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Para professor - sociologia
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No texto A práxis e a compreensão da práxis: sobre as teses ad Feuerbach, Wolfdietrich Schmied-Kowarzik ressalta: “Por materialismo Marx aqui não compreende apenas aquele de Feuerbach, mas também o materialismo francês do século XVIII de um La Metrie e de um d’Holbach e, do mesmo modo, o empirismo [...] anglo-saxão de Hobbes e Locke, isto é, toda a ciência positivista da modernidade. É ela que ele acusa de não considerar a realidade que procura conhecer como efetiva, mas que a coisifica e contrapõe a si ‘na forma de um objeto’”.
A crítica de Marx ao materialismo, segundo o texto, concentra-se na
Em seu texto “Desafios ativistas à democracia deliberativa”, Iris Marion Young reflete sobre as contradições da democracia deliberativa: “A deliberação, diz o ativista, é uma atividade de salas de reuniões [...]. Entre si, [as elites] participam do debate sobre as políticas que sustentarão seu poder e promoverão seus interesses coletivos. [...] Observadores e imprensa só comparecem por convite. [...] Nessas circunstâncias de desigualdade estrutural e poder excludente, os bons cidadãos deveriam estar protestando do lado de fora”.
A contradição apresentada no texto é criticada por Young porque
Zygmunt Bauman, em seu livro Para que serve a Sociologia?, destaca o caráter dialógico da Sociologia: “Como em todas as conversas, a Sociologia se envolve no diálogo com a doxa laica [...]. A transformação de mensagens em estímulos efetivos é mediada pela recepção, seguida pela compreensão, que envolve, como regra, uma interpretação (seletiva). Em sua variedade sociológica, o diálogo visa ao confronto entre Erfahrungen [experiências] e Erlebnisse [vivências]”.
O diálogo promovido pela Sociologia, segundo Bauman, tem como objetivo
Ao abordar a educação como reflexo do governo, Montesquieu, em seu livro O espírito das leis, afirma: “As leis da educação são as primeiras que recebemos. E, como nos preparam para sermos cidadãos, cada família particular deve ser governada no mesmo plano da grande família que compreende todas”.
A educação nas monarquias, segundo Montesquieu, tem como objetivo a formação de
Max Weber, em seu livro Ensaio de Sociologia, busca diferenciar a abordagem sociológica de sua época em relação a outras ciências sociais. O autor “chamou sua perspectiva de Sociologia ‘interpretativa’ ou ‘compreensiva’”.
A Sociologia compreensiva ou interpretativa de Weber tem como objetivo
Francine Saillant (em Paula e Heringer, 2009), em seu texto “Direitos, cidadania e reparações pelos erros do passado escravista: perspectivas do movimento negro no Brasil”, escreve sobre memória e questão racial: “As reparações também são uma questão de memória. Assim, Edna Roland recorre à ideia de criar um memorial da escravidão no Brasil. Ela interroga o motivo da ausência de tal memorial: ‘Quatro milhões de vítimas do tráfico, 40 milhões de vítimas que nasceram no Brasil, 44 milhões de vítimas da escravidão e nenhum memorial? Como explicar isso enquanto existe um memorial para 475 mortos brasileiros na Segunda Guerra Mundial na Itália? Por que, então, nada para nós? 44 milhões de vítimas ainda não é o bastante? Onde estão nossos mortos, onde estão nossos cemitérios?’”.
Com base no texto, a memória da escravidão, considerada como elemento de reparação, relaciona-se com a
Octavio Ianni sintetiza o argumento central de seu livro A ideia de Brasil moderno, no seguinte trecho: “Sob o aspecto social, racial, regional e cultural, entre outros, continua em aberto a questão nacional. Em perspectiva ampla, a história do Brasil pode ser vista como a de uma nação em processo, à procura da sua fisionomia. É como se estivesse espalhada no espaço, dispersa no tempo, buscando conformar-se ao nome, encontrar-se com a própria imagem, transformar-se em conceito”.
A análise de Ianni sobre a nação brasileira, apresentada no excerto, indica que
Weber, em seu livro Ensaio de Sociologia, propõe uma análise sobre partidos políticos. Ele afirma: “Os partidos podem representar interesses determinados através da ‘situação classista’ ou ‘estamental’, e podem recrutar seus membros de uma ou de outra”.
Segundo Weber, os partidos possuem como característica a
Átila Roque (em Paula e Heringer, 2009), em seu texto “Construção e desconstrução do silêncio: reflexões sobre o racismo e o antirracismo na sociedade”, discute a causa de um país do racismo sem racistas. Diz o autor: “Estivemos, na verdade, ao longo da última década, participando de um processo fundamental de ruptura de um dos principais – talvez o mais importante – pilares de sustentação do racismo no Brasil: o silêncio”.
Segundo Roque, o silêncio mencionado no excerto se refere à
Zygmunt Bauman, em seu livro Para que serve a Sociologia?, esclarece seu entendimento sobre a dimensão política da Sociologia: “O que torna a Sociologia uma atividade intrinsecamente política é [...] o próprio fato de oferecer uma fonte e uma legitimação de autoridade distintas, ao contrário da política institucionalizada”.
A dimensão da Sociologia apresentada por Bauman caracteriza-se por
Valter Roberto Silvério, em seu texto “Evolução e contexto atual das políticas públicas no Brasil: educação, desigualdade e reconhecimento”, afirma: “No Brasil, as distinções étnico-raciais e a introdução de trabalho livre condicionaram e restringiram a expansão dos direitos de cidadania, legando um Estado formulador de políticas sociais limitadas”.
De acordo com Silvério, a cidadania regulada no Brasil gerou como consequência histórica
Em seu livro Ensaio de Sociologia, Weber discute a relação entre ética religiosa e capitalismo. Diz o autor: “Repetimos: não é a doutrina ética de uma religião, mas a forma de conduta ética a que são atribuídas recompensas que importa. Essas recompensas funcionam na forma e na condição dos respectivos bens de salvação. E essa conduta constitui o ethos específico de cada pessoa, no sentido sociológico da palavra”.
De acordo com Weber, a relação apresentada por ele no excerto se manifesta na
Em seu texto “Desafios ativistas à democracia deliberativa”, Iris Marion Young conclui, sobre a tensão existente entre o ativismo e a democracia deliberativa: “[...] a dissonância entre as posturas da democrata deliberativa e do ativista não se dissolve. Indivíduos e organizações que procuram combater a injustiça e promover a justiça precisam de ambos para debater com os outros e convencê- -los de que há injustiças que devem ser corrigidas e a protestar e participar de ação direta”.
No texto, argumenta-se que o combate à injustiça e a promoção da justiça demandam a
No texto A práxis e a compreensão da práxis: sobre as teses ad Feuerbach, Wolfdietrich Schmied-Kowarzik aponta que, para Marx, “todas as formas de relações de alienação, exploração e opressão produzidas por uma práxis cega e naturalizante possam ser superadas e revolucionadas consciente e solidariamente por indivíduos ativos”.
Segundo o texto, para Marx, a superação da alienação ocorre por meio da
Em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, Ricardo Antunes analisa a crise do capital: “A denominada crise do fordismo e do keynesianismo era a expressão fenomênica de um quadro crítico mais complexo. [...] Como resposta à sua própria crise, iniciou-se um processo de reorganização do capital e de seu sistema ideológico”.
Diante da crise mencionada, Ricardo Antunes argumenta que a resposta do capital à crise priorizou
No informativo Desigualdades sociais por cor ou raça no Brasil, elaborado pelo IBGE, ao apresentar os resultados sobre moradia, ressalta-se: “Entre a população residente em domicílios próprios, 20,8% das pessoas pardas e 19,7% das pessoas pretas residiam em domicílios sem documentação da propriedade, enquanto a proporção encontrada entre as pessoas brancas era cerca de metade desse valor (10,1%)”.
Uma política pública para enfrentar a situação descrita são os projetos de
Em seu livro Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria, Zygmunt Bauman analisa as relações humanas: “Hoje em dia, essas ligações tendem a ser vistas – com um misto de regozijo e ansiedade – como frágeis, desintegráveis sem qualquer dificuldade e tão fáceis de romper quanto de estabelecer. [...] A crescente fragilidade dos vínculos humanos é, portanto, experimentada desde o começo, a partir do momento de sua concepção e muito depois de seu desaparecimento, como um misto de bênção e maldição”.
A análise de Bauman sobre os vínculos humanos evidencia uma transformação social marcada
Flávia Piovesan, em seu texto “Ações afirmativas da perspectiva dos direitos humanos”, discute medidas para promoção de igualdade material. Ela afirma: “As ações afirmativas constituem medidas especiais e temporárias que, buscando remediar um passado discriminatório, objetivam acelerar o processo com o alcance da igualdade substantiva por parte dos grupos socialmente vulneráveis, como as minorias étnicas e raciais, entre outros grupos. [...] Tais medidas cessarão quando alcançado o seu objetivo”.
Segundo o texto, as ações afirmativas contribuem para a igualdade mencionada ao
Iris Marion Young, em seu texto “Desafios ativistas à democracia deliberativa”, ilustra falsos consensos em deliberações, como o presente no excerto: “Apesar de debates amplos e vigorosos sobre as causas e as soluções para a pobreza, tanto nos Estados Unidos quanto, cada vez mais, em outras partes do mundo, há um novo consenso importante sobre muitos termos do debate. [...] Essa política antipobreza deve acabar por transformar os indivíduos para melhor adequá-los às estruturas contemporâneas de emprego assalariado”.
Com base no excerto, é correto afirmar que Young argumenta que o falso consenso deliberativo mencionado
Um dos principais conceitos discutidos por Stuart Hall, em seu livro A identidade cultural na pós-modernidade, é o de identidades híbridas. Diz o autor: “As identidades nacionais estão em declínio, mas novas identidades – híbridas – estão tomando seu lugar”.
Para Hall, as identidades híbridas