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Q3720909 Radiologia
Paciente masculino, 58 anos, previamente saudável, é trazido pela esposa ao serviço de Neurologia com queixas de comportamento social inadequado, apatia progressiva e desinibição iniciada há cerca de um ano. Além disso, refere episódios frequentes de impulsividade e mudança no padrão alimentar.
O exame neurológico é normal. Foi solicitada tomografia computadorizada do crânio, que demonstrou atrofia assimétrica dos lobos frontais, mais evidente à esquerda, com aumento compensatório dos cornos frontais dos ventrículos laterais. A ressonância magnética do encéfalo confirmou os achados da TC e evidenciou importante rarefação do parênquima subcortical frontal bilateral, associada a hipossinal em T1 nas regiões afetadas e à hiperintensidade em T2/FLAIR. Sequência volumétrica revelou atrofia do giro frontal inferior e da ínsula, mais acentuada à esquerda, além de redução do volume do corpo caloso anterior.
Esse conjunto clínico-radiológico é compatível com 
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Q3720908 Radiologia
A ultrassonografia de bolsa escrotal é o exame de escolha na suspeita de torção testicular, pois permite avaliar simultaneamente a estrutura e a vascularização do testículo sem submeter os gametas à radiação ionizante.
Sobre a torção testicular, assinale a afirmativa mais adequada. 
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Q3720905 Radiologia
Paciente do sexo feminino, 54 anos, previamente hígida, apresenta episódios recorrentes de tosse seca, rouquidão e dispneia aos esforços há alguns meses, além de dor e vermelhidão em ambos os pavilhões auriculares, poupando os lobos.
Foi submetida à tomografia computadorizada de tórax para investigação de possível acometimento respiratório, que revelou espessamento suave da parede traqueal anterior e lateral, com preservação da parede membranosa posterior, sem sinais de estenose crítica.
Esse quadro clínico e os demais achados tomográficos indicam provavelmente se tratar de
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Q3720904 Radiologia
Masculino, 21 anos, procura atendimento médico porque notou “um inchaço endurecido com forma de cordão no pênis”. Foi solicitada ultrassonografia de pênis que demonstra imagem anecoica no interior da veia dorsal peniana, associada à incompressibilidade dela, sem evidência de fluxo vascular ao Doppler no interior da veia.
O diagnóstico mais provável é 
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Q3720707 Medicina
Pré-escolar do sexo masculino, 3 anos, residente em área rural de estado endêmico para leishmaniose visceral, é trazido à consulta com história de febre diária há 30 dias, perda ponderal, inapetência e aumento progressivo do abdome. Ao exame físico: palidez cutaneomucosa, hepatoesplenomegalia importante e linfonodomegalia cervical discreta. Hemograma evidencia pancitopenia (Hb 8,1 g/dL, leucócitos 2.300/mm³, plaquetas 78.000/mm³), proteína C reativa elevada e hipergamaglobulinemia. Teste rápido rK39 para leishmaniose foi positivo e a punção de medula óssea confirmou a presença de amastigotas.
A conduta terapêutica inicial mais adequada para esse caso é
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Q3720705 Medicina
Lactente masculino, 8 meses, 8 kg, previamente hígido, é admitido no pronto-socorro com diagnóstico de bronquiolite viral aguda. Apresenta esforço respiratório moderado, tiragem intercostal, batimento de asa nasal, frequência respiratória de 68 irpm, saturação periférica de oxigênio (SpO₂) de 89% em ar ambiente, sem sinais de exaustão. Está afebril, hidratado, normotenso, com ausculta pulmonar evidenciando sibilos difusos. Após falha com cateter nasal convencional com oxigênio a 2 L/min, optou-se pela instituição de oxigenoterapia com cateter nasal de alto fluxo (CNAF).
Os parâmetros ventilatórios iniciais mais adequados para uso do CNAF nesse paciente são 
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Q3720699 Medicina
Paciente masculino, 9 anos, previamente hígido, é levado à emergência com febre persistente (picos de 39 ºC há 4 dias), dor abdominal difusa, vômitos, diarreia aquosa e exantema maculopapular em tronco e membros. Há 3 semanas, mãe e irmão apresentaram teste positivo para SARS‑CoV‑2 (variante Ômicron XBB sublinhagem). A criança não foi testada na ocasião e permaneceu assintomática. Exame físico: PA 88/50 mmHg, FC 132 bpm, FR 30 ipm, SpO₂ 96 % em ar ambiente, temperatura 38,8 °C. Conjuntivite não purulenta, hiperemia labial. Ausculta cardíaca normal. Os exames laboratoriais revelam: hemograma: leucócitos 5 300 cél/mm³ (linfócitos 12 %), plaquetas 128 000 /mm³; PCR 195 mg/L, ferritina 780 ng/mL, D‑dímero 2 200 ng/mL; Troponina I 0,23 ng/mL (VR < 0,04); Procalcitonina 0,7 ng/mL; RT‑PCR para SARS‑CoV‑2: negativo; sorologia SARS‑CoV‑2 IgG nucleocapsídeo: positiva. Ecocardiograma: fração de ejeção 50 %, discreta dilatação da artéria coronária direita (Z‑score +2,5).
Com base no quadro apresentado, o diagnóstico mais provável é
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Q3720698 Medicina
Paciente masculino, 5 anos de idade, história de hidronefrose bilateral detectada no pré‑natal. Realizou ablação endoscópica de válvula de uretra posterior (VUP) com 10 dias de vida. Evoluiu com infecções urinárias de repetição no 1º ano, tratadas ambulatorialmente. Está em seguimento nefrológico.
Nas últimas consultas, os pais relatam poliúria (4,2 L/m²/dia), noctúria, atraso de crescimento (P < p3) e episódios de urgência miccional. Exame físico: PA 112/70 mmHg (p95 para idade/estatura), peso 14 kg, estatura 96 cm. Abdome sem massas; bexiga não palpável pós‑micção. Laboratório: creatinina 1,2 mg/dL (eTFG 42 mL/min/1,73 m²), ureia 58 mg/dL, bicarbonato 18 mEq/L, potássio 4,9 mEq/L. Urina de 24 h: proteinúria 240 mg/m²/dia. US recente: rins diminuídos (comprimento 6,5 cm; z‑score –2), córtico‑medular hiperecogênica; bexiga com parede espessada (6 mm) e volume residual 50 mL. O paciente utilizava sulfametoxazol‑trimetoprima profilática desde o primeiro ano, suspensa há 4 meses. Não faz cateterismo intermitente.
Com base no quadro atual e visando retardar a progressão da insuficiência renal crônica, a conduta imediata a ser tomada é 
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Q3720695 Medicina
Paciente feminino, 4 anos e 3 meses, encaminhada ao ambulatório de gastroenterologia pediátrica por atraso de crescimento e episódios de diarreia intermitente há 8 meses. Pais referem distensão abdominal progressiva, irritabilidade e perda ponderal de 1,2 kg no período. No histórico alimentar, a criança consome pão, massas e farináceos diariamente. Gestação sem intercorrências; aleitamento materno exclusivo até 5 meses; alimentação complementar introduzida aos 7 meses.
Antecedentes familiares: mãe com tireoidite de Hashimoto, primo materno com doença celíaca. Exame físico: peso 13,1 kg (< p5), estatura 94 cm (< p5), IMC 14,8 kg/m²; abdome globoso, sem visceromegalias; mucosas hipocrômicas; unhas quebradiças. Sem edemas. Desenvolvimento neuropsicomotor preservado para idade. O laboratório revela: Hemograma: Hb 9,2 g/dL, VCM 70 fL, RDW 17 %; ferritina 9 ng/mL (VR > 15 ng/mL); albumina 4,1 g/dL; PCR < 0,5 mg/dL; IgA sérica total 110 mg/dL (VR 20-150 mg/dL); coprocultura e exame parasitológico negativos.
Considerando o quadro clínico e a suspeita de doença celíaca, o próximo passo diagnóstico mais adequado é 
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Q3720688 Medicina
Menino de 6 anos, previamente hígido, é trazido ao pronto atendimento com lesões cutâneas pruriginosas no abdome, coxas e membros superiores há 5 dias. As lesões iniciaram como pápulas eritematosas que evoluíram para vesículas agrupadas com base eritematosa, com posterior formação de crostas melicéricas. Não há febre ou outros sintomas sistêmicos. A mãe relata que a criança frequenta escola e recentemente teve contato com um primo que apresentou lesões semelhantes.
Ao exame físico, observam-se múltiplas lesões crostosas com áreas de exsudação na região periumbilical e membros superiores, além de algumas vesículas íntegras e pústulas em estágio inicial. Não há sinais de sistêmicos. Não se notam linfadenomegalia, lesões orais ou mucosas.
O diagnóstico mais provável e a conduta inicial recomendada são
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Q3720680 Medicina
Escolar de 9 anos apresenta febre há 5 dias, artrite em grandes articulações de caráter migratório e lesões eritematosas em tronco. Exame físico: sopro sistólico em foco mitral. ASLO aumentado.
O diagnóstico mais provável é 
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Q3720674 Medicina
Recém-nascido do sexo masculino, com 3 dias de vida, nascido a termo (39 semanas), parto vaginal sem intercorrências, Apgar 8/9, peso adequado para a idade gestacional. Mãe saudável, sem histórico de infecções ou uso de medicações durante a gestação, realizou pré-natal completo e ultrassonografias, sem alterações estruturais cardíacas detectadas.
Desde o nascimento, o RN apresenta cianose central persistente, não responsiva ao oxigênio suplementar por cateter nasal. Não há desconforto respiratório evidente. À ausculta cardíaca, nota-se sopro sistólico 2+/6+, audível no foco tricúspide. Pulmões com murmúrio vesicular presente e simétrico. A oximetria de pulso revela saturação pré-ductal 85% e pós-ductal de 84%. A gasometria arterial mostra acidose respiratória leve com hipoxemia. À exceção da cianose persistente, e do sopro já relatado não há outras alterações ao exame físico.
Diante da suspeita de cardiopatia congênita cianótica, foi realizado ecocardiograma transtorácico que evidenciou transposição das grandes artérias (TGA), com septo interventricular íntegro e comunicação interatrial pequena. Com base no quadro clínico e nos achados ecocardiográficos, a conduta prioritária imediata é 
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Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2025 - EBSERH - Ano Adicional - Neurologia |
Q3720458 Medicina
Paciente feminina, 60 anos, apresenta comprometimento da linguagem, sem perda significativa da memória recente há, aproximadamente, dois anos. No exame neurológico, observam-se anomia e déficits de repetição, com preservação da fluência gramatical e da articulação.
Vários médicos levantaram a hipótese diagnóstica de afasia progressiva primária, uma variante da
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Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2025 - EBSERH - Ano Adicional - Neurologia |
Q3720453 Medicina
Uma paciente tabagista, hipertensa, usuária de drogas ilícitas, teve o diagnóstico de síndrome de Wallenberg.
Considerando as opções a seguir, concluímos que ela sofreu um acidente vascular cerebral
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2025 - EBSERH - Ano Adicional - Neurologia |
Q3720447 Medicina
Um paciente com AVC extenso na artéria cerebral média direita apresenta descuido ao se barbear do lado esquerdo da face, ignora estímulos visuais do hemicampo visual esquerdo e não reconhece como seus os membros do lado esquerdo do corpo.
Esse quadro neuropsicológico é denominado
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Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2025 - EBSERH - Ano Adicional - Neurologia |
Q3720444 Medicina
Homem de 45 anos, previamente saudável, observa, pela manhã, ao espelho, desvio da rima labial para a direita. Nega outras queixas neurológicas. Exame neurológico confirma a queixa e não indica outros sinais de envolvimento de nervos cranianos nem sinais de envolvimento motor em membros.
A conduta mais apropriada nas primeiras 72 horas é 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2025 - EBSERH - Ano Adicional - Neurologia |
Q3720443 Medicina
Homem de 58 anos, refere lenta e progressiva incoordenação durante a marcha evoluindo há alguns anos; o exame neurológico identifica oftalmoparesia, nistagmo, disartria e espasticidade. Recorda-se que o pai, português, também apresentava desequilíbrio durante a marcha no final da vida, sem diagnóstico.
O diagnóstico e a confirmação laboratorial são feitos por
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2025 - EBSERH - Ano Adicional - Neurologia |
Q3720442 Medicina
Mulher de 50 anos apresenta queda de pálpebra bilateral, disartria e fraqueza cervical flutuante. O teste para anti-AChR é negativo, mas o anti-MuSK é positivo.
Esse subtipo de miastenia gravis é frequentemente caracterizado por
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2025 - EBSERH - Ano Adicional - Neurologia |
Q3720440 Medicina
Mulher de 29 anos apresenta episódio de neurite óptica retrobulbar a direita com dor à movimentação ocular e perda visual subaguda, que melhorou após realizar pulsoterapia com corticoide endovenoso. Não há história prévia de outros episódios neurológicos. Ao exame: reflexo pupilar aferente relativo à direita, sem outras alterações neurológicas.
A ressonância magnética de crânio mostra duas lesões hiperintensas em T2/FLAIR periventriculares, uma justacortical em lobo frontal esquerdo e uma no pedúnculo cerebelar médio esquerdo, sem realce pelo contraste. O líquor evidencia bandas oligoclonais restritas ao LCR.
A definição diagnóstica mais compatível pelos critérios de McDonald (2017) é
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2025 - EBSERH - Ano Adicional - Neurologia |
Q3720438 Medicina
Homem de 38 anos é avaliado por quadro progressivo de fraqueza assimétrica em membros superiores, miofasciculações e disartria há 8 meses. Seu pai faleceu com diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica aos 52 anos.
A eletroneuromiografiade evidencia desnervação ativa e crônica em segmentos bulbar, cervical e lombossacro. A suspeita de ELA familiar é levantada.
A alteração genética que representa a causa mais comum de esclerose lateral amiotrófica familiar e que também pode estar presente em casos esporádicos é
Alternativas
Respostas
8241: C
8242: E
8243: B
8244: B
8245: B
8246: B
8247: B
8248: A
8249: A
8250: E
8251: E
8252: B
8253: C
8254: D
8255: E
8256: C
8257: B
8258: E
8259: E
8260: E