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Questões de Concurso Para odontólogo - clínica geral

Foram encontradas 193 questões

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Q2757085 Odontologia

A consolidação das restaurações diretas em resina composta no mercado odontológico tem sido pautada em exigências estéticas, na evolução dos materiais resinosos e aprimoramento da técnica adesiva.


Sobre as restaurações em resina composta, é correto afirmar que

Alternativas
Q2757084 Odontologia

O preparo cavitário é de fundamental relevância na Odontologia Restauradora.

De acordo com os princípios atuais do preparo cavitário, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.

( ) Ângulos internos arredondados, parede pulpar paralela ao plano oclusal e espessura mínima de 1.0 mm são características recomendadas para preparos classe I para restaurações em amálgama.

( ) A execução da curva reversa de Hollenback na parede lingual da caixa proximal de cavidades classe II para amálgama é importante para garantir a obtenção de ângulo de 90o com a superfície do dente.

( ) Cavidades para amálgama que apresentam paredes paralelas e profundidade igual ou maior que a largura são consideradas autoretentivas e, por isso, dispensam a realização de retenções adicionais.

A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é

Alternativas
Q2757083 Odontologia

Dentre as medidas para o controle do biofilme dental e do processo de desmineralização-remineralização (des-re) destaca-se a ação terapêutica do flúor. Considerando a aplicação de fluoretos na clínica restauradora, é correto afirmar que

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Q2757082 Odontologia

A Odontologia se depara com o aumento global da incidência de doenças infectocontagiosas, entre elas a AIDS, o que reforça a abordagem sobre os mecanismos de proteção para o profissional, equipe e paciente. Os procedimentos efetivos de controle de infecção e as medidas de precauções-padrão no consultório odontológico devem obedecer a quatro princípios básicos.

Sobre os princípios básicos para o controle de infecções, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.

( ) Os profissionais devem limitar a propagação de microrganismos através do uso de equipamentos de proteção individual.

( ) Os profissionais devem tomar medidas para proteger a sua saúde e a da sua equipe através de imunizações e lavagem das mãos.

( ) Os profissionais devem tornar seguro o uso de artigos, peças anatômicas e superfícies através da limpeza, desinfecção ou esterilização de instrumentos.

( ) Os profissionais devem evitar contato direto com matéria orgânica através do uso de barreiras protetoras. Para isso, todas as superfícies que são passíveis de contaminação e, ao mesmo tempo, de difícil descontaminação, devem ser cobertas.

A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é

Alternativas
Q2757081 Odontologia

Exames laboratoriais e radiológicos são importantes ferramentas complementares utilizadas pelo cirurgião dentista para se chegar ao correto diagnóstico. Tais recursos revelam evidências de patologias que, inicialmente, podem não ser detectadas clinicamente.


Considerando os exames radiográficos e os recursos suplementares de exames, é correto afirmar que

Alternativas
Q2757080 Odontologia

Uma criança de dois anos de idade comparece no consultório odontopediátrico acompanhada de sua mãe. A mãe se queixa que o filho sente um mal-estar geral, febre, muita dor ao deglutir e não consegue comer há cerca de dois dias. No exame clínico, observa-se linfoadenopatia regional, inflamação gengival com edema, eritema e dor. Há a presença de vesículas com halo eritematoso na gengiva, mucosa jugal, língua, palato e orofaringe.


Diante deste quadro clínico, o diagnóstico e o tratamento mais adequado para este paciente, são, respectivamente,

Alternativas
Q2757079 Odontologia

A perda prematura de dentes decíduos é um dos aspectos que pode interferir diretamente no equilíbrio do sistema estomatognático. O odontopediatra poderá utilizar mantenedores de espaço para preservar espaços presentes na dentição decídua ou mista e são indicados quando há ausência de um ou mais elementos dentários (ASSED, 2005).


Nos casos de pacientes com perdas múltiplas e bilaterais de dentes decíduos posteriores inferiores, que já apresentam os incisivos e primeiros molares permanentes, o mantenedor de espaço mais indicado é

Alternativas
Q2757056 Português

Leia o texto 4 para responder às questões de 12 a 18.

Texto 4

Aquela velha carta de A B C dava arrepios. Três faixas verticais borravam a capa, duras,

antipáticas; e, fugindo a elas, encontrávamos num papel de embrulho o alfabeto, sílabas,

frases soltas e afinal máximas sisudas.

Suportávamos esses horrores como um castigo e inutilizávamos as folhas percorridas,

05 esperando sempre que as coisas melhorassem. Engano: as letras eram pequeninas e

feias; o exercício da soletração, cantado, embrutecia a gente; os provérbios, os graves

conselhos morais ficavam impenetráveis, apesar dos esforços dos mestres arreliados,

dos puxavantes de orelhas e da palmatória.

“A preguiça é a chave da pobreza”, afirmava-se ali. Que espécie de chave seria aquela?

10 Aos seis anos, eu e os meus companheiros de infelicidade escolar, quase todos pobres,

não conhecíamos a pobreza pelo nome e tínhamos poucas chaves, de gavetas, de

armários e de portas. Chave de pobreza para uma criança de seis anos é terrível.

Nessa medonha carta, que rasgávamos com prazer, salvam-se algumas linhas. “Paulina

mastigou pimenta.” Bem. Conhecíamos pimenta e achávamos natural que a língua de

15 Paulina estivesse ardendo. Mas que teria acontecido depois? Essa história contada em

três palavras não nos satisfazia, precisávamos saber mais alguma coisa a respeito da

aventura de Paulina.

O que ofereciam, porém, à nossa curiosidade infantil eram conceitos idiotas: “Fala pouco

e bem: ter-te-ão por alguém”. Ter-te-ão! Esse Terteão para mim era um homem, e nunca

20 pude compreender o que ele fazia na última página do odioso folheto. Éramos realmente

uns pirralhos bastante desgraçados.

Marques Rebelo enviou-me há dias um A B C novo. Recebendo-o, lembrei-me com

amargura da chave da pobreza e do Terteão, que ainda circulam no interior.

A capa da brochura que hoje me aparece tem uns balões — e logo aí o futuro cidadão

25 aprende algumas letras. Na primeira folha, em tabuleiros de xadrez de casas brancas e

vermelhas, procurou-se a melhor maneira de impingir aos inocentes essa coisa

desagradável que é o alfabeto. O resto do livro encerra pedaços de vida de um casal de

crianças. João e Maria regam flores, bebem leite, brincam na praia, jogam bola,

passeiam em bicicleta, nadam, apanham legumes, vão ao Jardim Zoológico.

30 Tudo isso é dito em poucas palavras, como na história de Paulina, que mastigava

pimentas na velha carta de A B C. Mas enquanto ali o caso se narrava com letras miúdas

e safadas, em papel de embrulho, aqui as brincadeiras e as ocupações das personagens

se contam em bonitas legendas e principalmente em desenhos cheios de pormenores

que a narração curta não poderia conter.

35 As legendas são de Marques Rebêlo, as ilustrações, de Santa rosa, dois artistas que há

tempo tiveram livros premiados no concurso de literatura infantil realizado pelo Ministério

da Educação. Onde andam esses livros? Premiados e inéditos, exatamente como se não

tivessem sido premiados.

Marques Rebêlo e Santa Rosa fizeram agora um pequeno álbum e a Companhia Nestlé

40 editou-o, espalhou quinhentos mil volumes entre os garotos do Brasil. Está certo. A

Companhia Nestlê não se dedica a negócios de livros, mas isto não tem importância:

parece que a melhor edição de obra portuguesa foi feita por um negociante de vinhos.

Graciliano Ramos. Linhas tortas. Obra póstuma.13. ed., Rio de Janeiro: Record,1986. p.174-175 (Adaptado).

“Nessa medonha carta, que rasgávamos com prazer, salvam-se algumas linhas.” (linha 13)

No trecho acima, as vírgulas

Alternativas
Q2757052 Português

Leia o texto 4 para responder às questões de 12 a 18.

Texto 4

Aquela velha carta de A B C dava arrepios. Três faixas verticais borravam a capa, duras,

antipáticas; e, fugindo a elas, encontrávamos num papel de embrulho o alfabeto, sílabas,

frases soltas e afinal máximas sisudas.

Suportávamos esses horrores como um castigo e inutilizávamos as folhas percorridas,

05 esperando sempre que as coisas melhorassem. Engano: as letras eram pequeninas e

feias; o exercício da soletração, cantado, embrutecia a gente; os provérbios, os graves

conselhos morais ficavam impenetráveis, apesar dos esforços dos mestres arreliados,

dos puxavantes de orelhas e da palmatória.

“A preguiça é a chave da pobreza”, afirmava-se ali. Que espécie de chave seria aquela?

10 Aos seis anos, eu e os meus companheiros de infelicidade escolar, quase todos pobres,

não conhecíamos a pobreza pelo nome e tínhamos poucas chaves, de gavetas, de

armários e de portas. Chave de pobreza para uma criança de seis anos é terrível.

Nessa medonha carta, que rasgávamos com prazer, salvam-se algumas linhas. “Paulina

mastigou pimenta.” Bem. Conhecíamos pimenta e achávamos natural que a língua de

15 Paulina estivesse ardendo. Mas que teria acontecido depois? Essa história contada em

três palavras não nos satisfazia, precisávamos saber mais alguma coisa a respeito da

aventura de Paulina.

O que ofereciam, porém, à nossa curiosidade infantil eram conceitos idiotas: “Fala pouco

e bem: ter-te-ão por alguém”. Ter-te-ão! Esse Terteão para mim era um homem, e nunca

20 pude compreender o que ele fazia na última página do odioso folheto. Éramos realmente

uns pirralhos bastante desgraçados.

Marques Rebelo enviou-me há dias um A B C novo. Recebendo-o, lembrei-me com

amargura da chave da pobreza e do Terteão, que ainda circulam no interior.

A capa da brochura que hoje me aparece tem uns balões — e logo aí o futuro cidadão

25 aprende algumas letras. Na primeira folha, em tabuleiros de xadrez de casas brancas e

vermelhas, procurou-se a melhor maneira de impingir aos inocentes essa coisa

desagradável que é o alfabeto. O resto do livro encerra pedaços de vida de um casal de

crianças. João e Maria regam flores, bebem leite, brincam na praia, jogam bola,

passeiam em bicicleta, nadam, apanham legumes, vão ao Jardim Zoológico.

30 Tudo isso é dito em poucas palavras, como na história de Paulina, que mastigava

pimentas na velha carta de A B C. Mas enquanto ali o caso se narrava com letras miúdas

e safadas, em papel de embrulho, aqui as brincadeiras e as ocupações das personagens

se contam em bonitas legendas e principalmente em desenhos cheios de pormenores

que a narração curta não poderia conter.

35 As legendas são de Marques Rebêlo, as ilustrações, de Santa rosa, dois artistas que há

tempo tiveram livros premiados no concurso de literatura infantil realizado pelo Ministério

da Educação. Onde andam esses livros? Premiados e inéditos, exatamente como se não

tivessem sido premiados.

Marques Rebêlo e Santa Rosa fizeram agora um pequeno álbum e a Companhia Nestlé

40 editou-o, espalhou quinhentos mil volumes entre os garotos do Brasil. Está certo. A

Companhia Nestlê não se dedica a negócios de livros, mas isto não tem importância:

parece que a melhor edição de obra portuguesa foi feita por um negociante de vinhos.

Graciliano Ramos. Linhas tortas. Obra póstuma.13. ed., Rio de Janeiro: Record,1986. p.174-175 (Adaptado).

Um texto com coesão é aquele que apresenta conexão entre suas ideias. Para que essa ligação seja estabelecida de forma clara, podemos utilizar diversas ferramentas. Um importantíssimo processo coesivo: a COESÃO REFERENCIAL, cuja função é evitar indesejáveis repetições vocabulares.


No texto 4, os termos que exercem a coesão referencial são

Alternativas
Q2757049 Português

Leia o texto 4 para responder às questões de 12 a 18.

Texto 4

Aquela velha carta de A B C dava arrepios. Três faixas verticais borravam a capa, duras,

antipáticas; e, fugindo a elas, encontrávamos num papel de embrulho o alfabeto, sílabas,

frases soltas e afinal máximas sisudas.

Suportávamos esses horrores como um castigo e inutilizávamos as folhas percorridas,

05 esperando sempre que as coisas melhorassem. Engano: as letras eram pequeninas e

feias; o exercício da soletração, cantado, embrutecia a gente; os provérbios, os graves

conselhos morais ficavam impenetráveis, apesar dos esforços dos mestres arreliados,

dos puxavantes de orelhas e da palmatória.

“A preguiça é a chave da pobreza”, afirmava-se ali. Que espécie de chave seria aquela?

10 Aos seis anos, eu e os meus companheiros de infelicidade escolar, quase todos pobres,

não conhecíamos a pobreza pelo nome e tínhamos poucas chaves, de gavetas, de

armários e de portas. Chave de pobreza para uma criança de seis anos é terrível.

Nessa medonha carta, que rasgávamos com prazer, salvam-se algumas linhas. “Paulina

mastigou pimenta.” Bem. Conhecíamos pimenta e achávamos natural que a língua de

15 Paulina estivesse ardendo. Mas que teria acontecido depois? Essa história contada em

três palavras não nos satisfazia, precisávamos saber mais alguma coisa a respeito da

aventura de Paulina.

O que ofereciam, porém, à nossa curiosidade infantil eram conceitos idiotas: “Fala pouco

e bem: ter-te-ão por alguém”. Ter-te-ão! Esse Terteão para mim era um homem, e nunca

20 pude compreender o que ele fazia na última página do odioso folheto. Éramos realmente

uns pirralhos bastante desgraçados.

Marques Rebelo enviou-me há dias um A B C novo. Recebendo-o, lembrei-me com

amargura da chave da pobreza e do Terteão, que ainda circulam no interior.

A capa da brochura que hoje me aparece tem uns balões — e logo aí o futuro cidadão

25 aprende algumas letras. Na primeira folha, em tabuleiros de xadrez de casas brancas e

vermelhas, procurou-se a melhor maneira de impingir aos inocentes essa coisa

desagradável que é o alfabeto. O resto do livro encerra pedaços de vida de um casal de

crianças. João e Maria regam flores, bebem leite, brincam na praia, jogam bola,

passeiam em bicicleta, nadam, apanham legumes, vão ao Jardim Zoológico.

30 Tudo isso é dito em poucas palavras, como na história de Paulina, que mastigava

pimentas na velha carta de A B C. Mas enquanto ali o caso se narrava com letras miúdas

e safadas, em papel de embrulho, aqui as brincadeiras e as ocupações das personagens

se contam em bonitas legendas e principalmente em desenhos cheios de pormenores

que a narração curta não poderia conter.

35 As legendas são de Marques Rebêlo, as ilustrações, de Santa rosa, dois artistas que há

tempo tiveram livros premiados no concurso de literatura infantil realizado pelo Ministério

da Educação. Onde andam esses livros? Premiados e inéditos, exatamente como se não

tivessem sido premiados.

Marques Rebêlo e Santa Rosa fizeram agora um pequeno álbum e a Companhia Nestlé

40 editou-o, espalhou quinhentos mil volumes entre os garotos do Brasil. Está certo. A

Companhia Nestlê não se dedica a negócios de livros, mas isto não tem importância:

parece que a melhor edição de obra portuguesa foi feita por um negociante de vinhos.

Graciliano Ramos. Linhas tortas. Obra póstuma.13. ed., Rio de Janeiro: Record,1986. p.174-175 (Adaptado).

Observe os fragmentos I e II.


I. “Aquela velha carta de A B C dava arrepios” (linha 1)

II. “[...] letras miúdas e safadas [...]” (linha 31-32)”.


A partir da análise dos fragmentos I e II, é correto afirmar que

Alternativas
Q2757046 Português

Leia o texto 4 para responder às questões de 12 a 18.

Texto 4

Aquela velha carta de A B C dava arrepios. Três faixas verticais borravam a capa, duras,

antipáticas; e, fugindo a elas, encontrávamos num papel de embrulho o alfabeto, sílabas,

frases soltas e afinal máximas sisudas.

Suportávamos esses horrores como um castigo e inutilizávamos as folhas percorridas,

05 esperando sempre que as coisas melhorassem. Engano: as letras eram pequeninas e

feias; o exercício da soletração, cantado, embrutecia a gente; os provérbios, os graves

conselhos morais ficavam impenetráveis, apesar dos esforços dos mestres arreliados,

dos puxavantes de orelhas e da palmatória.

“A preguiça é a chave da pobreza”, afirmava-se ali. Que espécie de chave seria aquela?

10 Aos seis anos, eu e os meus companheiros de infelicidade escolar, quase todos pobres,

não conhecíamos a pobreza pelo nome e tínhamos poucas chaves, de gavetas, de

armários e de portas. Chave de pobreza para uma criança de seis anos é terrível.

Nessa medonha carta, que rasgávamos com prazer, salvam-se algumas linhas. “Paulina

mastigou pimenta.” Bem. Conhecíamos pimenta e achávamos natural que a língua de

15 Paulina estivesse ardendo. Mas que teria acontecido depois? Essa história contada em

três palavras não nos satisfazia, precisávamos saber mais alguma coisa a respeito da

aventura de Paulina.

O que ofereciam, porém, à nossa curiosidade infantil eram conceitos idiotas: “Fala pouco

e bem: ter-te-ão por alguém”. Ter-te-ão! Esse Terteão para mim era um homem, e nunca

20 pude compreender o que ele fazia na última página do odioso folheto. Éramos realmente

uns pirralhos bastante desgraçados.

Marques Rebelo enviou-me há dias um A B C novo. Recebendo-o, lembrei-me com

amargura da chave da pobreza e do Terteão, que ainda circulam no interior.

A capa da brochura que hoje me aparece tem uns balões — e logo aí o futuro cidadão

25 aprende algumas letras. Na primeira folha, em tabuleiros de xadrez de casas brancas e

vermelhas, procurou-se a melhor maneira de impingir aos inocentes essa coisa

desagradável que é o alfabeto. O resto do livro encerra pedaços de vida de um casal de

crianças. João e Maria regam flores, bebem leite, brincam na praia, jogam bola,

passeiam em bicicleta, nadam, apanham legumes, vão ao Jardim Zoológico.

30 Tudo isso é dito em poucas palavras, como na história de Paulina, que mastigava

pimentas na velha carta de A B C. Mas enquanto ali o caso se narrava com letras miúdas

e safadas, em papel de embrulho, aqui as brincadeiras e as ocupações das personagens

se contam em bonitas legendas e principalmente em desenhos cheios de pormenores

que a narração curta não poderia conter.

35 As legendas são de Marques Rebêlo, as ilustrações, de Santa rosa, dois artistas que há

tempo tiveram livros premiados no concurso de literatura infantil realizado pelo Ministério

da Educação. Onde andam esses livros? Premiados e inéditos, exatamente como se não

tivessem sido premiados.

Marques Rebêlo e Santa Rosa fizeram agora um pequeno álbum e a Companhia Nestlé

40 editou-o, espalhou quinhentos mil volumes entre os garotos do Brasil. Está certo. A

Companhia Nestlê não se dedica a negócios de livros, mas isto não tem importância:

parece que a melhor edição de obra portuguesa foi feita por um negociante de vinhos.

Graciliano Ramos. Linhas tortas. Obra póstuma.13. ed., Rio de Janeiro: Record,1986. p.174-175 (Adaptado).

Observe o fragmento: “[...] a melhor edição de obra portuguesa foi feita por um negociante de vinhos.” (linha 42).


A forma ativa dessa frase é

Alternativas
Q2757043 Português

Leia o texto 4 para responder às questões de 12 a 18.

Texto 4

Aquela velha carta de A B C dava arrepios. Três faixas verticais borravam a capa, duras,

antipáticas; e, fugindo a elas, encontrávamos num papel de embrulho o alfabeto, sílabas,

frases soltas e afinal máximas sisudas.

Suportávamos esses horrores como um castigo e inutilizávamos as folhas percorridas,

05 esperando sempre que as coisas melhorassem. Engano: as letras eram pequeninas e

feias; o exercício da soletração, cantado, embrutecia a gente; os provérbios, os graves

conselhos morais ficavam impenetráveis, apesar dos esforços dos mestres arreliados,

dos puxavantes de orelhas e da palmatória.

“A preguiça é a chave da pobreza”, afirmava-se ali. Que espécie de chave seria aquela?

10 Aos seis anos, eu e os meus companheiros de infelicidade escolar, quase todos pobres,

não conhecíamos a pobreza pelo nome e tínhamos poucas chaves, de gavetas, de

armários e de portas. Chave de pobreza para uma criança de seis anos é terrível.

Nessa medonha carta, que rasgávamos com prazer, salvam-se algumas linhas. “Paulina

mastigou pimenta.” Bem. Conhecíamos pimenta e achávamos natural que a língua de

15 Paulina estivesse ardendo. Mas que teria acontecido depois? Essa história contada em

três palavras não nos satisfazia, precisávamos saber mais alguma coisa a respeito da

aventura de Paulina.

O que ofereciam, porém, à nossa curiosidade infantil eram conceitos idiotas: “Fala pouco

e bem: ter-te-ão por alguém”. Ter-te-ão! Esse Terteão para mim era um homem, e nunca

20 pude compreender o que ele fazia na última página do odioso folheto. Éramos realmente

uns pirralhos bastante desgraçados.

Marques Rebelo enviou-me há dias um A B C novo. Recebendo-o, lembrei-me com

amargura da chave da pobreza e do Terteão, que ainda circulam no interior.

A capa da brochura que hoje me aparece tem uns balões — e logo aí o futuro cidadão

25 aprende algumas letras. Na primeira folha, em tabuleiros de xadrez de casas brancas e

vermelhas, procurou-se a melhor maneira de impingir aos inocentes essa coisa

desagradável que é o alfabeto. O resto do livro encerra pedaços de vida de um casal de

crianças. João e Maria regam flores, bebem leite, brincam na praia, jogam bola,

passeiam em bicicleta, nadam, apanham legumes, vão ao Jardim Zoológico.

30 Tudo isso é dito em poucas palavras, como na história de Paulina, que mastigava

pimentas na velha carta de A B C. Mas enquanto ali o caso se narrava com letras miúdas

e safadas, em papel de embrulho, aqui as brincadeiras e as ocupações das personagens

se contam em bonitas legendas e principalmente em desenhos cheios de pormenores

que a narração curta não poderia conter.

35 As legendas são de Marques Rebêlo, as ilustrações, de Santa rosa, dois artistas que há

tempo tiveram livros premiados no concurso de literatura infantil realizado pelo Ministério

da Educação. Onde andam esses livros? Premiados e inéditos, exatamente como se não

tivessem sido premiados.

Marques Rebêlo e Santa Rosa fizeram agora um pequeno álbum e a Companhia Nestlé

40 editou-o, espalhou quinhentos mil volumes entre os garotos do Brasil. Está certo. A

Companhia Nestlê não se dedica a negócios de livros, mas isto não tem importância:

parece que a melhor edição de obra portuguesa foi feita por um negociante de vinhos.

Graciliano Ramos. Linhas tortas. Obra póstuma.13. ed., Rio de Janeiro: Record,1986. p.174-175 (Adaptado).

Observe o trecho: “Tudo isso é dito em poucas palavras, como na história de Paulina, que mastigava pimentas na velha carta de A B C. Mas enquanto ali o caso se narrava com letras miúdas e safadas, em papel de embrulho, aqui as brincadeiras e as ocupações das personagens se contam em bonitas legendas e principalmente em desenhos cheios de pormenores que a narração curta não poderia conter.” (linhas 30-34).


Os advérbios destacados formam um par opositivo. Sobre esses termos pode-se afirmar que

Alternativas
Q2757042 Português

Leia o texto 4 para responder às questões de 12 a 18.

Texto 4

Aquela velha carta de A B C dava arrepios. Três faixas verticais borravam a capa, duras,

antipáticas; e, fugindo a elas, encontrávamos num papel de embrulho o alfabeto, sílabas,

frases soltas e afinal máximas sisudas.

Suportávamos esses horrores como um castigo e inutilizávamos as folhas percorridas,

05 esperando sempre que as coisas melhorassem. Engano: as letras eram pequeninas e

feias; o exercício da soletração, cantado, embrutecia a gente; os provérbios, os graves

conselhos morais ficavam impenetráveis, apesar dos esforços dos mestres arreliados,

dos puxavantes de orelhas e da palmatória.

“A preguiça é a chave da pobreza”, afirmava-se ali. Que espécie de chave seria aquela?

10 Aos seis anos, eu e os meus companheiros de infelicidade escolar, quase todos pobres,

não conhecíamos a pobreza pelo nome e tínhamos poucas chaves, de gavetas, de

armários e de portas. Chave de pobreza para uma criança de seis anos é terrível.

Nessa medonha carta, que rasgávamos com prazer, salvam-se algumas linhas. “Paulina

mastigou pimenta.” Bem. Conhecíamos pimenta e achávamos natural que a língua de

15 Paulina estivesse ardendo. Mas que teria acontecido depois? Essa história contada em

três palavras não nos satisfazia, precisávamos saber mais alguma coisa a respeito da

aventura de Paulina.

O que ofereciam, porém, à nossa curiosidade infantil eram conceitos idiotas: “Fala pouco

e bem: ter-te-ão por alguém”. Ter-te-ão! Esse Terteão para mim era um homem, e nunca

20 pude compreender o que ele fazia na última página do odioso folheto. Éramos realmente

uns pirralhos bastante desgraçados.

Marques Rebelo enviou-me há dias um A B C novo. Recebendo-o, lembrei-me com

amargura da chave da pobreza e do Terteão, que ainda circulam no interior.

A capa da brochura que hoje me aparece tem uns balões — e logo aí o futuro cidadão

25 aprende algumas letras. Na primeira folha, em tabuleiros de xadrez de casas brancas e

vermelhas, procurou-se a melhor maneira de impingir aos inocentes essa coisa

desagradável que é o alfabeto. O resto do livro encerra pedaços de vida de um casal de

crianças. João e Maria regam flores, bebem leite, brincam na praia, jogam bola,

passeiam em bicicleta, nadam, apanham legumes, vão ao Jardim Zoológico.

30 Tudo isso é dito em poucas palavras, como na história de Paulina, que mastigava

pimentas na velha carta de A B C. Mas enquanto ali o caso se narrava com letras miúdas

e safadas, em papel de embrulho, aqui as brincadeiras e as ocupações das personagens

se contam em bonitas legendas e principalmente em desenhos cheios de pormenores

que a narração curta não poderia conter.

35 As legendas são de Marques Rebêlo, as ilustrações, de Santa rosa, dois artistas que há

tempo tiveram livros premiados no concurso de literatura infantil realizado pelo Ministério

da Educação. Onde andam esses livros? Premiados e inéditos, exatamente como se não

tivessem sido premiados.

Marques Rebêlo e Santa Rosa fizeram agora um pequeno álbum e a Companhia Nestlé

40 editou-o, espalhou quinhentos mil volumes entre os garotos do Brasil. Está certo. A

Companhia Nestlê não se dedica a negócios de livros, mas isto não tem importância:

parece que a melhor edição de obra portuguesa foi feita por um negociante de vinhos.

Graciliano Ramos. Linhas tortas. Obra póstuma.13. ed., Rio de Janeiro: Record,1986. p.174-175 (Adaptado).

“O que ofereciam, porém, à nossa curiosidade infantil eram conceitos idiotas: “Fala pouco e bem: ter-te-ão por alguém”. Ter-te-ão! Esse Terteão para mim era um homem, e nunca pude compreender o que ele fazia na última página do odioso folheto. Éramos realmente uns pirralhos bastante desgraçados.” (linhas 18-21)

Sobre os aspectos morfossintáticos do trecho acima, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.

( ) a nossa curiosidade infantil exerce função sintática de objeto direto.

( ) O vocábulo porém pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por “conforme”.

( ) A forma verbal ter- te- ão é um exemplo de mesóclise, justificada por estar no Futuro do Presente.

( ) conceitos idiotas e pirralhos [...] desgraçados constituem exemplos de concordância nominal.

A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é

Alternativas
Q2757040 Português

Leia o texto 4 para responder às questões de 12 a 18.

Texto 4

Aquela velha carta de A B C dava arrepios. Três faixas verticais borravam a capa, duras,

antipáticas; e, fugindo a elas, encontrávamos num papel de embrulho o alfabeto, sílabas,

frases soltas e afinal máximas sisudas.

Suportávamos esses horrores como um castigo e inutilizávamos as folhas percorridas,

05 esperando sempre que as coisas melhorassem. Engano: as letras eram pequeninas e

feias; o exercício da soletração, cantado, embrutecia a gente; os provérbios, os graves

conselhos morais ficavam impenetráveis, apesar dos esforços dos mestres arreliados,

dos puxavantes de orelhas e da palmatória.

“A preguiça é a chave da pobreza”, afirmava-se ali. Que espécie de chave seria aquela?

10 Aos seis anos, eu e os meus companheiros de infelicidade escolar, quase todos pobres,

não conhecíamos a pobreza pelo nome e tínhamos poucas chaves, de gavetas, de

armários e de portas. Chave de pobreza para uma criança de seis anos é terrível.

Nessa medonha carta, que rasgávamos com prazer, salvam-se algumas linhas. “Paulina

mastigou pimenta.” Bem. Conhecíamos pimenta e achávamos natural que a língua de

15 Paulina estivesse ardendo. Mas que teria acontecido depois? Essa história contada em

três palavras não nos satisfazia, precisávamos saber mais alguma coisa a respeito da

aventura de Paulina.

O que ofereciam, porém, à nossa curiosidade infantil eram conceitos idiotas: “Fala pouco

e bem: ter-te-ão por alguém”. Ter-te-ão! Esse Terteão para mim era um homem, e nunca

20 pude compreender o que ele fazia na última página do odioso folheto. Éramos realmente

uns pirralhos bastante desgraçados.

Marques Rebelo enviou-me há dias um A B C novo. Recebendo-o, lembrei-me com

amargura da chave da pobreza e do Terteão, que ainda circulam no interior.

A capa da brochura que hoje me aparece tem uns balões — e logo aí o futuro cidadão

25 aprende algumas letras. Na primeira folha, em tabuleiros de xadrez de casas brancas e

vermelhas, procurou-se a melhor maneira de impingir aos inocentes essa coisa

desagradável que é o alfabeto. O resto do livro encerra pedaços de vida de um casal de

crianças. João e Maria regam flores, bebem leite, brincam na praia, jogam bola,

passeiam em bicicleta, nadam, apanham legumes, vão ao Jardim Zoológico.

30 Tudo isso é dito em poucas palavras, como na história de Paulina, que mastigava

pimentas na velha carta de A B C. Mas enquanto ali o caso se narrava com letras miúdas

e safadas, em papel de embrulho, aqui as brincadeiras e as ocupações das personagens

se contam em bonitas legendas e principalmente em desenhos cheios de pormenores

que a narração curta não poderia conter.

35 As legendas são de Marques Rebêlo, as ilustrações, de Santa rosa, dois artistas que há

tempo tiveram livros premiados no concurso de literatura infantil realizado pelo Ministério

da Educação. Onde andam esses livros? Premiados e inéditos, exatamente como se não

tivessem sido premiados.

Marques Rebêlo e Santa Rosa fizeram agora um pequeno álbum e a Companhia Nestlé

40 editou-o, espalhou quinhentos mil volumes entre os garotos do Brasil. Está certo. A

Companhia Nestlê não se dedica a negócios de livros, mas isto não tem importância:

parece que a melhor edição de obra portuguesa foi feita por um negociante de vinhos.

Graciliano Ramos. Linhas tortas. Obra póstuma.13. ed., Rio de Janeiro: Record,1986. p.174-175 (Adaptado).

Sobre o texto 4, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.

( ) A narrativa é feita na primeira pessoa num tom confessional.

( ) Um acontecimento recente faz o enunciador reviver o passado com alegria.

( ) O autor deixa vir à tona reminiscências de sua infância, externando seus traumas.

( ) O texto traça um paralelo entre duas realidades: uma num passado distante e outra no momento da enunciação.

( ) Apesar da riqueza da narrativa, o autor não consegue induzir o leitor a partilhar o pavor e a revolta que sente em relação à sua experiência escolar na infância.

A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é

Alternativas
Q2757030 Português

Leia o texto 2 para responder às questões de 06 a 10.

Texto 2

Arqueologia Machadiana do Rio de Janeiro

Toda grande cidade tem seu cronista por excelência, aquele que melhor a define e caracteriza,

de forma explícita ou não. Londres, por exemplo, teve em Charles Dickens seu mais perfeito

tradutor, o homem que soube da maneira mais incisiva desvendar cada mistério de suas ruas e

bairros. O mesmo pode ser creditado a Kafka com Praga, Fernando Pessoa com Lisboa e

05 Joyce com Dublin. Esses autores não descreveram uma cidade idealizada ou maquiada, mas

sim as mostravam como de fato eram, ao mesmo tempo belas e ásperas, quase que um

personagem a mais em suas obras. Essa persona de concreto e asfalto, o pano de fundo de

uma ou de várias obras que vai aos poucos ficando cada vez mais denso até se inserir

substantivamente em um romance, pode também ser o Rio de Janeiro que Machado de Assis

10 tão bem conheceu. É nas obras do criador de Brás Cubas que um Rio fin-de-siècle melhor se

descortina e é melhor caracterizado. Poucos usaram e abusaram da Cidade Maravilhosa como

Machado, fazendo seus personagens se inserirem de tal forma à paisagem que cada um de

seus livros bem poderia servir de um guia para um Rio que, para muitos, infelizmente não

existe mais. Mas se essa cidade ficou no passado, o guia para ela pode ser encontrado na

15 forma de Rio de Assis (Editora Casa da Palavra), uma interessante viagem até a grande

metrópole brasileira do século XIX concebida pela designer Aline Carrer e um dos mais belos

lançamentos do ano passado.

[...]

ROLLEMBERG, Marcello. Arqueologia machadiana do Rio de Janeiro. Revista Cult. São Paulo: Editora Bregantini, ago. 2000, p. 21- 23.

Dentre os verbos irregulares há aqueles que apresentam alguma variação no radical, ou seja, na “base” da palavra.


Um exemplo de verbo irregular encontra-se no seguinte exemplo do texto:

Alternativas
Q2757028 Português

Leia o texto 2 para responder às questões de 06 a 10.

Texto 2

Arqueologia Machadiana do Rio de Janeiro

Toda grande cidade tem seu cronista por excelência, aquele que melhor a define e caracteriza,

de forma explícita ou não. Londres, por exemplo, teve em Charles Dickens seu mais perfeito

tradutor, o homem que soube da maneira mais incisiva desvendar cada mistério de suas ruas e

bairros. O mesmo pode ser creditado a Kafka com Praga, Fernando Pessoa com Lisboa e

05 Joyce com Dublin. Esses autores não descreveram uma cidade idealizada ou maquiada, mas

sim as mostravam como de fato eram, ao mesmo tempo belas e ásperas, quase que um

personagem a mais em suas obras. Essa persona de concreto e asfalto, o pano de fundo de

uma ou de várias obras que vai aos poucos ficando cada vez mais denso até se inserir

substantivamente em um romance, pode também ser o Rio de Janeiro que Machado de Assis

10 tão bem conheceu. É nas obras do criador de Brás Cubas que um Rio fin-de-siècle melhor se

descortina e é melhor caracterizado. Poucos usaram e abusaram da Cidade Maravilhosa como

Machado, fazendo seus personagens se inserirem de tal forma à paisagem que cada um de

seus livros bem poderia servir de um guia para um Rio que, para muitos, infelizmente não

existe mais. Mas se essa cidade ficou no passado, o guia para ela pode ser encontrado na

15 forma de Rio de Assis (Editora Casa da Palavra), uma interessante viagem até a grande

metrópole brasileira do século XIX concebida pela designer Aline Carrer e um dos mais belos

lançamentos do ano passado.

[...]

ROLLEMBERG, Marcello. Arqueologia machadiana do Rio de Janeiro. Revista Cult. São Paulo: Editora Bregantini, ago. 2000, p. 21- 23.

Figuras de linguagem – por meio dos mais diferentes mecanismos – ampliam o significado de palavras e expressões, conferindo novos sentidos ao texto em que são usadas. É muito importante saber identificar as diversas figuras de linguagem, pois desta forma é possível interpretar melhor os diferentes tipos de textos.


A denominada figura de linguagem referente ao termo “[...] Rio de Assis [...]” (linha 15) é

Alternativas
Q2757026 Português

Leia o texto 2 para responder às questões de 06 a 10.

Texto 2

Arqueologia Machadiana do Rio de Janeiro

Toda grande cidade tem seu cronista por excelência, aquele que melhor a define e caracteriza,

de forma explícita ou não. Londres, por exemplo, teve em Charles Dickens seu mais perfeito

tradutor, o homem que soube da maneira mais incisiva desvendar cada mistério de suas ruas e

bairros. O mesmo pode ser creditado a Kafka com Praga, Fernando Pessoa com Lisboa e

05 Joyce com Dublin. Esses autores não descreveram uma cidade idealizada ou maquiada, mas

sim as mostravam como de fato eram, ao mesmo tempo belas e ásperas, quase que um

personagem a mais em suas obras. Essa persona de concreto e asfalto, o pano de fundo de

uma ou de várias obras que vai aos poucos ficando cada vez mais denso até se inserir

substantivamente em um romance, pode também ser o Rio de Janeiro que Machado de Assis

10 tão bem conheceu. É nas obras do criador de Brás Cubas que um Rio fin-de-siècle melhor se

descortina e é melhor caracterizado. Poucos usaram e abusaram da Cidade Maravilhosa como

Machado, fazendo seus personagens se inserirem de tal forma à paisagem que cada um de

seus livros bem poderia servir de um guia para um Rio que, para muitos, infelizmente não

existe mais. Mas se essa cidade ficou no passado, o guia para ela pode ser encontrado na

15 forma de Rio de Assis (Editora Casa da Palavra), uma interessante viagem até a grande

metrópole brasileira do século XIX concebida pela designer Aline Carrer e um dos mais belos

lançamentos do ano passado.

[...]

ROLLEMBERG, Marcello. Arqueologia machadiana do Rio de Janeiro. Revista Cult. São Paulo: Editora Bregantini, ago. 2000, p. 21- 23.

Na frase “Mas se essa cidade ficou no passado [...]” (linha 14), o elemento coesivo sublinhado

Alternativas
Q2757024 Português

Leia o texto 2 para responder às questões de 06 a 10.

Texto 2

Arqueologia Machadiana do Rio de Janeiro

Toda grande cidade tem seu cronista por excelência, aquele que melhor a define e caracteriza,

de forma explícita ou não. Londres, por exemplo, teve em Charles Dickens seu mais perfeito

tradutor, o homem que soube da maneira mais incisiva desvendar cada mistério de suas ruas e

bairros. O mesmo pode ser creditado a Kafka com Praga, Fernando Pessoa com Lisboa e

05 Joyce com Dublin. Esses autores não descreveram uma cidade idealizada ou maquiada, mas

sim as mostravam como de fato eram, ao mesmo tempo belas e ásperas, quase que um

personagem a mais em suas obras. Essa persona de concreto e asfalto, o pano de fundo de

uma ou de várias obras que vai aos poucos ficando cada vez mais denso até se inserir

substantivamente em um romance, pode também ser o Rio de Janeiro que Machado de Assis

10 tão bem conheceu. É nas obras do criador de Brás Cubas que um Rio fin-de-siècle melhor se

descortina e é melhor caracterizado. Poucos usaram e abusaram da Cidade Maravilhosa como

Machado, fazendo seus personagens se inserirem de tal forma à paisagem que cada um de

seus livros bem poderia servir de um guia para um Rio que, para muitos, infelizmente não

existe mais. Mas se essa cidade ficou no passado, o guia para ela pode ser encontrado na

15 forma de Rio de Assis (Editora Casa da Palavra), uma interessante viagem até a grande

metrópole brasileira do século XIX concebida pela designer Aline Carrer e um dos mais belos

lançamentos do ano passado.

[...]

ROLLEMBERG, Marcello. Arqueologia machadiana do Rio de Janeiro. Revista Cult. São Paulo: Editora Bregantini, ago. 2000, p. 21- 23.

Pode-se dizer que o tema do artigo foi valorizado pela comparação internacional proposta na primeira frase e por uma ideia implícita que é o fato de

Alternativas
Q2757023 Português

Leia o texto 2 para responder às questões de 06 a 10.

Texto 2

Arqueologia Machadiana do Rio de Janeiro

Toda grande cidade tem seu cronista por excelência, aquele que melhor a define e caracteriza,

de forma explícita ou não. Londres, por exemplo, teve em Charles Dickens seu mais perfeito

tradutor, o homem que soube da maneira mais incisiva desvendar cada mistério de suas ruas e

bairros. O mesmo pode ser creditado a Kafka com Praga, Fernando Pessoa com Lisboa e

05 Joyce com Dublin. Esses autores não descreveram uma cidade idealizada ou maquiada, mas

sim as mostravam como de fato eram, ao mesmo tempo belas e ásperas, quase que um

personagem a mais em suas obras. Essa persona de concreto e asfalto, o pano de fundo de

uma ou de várias obras que vai aos poucos ficando cada vez mais denso até se inserir

substantivamente em um romance, pode também ser o Rio de Janeiro que Machado de Assis

10 tão bem conheceu. É nas obras do criador de Brás Cubas que um Rio fin-de-siècle melhor se

descortina e é melhor caracterizado. Poucos usaram e abusaram da Cidade Maravilhosa como

Machado, fazendo seus personagens se inserirem de tal forma à paisagem que cada um de

seus livros bem poderia servir de um guia para um Rio que, para muitos, infelizmente não

existe mais. Mas se essa cidade ficou no passado, o guia para ela pode ser encontrado na

15 forma de Rio de Assis (Editora Casa da Palavra), uma interessante viagem até a grande

metrópole brasileira do século XIX concebida pela designer Aline Carrer e um dos mais belos

lançamentos do ano passado.

[...]

ROLLEMBERG, Marcello. Arqueologia machadiana do Rio de Janeiro. Revista Cult. São Paulo: Editora Bregantini, ago. 2000, p. 21- 23.

“Toda grande cidade tem seu cronista por excelência, aquele que melhor a define e caracteriza, de forma explícita ou não.” (linhas 1-2).

Sobre a frase acima, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.

( ) É chamada de tópico frasal.

( ) Anuncia o tema do parágrafo.

( ) Não contribui na organização sequencial do texto.

( ) Não é considerada um recurso específico de paragrafação.

( ) Universaliza a ideia de que as grandes cidades sempre têm os seus cronistas.

A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é

Alternativas
Q2757021 Português

Leia o texto 1 para responder às questões de 01 a 05.

Texto 1

Quanto a isto, não tenho como mentir: nasci. Há documentos a respeito. Provam que nasci

a 23 de março de 1937, na cidade de Porto Alegre; mais precisamente, na Beneficência

Portuguesa, um dos prédios mais antigos desta cidade, que, como muitas outras cidades

brasileiras, tem escassa memória. Nasci, sim. “Logo depois que nasci correu pela

05 vizinhança que eu me chamava Mico...” Estas linhas, se bem as lembro – e bem as lembro,

sim! – faziam parte de meu primeiro texto, escrito em papel de embrulho: uma autobiografia,

muito precoce e necessariamente curta, pois eu não teria mais de seis anos. Alfabetizado

precocemente por minha mãe, que era professora primária, eu optara por escrever, ao invés

de jogar futebol (também jogava futebol, na calçada da minha rua; longas partidas, em que

10 eram marcadas dezenas de gols; mas o futebol era – é – realidade, uma realidade

terrivelmente importante neste país; e à realidade eu preferia a ficção. A narrativa). Mico.

Este apelido me marcou, pois os nomes marcam as pessoas. Todos os Brunos são fortes,

todos os Betos são irrequietos – tenho um filho chamado Beto, sei disto. Mico – o que é que

eu podia esperar da vida? Mico. Nunca conheci ninguém com este apelido. Na minha rua

15 havia um Mike, e depois tive um amigo chamado Micão, mas Mico, de macaco, era só eu.

Por causa deste apelido, acho, nunca pude me levar a sério. Felizmente. Nada mais chato

que um sujeito que se leva inteiramente a sério. Cada vez que me julgo importante, por ser

escritor, ou por ser médico, ou por escrever no jornal, uma vozinha debochada me chama à

realidade – que besteiras são essas que andas escrevendo, Mico? – e me faz lembrar que é

20 preciso ser humilde. Nascido em Porto Alegre, passei parte de minha infância na cidade de

Passo Fundo, onde meu pai tinha um bazar. (Tinha mesmo? Preciso perguntar a ele.

Preciso perguntar muitas coisas a ele. Não o faço por medo que não saiba responder. Ou

por medo de que saiba responder. Ou por medo, simplesmente. Diante de nossos pais,

somos sempre crianças. Somos sempre o Mico.)

25 De Passo Fundo lembro uma cena, que depois dei, generosamente, a um personagem

(Benjamim – Os Voluntários). Tinha – tenho – três, quatro anos. Caminho por minha rua;

vou apressado. Nuvens ameaçadoras se acumulam no céu, vem um temporal, preciso

chegar logo em casa. Os primeiros grossos pingos caem; mas neste momento avisto na

calçada coisinhas – baganas de cigarro, fósforos queimados. Pobrezinhas, ali expostas à

30 chuva, quem cuidará delas? Olho ao redor. Há uma porta aberta. Por acaso ou não, é a

porta da Delegacia de Polícia, símbolo, para mim, do Poder. Sem vacilar, sem me importar

com a chuvarada torrencial, entrego-me à tarefa de recolher baganas e fósforos para o

vestíbulo da Delegacia. Faço-o chorando; não sei se de alegria, ou de dor, ou de medo.

Choro, ao recolher os dispersos para o que agora poderá ser sua Casa.

(SCLIAR, Moacyr. Memórias de um aprendiz de escritor. São Paulo: Ed. Nacional, 1984, p. 9-11. Fragmento.) Disponível em: <http://www.lpm.com.br/livros/Imagens/minha_mae_nao_dorme_2011.pdf>. Acesso em: 29 out. 2016.

Sobre a utilização da crase ao longo do texto 1, analise as opções em que a crase foi utilizada por exigência da comparação realizada pelo termo regente e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.


( ) “[...] à realidade eu preferia a ficção [...]” (linha 11)

( ) “[...] me chama à realidade [...]” (linha 18-19)

( ) “[...] ali expostas à chuva [...]” (linhas 29-30)

( ) “[...] entrego-me à tarefa [...]” (linha 32)


A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é

Alternativas
Respostas
161: B
162: A
163: C
164: D
165: A
166: E
167: D
168: D
169: A
170: C
171: B
172: E
173: E
174: B
175: D
176: D
177: D
178: A
179: A
180: A