenham sobrevivido. Acho que é uma combinação de características. Mas acho que está ficando claro que a muda pode ter sido um fator significativo no qual os dinossauros conseguiram sobreviver”, conclui O'Connor.


REDAÇÃO. Revista Galileu Digital. Disponível em:

<https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2023/07/penas-preservadas-em-ambar-revelam-segredos-de-aves-pre-historicas.ghtml>. Acesso em: 19 jul. 2023. ADAPTADO.

No trecho, “Dois estudos recentes, liderados pela paleontóloga Jingmai O'Connor, do Museum Field de Chicago, nos Estados Unidos, trazem novas perspectivas sobre esse processo e suas implicações na evolução das aves”, assinale a alternativa que indica corretamente um antônimo para o termo “evolução”.
Alternativas
Q3637029 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Penas preservadas em âmbar revelam segredos de aves pré-históricas.



Pássaros modernos e seus parentes pré-históricos têm algo em comum: a importância da troca de penas em seu ciclo de vida. As penas são estruturas complexas que não podem ser reparadas, então, para mantê-las em boa forma, os pássaros passam por uma troca. Os filhotes perdem suas penas e as trocam por versões de adultos; já os mais velhos renovam sua cobertura corporal uma vez ao ano.



Além de serem essenciais para voar, nadar, camuflar, atrair parceiros, aquecer e proteger dos raios solares, as penas também podem ser a chave para explicar por que os ancestrais dos pássaros modernos viveram, enquanto outros dinossauros morreram há 66 milhões de anos.


Dois estudos recentes, liderados pela paleontóloga Jingmai O'Connor, do Museum Field de Chicago, nos Estados Unidos, trazem novas perspectivas sobre esse processo e suas implicações na evolução das aves.


Hoje, filhotes de pássaros têm um padrão em termos de desenvolvimento quando nascem. Existem as aves altriciais, que nascem nuas e indefesas incapazes de se movimentar, alimentar e termorregular, e as espécies precociais, que nascem com penas e são bastante autossuficientes.


Contudo, um dos estudos, publicado na revista Cretaceous Research, apresentou a descoberta de penas fossilizadas em âmbar de um filhote de pássaro com cerca de 99 milhões de anos. Essas penas preservadas revelaram uma combinação única de características precociais e altriciais.


Essa descoberta sugere que o grupo de aves pré- históricas conhecido como Enantiornithines, do qual esse filhote provavelmente fazia parte, tinha um processo de muda acelerado e enfrentava desafios significativos durante esse período crítico.


A muda consome muita energia, e perder muitas penas de uma só vez pode dificultar que um pássaro se mantenha aquecido. Como resultado, os filhotes precociais tendem a mudar lentamente, de modo que mantêm um suprimento constante de penas, enquanto os filhotes altriciais, que podem contar com seus pais para se alimentar e se aquecer, passam por uma “muda simultânea”, perdendo todas as suas penas ao mesmo tempo.


As penas preservadas em âmbar são a primeira evidência fóssil definitiva de uma muda juvenil e revela um filhote de pássaro cuja história de vida não corresponde a nenhuma ave viva hoje. “Este espécime mostra uma combinação totalmente bizarra de características precociais e altriciais”, diz O'Connor, do Centro de Pesquisa Integrativa Negaunee, do Museu Field, em comunicado. “Todas as penas do corpo estão basicamente no mesmo estágio de desenvolvimento, então isso significa que todas as penas começaram a crescer simultaneamente, ou quase simultaneamente. ”


O’Connor acredita que a pena presa no âmbar é da espécie já extinta Enantiornithines, e que, por ser um filhote com características precociais e altriciais, manter-se aquecido enquanto passava por uma muda rápida pode ter sido um fator na sua destruição.


Segundo a autora, quando o asteroide atingiu a Terra, as temperaturas globais teriam despencado e os recursos teriam se tornado escassos. Desse modo, essas aves não apenas teriam demandas de energia ainda maiores para se manterem aquecidas, mas também não teriam os recursos para atendê-las.


Outro estudo, publicado em 3 de julho na revista Communications Biology, explorou os padrões de muda em pássaros modernos para entender melhor como o processo evoluiu ao longo do tempo.


De acordo com a pesquisa, nas aves adultas modernas, a muda ocorre uma vez por ano, substituindo apenas algumas penas por vez ao longo de algumas semanas. Essa estratégia permite que as aves continuem voando durante o processo.


No entanto, a muda simultânea, na qual todas as penas de voo caem ao mesmo tempo e voltam a crescer rapidamente, é mais rara e geralmente observada em aves aquáticas que não dependem do voo para se alimentar e evitar predadores.


Os pesquisadores Jingmai O'Connor e Yosef Kiat examinaram mais de 600 peles de aves modernas armazenadas na coleção de ornitologia do Museu Field. Eles descobriram que as aves com mudas sequenciais eram representadas por dezenas de espécimes em processo de muda, enquanto quase não encontraram evidências de mudas simultâneas. Esses resultados sugerem que pássaros com mudas simultâneas estão sub- representados no registro fóssil, pois passam menos tempo no processo de muda e têm menos chances de morrer durante esse período.


Os estudos de O'Connor e equipe são importantes para entendermos a evolução das aves e os fatores que influenciaram a sobrevivência de certos grupos ao longo da história. Tanto o espécime do âmbar quanto o estudo da muda em pássaros modernos apontam para um tema comum: pássaros pré-históricos e dinossauros emplumados, especialmente aqueles de grupos que não sobreviveram à extinção em massa, mudaram de forma diferente dos pássaros de hoje.


“Não acho que haja uma razão específica para que as aves da coroa, o grupo que inclui as aves modernas, tenham sobrevivido. Acho que é uma combinação de características. Mas acho que está ficando claro que a muda pode ter sido um fator significativo no qual os dinossauros conseguiram sobreviver”, conclui O'Connor.


REDAÇÃO. Revista Galileu Digital. Disponível em:

<https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2023/07/penas-preservadas-em-ambar-revelam-segredos-de-aves-pre-historicas.ghtml>. Acesso em: 19 jul. 2023. ADAPTADO.

No trecho, “Desse modo, essas aves não apenas teriam demandas de energia ainda maiores para se manterem aquecidas, mas também não teriam os recursos para atendê-las”, o pronome que acompanha o verbo “atender” se refere a:
Alternativas
Q3637028 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Penas preservadas em âmbar revelam segredos de aves pré-históricas.



Pássaros modernos e seus parentes pré-históricos têm algo em comum: a importância da troca de penas em seu ciclo de vida. As penas são estruturas complexas que não podem ser reparadas, então, para mantê-las em boa forma, os pássaros passam por uma troca. Os filhotes perdem suas penas e as trocam por versões de adultos; já os mais velhos renovam sua cobertura corporal uma vez ao ano.



Além de serem essenciais para voar, nadar, camuflar, atrair parceiros, aquecer e proteger dos raios solares, as penas também podem ser a chave para explicar por que os ancestrais dos pássaros modernos viveram, enquanto outros dinossauros morreram há 66 milhões de anos.


Dois estudos recentes, liderados pela paleontóloga Jingmai O'Connor, do Museum Field de Chicago, nos Estados Unidos, trazem novas perspectivas sobre esse processo e suas implicações na evolução das aves.


Hoje, filhotes de pássaros têm um padrão em termos de desenvolvimento quando nascem. Existem as aves altriciais, que nascem nuas e indefesas incapazes de se movimentar, alimentar e termorregular, e as espécies precociais, que nascem com penas e são bastante autossuficientes.


Contudo, um dos estudos, publicado na revista Cretaceous Research, apresentou a descoberta de penas fossilizadas em âmbar de um filhote de pássaro com cerca de 99 milhões de anos. Essas penas preservadas revelaram uma combinação única de características precociais e altriciais.


Essa descoberta sugere que o grupo de aves pré- históricas conhecido como Enantiornithines, do qual esse filhote provavelmente fazia parte, tinha um processo de muda acelerado e enfrentava desafios significativos durante esse período crítico.


A muda consome muita energia, e perder muitas penas de uma só vez pode dificultar que um pássaro se mantenha aquecido. Como resultado, os filhotes precociais tendem a mudar lentamente, de modo que mantêm um suprimento constante de penas, enquanto os filhotes altriciais, que podem contar com seus pais para se alimentar e se aquecer, passam por uma “muda simultânea”, perdendo todas as suas penas ao mesmo tempo.


As penas preservadas em âmbar são a primeira evidência fóssil definitiva de uma muda juvenil e revela um filhote de pássaro cuja história de vida não corresponde a nenhuma ave viva hoje. “Este espécime mostra uma combinação totalmente bizarra de características precociais e altriciais”, diz O'Connor, do Centro de Pesquisa Integrativa Negaunee, do Museu Field, em comunicado. “Todas as penas do corpo estão basicamente no mesmo estágio de desenvolvimento, então isso significa que todas as penas começaram a crescer simultaneamente, ou quase simultaneamente. ”


O’Connor acredita que a pena presa no âmbar é da espécie já extinta Enantiornithines, e que, por ser um filhote com características precociais e altriciais, manter-se aquecido enquanto passava por uma muda rápida pode ter sido um fator na sua destruição.


Segundo a autora, quando o asteroide atingiu a Terra, as temperaturas globais teriam despencado e os recursos teriam se tornado escassos. Desse modo, essas aves não apenas teriam demandas de energia ainda maiores para se manterem aquecidas, mas também não teriam os recursos para atendê-las.


Outro estudo, publicado em 3 de julho na revista Communications Biology, explorou os padrões de muda em pássaros modernos para entender melhor como o processo evoluiu ao longo do tempo.


De acordo com a pesquisa, nas aves adultas modernas, a muda ocorre uma vez por ano, substituindo apenas algumas penas por vez ao longo de algumas semanas. Essa estratégia permite que as aves continuem voando durante o processo.


No entanto, a muda simultânea, na qual todas as penas de voo caem ao mesmo tempo e voltam a crescer rapidamente, é mais rara e geralmente observada em aves aquáticas que não dependem do voo para se alimentar e evitar predadores.


Os pesquisadores Jingmai O'Connor e Yosef Kiat examinaram mais de 600 peles de aves modernas armazenadas na coleção de ornitologia do Museu Field. Eles descobriram que as aves com mudas sequenciais eram representadas por dezenas de espécimes em processo de muda, enquanto quase não encontraram evidências de mudas simultâneas. Esses resultados sugerem que pássaros com mudas simultâneas estão sub- representados no registro fóssil, pois passam menos tempo no processo de muda e têm menos chances de morrer durante esse período.


Os estudos de O'Connor e equipe são importantes para entendermos a evolução das aves e os fatores que influenciaram a sobrevivência de certos grupos ao longo da história. Tanto o espécime do âmbar quanto o estudo da muda em pássaros modernos apontam para um tema comum: pássaros pré-históricos e dinossauros emplumados, especialmente aqueles de grupos que não sobreviveram à extinção em massa, mudaram de forma diferente dos pássaros de hoje.


“Não acho que haja uma razão específica para que as aves da coroa, o grupo que inclui as aves modernas, tenham sobrevivido. Acho que é uma combinação de características. Mas acho que está ficando claro que a muda pode ter sido um fator significativo no qual os dinossauros conseguiram sobreviver”, conclui O'Connor.


REDAÇÃO. Revista Galileu Digital. Disponível em:

<https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2023/07/penas-preservadas-em-ambar-revelam-segredos-de-aves-pre-historicas.ghtml>. Acesso em: 19 jul. 2023. ADAPTADO.

No trecho, “(...) pássaros pré-históricos e dinossauros emplumados, especialmente aqueles de grupos que não sobreviveram à extinção em massa”, assinale a alternativa que apresenta corretamente um sinônimo para o termo “pré-históricos”.
Alternativas
Q3637027 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Penas preservadas em âmbar revelam segredos de aves pré-históricas.



Pássaros modernos e seus parentes pré-históricos têm algo em comum: a importância da troca de penas em seu ciclo de vida. As penas são estruturas complexas que não podem ser reparadas, então, para mantê-las em boa forma, os pássaros passam por uma troca. Os filhotes perdem suas penas e as trocam por versões de adultos; já os mais velhos renovam sua cobertura corporal uma vez ao ano.



Além de serem essenciais para voar, nadar, camuflar, atrair parceiros, aquecer e proteger dos raios solares, as penas também podem ser a chave para explicar por que os ancestrais dos pássaros modernos viveram, enquanto outros dinossauros morreram há 66 milhões de anos.


Dois estudos recentes, liderados pela paleontóloga Jingmai O'Connor, do Museum Field de Chicago, nos Estados Unidos, trazem novas perspectivas sobre esse processo e suas implicações na evolução das aves.


Hoje, filhotes de pássaros têm um padrão em termos de desenvolvimento quando nascem. Existem as aves altriciais, que nascem nuas e indefesas incapazes de se movimentar, alimentar e termorregular, e as espécies precociais, que nascem com penas e são bastante autossuficientes.


Contudo, um dos estudos, publicado na revista Cretaceous Research, apresentou a descoberta de penas fossilizadas em âmbar de um filhote de pássaro com cerca de 99 milhões de anos. Essas penas preservadas revelaram uma combinação única de características precociais e altriciais.


Essa descoberta sugere que o grupo de aves pré- históricas conhecido como Enantiornithines, do qual esse filhote provavelmente fazia parte, tinha um processo de muda acelerado e enfrentava desafios significativos durante esse período crítico.


A muda consome muita energia, e perder muitas penas de uma só vez pode dificultar que um pássaro se mantenha aquecido. Como resultado, os filhotes precociais tendem a mudar lentamente, de modo que mantêm um suprimento constante de penas, enquanto os filhotes altriciais, que podem contar com seus pais para se alimentar e se aquecer, passam por uma “muda simultânea”, perdendo todas as suas penas ao mesmo tempo.


As penas preservadas em âmbar são a primeira evidência fóssil definitiva de uma muda juvenil e revela um filhote de pássaro cuja história de vida não corresponde a nenhuma ave viva hoje. “Este espécime mostra uma combinação totalmente bizarra de características precociais e altriciais”, diz O'Connor, do Centro de Pesquisa Integrativa Negaunee, do Museu Field, em comunicado. “Todas as penas do corpo estão basicamente no mesmo estágio de desenvolvimento, então isso significa que todas as penas começaram a crescer simultaneamente, ou quase simultaneamente. ”


O’Connor acredita que a pena presa no âmbar é da espécie já extinta Enantiornithines, e que, por ser um filhote com características precociais e altriciais, manter-se aquecido enquanto passava por uma muda rápida pode ter sido um fator na sua destruição.


Segundo a autora, quando o asteroide atingiu a Terra, as temperaturas globais teriam despencado e os recursos teriam se tornado escassos. Desse modo, essas aves não apenas teriam demandas de energia ainda maiores para se manterem aquecidas, mas também não teriam os recursos para atendê-las.


Outro estudo, publicado em 3 de julho na revista Communications Biology, explorou os padrões de muda em pássaros modernos para entender melhor como o processo evoluiu ao longo do tempo.


De acordo com a pesquisa, nas aves adultas modernas, a muda ocorre uma vez por ano, substituindo apenas algumas penas por vez ao longo de algumas semanas. Essa estratégia permite que as aves continuem voando durante o processo.


No entanto, a muda simultânea, na qual todas as penas de voo caem ao mesmo tempo e voltam a crescer rapidamente, é mais rara e geralmente observada em aves aquáticas que não dependem do voo para se alimentar e evitar predadores.


Os pesquisadores Jingmai O'Connor e Yosef Kiat examinaram mais de 600 peles de aves modernas armazenadas na coleção de ornitologia do Museu Field. Eles descobriram que as aves com mudas sequenciais eram representadas por dezenas de espécimes em processo de muda, enquanto quase não encontraram evidências de mudas simultâneas. Esses resultados sugerem que pássaros com mudas simultâneas estão sub- representados no registro fóssil, pois passam menos tempo no processo de muda e têm menos chances de morrer durante esse período.


Os estudos de O'Connor e equipe são importantes para entendermos a evolução das aves e os fatores que influenciaram a sobrevivência de certos grupos ao longo da história. Tanto o espécime do âmbar quanto o estudo da muda em pássaros modernos apontam para um tema comum: pássaros pré-históricos e dinossauros emplumados, especialmente aqueles de grupos que não sobreviveram à extinção em massa, mudaram de forma diferente dos pássaros de hoje.


“Não acho que haja uma razão específica para que as aves da coroa, o grupo que inclui as aves modernas, tenham sobrevivido. Acho que é uma combinação de características. Mas acho que está ficando claro que a muda pode ter sido um fator significativo no qual os dinossauros conseguiram sobreviver”, conclui O'Connor.


REDAÇÃO. Revista Galileu Digital. Disponível em:

<https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2023/07/penas-preservadas-em-ambar-revelam-segredos-de-aves-pre-historicas.ghtml>. Acesso em: 19 jul. 2023. ADAPTADO.

No trecho, “(...) o espécime do âmbar quanto o estudo da muda em pássaros modernos apontam para um tema comum”, assinale a alternativa que indica corretamente a classe de palavras que o termo “espécime” pertence.
Alternativas
Q2281139 Português
Inteligência artificial eleva em 20% detecção de câncer de mama e 'reduz' trabalho de radiologistas

Estudo publicado na revista The Lancet Oncology apontou que a inteligência artificial pode tornar a triagem de mamografia mais precisa e eficiente. Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que a inteligência artificial não está pronta para ser implementada no 'mundo real'.

Um estudo feito com mais de 80 mil mulheres na Suécia apontou que o uso de inteligência artificial no rastreamento de câncer de mama é preciso, eficiente e seguro. Publicada na revista The Lancet Oncology na terça-feira (1º), a pesquisa mostrou que a inteligência artificial detectou 20% mais cânceres em comparação com a leitura da mamografia feita por dois radiologistas. Os pesquisadores também notaram que a inteligência artificial não aumentou os falsos positivos e reduziu a carga de trabalho de leitura da mamografia em 44%. No entanto, eles ressaltam que a inteligência artificial não está pronta para ser implementada na triagem de mamografia. Segundo a principal autora do estudo, Kristina Lang, da Universidade de Lund, esses resultados devem ser usados para novos ensaios e avaliações baseadas em programas para lidar com a escassez de radiologistas em muitos países, mas adverte: “Eles (os estudos) não são suficientes por si só para confirmar que a inteligência artificial está pronta para ser implementada na triagem de mamografia.” A autora diz que ainda é preciso entender a combinação dos radiologistas com a inteligência artificial e o custo-benefício da tecnologia. Na Europa, a recomendação é que a mamografia tenha leitura dupla (por dois radiologistas) para garantir o diagnóstico correto da doença. Contudo, faltam profissionais em muitos países. A inteligência artificial foi proposta para fazer a primeira leitura automatizada das mamografias. Dependendo do resultado, se for detectado algo, o exame, então, passa para avaliação posterior de um ou dois radiologistas.

Como funcionou a pesquisa 

Público: Entre abril de 2021 e julho de 2022, 80.033 mulheres com idades entre 40 e 80 anos que se submeteram à mamografia na Suécia foram aleatoriamente escolhidas para análise de inteligência artificial.

Realização: A pesquisa foi dividida em dois braços: a inteligência artificial analisava as mamografias antes de serem lidas por um ou dois radiologistas x análise padrão realizada por dois radiologistas sem a inteligência artificial;

Classificação do risco: A inteligência artificial classificou o risco de câncer em uma escala de 1 a 10. Se o risco fosse inferior a 10, um radiologista analisava a imagem; se o sistema previsse risco 10, dois profissionais analisavam a imagem; Resultados: 244 mulheres chamadas novamente após a triagem apoiada por inteligência artificial tiveram câncer, em comparação com 203 mulheres da triagem padrão;

Economia de trabalho: Foram 36.886 menos leituras de tela por radiologias no grupo com suporte de inteligência artificial do que no grupo controle (46.345 x 83.231) - redução de 44% na carga de trabalho de leitura de telas dos radiologistas.

Mesmo com as descobertas promissoras, os pesquisadores alertam para as limitações do estudo, incluindo que a análise foi realizada em um único centro e foi restrita a um tipo de dispositivo de mamografia e um sistema de inteligência artificial. Portal de notícias G1
Considere as seguintes sentenças:
I. Este filme é impróprio para crianças.
II. Ele é insensível à desigualdade.
Em relação à regência nominal, assinale a alternativa que apresenta os termos regentes e seus respectivos termos regidos nas sentenças dadas.
Alternativas
Q2281138 Português
Inteligência artificial eleva em 20% detecção de câncer de mama e 'reduz' trabalho de radiologistas

Estudo publicado na revista The Lancet Oncology apontou que a inteligência artificial pode tornar a triagem de mamografia mais precisa e eficiente. Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que a inteligência artificial não está pronta para ser implementada no 'mundo real'.

Um estudo feito com mais de 80 mil mulheres na Suécia apontou que o uso de inteligência artificial no rastreamento de câncer de mama é preciso, eficiente e seguro. Publicada na revista The Lancet Oncology na terça-feira (1º), a pesquisa mostrou que a inteligência artificial detectou 20% mais cânceres em comparação com a leitura da mamografia feita por dois radiologistas. Os pesquisadores também notaram que a inteligência artificial não aumentou os falsos positivos e reduziu a carga de trabalho de leitura da mamografia em 44%. No entanto, eles ressaltam que a inteligência artificial não está pronta para ser implementada na triagem de mamografia. Segundo a principal autora do estudo, Kristina Lang, da Universidade de Lund, esses resultados devem ser usados para novos ensaios e avaliações baseadas em programas para lidar com a escassez de radiologistas em muitos países, mas adverte: “Eles (os estudos) não são suficientes por si só para confirmar que a inteligência artificial está pronta para ser implementada na triagem de mamografia.” A autora diz que ainda é preciso entender a combinação dos radiologistas com a inteligência artificial e o custo-benefício da tecnologia. Na Europa, a recomendação é que a mamografia tenha leitura dupla (por dois radiologistas) para garantir o diagnóstico correto da doença. Contudo, faltam profissionais em muitos países. A inteligência artificial foi proposta para fazer a primeira leitura automatizada das mamografias. Dependendo do resultado, se for detectado algo, o exame, então, passa para avaliação posterior de um ou dois radiologistas.

Como funcionou a pesquisa 

Público: Entre abril de 2021 e julho de 2022, 80.033 mulheres com idades entre 40 e 80 anos que se submeteram à mamografia na Suécia foram aleatoriamente escolhidas para análise de inteligência artificial.

Realização: A pesquisa foi dividida em dois braços: a inteligência artificial analisava as mamografias antes de serem lidas por um ou dois radiologistas x análise padrão realizada por dois radiologistas sem a inteligência artificial;

Classificação do risco: A inteligência artificial classificou o risco de câncer em uma escala de 1 a 10. Se o risco fosse inferior a 10, um radiologista analisava a imagem; se o sistema previsse risco 10, dois profissionais analisavam a imagem; Resultados: 244 mulheres chamadas novamente após a triagem apoiada por inteligência artificial tiveram câncer, em comparação com 203 mulheres da triagem padrão;

Economia de trabalho: Foram 36.886 menos leituras de tela por radiologias no grupo com suporte de inteligência artificial do que no grupo controle (46.345 x 83.231) - redução de 44% na carga de trabalho de leitura de telas dos radiologistas.

Mesmo com as descobertas promissoras, os pesquisadores alertam para as limitações do estudo, incluindo que a análise foi realizada em um único centro e foi restrita a um tipo de dispositivo de mamografia e um sistema de inteligência artificial. Portal de notícias G1
Assinale a alternativa que apresenta a sentença pontuada corretamente.
Alternativas
Q2281137 Português
Inteligência artificial eleva em 20% detecção de câncer de mama e 'reduz' trabalho de radiologistas

Estudo publicado na revista The Lancet Oncology apontou que a inteligência artificial pode tornar a triagem de mamografia mais precisa e eficiente. Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que a inteligência artificial não está pronta para ser implementada no 'mundo real'.

Um estudo feito com mais de 80 mil mulheres na Suécia apontou que o uso de inteligência artificial no rastreamento de câncer de mama é preciso, eficiente e seguro. Publicada na revista The Lancet Oncology na terça-feira (1º), a pesquisa mostrou que a inteligência artificial detectou 20% mais cânceres em comparação com a leitura da mamografia feita por dois radiologistas. Os pesquisadores também notaram que a inteligência artificial não aumentou os falsos positivos e reduziu a carga de trabalho de leitura da mamografia em 44%. No entanto, eles ressaltam que a inteligência artificial não está pronta para ser implementada na triagem de mamografia. Segundo a principal autora do estudo, Kristina Lang, da Universidade de Lund, esses resultados devem ser usados para novos ensaios e avaliações baseadas em programas para lidar com a escassez de radiologistas em muitos países, mas adverte: “Eles (os estudos) não são suficientes por si só para confirmar que a inteligência artificial está pronta para ser implementada na triagem de mamografia.” A autora diz que ainda é preciso entender a combinação dos radiologistas com a inteligência artificial e o custo-benefício da tecnologia. Na Europa, a recomendação é que a mamografia tenha leitura dupla (por dois radiologistas) para garantir o diagnóstico correto da doença. Contudo, faltam profissionais em muitos países. A inteligência artificial foi proposta para fazer a primeira leitura automatizada das mamografias. Dependendo do resultado, se for detectado algo, o exame, então, passa para avaliação posterior de um ou dois radiologistas.

Como funcionou a pesquisa 

Público: Entre abril de 2021 e julho de 2022, 80.033 mulheres com idades entre 40 e 80 anos que se submeteram à mamografia na Suécia foram aleatoriamente escolhidas para análise de inteligência artificial.

Realização: A pesquisa foi dividida em dois braços: a inteligência artificial analisava as mamografias antes de serem lidas por um ou dois radiologistas x análise padrão realizada por dois radiologistas sem a inteligência artificial;

Classificação do risco: A inteligência artificial classificou o risco de câncer em uma escala de 1 a 10. Se o risco fosse inferior a 10, um radiologista analisava a imagem; se o sistema previsse risco 10, dois profissionais analisavam a imagem; Resultados: 244 mulheres chamadas novamente após a triagem apoiada por inteligência artificial tiveram câncer, em comparação com 203 mulheres da triagem padrão;

Economia de trabalho: Foram 36.886 menos leituras de tela por radiologias no grupo com suporte de inteligência artificial do que no grupo controle (46.345 x 83.231) - redução de 44% na carga de trabalho de leitura de telas dos radiologistas.

Mesmo com as descobertas promissoras, os pesquisadores alertam para as limitações do estudo, incluindo que a análise foi realizada em um único centro e foi restrita a um tipo de dispositivo de mamografia e um sistema de inteligência artificial. Portal de notícias G1
Assinale a alternativa que apresenta a palavra correta em relação ao emprego do hífen. 
Alternativas
Q2281136 Português
Inteligência artificial eleva em 20% detecção de câncer de mama e 'reduz' trabalho de radiologistas

Estudo publicado na revista The Lancet Oncology apontou que a inteligência artificial pode tornar a triagem de mamografia mais precisa e eficiente. Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que a inteligência artificial não está pronta para ser implementada no 'mundo real'.

Um estudo feito com mais de 80 mil mulheres na Suécia apontou que o uso de inteligência artificial no rastreamento de câncer de mama é preciso, eficiente e seguro. Publicada na revista The Lancet Oncology na terça-feira (1º), a pesquisa mostrou que a inteligência artificial detectou 20% mais cânceres em comparação com a leitura da mamografia feita por dois radiologistas. Os pesquisadores também notaram que a inteligência artificial não aumentou os falsos positivos e reduziu a carga de trabalho de leitura da mamografia em 44%. No entanto, eles ressaltam que a inteligência artificial não está pronta para ser implementada na triagem de mamografia. Segundo a principal autora do estudo, Kristina Lang, da Universidade de Lund, esses resultados devem ser usados para novos ensaios e avaliações baseadas em programas para lidar com a escassez de radiologistas em muitos países, mas adverte: “Eles (os estudos) não são suficientes por si só para confirmar que a inteligência artificial está pronta para ser implementada na triagem de mamografia.” A autora diz que ainda é preciso entender a combinação dos radiologistas com a inteligência artificial e o custo-benefício da tecnologia. Na Europa, a recomendação é que a mamografia tenha leitura dupla (por dois radiologistas) para garantir o diagnóstico correto da doença. Contudo, faltam profissionais em muitos países. A inteligência artificial foi proposta para fazer a primeira leitura automatizada das mamografias. Dependendo do resultado, se for detectado algo, o exame, então, passa para avaliação posterior de um ou dois radiologistas.

Como funcionou a pesquisa 

Público: Entre abril de 2021 e julho de 2022, 80.033 mulheres com idades entre 40 e 80 anos que se submeteram à mamografia na Suécia foram aleatoriamente escolhidas para análise de inteligência artificial.

Realização: A pesquisa foi dividida em dois braços: a inteligência artificial analisava as mamografias antes de serem lidas por um ou dois radiologistas x análise padrão realizada por dois radiologistas sem a inteligência artificial;

Classificação do risco: A inteligência artificial classificou o risco de câncer em uma escala de 1 a 10. Se o risco fosse inferior a 10, um radiologista analisava a imagem; se o sistema previsse risco 10, dois profissionais analisavam a imagem; Resultados: 244 mulheres chamadas novamente após a triagem apoiada por inteligência artificial tiveram câncer, em comparação com 203 mulheres da triagem padrão;

Economia de trabalho: Foram 36.886 menos leituras de tela por radiologias no grupo com suporte de inteligência artificial do que no grupo controle (46.345 x 83.231) - redução de 44% na carga de trabalho de leitura de telas dos radiologistas.

Mesmo com as descobertas promissoras, os pesquisadores alertam para as limitações do estudo, incluindo que a análise foi realizada em um único centro e foi restrita a um tipo de dispositivo de mamografia e um sistema de inteligência artificial. Portal de notícias G1
A palavra “radiologistas”, presente no texto, apresenta elementos que indicam processos derivacionais e flexionais em sua formação. Assinale a alternativa que classifica e apresenta, respectivamente, esses elementos. 
Alternativas
Q2281135 Português
Inteligência artificial eleva em 20% detecção de câncer de mama e 'reduz' trabalho de radiologistas

Estudo publicado na revista The Lancet Oncology apontou que a inteligência artificial pode tornar a triagem de mamografia mais precisa e eficiente. Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que a inteligência artificial não está pronta para ser implementada no 'mundo real'.

Um estudo feito com mais de 80 mil mulheres na Suécia apontou que o uso de inteligência artificial no rastreamento de câncer de mama é preciso, eficiente e seguro. Publicada na revista The Lancet Oncology na terça-feira (1º), a pesquisa mostrou que a inteligência artificial detectou 20% mais cânceres em comparação com a leitura da mamografia feita por dois radiologistas. Os pesquisadores também notaram que a inteligência artificial não aumentou os falsos positivos e reduziu a carga de trabalho de leitura da mamografia em 44%. No entanto, eles ressaltam que a inteligência artificial não está pronta para ser implementada na triagem de mamografia. Segundo a principal autora do estudo, Kristina Lang, da Universidade de Lund, esses resultados devem ser usados para novos ensaios e avaliações baseadas em programas para lidar com a escassez de radiologistas em muitos países, mas adverte: “Eles (os estudos) não são suficientes por si só para confirmar que a inteligência artificial está pronta para ser implementada na triagem de mamografia.” A autora diz que ainda é preciso entender a combinação dos radiologistas com a inteligência artificial e o custo-benefício da tecnologia. Na Europa, a recomendação é que a mamografia tenha leitura dupla (por dois radiologistas) para garantir o diagnóstico correto da doença. Contudo, faltam profissionais em muitos países. A inteligência artificial foi proposta para fazer a primeira leitura automatizada das mamografias. Dependendo do resultado, se for detectado algo, o exame, então, passa para avaliação posterior de um ou dois radiologistas.

Como funcionou a pesquisa 

Público: Entre abril de 2021 e julho de 2022, 80.033 mulheres com idades entre 40 e 80 anos que se submeteram à mamografia na Suécia foram aleatoriamente escolhidas para análise de inteligência artificial.

Realização: A pesquisa foi dividida em dois braços: a inteligência artificial analisava as mamografias antes de serem lidas por um ou dois radiologistas x análise padrão realizada por dois radiologistas sem a inteligência artificial;

Classificação do risco: A inteligência artificial classificou o risco de câncer em uma escala de 1 a 10. Se o risco fosse inferior a 10, um radiologista analisava a imagem; se o sistema previsse risco 10, dois profissionais analisavam a imagem; Resultados: 244 mulheres chamadas novamente após a triagem apoiada por inteligência artificial tiveram câncer, em comparação com 203 mulheres da triagem padrão;

Economia de trabalho: Foram 36.886 menos leituras de tela por radiologias no grupo com suporte de inteligência artificial do que no grupo controle (46.345 x 83.231) - redução de 44% na carga de trabalho de leitura de telas dos radiologistas.

Mesmo com as descobertas promissoras, os pesquisadores alertam para as limitações do estudo, incluindo que a análise foi realizada em um único centro e foi restrita a um tipo de dispositivo de mamografia e um sistema de inteligência artificial. Portal de notícias G1
Considere o excerto “A inteligência artificial classificou o risco de câncer em uma escala de 1 a 10.” Neste contexto, em relação à classe gramatical, as palavras “artificial”, “o”, “câncer” e “em” são, respectivamente: 
Alternativas
Q2281134 Português
Inteligência artificial eleva em 20% detecção de câncer de mama e 'reduz' trabalho de radiologistas

Estudo publicado na revista The Lancet Oncology apontou que a inteligência artificial pode tornar a triagem de mamografia mais precisa e eficiente. Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que a inteligência artificial não está pronta para ser implementada no 'mundo real'.

Um estudo feito com mais de 80 mil mulheres na Suécia apontou que o uso de inteligência artificial no rastreamento de câncer de mama é preciso, eficiente e seguro. Publicada na revista The Lancet Oncology na terça-feira (1º), a pesquisa mostrou que a inteligência artificial detectou 20% mais cânceres em comparação com a leitura da mamografia feita por dois radiologistas. Os pesquisadores também notaram que a inteligência artificial não aumentou os falsos positivos e reduziu a carga de trabalho de leitura da mamografia em 44%. No entanto, eles ressaltam que a inteligência artificial não está pronta para ser implementada na triagem de mamografia. Segundo a principal autora do estudo, Kristina Lang, da Universidade de Lund, esses resultados devem ser usados para novos ensaios e avaliações baseadas em programas para lidar com a escassez de radiologistas em muitos países, mas adverte: “Eles (os estudos) não são suficientes por si só para confirmar que a inteligência artificial está pronta para ser implementada na triagem de mamografia.” A autora diz que ainda é preciso entender a combinação dos radiologistas com a inteligência artificial e o custo-benefício da tecnologia. Na Europa, a recomendação é que a mamografia tenha leitura dupla (por dois radiologistas) para garantir o diagnóstico correto da doença. Contudo, faltam profissionais em muitos países. A inteligência artificial foi proposta para fazer a primeira leitura automatizada das mamografias. Dependendo do resultado, se for detectado algo, o exame, então, passa para avaliação posterior de um ou dois radiologistas.

Como funcionou a pesquisa 

Público: Entre abril de 2021 e julho de 2022, 80.033 mulheres com idades entre 40 e 80 anos que se submeteram à mamografia na Suécia foram aleatoriamente escolhidas para análise de inteligência artificial.

Realização: A pesquisa foi dividida em dois braços: a inteligência artificial analisava as mamografias antes de serem lidas por um ou dois radiologistas x análise padrão realizada por dois radiologistas sem a inteligência artificial;

Classificação do risco: A inteligência artificial classificou o risco de câncer em uma escala de 1 a 10. Se o risco fosse inferior a 10, um radiologista analisava a imagem; se o sistema previsse risco 10, dois profissionais analisavam a imagem; Resultados: 244 mulheres chamadas novamente após a triagem apoiada por inteligência artificial tiveram câncer, em comparação com 203 mulheres da triagem padrão;

Economia de trabalho: Foram 36.886 menos leituras de tela por radiologias no grupo com suporte de inteligência artificial do que no grupo controle (46.345 x 83.231) - redução de 44% na carga de trabalho de leitura de telas dos radiologistas.

Mesmo com as descobertas promissoras, os pesquisadores alertam para as limitações do estudo, incluindo que a análise foi realizada em um único centro e foi restrita a um tipo de dispositivo de mamografia e um sistema de inteligência artificial. Portal de notícias G1
Considere as sentenças retiradas do texto:
I. “eles ressaltam que a inteligência artificial não está pronta para ser implementada na triagem de mamografia.”
II. “mulheres com idades entre 40 e 80 anos que se submeteram à mamografia na Suécia foram aleatoriamente escolhidas para análise de inteligência artificial.”
Nas sentenças dadas, a colocação dos pronomes “eles” e “se” configura, respectivamente:
Alternativas
Q2281133 Português
Inteligência artificial eleva em 20% detecção de câncer de mama e 'reduz' trabalho de radiologistas

Estudo publicado na revista The Lancet Oncology apontou que a inteligência artificial pode tornar a triagem de mamografia mais precisa e eficiente. Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que a inteligência artificial não está pronta para ser implementada no 'mundo real'.

Um estudo feito com mais de 80 mil mulheres na Suécia apontou que o uso de inteligência artificial no rastreamento de câncer de mama é preciso, eficiente e seguro. Publicada na revista The Lancet Oncology na terça-feira (1º), a pesquisa mostrou que a inteligência artificial detectou 20% mais cânceres em comparação com a leitura da mamografia feita por dois radiologistas. Os pesquisadores também notaram que a inteligência artificial não aumentou os falsos positivos e reduziu a carga de trabalho de leitura da mamografia em 44%. No entanto, eles ressaltam que a inteligência artificial não está pronta para ser implementada na triagem de mamografia. Segundo a principal autora do estudo, Kristina Lang, da Universidade de Lund, esses resultados devem ser usados para novos ensaios e avaliações baseadas em programas para lidar com a escassez de radiologistas em muitos países, mas adverte: “Eles (os estudos) não são suficientes por si só para confirmar que a inteligência artificial está pronta para ser implementada na triagem de mamografia.” A autora diz que ainda é preciso entender a combinação dos radiologistas com a inteligência artificial e o custo-benefício da tecnologia. Na Europa, a recomendação é que a mamografia tenha leitura dupla (por dois radiologistas) para garantir o diagnóstico correto da doença. Contudo, faltam profissionais em muitos países. A inteligência artificial foi proposta para fazer a primeira leitura automatizada das mamografias. Dependendo do resultado, se for detectado algo, o exame, então, passa para avaliação posterior de um ou dois radiologistas.

Como funcionou a pesquisa 

Público: Entre abril de 2021 e julho de 2022, 80.033 mulheres com idades entre 40 e 80 anos que se submeteram à mamografia na Suécia foram aleatoriamente escolhidas para análise de inteligência artificial.

Realização: A pesquisa foi dividida em dois braços: a inteligência artificial analisava as mamografias antes de serem lidas por um ou dois radiologistas x análise padrão realizada por dois radiologistas sem a inteligência artificial;

Classificação do risco: A inteligência artificial classificou o risco de câncer em uma escala de 1 a 10. Se o risco fosse inferior a 10, um radiologista analisava a imagem; se o sistema previsse risco 10, dois profissionais analisavam a imagem; Resultados: 244 mulheres chamadas novamente após a triagem apoiada por inteligência artificial tiveram câncer, em comparação com 203 mulheres da triagem padrão;

Economia de trabalho: Foram 36.886 menos leituras de tela por radiologias no grupo com suporte de inteligência artificial do que no grupo controle (46.345 x 83.231) - redução de 44% na carga de trabalho de leitura de telas dos radiologistas.

Mesmo com as descobertas promissoras, os pesquisadores alertam para as limitações do estudo, incluindo que a análise foi realizada em um único centro e foi restrita a um tipo de dispositivo de mamografia e um sistema de inteligência artificial. Portal de notícias G1
Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:
I. “o uso de inteligência artificial no rastreamento de câncer de mama é preciso, eficiente e seguro”
II. “a pesquisa mostrou que a inteligência artificial detectou 20% mais cânceres”
Em relação à regência, os verbos “é” e “mostrou”, nas sentenças dadas, são, respectivamente:
Alternativas
Q2281132 Português
Inteligência artificial eleva em 20% detecção de câncer de mama e 'reduz' trabalho de radiologistas

Estudo publicado na revista The Lancet Oncology apontou que a inteligência artificial pode tornar a triagem de mamografia mais precisa e eficiente. Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que a inteligência artificial não está pronta para ser implementada no 'mundo real'.

Um estudo feito com mais de 80 mil mulheres na Suécia apontou que o uso de inteligência artificial no rastreamento de câncer de mama é preciso, eficiente e seguro. Publicada na revista The Lancet Oncology na terça-feira (1º), a pesquisa mostrou que a inteligência artificial detectou 20% mais cânceres em comparação com a leitura da mamografia feita por dois radiologistas. Os pesquisadores também notaram que a inteligência artificial não aumentou os falsos positivos e reduziu a carga de trabalho de leitura da mamografia em 44%. No entanto, eles ressaltam que a inteligência artificial não está pronta para ser implementada na triagem de mamografia. Segundo a principal autora do estudo, Kristina Lang, da Universidade de Lund, esses resultados devem ser usados para novos ensaios e avaliações baseadas em programas para lidar com a escassez de radiologistas em muitos países, mas adverte: “Eles (os estudos) não são suficientes por si só para confirmar que a inteligência artificial está pronta para ser implementada na triagem de mamografia.” A autora diz que ainda é preciso entender a combinação dos radiologistas com a inteligência artificial e o custo-benefício da tecnologia. Na Europa, a recomendação é que a mamografia tenha leitura dupla (por dois radiologistas) para garantir o diagnóstico correto da doença. Contudo, faltam profissionais em muitos países. A inteligência artificial foi proposta para fazer a primeira leitura automatizada das mamografias. Dependendo do resultado, se for detectado algo, o exame, então, passa para avaliação posterior de um ou dois radiologistas.

Como funcionou a pesquisa 

Público: Entre abril de 2021 e julho de 2022, 80.033 mulheres com idades entre 40 e 80 anos que se submeteram à mamografia na Suécia foram aleatoriamente escolhidas para análise de inteligência artificial.

Realização: A pesquisa foi dividida em dois braços: a inteligência artificial analisava as mamografias antes de serem lidas por um ou dois radiologistas x análise padrão realizada por dois radiologistas sem a inteligência artificial;

Classificação do risco: A inteligência artificial classificou o risco de câncer em uma escala de 1 a 10. Se o risco fosse inferior a 10, um radiologista analisava a imagem; se o sistema previsse risco 10, dois profissionais analisavam a imagem; Resultados: 244 mulheres chamadas novamente após a triagem apoiada por inteligência artificial tiveram câncer, em comparação com 203 mulheres da triagem padrão;

Economia de trabalho: Foram 36.886 menos leituras de tela por radiologias no grupo com suporte de inteligência artificial do que no grupo controle (46.345 x 83.231) - redução de 44% na carga de trabalho de leitura de telas dos radiologistas.

Mesmo com as descobertas promissoras, os pesquisadores alertam para as limitações do estudo, incluindo que a análise foi realizada em um único centro e foi restrita a um tipo de dispositivo de mamografia e um sistema de inteligência artificial. Portal de notícias G1
No excerto “Mesmo com as descobertas promissoras, os pesquisadores alertam para as limitações do estudo”, a oração que inicia o período exprime um sentido: 
Alternativas
Q2281131 Português
Inteligência artificial eleva em 20% detecção de câncer de mama e 'reduz' trabalho de radiologistas

Estudo publicado na revista The Lancet Oncology apontou que a inteligência artificial pode tornar a triagem de mamografia mais precisa e eficiente. Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que a inteligência artificial não está pronta para ser implementada no 'mundo real'.

Um estudo feito com mais de 80 mil mulheres na Suécia apontou que o uso de inteligência artificial no rastreamento de câncer de mama é preciso, eficiente e seguro. Publicada na revista The Lancet Oncology na terça-feira (1º), a pesquisa mostrou que a inteligência artificial detectou 20% mais cânceres em comparação com a leitura da mamografia feita por dois radiologistas. Os pesquisadores também notaram que a inteligência artificial não aumentou os falsos positivos e reduziu a carga de trabalho de leitura da mamografia em 44%. No entanto, eles ressaltam que a inteligência artificial não está pronta para ser implementada na triagem de mamografia. Segundo a principal autora do estudo, Kristina Lang, da Universidade de Lund, esses resultados devem ser usados para novos ensaios e avaliações baseadas em programas para lidar com a escassez de radiologistas em muitos países, mas adverte: “Eles (os estudos) não são suficientes por si só para confirmar que a inteligência artificial está pronta para ser implementada na triagem de mamografia.” A autora diz que ainda é preciso entender a combinação dos radiologistas com a inteligência artificial e o custo-benefício da tecnologia. Na Europa, a recomendação é que a mamografia tenha leitura dupla (por dois radiologistas) para garantir o diagnóstico correto da doença. Contudo, faltam profissionais em muitos países. A inteligência artificial foi proposta para fazer a primeira leitura automatizada das mamografias. Dependendo do resultado, se for detectado algo, o exame, então, passa para avaliação posterior de um ou dois radiologistas.

Como funcionou a pesquisa 

Público: Entre abril de 2021 e julho de 2022, 80.033 mulheres com idades entre 40 e 80 anos que se submeteram à mamografia na Suécia foram aleatoriamente escolhidas para análise de inteligência artificial.

Realização: A pesquisa foi dividida em dois braços: a inteligência artificial analisava as mamografias antes de serem lidas por um ou dois radiologistas x análise padrão realizada por dois radiologistas sem a inteligência artificial;

Classificação do risco: A inteligência artificial classificou o risco de câncer em uma escala de 1 a 10. Se o risco fosse inferior a 10, um radiologista analisava a imagem; se o sistema previsse risco 10, dois profissionais analisavam a imagem; Resultados: 244 mulheres chamadas novamente após a triagem apoiada por inteligência artificial tiveram câncer, em comparação com 203 mulheres da triagem padrão;

Economia de trabalho: Foram 36.886 menos leituras de tela por radiologias no grupo com suporte de inteligência artificial do que no grupo controle (46.345 x 83.231) - redução de 44% na carga de trabalho de leitura de telas dos radiologistas.

Mesmo com as descobertas promissoras, os pesquisadores alertam para as limitações do estudo, incluindo que a análise foi realizada em um único centro e foi restrita a um tipo de dispositivo de mamografia e um sistema de inteligência artificial. Portal de notícias G1
Considere o excerto “A pesquisa foi dividida em dois braços”. Neste contexto, a expressão “dois braços” é metafórica e se refere:
Alternativas
Q2281130 Português
Inteligência artificial eleva em 20% detecção de câncer de mama e 'reduz' trabalho de radiologistas

Estudo publicado na revista The Lancet Oncology apontou que a inteligência artificial pode tornar a triagem de mamografia mais precisa e eficiente. Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que a inteligência artificial não está pronta para ser implementada no 'mundo real'.

Um estudo feito com mais de 80 mil mulheres na Suécia apontou que o uso de inteligência artificial no rastreamento de câncer de mama é preciso, eficiente e seguro. Publicada na revista The Lancet Oncology na terça-feira (1º), a pesquisa mostrou que a inteligência artificial detectou 20% mais cânceres em comparação com a leitura da mamografia feita por dois radiologistas. Os pesquisadores também notaram que a inteligência artificial não aumentou os falsos positivos e reduziu a carga de trabalho de leitura da mamografia em 44%. No entanto, eles ressaltam que a inteligência artificial não está pronta para ser implementada na triagem de mamografia. Segundo a principal autora do estudo, Kristina Lang, da Universidade de Lund, esses resultados devem ser usados para novos ensaios e avaliações baseadas em programas para lidar com a escassez de radiologistas em muitos países, mas adverte: “Eles (os estudos) não são suficientes por si só para confirmar que a inteligência artificial está pronta para ser implementada na triagem de mamografia.” A autora diz que ainda é preciso entender a combinação dos radiologistas com a inteligência artificial e o custo-benefício da tecnologia. Na Europa, a recomendação é que a mamografia tenha leitura dupla (por dois radiologistas) para garantir o diagnóstico correto da doença. Contudo, faltam profissionais em muitos países. A inteligência artificial foi proposta para fazer a primeira leitura automatizada das mamografias. Dependendo do resultado, se for detectado algo, o exame, então, passa para avaliação posterior de um ou dois radiologistas.

Como funcionou a pesquisa 

Público: Entre abril de 2021 e julho de 2022, 80.033 mulheres com idades entre 40 e 80 anos que se submeteram à mamografia na Suécia foram aleatoriamente escolhidas para análise de inteligência artificial.

Realização: A pesquisa foi dividida em dois braços: a inteligência artificial analisava as mamografias antes de serem lidas por um ou dois radiologistas x análise padrão realizada por dois radiologistas sem a inteligência artificial;

Classificação do risco: A inteligência artificial classificou o risco de câncer em uma escala de 1 a 10. Se o risco fosse inferior a 10, um radiologista analisava a imagem; se o sistema previsse risco 10, dois profissionais analisavam a imagem; Resultados: 244 mulheres chamadas novamente após a triagem apoiada por inteligência artificial tiveram câncer, em comparação com 203 mulheres da triagem padrão;

Economia de trabalho: Foram 36.886 menos leituras de tela por radiologias no grupo com suporte de inteligência artificial do que no grupo controle (46.345 x 83.231) - redução de 44% na carga de trabalho de leitura de telas dos radiologistas.

Mesmo com as descobertas promissoras, os pesquisadores alertam para as limitações do estudo, incluindo que a análise foi realizada em um único centro e foi restrita a um tipo de dispositivo de mamografia e um sistema de inteligência artificial. Portal de notícias G1
De acordo com o texto, o uso da inteligência artificial na triagem de mamografias é promissor, já que:
Alternativas
Q2272873 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Penas preservadas em âmbar revelam segredos de aves pré-históricas.



Pássaros modernos e seus parentes pré-históricos têm algo em comum: a importância da troca de penas em seu ciclo de vida. As penas são estruturas complexas que não podem ser reparadas, então, para mantê-las em boa forma, os pássaros passam por uma troca. Os filhotes perdem suas penas e as trocam por versões de adultos; já os mais velhos renovam sua cobertura corporal uma vez ao ano.



Além de serem essenciais para voar, nadar, camuflar, atrair parceiros, aquecer e proteger dos raios solares, as penas também podem ser a chave para explicar por que os ancestrais dos pássaros modernos viveram, enquanto outros dinossauros morreram há 66 milhões de anos.


Dois estudos recentes, liderados pela paleontóloga Jingmai O'Connor, do Museum Field de Chicago, nos Estados Unidos, trazem novas perspectivas sobre esse processo e suas implicações na evolução das aves.


Hoje, filhotes de pássaros têm um padrão em termos de desenvolvimento quando nascem. Existem as aves altriciais, que nascem nuas e indefesas incapazes de se movimentar, alimentar e termorregular, e as espécies precociais, que nascem com penas e são bastante autossuficientes.


Contudo, um dos estudos, publicado na revista Cretaceous Research, apresentou a descoberta de penas fossilizadas em âmbar de um filhote de pássaro com cerca de 99 milhões de anos. Essas penas preservadas revelaram uma combinação única de características precociais e altriciais.


Essa descoberta sugere que o grupo de aves pré- históricas conhecido como Enantiornithines, do qual esse filhote provavelmente fazia parte, tinha um processo de muda acelerado e enfrentava desafios significativos durante esse período crítico.


A muda consome muita energia, e perder muitas penas de uma só vez pode dificultar que um pássaro se mantenha aquecido. Como resultado, os filhotes precociais tendem a mudar lentamente, de modo que mantêm um suprimento constante de penas, enquanto os filhotes altriciais, que podem contar com seus pais para se alimentar e se aquecer, passam por uma “muda simultânea”, perdendo todas as suas penas ao mesmo tempo.


As penas preservadas em âmbar são a primeira evidência fóssil definitiva de uma muda juvenil e revela um filhote de pássaro cuja história de vida não corresponde a nenhuma ave viva hoje. “Este espécime mostra uma combinação totalmente bizarra de características precociais e altriciais”, diz O'Connor, do Centro de Pesquisa Integrativa Negaunee, do Museu Field, em comunicado. “Todas as penas do corpo estão basicamente no mesmo estágio de desenvolvimento, então isso significa que todas as penas começaram a crescer simultaneamente, ou quase simultaneamente. ”


O’Connor acredita que a pena presa no âmbar é da espécie já extinta Enantiornithines, e que, por ser um filhote com características precociais e altriciais, manter-se aquecido enquanto passava por uma muda rápida pode ter sido um fator na sua destruição.


Segundo a autora, quando o asteroide atingiu a Terra, as temperaturas globais teriam despencado e os recursos teriam se tornado escassos. Desse modo, essas aves não apenas teriam demandas de energia ainda maiores para se manterem aquecidas, mas também não teriam os recursos para atendê-las.


Outro estudo, publicado em 3 de julho na revista Communications Biology, explorou os padrões de muda em pássaros modernos para entender melhor como o processo evoluiu ao longo do tempo.


De acordo com a pesquisa, nas aves adultas modernas, a muda ocorre uma vez por ano, substituindo apenas algumas penas por vez ao longo de algumas semanas. Essa estratégia permite que as aves continuem voando durante o processo.


No entanto, a muda simultânea, na qual todas as penas de voo caem ao mesmo tempo e voltam a crescer rapidamente, é mais rara e geralmente observada em aves aquáticas que não dependem do voo para se alimentar e evitar predadores.


Os pesquisadores Jingmai O'Connor e Yosef Kiat examinaram mais de 600 peles de aves modernas armazenadas na coleção de ornitologia do Museu Field. Eles descobriram que as aves com mudas sequenciais eram representadas por dezenas de espécimes em processo de muda, enquanto quase não encontraram evidências de mudas simultâneas. Esses resultados sugerem que pássaros com mudas simultâneas estão sub- representados no registro fóssil, pois passam menos tempo no processo de muda e têm menos chances de morrer durante esse período.


Os estudos de O'Connor e equipe são importantes para entendermos a evolução das aves e os fatores que influenciaram a sobrevivência de certos grupos ao longo da história. Tanto o espécime do âmbar quanto o estudo da muda em pássaros modernos apontam para um tema comum: pássaros pré-históricos e dinossauros emplumados, especialmente aqueles de grupos que não sobreviveram à extinção em massa, mudaram de forma diferente dos pássaros de hoje.


“Não acho que haja uma razão específica para que as aves da coroa, o grupo que inclui as aves modernas, tenham sobrevivido. Acho que é uma combinação de características. Mas acho que está ficando claro que a muda pode ter sido um fator significativo no qual os dinossauros conseguiram sobreviver”, conclui O'Connor.


REDAÇÃO. Revista Galileu Digital. Disponível em:

<https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2023/07/penas-preservadas-em-ambar-revelam-segredos-de-aves-pre-historicas.ghtml>. Acesso em: 19 jul. 2023. ADAPTADO.

De acordo com a informação presente no texto, a evidência fossilizada de uma espécie de pássaro revela:
Alternativas
Q2272872 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Penas preservadas em âmbar revelam segredos de aves pré-históricas.



Pássaros modernos e seus parentes pré-históricos têm algo em comum: a importância da troca de penas em seu ciclo de vida. As penas são estruturas complexas que não podem ser reparadas, então, para mantê-las em boa forma, os pássaros passam por uma troca. Os filhotes perdem suas penas e as trocam por versões de adultos; já os mais velhos renovam sua cobertura corporal uma vez ao ano.



Além de serem essenciais para voar, nadar, camuflar, atrair parceiros, aquecer e proteger dos raios solares, as penas também podem ser a chave para explicar por que os ancestrais dos pássaros modernos viveram, enquanto outros dinossauros morreram há 66 milhões de anos.


Dois estudos recentes, liderados pela paleontóloga Jingmai O'Connor, do Museum Field de Chicago, nos Estados Unidos, trazem novas perspectivas sobre esse processo e suas implicações na evolução das aves.


Hoje, filhotes de pássaros têm um padrão em termos de desenvolvimento quando nascem. Existem as aves altriciais, que nascem nuas e indefesas incapazes de se movimentar, alimentar e termorregular, e as espécies precociais, que nascem com penas e são bastante autossuficientes.


Contudo, um dos estudos, publicado na revista Cretaceous Research, apresentou a descoberta de penas fossilizadas em âmbar de um filhote de pássaro com cerca de 99 milhões de anos. Essas penas preservadas revelaram uma combinação única de características precociais e altriciais.


Essa descoberta sugere que o grupo de aves pré- históricas conhecido como Enantiornithines, do qual esse filhote provavelmente fazia parte, tinha um processo de muda acelerado e enfrentava desafios significativos durante esse período crítico.


A muda consome muita energia, e perder muitas penas de uma só vez pode dificultar que um pássaro se mantenha aquecido. Como resultado, os filhotes precociais tendem a mudar lentamente, de modo que mantêm um suprimento constante de penas, enquanto os filhotes altriciais, que podem contar com seus pais para se alimentar e se aquecer, passam por uma “muda simultânea”, perdendo todas as suas penas ao mesmo tempo.


As penas preservadas em âmbar são a primeira evidência fóssil definitiva de uma muda juvenil e revela um filhote de pássaro cuja história de vida não corresponde a nenhuma ave viva hoje. “Este espécime mostra uma combinação totalmente bizarra de características precociais e altriciais”, diz O'Connor, do Centro de Pesquisa Integrativa Negaunee, do Museu Field, em comunicado. “Todas as penas do corpo estão basicamente no mesmo estágio de desenvolvimento, então isso significa que todas as penas começaram a crescer simultaneamente, ou quase simultaneamente. ”


O’Connor acredita que a pena presa no âmbar é da espécie já extinta Enantiornithines, e que, por ser um filhote com características precociais e altriciais, manter-se aquecido enquanto passava por uma muda rápida pode ter sido um fator na sua destruição.


Segundo a autora, quando o asteroide atingiu a Terra, as temperaturas globais teriam despencado e os recursos teriam se tornado escassos. Desse modo, essas aves não apenas teriam demandas de energia ainda maiores para se manterem aquecidas, mas também não teriam os recursos para atendê-las.


Outro estudo, publicado em 3 de julho na revista Communications Biology, explorou os padrões de muda em pássaros modernos para entender melhor como o processo evoluiu ao longo do tempo.


De acordo com a pesquisa, nas aves adultas modernas, a muda ocorre uma vez por ano, substituindo apenas algumas penas por vez ao longo de algumas semanas. Essa estratégia permite que as aves continuem voando durante o processo.


No entanto, a muda simultânea, na qual todas as penas de voo caem ao mesmo tempo e voltam a crescer rapidamente, é mais rara e geralmente observada em aves aquáticas que não dependem do voo para se alimentar e evitar predadores.


Os pesquisadores Jingmai O'Connor e Yosef Kiat examinaram mais de 600 peles de aves modernas armazenadas na coleção de ornitologia do Museu Field. Eles descobriram que as aves com mudas sequenciais eram representadas por dezenas de espécimes em processo de muda, enquanto quase não encontraram evidências de mudas simultâneas. Esses resultados sugerem que pássaros com mudas simultâneas estão sub- representados no registro fóssil, pois passam menos tempo no processo de muda e têm menos chances de morrer durante esse período.


Os estudos de O'Connor e equipe são importantes para entendermos a evolução das aves e os fatores que influenciaram a sobrevivência de certos grupos ao longo da história. Tanto o espécime do âmbar quanto o estudo da muda em pássaros modernos apontam para um tema comum: pássaros pré-históricos e dinossauros emplumados, especialmente aqueles de grupos que não sobreviveram à extinção em massa, mudaram de forma diferente dos pássaros de hoje.


“Não acho que haja uma razão específica para que as aves da coroa, o grupo que inclui as aves modernas, tenham sobrevivido. Acho que é uma combinação de características. Mas acho que está ficando claro que a muda pode ter sido um fator significativo no qual os dinossauros conseguiram sobreviver”, conclui O'Connor.


REDAÇÃO. Revista Galileu Digital. Disponível em:

<https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2023/07/penas-preservadas-em-ambar-revelam-segredos-de-aves-pre-historicas.ghtml>. Acesso em: 19 jul. 2023. ADAPTADO.

De acordo com o texto, assinale a alternativa que indica corretamente o fator que permite as aves modernas continuarem voando durante o processo de muda.
Alternativas
Q2272871 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Penas preservadas em âmbar revelam segredos de aves pré-históricas.



Pássaros modernos e seus parentes pré-históricos têm algo em comum: a importância da troca de penas em seu ciclo de vida. As penas são estruturas complexas que não podem ser reparadas, então, para mantê-las em boa forma, os pássaros passam por uma troca. Os filhotes perdem suas penas e as trocam por versões de adultos; já os mais velhos renovam sua cobertura corporal uma vez ao ano.



Além de serem essenciais para voar, nadar, camuflar, atrair parceiros, aquecer e proteger dos raios solares, as penas também podem ser a chave para explicar por que os ancestrais dos pássaros modernos viveram, enquanto outros dinossauros morreram há 66 milhões de anos.


Dois estudos recentes, liderados pela paleontóloga Jingmai O'Connor, do Museum Field de Chicago, nos Estados Unidos, trazem novas perspectivas sobre esse processo e suas implicações na evolução das aves.


Hoje, filhotes de pássaros têm um padrão em termos de desenvolvimento quando nascem. Existem as aves altriciais, que nascem nuas e indefesas incapazes de se movimentar, alimentar e termorregular, e as espécies precociais, que nascem com penas e são bastante autossuficientes.


Contudo, um dos estudos, publicado na revista Cretaceous Research, apresentou a descoberta de penas fossilizadas em âmbar de um filhote de pássaro com cerca de 99 milhões de anos. Essas penas preservadas revelaram uma combinação única de características precociais e altriciais.


Essa descoberta sugere que o grupo de aves pré- históricas conhecido como Enantiornithines, do qual esse filhote provavelmente fazia parte, tinha um processo de muda acelerado e enfrentava desafios significativos durante esse período crítico.


A muda consome muita energia, e perder muitas penas de uma só vez pode dificultar que um pássaro se mantenha aquecido. Como resultado, os filhotes precociais tendem a mudar lentamente, de modo que mantêm um suprimento constante de penas, enquanto os filhotes altriciais, que podem contar com seus pais para se alimentar e se aquecer, passam por uma “muda simultânea”, perdendo todas as suas penas ao mesmo tempo.


As penas preservadas em âmbar são a primeira evidência fóssil definitiva de uma muda juvenil e revela um filhote de pássaro cuja história de vida não corresponde a nenhuma ave viva hoje. “Este espécime mostra uma combinação totalmente bizarra de características precociais e altriciais”, diz O'Connor, do Centro de Pesquisa Integrativa Negaunee, do Museu Field, em comunicado. “Todas as penas do corpo estão basicamente no mesmo estágio de desenvolvimento, então isso significa que todas as penas começaram a crescer simultaneamente, ou quase simultaneamente. ”


O’Connor acredita que a pena presa no âmbar é da espécie já extinta Enantiornithines, e que, por ser um filhote com características precociais e altriciais, manter-se aquecido enquanto passava por uma muda rápida pode ter sido um fator na sua destruição.


Segundo a autora, quando o asteroide atingiu a Terra, as temperaturas globais teriam despencado e os recursos teriam se tornado escassos. Desse modo, essas aves não apenas teriam demandas de energia ainda maiores para se manterem aquecidas, mas também não teriam os recursos para atendê-las.


Outro estudo, publicado em 3 de julho na revista Communications Biology, explorou os padrões de muda em pássaros modernos para entender melhor como o processo evoluiu ao longo do tempo.


De acordo com a pesquisa, nas aves adultas modernas, a muda ocorre uma vez por ano, substituindo apenas algumas penas por vez ao longo de algumas semanas. Essa estratégia permite que as aves continuem voando durante o processo.


No entanto, a muda simultânea, na qual todas as penas de voo caem ao mesmo tempo e voltam a crescer rapidamente, é mais rara e geralmente observada em aves aquáticas que não dependem do voo para se alimentar e evitar predadores.


Os pesquisadores Jingmai O'Connor e Yosef Kiat examinaram mais de 600 peles de aves modernas armazenadas na coleção de ornitologia do Museu Field. Eles descobriram que as aves com mudas sequenciais eram representadas por dezenas de espécimes em processo de muda, enquanto quase não encontraram evidências de mudas simultâneas. Esses resultados sugerem que pássaros com mudas simultâneas estão sub- representados no registro fóssil, pois passam menos tempo no processo de muda e têm menos chances de morrer durante esse período.


Os estudos de O'Connor e equipe são importantes para entendermos a evolução das aves e os fatores que influenciaram a sobrevivência de certos grupos ao longo da história. Tanto o espécime do âmbar quanto o estudo da muda em pássaros modernos apontam para um tema comum: pássaros pré-históricos e dinossauros emplumados, especialmente aqueles de grupos que não sobreviveram à extinção em massa, mudaram de forma diferente dos pássaros de hoje.


“Não acho que haja uma razão específica para que as aves da coroa, o grupo que inclui as aves modernas, tenham sobrevivido. Acho que é uma combinação de características. Mas acho que está ficando claro que a muda pode ter sido um fator significativo no qual os dinossauros conseguiram sobreviver”, conclui O'Connor.


REDAÇÃO. Revista Galileu Digital. Disponível em:

<https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2023/07/penas-preservadas-em-ambar-revelam-segredos-de-aves-pre-historicas.ghtml>. Acesso em: 19 jul. 2023. ADAPTADO.

De acordo com o texto, no trecho “(...) estruturas complexas, que não podem ser reparadas”, refere- se:
Alternativas
Q2272870 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Penas preservadas em âmbar revelam segredos de aves pré-históricas.



Pássaros modernos e seus parentes pré-históricos têm algo em comum: a importância da troca de penas em seu ciclo de vida. As penas são estruturas complexas que não podem ser reparadas, então, para mantê-las em boa forma, os pássaros passam por uma troca. Os filhotes perdem suas penas e as trocam por versões de adultos; já os mais velhos renovam sua cobertura corporal uma vez ao ano.



Além de serem essenciais para voar, nadar, camuflar, atrair parceiros, aquecer e proteger dos raios solares, as penas também podem ser a chave para explicar por que os ancestrais dos pássaros modernos viveram, enquanto outros dinossauros morreram há 66 milhões de anos.


Dois estudos recentes, liderados pela paleontóloga Jingmai O'Connor, do Museum Field de Chicago, nos Estados Unidos, trazem novas perspectivas sobre esse processo e suas implicações na evolução das aves.


Hoje, filhotes de pássaros têm um padrão em termos de desenvolvimento quando nascem. Existem as aves altriciais, que nascem nuas e indefesas incapazes de se movimentar, alimentar e termorregular, e as espécies precociais, que nascem com penas e são bastante autossuficientes.


Contudo, um dos estudos, publicado na revista Cretaceous Research, apresentou a descoberta de penas fossilizadas em âmbar de um filhote de pássaro com cerca de 99 milhões de anos. Essas penas preservadas revelaram uma combinação única de características precociais e altriciais.


Essa descoberta sugere que o grupo de aves pré- históricas conhecido como Enantiornithines, do qual esse filhote provavelmente fazia parte, tinha um processo de muda acelerado e enfrentava desafios significativos durante esse período crítico.


A muda consome muita energia, e perder muitas penas de uma só vez pode dificultar que um pássaro se mantenha aquecido. Como resultado, os filhotes precociais tendem a mudar lentamente, de modo que mantêm um suprimento constante de penas, enquanto os filhotes altriciais, que podem contar com seus pais para se alimentar e se aquecer, passam por uma “muda simultânea”, perdendo todas as suas penas ao mesmo tempo.


As penas preservadas em âmbar são a primeira evidência fóssil definitiva de uma muda juvenil e revela um filhote de pássaro cuja história de vida não corresponde a nenhuma ave viva hoje. “Este espécime mostra uma combinação totalmente bizarra de características precociais e altriciais”, diz O'Connor, do Centro de Pesquisa Integrativa Negaunee, do Museu Field, em comunicado. “Todas as penas do corpo estão basicamente no mesmo estágio de desenvolvimento, então isso significa que todas as penas começaram a crescer simultaneamente, ou quase simultaneamente. ”


O’Connor acredita que a pena presa no âmbar é da espécie já extinta Enantiornithines, e que, por ser um filhote com características precociais e altriciais, manter-se aquecido enquanto passava por uma muda rápida pode ter sido um fator na sua destruição.


Segundo a autora, quando o asteroide atingiu a Terra, as temperaturas globais teriam despencado e os recursos teriam se tornado escassos. Desse modo, essas aves não apenas teriam demandas de energia ainda maiores para se manterem aquecidas, mas também não teriam os recursos para atendê-las.


Outro estudo, publicado em 3 de julho na revista Communications Biology, explorou os padrões de muda em pássaros modernos para entender melhor como o processo evoluiu ao longo do tempo.


De acordo com a pesquisa, nas aves adultas modernas, a muda ocorre uma vez por ano, substituindo apenas algumas penas por vez ao longo de algumas semanas. Essa estratégia permite que as aves continuem voando durante o processo.


No entanto, a muda simultânea, na qual todas as penas de voo caem ao mesmo tempo e voltam a crescer rapidamente, é mais rara e geralmente observada em aves aquáticas que não dependem do voo para se alimentar e evitar predadores.


Os pesquisadores Jingmai O'Connor e Yosef Kiat examinaram mais de 600 peles de aves modernas armazenadas na coleção de ornitologia do Museu Field. Eles descobriram que as aves com mudas sequenciais eram representadas por dezenas de espécimes em processo de muda, enquanto quase não encontraram evidências de mudas simultâneas. Esses resultados sugerem que pássaros com mudas simultâneas estão sub- representados no registro fóssil, pois passam menos tempo no processo de muda e têm menos chances de morrer durante esse período.


Os estudos de O'Connor e equipe são importantes para entendermos a evolução das aves e os fatores que influenciaram a sobrevivência de certos grupos ao longo da história. Tanto o espécime do âmbar quanto o estudo da muda em pássaros modernos apontam para um tema comum: pássaros pré-históricos e dinossauros emplumados, especialmente aqueles de grupos que não sobreviveram à extinção em massa, mudaram de forma diferente dos pássaros de hoje.


“Não acho que haja uma razão específica para que as aves da coroa, o grupo que inclui as aves modernas, tenham sobrevivido. Acho que é uma combinação de características. Mas acho que está ficando claro que a muda pode ter sido um fator significativo no qual os dinossauros conseguiram sobreviver”, conclui O'Connor.


REDAÇÃO. Revista Galileu Digital. Disponível em:

<https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2023/07/penas-preservadas-em-ambar-revelam-segredos-de-aves-pre-historicas.ghtml>. Acesso em: 19 jul. 2023. ADAPTADO.

De acordo com o texto, assinale a alternativa que explica o sentido correto do termo “altriciais”.
Alternativas
Q2272869 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Penas preservadas em âmbar revelam segredos de aves pré-históricas.



Pássaros modernos e seus parentes pré-históricos têm algo em comum: a importância da troca de penas em seu ciclo de vida. As penas são estruturas complexas que não podem ser reparadas, então, para mantê-las em boa forma, os pássaros passam por uma troca. Os filhotes perdem suas penas e as trocam por versões de adultos; já os mais velhos renovam sua cobertura corporal uma vez ao ano.



Além de serem essenciais para voar, nadar, camuflar, atrair parceiros, aquecer e proteger dos raios solares, as penas também podem ser a chave para explicar por que os ancestrais dos pássaros modernos viveram, enquanto outros dinossauros morreram há 66 milhões de anos.


Dois estudos recentes, liderados pela paleontóloga Jingmai O'Connor, do Museum Field de Chicago, nos Estados Unidos, trazem novas perspectivas sobre esse processo e suas implicações na evolução das aves.


Hoje, filhotes de pássaros têm um padrão em termos de desenvolvimento quando nascem. Existem as aves altriciais, que nascem nuas e indefesas incapazes de se movimentar, alimentar e termorregular, e as espécies precociais, que nascem com penas e são bastante autossuficientes.


Contudo, um dos estudos, publicado na revista Cretaceous Research, apresentou a descoberta de penas fossilizadas em âmbar de um filhote de pássaro com cerca de 99 milhões de anos. Essas penas preservadas revelaram uma combinação única de características precociais e altriciais.


Essa descoberta sugere que o grupo de aves pré- históricas conhecido como Enantiornithines, do qual esse filhote provavelmente fazia parte, tinha um processo de muda acelerado e enfrentava desafios significativos durante esse período crítico.


A muda consome muita energia, e perder muitas penas de uma só vez pode dificultar que um pássaro se mantenha aquecido. Como resultado, os filhotes precociais tendem a mudar lentamente, de modo que mantêm um suprimento constante de penas, enquanto os filhotes altriciais, que podem contar com seus pais para se alimentar e se aquecer, passam por uma “muda simultânea”, perdendo todas as suas penas ao mesmo tempo.


As penas preservadas em âmbar são a primeira evidência fóssil definitiva de uma muda juvenil e revela um filhote de pássaro cuja história de vida não corresponde a nenhuma ave viva hoje. “Este espécime mostra uma combinação totalmente bizarra de características precociais e altriciais”, diz O'Connor, do Centro de Pesquisa Integrativa Negaunee, do Museu Field, em comunicado. “Todas as penas do corpo estão basicamente no mesmo estágio de desenvolvimento, então isso significa que todas as penas começaram a crescer simultaneamente, ou quase simultaneamente. ”


O’Connor acredita que a pena presa no âmbar é da espécie já extinta Enantiornithines, e que, por ser um filhote com características precociais e altriciais, manter-se aquecido enquanto passava por uma muda rápida pode ter sido um fator na sua destruição.


Segundo a autora, quando o asteroide atingiu a Terra, as temperaturas globais teriam despencado e os recursos teriam se tornado escassos. Desse modo, essas aves não apenas teriam demandas de energia ainda maiores para se manterem aquecidas, mas também não teriam os recursos para atendê-las.


Outro estudo, publicado em 3 de julho na revista Communications Biology, explorou os padrões de muda em pássaros modernos para entender melhor como o processo evoluiu ao longo do tempo.


De acordo com a pesquisa, nas aves adultas modernas, a muda ocorre uma vez por ano, substituindo apenas algumas penas por vez ao longo de algumas semanas. Essa estratégia permite que as aves continuem voando durante o processo.


No entanto, a muda simultânea, na qual todas as penas de voo caem ao mesmo tempo e voltam a crescer rapidamente, é mais rara e geralmente observada em aves aquáticas que não dependem do voo para se alimentar e evitar predadores.


Os pesquisadores Jingmai O'Connor e Yosef Kiat examinaram mais de 600 peles de aves modernas armazenadas na coleção de ornitologia do Museu Field. Eles descobriram que as aves com mudas sequenciais eram representadas por dezenas de espécimes em processo de muda, enquanto quase não encontraram evidências de mudas simultâneas. Esses resultados sugerem que pássaros com mudas simultâneas estão sub- representados no registro fóssil, pois passam menos tempo no processo de muda e têm menos chances de morrer durante esse período.


Os estudos de O'Connor e equipe são importantes para entendermos a evolução das aves e os fatores que influenciaram a sobrevivência de certos grupos ao longo da história. Tanto o espécime do âmbar quanto o estudo da muda em pássaros modernos apontam para um tema comum: pássaros pré-históricos e dinossauros emplumados, especialmente aqueles de grupos que não sobreviveram à extinção em massa, mudaram de forma diferente dos pássaros de hoje.


“Não acho que haja uma razão específica para que as aves da coroa, o grupo que inclui as aves modernas, tenham sobrevivido. Acho que é uma combinação de características. Mas acho que está ficando claro que a muda pode ter sido um fator significativo no qual os dinossauros conseguiram sobreviver”, conclui O'Connor.


REDAÇÃO. Revista Galileu Digital. Disponível em:

<https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2023/07/penas-preservadas-em-ambar-revelam-segredos-de-aves-pre-historicas.ghtml>. Acesso em: 19 jul. 2023. ADAPTADO.

De acordo com as informações presentes na reportagem, assinale a alternativa que apresenta uma análise INCORRETA.
Alternativas
Q1886472 Direito Notarial e Registral
A Lei Federal n.º 13.484/2017 alterou a competência para registro do óbito, podendo ser escolhido o local do(a)
Alternativas
Respostas
141: B
142: B
143: A
144: D
145: D
146: C
147: D
148: A
149: A
150: A
151: B
152: A
153: A
154: A
155: C
156: A
157: C
158: E
159: D
160: D