Questões de Concurso
Para analista administrativo - jornalismo
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Entre tantas inovações observadas nos últimos anos no âmbito da produção jornalística, um dos mais consistentes é o chamado “jornalismo de serviço”. Nascido a partir de demandas da sociedade atual, esse tipo de jornalismo caracteriza-se por:
Na diagramação jornalística, vários elementos visuais são utilizados, na maioria das vezes com o intuito de complementar ou destacar mensagens e informações contidas em uma notícia ou reportagem. Assinale abaixo a alternativa que menciona a explicação correta sobre o elemento “intertítulo”.
Autores como Vilas Boas (1996) e Scalzo (2006) defendem que o jornalismo de revista traz algumas vantagens em relação a outros meios de informação, como TV e internet. Um desses diferenciais diz respeito ao texto, cuja característica principal é ser:
Analise as afirmações abaixo sobre o processo de produção no jornalismo e, em seguida, assinale a alternativa correta.
I. A produção jornalística está dividida em quatro etapas: pauta, apuração, redação e edição.
II. A pauta define os assuntos a serem tratados em um determinado veículo e não pode ser alterada.
III. A apuração jornalística está baseada no trabalho de campo, com pesquisas e entrevistas.
IV. A edição é uma etapa desenvolvida sempre pelo proprietário do veículo em questão.
Estão corretas as afirmações:
“É organizado em sequências, que correspondem a sucessões de fatos.” (Lage, 2005). A definição, relacionada aos conceitos de estruturação do texto informativo, refere-se a um:
Poucos dias após as manifestações populares realizadas em várias cidades do país, a Presidente Dilma Rousseff enviou, no início de julho, mensagem ao Congresso Nacional propondo a realização de um plebiscito sobre a reforma política. Segundo a imprensa, a atitude da presidente foi motivada pelo medo de perder as próximas eleições. Trazendo esse acontecimento para o âmbito da conceituação no jornalismo, analise as afirmações abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.
I. A notícia é o envio da mensagem ao Congresso.
II. Dizer que a ação foi motivada pelas manifestações seria a interpretação do fato.
III. A informação precisaria de confirmação por parte dos manifestantes, fonte primária de todo o acontecimento.
IV. Ao falar do medo da presidente em relação às eleições, a imprensa teria emitido uma opinião.
Estão corretas as afirmações:
Para Nilson Lage (2005), “o que caracteriza o texto jornalístico é o volume de informação factual. Resultado da apuração e do tratamento dos dados, pretende informar, e não convencer”.
A partir dessa afirmação, pode-se concluir que:
Para Erbolato (1991), a notícia tem algumas características fundamentais que a diferenciam de outras informações e dados. Assinale qual das alternativas abaixo traz duas dessas características.
Assim como acontece com outras categorias profissionais, a atuação no jornalismo é orientada por algumas regras e princípios registrados no Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros. O documento informa que tem como base:
A comunicação organizacional tem assumido maior complexidade nos últimos anos, em grande parte por conta de novas posturas adotadas pelos públicos das organizações e pela sociedade em geral. Esse novo ambiente exige, igualmente, uma nova postura por parte das pessoas que militam na área. Indique a alternativa abaixo que menciona características e/ou habilidades que esses profissionais devem cultivar em meio a esse novo momento.
Embora tenha agregado inúmeros benefícios à comunicação organizacional, a adoção de novas tecnologias também impõe alguns cuidados às organizações. Entre eles, o mais importante do ponto de vista do processo comunicacional é:
Como diz França (2004), muitas organizações só se relacionam com públicos diretamente ligados à realização dos negócios, deixando de lado outros públicos com os quais convive. Tal postura implica num risco importante para a empresa e seus negócios. Assinale qual.
Tendo em vista o senso comum, muitas vezes reforçado pela prática de que as más notícias podem ocupar espaços editorias mais generosos na mídia, cabe ao jornalista corporativo:
No âmbito da comunicação organizacional, o jornalista desenvolve uma série de atividades específicas, a maioria voltada para a difusão de informações objetivas a respeito do universo da instituição para a qual trabalha. Assinale entre as alternativas abaixo aquela que inclui atividade que não faz parte do rol do jornalismo corporativo.
A propósito dos meios e veículos utilizados pelas organizações para viabilizar a comunicação com seus mais diversos públicos, uma das alternativas abaixo traz afirmação errada a respeito. Assinale qual.
A propósito da natureza jornalística das publicações e outros meios utilizados na comunicação organizacional, Gaudêncio Torquato (1986) afirma que o conceito de notícia deve ser determinado pela política de comunicação da empresa ou instituição, subordinada à sua filosofia. Nesse sentido, a ideia é evitar que:
A adoção pela comunicação organizacional de sistemas online, virtuais e interativos possibilitou maior independência em relação aos serviços gráficos externos e trouxe alguns ganhos específicos. Assinale abaixo a única alternativa que menciona corretamente um desses ganhos proporcionados pela independência mencionada.
Segundo Kunsch (2003), a comunicação organizacional compreende a comunicação administrativa, interna, mercadológica e institucional realizadas por entidades públicas ou privadas. Nesse contexto, ela define a comunicação administrativa como sendo:
Se o valor lógico de uma proposição é verdadeiro e o valor lógico de uma proposição P é falso então o valor lógico da proposição q composta [(p → q) v ~p ] ^ ~q é:
Para responder às questões de 1 a 3, leia o texto abaixo.
As raízes do racismo
Drauzio Varella
Somos seres tribais que dividem o mundo em dois grupos: o "nosso" e o "deles". Esse é o início de um artigo sobre racismo publicado na revista "Science", como parte de uma seção sobre conflitos humanos, leitura que recomendo a todos.
Tensões e suspeições intergrupais são responsáveis pela violência entre muçulmanos e hindus, católicos e protestantes, palestinos e judeus, brancos e negros, heterossexuais e homossexuais, corintianos e palmeirenses.
Num experimento clássico dos anos 1950, psicólogos americanos levaram para um acampamento adolescentes que não se conheciam.
Ao descer do ônibus, cada participante recebeu aleatoriamente uma camiseta de cor azul ou vermelha. A partir desse momento, azuis e vermelhos faziam refeições em horários diferentes, dormiam em alojamentos separados e formavam equipes adversárias em todas as brincadeiras e práticas esportivas.
A observação precisou ser interrompida antes da data prevista, por causa da violência na disputa de jogos e das brigas que irrompiam entre azuis e vermelhos.
Nos anos que se seguiram, diversas experiências semelhantes, organizadas com desconhecidos reunidos de forma arbitrária, demonstraram que consideramos os membros de nosso grupo mais espertos, justos, inteligentes e honestos do que os "outros".
Parte desse prejulgamento que fazemos "deles" é inconsciente. Você se assusta quando um adolescente negro se aproxima da janela do carro, antes de tomar consciência de que ele é jovem e tem pele escura, porque o preconceito contra homens negros tem raízes profundas.
Nos últimos 40 anos, surgiu vasta literatura científica para explicar por que razão somos tão tribais. Que fatores em nosso passado evolutivo condicionaram a necessidade de armar coligações que não encontram justificativa na civilização moderna? Por que tanta violência religiosa? Qual o sentido de corintianos se amarem e odiarem palmeirenses?
Seres humanos são capazes de colaborar uns com os outros numa escala desconhecida no reino animal, porque viver em grupo foi essencial à adaptação de nossa espécie. Agrupar-se foi a necessidade mais premente para escapar de predadores, obter alimentos e construir abrigos seguros para criar os filhos.
A própria complexidade do cérebro humano evoluiu, pelo menos em parte, em resposta às solicitações da vida comunitária.
Pertencer a um agrupamento social, no entanto, muitas vezes significou destruir outros. Quando grupos antagônicos competem por território e bens materiais, a habilidade para formar coalizões confere vantagens logísticas capazes de assegurar maior probabilidade de sobrevivência aos descendentes dos vencedores.
A contrapartida do altruísmo em relação aos "nossos" é a crueldade dirigida contra os "outros".
Na violência intergrupal do passado remoto estão fincadas as raízes dos preconceitos atuais. As interações negativas entre nossos antepassados deram origem aos comportamentos preconceituosos de hoje, porque no tempo deles o contato com outros povos era tormentoso e limitado.
Foi com as navegações e a descoberta das Américas que indivíduos de etnias diversificadas foram obrigados a conviver, embora de forma nem sempre pacífica. Estaria nesse estranhamento a origem das idiossincrasias contra negros e índios, por exemplo, povos fisicamente diferentes dos colonizadores brancos.
Preconceito racial não é questão restrita ao racismo, faz parte de um fenômeno muito mais abrangente que varia de uma cultura para outra e que se modifica com o passar do tempo. Em apenas uma geração, o apartheid norte-americano foi combatido a ponto de um negro chegar à Presidência do país.
O preconceito contra "eles" cai mais pesado sobre os homens, porque eram do sexo masculino os guerreiros que atacavam nossos ancestrais. Na literatura, essa constatação recebeu o nome de hipótese do guerreiro masculino.
A evolução moldou nosso medo de homens que pertencem a outros grupos. Para nos defendermos deles, criamos fronteiras que agrupam alguns e separam outros em obediência a critérios de cor da pele, religião, nacionalidade, convicções políticas, dialetos e até times de futebol.
Demarcada a linha divisória entre "nós" e "eles", discriminamos os que estão do lado de lá. Às vezes com violência.
Considere as afirmações abaixo.
I. De acordo com o texto, o homem tem tendência a se agrupar, tendo como base sempre a cor da pele e as características físicas.
II. O intuito da experiência científica dos psicólogos americanos na década de 1950 era obter dados que ajudassem a descrever o comportamento humano.
Está correto o que se afirma em