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Q3870385 Sociologia
"[...] livros didáticos são heuristicamente valiosos para compreender sociologicamente processos de organização do trabalho intelectual numa sociedade. Especialmente por meio do escrutínio dos modos de relação entre agências e agentes produtores e consumidores dos livros, dos fundamentos de formalização dos conteúdos escolares e as condições de rotinização do conhecimento, conseguimos perceber a configuração da qual obras didáticas são produtos e produtoras. [É possível] reconstituir, pelos livros, um processo social que, de modo geral, é ignorado pelos estudos de sociologia do conhecimento. Essa abordagem propõe três noções importantes: a) entende, pois, que não é possível apartar saber escolar dos processos de síntese intelectual de uma sociedade, b) compreende que não se pode dissociar, na análise, o conteúdo dos livros e o contexto de produção e recepção, c) supõe que a noção de configuração permite perceber analiticamente ações relativas às conexões, formalizações, estabilizações e significações de um campo de conhecimento." (Meucci, 2020, p. 14-15)

MEUCCI, Simone. Os livros didáticos da perspectiva da sociologia do conhecimento: uma proposição teórico-metodológica. Revista Brasileira de História da Educação, Maringá, v. 20, e098, p. 1-18, 2020. DOI: 10.4025/rbhe.v20.2020.e098.

Classifique as asserções abaixo apresentadas como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F), considerando a análise sobre o conjunto formal dos conteúdos escolares que a autora propõe no trecho citado a partir de uma perspectiva sociológica configuracional.

( ) Os processos de constituição dos currículos e de suas manifestações formais escritas, como o livro didático, são configurados a partir de agentes especiais do campo educacional, capazes de isolar a influência das macroestruturas de conhecimento e fluxo intelectual a bem do processo de ensino-aprendizagem.
( ) Processos de reorganização pedagógica e curricular, como aqueles produzidos pelo Novo Ensino Médio e pela nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), não estão apartados dos tensionamentos e debates políticos e intelectuais de nível macrossocial.
( ) Os livros didáticos e bases curriculares são produtos e produtores dos processos de sistematização, sedimentação, rotinização e institucionalização do conhecimento socialmente produzido e legitimado.
( ) A definição, a legitimação e a manutenção do sistema educacional, bem como do seu conjunto de agentes e instituições, permitem um nível de autonomia a esse campo social, garantindo-lhe a inexistência de adjudicações por parte de outras esferas e campos sociais.
( ) A presença dos campos de conhecimento, como o caso da Sociologia, no currículo da educação básica, configura-se como reflexo dos debates e fluxos intelectuais da sociedade, mesmo que eventualmente apresentados de forma diluída e fragmentada em instrumentos oficiais, como na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA das asserções acima apresentadas: 
Alternativas
Q3870384 Sociologia
No texto Problemas de conceituação das classes sociais na América Latina, Florestan Fernandes propõe uma análise sociológica calcada na especificidade histórica e social desta região, por estar "claro que tais categorias precisam ser adequadas, empíricas e interpretativas, ao presente e às realidades da América Latina" e ao considerar que "esta interpretação não pretende negar nem a 'modernidade´ nem o caráter capitalista do empreendimento colonial. Quer somente repô-lo em seu contexto estrutural e histórico. Se as coisas fossem diferentes e a descolonização fosse ao mesmo tempo econômica, cultural e política, haveria uma transição imediata do 'modelo colonial´ para o 'modelo europeu´. No entanto, o tipo de capitalismo existente na Europa não estava incubado nas formas de vida coloniais" (Fernandes, 1977, p. 174 e 185).

FERNANDES, Florestan. Problemas de conceituação das classes sociais na América Latina. In: ZENTENO, Raúl (org.). As classes sociais na América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977. p. 173-246..

Acerca das asserções abaixo apresentadas e da relação proposta entre elas, assinale a alternativa que CORRETAMENTE reflete a análise de Florestan Fernandes sobre a problemática em torno da conceituação de classe social na América Latina:

I. A modernidade enquanto processo macrossocial e o empreendimento capitalista não podem ser negados, precisam ser contextualizados e analisados de forma singular, permitindo, assim, uma base teórica e histórica específica para a conceituação de classes sociais na América Latina, e em especial para o Brasil.

PORQUE

II. O desdobramento da modernidade e do capitalismo na América Latina implicou um processo próprio de acomodação dos valores burgueses às formas autocráticas características da dimensão privada na vida pública, marca dos períodos coloniais, mas com persistência histórica, perpetuando a manutenção de privilégios frente à modernização da sociedade, da economia e da organização do Estado.
Alternativas
Q3870383 Sociologia
Ao abordar a relação centro-periferia na sociedade moderna globalizada, Edward Shils analisa:

"O centro da sociedade não monopoliza a autoridade na sociedade, e não é de forma alguma o único poder integrador na sociedade. [...] A representação une os numerosos executantes dessas ações autoritárias e as numerosas instituições das quais os executantes são membros e em nome das quais exercem autoridade, em uma imagem de um centro dominante e único da sociedade. Quando o centro possui estas propriedades decorrentes de uma ação presumivelmente eficaz, ele aguça os contornos da autodenominação daqueles que residem na periferia mais próxima, e difunde as imagens de forma mais vaga na periferia mais remota. O exercício do poder, da autoridade legítima e da influência visível, com a intenção de alcançar até os limites da sociedade, tende a estabelecer a identidade em nome do centro e da periferia. Os habitantes da periferia adquirem uma representação mais marcante de si mesmos como membros de sua sociedade quando o centro é proeminente e presumivelmente eficaz. A autodenominação é aparente, resultante do poder do centro. Ao mesmo tempo, a autodenominação permite que a autoridade central seja eficaz, e assim estabelece a base para a eficácia futura do centro" (Shils, 1982, p. 34, tradução livre).

SHILS, Edward. The constitution of society. Chicago: The University of Chicago Press, 1982.

Classifique as asserções abaixo apresentadas como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F), considerando a análise de Edward Shils sobre a nova ordem social produzida pela relação sociopolítica destacada no trecho:

( ) A nova ordem social produzida pela relação centro-periferia, que pode ou não ser geograficamente intercalada, resulta de uma dominação complexa e não totalitária.
( ) Essa relação centro-periferia, cuja natureza não é meramente burocrática, mas de bases sociais, culturais e políticas, pode ocorrer tanto entre os territórios nacionais quanto no interior deles.
( ) Há uma relação sociopolítica entre os processos de constituição da ordem legítima e a posição e capacidade produtora de legitimação das elites, nos mais diversos campos sociais.
( ) O poder, enquanto um fenômeno de gênese fundamentalmente social e ordenador da ordem social vigente, requer uma articulação entre esferas de legitimação e micropoderes de ordem cultural, econômica e política.
( ) A eficácia do poder do centro sobre a periferia na ordem social globalizada moderna requer invariavelmente a representação autodenominada da periferia na relação centro-periferia.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA das asserções acima apresentadas:
Alternativas
Q3870382 Sociologia
No cenário do associativismo civil latino-americano no novo milênio, a produção teórica sobre movimentos sociais enfrenta novas demandas e formas de organização, impulsionadas pela globalização e pelo desenvolvimento de políticas públicas. Autores como Maria da Glória Gohn (2008) propõem criticamente a ressignificação de categorias-chave, como "rede" e "mobilização social", e a interação dos movimentos com o Estado.

GOHN, Maria da Glória. Abordagens teóricas no estudo dos movimentos sociais na América Latina. Caderno CRH, Salvador, v. 21, n. 54, p. 439-455, 2008.

Considerando essas transformações e suas abordagens teóricas, qual das seguintes alternativas melhor descreve a complexa dinâmica em curso, especialmente a tensão entre as aspirações emancipatórias dos movimentos e as políticas de inclusão promovidas pelo Estado?
Alternativas
Q3870381 Sociologia
"Na tipologia dos sistemas políticos, são chamados de autoritários os regimes que privilegiam a autoridade governamental e diminuem de forma mais ou menos radical o consenso, concentrando o poder político nas mãos de uma só pessoa ou de um só órgão e colocando em posição secundária as instituições representativas. Nesse contexto, a oposição e a autonomia dos subsistemas políticos são reduzidas à expressão mínima, e as instituições destinadas a representar a autoridade de baixo para cima ou são aniquiladas ou substancialmente esvaziadas. Em sentido psicológico, fala-se de personalidade autoritária quando se quer denotar um tipo de personalidade formada por diversos traços característicos centrados no acoplamento de duas atitudes estreitamente ligadas entre si: de uma parte, a disposição à obediência preocupada com os superiores, incluindo por vezes o obséquio e a adulação para com todos aqueles que detêm a força e o poder; de outra parte, a disposição em tratar com arrogância e desprezo os inferiores hierárquicos e em geral todos aqueles que não têm poder e autoridade. As ideologias autoritárias, enfim, são ideologias que negam de uma maneira mais ou menos decisiva a igualdade dos homens e colocam em destaque o princípio hierárquico, além de propugnarem formas de regimes autoritários e exaltarem amiudadas vezes como virtudes alguns dos componentes da personalidade autoritária. [...] A estrutura mais íntima do pensamento autoritário acha correspondência não em qualquer sistema autoritário e sim no tipo puro de regime autoritário conservador ou de ordem. Neste sentido, o pensamento autoritário não se limita a defender uma organização hierárquica da sociedade política, mas faz desta organização o princípio político exclusivo para alcançar a ordem, que considera como bem supremo" (Bobbio; Matteucci; Pasquino, 1998, p. 94-95).

BOBBIO, Norberto; MATTEUCCI, Nicola; PASQUINO, Gianfranco. Dicionário de política. 11. ed. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1998. v. 1.

Segundo a definição dos autores no trecho citado, integram de forma fundamental os regimes autoritários:
Alternativas
Q3870380 Sociologia
Para análises contemporâneas dos processos e mecanismos produtores de desigualdades sociais, importam não apenas dimensões como classe social e capital cultural, mas também dimensões como etnicidade, gênero e território.

Qual das alternativas abaixo melhor justifica a importância desse conjunto simultâneo de dimensões para a análise das desigualdades sociais contemporâneas?
Alternativas
Q3870379 Sociologia
O fenômeno do poder centralizado no Estado, enquanto um dos elementos constituintes da modernidade, possui fundamentos sociológicos a partir de compreensões objetivas de natureza social.

Marque a alternativa que melhor apresente o fundamento social da política:
Alternativas
Q3870378 Sociologia
"Com o intuito de abarcar o neoextrativismo contemporâneo, proponho uma leitura em dois níveis: uma mais geral, que o define como 'janela privilegiada´ para dar conta das dimensões da crise atual; e outra mais específica, que entende o neoextrativismo como um modelo sociopolítico e territorial, passível de ser analisado em escala nacional, regional ou local. O neoextrativismo como o compreendo, nas versões forjadas nos últimos quinze anos da América Latina, longe de ser uma categoria plana, constitui um conceito complexo, uma janela privilegiada para ler em suas complexidades e em seus diferentes níveis as múltiplas crises que atingem as sociedades contemporâneas. [...] o neoextrativismo se encontra no centro da acumulação contemporânea. De fato, como vários autores apontaram, o aumento do metabolismo social do capital no marco do capitalismo avançado exige, para sua manutenção, quantidades cada vez maiores de matérias-primas e energias, o que se traduz em uma pressão ainda maior sobre os bens naturais e os territórios" (Svampa, 2019, p. 28).

SVAMPA, Maristella. As fronteiras do neoextrativismo na América Latina: conflitos socioambientais, giro ecoterritorial e novas dependências. São Paulo: Elefante, 2019.

A socióloga argentina Maristella Svampa (2019) propõe que os conceitos de "consenso das commodities" e "neoextrativismo contemporâneo" servem como articuladores para interpretação dos modelos socioeconômicos e geopolíticos das sociedades contemporâneas. Qual das alternativas apresentadas abaixo melhor reflete a análise da autora sobre a situação da América Latina frente às novas configurações socioeconômicas, socioambientais e geopolíticas?
Alternativas
Q3870377 Sociologia
"A sociedade não foi simplesmente um modelo segundo o qual o pensamento classificador teria trabalhado; foram seus próprios quadros que serviram de quadros ao sistema. As primeiras categorias lógicas foram categorias sociais; as primeiras classes de coisas foram classes de homens nas quais tais classes foram integradas. Foi porque os homens estavam agrupados e viam-se em pensamento em forma de grupos que agruparam idealmente os outros seres, e as duas maneiras de agrupamento começaram a confundir-se a ponto de tornar-se indistintas. Pensava-se que as coisas faziam parte integrante da sociedade e foi seu lugar na sociedade que determinou seu lugar na natureza" (Durkheim; Mauss, 2001, p. 450-451).

DURKHEIM, Émile; MAUSS, Marcel. Algumas formas primitivas de classificação. In: MAUSS, M. (org.). Ensaios de Sociologia. São Paulo: Perspectiva, 2001. p. 399-455.


A partir da tradição durkheimiana, os processos de classificação, ordenação e produção de esquemas cumprem funções para a realização e manutenção da vida em sociedade, fornecendo as bases teórico-metodológicas da escola sociológica funcionalista. Marque a alternativa que melhor descreve o processo de estruturação e manutenção da vida em sociedade a partir dessa tradição funcionalista:
Alternativas
Q3870376 Sociologia
O período inicial da história industrial, sobretudo na Inglaterra, fora marcado por inúmeras manifestações de resistências e tensão social, dentre essas, as ações de sabotagem, quebra de máquinas, destruição de matéria- -prima e o fenômeno do luddismo. Na obra Os trabalhadores, Eric Hobsbawn (2000) fornece a seguinte análise sobre esse fenômeno:

"[O trabalhador] estava preocupado, não com o progresso técnico abstratamente, mas com os problemas gêmeos práticos de impedir o desemprego e manter o padrão de vida habitual, que incluía fatores não-monetários, tais como a liberdade e a dignidade, bem como os salários. Assim, não era às máquinas como tal que ela objetiva, mas a qualquer ameaça a estes - acima de tudo à mudança total nas relações sociais da produção que o ameaçavam. Se esta ameaça vinha da máquina ou de alguma outra parte, dependia das circunstâncias" (Hobsbawm, 2000, p. 24).

HOBSBAWM, Eric J. Os trabalhadores: estudos sobre a história do operariado. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.


Acerca das asserções abaixo apresentadas e da relação proposta entre elas, assinale a alternativa CORRETA que reflete a análise sócio-histórica sobre o luddismo e outros quebradores de máquinas conforme o trecho acima citado.

I. As hostilidades na forma de sabotagens e quebras de máquinas não eram um fenômeno generalizado e indiscriminado, apesar de não se restringirem aos trabalhadores e de serem, com algumas exceções, práticas partilhadas pela opinião pública das massas.

PORQUE

II. As sabotagens e a destruição de máquinas compunham um dos diversos métodos de luta que a classe trabalhadora e outros grupos sociais utilizavam enquanto possíveis meios para se contrapor às mudanças e explorações produzidas pela nova ordem socioeconômica industrial.
Alternativas
Q3870375 Sociologia
A partir de uma discussão sobre o texto Capital cultural e reprodução escolar: um balanço crítico, de Hugues Draelants e Magali Ballatore, as sociólogas Débora Cristina Piotto e Maria Alice Nogueira comentam:

"Os autores começam a discussão acerca do capital cultural debruçando-se sobre dois tipos de definição do conceito, verificados nos trabalhos revisados: uma definição restrita e outra ampla. A primeira restringe a noção de capital cultural às obras culturais ditas legítimas que emanam de e circulam nas diferentes instâncias de legitimação que são as academias, laboratórios, bibliotecas, museus, conservatórios etc. Já a segunda definição alarga consideravelmente o conteúdo do conceito, estendendo-o às disposições dos indivíduos e a suas relações com os bens de cultura. E observam que, quando se adota a definição restrita de capital cultural, é possível colocar em dúvida seu papel central na explicação das desigualdades escolares atuais; em contrapartida, afirmam que esse não é o caso quando se adota a definição mais ampla, a qual estaria, aliás, segundo eles, em maior conformidade com o próprio pensamento de Bourdieu" (Piotto; Nogueira, 2021, p. 3).

PIOTTO, Débora; NOGUEIRA, Maria Alice. Um balanço do conceito de capital cultural: contribuições para a pesquisa em educação. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 47, e470100302, p. 1-35, 2021.
 
Acerca das asserções abaixo apresentadas e da relação proposta entre elas, assinale a alternativa CORRETA que reflete as observações das autoras do trecho citado.

I. Capital cultural alargado, capital cultural público e capital informacional são recursos conceituais que buscam reinterpretar as dinâmicas e influências do capital cultural na sociedade contemporânea.

PORQUE

II. Apesar das mudanças sociais recentes, a noção de capital cultural enquanto capital cultural erudito ainda permanece válida, por este apresentar alta força relacional para explicar as condições sociais e as expectativas de futuro na sociedade contemporânea.
Alternativas
Q3870374 Sociologia
"No fundo das teorias do currículo, está, pois, uma questão de 'identidade´ ou de 'subjetividade´. Se quisermos recorrer à etimologia da palavra 'currículo´, que vem do latim curriculum, 'pista de corrida´, podemos dizer que, no curso dessa 'corrida´ que é o currículo, acabamos por nos tornar o que somos. Nas discussões cotidianas, quando pensamos em currículo, pensamos apenas em conhecimento, esquecendo-nos de que o conhecimento que constitui o currículo está inextricavelmente, centralmente, vitalmente, envolvido naquilo que somos, naquilo que nos tornamos: na nossa identidade, na nossa subjetividade. Talvez possamos dizer que, além de uma questão de conhecimento, o currículo é também uma questão de identidade. É sobre essa questão, pois, que se concentram as teorias do currículo" (Silva, 2000, p. 15-16).

SILVA, Tomaz Tadeu. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.  
Considerando a natureza do currículo e das teorias do currículo a partir das reflexões do autor do trecho citado, marque as seguintes asserções como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F):

( ) As teorias do currículo apresentam um contínuo afirmativo que permitiu principiar as práticas curriculares ao longo da história moderna sem grandes rupturas teóricas e práticas.
( ) O currículo possui um núcleo epistemológico próprio, capaz de indicar a priori o conjunto dos conhecimentos válidos e socialmente referenciado.
( ) O tensionamento entre as teorias tradicionais, críticas e pós-críticas do currículo revela a natureza política, cultural e ética do currículo enquanto fenômeno social e educacional.
( ) A compreensão do currículo enquanto uma construção social permite a adjudicação entre a prática pedagógica e constructos epistemológicos e teóricos concernentes e anteriormente constituídos.
( ) Em uma concepção tradicional do currículo, em que o valor do conhecimento é dado por si, ficam negligenciadas as noções sociológicas de dominação, poder e controle social.

Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA das sentenças acima:
Alternativas
Q3870373 Sociologia
Após o processo de universalização da educação básica e da massificação do acesso ao ensino superior em vários países, o campo de estudos de estratificação social passou a propor uma compreensão para os processos contemporâneos de estratificação educacional como desigualdade efetivamente mantida (Effectively Maintained Inequality) em tensionamento à compreensão da desigualdade maximamente mantida (Maximally Maintained Inequality).

LUCAS, Samuel R. Effectively Maintained Inequality: education transitions, track mobility, and social background effects. American Journal of Sociology, v. 106, n. 6, p. 1642-1690, 2001. 

Qual das alternativas abaixo melhor caracteriza o conceito de desigualdade efetivamente mantida?
Alternativas
Q3870372 Sociologia
Ao desenvolver o conceito de habitus, Pierre Bourdieu concebe a possibilidade de um habitus de classe ou habitus de grupo.

Fonte: BOURDIEU, Pierre. O senso prático. 2 a ed. Petrópolis: Vozes, 2011.

Esse pode ser caracterizado como:
Alternativas
Q3870371 Sociologia
A partir do conceito de figuração social, Norbert Elias propõe um modo sociológico de interpretação da relação indivíduo-sociedade.

Fonte: ELIAS, Norbert. Introdução à Sociologia. 3a ed. Lisboa: Edição 70, 2008.

Essa relação é caracterizada por: 
Alternativas
Q3870370 Sociologia
Em a Ética protestante e o espírito do capitalismo, Max Weber apresenta sua tese central sobre a formação do capitalismo no Ocidente. Assinale a alternativa que melhor caracteriza a tese weberiana sobre a formação da ordem social capitalista:
Alternativas
Q3870369 Sociologia
"Toda concepção histórica existente até então ou tem deixado completamente desconsiderada essa base real da história, ou a tem considerado apenas como algo acessório, fora de toda e qualquer conexão com o fluxo histórico. A história deve, por isso, ser sempre escrita segundo um padrão situado fora dela; a produção real da vida aparece como algo pré-histórico, enquanto o elemento histórico aparece como algo separado da vida comum, como algo extra e supraterreno. [...] As ideias da classe dominante são, em cada época, as ideias dominantes, isto é, a classe que é a força material dominante da sociedade é, ao mesmo tempo, sua força espiritual dominante. A classe que tem à sua disposição os meios da produção material dispõe também dos meios da produção espiritual, de modo que a ela estão submetidos aproximadamente ao mesmo tempo os pensamentos daqueles aos quais faltam os meios da produção espiritual" (Marx; Engels, 2007, p. 43 e 47).

MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã: crítica da mais recente filosofia alemã em seus representantes Feuerbach, B. Bauer e Stirner, e do socialismo alemão em seus diferentes profetas (1845-1846). São Paulo: Boitempo, 2007.

A partir da concepção epistemológica e fundacional da realidade social de Karl Marx e Friedrich Engels, marque as seguintes asserções como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F): ( ) Todo ser é intrinsecamente contraditório e tal pressuposto fundamenta a dialética entre tese (ideia/lógica), antítese (matéria) e síntese (espírito).

( ) O desenvolvimento das forças produtivas e das relações de produção explica dialeticamente a constituição das classes sociais e dos meios não materiais de dominação.
( ) Os processos de disputas e a formação das classes sociais ocorrem a partir da constituição de uma força ideal dominante que ocorre substancialmente a partir do processo de alienação religiosa.
( ) A concepção material e histórica fundamenta as análises sobre o processo de formação da sociedade moderna e capitalista, em negação a pressupostos metafísicos e idealistas de interpretação da realidade social.
( ) O materialismo histórico de Marx e Engels permite uma compreensão dialética entre natureza/matéria, homem/trabalho e sociedade/história.

Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA das sentenças acima: 
Alternativas
Q3870368 Sociologia
"Aí está a ordem de fatos que apresentam características muito especiais. Consistem em maneiras de agir, de pensar e de sentir, exteriores ao indivíduo, e que são dotadas de um poder de coerção em virtude do qual se podem impor a ele. Esses fatos constituem, portanto, uma espécie nova à qual se deve dar e reservar a qualificação de sociais [...] A primeira regra e a mais fundamental é considerar os fatos sociais como coisas" (Durkheim, 2012, p. 32 e 41).

DURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico. São Paulo: EDIPRO, 2012. 

A partir do conceito de fato social, Durkheim assevera uma concepção fundacional da realidade social baseada na/no:
Alternativas
Q3870367 Sociologia
"O que é que há com a sociologia? Por que causa tamanha irritação a tantas pessoas? Alguns sociólogos poderiam responder 'ignorância´; outros, 'medo´. Por que medo? Ora, porque consideram sua matéria algo arriscado e frustrante. A sociologia, costumam afirmar, tende a subverter: ela questiona as premissas que desenvolvemos sobre nós mesmos, como indivíduos, e acerca dos contextos sociais mais amplos nos quais vivemos" (Giddens, 2001, p. 11).

GIDDENS, Anthony. Em defesa da sociologia: ensaios, interpretações e tréplicas. São Paulo: Editora UNESP, 2001.

A partir desta citação de Anthony Giddens, qual é a alternativa que agrupa os conceitos que melhor representam o papel da Sociologia enquanto ciência e instância crítica da sociedade?
Alternativas
Q3870366 Sociologia
Dentre as perspectivas epistemológicas situadas no processo de surgimento da Sociologia, encontra-se a perspectiva de Auguste Comte nomeada epistemologia histórica e diferencial. A partir desta perspectiva, Comte propõe que:

Os fatos e fenômenos sociais devem ser explicados de forma histórica, existindo uma relação inversamente proporcional entre                   e                   .

Os conceitos que completam CORRETAMENTE e respectivamente a asserção acima são:
Alternativas
Respostas
141: E
142: A
143: D
144: A
145: D
146: A
147: E
148: B
149: A
150: B
151: C
152: D
153: E
154: A
155: E
156: D
157: A
158: E
159: E
160: C