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Q1671418 Português
O "cidadão de bem", os Direitos Humanos e a opinião pública

É comum que a opinião pública adote, conforme o quadro social, determinados posicionamentos que predominam nos populares. Trata-se de uma uniformização de discursos, um consenso entre a maioria dos cidadãos sobre certo assunto. É evidente que o discurso não é sempre correto. O número de pessoas que fala a mesma coisa não é capaz de alterar o mundo dos fatos. Em outras palavras, quantidade não é qualidade.
No entanto, desde os primórdios, a intelectualidade gosta de nadar contra a maré. Dizer o contrário do que a maioria da população diz e acredita já deu causa a diversas descobertas, hoje consensos: antes de Galileu Galilei, a opinião pública acreditava que a Terra era plana; antes de Copérnico, era a Terra o centro do Universo. Isso não significa, todavia, que adotar posições antagônicas à opinião pública o tornará um descobridor, um visionário. Há muitas coisas em que a opinião pública está correta. [...]
Cada dia mais há publicações irônicas acerca do chamado "cidadão de bem", questionando a diferenciação desse com relação ao marginal. Há muito tempo o conceito de criminoso nato foi abandonado. Não há traços físicos de pessoas tendentes ao cometimento de delitos. Ademais, qualquer indivíduo está sujeito ao cometimento de práticas delituosas, uma vez que os dispositivos penais nem sempre refletem o sentimento coletivo ou mesmo individual do que é, de fato, uma grave transgressão.
Não se pode desconsiderar, todavia, que a prática criminosa reiterada deriva de desvios de conduta decorrentes de uma formação moral frágil, ou da simples ausência dela. Em uma sociedade, há quem não tenha coragem de subtrair um alfinete, enquanto outros estão dispostos a matar se for preciso ("necessidade" essa não tão latente quanto possa parecer).
João trabalha há 30 anos em uma empresa de vigilância. Exerce uma carga horária de 8 horas, de segunda a sextafeira, com uma remuneração um pouco superior a 1 salário mínimo e meio. Já foi assaltado 12 vezes e teve um filho morto em um assalto a mão armada. Pedro, por sua vez, não exerce função remunerada regular. Tem extensa ficha criminal, sobrevive com pequenos bicos e roubos a mão armada. Um deles sai à noite do trabalho temendo os altos índices de violência na cidade em que mora; o outro, é grande colaborador para os índices apontados. É fácil perceber que a arma nas mãos de um deles seria um exclusivo meio de defesa, para o outro, um objeto para práticas delituosas.
O disposto a cometer crimes, provavelmente, não se importará de transgredir outra lei penal: adquirirá ilegalmente uma arma também. Mas quem gostaria de tê-la como meio de defesa respeita as normas impostas pelo Estado e fica à mercê da criminalidade e da ineficaz segurança pública. Entre João e Pedro não é difícil visualizar qual é considerado "cidadão de bem" e qual não é.
Se a opinião pública encabeça, atualmente, um movimento cada vez mais punitivista, é porque se cansou de ficar à deriva, entre um Estado que não o protege (e não o deixa se defender) e uma criminalidade que cresce de forma exponencial. Ainda assim, toda vez que João liga a televisão, ouve ONGs de Direitos Humanos afirmando que os presídios estão superlotados; que é preciso desencarcerar; que os apenados sofrem com a opressão do Estado; que prisão não resolve, porque não cumpre sua finalidade ressocializadora.
É evidente que o indivíduo vê-se exausto de "ver prosperar a desonra, de ver crescer a injustiça" e demoniza os Direitos Humanos. Não que os Direitos Humanos em si sejam algo negativo, mas as instituições que os representam atualmente têm deturpado as suas finalidades. Há que se reconhecer o benefício histórico do movimento, sobretudo quando, em tempos sombrios, o Estado se excedia em face do indivíduo. Mas é preciso ponderação.
Os indivíduos devem deixar de transgredir por princípios morais, mas também por temer as consequências de seus atos. Se a educação não resolveu, o desvio precisa ser coibido. É preciso prevenção, mas também repressão. Por isso, a teoria não pode, jamais, desconsiderar a prática. Atacar a opinião pública sem analisar a sua perspectiva é injusto com quem é compelido a seguir os padrões morais e legais impostos pela vida em sociedade. E talvez o "cidadão de bem" não esteja tão errado assim...

Hyago de Souza Otto. Disponível em: https://hyagootto.jusbrasil.com.br/artigos/421032742/o-cidadao-de-bem-os-direitoshumanos-e-a-opiniao-publica?ref=topic_feed. Acesso em: 29/01/2019. Adaptado.
Encontramos, no Texto 1, a defesa de que
Alternativas
Q1671417 Português
O "cidadão de bem", os Direitos Humanos e a opinião pública

É comum que a opinião pública adote, conforme o quadro social, determinados posicionamentos que predominam nos populares. Trata-se de uma uniformização de discursos, um consenso entre a maioria dos cidadãos sobre certo assunto. É evidente que o discurso não é sempre correto. O número de pessoas que fala a mesma coisa não é capaz de alterar o mundo dos fatos. Em outras palavras, quantidade não é qualidade.
No entanto, desde os primórdios, a intelectualidade gosta de nadar contra a maré. Dizer o contrário do que a maioria da população diz e acredita já deu causa a diversas descobertas, hoje consensos: antes de Galileu Galilei, a opinião pública acreditava que a Terra era plana; antes de Copérnico, era a Terra o centro do Universo. Isso não significa, todavia, que adotar posições antagônicas à opinião pública o tornará um descobridor, um visionário. Há muitas coisas em que a opinião pública está correta. [...]
Cada dia mais há publicações irônicas acerca do chamado "cidadão de bem", questionando a diferenciação desse com relação ao marginal. Há muito tempo o conceito de criminoso nato foi abandonado. Não há traços físicos de pessoas tendentes ao cometimento de delitos. Ademais, qualquer indivíduo está sujeito ao cometimento de práticas delituosas, uma vez que os dispositivos penais nem sempre refletem o sentimento coletivo ou mesmo individual do que é, de fato, uma grave transgressão.
Não se pode desconsiderar, todavia, que a prática criminosa reiterada deriva de desvios de conduta decorrentes de uma formação moral frágil, ou da simples ausência dela. Em uma sociedade, há quem não tenha coragem de subtrair um alfinete, enquanto outros estão dispostos a matar se for preciso ("necessidade" essa não tão latente quanto possa parecer).
João trabalha há 30 anos em uma empresa de vigilância. Exerce uma carga horária de 8 horas, de segunda a sextafeira, com uma remuneração um pouco superior a 1 salário mínimo e meio. Já foi assaltado 12 vezes e teve um filho morto em um assalto a mão armada. Pedro, por sua vez, não exerce função remunerada regular. Tem extensa ficha criminal, sobrevive com pequenos bicos e roubos a mão armada. Um deles sai à noite do trabalho temendo os altos índices de violência na cidade em que mora; o outro, é grande colaborador para os índices apontados. É fácil perceber que a arma nas mãos de um deles seria um exclusivo meio de defesa, para o outro, um objeto para práticas delituosas.
O disposto a cometer crimes, provavelmente, não se importará de transgredir outra lei penal: adquirirá ilegalmente uma arma também. Mas quem gostaria de tê-la como meio de defesa respeita as normas impostas pelo Estado e fica à mercê da criminalidade e da ineficaz segurança pública. Entre João e Pedro não é difícil visualizar qual é considerado "cidadão de bem" e qual não é.
Se a opinião pública encabeça, atualmente, um movimento cada vez mais punitivista, é porque se cansou de ficar à deriva, entre um Estado que não o protege (e não o deixa se defender) e uma criminalidade que cresce de forma exponencial. Ainda assim, toda vez que João liga a televisão, ouve ONGs de Direitos Humanos afirmando que os presídios estão superlotados; que é preciso desencarcerar; que os apenados sofrem com a opressão do Estado; que prisão não resolve, porque não cumpre sua finalidade ressocializadora.
É evidente que o indivíduo vê-se exausto de "ver prosperar a desonra, de ver crescer a injustiça" e demoniza os Direitos Humanos. Não que os Direitos Humanos em si sejam algo negativo, mas as instituições que os representam atualmente têm deturpado as suas finalidades. Há que se reconhecer o benefício histórico do movimento, sobretudo quando, em tempos sombrios, o Estado se excedia em face do indivíduo. Mas é preciso ponderação.
Os indivíduos devem deixar de transgredir por princípios morais, mas também por temer as consequências de seus atos. Se a educação não resolveu, o desvio precisa ser coibido. É preciso prevenção, mas também repressão. Por isso, a teoria não pode, jamais, desconsiderar a prática. Atacar a opinião pública sem analisar a sua perspectiva é injusto com quem é compelido a seguir os padrões morais e legais impostos pela vida em sociedade. E talvez o "cidadão de bem" não esteja tão errado assim...

Hyago de Souza Otto. Disponível em: https://hyagootto.jusbrasil.com.br/artigos/421032742/o-cidadao-de-bem-os-direitoshumanos-e-a-opiniao-publica?ref=topic_feed. Acesso em: 29/01/2019. Adaptado.
Com o Texto 1, seu autor pretende, principalmente:
Alternativas
Q1668871 Segurança e Saúde no Trabalho
Um funcionário, da área de informática do hospital, comparece para realização de periódico com queixas de dor, formigamento e dormência de mãos e dedos. O médico do trabalho executa, durante o exame físico, a manobra de Phalen para avaliar a possibilidade do diagnóstico de
Alternativas
Q1668870 Segurança e Saúde no Trabalho
A analise o caso a seguir.
Funcionário comparece ao periódico com queixas de dor e sensibilidade no pulso, principalmente abaixo do polegar. Realiza movimentos repetitivos da mão e do pulso durante o trabalho. Durante o exame fisico, foi constatada tenossinovite De Quervain.

Em relação a essa patologia, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1668869 Segurança e Saúde no Trabalho
A respeito da lombalgia em decorrência de atividade laboral diária de transporte de cargas, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1668868 Segurança e Saúde no Trabalho
Em relação à síndrome de Burnout, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1668867 Segurança e Saúde no Trabalho
Em relação à perda auditiva induzida por ruído (PAIR), provocada pela exposição por tempo prolongado ao ruído, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1668866 Segurança e Saúde no Trabalho
Em relação ao equipamento de proteção individual (EPI), assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1668865 Segurança e Saúde no Trabalho
Em relação ao Programa de Controle de Saude Ocupacional (PCMSO) previsto na NR7, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1668864 Segurança e Saúde no Trabalho
Em relação às atividades insalubres ou perigosas nos hospitais, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1668863 Segurança e Saúde no Trabalho
Em relação às radiações ionizantes às quais um funcionário que trabalha 30 horas por semana no setor de radiodiagnótico está exposto, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1668862 Segurança e Saúde no Trabalho
O óxido de etileno, utilizado nas centrais de materiais e esterelização dos hospitais, pode ser responsável por doenças ocupacionais.

Assinale a alternativa que apresenta uma consequência da exposição ocupacional a esse agente químico.
Alternativas
Q1668861 Segurança e Saúde no Trabalho
Considerando que a NR 32 tem por objetivo estabelecer diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde em geral, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1668860 Segurança e Saúde no Trabalho
Considere que uma técnica de enfermagem, não imunizada, sofreu um acidente com material perfurocortante de um paciente terminal e sabidamente portador de hepatite B.
Diante do exposto, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1668859 Segurança e Saúde no Trabalho
Analise o caso a seguir.

Uma técnica de laboratório, de um hospital, sofreu acidente perfurocortante com agulha suja de sangue durante coleta de material para exames de um paciente sabidamente HIV positivo. Procurou o prontoatendimento, imendiatamente, após o ocorrido. Seu teste HIV foi negativo.

De acordo com o profilaxia antirretroviral pos exposição ao HIV (PEP), assinale alternativa incorreta.
Alternativas
Q1668858 Segurança e Saúde no Trabalho
Em relação à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) / NR 5, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1668857 Segurança e Saúde no Trabalho
Em relação ao atestado de saúde ocupacional (ASO), previsto na NR 7, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1668856 Segurança e Saúde no Trabalho
De acordo com a classificação de Schilling, as doenças podem ser agrupadas em 3 (três) grupos: I, II e III.

Assinale a alternativa que apresenta características das doenças do grupo III, situações nas quais o trabalho provoca uma desordem latente ou agrava uma doença estabelecida.
Alternativas
Q1668855 Segurança e Saúde no Trabalho
Em relação às vacinas recomendadas aos profissionais que trabalham em instituições de saúde, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.

( ) A vacina contra varicela é indicada para todos os trabalhadores que prestam assistência a pacientes imunodeprimidos.

( ) A vacina pneumocócica 23v é indicada para todos os profissionais acima de 60 anos de idade ou incluídos em grupo de risco específico.

( ) A vacina contra hepatite A é indicada para profissionais das unidades de nutrição, unidades pediátricas ou trabalhadores incluídos no grupo de risco individual.

( ) A vacina contra pertússis não está indicada para os profissionais que prestam assistência nas unidades de saúde, uma vez que eles já tomaram a vacina na infância.

Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q1668854 Segurança e Saúde no Trabalho
O documento do trabalhador que reúne, entre outras informações, dados administrativos, registros ambientais e resultados de monitoração biológica, durante todo o período em que ele exerceu suas atividades em determinada empresa, é denominado
Alternativas
Respostas
7001: B
7002: C
7003: C
7004: A
7005: D
7006: C
7007: A
7008: B
7009: B
7010: A
7011: A
7012: B
7013: D
7014: A
7015: D
7016: C
7017: A
7018: B
7019: A
7020: D