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Q3637965 História e Geografia de Estados e Municípios
A Torre da Concatedral Nossa Senhora da Glória, com seus 100 metros de altura, é uma das torres de relógio mais altas do mundo. Em que município paranaense essa torre está localizada? 
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Q3637964 Zoologia
Qual a ave símbolo do Estado do Paraná, uma das maiores responsáveis pela disseminação das araucárias, e que foi consagrada com este título pela Lei Estadual nº 7957/1984?
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Q3637963 Geografia
De acordo com o Censo Demográfico de 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município de Salto do Lontra ultrapassou o número de habitantes, em relação ao Censo de 2010. Assinale a alternativa que indica o número atual de habitantes no município. 
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Q3637962 História e Geografia de Estados e Municípios
Qual o nome do primeiro prefeito eleito pelo município de Salto do Lontra? 
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Q3637960 Matemática
Assinale a alternativa que apresenta a fração que corresponde a 0,818181...
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Q3637959 Matemática
Assinale a alternativa que apresenta o valor CORRETO de √320 - √180 .
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Q3637957 Matemática
Em uma loja de uniformes foram vendidas 200 unidades em um mês, entre amarelos e azuis, obtendo R$ 21080,00 com essas vendas. O preço de um uniforme amarelo é R$ 110,00 e de um azul é R$ 100,00. Quantos uniformes azuis foram vendidos? 
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Q3637956 Português

Considere atentamente a crônica a seguir, escrita por Rachel de Queiroz e publicada na década de 1950, para responder à próxima questão.



“Sim, é a velha história da árvore da ciência: melhor não provar do fruto e não saber. Viva a gente, leitor, como você e eu, que só temos uma ideia vaga daquilo que nos ocorre nas entranhas e, enquanto a febre não sobe aos quarenta, a dor não pede gritos e a tontura não vira vertigem, achamos que tudo vai bem. Já os tristes doutores, que fizeram o seu reino no mundo das tripas, o seu ofício é o saber, e no saber está a tragédia. Mas é melhor contar um caso que exemplifique a tese… Não há nada como um apólogo para fazer entendida uma teoria. Era um doutor, nosso conhecido. Solteiro, ou antes solteirão, pois já fizera os 52. Boa figura, boa prosa, bem tratado – era pessoa que cuidava de si. Tinha as suas amigas, levava-as às boates. Era abastado e bem nascido – o que lhe favorecia ainda mais os êxitos profissionais e sociais. Pois um belo dia o nosso homem, ao descer do lotação, defronte do hospital, sentiu uma leve tontura. Foi coisa rápida, e com pouco já estava de uniforme, batia um papo, tomava café, iniciava a visita na enfermaria. E eis que o primeiro doente (que o detestava), antes de dizer se melhorara da falta de ar, olhou-o bem e comentou: ‘O senhor hoje está com a cara ruim, hem, doutor?’ E a enfermeira, também com ódio, ajudou: ‘Eu já tinha reparado’. Impressionado com aquela unanimidade que se seguira à tontura, o doutor, terminada a visita foi à sala dos médicos e chamou um colega mais íntimo: ‘Fulano, vem cá, me tira a pressão’. Fulano zombou, perguntou o que ele estaria planejando para a noite, mas o outro insistiu, tiraram. O paciente logo notou no amigo aquela expressão característica que os médicos pretendem ser de impenetrabilidade e não passa de uma cara muitíssimo agourenta, capaz de assustar o mais bravo. E Fulano falou, grave: ‘Meu caro, a gente vai ver de brincadeira e sempre acha qualquer coisa. Talvez seja a emoção do exame – por outro lado você já não é nenhuma criança – mas a pressão está a dezesseis’. Nada mais precisou ser dito. Nosso doutor era suficientemente médico para saber o que significava aquela pressão a dezesseis. E já que entrara a deslizar na ladeira das suspeitas, fez como certos maridos – quis saber tudo. Dosagem de ureia – e o papelinho do laboratório lhe aumentou o frio do estômago: 0,55. Colesterol? Aumentado. Densidade de urina – um pouco baixa. Sim, um pouco. Só um pouco. Tudo passava um pouco do normal, não era ainda a moléstia, a morte – mas era um aviso. E estava instilado o veneno. O doutor começou a ler – e de autor em autor foi aumentando as suspeitas. Quem sabe não seria uma nefrosclerose maligna? Renunciou ao uísque, renunciou aos prazeres de gourmet, renunciou às boates. Com o passar dos meses, e um ano, e outro, de renúncia em renúncia, o solteirão chibante e bom partido já não é mais que um velho – e cauteloso, e escravo da dieta e dos remédios, escravo das artérias e dos rins. E se passaram dez anos nessa agonia, em que o nosso amigo praticamente não viveu. No mês passado morreu, afinal; de um câncer de pulmão que em dois meses o levou. – Sim, um câncer, que não tinha nada com a história.”  


(A árvore da ciência, por Rachel de Queiroz, com adaptações) 

Ao descrever o seu colega médico, a autora do texto afirmava ser “solteiro, ou antes solteirão”. Com isso, ao utilizar o aumentativo de “solteiro” para classificar o “doutor”, a autora pretendia enfatizar a sua:
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Q3637955 Português

Considere atentamente a crônica a seguir, escrita por Rachel de Queiroz e publicada na década de 1950, para responder à próxima questão.



“Sim, é a velha história da árvore da ciência: melhor não provar do fruto e não saber. Viva a gente, leitor, como você e eu, que só temos uma ideia vaga daquilo que nos ocorre nas entranhas e, enquanto a febre não sobe aos quarenta, a dor não pede gritos e a tontura não vira vertigem, achamos que tudo vai bem. Já os tristes doutores, que fizeram o seu reino no mundo das tripas, o seu ofício é o saber, e no saber está a tragédia. Mas é melhor contar um caso que exemplifique a tese… Não há nada como um apólogo para fazer entendida uma teoria. Era um doutor, nosso conhecido. Solteiro, ou antes solteirão, pois já fizera os 52. Boa figura, boa prosa, bem tratado – era pessoa que cuidava de si. Tinha as suas amigas, levava-as às boates. Era abastado e bem nascido – o que lhe favorecia ainda mais os êxitos profissionais e sociais. Pois um belo dia o nosso homem, ao descer do lotação, defronte do hospital, sentiu uma leve tontura. Foi coisa rápida, e com pouco já estava de uniforme, batia um papo, tomava café, iniciava a visita na enfermaria. E eis que o primeiro doente (que o detestava), antes de dizer se melhorara da falta de ar, olhou-o bem e comentou: ‘O senhor hoje está com a cara ruim, hem, doutor?’ E a enfermeira, também com ódio, ajudou: ‘Eu já tinha reparado’. Impressionado com aquela unanimidade que se seguira à tontura, o doutor, terminada a visita foi à sala dos médicos e chamou um colega mais íntimo: ‘Fulano, vem cá, me tira a pressão’. Fulano zombou, perguntou o que ele estaria planejando para a noite, mas o outro insistiu, tiraram. O paciente logo notou no amigo aquela expressão característica que os médicos pretendem ser de impenetrabilidade e não passa de uma cara muitíssimo agourenta, capaz de assustar o mais bravo. E Fulano falou, grave: ‘Meu caro, a gente vai ver de brincadeira e sempre acha qualquer coisa. Talvez seja a emoção do exame – por outro lado você já não é nenhuma criança – mas a pressão está a dezesseis’. Nada mais precisou ser dito. Nosso doutor era suficientemente médico para saber o que significava aquela pressão a dezesseis. E já que entrara a deslizar na ladeira das suspeitas, fez como certos maridos – quis saber tudo. Dosagem de ureia – e o papelinho do laboratório lhe aumentou o frio do estômago: 0,55. Colesterol? Aumentado. Densidade de urina – um pouco baixa. Sim, um pouco. Só um pouco. Tudo passava um pouco do normal, não era ainda a moléstia, a morte – mas era um aviso. E estava instilado o veneno. O doutor começou a ler – e de autor em autor foi aumentando as suspeitas. Quem sabe não seria uma nefrosclerose maligna? Renunciou ao uísque, renunciou aos prazeres de gourmet, renunciou às boates. Com o passar dos meses, e um ano, e outro, de renúncia em renúncia, o solteirão chibante e bom partido já não é mais que um velho – e cauteloso, e escravo da dieta e dos remédios, escravo das artérias e dos rins. E se passaram dez anos nessa agonia, em que o nosso amigo praticamente não viveu. No mês passado morreu, afinal; de um câncer de pulmão que em dois meses o levou. – Sim, um câncer, que não tinha nada com a história.”  


(A árvore da ciência, por Rachel de Queiroz, com adaptações) 

Nas palavras da autora do texto, “não há nada como um apólogo para fazer entendida uma teoria”. Marque a alternativa que indica um possível significado para o termo “apólogo”. 
Alternativas
Q3637954 Português

Considere atentamente a crônica a seguir, escrita por Rachel de Queiroz e publicada na década de 1950, para responder à próxima questão.



“Sim, é a velha história da árvore da ciência: melhor não provar do fruto e não saber. Viva a gente, leitor, como você e eu, que só temos uma ideia vaga daquilo que nos ocorre nas entranhas e, enquanto a febre não sobe aos quarenta, a dor não pede gritos e a tontura não vira vertigem, achamos que tudo vai bem. Já os tristes doutores, que fizeram o seu reino no mundo das tripas, o seu ofício é o saber, e no saber está a tragédia. Mas é melhor contar um caso que exemplifique a tese… Não há nada como um apólogo para fazer entendida uma teoria. Era um doutor, nosso conhecido. Solteiro, ou antes solteirão, pois já fizera os 52. Boa figura, boa prosa, bem tratado – era pessoa que cuidava de si. Tinha as suas amigas, levava-as às boates. Era abastado e bem nascido – o que lhe favorecia ainda mais os êxitos profissionais e sociais. Pois um belo dia o nosso homem, ao descer do lotação, defronte do hospital, sentiu uma leve tontura. Foi coisa rápida, e com pouco já estava de uniforme, batia um papo, tomava café, iniciava a visita na enfermaria. E eis que o primeiro doente (que o detestava), antes de dizer se melhorara da falta de ar, olhou-o bem e comentou: ‘O senhor hoje está com a cara ruim, hem, doutor?’ E a enfermeira, também com ódio, ajudou: ‘Eu já tinha reparado’. Impressionado com aquela unanimidade que se seguira à tontura, o doutor, terminada a visita foi à sala dos médicos e chamou um colega mais íntimo: ‘Fulano, vem cá, me tira a pressão’. Fulano zombou, perguntou o que ele estaria planejando para a noite, mas o outro insistiu, tiraram. O paciente logo notou no amigo aquela expressão característica que os médicos pretendem ser de impenetrabilidade e não passa de uma cara muitíssimo agourenta, capaz de assustar o mais bravo. E Fulano falou, grave: ‘Meu caro, a gente vai ver de brincadeira e sempre acha qualquer coisa. Talvez seja a emoção do exame – por outro lado você já não é nenhuma criança – mas a pressão está a dezesseis’. Nada mais precisou ser dito. Nosso doutor era suficientemente médico para saber o que significava aquela pressão a dezesseis. E já que entrara a deslizar na ladeira das suspeitas, fez como certos maridos – quis saber tudo. Dosagem de ureia – e o papelinho do laboratório lhe aumentou o frio do estômago: 0,55. Colesterol? Aumentado. Densidade de urina – um pouco baixa. Sim, um pouco. Só um pouco. Tudo passava um pouco do normal, não era ainda a moléstia, a morte – mas era um aviso. E estava instilado o veneno. O doutor começou a ler – e de autor em autor foi aumentando as suspeitas. Quem sabe não seria uma nefrosclerose maligna? Renunciou ao uísque, renunciou aos prazeres de gourmet, renunciou às boates. Com o passar dos meses, e um ano, e outro, de renúncia em renúncia, o solteirão chibante e bom partido já não é mais que um velho – e cauteloso, e escravo da dieta e dos remédios, escravo das artérias e dos rins. E se passaram dez anos nessa agonia, em que o nosso amigo praticamente não viveu. No mês passado morreu, afinal; de um câncer de pulmão que em dois meses o levou. – Sim, um câncer, que não tinha nada com a história.”  


(A árvore da ciência, por Rachel de Queiroz, com adaptações) 

Logo após a expressão “velha história da árvore da ciência”, a autora emprega o sinal de pontuação denominado dois-pontos. Nesse caso, essa pontuação é utilizada para inserir no texto uma: 
Alternativas
Q3637953 Português

Considere atentamente a crônica a seguir, escrita por Rachel de Queiroz e publicada na década de 1950, para responder à próxima questão.



“Sim, é a velha história da árvore da ciência: melhor não provar do fruto e não saber. Viva a gente, leitor, como você e eu, que só temos uma ideia vaga daquilo que nos ocorre nas entranhas e, enquanto a febre não sobe aos quarenta, a dor não pede gritos e a tontura não vira vertigem, achamos que tudo vai bem. Já os tristes doutores, que fizeram o seu reino no mundo das tripas, o seu ofício é o saber, e no saber está a tragédia. Mas é melhor contar um caso que exemplifique a tese… Não há nada como um apólogo para fazer entendida uma teoria. Era um doutor, nosso conhecido. Solteiro, ou antes solteirão, pois já fizera os 52. Boa figura, boa prosa, bem tratado – era pessoa que cuidava de si. Tinha as suas amigas, levava-as às boates. Era abastado e bem nascido – o que lhe favorecia ainda mais os êxitos profissionais e sociais. Pois um belo dia o nosso homem, ao descer do lotação, defronte do hospital, sentiu uma leve tontura. Foi coisa rápida, e com pouco já estava de uniforme, batia um papo, tomava café, iniciava a visita na enfermaria. E eis que o primeiro doente (que o detestava), antes de dizer se melhorara da falta de ar, olhou-o bem e comentou: ‘O senhor hoje está com a cara ruim, hem, doutor?’ E a enfermeira, também com ódio, ajudou: ‘Eu já tinha reparado’. Impressionado com aquela unanimidade que se seguira à tontura, o doutor, terminada a visita foi à sala dos médicos e chamou um colega mais íntimo: ‘Fulano, vem cá, me tira a pressão’. Fulano zombou, perguntou o que ele estaria planejando para a noite, mas o outro insistiu, tiraram. O paciente logo notou no amigo aquela expressão característica que os médicos pretendem ser de impenetrabilidade e não passa de uma cara muitíssimo agourenta, capaz de assustar o mais bravo. E Fulano falou, grave: ‘Meu caro, a gente vai ver de brincadeira e sempre acha qualquer coisa. Talvez seja a emoção do exame – por outro lado você já não é nenhuma criança – mas a pressão está a dezesseis’. Nada mais precisou ser dito. Nosso doutor era suficientemente médico para saber o que significava aquela pressão a dezesseis. E já que entrara a deslizar na ladeira das suspeitas, fez como certos maridos – quis saber tudo. Dosagem de ureia – e o papelinho do laboratório lhe aumentou o frio do estômago: 0,55. Colesterol? Aumentado. Densidade de urina – um pouco baixa. Sim, um pouco. Só um pouco. Tudo passava um pouco do normal, não era ainda a moléstia, a morte – mas era um aviso. E estava instilado o veneno. O doutor começou a ler – e de autor em autor foi aumentando as suspeitas. Quem sabe não seria uma nefrosclerose maligna? Renunciou ao uísque, renunciou aos prazeres de gourmet, renunciou às boates. Com o passar dos meses, e um ano, e outro, de renúncia em renúncia, o solteirão chibante e bom partido já não é mais que um velho – e cauteloso, e escravo da dieta e dos remédios, escravo das artérias e dos rins. E se passaram dez anos nessa agonia, em que o nosso amigo praticamente não viveu. No mês passado morreu, afinal; de um câncer de pulmão que em dois meses o levou. – Sim, um câncer, que não tinha nada com a história.”  


(A árvore da ciência, por Rachel de Queiroz, com adaptações) 

Logo no início do seu argumento, ao mencionar “a velha história da árvore da ciência”, a autora do texto faz uso da figura de linguagem denominada:
Alternativas
Q3637952 Português

Considere atentamente a crônica a seguir, escrita por Rachel de Queiroz e publicada na década de 1950, para responder à próxima questão.



“Sim, é a velha história da árvore da ciência: melhor não provar do fruto e não saber. Viva a gente, leitor, como você e eu, que só temos uma ideia vaga daquilo que nos ocorre nas entranhas e, enquanto a febre não sobe aos quarenta, a dor não pede gritos e a tontura não vira vertigem, achamos que tudo vai bem. Já os tristes doutores, que fizeram o seu reino no mundo das tripas, o seu ofício é o saber, e no saber está a tragédia. Mas é melhor contar um caso que exemplifique a tese… Não há nada como um apólogo para fazer entendida uma teoria. Era um doutor, nosso conhecido. Solteiro, ou antes solteirão, pois já fizera os 52. Boa figura, boa prosa, bem tratado – era pessoa que cuidava de si. Tinha as suas amigas, levava-as às boates. Era abastado e bem nascido – o que lhe favorecia ainda mais os êxitos profissionais e sociais. Pois um belo dia o nosso homem, ao descer do lotação, defronte do hospital, sentiu uma leve tontura. Foi coisa rápida, e com pouco já estava de uniforme, batia um papo, tomava café, iniciava a visita na enfermaria. E eis que o primeiro doente (que o detestava), antes de dizer se melhorara da falta de ar, olhou-o bem e comentou: ‘O senhor hoje está com a cara ruim, hem, doutor?’ E a enfermeira, também com ódio, ajudou: ‘Eu já tinha reparado’. Impressionado com aquela unanimidade que se seguira à tontura, o doutor, terminada a visita foi à sala dos médicos e chamou um colega mais íntimo: ‘Fulano, vem cá, me tira a pressão’. Fulano zombou, perguntou o que ele estaria planejando para a noite, mas o outro insistiu, tiraram. O paciente logo notou no amigo aquela expressão característica que os médicos pretendem ser de impenetrabilidade e não passa de uma cara muitíssimo agourenta, capaz de assustar o mais bravo. E Fulano falou, grave: ‘Meu caro, a gente vai ver de brincadeira e sempre acha qualquer coisa. Talvez seja a emoção do exame – por outro lado você já não é nenhuma criança – mas a pressão está a dezesseis’. Nada mais precisou ser dito. Nosso doutor era suficientemente médico para saber o que significava aquela pressão a dezesseis. E já que entrara a deslizar na ladeira das suspeitas, fez como certos maridos – quis saber tudo. Dosagem de ureia – e o papelinho do laboratório lhe aumentou o frio do estômago: 0,55. Colesterol? Aumentado. Densidade de urina – um pouco baixa. Sim, um pouco. Só um pouco. Tudo passava um pouco do normal, não era ainda a moléstia, a morte – mas era um aviso. E estava instilado o veneno. O doutor começou a ler – e de autor em autor foi aumentando as suspeitas. Quem sabe não seria uma nefrosclerose maligna? Renunciou ao uísque, renunciou aos prazeres de gourmet, renunciou às boates. Com o passar dos meses, e um ano, e outro, de renúncia em renúncia, o solteirão chibante e bom partido já não é mais que um velho – e cauteloso, e escravo da dieta e dos remédios, escravo das artérias e dos rins. E se passaram dez anos nessa agonia, em que o nosso amigo praticamente não viveu. No mês passado morreu, afinal; de um câncer de pulmão que em dois meses o levou. – Sim, um câncer, que não tinha nada com a história.”  


(A árvore da ciência, por Rachel de Queiroz, com adaptações) 

Com base na interpretação do texto, pode-se inferir que a sua autora dirigia o seu discurso preferencialmente a:
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Q3625709 Medicina

Os tumores ósseos apresentam vários tipos e acometem mais comumente algumas faixas etárias. Nesse contexto, analise as proposições: 


I. Osteossarcoma é o tumor ósseo maligno primário mais frequente, acometendo principalmente crianças e jovens.


II. Tumor de Ewing é o tipo mais frequente de tumor ósseo e é comum em crianças, sendo raro acima de 30 anos.


III. Condroma é um tumor benigno formador de cartilagem que acomete todas as idades.



É correto o que se afirma em: 

Alternativas
Q3625708 Medicina
No contexto de patologias congênitas do esqueleto, assinale a alternativa que representa a definição mais adequada de focomielia:
Alternativas
Q3625707 Medicina
Cerca de 80% das lombalgias são inespecíficas, podendo ter origem em diversos sistemas do corpo humano. Sobre a classificação de acordo com o tempo de sintomas, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3625706 Medicina

O tamanho do osso longo é o resultado do crescimento aposicional propiciado pela cartilagem de crescimento, periósteo e endósteo. A primeira provê o acréscimo em comprimento e os dois últimos, em largura. Sobre o assunto, julgue as seguintes afirmações e marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:


(__) Clinicamente, as lesões da placa de crescimento não se diferenciam de outras fraturas próximas das extremidades do osso, de modo que o diagnóstico repousa totalmente na imagem.


(__) O tempo de consolidação depende da idade, local da fratura e tipo de fixação, mas, de maneira geral, é longo, em torno de 8 semanas, e a carga, geralmente, é liberada antes desse tempo.


(__) O tratamento de fraturas da placa epifisária é conservador e realizado pela redução fechada.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

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Q3625705 Medicina
As fraturas pélvicas podem comprometer a sínfise púbica, os ossos inominados, o acetábulo, a articulação sacroilíaca ou o sacro. Elas variam de lesões estáveis com desvio mínimo causadas por quedas de baixo impacto a lesões instáveis com desvio drástico e que podem causar hemorragia maciça. Sobre o assunto, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3625704 Medicina

Dado o contexto de fraturas da coluna, associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona as vértebras afetadas com suas respectivas possíveis complicações: 


Coluna 1: Vértebras afetadas

(1) Fraturas entre C5 e C6.

(2) Fraturas entre T9 e T11.

(3) Fraturas entre C8 e T1.


Coluna 2: Complicações


(__) Paralisia das pernas e do tronco inferior, perda de sensibilidade abaixo do umbigo.


(__) Paralisia das pernas, do tronco e pulsos, com fraqueza dos músculos que movem ombros e cotovelos.


(__) Paralisia das pernas e do tronco, síndrome de Horner. 



Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 

Alternativas
Q3625703 Medicina
Uma paciente de 41 anos chega ao serviço de emergência após acidente automobilístico com FC = 50bpm, PA = 80x60 mmHg, FR = 22irpm. Apresenta fratura pélvica instável. Quais as principais medidas a serem tomadas? 
Alternativas
Respostas
2461: A
2462: D
2463: C
2464: D
2465: C
2466: A
2467: D
2468: B
2469: B
2470: C
2471: B
2472: A
2473: B
2474: E
2475: E
2476: B
2477: C
2478: B
2479: A
2480: D