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“A Psicoterapia Breve Focal caracteriza-se por uma intervenção estruturada, de duração limitada, orientada por um foco definido e pela busca de uma experiência emocional corretiva, capaz de modificar padrões disfuncionais e ampliar o autoconhecimento do paciente.’’
(Sampaio, 2012, apud Holanda; Sampaio, 2012).
Com base na teoria da Psicoterapia Breve Focal, correlacione os conceitos da Coluna I com suas respectivas descrições na Coluna II.
1. Experiência Emocional Corretiva.
2. Foco.
3. Ponto de Urgência.
4. Situação-problema.
5. Aliança Terapêutica.
Coluna II
( ) Refere-se ao núcleo dinâmico central que organiza o conflito do paciente, sendo delimitado e explorado ao longo do processo terapêutico.
( ) É o evento ou condição atual que desencadeia o sofrimento psíquico, funcionando como porta de entrada para o processo terapêutico.
( ) Processo relacional no qual o paciente vivencia novas formas de lidar com emoções e conflitos, em contraste com experiências anteriores mal resolvidas.
( ) É a relação de confiança, cooperação e empatia entre terapeuta e paciente, considerada essencial para o desenvolvimento e eficácia do tratamento.
( ) Representa o recorte específico e delimitado do conflito psíquico, que orienta a escolha do foco e da intervenção terapêutica.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
“Nos acidentes de trânsito, o indivíduo sofre uma abrupta ruptura na rotina de vida, provocando reações psicológicas e emocionais que geram situação de crise. Neste caso, o paciente pode vivenciar sentimentos de medo, impotência, dor física, dor psíquica, insegurança, ansiedade e crises emocionais, sendo estas reações previsíveis.”
(Almondes; Sales, 2016, apud Cunha et al., Manual de Psicologia Hospitalar no Trauma: atendimento psicológico a vítimas de acidentes de trânsito, 2021).
Durante o atendimento psicológico de urgência em um hospital de referência para trauma, a psicóloga observa que uma paciente, vítima de acidente motociclístico recente, apresenta ansiedade intensa, irritabilidade, revivência do evento e distúrbios do sono. Essas manifestações surgiram logo após o evento traumático e se intensificam diante de estímulos relacionados ao acidente.
Com base na literatura especializada, especialmente Botega (2012) e Sales (2016), analise as afirmativas a seguir:
I. O transtorno de estresse agudo é uma reação imediata ao trauma, que pode ocorrer em contextos hospitalares, envolvendo sintomas como ansiedade intensa, horror e estados dissociativos.
II. O atendimento psicológico na urgência e emergência deve priorizar o restabelecimento da rotina prévia do paciente, evitando o acolhimento emocional para não reforçar o sofrimento traumático.
III. O acolhimento psicológico imediato deve considerar a imprevisibilidade emocional e as reações fisiológicas do paciente, oferecendo escuta ativa e suporte na reorganização psíquica frente ao impacto do acidente.
IV. A vivência de crise em situações de acidente é uma condição patológica, não previsível, e sua ocorrência indica falha no enfrentamento emocional do indivíduo.
Assinale a alternativa CORRETA.
“Como fenômeno complexo e multifatorial, os acidentes devem ser compreendidos como consequência das condutas, ações e omissões humanas, somadas aos aspectos sociais, econômicos, culturais e políticos que envolvem sua ocorrência. [...] Os fatores de risco e o estudo dos dados epidemiológicos ajudam na compreensão do cenário de acidentes de trânsito, possibilitando a criação de ações preventivas, educativas e de promoção de saúde, com vistas a reduzir os expressivos números de mortalidade por acidentes, assim como minimizar os impactos físicos, hospitalares, previdenciários e psicológicos causados pelos acidentes.”
(Brasil, 2005, apud Cunha et al., 2021).
Neste cenário de adversidades, a Psicologia da Saúde pode contribuir com estudos e intervenções sobre o comportamento humano no trânsito, por meio de ações preventivas e de promoção da saúde nos diferentes níveis de atenção — primária, secundária e terciária — no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). No contexto hospitalar, o psicólogo pode atuar nos hospitais de referência que atendem vítimas de acidentes de trânsito, prestando assistência psicológica humanizada ao paciente, à família e à equipe de saúde. (Cunha, 2021).
Com base nos textos apresentados e nas referências teóricas sobre a Psicologia Hospitalar no trauma, analise os itens a seguir:
I. A atuação do psicólogo hospitalar junto às vítimas de acidentes de trânsito limita-se à escuta empática, não sendo recomendada sua participação em discussões de caso ou em ações interdisciplinares, para evitar interferência no tratamento clínico.
II. O psicólogo que atua em hospitais de referência para trauma deve considerar os aspectos emocionais e sociais envolvidos no adoecimento, contribuindo para a humanização e integralidade da assistência.
III. A compreensão dos acidentes de trânsito como fenômeno multifatorial implica reconhecer a influência de variáveis comportamentais, sociais, culturais e econômicas na produção e prevenção desses eventos.
IV. As ações da Psicologia da Saúde voltadas à prevenção e promoção de saúde devem restringir-se à atenção primária, já que o contexto hospitalar não é considerado campo de atuação preventiva.
Assinale a alternativa CORRETA.
Ana é psicóloga hospitalar e realiza atendimentos na enfermaria ortopédica de um hospital público. Durante o atendimento à paciente Sra. Maria das Dores, de 45 anos, internada com fratura de fêmur e múltiplos agravos físicos decorrentes de uma agressão doméstica, a psicóloga identifica sinais compatíveis com sofrimento psíquico intenso e ideação de medo em relação ao agressor. Ao ser questionada sobre o ocorrido, a paciente relata que o autor da violência é seu companheiro, mas solicita expressamente que essa informação não seja compartilhada com a equipe de saúde ou com outros profissionais.
Considerando os princípios éticos e bioéticos que norteiam a atuação da(o) psicóloga(o) em ambiente hospitalar, bem como as Referências Técnicas do Conselho Federal de Psicologia, qual deve ser a conduta profissional adequada?
A Psicologia Hospitalar é compreendida como um campo de intersecção entre diferentes contribuições científicas, educativas e profissionais da Psicologia, voltadas à qualificação da assistência e ao cuidado integral do paciente no contexto hospitalar. Para alcançar esse propósito, deve-se considerar não apenas a doença em si, mas também os recursos subjetivos e as forças adaptativas do indivíduo. A inserção do psicólogo no ambiente hospitalar justifica-se pela presença de sofrimento psíquico decorrente da vivência de adoecimento ou trauma físico, exigindo uma abordagem que integre aspectos orgânicos, emocionais e sociais.
(Fonte adaptada: Conselho Federal de Psicologia (CFP). Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) nos Serviços Hospitalares do SUS. Brasília: CFP, 2019.)
Avalie as seguintes informações:
I. A Psicologia Hospitalar é um campo de atuação restrito à aplicação breves voltadas à estabilização emocional do paciente hospitalizado. de técnicas psicoterápicas
II. A justificativa da presença da Psicologia no hospital está centrada na necessidade de compreender a dimensão orgânica da doença como fenômeno isolado do sofrimento psíquico.
III. A Psicologia Hospitalar constitui-se como um campo interdisciplinar, que integra aspectos científicos, educativos e práticos da Psicologia, visando à assistência integral e humanizada ao paciente.
IV. A inserção do psicólogo no contexto hospitalar fundamenta-se na compreensão do adoecimento como experiência biopsicossocial, que envolve dimensões orgânicas, subjetivas e relacionais.
Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.
No contexto hospitalar, o paciente em crise, entendido por Simon (1989) como “ser em sua unidade”, frequentemente encontra-se vulnerável diante das rupturas impostas pela experiência de adoecimento. Sartre, ao discutir o ser-em-situação, destaca que cada pessoa é chamada a atribuir sentido próprio ao vivido, o que confere à crise um caráter singular e existencial. Assim, o adoecimento não se separa do ser que adoece, pois envolve afetos, significados e relações que atravessam paciente, família e equipe de saúde.
(Fonte adaptada: Simon, R. Psicologia Hospitalar: o espaço psicológico do hospital geral. São Paulo: EPU, 1989. VERGEZ, A.; Huisman, D. História da Filosofia Contemporânea. São Paulo: Nacional, 1970.)
À luz da concepção de Simon (1989) e da perspectiva existencial-fenomenológica, o adoecimento pode ser compreendido como
A Política Nacional de Humanização (PNH) propõe transformar as práticas de atenção e gestão no Sistema Único de Saúde (SUS), reconhecendo o usuário, o trabalhador e o gestor como sujeitos implicados na produção da saúde. Fundamenta-se em princípios como a autonomia e o protagonismo dos sujeitos, a co-responsabilidade, a transversalidade e a valorização das dimensões subjetivas e coletivas do cuidado. Entre suas ações estratégicas, destacam-se aquelas que visam reconfigurar as relações entre os diferentes participativo. Considerando os princípios e atores do SUS, tornando o sistema mais acolhedor, resolutivo e
(Fonte adaptada: CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) nos Serviços Hospitalares do SUS. Brasília: CFP, 2019.)
Considerando os princípios e diretrizes da Política Nacional de Humanização (PNH), qual das alternativas expressa, de forma mais consistente, uma ação coerente com a consolidação de práticas humanizadas no SUS?
Os psicólogos que atuam na área da saúde buscam compreender os fenômenos relacionados com a saúde e a doença, o processo de adoecimento e as maneiras pelas quais os indivíduos se mantêm saudáveis ao longo da vida. A atuação envolve ações de promoção da saúde, prevenção e tratamento de pessoas portadoras de doenças (recuperação e reabilitação), bem como a elaboração de projetos que visem a melhorias no sistema e nas políticas públicas.
(Fonte: Adaptado do Conselho Federal de Psicologia. Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) na Saúde. CFP, 2019.)
Nesse sentido, a avaliação psicológica é de extrema importância, pois
Mulher, 70 anos, fratura de rádio distal após queda, foi submetida a redução fechada e gesso. Após 3 semanas, apresenta edema e rigidez articular.
I. A imobilização prolongada pode gerar rigidez articular e osteopenia local.
II. A consolidação óssea ocorre por calo periosteal em fraturas tratadas conservadoramente.
III. O uso de órtese substitui completamente o processo biológico da cicatrização.
IV. O controle do edema e mobilização precoce dos dedos são medidas preventivas.
Marque a opção CORRETA.
Homem de 42 anos apresenta fratura diafisária de úmero submetida à placa e parafusos. Evolui sem dor, com movimentação ativa parcial do membro.
Analise as afirmações:
I. A fixação rígida por placa promove consolidação primária sem formação de calo visível.
II. A estabilidade absoluta entre os fragmentos ósseos é essencial para osteossíntese por placa.
III. O retardo de consolidação está associado a microinstabilidade excessiva.
IV. A pseudartrose caracteriza-se por falha definitiva no processo de consolidação.
Assinale a alternativa que contenha APENAS as afirmações corretas.
Paciente de 62 anos sofreu queda da própria altura e apresentou fratura transtrocanteriana do fêmur direito, tratada com haste intramedular bloqueada. No 3º dia de internação, encontra-se com dor controlada e limitação funcional.
Analise as afirmações:
I. A fratura transtrocanteriana é extracapsular e apresenta bom potencial de consolidação.
II. A fixação com haste intramedular permite mobilização precoce e descarga parcial de peso.
III. A consolidação óssea ocorre predominantemente por ossificação intramembranosa.
IV. O principal risco pós-operatório imediato é a necrose avascular da cabeça femoral.
Assinale a alternativa que contenha APENAS as afirmações corretas.
Homem de 52 anos, internado após fratura diafisária de tíbia tratada com haste intramedular, inicia fisioterapia hospitalar. O protocolo prevê exercícios respiratórios, cinesioterapia ativa-assistida e treino de sedestação.
Sobre as metas fisioterapêuticas neste período:
I. Evitar complicações respiratórias e tromboembólicas.
II. Estimular descarga de peso total precoce.
III. Promover recrutamento muscular distal e controle postural.
IV. Realizar alongamentos globais da cadeia posterior.
Assinale a alternativa que contenha APENAS as afirmações corretas.
Paciente de 68 anos, sexo feminino, encontra-se internada na enfermaria ortopédica após osteossíntese de fratura transtrocanteriana do fêmur. No 5º dia de pós-operatório, apresenta dor moderada (EVA = 5), edema leve e dificuldade para realizar contrações isométricas. O fisioterapeuta inicia condutas de mobilização passiva e facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP).
Com base no caso descrito, analise as afirmações:
I. A FNP é indicada para estimular a ativação motora precoce e prevenir a atrofia muscular.
II. A mobilização articular leve favorece a drenagem venosa e linfática.
III. O uso de exercícios resistidos deve ser iniciada apenas a consolidação óssea.
IV. A contração isométrica controlada contribui para manutenção da força sem sobrecarga articular.
Assinale a alternativa que contenha APENAS as afirmações corretas.
Homem, 70 anos, em pós-operatório de fratura de tornozelo, apresenta déficit de equilíbrio e medo de levantar-se. O fisioterapeuta aplica padrões FNP em pé e exercícios posturais da RPG.
Analise as afirmações:
I. O treino de descarga parcial com padrões diagonais estimula a estabilidade dinâmica.
II. A RPG melhora o alinhamento e a simetria dos apoios plantares.
III. Ambas as abordagens favorecem a reeducação postural e o controle do centro de gravidade.
IV. Devem ser evitadas durante o período hospitalar por risco de queda e instabilidade de consolidação óssea.
Assinale a alternativa que contenha APENAS as afirmações corretas.
Mulher de 65 anos, após fratura de úmero tratada cirurgicamente, apresenta limitação funcional e tensão cervical associada. O fisioterapeuta opta por liberação miofascial e craniossacral.
Analise as afirmações:
I. A liberação fascial favorece a reorganização do tecido conjuntivo e da circulação.
II. O toque leve craniossacral pode reduzir tensão simpática e melhorar sono.
III. As duas técnicas podem ser realizadas em decúbito e sem dor.
IV. São contraindicadas durante o período de internação hospitalar.
Assinale a alternativa que contenha APENAS as afirmações corretas.