Questões de Concurso
Para professor - biologia
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As Briófitas e as Pteridófitas apresentam várias características em comum, mas também diferem em muitas outras. Assinale a alternativa que apresenta uma característica que serve para diferenciá-las.
Uma das principais descobertas da Biologia do Desenvolvimento nas últimas décadas foi a existência de um grupo básico de genes comuns aos animais que expressam proteínas que atuam na embriogênese, os Genes Homeóticos. Logo após a fecundação, inicia-se o desenvolvimento embrionário nos animais, passando, na ordem, pelas seguintes fases:
Sobre meio ambiente, sustentabilidade e educação ambiental, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A cobertura vegetal não influencia em qualquer das etapas do ciclo hidrológico.
( ) A poluição do ar é entendida como a presença de substâncias que causam prejuízos ao homem, aos animais, aos vegetais e à vida microbiológica no meio ambiente em geral.
( ) A ISO série 14000 é um conjunto de normas que definem parâmetros e diretrizes de gestão ambiental para as empresas públicas e privadas, com a finalidade de diminuir o impacto provocado pelas empresas ao meio ambiente.
( ) O que se convencionou chamar de Educação Ambiental surgiu a partir das propostas para política ambiental geradas pela ECO-92, realizada em 1992, no Rio de Janeiro.
Assinale a sequência correta.
A Engenharia Genética proporcionou avanços na área médica e na indústria farmacêutica, com a criação da Tecnologia do DNA recombinante. Essa tecnologia é utilizada, por exemplo, na produção de insulina artificial que é obtida através da bactéria Escherichia coli, sendo geneticamente modificada e capaz de sintetizar o hormônio. A insulina é o principal meio utilizado no tratamento do Diabetes Mellitus.
(LOPES, D.S.A., et al. UninCor, capa, v. 10, n.º 1, 2012.)
Em relação a essa tecnologia, assinale a afirmativa correta.
Considerando as estruturas celulares, analise as assertivas abaixo.
I - O axônio das células nervosas não apresenta o aparelho de Golgi e há pouquíssimos ribossomos, logo é praticamente inativo para síntese proteica.
II - As moléculas lipídicas da membrana plasmática possuem uma extremidade polar (hidrófila) e uma extremidade apolar (hidrófoba).
III - Quimicamente, a membrana celular é constituída principalmente por acetonas e ácidos graxos.
IV - Para que ocorra a digestão no interior de uma ameba, é necessário que os fagossomos fundem-se aos lisossomos.
Estão corretas as assertivas
A Mitose e a Meiose são processos de divisão celular e são responsáveis, por exemplo, pelo crescimento e regeneração do organismo e produção de gametas, respectivamente. Sobre esse assunto, assinale a afirmativa correta.
As leis mendelianas estabelecem os pressupostos básicos para entender os mecanismos de herança. Considerando que cada letra corresponde a um gene diferente, quais as proporções obtidas do cruzamento AaBB x aabb?
O esquema abaixo ilustra a técnica conhecida como DNA fingerprint usada em testes de paternidade.
(Fonte: http://djalmasantos.wordpress.com/2010/12/02/testes-de-biotecnologia-15/)
Legenda: M= mãe; C= criança; P1= suposto pai 1; P2= suposto pai 2; P3= suposto pai 3.
Pela análise do gel acima, é correto afirmar:
INSTRUÇÃO: Leia o texto abaixo e responda às questões de 04 a 09.
Exame de admissão ao doutoramento
1 Quando eu ainda era professor universitário, fui nomeado presidente de uma comissão que iria examinar
os candidatos ao doutoramento. Uma longa lista de livros havia sido preparada com antecedência, livros
que os candidatos deveriam estudar. Aí, no dia do exame, tive uma ideia que submeti aos meus colegas e
eles concordaram. Em vez de inquirir os candidatos sobre as ideias de outros escritas nos livros, ideias que
5 nós já conhecíamos, por que não pedir que eles nos falassem sobre suas próprias ideias? Falando sobre
suas ideias teríamos condições de conhecê-los melhor. Assim, quando o candidato passava pela porta da
sala, trêmulo, esperando as perguntas terríveis sobre a bibliografia, eu lhe pedia: “Por favor, fale-nos
sobre aquilo que gostaria de falar...”. Pensei que seria uma felicidade: falar sobre aquilo que pensavam!
Foi não. Foi um choque. De tanto ler o que os outros pensavam, eles se haviam esquecido daquilo que eles
10 mesmos pensavam. Uma jovem entrou em surto, achando que se tratava de um truque. Poucos tiveram
ideia sobre o que falar. O que nos levou a pensar que talvez seja isto que acontece: de tanto ler as ideias de
outros, os alunos se esquecem de que eles também podem pensar e que seu pensamento é importante. [...]
E, em oposição àqueles que ensinam leitura dinâmica, Schopenhauer afirma que a leitura só é boa quando
é bovina, quando leva à ruminação.
(ALVES, R. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Planeta, 2013.)
A construção dos sentidos de um texto dá-se por meio de elementos coesivos. Sobre tais recursos no texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) No segmento O que nos levou a pensar que talvez seja isto que acontece: de tanto ler as ideias de outros, os alunos se esquecem de que eles também podem pensar, o termo isto é um elemento coesivo anafórico.
( ) Em Uma longa lista de livros havia sido preparada com antecedência, livros que os candidatos deveriam estudar, a repetição do termo livros constitui coesão lexical.
( ) Os pronomes são elementos coesivos por excelência; em Pensei que seria uma felicidade, o pronome que é um recurso coesivo referencial.
( ) Como conjunção, a palavra assim, em Assim, quando o candidato passava pela porta da sala, é elemento coesivo responsável por encadear ideias.
( ) Ocorre exemplo de coesão denominada elipse em Aí, no dia do exame, tive uma ideia que submeti aos meus colegas.
Assinale a sequência correta.
INSTRUÇÃO: Leia o texto abaixo e responda às questões de 04 a 09.
Exame de admissão ao doutoramento
1 Quando eu ainda era professor universitário, fui nomeado presidente de uma comissão que iria examinar
os candidatos ao doutoramento. Uma longa lista de livros havia sido preparada com antecedência, livros
que os candidatos deveriam estudar. Aí, no dia do exame, tive uma ideia que submeti aos meus colegas e
eles concordaram. Em vez de inquirir os candidatos sobre as ideias de outros escritas nos livros, ideias que
5 nós já conhecíamos, por que não pedir que eles nos falassem sobre suas próprias ideias? Falando sobre
suas ideias teríamos condições de conhecê-los melhor. Assim, quando o candidato passava pela porta da
sala, trêmulo, esperando as perguntas terríveis sobre a bibliografia, eu lhe pedia: “Por favor, fale-nos
sobre aquilo que gostaria de falar...”. Pensei que seria uma felicidade: falar sobre aquilo que pensavam!
Foi não. Foi um choque. De tanto ler o que os outros pensavam, eles se haviam esquecido daquilo que eles
10 mesmos pensavam. Uma jovem entrou em surto, achando que se tratava de um truque. Poucos tiveram
ideia sobre o que falar. O que nos levou a pensar que talvez seja isto que acontece: de tanto ler as ideias de
outros, os alunos se esquecem de que eles também podem pensar e que seu pensamento é importante. [...]
E, em oposição àqueles que ensinam leitura dinâmica, Schopenhauer afirma que a leitura só é boa quando
é bovina, quando leva à ruminação.
(ALVES, R. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Planeta, 2013.)
Os tempos verbais assinalam uma relação temporal do fato expresso com o momento em que ocorre a enunciação (oral ou escrita). Sobre formas verbais do texto, assinale a afirmativa INCORRETA.
INSTRUÇÃO: Leia o texto abaixo e responda às questões de 04 a 09.
Exame de admissão ao doutoramento
1 Quando eu ainda era professor universitário, fui nomeado presidente de uma comissão que iria examinar
os candidatos ao doutoramento. Uma longa lista de livros havia sido preparada com antecedência, livros
que os candidatos deveriam estudar. Aí, no dia do exame, tive uma ideia que submeti aos meus colegas e
eles concordaram. Em vez de inquirir os candidatos sobre as ideias de outros escritas nos livros, ideias que
5 nós já conhecíamos, por que não pedir que eles nos falassem sobre suas próprias ideias? Falando sobre
suas ideias teríamos condições de conhecê-los melhor. Assim, quando o candidato passava pela porta da
sala, trêmulo, esperando as perguntas terríveis sobre a bibliografia, eu lhe pedia: “Por favor, fale-nos
sobre aquilo que gostaria de falar...”. Pensei que seria uma felicidade: falar sobre aquilo que pensavam!
Foi não. Foi um choque. De tanto ler o que os outros pensavam, eles se haviam esquecido daquilo que eles
10 mesmos pensavam. Uma jovem entrou em surto, achando que se tratava de um truque. Poucos tiveram
ideia sobre o que falar. O que nos levou a pensar que talvez seja isto que acontece: de tanto ler as ideias de
outros, os alunos se esquecem de que eles também podem pensar e que seu pensamento é importante. [...]
E, em oposição àqueles que ensinam leitura dinâmica, Schopenhauer afirma que a leitura só é boa quando
é bovina, quando leva à ruminação.
(ALVES, R. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Planeta, 2013.)
Assinale o trecho que revela ideia de causa-consequência.
INSTRUÇÃO: Leia o texto abaixo e responda às questões de 04 a 09.
Exame de admissão ao doutoramento
1 Quando eu ainda era professor universitário, fui nomeado presidente de uma comissão que iria examinar
os candidatos ao doutoramento. Uma longa lista de livros havia sido preparada com antecedência, livros
que os candidatos deveriam estudar. Aí, no dia do exame, tive uma ideia que submeti aos meus colegas e
eles concordaram. Em vez de inquirir os candidatos sobre as ideias de outros escritas nos livros, ideias que
5 nós já conhecíamos, por que não pedir que eles nos falassem sobre suas próprias ideias? Falando sobre
suas ideias teríamos condições de conhecê-los melhor. Assim, quando o candidato passava pela porta da
sala, trêmulo, esperando as perguntas terríveis sobre a bibliografia, eu lhe pedia: “Por favor, fale-nos
sobre aquilo que gostaria de falar...”. Pensei que seria uma felicidade: falar sobre aquilo que pensavam!
Foi não. Foi um choque. De tanto ler o que os outros pensavam, eles se haviam esquecido daquilo que eles
10 mesmos pensavam. Uma jovem entrou em surto, achando que se tratava de um truque. Poucos tiveram
ideia sobre o que falar. O que nos levou a pensar que talvez seja isto que acontece: de tanto ler as ideias de
outros, os alunos se esquecem de que eles também podem pensar e que seu pensamento é importante. [...]
E, em oposição àqueles que ensinam leitura dinâmica, Schopenhauer afirma que a leitura só é boa quando
é bovina, quando leva à ruminação.
(ALVES, R. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Planeta, 2013.)
Em relação ao sentido expresso por termos usados no texto, analise as afirmativas.
I - Na linha 1, a palavra ainda tem valor semântico relacionado a tempo.
II - A expressão com antecedência (linha 2) indica uma circunstância de tempo.
III - A palavra também (linha 12) apresenta ideia de comparação.
IV - Na linha 11, o termo talvez indica ideia de dúvida.
Estão corretas as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia o texto abaixo e responda às questões de 04 a 09.
Exame de admissão ao doutoramento
1 Quando eu ainda era professor universitário, fui nomeado presidente de uma comissão que iria examinar
os candidatos ao doutoramento. Uma longa lista de livros havia sido preparada com antecedência, livros
que os candidatos deveriam estudar. Aí, no dia do exame, tive uma ideia que submeti aos meus colegas e
eles concordaram. Em vez de inquirir os candidatos sobre as ideias de outros escritas nos livros, ideias que
5 nós já conhecíamos, por que não pedir que eles nos falassem sobre suas próprias ideias? Falando sobre
suas ideias teríamos condições de conhecê-los melhor. Assim, quando o candidato passava pela porta da
sala, trêmulo, esperando as perguntas terríveis sobre a bibliografia, eu lhe pedia: “Por favor, fale-nos
sobre aquilo que gostaria de falar...”. Pensei que seria uma felicidade: falar sobre aquilo que pensavam!
Foi não. Foi um choque. De tanto ler o que os outros pensavam, eles se haviam esquecido daquilo que eles
10 mesmos pensavam. Uma jovem entrou em surto, achando que se tratava de um truque. Poucos tiveram
ideia sobre o que falar. O que nos levou a pensar que talvez seja isto que acontece: de tanto ler as ideias de
outros, os alunos se esquecem de que eles também podem pensar e que seu pensamento é importante. [...]
E, em oposição àqueles que ensinam leitura dinâmica, Schopenhauer afirma que a leitura só é boa quando
é bovina, quando leva à ruminação.
(ALVES, R. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Planeta, 2013.)
Sobre o segmento a leitura só é boa quando é bovina, quando leva à ruminação, pode-se ter a seguinte interpretação:
INSTRUÇÃO: Leia o texto abaixo e responda às questões de 04 a 09.
Exame de admissão ao doutoramento
1 Quando eu ainda era professor universitário, fui nomeado presidente de uma comissão que iria examinar
os candidatos ao doutoramento. Uma longa lista de livros havia sido preparada com antecedência, livros
que os candidatos deveriam estudar. Aí, no dia do exame, tive uma ideia que submeti aos meus colegas e
eles concordaram. Em vez de inquirir os candidatos sobre as ideias de outros escritas nos livros, ideias que
5 nós já conhecíamos, por que não pedir que eles nos falassem sobre suas próprias ideias? Falando sobre
suas ideias teríamos condições de conhecê-los melhor. Assim, quando o candidato passava pela porta da
sala, trêmulo, esperando as perguntas terríveis sobre a bibliografia, eu lhe pedia: “Por favor, fale-nos
sobre aquilo que gostaria de falar...”. Pensei que seria uma felicidade: falar sobre aquilo que pensavam!
Foi não. Foi um choque. De tanto ler o que os outros pensavam, eles se haviam esquecido daquilo que eles
10 mesmos pensavam. Uma jovem entrou em surto, achando que se tratava de um truque. Poucos tiveram
ideia sobre o que falar. O que nos levou a pensar que talvez seja isto que acontece: de tanto ler as ideias de
outros, os alunos se esquecem de que eles também podem pensar e que seu pensamento é importante. [...]
E, em oposição àqueles que ensinam leitura dinâmica, Schopenhauer afirma que a leitura só é boa quando
é bovina, quando leva à ruminação.
(ALVES, R. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Planeta, 2013.)
A leitura do texto permite afirmar que o autor
I. Organizar os conteúdos para a sua transmissão, de forma que os alunos possam ter uma relação subjetiva com eles.
II. Ajudar os alunos a conhecerem as suas possibilidades de aprender, orientar suas dificuldades, indicar métodos de estudo e atividades que os levem a aprender de forma autônoma e independente.
III. Dirigir e controlar a atividade docente para os objetivos da aprendizagem.
Quais estão corretas?
No trecho acima, a autora traz o conceito de:
A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteuse pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tornou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: O conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerara invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há, estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não deem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas leem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. É esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.
(Guiomarde Grammon)
Considere a última frase do texto para responder à questão
“Ler pode tornar o homem perigosamente humano. ”
Sobre a palavra “perigosamente”, identifique a opção em que se faz, corretamente, uma análise morfossintática e semântica, respectivamente: