Questões de Concurso
Para médico psiquiatra
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Paciente do sexo feminino, 29 anos, levada à emergência de um hospital geral devido a um quadro, progressivo em caráter de agravo, de desconfiança e acusações direcionadas a pessoas próximas (“meu pai está me roubando”, “meu namorado está me traindo”) que se iniciou a 2 meses. No dia anterior, agrediu fisicamente a sua mãe e quebrou vários objetos decorativos do seu quarto afirmando existirem “câmeras escondidas que foram instaladas pela minha mãe para monitorar a minha vida”. Paciente não possui diagnósticos psiquiátricos prévios porem, familiares afirmam que a paciente “tem dormido muito pouco” e que “vem usando diariamente uma fórmula para emagrecer passada por um endocrinologista”. A hipótese diagnóstica mais provável é:
Leia o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10:
A ética coletiva e o jeitinho brasileiro
Ricardo Semler, homem de negócios bem sucedido, em seu best-seller ‘Virando a Própria Mesa’, alega que “é impossível ser industrial neste país sem ser corrupto”, tantos e tamanhos são os esquemas que envolvem essa atividade que não resta alternativa senão fazer parte deles ou perecer.
De certa forma, embora a exorbitante carga tributária a que estão submetidas as empresas brasileiras não deixe dúvidas do quanto a afirmativa se aproxima da realidade, é fato também que todo o restante da sociedade se utiliza dessa mesma lógica para justificar suas ações despidas de qualquer sentido de ética. E isso se generalizou de tal forma que não podemos mais falar sequer de ações pontuais, mas de uma cultura que se instalou e passou a fazer parte do cotidiano das pessoas que sequer conseguem fazer a distinção entre certo e errado, entre ético e não ético no convívio social.
A corrupção é mera consequência desse padrão moral no qual somos iniciados desde a mais tenra idade. A desonestidade, o engano e a falta de caráter é algo intrínseco e altamente difundido na maioria das atividades que se desenvolvem neste país. Daí porque me posiciono como um ferrenho combatente do tal "jeitinho brasileiro".
Se fizermos uma pesquisa nas ruas, será bem provável que muitos digam ser da mesma opinião, mas na prática do dia-a-dia as mesmas pessoas que fazem tal afirmativa cometem atos que vão desde conseguir um lugar na frente de uma fila ou calar-se ao receber um benefício indevido da previdência, até se manter na folha de pagamento de empresa pública na qual nunca desenvolveu qualquer atividade. E todos se acham plenamente justificados na crença de que "estou pegando de volta um pouco do muito que o governo me tira!". Não resta dúvida de que esse tipo de pensamento aplaca muitas consciências a partir do momento em que reconhecemos que o governo fica longe de cumprir a sua parte.
Só que isso não se pode constituir em fator decisivo para a perda generalizada de referenciais e de renúncia absoluta ao sentido de valores pelas pessoas. Vou mais longe quando se trata de avaliar essa prática quando utilizada com conotação de malandragem.
Se ainda existe a vontade de enganar, a real intenção de ser malandro, ainda há esperança de que o processo seja revertido, pois a pessoa sabe que está cometendo um ilícito, tem o conhecimento de que está utilizando um recurso desleal ou desonesto. O mais grave – e é o que já está amplamente difundido na cultura deste país – é quando os indivíduos perdem a noção de que tais atitudes se constituem em ações desonestas.
Eu tenho muito mais medo dos indivíduos aéticos do que dos antiéticos, porque estes últimos têm consciência plena de que estão cometendo um ato ilícito, e isso faz o divisor de águas. Quando se perde a noção entre o lícito e o ilícito, como acontece no Brasil, e a população acha muito comum cometer o pequeno "delito nosso de cada dia", aí sim, tem-se o maior indicador de que a moral pública sofreu uma derrocada significativa, e não se sabe mais se isso poderá ser revertido um dia.
O contexto está degenerado de tal forma, com seu esquema de valores tão deturpado, que tudo passa a ser válido, desde que o final seja considerado "uma boa causa".
Li certa vez um artigo que classifica a corrupção em vários níveis e mostra que ela já começa dentro de casa, quando se usa até a carteira de estudante de um irmão para pagar "meia" no cinema. E o comportamento tolerante, a complacência usual das pessoas com a corrupção do cotidiano é que se configura inaceitável.
O país do "jeitinho" é a mais verdadeira das nossas realidades! Afinal, o negócio é levar vantagem em tudo, certo? Enquanto não nos cobrarmos, cada um de si mesmo, – até que isto se torne uma prática comum – uma postura ética de tolerância zero, nada vai mudar.
Fonte: BOLDSTEIN, Luiz Roberto. Disponível em:< www.diferencialbr.com.br>.
De qual país trata o texto:
1. A disforia pós-parto ou blues puerperal é o quadro mais comum no pós-parto. 2. A depressão pós-parto tem início mais comum de forma insidiosa nas primeiras semanas após o parto. 3. A psicose pós-parto tem pico de incidência 2 meses após o parto.
Assinale a alternativa correta.
1. Em casos de abuso de álcool comórbido está contraindicado o uso de metilfenidato. 2. Em meninas são mais prevalentes os sintomas de hiperatividade. 3. No adulto, os sintomas de desatenção se manifestam com procrastinação e má administração do tempo.
Assinale a alternativa correta
Sobre o caso, considere as seguintes afirmativas:
1. O carbonato de lítio é um medicamento de primeira escolha para o tratamento desse caso. 2. A fluoxetina deve ser descontinuada imediatamente para o tratamento correto. 3. Devido ao risco de agressividade, o internamento em unidade psiquiátrica deve ser considerado, mesmo sem a anuência do paciente. 4. Fuga de ideias e grandiosidade são outros sintomas esperados nessa situação.
Assinale a alternativa correta.
1. A ciclagem na infância e adolescência tende a ser mais rápida que em adultos. 2. A irritabilidade na infância possui alta sensibilidade e especificidade para bipolaridade. 3. O pensamento de suicídio em adolescentes bipolares, apesar de muito comum, é pouco preocupante, pois raramente culmina em tentativas.
Assinale a alternativa correta.
1. Mulheres têm um risco 2 a 3 vezes maior de desenvolver depressão em relação aos homens. 2. O aumento do TNF-alfa é um dos achados inflamatórios da depressão maior. 3. O estresse oxidativo presente na depressão está relacionado com dano ao DNA. 4. É encontrada uma dessensibilização dos receptores 5HT1 nos neurônios serotoninérgicos.
Assinale a alternativa correta.