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Com base nesse contexto, assinale a alternativa INCORRETA.
I.Priorizar tarefas críticas de controle (ex.: dosagem e monitoramento) antes de tarefas de rotina não críticas é prática coerente de planejamento.
II.Padronizar checklists por turno reduz dependência de memória e melhora continuidade operacional.
III.Planejamento eficaz dispensa registros, pois o que importa é "manter a planta rodando".
IV.Replanejar diante de eventos (ex.: chuva intensa alterando qualidade da água bruta) é parte do controle operacional.
Assinale a alternativa CORRETA:
Nesse contexto, analise as afirmativas a seguir e registre V, para Verdadeiras, e F, para Falsas:
(__)O uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) é obrigatório sempre que houver risco à saúde ou à integridade física do trabalhador, especialmente no manuseio de produtos químicos.
(__)A familiaridade do operador com determinado produto químico elimina a necessidade do uso de óculos de proteção e luvas.
(__)Procedimentos de bloqueio de energia e sinalização de área são medidas preventivas que reduzem riscos durante intervenções em equipamentos.
(__)Pisos molhados e áreas escorregadias aumentam o risco de acidentes, devendo ser controlados por meio de sinalização e organização do local.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Considerando as rotinas operacionais típicas e a norma federal vigente sobre padrão de potabilidade, analise as afirmativas:
I.A turbidez é um parâmetro operacional importante, pois se relaciona à eficiência da coagulação/floculação, decantação e filtração.
II.O cloro residual livre é indicador operacional relevante para verificar a manutenção do desinfetante ao longo da distribuição.
III.A presença de coliformes totais pode ser usada como sinal de possível falha de barreiras sanitárias e necessidade de investigação.
IV.O padrão de potabilidade é definido em norma federal do Ministério da Saúde e deve orientar os controles do prestador.
Assinale a alternativa CORRETA:
(__)Comunicar não conformidades ao superior e registrar ocorrências relevantes demonstra ética e compromisso com o serviço público.
(__)Omitir falhas para "evitar problema" é aceitável se a falha for corrigida no mesmo turno.
(__)Tratar usuários e colegas com urbanidade e respeito integra boas maneiras no ambiente de trabalho.
(__)A ética profissional inclui cumprir procedimentos e evitar improvisos que elevem risco operacional.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Nesse contexto, analise as afirmativas a seguir e registre V, para Verdadeiras, e F, para Falsas:
(__)Tecnologias de tratamento convencionais de água para abastecimento público, como coagulação, floculação, decantação, filtração e desinfecção, são amplamente utilizadas devido à sua confiabilidade operacional.
(__)Tecnologias de tratamento avançado, como filtração por membranas, podem apresentar maior eficiência na remoção de partículas e microrganismos, porém, em geral, possuem maior custo de implantação e operação.
(__)Uma vez definida a tecnologia de tratamento, variações sazonais na qualidade da água bruta não exigem ajustes operacionais significativos, pois o processo mantém a mesma eficiência.
(__)Tecnologias aplicadas ao tratamento de esgotos podem variar desde sistemas mais simples, como lagoas de estabilização, até processos mais complexos, como lodos ativados, conforme a eficiência desejada e o contexto local.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Com base em regras gerais da legislação ambiental sobre lançamento de efluentes, analise as afirmativas abaixo:
I.O lançamento de efluentes deve obedecer a condições e padrões definidos em norma ambiental, sem prejuízo de exigências do órgão competente.
II.A classificação/enquadramento do corpo de água influencia metas e diretrizes de qualidade associadas aos usos preponderantes.
III.Em qualquer situação, efluentes podem ser lançados sem tratamento, desde que o corpo receptor seja "grande".
Assinale a alternativa CORRETA:
Em uma Estação de Tratamento de Esgotos (ETE), o manejo do lodo gerado é etapa essencial para a eficiência do sistema, a redução de impactos ambientais e o atendimento à legislação ambiental vigente. O operador de ETA/ETE deve conhecer as principais etapas envolvidas no tratamento e na destinação final do lodo, bem como seus objetivos operacionais. Nesse contexto, associe a Coluna 1 (Etapa do manejo do lodo) à Coluna 2 (Finalidade principal).
Coluna 1 − Etapas
1.Adensamento.
2.Estabilização.
3.Desidratação.
4.Secagem.
5.Disposição final.
Coluna 2 − Finalidades
(__)Reduzir volume do lodo por remoção parcial de água livre, facilitando etapas posteriores.
(__)Reduzir patógenos, odores e matéria orgânica instável, aumentando a segurança sanitária.
(__)Remover água por meios mecânicos ou naturais, elevando o teor de sólidos.
(__)Promover perda adicional de umidade por evaporação natural ou térmica.
(__)Dar destinação ambientalmente adequada ao material tratado, conforme normas vigentes.
Assinale a alternativa que contém a associação CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
A equipe técnica solicitou que o operador de ETA/ETE identifique o que NÃO compõe o saneamento básico, no conceito legal, para evitar erro em relatórios internos.
Assinale a alternativa que NÃO integra o saneamento básico.
I.Os métodos e sistemas de tratamento de água para abastecimento público têm como finalidade principal adequar a água aos padrões de qualidade exigidos para consumo humano.
II.A microbiologia do tratamento de esgotos está associada à atuação controlada de microrganismos, cuja eficiência depende do equilíbrio das condições operacionais do processo.
III.O Estatuto dos Servidores Públicos Municipais estabelece deveres funcionais, incluindo o zelo pelo serviço público e o cumprimento das normas técnicas aplicáveis à função exercida.
Assinale a alternativa CORRETA:
(__)O consumo no segundo mês foi de 3.725 litros.
(__)O consumo no terceiro mês foi de 3.295 litros.
(__)A diferença entre o primeiro e o terceiro mês foi de 175 litros.
(__)O consumo total dos três meses somou 10.560 litros.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Moinho de Sonhos
A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.
Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.
Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.
Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.
De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.
Começaram a se misturar:
− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.
− Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.
Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.
Avançaram na entrega:
− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.
− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.
− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.
Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:
− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.
− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.
− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.
− Temos de crescer primeiro.
− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso.
− Vamos! − concordou Sancho.
Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.
Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.
CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Moinho de Sonhos
A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.
Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.
Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.
Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.
De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.
Começaram a se misturar:
− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.
− Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.
Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.
Avançaram na entrega:
− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.
− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.
− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.
Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:
− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.
− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.
− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.
− Temos de crescer primeiro.
− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso.
− Vamos! − concordou Sancho.
Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.
Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.
CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Moinho de Sonhos
A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.
Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.
Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.
Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.
De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.
Começaram a se misturar:
− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.
− Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.
Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.
Avançaram na entrega:
− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.
− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.
− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.
Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:
− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.
− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.
− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.
− Temos de crescer primeiro.
− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso.
− Vamos! − concordou Sancho.
Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.
Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.
CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Moinho de Sonhos
A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.
Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.
Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.
Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.
De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.
Começaram a se misturar:
− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.
− Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.
Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.
Avançaram na entrega:
− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.
− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.
− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.
Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:
− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.
− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.
− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.
− Temos de crescer primeiro.
− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso.
− Vamos! − concordou Sancho.
Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.
Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.
CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.
"Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes."
"Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho."
Considerando o uso dos dois-pontos, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Moinho de Sonhos
A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.
Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.
Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.
Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.
De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.
Começaram a se misturar:
− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.
− Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.
Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.
Avançaram na entrega:
− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.
− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.
− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.
Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:
− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.
− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.
− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.
− Temos de crescer primeiro.
− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso.
− Vamos! − concordou Sancho.
Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.
Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.
CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.