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Os estudos socioeconômicos são constituídos por conhecimentos acerca de uma determinada situação social, a partir de demandas dos usuários de um serviço, e têm como finalidade imediata a emissão de um parecer, formalizado ou não, sobre tal situação.
Na elaboração de estudo socioeconômico, a entrevista de coleta de dados exime o assistente social de socializar a conclusão do estudo com o usuário.
Considerando que o parecer social constitui a descrição detalhada de uma questão ou situação social, para sua elaboração dispensa-se o levantamento de hipóteses sobre possíveis consequências e a realização de análises prospectivas.
Os instrumentos e as técnicas utilizados pelo assistente social compõem um acervo profissional fundamentalmente técnico e de natureza imparcial.
A socialização das informações apoia-se na garantia do direito de cidadania, constituindo alternativa à tradicional orientação vinculada à normatividade legalmente instituída e ao enquadramento institucional dos usuários.
A orientação e o acompanhamento realizados por assistentes sociais que adotem o atual projeto ético-político da profissão têm caráter educativo e interferem diretamente na formação de condutas e de subjetividades dos usuários dos espaços sócio-ocupacionais.
O papel do facilitador no trabalho em grupo é o de conduzir o processo, conforme sua expertise, com especial atenção para não direcionar a tomada de decisão do grupo de acordo com seu posicionamento.
O envolvimento dos integrantes de um grupo, estimulado pela igualdade de oportunidades e pela delegação de poder, tanto nas decisões como nas discussões, caracteriza a natureza participativa de uma proposta de ação.
Na análise da influência das redes de relações primárias no processo de inclusão social, recomenda-se observar as particularidades de cada família no tocante a tempo e espaço social, configuração, percurso transgeracional e localização territorial.
A intervenção em situações familiares especiais, tais como prisão, desemprego e morte, possui caráter essencialmente preventivo, uma vez que seu objetivo consiste em dar sustentabilidade aos processos de reorganização das famílias.
Na investigação social, a criatividade do pesquisador corresponde a sua capacidade pessoal de análise e de síntese teórica, bem como a seu nível de comprometimento com o objeto.
As críticas sobre o uso de métodos quantitativos para a interpretação de informações sociais referem-se a crenças do senso comum de que as distorções na abordagem da realidade podem ser evitadas pela codificação.
A respeito da dicotomia entre abordagens quantitativas e qualitativas, a concepção dialética marxista considera que a qualidade dos fatos e das relações sociais é sua propriedade inerente e que as referidas abordagens são inseparáveis e interdependentes.
Na definição da amostra em uma pesquisa qualitativa, deve-se adotar a representatividade numérica para garantir a generalização dos conceitos teóricos que estiverem sendo testados.
O grupo focal, como técnica de pesquisa, caracteriza-se pela realização de uma conversa em grupo de natureza heterogênea, e a aplicação dessa técnica prescinde de planejamento ou de uso de roteiro prévio.
A concepção dialética compreende a realidade com base no princípio do conflito, da contradição e da transformação como algo permanente, enquanto a lógica positivista, por sua vez, investiga leis invariáveis da estrutura social para conservá-la.
A ideia de liberdade, compreendida como fonte de emancipação, autonomia e plena expansão dos indivíduos sociais, contrapõe-se ao conceito de liberdade preconizado pelo liberalismo, o qual concebe a liberdade como livre arbítrio ou a relaciona com o individualismo.
A ética profissional refere-se à reflexão sobre a moralidade profissional e fundamenta-se em valores e princípios que direcionam as ações profissionais bem como orientam os parâmetros que devem nortear a relação dos profissionais com diferentes realidades sociais.
Como o usuário do serviço social deve ser atendido em um espaço físico adequado, cabe ao assistente social comunicar formalmente ao órgão ou à instituição em que trabalha caso haja, no local de atendimento, alguma inadequação ética, física ou técnica que impeça a realização do seu trabalho.
De acordo com o Código de Ética do Serviço Social, constituem atribuições privativas do assistente social encaminhar providências e prestar orientação social a indivíduos, grupos e população em geral.