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Q2289836 Português
Podemos resumir a situação atual da língua portuguesa no mundo apontando os seguintes aspectos:

a) ela é a língua hegemônica em apenas dois países: Portugal e Brasil;

b) é a língua oficial de nove países (Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Guiné Equatorial) e de Macau – Região Administrativa Especial da República Popular da China desde 1999;

c) é falada em comunidades de imigrantes (a chamada “diáspora lusófona”) em vários lugares do mundo, dentre outros nos Estados Unidos, no Canadá, na Venezuela, na África do Sul, na França, na Alemanha, em Luxemburgo, no Japão, no Paraguai e na Austrália;

d) é ainda falada em pequenas comunidades remanescentes do colonialismo português na rota da Ásia, como em Goa (Índia); ou em áreas de antiga ocupação portuguesa, como no norte do Uruguai.


Em todos esses contextos, com exceção de Portugal e Brasil, ela é língua minoritária. No caso das comunidades de imigrantes e das comunidades remanescentes, seu futuro é incerto. Poderá continuar sendo falada ou, sob pressão das línguas majoritárias, tenderá progressivamente a desaparecer – como tem muitas vezes ocorrido com as línguas de imigração – a partir da terceira geração.

Nos contextos em que ela é língua oficial, mas não hegemônica, prevê-se que ampliará sua presença, seja como língua materna, seja como segunda língua. Nos países africanos e no Timor Leste, estará sempre presente, como foco de relativa tensão, o estatuto das demais línguas nacionais, patrimônio de que, certamente, nenhuma dessas sociedades abrirá mão, considerando sua força identitária.

Do ponto de vista quantitativo, há hoje pouco mais de 250.000.000 de pessoas que falam o português, como primeira ou segunda língua, no mundo. Isso o torna a terceira língua europeia mais falada, perdendo apenas para o inglês e o espanhol. Com esse contingente de falantes, está entre as dez línguas mais faladas no mundo. Embora o número de falantes possa impressionar, sua importância é relativa, considerando que aproximadamente 85% de seus falantes estão hoje concentrados num só país – o Brasil.

Além disso, a língua portuguesa enfrenta também a dissonância que tem impedido os dois únicos países em que ela é hoje hegemônica de fazer convergir ações de difusão da língua. E o conjunto de países de língua oficial portuguesa não encontrou ainda os rumos para ações coletivas e compartilhadas, embora disponham do Instituto Internacional da Língua Portuguesa para isso. Vivem, portanto, uma clara encruzilhada.

Mas o Brasil tem também outros problemas que limitam seu protagonismo no âmbito da difusão da língua:

a) os seus índices de analfabetismo são ainda elevados: 9% da população entre 15 e 65 anos são analfabetos. Por outro lado, são altos os índices do chamado analfabetismo funcional;

b) o sistema educacional brasileiro, embora tenha universalizado, no fim da década de 1990, o acesso infantil às primeiras séries do ensino fundamental, não conseguiu ainda superar os altos índices de evasão e o baixíssimo rendimento da ação escolar. Na educação média, metade dos jovens entre 15 e 17 anos está fora da escola;

c) por fim, o Brasil até hoje não conseguiu resolver adequadamente a questão de sua norma de referência. Há um conflito histórico entre a norma efetivamente praticada no país (a chamada norma culta) e a norma gramatical definida artificialmente no século XIX (a chamada norma-padrão) e ainda defendida por uma tradição estreita e dogmática, que tem adeptos no sistema de ensino e nos meios de comunicação social.

Esse conflito tem efeitos negativos sobre o modo como tradicionalmente se representa a língua no imaginário do Brasil, vista aí, com frequência, como cheia de erros e deformações. O país tem tido, ao longo de século e meio, grandes dificuldades para reconhecer sua “cara linguística” e, em consequência, para promover uma educação linguística consistente.

FARACO, C. A. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola,
2016. p.360-363.
Excerto adaptado
Para elaborar o Texto 1, o autor se vale de alguns recursos lexicais e gramaticais. Acerca desses recursos, analise as proposições abaixo.

1) O autor opera a substituição de alguns termos por pronomes, evitando assim repetições desnecessárias e interligando adequadamente as partes do texto. É o que se vê no trecho “Em todos esses contextos, com exceção de Portugal e Brasil, ela é língua minoritária. No caso das comunidades de imigrantes e das comunidades remanescentes, seu futuro é incerto.”
2) Ao longo do texto, o autor emprega os termos “língua portuguesa” e “português” com sentidos distintos, para diferenciar uma língua majoritária de uma língua minoritária. É o que se vê, por exemplo, no trecho “Do ponto de vista quantitativo, há hoje pouco mais de 250.000.000 de pessoas que falam o português, como primeira ou segunda língua, no mundo.”
3) O conectivo inicial do trecho “Além disso, a língua portuguesa enfrenta também a dissonância que tem impedido os dois únicos países em que ela é hoje hegemônica de fazer convergir ações de difusão da língua.” é empregado para indicar que as informações a serem trazidas para o texto contrastam com aquelas que foram apresentadas até esse ponto.
4) No trecho “Em todos esses contextos, com exceção de Portugal e Brasil, ela é língua minoritária.”, o segmento destacado funciona como uma ressalva.

Estão corretas:
Alternativas
Q2289835 Português
Podemos resumir a situação atual da língua portuguesa no mundo apontando os seguintes aspectos:

a) ela é a língua hegemônica em apenas dois países: Portugal e Brasil;

b) é a língua oficial de nove países (Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Guiné Equatorial) e de Macau – Região Administrativa Especial da República Popular da China desde 1999;

c) é falada em comunidades de imigrantes (a chamada “diáspora lusófona”) em vários lugares do mundo, dentre outros nos Estados Unidos, no Canadá, na Venezuela, na África do Sul, na França, na Alemanha, em Luxemburgo, no Japão, no Paraguai e na Austrália;

d) é ainda falada em pequenas comunidades remanescentes do colonialismo português na rota da Ásia, como em Goa (Índia); ou em áreas de antiga ocupação portuguesa, como no norte do Uruguai.


Em todos esses contextos, com exceção de Portugal e Brasil, ela é língua minoritária. No caso das comunidades de imigrantes e das comunidades remanescentes, seu futuro é incerto. Poderá continuar sendo falada ou, sob pressão das línguas majoritárias, tenderá progressivamente a desaparecer – como tem muitas vezes ocorrido com as línguas de imigração – a partir da terceira geração.

Nos contextos em que ela é língua oficial, mas não hegemônica, prevê-se que ampliará sua presença, seja como língua materna, seja como segunda língua. Nos países africanos e no Timor Leste, estará sempre presente, como foco de relativa tensão, o estatuto das demais línguas nacionais, patrimônio de que, certamente, nenhuma dessas sociedades abrirá mão, considerando sua força identitária.

Do ponto de vista quantitativo, há hoje pouco mais de 250.000.000 de pessoas que falam o português, como primeira ou segunda língua, no mundo. Isso o torna a terceira língua europeia mais falada, perdendo apenas para o inglês e o espanhol. Com esse contingente de falantes, está entre as dez línguas mais faladas no mundo. Embora o número de falantes possa impressionar, sua importância é relativa, considerando que aproximadamente 85% de seus falantes estão hoje concentrados num só país – o Brasil.

Além disso, a língua portuguesa enfrenta também a dissonância que tem impedido os dois únicos países em que ela é hoje hegemônica de fazer convergir ações de difusão da língua. E o conjunto de países de língua oficial portuguesa não encontrou ainda os rumos para ações coletivas e compartilhadas, embora disponham do Instituto Internacional da Língua Portuguesa para isso. Vivem, portanto, uma clara encruzilhada.

Mas o Brasil tem também outros problemas que limitam seu protagonismo no âmbito da difusão da língua:

a) os seus índices de analfabetismo são ainda elevados: 9% da população entre 15 e 65 anos são analfabetos. Por outro lado, são altos os índices do chamado analfabetismo funcional;

b) o sistema educacional brasileiro, embora tenha universalizado, no fim da década de 1990, o acesso infantil às primeiras séries do ensino fundamental, não conseguiu ainda superar os altos índices de evasão e o baixíssimo rendimento da ação escolar. Na educação média, metade dos jovens entre 15 e 17 anos está fora da escola;

c) por fim, o Brasil até hoje não conseguiu resolver adequadamente a questão de sua norma de referência. Há um conflito histórico entre a norma efetivamente praticada no país (a chamada norma culta) e a norma gramatical definida artificialmente no século XIX (a chamada norma-padrão) e ainda defendida por uma tradição estreita e dogmática, que tem adeptos no sistema de ensino e nos meios de comunicação social.

Esse conflito tem efeitos negativos sobre o modo como tradicionalmente se representa a língua no imaginário do Brasil, vista aí, com frequência, como cheia de erros e deformações. O país tem tido, ao longo de século e meio, grandes dificuldades para reconhecer sua “cara linguística” e, em consequência, para promover uma educação linguística consistente.

FARACO, C. A. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola,
2016. p.360-363.
Excerto adaptado
Com o trecho “O país tem tido, ao longo de século e meio, grandes dificuldades para reconhecer sua ‘cara linguística’”, o autor do Texto 1 pretendeu expressar a ideia de que o brasileiro tem tido dificuldades para
Alternativas
Q2289834 Português
Podemos resumir a situação atual da língua portuguesa no mundo apontando os seguintes aspectos:

a) ela é a língua hegemônica em apenas dois países: Portugal e Brasil;

b) é a língua oficial de nove países (Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Guiné Equatorial) e de Macau – Região Administrativa Especial da República Popular da China desde 1999;

c) é falada em comunidades de imigrantes (a chamada “diáspora lusófona”) em vários lugares do mundo, dentre outros nos Estados Unidos, no Canadá, na Venezuela, na África do Sul, na França, na Alemanha, em Luxemburgo, no Japão, no Paraguai e na Austrália;

d) é ainda falada em pequenas comunidades remanescentes do colonialismo português na rota da Ásia, como em Goa (Índia); ou em áreas de antiga ocupação portuguesa, como no norte do Uruguai.


Em todos esses contextos, com exceção de Portugal e Brasil, ela é língua minoritária. No caso das comunidades de imigrantes e das comunidades remanescentes, seu futuro é incerto. Poderá continuar sendo falada ou, sob pressão das línguas majoritárias, tenderá progressivamente a desaparecer – como tem muitas vezes ocorrido com as línguas de imigração – a partir da terceira geração.

Nos contextos em que ela é língua oficial, mas não hegemônica, prevê-se que ampliará sua presença, seja como língua materna, seja como segunda língua. Nos países africanos e no Timor Leste, estará sempre presente, como foco de relativa tensão, o estatuto das demais línguas nacionais, patrimônio de que, certamente, nenhuma dessas sociedades abrirá mão, considerando sua força identitária.

Do ponto de vista quantitativo, há hoje pouco mais de 250.000.000 de pessoas que falam o português, como primeira ou segunda língua, no mundo. Isso o torna a terceira língua europeia mais falada, perdendo apenas para o inglês e o espanhol. Com esse contingente de falantes, está entre as dez línguas mais faladas no mundo. Embora o número de falantes possa impressionar, sua importância é relativa, considerando que aproximadamente 85% de seus falantes estão hoje concentrados num só país – o Brasil.

Além disso, a língua portuguesa enfrenta também a dissonância que tem impedido os dois únicos países em que ela é hoje hegemônica de fazer convergir ações de difusão da língua. E o conjunto de países de língua oficial portuguesa não encontrou ainda os rumos para ações coletivas e compartilhadas, embora disponham do Instituto Internacional da Língua Portuguesa para isso. Vivem, portanto, uma clara encruzilhada.

Mas o Brasil tem também outros problemas que limitam seu protagonismo no âmbito da difusão da língua:

a) os seus índices de analfabetismo são ainda elevados: 9% da população entre 15 e 65 anos são analfabetos. Por outro lado, são altos os índices do chamado analfabetismo funcional;

b) o sistema educacional brasileiro, embora tenha universalizado, no fim da década de 1990, o acesso infantil às primeiras séries do ensino fundamental, não conseguiu ainda superar os altos índices de evasão e o baixíssimo rendimento da ação escolar. Na educação média, metade dos jovens entre 15 e 17 anos está fora da escola;

c) por fim, o Brasil até hoje não conseguiu resolver adequadamente a questão de sua norma de referência. Há um conflito histórico entre a norma efetivamente praticada no país (a chamada norma culta) e a norma gramatical definida artificialmente no século XIX (a chamada norma-padrão) e ainda defendida por uma tradição estreita e dogmática, que tem adeptos no sistema de ensino e nos meios de comunicação social.

Esse conflito tem efeitos negativos sobre o modo como tradicionalmente se representa a língua no imaginário do Brasil, vista aí, com frequência, como cheia de erros e deformações. O país tem tido, ao longo de século e meio, grandes dificuldades para reconhecer sua “cara linguística” e, em consequência, para promover uma educação linguística consistente.

FARACO, C. A. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola,
2016. p.360-363.
Excerto adaptado
Releia o seguinte trecho do Texto 1: “Embora o número de falantes possa impressionar, sua importância é relativa, considerando que aproximadamente 85% de seus falantes estão hoje concentrados num só país – o Brasil.”. O segmento inicial destacado mantém com o restante do trecho uma relação semântica de
Alternativas
Q2289833 Português
Podemos resumir a situação atual da língua portuguesa no mundo apontando os seguintes aspectos:

a) ela é a língua hegemônica em apenas dois países: Portugal e Brasil;

b) é a língua oficial de nove países (Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Guiné Equatorial) e de Macau – Região Administrativa Especial da República Popular da China desde 1999;

c) é falada em comunidades de imigrantes (a chamada “diáspora lusófona”) em vários lugares do mundo, dentre outros nos Estados Unidos, no Canadá, na Venezuela, na África do Sul, na França, na Alemanha, em Luxemburgo, no Japão, no Paraguai e na Austrália;

d) é ainda falada em pequenas comunidades remanescentes do colonialismo português na rota da Ásia, como em Goa (Índia); ou em áreas de antiga ocupação portuguesa, como no norte do Uruguai.


Em todos esses contextos, com exceção de Portugal e Brasil, ela é língua minoritária. No caso das comunidades de imigrantes e das comunidades remanescentes, seu futuro é incerto. Poderá continuar sendo falada ou, sob pressão das línguas majoritárias, tenderá progressivamente a desaparecer – como tem muitas vezes ocorrido com as línguas de imigração – a partir da terceira geração.

Nos contextos em que ela é língua oficial, mas não hegemônica, prevê-se que ampliará sua presença, seja como língua materna, seja como segunda língua. Nos países africanos e no Timor Leste, estará sempre presente, como foco de relativa tensão, o estatuto das demais línguas nacionais, patrimônio de que, certamente, nenhuma dessas sociedades abrirá mão, considerando sua força identitária.

Do ponto de vista quantitativo, há hoje pouco mais de 250.000.000 de pessoas que falam o português, como primeira ou segunda língua, no mundo. Isso o torna a terceira língua europeia mais falada, perdendo apenas para o inglês e o espanhol. Com esse contingente de falantes, está entre as dez línguas mais faladas no mundo. Embora o número de falantes possa impressionar, sua importância é relativa, considerando que aproximadamente 85% de seus falantes estão hoje concentrados num só país – o Brasil.

Além disso, a língua portuguesa enfrenta também a dissonância que tem impedido os dois únicos países em que ela é hoje hegemônica de fazer convergir ações de difusão da língua. E o conjunto de países de língua oficial portuguesa não encontrou ainda os rumos para ações coletivas e compartilhadas, embora disponham do Instituto Internacional da Língua Portuguesa para isso. Vivem, portanto, uma clara encruzilhada.

Mas o Brasil tem também outros problemas que limitam seu protagonismo no âmbito da difusão da língua:

a) os seus índices de analfabetismo são ainda elevados: 9% da população entre 15 e 65 anos são analfabetos. Por outro lado, são altos os índices do chamado analfabetismo funcional;

b) o sistema educacional brasileiro, embora tenha universalizado, no fim da década de 1990, o acesso infantil às primeiras séries do ensino fundamental, não conseguiu ainda superar os altos índices de evasão e o baixíssimo rendimento da ação escolar. Na educação média, metade dos jovens entre 15 e 17 anos está fora da escola;

c) por fim, o Brasil até hoje não conseguiu resolver adequadamente a questão de sua norma de referência. Há um conflito histórico entre a norma efetivamente praticada no país (a chamada norma culta) e a norma gramatical definida artificialmente no século XIX (a chamada norma-padrão) e ainda defendida por uma tradição estreita e dogmática, que tem adeptos no sistema de ensino e nos meios de comunicação social.

Esse conflito tem efeitos negativos sobre o modo como tradicionalmente se representa a língua no imaginário do Brasil, vista aí, com frequência, como cheia de erros e deformações. O país tem tido, ao longo de século e meio, grandes dificuldades para reconhecer sua “cara linguística” e, em consequência, para promover uma educação linguística consistente.

FARACO, C. A. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola,
2016. p.360-363.
Excerto adaptado
Ao longo do Texto 1, podemos identificar a posição do autor em relação às ideias que veicula. Por exemplo, ele expressa discordância no que se refere à ideia de que
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Q2289832 Português
Podemos resumir a situação atual da língua portuguesa no mundo apontando os seguintes aspectos:

a) ela é a língua hegemônica em apenas dois países: Portugal e Brasil;

b) é a língua oficial de nove países (Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Guiné Equatorial) e de Macau – Região Administrativa Especial da República Popular da China desde 1999;

c) é falada em comunidades de imigrantes (a chamada “diáspora lusófona”) em vários lugares do mundo, dentre outros nos Estados Unidos, no Canadá, na Venezuela, na África do Sul, na França, na Alemanha, em Luxemburgo, no Japão, no Paraguai e na Austrália;

d) é ainda falada em pequenas comunidades remanescentes do colonialismo português na rota da Ásia, como em Goa (Índia); ou em áreas de antiga ocupação portuguesa, como no norte do Uruguai.


Em todos esses contextos, com exceção de Portugal e Brasil, ela é língua minoritária. No caso das comunidades de imigrantes e das comunidades remanescentes, seu futuro é incerto. Poderá continuar sendo falada ou, sob pressão das línguas majoritárias, tenderá progressivamente a desaparecer – como tem muitas vezes ocorrido com as línguas de imigração – a partir da terceira geração.

Nos contextos em que ela é língua oficial, mas não hegemônica, prevê-se que ampliará sua presença, seja como língua materna, seja como segunda língua. Nos países africanos e no Timor Leste, estará sempre presente, como foco de relativa tensão, o estatuto das demais línguas nacionais, patrimônio de que, certamente, nenhuma dessas sociedades abrirá mão, considerando sua força identitária.

Do ponto de vista quantitativo, há hoje pouco mais de 250.000.000 de pessoas que falam o português, como primeira ou segunda língua, no mundo. Isso o torna a terceira língua europeia mais falada, perdendo apenas para o inglês e o espanhol. Com esse contingente de falantes, está entre as dez línguas mais faladas no mundo. Embora o número de falantes possa impressionar, sua importância é relativa, considerando que aproximadamente 85% de seus falantes estão hoje concentrados num só país – o Brasil.

Além disso, a língua portuguesa enfrenta também a dissonância que tem impedido os dois únicos países em que ela é hoje hegemônica de fazer convergir ações de difusão da língua. E o conjunto de países de língua oficial portuguesa não encontrou ainda os rumos para ações coletivas e compartilhadas, embora disponham do Instituto Internacional da Língua Portuguesa para isso. Vivem, portanto, uma clara encruzilhada.

Mas o Brasil tem também outros problemas que limitam seu protagonismo no âmbito da difusão da língua:

a) os seus índices de analfabetismo são ainda elevados: 9% da população entre 15 e 65 anos são analfabetos. Por outro lado, são altos os índices do chamado analfabetismo funcional;

b) o sistema educacional brasileiro, embora tenha universalizado, no fim da década de 1990, o acesso infantil às primeiras séries do ensino fundamental, não conseguiu ainda superar os altos índices de evasão e o baixíssimo rendimento da ação escolar. Na educação média, metade dos jovens entre 15 e 17 anos está fora da escola;

c) por fim, o Brasil até hoje não conseguiu resolver adequadamente a questão de sua norma de referência. Há um conflito histórico entre a norma efetivamente praticada no país (a chamada norma culta) e a norma gramatical definida artificialmente no século XIX (a chamada norma-padrão) e ainda defendida por uma tradição estreita e dogmática, que tem adeptos no sistema de ensino e nos meios de comunicação social.

Esse conflito tem efeitos negativos sobre o modo como tradicionalmente se representa a língua no imaginário do Brasil, vista aí, com frequência, como cheia de erros e deformações. O país tem tido, ao longo de século e meio, grandes dificuldades para reconhecer sua “cara linguística” e, em consequência, para promover uma educação linguística consistente.

FARACO, C. A. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola,
2016. p.360-363.
Excerto adaptado
Qual dos seguintes títulos corresponde à síntese do conteúdo global do Texto 1? 
Alternativas
Q2289831 Português
Podemos resumir a situação atual da língua portuguesa no mundo apontando os seguintes aspectos:

a) ela é a língua hegemônica em apenas dois países: Portugal e Brasil;

b) é a língua oficial de nove países (Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Guiné Equatorial) e de Macau – Região Administrativa Especial da República Popular da China desde 1999;

c) é falada em comunidades de imigrantes (a chamada “diáspora lusófona”) em vários lugares do mundo, dentre outros nos Estados Unidos, no Canadá, na Venezuela, na África do Sul, na França, na Alemanha, em Luxemburgo, no Japão, no Paraguai e na Austrália;

d) é ainda falada em pequenas comunidades remanescentes do colonialismo português na rota da Ásia, como em Goa (Índia); ou em áreas de antiga ocupação portuguesa, como no norte do Uruguai.


Em todos esses contextos, com exceção de Portugal e Brasil, ela é língua minoritária. No caso das comunidades de imigrantes e das comunidades remanescentes, seu futuro é incerto. Poderá continuar sendo falada ou, sob pressão das línguas majoritárias, tenderá progressivamente a desaparecer – como tem muitas vezes ocorrido com as línguas de imigração – a partir da terceira geração.

Nos contextos em que ela é língua oficial, mas não hegemônica, prevê-se que ampliará sua presença, seja como língua materna, seja como segunda língua. Nos países africanos e no Timor Leste, estará sempre presente, como foco de relativa tensão, o estatuto das demais línguas nacionais, patrimônio de que, certamente, nenhuma dessas sociedades abrirá mão, considerando sua força identitária.

Do ponto de vista quantitativo, há hoje pouco mais de 250.000.000 de pessoas que falam o português, como primeira ou segunda língua, no mundo. Isso o torna a terceira língua europeia mais falada, perdendo apenas para o inglês e o espanhol. Com esse contingente de falantes, está entre as dez línguas mais faladas no mundo. Embora o número de falantes possa impressionar, sua importância é relativa, considerando que aproximadamente 85% de seus falantes estão hoje concentrados num só país – o Brasil.

Além disso, a língua portuguesa enfrenta também a dissonância que tem impedido os dois únicos países em que ela é hoje hegemônica de fazer convergir ações de difusão da língua. E o conjunto de países de língua oficial portuguesa não encontrou ainda os rumos para ações coletivas e compartilhadas, embora disponham do Instituto Internacional da Língua Portuguesa para isso. Vivem, portanto, uma clara encruzilhada.

Mas o Brasil tem também outros problemas que limitam seu protagonismo no âmbito da difusão da língua:

a) os seus índices de analfabetismo são ainda elevados: 9% da população entre 15 e 65 anos são analfabetos. Por outro lado, são altos os índices do chamado analfabetismo funcional;

b) o sistema educacional brasileiro, embora tenha universalizado, no fim da década de 1990, o acesso infantil às primeiras séries do ensino fundamental, não conseguiu ainda superar os altos índices de evasão e o baixíssimo rendimento da ação escolar. Na educação média, metade dos jovens entre 15 e 17 anos está fora da escola;

c) por fim, o Brasil até hoje não conseguiu resolver adequadamente a questão de sua norma de referência. Há um conflito histórico entre a norma efetivamente praticada no país (a chamada norma culta) e a norma gramatical definida artificialmente no século XIX (a chamada norma-padrão) e ainda defendida por uma tradição estreita e dogmática, que tem adeptos no sistema de ensino e nos meios de comunicação social.

Esse conflito tem efeitos negativos sobre o modo como tradicionalmente se representa a língua no imaginário do Brasil, vista aí, com frequência, como cheia de erros e deformações. O país tem tido, ao longo de século e meio, grandes dificuldades para reconhecer sua “cara linguística” e, em consequência, para promover uma educação linguística consistente.

FARACO, C. A. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola,
2016. p.360-363.
Excerto adaptado
Considerando seu conteúdo e sua organização, é correto afirmar que o Texto 1 tem, primordialmente, um propósito 
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Q2289830 Português
Podemos resumir a situação atual da língua portuguesa no mundo apontando os seguintes aspectos:

a) ela é a língua hegemônica em apenas dois países: Portugal e Brasil;

b) é a língua oficial de nove países (Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Guiné Equatorial) e de Macau – Região Administrativa Especial da República Popular da China desde 1999;

c) é falada em comunidades de imigrantes (a chamada “diáspora lusófona”) em vários lugares do mundo, dentre outros nos Estados Unidos, no Canadá, na Venezuela, na África do Sul, na França, na Alemanha, em Luxemburgo, no Japão, no Paraguai e na Austrália;

d) é ainda falada em pequenas comunidades remanescentes do colonialismo português na rota da Ásia, como em Goa (Índia); ou em áreas de antiga ocupação portuguesa, como no norte do Uruguai.


Em todos esses contextos, com exceção de Portugal e Brasil, ela é língua minoritária. No caso das comunidades de imigrantes e das comunidades remanescentes, seu futuro é incerto. Poderá continuar sendo falada ou, sob pressão das línguas majoritárias, tenderá progressivamente a desaparecer – como tem muitas vezes ocorrido com as línguas de imigração – a partir da terceira geração.

Nos contextos em que ela é língua oficial, mas não hegemônica, prevê-se que ampliará sua presença, seja como língua materna, seja como segunda língua. Nos países africanos e no Timor Leste, estará sempre presente, como foco de relativa tensão, o estatuto das demais línguas nacionais, patrimônio de que, certamente, nenhuma dessas sociedades abrirá mão, considerando sua força identitária.

Do ponto de vista quantitativo, há hoje pouco mais de 250.000.000 de pessoas que falam o português, como primeira ou segunda língua, no mundo. Isso o torna a terceira língua europeia mais falada, perdendo apenas para o inglês e o espanhol. Com esse contingente de falantes, está entre as dez línguas mais faladas no mundo. Embora o número de falantes possa impressionar, sua importância é relativa, considerando que aproximadamente 85% de seus falantes estão hoje concentrados num só país – o Brasil.

Além disso, a língua portuguesa enfrenta também a dissonância que tem impedido os dois únicos países em que ela é hoje hegemônica de fazer convergir ações de difusão da língua. E o conjunto de países de língua oficial portuguesa não encontrou ainda os rumos para ações coletivas e compartilhadas, embora disponham do Instituto Internacional da Língua Portuguesa para isso. Vivem, portanto, uma clara encruzilhada.

Mas o Brasil tem também outros problemas que limitam seu protagonismo no âmbito da difusão da língua:

a) os seus índices de analfabetismo são ainda elevados: 9% da população entre 15 e 65 anos são analfabetos. Por outro lado, são altos os índices do chamado analfabetismo funcional;

b) o sistema educacional brasileiro, embora tenha universalizado, no fim da década de 1990, o acesso infantil às primeiras séries do ensino fundamental, não conseguiu ainda superar os altos índices de evasão e o baixíssimo rendimento da ação escolar. Na educação média, metade dos jovens entre 15 e 17 anos está fora da escola;

c) por fim, o Brasil até hoje não conseguiu resolver adequadamente a questão de sua norma de referência. Há um conflito histórico entre a norma efetivamente praticada no país (a chamada norma culta) e a norma gramatical definida artificialmente no século XIX (a chamada norma-padrão) e ainda defendida por uma tradição estreita e dogmática, que tem adeptos no sistema de ensino e nos meios de comunicação social.

Esse conflito tem efeitos negativos sobre o modo como tradicionalmente se representa a língua no imaginário do Brasil, vista aí, com frequência, como cheia de erros e deformações. O país tem tido, ao longo de século e meio, grandes dificuldades para reconhecer sua “cara linguística” e, em consequência, para promover uma educação linguística consistente.

FARACO, C. A. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola,
2016. p.360-363.
Excerto adaptado
O Texto 1 tematiza a língua portuguesa, enfatizando
Alternativas
Ano: 2023 Banca: Quadrix Órgão: CRM-TO Prova: Quadrix - 2023 - CRM-TO - Administrador |
Q2285714 Administração Geral
Consoante à Resolução Normativa CFA n.o 537/2018, que trata do Código de Ética dos Profissionais da Administração, julgue o item.

Os recursos contra decisões proferidas em processo ético‑disciplinar são regidos pelas disposições do Código de Ética dos Profissionais da Administração. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: Quadrix Órgão: CRM-TO Prova: Quadrix - 2023 - CRM-TO - Administrador |
Q2285713 Administração Geral
Consoante à Resolução Normativa CFA n.o 537/2018, que trata do Código de Ética dos Profissionais da Administração, julgue o item.

É dever do profissional de administração manter independência técnica na orientação de serviços, sem abdicar de sua dignidade e de suas prerrogativas, seja como profissional liberal ou até mesmo empregado.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: Quadrix Órgão: CRM-TO Prova: Quadrix - 2023 - CRM-TO - Administrador |
Q2285712 Administração Geral
Consoante à Resolução Normativa CFA n.o 537/2018, que trata do Código de Ética dos Profissionais da Administração, julgue o item.

O exercício da atividade do profissional de administração encerra‑se nos compromissos morais com o indivíduo, o cliente, o empregador e a sociedade.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: Quadrix Órgão: CRM-TO Prova: Quadrix - 2023 - CRM-TO - Administrador |
Q2285711 Direito Administrativo

De acordo com a Lei n.o 14.133/2021, julgue o item, acerca das licitações e dos contratos públicos.


Mesmo em decorrência da necessidade de padronização do objeto, no caso de licitação para o fornecimento de bens, a organização não pode indicar marcas ou modelos.

Alternativas
Ano: 2023 Banca: Quadrix Órgão: CRM-TO Prova: Quadrix - 2023 - CRM-TO - Administrador |
Q2285710 Direito Administrativo

De acordo com a Lei n.o 14.133/2021, julgue o item, acerca das licitações e dos contratos públicos.


O planejamento de compras da organização deve considerar a expectativa de consumo semestral e observar o processamento, por meio de sistema de registro de preços, quando apropriado.

Alternativas
Ano: 2023 Banca: Quadrix Órgão: CRM-TO Prova: Quadrix - 2023 - CRM-TO - Administrador |
Q2285709 Direito Administrativo

De acordo com a Lei n.o 14.133/2021, julgue o item, acerca das licitações e dos contratos públicos.


Para a alienação de mobiliários de escritório, sem uso pela Administração, a organização deve utilizar a modalidade de licitação denominada leilão.

Alternativas
Ano: 2023 Banca: Quadrix Órgão: CRM-TO Prova: Quadrix - 2023 - CRM-TO - Administrador |
Q2285708 Direito Administrativo

De acordo com a Lei n.o 14.133/2021, julgue o item, acerca das licitações e dos contratos públicos.


A aquisição de aparelhos de ar‑condicionado para determinada organização pode ser concretizada por meio de pregão eletrônico, mediante critério de julgamento de menor preço. 

Alternativas
Ano: 2023 Banca: Quadrix Órgão: CRM-TO Prova: Quadrix - 2023 - CRM-TO - Administrador |
Q2285707 Administração Geral

A respeito da gestão de processos nas organizações, julgue o item.


As distrações do ambiente, tais como os ruídos e as chamadas telefônicas constantes, são exemplos das denominadas barreiras ambientais à criatividade para a análise e a melhoria de processos.

Alternativas
Ano: 2023 Banca: Quadrix Órgão: CRM-TO Prova: Quadrix - 2023 - CRM-TO - Administrador |
Q2285706 Administração Geral

A respeito da gestão de processos nas organizações, julgue o item.


Na gestão de processos, a agregação de valor significa aumentar o valor percebido pelo usuário dos serviços prestados.

Alternativas
Ano: 2023 Banca: Quadrix Órgão: CRM-TO Prova: Quadrix - 2023 - CRM-TO - Administrador |
Q2285705 Administração Geral

A respeito da gestão de processos nas organizações, julgue o item.


Embora não permita tempos de respostas mais rápidos, um dos benefícios associados à visão processual na organização é a melhoria da coordenação e a integração dos trabalhos.


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Ano: 2023 Banca: Quadrix Órgão: CRM-TO Prova: Quadrix - 2023 - CRM-TO - Administrador |
Q2285704 Administração Geral

A respeito da gestão de processos nas organizações, julgue o item.


O gerente de processos executa o trabalho de exame dos processos e apoia o desenho de processos em iniciativas de transformação.

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Ano: 2023 Banca: Quadrix Órgão: CRM-TO Prova: Quadrix - 2023 - CRM-TO - Administrador |
Q2285703 Gerência de Projetos

Com relação à gestão de projetos nas organizações, julgue o item.


O gerenciamento dos conhecimentos advindos das lições aprendidas na gestão de projetos pode ser realizado por meio dos denominados mapas mentais.

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Ano: 2023 Banca: Quadrix Órgão: CRM-TO Prova: Quadrix - 2023 - CRM-TO - Administrador |
Q2285702 Gerência de Projetos

Com relação à gestão de projetos nas organizações, julgue o item.


Mesmo as tarefas que não possuem relacionamento com outras fazem parte do caminho crítico e podem ser executadas no momento mais conveniente ao gestor do projeto.

Alternativas
Respostas
6741: A
6742: B
6743: B
6744: D
6745: A
6746: C
6747: E
6748: E
6749: C
6750: E
6751: E
6752: E
6753: C
6754: C
6755: C
6756: C
6757: E
6758: E
6759: C
6760: E