Foram encontradas 1.581 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q855133 Português

      O filósofo Theodor Adorno (1903-1969) afirma que, no capitalismo tardio, “a tradicional dicotomia entre trabalho e lazer tende a se tornar cada vez mais reduzida e as ‘atividades de lazer’ tomam cada vez mais do tempo livre do indivíduo”. Paradoxalmente, a revolução cibernética de hoje diminuiu ainda mais o tempo livre.

      Nossa época dispõe de uma tecnologia que, além de acelerar a comunicação entre as pessoas e os processos de aquisição, processamento e produção de informação, permite automatizar grande parte das tarefas. Contudo, quase todo mundo se queixa de não ter tempo. O tempo livre parece ter encolhido. Se não temos mais tempo livre, é porque praticamente todo o nosso tempo está preso. Preso a quê? Ao princípio do trabalho, ou melhor, do desempenho, inclusive nos joguinhos eletrônicos, que alguns supõem substituir “velharias”, como a poesia.

      T.S. Eliot, um dos grandes poetas do século XX, afirma que “um poeta deve estudar tanto quanto não prejudique sua necessária receptividade e necessária preguiça”. E Paul Valéry fala sobre uma ausência sem preço durante a qual os elementos mais delicados da vida se renovam e, de algum modo, o ser se lava das obrigações pendentes, das expectativas à espreita… Uma espécie de vacuidade benéfica que devolve ao espírito sua liberdade própria.

      Isso me remete à minha experiência pessoal. Se eu quiser escrever um ensaio, basta que me aplique e o texto ficará pronto, cedo ou tarde. Não é assim com a poesia. Sendo produto do trabalho e da preguiça, não há tempo de trabalho normal para a feitura de um poema, como há para a produção de uma mercadoria. Bandeira conta, por exemplo, que demorou anos para terminar o poema “Vou-me embora pra Pasárgada”.

      Evidentemente, isso não significa que o poeta não faça coisa nenhuma. Mas o trabalho do poeta é muitas vezes invisível para quem o observa de fora. E tanto pode resultar num poema quanto em nada.

      Assim, numa época em que “tempo é dinheiro”, a poesia se compraz em esbanjar o tempo do poeta, que navega ao sabor do poema. Mas o poema em que a poesia esbanjou o tempo do poeta é aquele que também dissipará o tempo do leitor, que se deleita ao flanar por linhas que mereçam uma leitura por um lado vagarosa, por outro, ligeira; por um lado reflexiva, por outro, intuitiva. É por essa temporalidade concreta, que se manifesta como uma preguiça fecunda, que se mede a grandeza de um poema.

(Adaptado de: CÍCERO, Antonio. A poesia e a crítica: Ensaios. Companhia das Letras, 2017, edição digital) 

Considere as afirmações abaixo.

I. A teoria de que o poeta não deve prejudicar sua necessária preguiça, proposta por T.S. Eliot (3° parágrafo), é corroborada pelo autor do texto, por meio de sua própria experiência pessoal.

II. Ainda que certas atividades, como a feitura de um poema, demandem tempo ocioso, o autor do texto censura o cultivo de uma necessária preguiça, a partir da premissa de que o tempo é escasso e valioso na atualidade.

III. Para o autor, a falta de tempo livre de que a maioria se queixa deve-se ao fato de que, mesmo nos momentos destinados a atividades de lazer, estamos submetidos à dinâmica do desempenho.


Está correto o que se afirma APENAS em:

Alternativas
Q855132 Português

      O filósofo Theodor Adorno (1903-1969) afirma que, no capitalismo tardio, “a tradicional dicotomia entre trabalho e lazer tende a se tornar cada vez mais reduzida e as ‘atividades de lazer’ tomam cada vez mais do tempo livre do indivíduo”. Paradoxalmente, a revolução cibernética de hoje diminuiu ainda mais o tempo livre.

      Nossa época dispõe de uma tecnologia que, além de acelerar a comunicação entre as pessoas e os processos de aquisição, processamento e produção de informação, permite automatizar grande parte das tarefas. Contudo, quase todo mundo se queixa de não ter tempo. O tempo livre parece ter encolhido. Se não temos mais tempo livre, é porque praticamente todo o nosso tempo está preso. Preso a quê? Ao princípio do trabalho, ou melhor, do desempenho, inclusive nos joguinhos eletrônicos, que alguns supõem substituir “velharias”, como a poesia.

      T.S. Eliot, um dos grandes poetas do século XX, afirma que “um poeta deve estudar tanto quanto não prejudique sua necessária receptividade e necessária preguiça”. E Paul Valéry fala sobre uma ausência sem preço durante a qual os elementos mais delicados da vida se renovam e, de algum modo, o ser se lava das obrigações pendentes, das expectativas à espreita… Uma espécie de vacuidade benéfica que devolve ao espírito sua liberdade própria.

      Isso me remete à minha experiência pessoal. Se eu quiser escrever um ensaio, basta que me aplique e o texto ficará pronto, cedo ou tarde. Não é assim com a poesia. Sendo produto do trabalho e da preguiça, não há tempo de trabalho normal para a feitura de um poema, como há para a produção de uma mercadoria. Bandeira conta, por exemplo, que demorou anos para terminar o poema “Vou-me embora pra Pasárgada”.

      Evidentemente, isso não significa que o poeta não faça coisa nenhuma. Mas o trabalho do poeta é muitas vezes invisível para quem o observa de fora. E tanto pode resultar num poema quanto em nada.

      Assim, numa época em que “tempo é dinheiro”, a poesia se compraz em esbanjar o tempo do poeta, que navega ao sabor do poema. Mas o poema em que a poesia esbanjou o tempo do poeta é aquele que também dissipará o tempo do leitor, que se deleita ao flanar por linhas que mereçam uma leitura por um lado vagarosa, por outro, ligeira; por um lado reflexiva, por outro, intuitiva. É por essa temporalidade concreta, que se manifesta como uma preguiça fecunda, que se mede a grandeza de um poema.

(Adaptado de: CÍCERO, Antonio. A poesia e a crítica: Ensaios. Companhia das Letras, 2017, edição digital) 

O segmento em que se introduz uma restrição em relação ao que se afirmou antes está em:
Alternativas
Q855131 Português

      O filósofo Theodor Adorno (1903-1969) afirma que, no capitalismo tardio, “a tradicional dicotomia entre trabalho e lazer tende a se tornar cada vez mais reduzida e as ‘atividades de lazer’ tomam cada vez mais do tempo livre do indivíduo”. Paradoxalmente, a revolução cibernética de hoje diminuiu ainda mais o tempo livre.

      Nossa época dispõe de uma tecnologia que, além de acelerar a comunicação entre as pessoas e os processos de aquisição, processamento e produção de informação, permite automatizar grande parte das tarefas. Contudo, quase todo mundo se queixa de não ter tempo. O tempo livre parece ter encolhido. Se não temos mais tempo livre, é porque praticamente todo o nosso tempo está preso. Preso a quê? Ao princípio do trabalho, ou melhor, do desempenho, inclusive nos joguinhos eletrônicos, que alguns supõem substituir “velharias”, como a poesia.

      T.S. Eliot, um dos grandes poetas do século XX, afirma que “um poeta deve estudar tanto quanto não prejudique sua necessária receptividade e necessária preguiça”. E Paul Valéry fala sobre uma ausência sem preço durante a qual os elementos mais delicados da vida se renovam e, de algum modo, o ser se lava das obrigações pendentes, das expectativas à espreita… Uma espécie de vacuidade benéfica que devolve ao espírito sua liberdade própria.

      Isso me remete à minha experiência pessoal. Se eu quiser escrever um ensaio, basta que me aplique e o texto ficará pronto, cedo ou tarde. Não é assim com a poesia. Sendo produto do trabalho e da preguiça, não há tempo de trabalho normal para a feitura de um poema, como há para a produção de uma mercadoria. Bandeira conta, por exemplo, que demorou anos para terminar o poema “Vou-me embora pra Pasárgada”.

      Evidentemente, isso não significa que o poeta não faça coisa nenhuma. Mas o trabalho do poeta é muitas vezes invisível para quem o observa de fora. E tanto pode resultar num poema quanto em nada.

      Assim, numa época em que “tempo é dinheiro”, a poesia se compraz em esbanjar o tempo do poeta, que navega ao sabor do poema. Mas o poema em que a poesia esbanjou o tempo do poeta é aquele que também dissipará o tempo do leitor, que se deleita ao flanar por linhas que mereçam uma leitura por um lado vagarosa, por outro, ligeira; por um lado reflexiva, por outro, intuitiva. É por essa temporalidade concreta, que se manifesta como uma preguiça fecunda, que se mede a grandeza de um poema.

(Adaptado de: CÍCERO, Antonio. A poesia e a crítica: Ensaios. Companhia das Letras, 2017, edição digital) 

O segmento em que há uso de expressão irônica, dizendo-se o oposto do que se quer dar a entender no contexto, encontra-se sublinhado em:
Alternativas
Q855130 Português

      O filósofo Theodor Adorno (1903-1969) afirma que, no capitalismo tardio, “a tradicional dicotomia entre trabalho e lazer tende a se tornar cada vez mais reduzida e as ‘atividades de lazer’ tomam cada vez mais do tempo livre do indivíduo”. Paradoxalmente, a revolução cibernética de hoje diminuiu ainda mais o tempo livre.

      Nossa época dispõe de uma tecnologia que, além de acelerar a comunicação entre as pessoas e os processos de aquisição, processamento e produção de informação, permite automatizar grande parte das tarefas. Contudo, quase todo mundo se queixa de não ter tempo. O tempo livre parece ter encolhido. Se não temos mais tempo livre, é porque praticamente todo o nosso tempo está preso. Preso a quê? Ao princípio do trabalho, ou melhor, do desempenho, inclusive nos joguinhos eletrônicos, que alguns supõem substituir “velharias”, como a poesia.

      T.S. Eliot, um dos grandes poetas do século XX, afirma que “um poeta deve estudar tanto quanto não prejudique sua necessária receptividade e necessária preguiça”. E Paul Valéry fala sobre uma ausência sem preço durante a qual os elementos mais delicados da vida se renovam e, de algum modo, o ser se lava das obrigações pendentes, das expectativas à espreita… Uma espécie de vacuidade benéfica que devolve ao espírito sua liberdade própria.

      Isso me remete à minha experiência pessoal. Se eu quiser escrever um ensaio, basta que me aplique e o texto ficará pronto, cedo ou tarde. Não é assim com a poesia. Sendo produto do trabalho e da preguiça, não há tempo de trabalho normal para a feitura de um poema, como há para a produção de uma mercadoria. Bandeira conta, por exemplo, que demorou anos para terminar o poema “Vou-me embora pra Pasárgada”.

      Evidentemente, isso não significa que o poeta não faça coisa nenhuma. Mas o trabalho do poeta é muitas vezes invisível para quem o observa de fora. E tanto pode resultar num poema quanto em nada.

      Assim, numa época em que “tempo é dinheiro”, a poesia se compraz em esbanjar o tempo do poeta, que navega ao sabor do poema. Mas o poema em que a poesia esbanjou o tempo do poeta é aquele que também dissipará o tempo do leitor, que se deleita ao flanar por linhas que mereçam uma leitura por um lado vagarosa, por outro, ligeira; por um lado reflexiva, por outro, intuitiva. É por essa temporalidade concreta, que se manifesta como uma preguiça fecunda, que se mede a grandeza de um poema.

(Adaptado de: CÍCERO, Antonio. A poesia e a crítica: Ensaios. Companhia das Letras, 2017, edição digital) 

Depreende-se do texto que a tradicional dicotomia entre trabalho e lazer (1° parágrafo), apontada por Adorno, 
Alternativas
Q786260 Programação
Considere o código PHP:
Imagem associada para resolução da questão
As saídas ou resultados esperados para os comandos das linhas 3 e 4 são, respectivamente:
Alternativas
Q786259 Sistemas Operacionais
Sobre os comandos do Sistema Operacional Linux, assinale a alternativa que se correlaciona respectivamente à lista a seguir.
1 Mostra o espaço livre/ocupado de cada partição. 2 Mostra o espaço ocupado por arquivos e subdiretórios do diretório atual. 3 Mostra detalhes sobre a utilização da memória RAM. 4 Procura por um texto dentro de um arquivo(s) ou no dispositivo de entrada padrão. 5 Mostra o número de linhas junto com o conteúdo de um arquivo. 6 Conta o número de palavras, bytes e linhas em um arquivo ou entrada padrão.
A sequência está correta em
Alternativas
Q786258 Programação
Analise as afirmativas a seguir, marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) Os beans são os canais entre a interface de usuário e o backend da aplicação. ( ) Para cada tela do navegador torna-se necessária uma página JSF. ( ) Para instalar uma aplicação JSF em um servidor de aplicações, é preciso fornecer um arquivo de configuração web.inf. ( ) O escopo do JSF restringe-se à camada de apresentação.
A sequência está correta em
Alternativas
Q786257 Programação
Brendan Eich desenvolveu a primeira versão do JavaScript para o browser Mozilla, em 1995. A ideia era que a linguagem tivesse uma sintaxe parecida com Java, utilizando até mesmo alguns objetos e métodos com nomes iguais. Dessa forma, a sintaxe correta para a inicialização de um array em Javascript corresponde à questão:
Alternativas
Q786256 Programação

Avalie o código Java a seguir:

Imagem associada para resolução da questão

NÃO corresponde à sobrecarga de métodos em Java:

Alternativas
Q786255 Redes de Computadores
Na arquitetura TCP/IP, a camada de aplicação define a sintaxe e a semântica das mensagens trocadas entre aplicações. Existem diversos protocolos de aplicação que são suportados por quase todos os sistemas. Assinale-os.
Alternativas
Q786254 Programação
Um algoritmo e, posteriormente, um programa recebem dados que precisam ser armazenados no computador para serem utilizados no processamento. Esse armazenamento é feito na memória. Todo computador possui uma tabela que contém os seguintes itens que compõem uma variável, EXCETO:
Alternativas
Q786253 Governança de TI
“[...] garante que as necessidades, condições e opções das partes interessadas sejam avaliadas a fim de determinar objetivos corporativos acordados e equilibrados; definindo a direção através de priorizações e tomadas de decisão; e monitorando o desempenho e a conformidade com a direção e os objetivos estabelecidos.” De acordo com os princípios do COBIT 5, o enunciado anterior corresponde ao conceito de:
Alternativas
Q786252 Arquitetura de Software
Sobre a arquitetura cliente-servidor, analise as afirmativas a seguir. I. Em um modelo cliente-magro, todo o processamento da aplicação e o gerenciamento de dados são realizados no servidor. O cliente é responsável simplesmente por executar o software de apresentação. II. No modelo cliente-gordo, o servidor é responsável pelo gerenciamento de dados e pela lógica da aplicação. As interações com o usuário do sistema ficam a cargo do cliente. III. Ainda que o modelo cliente-gordo distribua o processamento mais eficientemente do que um modelo cliente-magro, o gerenciamento do sistema é mais simplificado. IV. Uma desvantagem considerável do modelo cliente-magro é que ele impõe uma grande carga de processamento sobre o servidor e a rede. O servidor é responsável por todo o processamento [...].
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s) 
Alternativas
Q786251 Programação
A especificação JSF define fases distintas que correspondem ao ciclo de vida do JSF. Assinale o par INCORRETO de fases do ciclo de vida JSF.
Alternativas
Q786250 Arquitetura de Software
“A Arquitetura Orientada a Serviços (SOA) estabelece um modelo arquitetônico que visa aprimorar a eficiência, a agilidade e a produtividade de uma empresa [...].” Sobre SOA é correto afirmar que
Alternativas
Q786249 Arquitetura de Software

Analise as afirmativas a seguir.

I. Em uma arquitetura de objetos distribuídos, os componentes fundamentais do sistema são objetos que fornecem uma interface para um conjunto de serviços fornecidos sem a necessidade de distinção entre cliente e servidor.

II. Os objetos podem ser distribuídos entre uma série de computadores na rede e se comunicam através de um middleware. Esse middleware é chamado de requisitor de objetos.

III. Como alternativa, pode-se usar uma abordagem de objetos distribuídos para implementar sistemas cliente-servidor.

IV. Arquitetura cliente-servidor e de objetos distribuídos são paradigmas distintos, inviabilizando alternativas de implementação de arquiteturas mistas entre as duas.

V. A maior desvantagem de arquiteturas de objetos distribuídos é que são mais complexas de projetar do que sistemas cliente-servidor.

Está(ão) INCORRETA(S) apenas a(s) afirmativa(s)

Alternativas
Q786248 Engenharia de Software
O modelo de requisitos define um conjunto completo de classes de análise. Cada uma descreve algum elemento do domínio do problema [...]. Conforme evolui o modelo de projeto, a equipe de software deve definir um conjunto de classes de projeto que refina as classes de análise [...]. Segundo os conceitos de análise e projeto orientado a objeto, são considerados os seguintes tipos específicos de classes de projeto, EXCETO:
Alternativas
Q786247 Noções de Informática
No Microsoft Windows 7 (Idioma Português – Brasil) existem muitos comandos executados por combinação de teclas, otimizando a utilização do computador. Nesse contexto, relacione adequadamente os atalhos com suas funcionalidades. 

1. + L.
2. + F.
3. + E. 
4.+ M. 
5.+ P.

(  ) Abre a janela de configuração rápida de conexão com projetor.
(  ) Minimiza todas as janelas. Esse comando não as faz voltar ao tamanho original (ou seja, é um caminho sem volta).
(  ) Abrir a janela para pesquisar arquivos e pastas. 
(  ) Bloqueia a Estação de Trabalho (o computador). Para desbloqueá-lo, o Windows solicitará a senha do usuário.
(  ) Abrir o Windows Explorer. 
A sequência está correta em
Alternativas
Q786246 Gerência de Projetos
Sobre o controle de custos no PMBOK 5, o custo realizado incorrido no trabalho executado de uma atividade, durante um período específico, corresponde ao
Alternativas
Q786245 Noções de Informática
Um recurso gráfico interessante no Microsoft Windows 7 (Idioma Português – Brasil) é o Flip 3D, utilizado para alternar entre múltiplas janelas abertas no sistema operacional. O atalho utilizado no teclado para ativar o Flip 3D é:
Alternativas
Respostas
461: D
462: C
463: A
464: E
465: B
466: A
467: A
468: A
469: D
470: D
471: C
472: C
473: B
474: B
475: A
476: B
477: A
478: B
479: A
480: D