Questões de Concurso
Para químico
Foram encontradas 4.864 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Leia o texto 1 para responder a questão
O povo brasileiro, de Darcy Ribeiro (trecho)
“O Brasil e os brasileiros, sua gestação como povo, é o que trataremos de reconstituir e compreender nos capítulos seguintes. Surgimos da confluência, do entrechoque e do caldeamento do invasor português com índios silvícolas e campineiros e com negros africanos, uns e outros aliciados como escravos.
Nessa confluência, que se dá sob a regência dos portugueses, matrizes raciais díspares, tradições culturais distintas, formações sociais defasadas se enfrentam e se fundem para dar lugar a um povo novo (Ribeiro, 1970), num novo modelo de estruturação societária. Novo porque surge como uma etnia nacional, diferenciada culturalmente de suas matrizes formadoras, fortemente mestiçada, dinamizada por uma cultura sincrética e singularizada pela redefinição de traços culturais delas oriundos. Também novo porque se vê a si mesmo e é visto como uma gente nova, um novo gênero humano diferente de quantos existam.
Povo novo, ainda, porque é um novo modelo de estruturação societária, que inaugura uma forma singular de organização socioeconômica, fundada num tipo renovado de escravismo e numa servidão continuada ao mercado mundial. Novo, inclusive, pela inverossímil alegria e espantosa vontade de felicidade, num povo tão sacrificado, que alenta e comove a todos os brasileiros.
Velho, porém, porque se viabiliza como um proletariado externo. Quer dizer, como um implante ultramarino da expansão europeia que não existe para si mesmo, mas para gerar lucros exportáveis pelo exercício da função de provedor colonial de bens para o mercado mundial, através do desgaste da população que recruta no país ou importa.
A sociedade e a cultura brasileiras são conformadas como variantes da versão lusitana da tradição civilizatória europeia ocidental, diferenciadas por coloridos herdados dos índios americanos e dos negros africanos. O Brasil emerge, assim, como um renovo mutante, remarcado de características próprias, mas atado genesicamente à matriz portuguesa, cujas potencialidades insuspeitadas de ser e de crescer só aqui se realizariam plenamente.
A confluência de tantas e tão variadas matrizes formadoras poderia ter resultado numa sociedade multiétnica, dilacerada pela oposição de componentes diferenciados e imiscíveis. Ocorreu justamente o contrário, uma vez que, apesar de sobreviverem na fisionomia somática e no espírito dos brasileiros os signos de sua múltipla ancestralidade, não se diferenciaram em antagônicas minorias raciais, culturais ou regionais, vinculadas a lealdades étnicas próprias e disputantes de autonomia frente à nação.”
Leia o texto 1 para responder a questão
O povo brasileiro, de Darcy Ribeiro (trecho)
“O Brasil e os brasileiros, sua gestação como povo, é o que trataremos de reconstituir e compreender nos capítulos seguintes. Surgimos da confluência, do entrechoque e do caldeamento do invasor português com índios silvícolas e campineiros e com negros africanos, uns e outros aliciados como escravos.
Nessa confluência, que se dá sob a regência dos portugueses, matrizes raciais díspares, tradições culturais distintas, formações sociais defasadas se enfrentam e se fundem para dar lugar a um povo novo (Ribeiro, 1970), num novo modelo de estruturação societária. Novo porque surge como uma etnia nacional, diferenciada culturalmente de suas matrizes formadoras, fortemente mestiçada, dinamizada por uma cultura sincrética e singularizada pela redefinição de traços culturais delas oriundos. Também novo porque se vê a si mesmo e é visto como uma gente nova, um novo gênero humano diferente de quantos existam.
Povo novo, ainda, porque é um novo modelo de estruturação societária, que inaugura uma forma singular de organização socioeconômica, fundada num tipo renovado de escravismo e numa servidão continuada ao mercado mundial. Novo, inclusive, pela inverossímil alegria e espantosa vontade de felicidade, num povo tão sacrificado, que alenta e comove a todos os brasileiros.
Velho, porém, porque se viabiliza como um proletariado externo. Quer dizer, como um implante ultramarino da expansão europeia que não existe para si mesmo, mas para gerar lucros exportáveis pelo exercício da função de provedor colonial de bens para o mercado mundial, através do desgaste da população que recruta no país ou importa.
A sociedade e a cultura brasileiras são conformadas como variantes da versão lusitana da tradição civilizatória europeia ocidental, diferenciadas por coloridos herdados dos índios americanos e dos negros africanos. O Brasil emerge, assim, como um renovo mutante, remarcado de características próprias, mas atado genesicamente à matriz portuguesa, cujas potencialidades insuspeitadas de ser e de crescer só aqui se realizariam plenamente.
A confluência de tantas e tão variadas matrizes formadoras poderia ter resultado numa sociedade multiétnica, dilacerada pela oposição de componentes diferenciados e imiscíveis. Ocorreu justamente o contrário, uma vez que, apesar de sobreviverem na fisionomia somática e no espírito dos brasileiros os signos de sua múltipla ancestralidade, não se diferenciaram em antagônicas minorias raciais, culturais ou regionais, vinculadas a lealdades étnicas próprias e disputantes de autonomia frente à nação.”
Leia o texto 1 para responder a questão
O povo brasileiro, de Darcy Ribeiro (trecho)
“O Brasil e os brasileiros, sua gestação como povo, é o que trataremos de reconstituir e compreender nos capítulos seguintes. Surgimos da confluência, do entrechoque e do caldeamento do invasor português com índios silvícolas e campineiros e com negros africanos, uns e outros aliciados como escravos.
Nessa confluência, que se dá sob a regência dos portugueses, matrizes raciais díspares, tradições culturais distintas, formações sociais defasadas se enfrentam e se fundem para dar lugar a um povo novo (Ribeiro, 1970), num novo modelo de estruturação societária. Novo porque surge como uma etnia nacional, diferenciada culturalmente de suas matrizes formadoras, fortemente mestiçada, dinamizada por uma cultura sincrética e singularizada pela redefinição de traços culturais delas oriundos. Também novo porque se vê a si mesmo e é visto como uma gente nova, um novo gênero humano diferente de quantos existam.
Povo novo, ainda, porque é um novo modelo de estruturação societária, que inaugura uma forma singular de organização socioeconômica, fundada num tipo renovado de escravismo e numa servidão continuada ao mercado mundial. Novo, inclusive, pela inverossímil alegria e espantosa vontade de felicidade, num povo tão sacrificado, que alenta e comove a todos os brasileiros.
Velho, porém, porque se viabiliza como um proletariado externo. Quer dizer, como um implante ultramarino da expansão europeia que não existe para si mesmo, mas para gerar lucros exportáveis pelo exercício da função de provedor colonial de bens para o mercado mundial, através do desgaste da população que recruta no país ou importa.
A sociedade e a cultura brasileiras são conformadas como variantes da versão lusitana da tradição civilizatória europeia ocidental, diferenciadas por coloridos herdados dos índios americanos e dos negros africanos. O Brasil emerge, assim, como um renovo mutante, remarcado de características próprias, mas atado genesicamente à matriz portuguesa, cujas potencialidades insuspeitadas de ser e de crescer só aqui se realizariam plenamente.
A confluência de tantas e tão variadas matrizes formadoras poderia ter resultado numa sociedade multiétnica, dilacerada pela oposição de componentes diferenciados e imiscíveis. Ocorreu justamente o contrário, uma vez que, apesar de sobreviverem na fisionomia somática e no espírito dos brasileiros os signos de sua múltipla ancestralidade, não se diferenciaram em antagônicas minorias raciais, culturais ou regionais, vinculadas a lealdades étnicas próprias e disputantes de autonomia frente à nação.”
Com base nesses fundamentos, analise as afirmações a seguir e assinale a CORRETA:
A = ε · b · c
Considere as seguintes afirmativas:
I. A linearidade entre absorbância e concentração é limitada, podendo ser comprometida por efeitos de alta concentração, como associação de espécies e dispersão da luz.
II. O coeficiente de absorção molar (ε) depende da natureza da substância, da intensidade da transição eletrônica envolvida e do comprimento de onda utilizado.
III. Alterações no comprimento do caminho óptico (b), por uso de cubetas diferentes, não afetam a absorbância, desde que a concentração da amostra permaneça constante.
IV. Mesmo substâncias incolores à luz visível podem apresentar bandas intensas no UV, sendo detectáveis por espectrofotometria UV-Vis.
São VERDADEIRAS as afirmativas:
I. Sulfato de alumínio [Al2(SO4)3], um sal que se dissocia completamente.
II. Glicose (C6H12O6), um soluto molecular que não se ioniza.
III. Cloreto de sódio (NaCl), um sal que se dissocia completamente.
IV. Ácido acético (CH3COOH), um ácido fraco.
Com base nas propriedades coligativas, assinale a alternativa que apresenta a ordem crescente de variação do ponto de congelamento (ΔT) do solvente causada pela adição dos diferentes solutos:
ΔG = ΔH – TΔS
Com base nessas informações, assinale a afirmativa CORRETA:
AgCl(s) ⇌ Ag+(aq) + Cl-(aq) ΔH > 0
Considere os seguintes experimentos:
• Experimento 1: adição de AgCl sólido em água pura a 25°C.
• Experimento 2: adição de AgCl sólido em solução 0,10 mol/L de NaCl a 25°C.
• Experimento 3: adição de AgCl sólido em água pura a 80°C.
Considere que √1,8 ≈ 1,34.
Analise as afirmativas:
I. A solubilidade do AgCl em água pura a 25°C é aproximadamente 1,34 × 10-5 mol/L.
II. A solubilidade do AgCl no Experimento 2 será maior do que no Experimento 1.
III. O produto de solubilidade (Kps) do AgCl no Experimento 3 é maior do que no Experimento 1.
São VERDADEIRAS as afirmativas:
• Solução A: pH 3,8
• Solução B: pH 4,8
• Solução C: pH 5,8
O pH de uma solução tampão pode ser estimado pela equação de HendersonHasselbalch:
pH = pKa + log ([base conjugada]/[ácido fraco])
Com base nessas informações, assinale a afirmativa CORRETA:
Com base nesse contexto, analise as afirmativas a seguir:
I. A presença de um carbono assimétrico é condição suficiente para que uma molécula seja quiral.
II. Enantiômeros possuem propriedades físico-químicas idênticas em ambientes não quirais, mas podem interagir de forma diferente com sistemas biológicos.
III. Enantiômeros desviam o plano da luz polarizada em direções opostas, mesmo que apresentem a mesma composição molecular.
IV. A técnica de destilação é normalmente utilizada para separar enantiômeros.
Está CORRETO apenas o que se afirma em:
Analise as afirmativas a seguir:
I. O mecanismo SN1 é favorecido em substratos terciários, devido à formação de carbocátion estável.
II. O mecanismo SN2 ocorre, preferencialmente, em substratos primários, por apresentarem menor impedimento estérico.
III. O mecanismo SN2 ocorre por ataque nucleofílico simultâneo à saída do grupo abandonador.
Está CORRETO o que se afirma em:
Considere o seguinte equilíbrio:
N2(g) + 3 H2(g) ⇌ 2 NH3(g) ΔH < 0
Com base nas informações, assinale a afirmativa CORRETA quanto aos efeitos das alterações descritas sobre o equilíbrio da reação:
Analise as afirmações a seguir:
I. O raio atômico tende a aumentar ao longo de um grupo da tabela periódica, do topo para a base.
II. A energia de ionização aumenta da esquerda para a direita em um mesmo período.
III. A eletronegatividade diminui da esquerda para a direita em um mesmo período.
Está CORRETO o que se afirma em: