Foram encontradas 168 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Texto I
Durante toda a minha vida lidei mal com as demonstrações públicas de sofrimento. Sempre que tive que enfrentá-las, experimentei a inquietante sensação de que meu cérebro bloqueava a sensibilidade, inclusive em relação a mim mesmo. Lembro-me de que, quando minha mãe morreu no hospital, meu pai se jogou sobre seu corpo sem vida e começou a gritar. Sabia que ele a amara durante toda a sua vida de forma muito sincera, e eu mesmo estava tão aturdido pela dor que mal conseguia articular uma palavra, mas, mesmo assim, não pude evitar de sentir que toda a cena era extraordinariamente falsa, e aquilo me perturbou quase mais do que a morte em si. Logo parei de sentir, o quarto me pareceu maior e vazio, e na metade desse espaço pensei que todos nós tínhamos ficado rígidos como estátuas. A única coisa que eu era capaz de me repetir, sem parar, era: “Boa atuação, papai, que boa atuação, papai...”.
Quando vi aquela mulher gritando na praça, tive uma sensação parecida. O cabelo desgrenhado, as duas garotas quase adolescentes, os claros sinais de embriaguez... havia algo tão obsceno nela que nem sequer fiquei escandalizado com minha ausência de compaixão. Eu a olhava da janela do meu escritório como se a distância que nos separasse fosse cósmica. Ela gritava, e seus gritos não faziam sentido. Insultava alternadamente o prefeito e Camilo Ortiz, que deveria estar escutando tudo de sua cela. Eu me sentei e continuei trabalhando. A mulher se calou. Houve um silêncio inesperado e então começou a gritar de novo, mas de forma muito diferente: “Foram as crianças! Foram as crianças!”.
(BARBA, Andrés. República Luminosa. São Paulo: Todavia, 2018, p. 35)
Considere o período abaixo para responder à questão.
“Lembro-me de que, quando minha mãe morreu no hospital, meu pai se jogou sobre seu corpo sem vida e começou a gritar.” (1º§)
A ocorrência das duas vírgulas, na passagem
acima, deve ser justificada por isolar:
Texto I
Durante toda a minha vida lidei mal com as demonstrações públicas de sofrimento. Sempre que tive que enfrentá-las, experimentei a inquietante sensação de que meu cérebro bloqueava a sensibilidade, inclusive em relação a mim mesmo. Lembro-me de que, quando minha mãe morreu no hospital, meu pai se jogou sobre seu corpo sem vida e começou a gritar. Sabia que ele a amara durante toda a sua vida de forma muito sincera, e eu mesmo estava tão aturdido pela dor que mal conseguia articular uma palavra, mas, mesmo assim, não pude evitar de sentir que toda a cena era extraordinariamente falsa, e aquilo me perturbou quase mais do que a morte em si. Logo parei de sentir, o quarto me pareceu maior e vazio, e na metade desse espaço pensei que todos nós tínhamos ficado rígidos como estátuas. A única coisa que eu era capaz de me repetir, sem parar, era: “Boa atuação, papai, que boa atuação, papai...”.
Quando vi aquela mulher gritando na praça, tive uma sensação parecida. O cabelo desgrenhado, as duas garotas quase adolescentes, os claros sinais de embriaguez... havia algo tão obsceno nela que nem sequer fiquei escandalizado com minha ausência de compaixão. Eu a olhava da janela do meu escritório como se a distância que nos separasse fosse cósmica. Ela gritava, e seus gritos não faziam sentido. Insultava alternadamente o prefeito e Camilo Ortiz, que deveria estar escutando tudo de sua cela. Eu me sentei e continuei trabalhando. A mulher se calou. Houve um silêncio inesperado e então começou a gritar de novo, mas de forma muito diferente: “Foram as crianças! Foram as crianças!”.
(BARBA, Andrés. República Luminosa. São Paulo: Todavia, 2018, p. 35)
Considere o período abaixo para responder à questão.
“Lembro-me de que, quando minha mãe morreu no hospital, meu pai se jogou sobre seu corpo sem vida e começou a gritar.” (1º§)
Ao observar a regência e as relações sintáticas
da construção verbal “lembro-me” (1º§), é
correto afirmar que:
A forma de necrose em que a arquitetura dos tecidos mortos fica preservada por alguns dias é denominada:
Sobre o Carcinoma epitelial-mioepitelial, pode-se afirmar que:
Em amostra de urina com diagnóstico de Carcinoma Urotelial “in situ”, espera-se encontrar:
Os sítios primários e/ou tumores mais comuns que causam efusão pleural maligna em homens e mulheres, respectivamente, são:
A translocação mais comum no Linfoma de Burkitt é:
Os cristais de Charcot-Leyden, quando encontrados em amostras do trato respiratório, estão associados mais frequentemente à:
O melhor diagnóstico para uma punção aspirativa por agulha fina de mama contendo histiócitos com vacúolos citoplasmáticos, células gigantes multinucleadas e fundo com células inflamatórias mono e polimorfonucleares é:
Pacientes diagnosticadas com a categoria “Lesão intraepitelial de alto grau” devem ser submetidas à colposcopia. São consideradas condições para aplicação do conceito “ver e tratar”, proposta pelo Ministério da Saúde:
Na Nomenclatura brasileira para laudos cervicais, considerando-se a categoria “Células atípicas de origem indefinida, possivelmente não neoplásicas e que não se pode afastar lesão de alto grau”, pode-se afirmar que:
Em caso de pacientes que apresentem resultado citopatológico inicial de “Células glandulares atípicas de significado indeterminado, não se pode afastar lesão intraepitelial de alto grau”, a colposcopia está imediatamente indicada para avaliação de possíveis lesões e realização de biópsia para diagnóstico histopatológico definitivo. Nos casos em que as pacientes que não apresentem lesão visível à colposcopia, a conduta preconizada nas “Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero”, publicadas pelo Instituto Nacional de Câncer em 2011, é:
O tempo de liberação do resultado é um importante componente de qualidade do exame citopatológico do colo do útero. Entretanto, por tratar-se de um exame de rastreamento, não há o sentido de urgência para os resultados. De acordo com o “Manual de Gestão da Qualidade para Laboratório de Citopatologia”, publicado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) em 2012, recomenda-se que o resultado do exame citopatológico seja liberado em, no máximo, quantos dias?
De acordo com as “Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero”, publicadas pelo Instituto Nacional de Câncer em 2011, a principal conduta para uma mulher que apresente um resultado de exame citopatológico deASC-US é:
Cromatina grosseira, sobreposição nuclear e bordas franjadas (plumagem), geralmente são achados citomorfológicos que caracterizam tipos de grupamentos celulares atípicos nos esfregaços cervicovaginais denominados células: