Questões Discursivas

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Ano: 2026 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Concórdia - SC Provas: FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Assistente Social | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Enfermeiro | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Farmacêutico | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Fisioterapeuta | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista ‐ Cirurgia Geral | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista ‐ Dermatologia | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista ‐ Gastroenterologia | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista ‐ Gastropediatria | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista ‐ Geriatria | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista ‐ Ginecologia e Obstetrícia | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista ‐ Neurologia | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista ‐ Pneumologia Pediátrica | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Técnico Artístico ‐ Dança | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Técnico Artístico ‐ Teclado | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Técnico Artístico ‐ Violão | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Técnico Desportivo ‐ Futebol de Campo | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Técnico Desportivo ‐ Futebol de Salão | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Técnico Desportivo ‐ Natação | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Terapeuta Ocupacional |
Q3828674 Português
Leia a crônica de Rubem Braga.

MAR

A primeira vez que eu vi o mar eu não estava sozinho. Estava no meio de um bando enorme de meninos. Nós tínhamos viajado para ver o mar. No meio de nós havia apenas um menino que já o tinha visto. Ele nos contava que havia três espécies de mar: o mar mesmo, a maré, que é menor que o mar, e a marola, que é menor que a maré. Logo a gente fazia ideia de um lago enorme e duas lagoas. Mas o menino explicava que não. O mar entrava pela maré e a maré entrava pela marola. A marola vinha e voltava. A maré enchia e vazava. O mar às vezes tinha espuma e às vezes não tinha. Isso perturbava ainda mais a imagem. Três lagoas mexendo, esvaziando e enchendo, com uns rios no meio, às vezes uma porção de espumas, tudo isso muito salgado, azul, com ventos.

Fomos ver o mar. Era de manhã, fazia sol. De repente houve um grito: o mar! Era qualquer coisa de largo, de inesperado. Estava bem verde perto da terra, e mais longe estava azul. Nós todos gritamos, numa gritaria infernal, e saímos correndo para o lado do mar. As ondas batiam nas pedras e jogavam espuma que brilhava ao sol. Ondas grandes, cheias, que explodiam com barulho. Ficamos ali parados, com a respiração apressada, vendo o mar…

Depois o mar entrou na minha infância e tomou conta de uma adolescência toda, com seu cheiro bom, os seus ventos, suas chuvas, seus peixes, seu barulho, sua grande e espantosa beleza. Um menino de calças curtas, pernas queimadas pelo sol, cabelos cheios de sal, chapéu de palha. Um menino que pescava e que passava horas e horas dentro da canoa, longe da terra, atrás de uma bobagem qualquer – como aquela caravela de franjas azuis que boiava e afundava e que, afinal, queimou sua mão… Um rapaz de 14 ou 15 anos que nas noites de lua cheia, quando a maré baixa e descobre tudo e a praia é imensa, ia na praia sentar numa canoa, entrar numa roda, amar perdidamente, eternamente, alguém que passava pelo areal branco e dava boa noite… Que andava longas horas pela praia infinita para catar conchas e búzios crespos e conversava com os pescadores que consertavam as redes. Um menino que levava na canoa um pedaço de pão e um livro, e voltava sem estudar nada, com vontade de dizer uma porção de coisas que não sabia dizer – que ainda não sabe dizer.

Mar maior que a terra, mar do primeiro amor, mar dos pobres pescadores maratimbas, mar das cantigas do Catambá, mar das festas, mar terrível daquela morte que nos assustou, mar das tempestades de repente, mar do alto e mar da praia, mar de pedra e mar do mangue… A primeira vez que saí sozinho numa canoa parecia ter montado num cavalo bravo e bom, senti força e perigo, senti orgulho de embicar numa onda um segundo antes da arrebentação. A primeira vez que estive quase morrendo afogado, quando a água batia na minha cara e a corrente do “arrieiro” me puxava para fora, não gritei nem fiz gestos de socorro; lutei sozinho, cresci dentro de mim mesmo. Mar suave e oleoso, lambendo o batelão. Mar dos peixes estranhos, mar virando a canoa, mar das pescarias noturnas de camarão para isca. Mar diário e enorme, ocupando toda a vida, uma vida de bamboleio de canoa, de paciência, de força, de sacrifício sem finalidade, de perigo sem sentido, de lirismo, de energia; grande perigoso mar fabricando um homem…

Este homem esqueceu, grande mar, muita coisa que aprendeu contigo. Este homem tem andado por aí, ora aflito, ora chateado, dispersivo, fraco, sem paciência, mais corajoso que audacioso, incapaz de ficar parado e incapaz de fazer qualquer coisa, gastando-se como se gasta um cigarro. Este homem esqueceu muita coisa, mas há muita coisa que ele aprendeu contigo e que não esqueceu, que ficou, obscura e forte, dentro dele, no seu peito. Mar, este homem pode ser um mau filho, mas ele é teu filho, é um dos teus, e ainda pode comparecer diante de ti gritando, sem glória, mas sem remorso, como naquela manhã em que ficamos parados, respirando depressa, perante às grandes ondas que arrebentavam – um punhado de meninos vendo pela primeira vez o mar…


Vocabulário

„ caravela: espécie de água-viva
„ maratimbas: do interior do Espírito Santo
„ catambá: dança popular do Espírito Santo
„ embicar: atravessar com a embarcação
„ batelão: canoa, barcaça
„ arrieiro: correnteza marítima
Assinale a alternativa correta, considerando o texto.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Concórdia - SC Provas: FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Assistente Social | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Enfermeiro | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Farmacêutico | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Fisioterapeuta | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista ‐ Cirurgia Geral | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista ‐ Dermatologia | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista ‐ Gastroenterologia | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista ‐ Gastropediatria | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista ‐ Geriatria | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista ‐ Ginecologia e Obstetrícia | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista ‐ Neurologia | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista ‐ Pneumologia Pediátrica | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Técnico Artístico ‐ Dança | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Técnico Artístico ‐ Teclado | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Técnico Artístico ‐ Violão | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Técnico Desportivo ‐ Futebol de Campo | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Técnico Desportivo ‐ Futebol de Salão | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Técnico Desportivo ‐ Natação | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Terapeuta Ocupacional |
Q3828673 Português
Leia a crônica de Rubem Braga.

MAR

A primeira vez que eu vi o mar eu não estava sozinho. Estava no meio de um bando enorme de meninos. Nós tínhamos viajado para ver o mar. No meio de nós havia apenas um menino que já o tinha visto. Ele nos contava que havia três espécies de mar: o mar mesmo, a maré, que é menor que o mar, e a marola, que é menor que a maré. Logo a gente fazia ideia de um lago enorme e duas lagoas. Mas o menino explicava que não. O mar entrava pela maré e a maré entrava pela marola. A marola vinha e voltava. A maré enchia e vazava. O mar às vezes tinha espuma e às vezes não tinha. Isso perturbava ainda mais a imagem. Três lagoas mexendo, esvaziando e enchendo, com uns rios no meio, às vezes uma porção de espumas, tudo isso muito salgado, azul, com ventos.

Fomos ver o mar. Era de manhã, fazia sol. De repente houve um grito: o mar! Era qualquer coisa de largo, de inesperado. Estava bem verde perto da terra, e mais longe estava azul. Nós todos gritamos, numa gritaria infernal, e saímos correndo para o lado do mar. As ondas batiam nas pedras e jogavam espuma que brilhava ao sol. Ondas grandes, cheias, que explodiam com barulho. Ficamos ali parados, com a respiração apressada, vendo o mar…

Depois o mar entrou na minha infância e tomou conta de uma adolescência toda, com seu cheiro bom, os seus ventos, suas chuvas, seus peixes, seu barulho, sua grande e espantosa beleza. Um menino de calças curtas, pernas queimadas pelo sol, cabelos cheios de sal, chapéu de palha. Um menino que pescava e que passava horas e horas dentro da canoa, longe da terra, atrás de uma bobagem qualquer – como aquela caravela de franjas azuis que boiava e afundava e que, afinal, queimou sua mão… Um rapaz de 14 ou 15 anos que nas noites de lua cheia, quando a maré baixa e descobre tudo e a praia é imensa, ia na praia sentar numa canoa, entrar numa roda, amar perdidamente, eternamente, alguém que passava pelo areal branco e dava boa noite… Que andava longas horas pela praia infinita para catar conchas e búzios crespos e conversava com os pescadores que consertavam as redes. Um menino que levava na canoa um pedaço de pão e um livro, e voltava sem estudar nada, com vontade de dizer uma porção de coisas que não sabia dizer – que ainda não sabe dizer.

Mar maior que a terra, mar do primeiro amor, mar dos pobres pescadores maratimbas, mar das cantigas do Catambá, mar das festas, mar terrível daquela morte que nos assustou, mar das tempestades de repente, mar do alto e mar da praia, mar de pedra e mar do mangue… A primeira vez que saí sozinho numa canoa parecia ter montado num cavalo bravo e bom, senti força e perigo, senti orgulho de embicar numa onda um segundo antes da arrebentação. A primeira vez que estive quase morrendo afogado, quando a água batia na minha cara e a corrente do “arrieiro” me puxava para fora, não gritei nem fiz gestos de socorro; lutei sozinho, cresci dentro de mim mesmo. Mar suave e oleoso, lambendo o batelão. Mar dos peixes estranhos, mar virando a canoa, mar das pescarias noturnas de camarão para isca. Mar diário e enorme, ocupando toda a vida, uma vida de bamboleio de canoa, de paciência, de força, de sacrifício sem finalidade, de perigo sem sentido, de lirismo, de energia; grande perigoso mar fabricando um homem…

Este homem esqueceu, grande mar, muita coisa que aprendeu contigo. Este homem tem andado por aí, ora aflito, ora chateado, dispersivo, fraco, sem paciência, mais corajoso que audacioso, incapaz de ficar parado e incapaz de fazer qualquer coisa, gastando-se como se gasta um cigarro. Este homem esqueceu muita coisa, mas há muita coisa que ele aprendeu contigo e que não esqueceu, que ficou, obscura e forte, dentro dele, no seu peito. Mar, este homem pode ser um mau filho, mas ele é teu filho, é um dos teus, e ainda pode comparecer diante de ti gritando, sem glória, mas sem remorso, como naquela manhã em que ficamos parados, respirando depressa, perante às grandes ondas que arrebentavam – um punhado de meninos vendo pela primeira vez o mar…


Vocabulário

„ caravela: espécie de água-viva
„ maratimbas: do interior do Espírito Santo
„ catambá: dança popular do Espírito Santo
„ embicar: atravessar com a embarcação
„ batelão: canoa, barcaça
„ arrieiro: correnteza marítima
Analise as afirmativas abaixo sobre o texto.

1. A crônica mostra a força do mar na vida de um homem.
2. O cronista mostra arrebatamento e resiliência diante do mar.
3. A descrição do mar no primeiro parágrafo encontra abrigo ao longo do texto.
4. A experiência inicial do cronista com o mar permanece forte ao longo de sua vida.
5. A crônica mostra a incapacidade das pessoas de se maravilharem com a grandeza do mar.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q3980482 Medicina
Paciente de 30 anos no segundo dia após cirurgia transesfenoidal evolui com poliúria grave, sede intensa, hipernatremia progressiva e aumento significativo do débito urinário monitorado hora a hora, sem sinais de hipovolemia ou disfunção renal.

Diante desse quadro compatível com diabetes insipidus pós-operatório, qual conduta inicial é mais apropriada?
Alternativas
Q3980481 Medicina
Paciente de 70 anos com DRC avançada apresenta hemoglobina de 9,0 g/dL, saturação de transferrina de 14%, ferritina de 240 ng/mL e índice de reticulócitos reduzido, achados laboratoriais frequentemente utilizados nas diretrizes para avaliação inicial da anemia na insuficiência renal. Refere fadiga importante.

Qual é a intervenção inicial recomendada?
Alternativas
Q3980480 Medicina
Mulher de 70 anos com endocardite infecciosa por Staphylococcus aureus apresenta choque séptico controlado após 24 horas, mas evolui rapidamente com insuficiência cardíaca aguda decorrente de regurgitação mitral severa por ruptura parcial de cúspide. Ecocardiograma revela vegetação de 12 mm, importante disfunção valvar e repercussão hemodinâmica significativa. Qual é a conduta recomendada?
Alternativas
Q3980479 Medicina
Homem de 75 anos, com diverticulose previamente documentada por colonoscopia, apresenta hematoquezia súbita de grande volume, sem dor abdominal, evoluindo com hipotensão moderada. Após ressuscitação inicial com cristaloides, obtém estabilização hemodinâmica parcial, permitindo investigação precoce.

Qual é a conduta diagnóstica inicial mais apropriada nesse cenário?
Alternativas
Q3980478 Medicina
Homem de 60 anos com síndrome nefrótica por amiloidose evolui com ascite volumosa, anasarca importante, trombose venosa profunda recente e redução progressiva da albumina sérica. Exames mostram albumina 1,8 g/dL, proteinúria 10 g/dia e LDL de 240 mg/dL. Sobre as complicações da síndrome nefrótica, é INCORRETO afirmar que 
Alternativas
Q3980477 Medicina
Mulher de 27 anos, previamente saudável, relata episódio confirmado de infecção genital por Chlamydia trachomatis três semanas antes, tratado parcialmente, e agora apresenta dor intensa e edema em joelho e tornozelo direitos, além de entesite no calcâneo, conjuntivite não purulenta e rigidez matinal leve. Exames laboratoriais mostram hemograma normal e autoanticorpos (fator reumatoide e anti-CCP) negativos, sem febre ou sinais sistêmicos de sepse.

Qual diagnóstico é o mais compatível com o quadro descrito? 
Alternativas
Q3980476 Medicina
Homem de 62 anos, previamente hipertenso e admitido por pneumonia bacteriana grave em rápida progressão, evolui nas primeiras 24 horas com marcada piora respiratória, hipoxemia refratária e necessidade de intubação orotraqueal. Gasometria inicial evidencia PaO2/FiO2 de 110 sob PEEP de 12 cmH2O, com complacência pulmonar reduzida. A radiografia de tórax demonstra infiltrado bilateral difuso, e o ecocardiograma não revela sinais de congestão ou disfunção ventricular esquerda, afastando causa cardiogênica significativa.

Diante desse quadro compatível com síndrome da angústia respiratória aguda, qual é a conduta ventilatória inicial mais recomendada?
Alternativas
Q3980475 Medicina
Paciente de 71 anos, em hemodiálise crônica por doença renal terminal, é encontrado inconsciente, sem pulso, com monitorização inicial demonstrando atividade elétrica organizada sem pulso palpável, caracterizando atividade elétrica sem pulso. A equipe inicia imediatamente compressões torácicas de alta qualidade e ventilação com bolsa-válvulamáscara, enquanto prepara acesso venoso.

De acordo com as recomendações mais recentes do ACLS, é INCORRETO afirmar que
Alternativas
Q3980474 Medicina
Mulher de 48 anos, previamente hígida, refere fadiga intensa, perda de resistência para atividades rotineiras, equimoses recorrentes nos membros e sensação de plenitude abdominal progressiva nos últimos quatro meses. Ao exame físico, apresenta esplenomegalia palpável a 6 cm do rebordo costal esquerdo, sem linfonodos aumentados. Exames laboratoriais: hemoglobina 9,1 g/dL, plaquetas 65.000/mm3, leucócitos 2.900/mm3; lactato desidrogenase elevado; esfregaço periférico com dacriócitos (células em lágrima). Não há febre, icterícia ou história de sangramento digestivo. Função hepática preservada.

Qual diagnóstico deve ser fortemente considerado?
Alternativas
Q3980473 Medicina
Homem de 62 anos, com diabetes tipo 2 há 14 anos, relata dor em queimação nos pés, formigamentos progressivos e perda vibratória maleolar. Exames mostram HbA1c 9,1%, monofilamento anormal e eletroneuromiografia com padrão axonal distal simétrico. Sobre a polineuropatia periférica desse contexto, é INCORRETO afirmar que
Alternativas
Q3980472 Medicina
Homem de 45 anos, com suspeita de sepse abdominal, apresenta hipotensão, taquipneia intensa, extremidades frias e lactato 7,1 mmol/L. Gasometria arterial: pH 7,28; PaCO2 24 mmHg; HCO3 10 mEq/L. História sem doenças pulmonares prévias. Diurese diminuída nas últimas 6 horas. Qual é o diagnóstico ácido-base? 
Alternativas
Q3980471 Medicina
Homem de 35 anos, internado em UTI por cetoacidose diabética moderada, inicia protocolo padrão com hidratação vigorosa e insulina intravenosa contínua. Após aproximadamente duas horas de tratamento, passa a relatar fraqueza muscular acentuada e parestesias em extremidades. Reavaliação laboratorial mostra potássio sérico de 3,1 mEq/L, com magnésio dentro da normalidade e melhora parcial da acidose.

Qual é o mecanismo mais provável para a hipocalemia apresentada?
Alternativas
Q3980470 Medicina
Mulher de 58 anos, portadora de cirrose compensada por hepatite C previamente tratada, sem histórico de descompensações, apresenta elastografia hepática de 28 kPa, contagem de plaquetas de 85.000/mm3 e função hepática preservada. Endoscopia digestiva alta recente não evidenciou varizes esofágicas, e a paciente permanece assintomática, sem ascite ou encefalopatia hepática.

Considerando as recomendações mais atualizadas das principais diretrizes internacionais de hepatologia sobre hipertensão portal clinicamente significativa, qual conduta é a mais adequada?
Alternativas
Q3980469 Medicina
Homem de 28 anos procura atendimento após início abrupto de icterícia leve, urina escurecida e fadiga intensa ocorridos poucos dias depois de infecção viral autolimitada. Nega uso de medicamentos, álcool ou suplementos. Ao exame, apresenta taquicardia leve, escleras amareladas e sem linfadenomegalia ou hepatoesplenomegalia palpável. Hemograma mostra Hb 8,4 g/dL, reticulócitos 6% e leucócitos normais. Lactato desidrogenase está bastante elevada, haptoglobina indetectável e bilirrubina indireta aumentada. Teste de Coombs direto fortemente positivo.

Qual diagnóstico é mais provável?
Alternativas
Q3980468 Medicina
Mulher de 72 anos, hipertensa e diabética, chega à UPA com febre alta, dor lombar intensa irradiando para abdome inferior, vômitos repetidos e confusão mental iniciada há poucas horas. Ao exame, apresenta PA 88/50 mmHg, FC 122 bpm, extremidades frias e perfusão capilar lentificada. Lactato 3,6 mmol/L e creatinina 2,0 mg/dL (prévia 1,1). A ultrassonografia evidencia hidronefrose moderada à direita, compatível com obstrução urinária infecciosa.

Qual alternativa é INCORRETA no manejo inicial?
Alternativas
Q3980467 Medicina
Mulher de 61 anos apresenta dor lombar progressiva associada a fraqueza generalizada e quedas recentes por diminuição de força. Nega trauma prévio significativo. Exame físico mostra sensibilidade à palpação vertebral e redução de mobilidade da coluna toracolombar. Hemograma revela anemia normocítica com hemoglobina de 9,4 g/dL. Cálcio sérico 11,5 mg/dL, creatinina 1,7 mg/dL e proteína total aumentada. Eletroforese de proteínas séricas demonstra pico monoclonal IgG kappa bem definido. Radiografia de esqueleto axial revela múltiplas lesões líticas em crânio, costelas e corpos vertebrais. Qual diagnóstico é mais provável?
Alternativas
Q3980466 Medicina
Homem de 33 anos procura atendimento devido a fadiga intensa, mal-estar progressivo, náuseas e urina escurecida há cinco dias. Ao exame, apresenta icterícia leve, hepatomegalia dolorosa e ausência de sinais de cronicidade hepática. Exames laboratoriais revelam ALT 860 UI/L, AST 742 UI/L, bilirrubina total 4,1 mg/dL (direta 2,6 mg/dL) e INR 1,3. Sorologias: HBsAg positivo, HBeAg positivo, anti-HBc IgM positivo, anti-HBs negativo. Ele nega uso de álcool, medicamentos hepatotóxicos ou doenças prévias.

Qual o diagnóstico mais provável?
Alternativas
Q3980465 Medicina
Um homem de 60 anos, com obesidade grau I, ex-tabagista há 15 anos e história de pirose e regurgitação ácida há mais de uma década, realiza endoscopia digestiva alta devido à recorrência dos sintomas apesar do uso adequado de inibidor da bomba de prótons (IBP). O exame mostra segmento curto de metaplasia intestinal especializada, compatível com esôfago de Barrett, sem displasia nas biópsias. Ele encontra-se assintomático com IBP diário e não apresenta sinais de alarme. Qual é a conduta recomendada, segundo diretrizes atuais?
Alternativas
Respostas
301: B
302: C
303: E
304: B
305: D
306: A
307: D
308: A
309: A
310: D
311: C
312: D
313: A
314: C
315: B
316: C
317: D
318: C
319: D
320: E