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As dimensões política e ética do projeto ético-político explicitam-se no compromisso com a radicalização da emancipação política que tem como horizonte a emancipação humana.
Os debates e reflexões acerca da ética ocorridos na década de 80 do século passado promoveram a ruptura com concepções filosóficas conservadoras, fundadas no neotomismo, que tinham por fundamento a lógica da harmonia e da neutralidade.
O processo histórico de ruptura no serviço social brasileiro foi influenciado fortemente pelo movimento progressista latino-americano, então sob a liderança da Escola de Trabalho Social de Costa Rica.
Do ponto de vista legal, o conjunto CFESS-CRESS é uma autarquia pública, sendo assim, por sua natureza, não deve vincular-se a organizações da sociedade civil nem a movimentos sociais.
Alguns fatores marcantes da era flexível são o fortalecimento da luta contra a exploração capitalista, a organização dos trabalhadores, a força dos sindicatos e a formação da consciência de classe.
A acumulação flexível apoia-se na flexibilidade dos processos de trabalho, caracterizando-se pelo surgimento de novos setores de produção e de novas maneiras de fornecimento de serviços financeiros e por envolver rápidas mudanças dos padrões de desenvolvimento desigual.
A reestruturação produtiva diz respeito ao processo de mudança no modo de produção capitalista com vistas a sua dinamização.
A expressão “classe que vive do trabalho” inclui a totalidade da classe trabalhadora que vende sua força de trabalho e engloba tanto os trabalhadores improdutivos quanto os produtivos.
A expressão dominante do sistema produtivo e de seu respectivo processo de trabalho - taylorismo-fordismo - vigorou na grande indústria, em quase todo o século XX, com base na produção em massa de mercadorias e estruturada a partir de uma produção homogeneizada e verticalizada.
A mundialização do capital possibilitou a ampliação de empregos e impôs maior intervenção do Estado no atendimento às necessidades sociais.
A propósito da dimensão ético-política da profissão de serviço social, deve-se levar em conta a vinculação dos profissionais a partidos políticos de esquerda comprometidos com a modernização das políticas sociais.
As competências profissionais do assistente social, assim como suas atribuições privativas, estão associadas a um projeto que, nas últimas décadas, adequou a profissão às exigências de seu tempo, redimensionando-a no âmbito teórico-metodológico e político.
A apropriação de novos espaços profissionais implica a consolidação do saber profissional expresso pelo uso de instrumentos técnico-operativos, tais como pareceres e laudos que, elaborados em conjunto, devem advir do consenso entre os participantes da equipe, dispensando-se posicionamento específico vinculado à sua atribuição.
As diversas dimensões do exercício profissional do serviço social (ético-política, teórico-metodológica, técnico-operativa e crítico-investigativa) dizem respeito exclusivamente à intencionalidade do projeto profissional e à intervenção do profissional.
A centralidade da questão social como matéria do serviço social permite que se considere a inserção profissional do assistente social nos Poderes Legislativo e Judiciário, haja vista essas esferas não possuírem função executiva das políticas sociais públicas.
A ampliação das possibilidades e demandas de atuação profissional do assistente social tem ocorrido de forma desordenada e carente de amparo legal que as legitime.
O trabalho do assistente social na área sociojurídica se restringe àquele desenvolvido no interior das instituições estatais que formam o sistema de justiça, ou seja, o Ministério da Justiça e as secretarias de justiça dos estados.
Na esfera judiciária, os assistentes sociais são chamados a intervir, de forma decisiva, no encaminhamento e na definição e aplicação de sentenças relativas à violação de direitos.
Novas possibilidades e demandas de atuação profissional estão diretamente relacionadas à tomada de posição expressa nos textos do Seminário de Araxá, que marca o processo de renovação do serviço social.
Novas demandas profissionais e dos espaços ocupacionais são determinadas pelo movimento de reconceituação, o qual é responsável pelo fortalecimento do serviço social tradicional.