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Q3723602 Medicina
Paciente do sexo masculino, 19 anos de idade, recruta militar recém-integrado em alojamento coletivo no quartel, comparece na enfermaria com quadro de febre alta súbita (39,5 oC), cefaleia intensa, náuseas, vômitos e rigidez de nuca. No exame físico observa-se sonolência, fotofobia, sinais de irritação meníngea e exantema petequial difuso em tronco e membros. Nas horas seguintes o paciente evoluiu com taquicardia (FC: 135 bpm), hipotensão arterial (PA: 80 x 50 mmHg), extremidades frias, tempo de enchimento capilar prolongado e sinais de choque séptico.
Diante desse quadro, assinale a opção que apresenta a conduta imediata mais adequada, o mais provável diagnóstico e o agente etiológico envolvido.
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Q3723601 Segurança e Saúde no Trabalho
Existem muitas lagartas venenosas, larvas de mariposas da Ordem Lepidoptera, que podem causar ferimentos graves aos humanos. As reações variam de dermatite urticariforme, reações alérgicas, insuficiência renal e osteocondrite a sangramento intracerebral.
Entre essas lagartas peçonhentas, a mariposa brasileira Premolis semirufa (família Erebidae), conhecida como pararama em seu estágio larval, habita seringais encontrados na floresta amazônica e produz uma manifestação clínica singular de envenenamento nos trabalhadores que coletam a seiva das seringueiras. Por ano são notificados cerca de 60 novos casos, em especial no estado do Pará.
A pararamose (periartrite falangeana associada à pararama) é uma doença causada pelo contato com cerdas finas urticantes das lagartas. Esse contato causa uma sensação intensa de coceira, seguida de sintomas de inflamação aguda. Após contato repetido com essa lagarta, o processo inflamatório torna-se crônico, levando à imobilidade articular que se caracteriza pelo espessamento da membrana sinovial articular com deformidades articulares semelhantes à artrite reumatóide.
Entre as opções a seguir, a mais eficaz no combate à pararamose seria a
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Q3723599 Medicina
A síndrome de Reye é uma doença pediátrica rara e potencialmente fatal definida como encefalopatia não inflamatória aguda com insuficiência hepática gordurosa.
O patologista australiano R.D.K. Reye descreveu essa síndrome pela primeira vez em 1963. A síndrome de Reye geralmente se apresenta em crianças como vômitos e confusão mental com rápida progressão para coma e morte.
A fisiopatologia exata da síndrome de Reye não é conhecida com precisão; no entanto, parece envolver lesão mitocondrial no contexto de uma doença viral (em geral influenza ou varicela) associada ao uso de m medicamento que pode causar ou perpetuar danos às mitocôndrias celulares, resultando na inibição do metabolismo de ácidos graxos. As características neurológicas da síndrome de Reye provavelmente resultam da disfunção mitocondrial hepática que causa níveis elevados de amônia.
A hiperamonemia pode induzir edema cerebral difuso e subsequente pressão intracraniana elevada. Essa síndrome geralmente começa nos dias seguintes à recuperação de uma doença viral durante a qual um determinado medicamento foi administrado.
O diagnóstico é clínico e de exclusão, não há exames específicos. A vigilância nacional da síndrome de Reye começou nos Estados Unidos no início dos anos 1970 e levou a advertências estritas sobre o uso de certos medicamentos em crianças, tornando essa síndrome rara hoje em dia, porém não há uma sistematização de notificação desse diagnóstico bem como rede de vigilância sobre esta doença, de tal forma que pode haver casos atuais não diagnosticados.

Assim, a escolha deve ser o uso de
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Q3723595 Medicina
Médico R1 sofreu ferimento em dedo indicador da mão esquerda, com agulha grossa utilizada durante treinamento para punção da veia subclávia em um paciente com aids já diagnosticada
Nesse caso, o esquema antirretroviral para profilaxia pósexposição de risco (PEP) à infecção pelo HIV indicado pelo Ministério da Saúde é
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Q3723594 Medicina
Uma mulher com 23 anos de idade, nascida em família na qual o movimento antivacina é uma realidade, apresentou febre baixa de três a quatro dias de evolução, associada a mialgia, anorexia, mal-estar e cefaleia. Procurou o pronto-socorro devido a quadro de dor abdominal de grande intensidade em fossa ilíaca direita com descompressão dolorosa. Queixou-se também de dor mamária.
O exame físico detectou aumento do volume, sensibilidade dolorosa à palpação superficial, coloração avermelhada e calor. Relatou ainda dor epigástrica. Outro achado nessa paciente foi dor, aumento da sensibilidade e aumento de volume da glândula parótida, apenas do lado direito.
Exames laboratoriais foram realizados e o hemograma mostrou anemia discreta, leucocitose com linfocitose relativa, aumento da PCR, transaminases aumentadas em duas vezes o valor normal, creatinina normal e ureia com valor aumentado. Bilirrubinas normais. Amilase aumentada cinco vezes e lipase normal. EAS sem alterações.
Baseado no conjunto dos sintomas e nos exames laboratoriais a principal hipótese diagnóstica é
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Q3723593 Medicina
No sarampo, a análise histopatológica dos órgãos linfoides apresenta hiperplasia folicular acentuada, grandes centros germinativos e células gigantes multinucleadas com inclusões intracelulares, distribuídas aleatoriamente, e que são características, mas não exclusivas, do sarampo.
Essas células são denominadas
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Q3723591 Medicina
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Os escorpiões estão “tomando conta” das grandes cidades brasileiras, advertiram os pesquisadores em um artigo científico publicado recentemente na revista “Frontiers in Public Health”. Ele informa que mais de 1,1 milhão de picadas foram registradas entre 2014 e 2023, de acordo com dados do Ministério da Saúde do Brasil, o que significa um aumento de 155% nos relatos de picadas de 2014 a 2023. A rápida urbanização e as mudanças climáticas estão provocando um aumento no número de aparecimento de escorpiões em grandes centros urbanos em geral e, consequentemente, o perigo de picadas desse aracnídeo muitas vezes venenoso.
O envenenamento por picada de escorpião (escorpionismo) é um problema global atual, afetando várias regiões do mundo, incluindo a África, o Oriente Médio, o sul da Índia e América Latina. Nas Américas, o Brasil, o Paraguai, a Bolívia, o México, as Guianas e a Venezuela testemunharam um aumento alarmante do escorpionismo nas últimas décadas, evoluindo para uma crise de saúde pública significativa”, diz o artigo.
Estudos em animais mostram evidências do envolvimento de mediadores da inflamação, como interleucina-1 beta, prostaglandina-2, e muitos outros, por meio de uma reação neuroimune sistêmica, que seria responsável tanto pelo envolvimento do coração quanto do pulmão, sendo causador do edema agudo (Reis et al., 2020).
Após intervalo de minutos até poucas horas podem surgir, principalmente em crianças, os seguintes sintomas: sudorese profusa, agitação psicomotora, tremores, náuseas, vômitos, sialorréia, hipertensão ou hipotensão arterial, arritmia cardíaca, insuficiência cardíaca congestiva, edema pulmonar agudo e choque. A presença dessas manifestações indica a suspeita do diagnóstico de escorpionismo, mesmo na ausência de história de picada ou de identificação do animal. Apesar de a intensidade das manifestações clínicas depender da quantidade de peçonha inoculada, os adultos apresentam quadro local benigno, enquanto crianças constituem o grupo mais suscetível ao envenenamento sistêmico grave.
Entre a espécies listadas a seguir, assinale a que apresenta maior risco de complicações sistêmicas e óbitos de acordo com o Ministério da Saúde.
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Q3723590 Medicina
Uma paciente com 23 anos de idade foi admitida na emergência com quadro de crise convulsiva tônico-clônica generalizada. Sua mãe relatou que, nos últimos 15 dias, a paciente apresentou febre vespertina e cefaleia holocraniana. Procurou atendimento médico em duas ocasiões, nas quais foram prescritos apenas sintomáticos.
Ao exame, a paciente se encontrava emagrecida, hipocorada, desidratada, acianótica, anictérica, afebril, com dispneia e esforço respiratório. Candidíase oral e leões múltiplas por molusco contagioso em região genital. Diarreia. PA 90 x 55 mmHg, FC 110 bpm, FR 22 irpm, sat. O2 70. Gasometria revelou acidose metabólica. A paciente foi submetida à sedação, TOT e acoplada à VM. Toda medicação de suporte foi instituída, em especial a fenitoína venosa. Hemograma revelou anemia e linfopenia.
A imagem da tomografia de crânio com contraste revelou lesão anelar captante de contraste com edema perilesional e efeito de massa apagando parcialmente o ventrículo esquerdo e leve desvio da linha média.


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O teste rápido para detecção do HIV foi reator. A mãe relatou que a paciente é alérgica à sulfa.
Baseado no relato, na imagem da tomografia computadorizada do crânio, e considerando a infecção oportunista neurológica grave mais comum na aids, assinale a opção que apresenta o diagnóstico e o tratamento específico mais indicado para o caso.
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Q3723588 Medicina
Paciente com 64 anos de idade, passando por momento de divórcio, procura atendimento devido aparecimento de dor lancinante, disestésica em região fronto-temporal direita, acometendo também o olho e couro cabeludo ipsilateral em típico trajeto do ramo do nervo oftálmico.
Dois dias após início da dor surgiu exantema com formação de vesículas em uma base eritematosa, febre, mal-estar, e sinais de infecção bacteriana superposta. Exames complementares revelaram leucocitose importante com desvio à esquerda (32.000 leucócitos 10% bastões). Creatinina 3,6 Ureia 142 (TFGe: 21.99mL/min). Cultura de swab da secreção mostrou Staphylococcus aureus sensível à amoxicilina+clavulanato. Foi firmado o diagnóstico de herpes zoster em ramo oftálmico. Optou-se por tratamento venoso com amoxicilina + clavulanato + sintomáticos.
Nesse caso, o tratamento específico mais indicado seria aciclovir venoso na dose 10 mg/kg a cada
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Q3723586 Medicina
O período de incubação da leptospirose é de 5 a 14 dias, com variação de 2 a 30 dias. A doença pode se apresentar de várias maneiras e se manifestar com uma ampla gama de sintomas inespecíficos que podem estar associados ou não: febre, cefaleia. calafrios, mialgia, vômitos, náusea, diarreia, dor abdominal, tosse, icterícia, sufusão conjuntival e às vezes erupção cutânea. Os sinais e sintomas são comuns a muitas doenças e, às vezes, o diagnóstico é um desafio.
Pacientes não tratados podem desenvolver insuficiência renal, icterícia, dificuldade ou insuficiência respiratória, insuficiência hepática e meningite. Recente revisão publicada estima que são registradas, por ano, cerca de 60.000 mortes no mundo.
Nos casos de leptospirose grave (Síndrome de Weil), o antibiótico de escolha é 
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Q3723585 Medicina
Uma Engenheira de Telecomunicações, 38 anos, atleta de fisiculturismo, moradora de Florianópolis, Santa Catarina, foi trabalhar no interior de Sergipe. Ao retornar para sua residência, relatou que o quadro clínico se iniciou com manifestações pruriginosas na pele, semelhantes a picadas de inseto, que duraram cinco dias e melhoraram espontaneamente. Após sete semanas, desenvolveu sinais/sintomas gerais que compreenderam febre alta, mialgia, fraqueza, cansaço, linfodenopatia, febre, cefaléia, anorexia, dor abdominal; diarreia, náuseas, vômitos e tosse seca. Ao exame físico foi detectado hepatoesplenomegalia. O hemograma revelou eosinofilia elevada. Foram prescritos medicamentos de suporte e específico.
Foi aventada a hipótese de febre de Katayama. A febre de Katayama foi descrita pela primeira vez em 1847, na região de Katayama (prefeitura de Hiroshima, Japão). O relato original foi feito por Yoshinao Fujii (também transliterado como Fujii Kōchoku), que documentou os sintomas clínicos em pessoas que trabalhavam em campos alagados, observando febre, coceira intensa e inchaço abdominal logo após contato com água doce.
O diagnóstico e a medicação específica mais indicada para o caso são 
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Q3723584 Medicina
Um jornalista foi trabalhar em uma reportagem sobre desmatamento na Amazônia. Ao retornar ao domicílio em São Paulo, ele desenvolveu um quadro de icterícia, anemia importante, febre alta, oligúria, vômitos persistentes (inviabilizando alimentação, ingesta de água ou medicamentos), sangramento gengival, cianose, prostração.
Foi admitido na emergência de um hospital com dor abdominal intensa devido ruptura espontânea do baço. Exames laboratoriais revelaram anemia grave, hipoglicemia, acidose metabólica, insuficiência renal e hiperlactatemia. Após esplenectomia, todos os cuidados e tratamentos de suporte indicados em unidade de terapia intensiva foram instituídos com melhora clínica. Na internação foi prescrito Artesunato por via endovenosa.
Nesse caso, o agente etiológico da doença é
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Q3723582 Medicina
Paciente com 73 anos de idade, morador de rua, usuário de crack, etilista pesado e tabagista de longa data. Admitido na sala vermelha de uma emergência com quadro de dispneia (FR:31 irpm), saturação de O2 84% e hipoglicemia. Anasarca. Extremidades frias e cianóticas. Relato de febre e perda ponderal 20%. Ao exame físico observou-se que o paciente se encontrava em regular estado geral, emagrecido, hipocorado (2+/4+), desidratado, taquipneico, Glasgow 14. Tosse não produtiva. À ausculta pulmonar: murmúrios vesiculares reduzidos por crepitações em bases bilateralmente. Abdome: plano, tenso, bastante resistente à palpação globalmente. Peristalse débil. Membros inferiores com edema (3+/4+) com cacifo positivo. AntiHIV negativo.
A seguir, está a imagem da tomografia computadorizada realizada.


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O laudo da tomografia computadorizada do tórax foi: derrame pleural laminar bilateralmente. Sinais de enfisema centrolobular Cavitações de paredes espessadas no pulmão direito, uma delas apresentando formação nodular com densidade de partes moles no seu interior, medindo cerca de 1,1 x 0,9 cm, de aspecto pouco específico. Múltiplas opacidades centrolobulares esparsas por ambos os pulmões, assumindo configuração com aspecto de árvore em brotamento bilateralmente, associados a opacidades em vidro fosco na sua adjacência. Dentre os diagnósticos diferenciais deve-se considerar a possibilidade de processo infeccioso específico em atividade Espessamento difuso das paredes brônquicas. Traqueia e brônquios-fonte pérvios. Linfonodos proeminentes mediastinais e hilares, muitos calcificados. Aorta de calibre preservado. Calcificações vasculares. Coração de dimensões aumentadas.
Com base nas informações acima, e considerando as doenças mais prevalentes na população de rua no Brasil, as principais hipóteses diagnósticas seriam 
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Q3723581 Medicina
No Brasil diversos surtos de doença de Chagas aguda por transmissão oral têm sido relatados, inclusive com óbitos. Os alimentos mais relacionados a estes casos foram caldo de cana, açaí e suco de acerola (colhidas de uma árvore próxima a um galinheiro). Possivelmente triatomíneos foram triturados com as frutas, contaminado o suco.
Os sinais e sintomas mais relatados foram febre e fraqueza, seguidos de mialgia, prostração, inapetência e edema de membros inferiores. Têm sido relatados também o exantema cutâneo, hemorragia digestiva (hematêmese, hematoquezia ou melena), icterícia, aumento das aminotransferases, além de quadros mais frequentes e mais graves de insuficiência cardíaca (miocardite, pericardite, derrame pericárdico e pleural, tosse, palpitações e arritmias). Fenômenos de enterite, abdome agudo, sangramento fecal, choque, hepatite focal podem ocorrer e têm significação prognóstica variada, devendo ser rotineiramente pesquisados e monitorados. Ressalta-se que a morbimortalidade é mais elevada na transmissão oral que a observada nos casos agudos por transmissão vetorial.
Para o tratamento da doença de Chagas, a droga de escolha é o benznidazol, sendo que o nifurtimox pode ser uma alternativa em casos de intolerância.
Em relação ao mecanismo de ação do benznidazol, é correto afirmar que
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Q3723580 Medicina
Paciente do sexo masculino, 44 anos, previamente saudável, foi internado com histórico de febre recorrente, anorexia, fadiga crônica, perda de peso, aumento da circunferência abdominal, epistaxe e edema podal, com evolução progressiva por cerca de um ano. Procurou atendimento médico em diversas ocasiões e em diversos serviços, mas sua doença permaneceu sem diagnóstico. Medicamentos sintomáticos foram prescritos, bem como suplementos de ferro e cobalamina para tratar pancitopenia. Seu quadro clínico progrediu lentamente para uma doença debilitante.
O exame clínico revelou um paciente desnutrido, com palidez, taquicardia, taquipneia, hepatomegalia (10 cm do rebordo costal direito), esplenomegalia (7 cm abaixo do rebordo costal esquerdo) e ascite. As avaliações laboratoriais mostraram hemoglobina de 8,6 g/dL (13,8-17,2 g/dL), contagem total de leucócitos de 1.200 por mm³ (4.000-10.000 por mm³), contagem de plaquetas de 9,9 x 10⁻³ por mm³ (15-45 x 10⁻³ por mm³), albumina de 1,7 g/dL (3,5-5,2 g/dL) e tempo de tromboplastina parcial ativada de 11,7 s (30-40 s), função renal preservada. Não havia evidência sorológica de hepatite B ou hepatite C. Sorologia para infecção pelo HIV foi reator, com contagem de linfócitos TCD4 146 células/mm3 e não havia histórico de doença hepática ou abuso de álcool.
O diagnóstico de Leishmaniose Visceral foi feito pela demonstração de parasitas compatíveis com Leishmania spp. em estágio amastigota no aspirado de medula óssea e na biópsia. A cultura do aspirado de medula óssea revelou formas promastigotas compatíveis com Leishmania spp.
Com relação ao caso acima descrito, para o tratamento de primeira linha (de acordo com o Ministério da Saúde Brasileiro), a droga de escolha é 
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Q3723579 Medicina
Paciente do sexo feminino, 41 anos de idade apresentou dor torácica à direita, com 3 dias de evolução. Nesse período, houve febre, mal-estar, astenia, mialgia e piora da falta de ar, o que a motivou a procurar a emergência de um hospital. Foi admitida com sinais vitais normais. Foram solicitados exames complementares.
Três horas após admissão hospitalar iniciou quadro de palidez cutânea, extremidades frias, hipotensão (60X40mmHg), taquipneia (32 irpm), dessaturação (Sat O2 89%), falta de ar e fraqueza. Gasometria revelou acidose metabólica com alcalose respiratória compensatória (PH 7,42 | PCO2 23 | PO2 102 | HCO3 14,6 | BE -8,7 | LAC 5,5 | SATO2 97%). Exames laboratoriais com os seguintes resultados: HB 9,4 | HT 28,6 | LEUCO 11.250 | PLAQ 182.000 | K 3.8 | NA 133 | CR 1,14 | U - | LDH 403 | PCR 10,4 | Ca 8,2.
Foi providenciado acesso venoso profundo, hidratação vigorosa, prescrição de bicarbonato, oxigênio sob máscara de alto fluxo. Houve evolução clínica satisfatória com estabilização dos sinais vitais. Nova gasometria foi realizada 6 horas após: PH 7,44 | PCO2 32,3 | PO2 106,4 | HCO3 21,6 | BE -2 | LAC 4,27 | SATO2 97,4%.
Telerradiografia e tomografia computadorizada do tórax revelaram as imagens a seguir.


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Com relação à prescrição de antibioticoterapia, a conduta inicial nesse caso é
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Q3723578 Medicina
Várias estratégias são utilizadas para a profilaxia pré-exposição do HIV, entre elas o uso da medicação injetável: o cabotegravir e mais recentemente o lenacapavir, ambas possuem comprovada eficácia conforme estudos conduzidos em vários países do mundo. Constituem uma nova e potente ferramenta no controle da transmissão do HIV, estes antirretrovirais impedem a replicação do vírus a partir de múltiplos mecanismos de ação, afetando etapas necessárias para o ciclo de vida do vírus.
O cabotegravir e o lenacapavir fazem parte, respectivamente, das seguintes classes de medicamentos:
Alternativas
Q3723576 Medicina
Os lepidópteros da Família Megalopygidae (lagartas cabeludas) apresentam cerdas pontiagudas, curtas e que contêm glândulas de veneno, entremeadas por outras longas, coloridas e inofensivas. As lagartas do gênero Lonomia apresentam toxinas capazes de provocar envenenamentos moderados ou graves. Há duas espécies descritas para o Brasil: L. obliqua e L. achelous, esta última encontrada principalmente na Região Norte. O gênero é o único, até o momento, responsável por manifestações sistêmicas caracterizadas por quadros hemorrágicos.
Elas podem causar manifestações sistêmicas que se instalam-se algumas horas após o acidente, mesmo depois da regressão do quadro local.
Um trabalhador rural com 24 anos de idade, saudável, residente no Município de Manacapuru (AM), entrou em contato com uma lagarta ao cair durante a poda de arbustos. Foi encaminhado ao pronto socorro com lesão cutânea no antebraço direito, porém não foram detectadas manifestações clínicas hemorrágicas. Exames laboratoriais mostraram um TAP com 46% de atividade e um PTT com 52 segundos.
A conduta nesse caso é 
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Q3723572 Medicina
A paragonimíase é uma infecção parasitária causada por vermes trematódeos do gênero Paragonimus, sendo o Paragonimus westermani a espécie mais comum em humanos, seus hospedeiros definitivos. Já foram descritos casos no Brasil.
O ciclo destes parasitos segue a seguinte sequência: ovos não embrionados eliminados no escarro (quando engolido, nas fezes), ovos embrionados no ambiente, miracídeos, infecção de caracóis (onde passam pelos estágios de esporocisto, rédias e cercárias. As cercárias deixam os caracóis e infestam um segundo hospedeiro (crustáceos de água doce como caranguejos ou lagostins) onde se encistam como metacercárias, sendo este o estágio infeccioso para porcos, cães, felinos e o homem.
A infecção humana por P. westermani ocorre pela ingestão de caranguejo ou lagostim que abrigam metacercárias do parasita inadequadamente cozidos ou em conserva. Após a ingestão, as metacercárias se desencistam no intestino delgado e liberam larvas que penetram a parede duodenal e entram na cavidade peritoneal. As larvas migram por aproximadamente uma semana, penetram o diafragma, entram na cavidade pleural e migram diretamente pelo tecido pulmonar para atingir os brônquios, onde formam cavidades císticas e se desenvolvem em vermes adultos em 5 a 6 semanas. Os parasitas adultos são marrom-avermelhados e ovoides, medindo 7,5 a 12 mm por 4 a 6 mm.
Os vermes adultos induzem uma resposta inflamatória nos pulmões, gerando um cisto fibroso que contém uma efusão purulenta e sanguinolenta e ovos liberados pelos vermes são eliminados no ambiente por meio da expectoração ou podem ser engolidos e eliminados com as fezes, fechando o ciclo de vida do parasito.
Assim, a primeira manifestação é uma pneumonia hemorrágica provocada pela migração das larvas; os vermes adultos se encistam, podendo cavitar o parênquima. Clinicamente tem um curso crônico, sendo a hemoptise o sintoma mais comum e pelo qual é chamada de "hemoptise endêmica”.
O diagnóstico é feito pelo achado dos ovos característicos no escarro e nas fezes humanas, existem ainda testes sorológicos e o principal diagnóstico diferencial é principalmente com a tuberculose. O tratamento é feito com praziquantel ou triclabendazol.
Sabe-se que o tempo entre a infecção e a oviposição é de 65 a 90 dias.

Nesse caso, as infecções por esses trematódeos em humanos podem persistir por até 
Alternativas
Q3723569 Medicina
O sarampo é uma doença infecciosa, aguda, transmissível e extremamente contagiosa, podendo evoluir com complicações e óbito, particularmente em crianças menores de um ano de idade. A estratégia de vacinação contra o sarampo com a vacina tríplice viral foi incorporada no Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 1992, com o propósito de controlar surtos de sarampo, reduzir internações, complicações e óbitos. Triste é observar governantes opinarem contra a eficácia das vacinas, permitindo surgimento de novos surtos da doença que já poderia, a exemplo da varíola, já ter sido erradicada.
Em um hospital, foi montado um posto móvel de vacinação para funcionários. Um médico com 58 anos de idade e que teve sarampo aos 6 anos, trabalha na emergência atendendo adultos. Pergunta-se: Há indicação para que esse médico seja vacinado com a tríplice viral?
A resposta correta é:
Alternativas
Respostas
7241: E
7242: D
7243: B
7244: E
7245: B
7246: D
7247: C
7248: B
7249: D
7250: B
7251: E
7252: E
7253: A
7254: D
7255: A
7256: C
7257: D
7258: B
7259: E
7260: B