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Os bancos de sangue são obrigados a convocar e orientar doadores com resultados de exames sorológicos reagentes.
Em caso de soro-conversão de receptor de hemocomponente, o doador que deu origem ao hemocomponente sob investigação é considerado inapto temporário até término da investigação.
Caso o receptor de hemocomponente apresente soro-conversão para HTLV, o doador que apresenta sorologia não reagente, oito meses após a transfusão, deve ser descartado como doador-índice.
Caso seja detectada soro-conversão para HIV em doadora de repetição, deve-se descartar o produto dessa doação, não sendo necessária a investigação de doação imediatamente anterior, considerando-se que a detecção do antígeno p24 ocorre 16 a 17 dias após o contágio.
A incidência de reações transfusionais alérgicas na transfusão de plaquetas é mais elevada quando comparada com a incidência dessas reações na transfusão de plasma e de concentrado de hemácias.
Na prevenção da reação febril não hemolítica, a filtração de concentrado de hemácias realizada pós-estocagem é mais eficaz que a feita na pré-estocagem.
As reações febris não hemolíticas podem ocorrer durante ou até algumas horas após transfusão de hemocomponentes. Em geral, a maioria das reações é de fraca intensidade.
As células-tronco hematopoéticas podem ser provenientes do sangue de cordão umbilical/placenta, sangue periférico ou medula óssea. A obtenção das células-tronco tem por fim garantir uma recuperação hematológica rápida, completa e sustentada após enxerto.
O sangue de cordão umbilical contém células-tronco hematopoéticas com maior capacidade de autorrenovação e proliferação. Entretanto, o tempo para recuperação hematológica é mais lento, o que aumenta a incidência de doença do enxerto contra hospedeiro, devido à predominância de linfócitos NK.
As células-tronco hematopoéticas, também chamadas células CD34, constituem aproximadamente 0,05% das células nucleadas circulantes e 0,5% das células da medula óssea.
A síndrome nefrótica desenvolvida após TCTH alogênico não deve ser considerada complicação da doença do enxerto contra hospedeiro crônica.
Cardiotoxicidade tardia em pacientes após TCTH incluem cardiomiopatia, insuficiência cardíaca congestiva, disfunção valvar ou arritmias. Entre os fatores de risco para cardiotoxicidade, citam-se: dose cumulativa de antracíclicos e fibrose miocárdica secundária por radioterapia.
Entre as complicações pulmonares não infecciosas mais comuns incluem-se: bronquiolite obliterante (BO), bronquiolite obliterante em organização (BOOP), e síndrome da pneumonia idiopática (IPS).
Durante a doação de plaquetas por aférese, são raras as reações vasovagais e as relacionadas a hipovolemia.
A plasmaférese tem sido utilizada como terapêutica desde início dos anos 70 do século passado. São indicações de categoria I desse procedimento, pela Sociedade Americana de Aférese: púrpura trombocitopênica trombótica, síndrome de Guillian-Barré, síndrome de Goodpasture, esclerose múltipla e anemia hemolítica autoimune.
O intervalo mínimo entre duas plaquetaféreses em um mesmo doador é de 72 horas.
A recuperação dos componentes sanguíneos nos procedimentos de aférese é realizada unicamente por centrifugação.
O armazenamento de concentrado de hemácias deve ser feito a 4 ºC (± 2 ºC); o de plaquetas, a 22 ºC (± 2 ºC) sob agitação constante; e o de plasma fresco, a, pelo menos, -20 ºC.
O intervalo entre coleta e início do processo de fracionamento do sangue em hemocomponentes é de, no máximo, 12 horas.
Em bolsas de coleta de sangue total, para 450 mL (± 45 mL) coletados, o volume de solução anticoagulante e conservante deve ser de 43 mL.