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Q3283054 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O homem rouco


    Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.

    Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo “não tenho trocado”, ao homem parado na esquina, “o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo”, e ao garçom, “por favor, mais um pedaço de gelo”. Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.

    Ora, naturalmente que me trato. Deramme várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.

    Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.

    Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz? 

    Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar “Capitão Banana” diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d’água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.

    Afinal, posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.

    O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.

    Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro – e vosso.


BRAGA, R. O homem rouco. 3ª ed., Record, 1984. Disponível <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13137/ohomem-rouco>.
Nas sentenças a seguir, retiradas do texto, o advérbio em destaque exprime modo apenas em:
Alternativas
Q3283053 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O homem rouco


    Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.

    Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo “não tenho trocado”, ao homem parado na esquina, “o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo”, e ao garçom, “por favor, mais um pedaço de gelo”. Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.

    Ora, naturalmente que me trato. Deramme várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.

    Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.

    Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz? 

    Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar “Capitão Banana” diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d’água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.

    Afinal, posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.

    O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.

    Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro – e vosso.


BRAGA, R. O homem rouco. 3ª ed., Record, 1984. Disponível <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13137/ohomem-rouco>.
As palavras a seguir, retiradas do texto, que recebem a acentuação gráfica pela mesma regra ortográfica são apenas:
Alternativas
Q3283052 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O homem rouco


    Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.

    Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo “não tenho trocado”, ao homem parado na esquina, “o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo”, e ao garçom, “por favor, mais um pedaço de gelo”. Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.

    Ora, naturalmente que me trato. Deramme várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.

    Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.

    Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz? 

    Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar “Capitão Banana” diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d’água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.

    Afinal, posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.

    O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.

    Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro – e vosso.


BRAGA, R. O homem rouco. 3ª ed., Record, 1984. Disponível <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13137/ohomem-rouco>.
O pronome “vosso”, que ocorre em “[...] o sentimento é límpido, é cristalino, puro – e vosso”, exprime posse em relação à:
Alternativas
Q3283050 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O homem rouco


    Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.

    Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo “não tenho trocado”, ao homem parado na esquina, “o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo”, e ao garçom, “por favor, mais um pedaço de gelo”. Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.

    Ora, naturalmente que me trato. Deramme várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.

    Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.

    Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz? 

    Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar “Capitão Banana” diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d’água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.

    Afinal, posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.

    O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.

    Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro – e vosso.


BRAGA, R. O homem rouco. 3ª ed., Record, 1984. Disponível <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13137/ohomem-rouco>.
Para se referir a um isqueiro, o narrador do texto emprega a expressão “fogo” – “o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo”. Esse tipo de recurso estilístico corresponde à figura de linguagem:
Alternativas
Q3283049 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O homem rouco


    Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.

    Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo “não tenho trocado”, ao homem parado na esquina, “o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo”, e ao garçom, “por favor, mais um pedaço de gelo”. Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.

    Ora, naturalmente que me trato. Deramme várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.

    Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.

    Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz? 

    Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar “Capitão Banana” diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d’água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.

    Afinal, posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.

    O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.

    Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro – e vosso.


BRAGA, R. O homem rouco. 3ª ed., Record, 1984. Disponível <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13137/ohomem-rouco>.
Em todas as sentenças a seguir, a expressão em destaque desempenha a mesma função, qualificando o nome a que se refere, exceto em:
Alternativas
Q3282099 Português
Analise as afirmativas tendo em vista as ideias que se podem inferir do texto.

I- A figura de linguagem hipérbole está presente na expressão “A maior prova”, a qual foi usada como um recurso de argumentação.

II- A referência a uma variação linguística regional é usada para construir a argumentação apresentada no texto.

III- O termo “trem” está presente na fala dos habitantes de Minas Gerais substituindo vários outros nomes, e, no texto, foi usado para se referir à palavra “avião”.

IV- O preconceito linguístico está presente no texto em relação ao uso da palavra “trem” pelos habitantes do Estado de Minas Gerais.

V- A palavra “trem” é característica da linguagem dos mineiros e forma a expressão “trem de pouso”, que substitui o termo “rodas”.


Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q3282092 Português
Texto 01


Prometer menos, viver mais

   [...] Há muitos anos – talvez desde garota – eu gosto de aproveitar esses dias finais para relembrar o que foi vivido nos últimos 365 dias (em 2024, 366!) e, especialmente, para traçar minhas metas e objetivos para o ano seguinte.

   Essa lista costumava ser enorme: eu inconscientemente acreditava que, na virada do ano, seria abastecida de toda a energia necessária para mudar hábitos e construir o estilo de vida que eu tanto desejava, além de achar que aqueles sonhos todos poderiam se realizar (nem com passe de mágica…). Minha lista tinha metas irreais, audaciosas e acabava sempre por gerar frustração. Afinal, por mais que eu desejasse mudar muitas coisas na minha vida e concretizar tantos planos, talvez a lista contemplasse coisas demais.

   Nos últimos tempos, notei que minhas resoluções ficaram menores. Pensei, com um certo ar de preocupação: “será que estou menos entusiasta de mim mesma?”. Mas talvez seja só um olhar mais maduro sobre o que, de fato, damos conta de fazer. Não que eu ainda não tenha desejos grandiosos ou sonhos que demandem toda a energia de renovação, mas sim que talvez eu esteja mais apaziguada de que nem sempre damos conta de realizar tudo aquilo que intencionamos – e isso não é sinal nenhum de fracasso…

   Afinal de contas, a vida não é o que a gente planeja. A vida é o que a gente vive. E, honestamente, por mais assustador que isso possa parecer para algumas pessoas, temos muito pouco controle sobre os acontecimentos. Daí, planejar é um ótimo start para nossas realizações, mas não garante que tudo aquilo sairá do papel. Menos ainda conforme o planejado.

   Por isso, para 2025, eu quero desejar poucas coisas. Mas talvez as mais importantes para o meu momento. Cuidar do meu corpo em sua integralidade – entendendo que parte física e mental caminham juntas – e de forma amorosa. Respeitar os meus próprios limites para não viver uma vida ansiosa e sobrecarregada. Me preocupar menos com o que não está em minhas mãos. Dançar conforme a música – porque, quando a gente não aceita o que se apresenta, tudo fica mais difícil. E olhar para o mundo com olhos de encantamento, celebrando o privilégio de estar aqui (mesmo se nada tão grandioso assim me acontecer).

   Enfim, prometer menos, viver mais.


Fonte: ZANELATO, Débora. Prometer menos, viver mais. Disponível em: vidasimples.co/colunista/quero-prometer-menos-e-viver-mais/. Acesso em: 19 fev. 2025. Adaptado.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as ideias que são defendidas no texto.

I- A maturidade, advinda com o tempo, permite a simplificação da vida. II- Os sonhos e os desejos significativos desaparecem com a maturidade. III- O alcance das metas, na maturidade, é essencial para evitar a frustração. IV- O desrespeito aos próprios limites traz como consequência a ansiedade. V- O controle de todos os acontecimentos da vida é um objetivo inatingível.

Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q3282090 Medicina
Caso clínico: Uma mulher de 48 anos procura atendimento médico referindo tristeza profunda e desânimo persistentes, iniciados há 8 meses. Ela descreve-se como natural do interior de Minas Gerais, professora primária, viúva há 2 anos, sem filhos e sedentária. A paciente queixa-se de fadiga intermitente, alterações discretas no padrão de sono e ganho de peso de 5 kg no período. Nega ideação suicida, sentimento de culpa ou baixa autoestima. Refere histórico de depressão tratada com Escitalopram (até 40 mg/dia) por 4 meses, sem resposta significativa. Apresenta constipação ocasional. Ao exame físico, encontra-se hidratada, corada, afebril, sem edemas ou icterícia. Os sinais vitais mostram bradicardia limítrofe (50 bpm) em repouso. A ausculta cardíaca revela bulhas normofonéticas, sem sopros.
Diante do quadro clínico apresentado, qual o principal diagnóstico diferencial a ser investigado?
Alternativas
Q3282089 Medicina
Caso clínico: Uma mulher de 35 anos é admitida no pronto-socorro com queixa de cefaleia pulsátil bilateral intensa, acompanhada de fotofobia e fonofobia, persistindo há mais de 72 horas. A paciente relata náuseas e vômitos frequentes, necessitando de medicação para alívio imediato dos sintomas. Ela nega alergias medicamentosas e relata histórico de enxaqueca com aura.
Considerando o quadro de status migranoso apresentado pela paciente, qual o esquema medicamentoso mais adequado para o controle sintomático imediato, levando em conta a refratariedade da cefaleia e os sintomas associados?
Alternativas
Q3282088 Medicina
Caso clínico: Uma mulher com 32 semanas de gestação foi diagnosticada com carcinoma invasivo de tipo não especial, após biópsia de um nódulo de 4 cm na mama direita. Foi submetida à mastectomia na 34ª semana e tem indicação de quimioterapia adjuvante. Assinale a alternativa CORRETA sobre o momento ideal para o início da quimioterapia.
Alternativas
Q3282087 Medicina
Caso clínico: Uma mulher de 62 anos, com histórico de hipertensão arterial sistêmica (HAS), dislipidemia e diabetes mellitus tipo 2 mal controlado (em uso de altas doses de insulina), apresenta quadro de dor lombar intensa à esquerda com irradiação para o membro inferior esquerdo. Ao longo de oito semanas, evoluiu com fraqueza e atrofia assimétrica do quadríceps esquerdo, além de perda ponderal de 10 kg. A paciente nega alterações esfincterianas e, ao exame físico, apresenta hiporreflexia em membros inferiores.
Diante desse quadro clínico, qual das seguintes alternativas apresenta o diagnóstico mais provável?
Alternativas
Q3282086 Medicina
Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), membros ativos da associação de moradores do bairro, expressaram o desejo de participar da reunião da equipe da Unidade de Saúde da Família (USF). O objetivo dessa participação seria contribuir com opiniões e sugestões para a organização do fluxo de atendimentos da USF, visando à melhoria do acesso e da qualidade dos serviços.
Considerando o contexto da participação social e do controle social no SUS, analise as assertivas a seguir e a relação proposta entre elas:

I - Os Conselhos de Saúde, compostos por representantes de usuários, trabalhadores, gestores e prestadores de serviço, reúnem-se regularmente para deliberar sobre as políticas de saúde e fiscalizar a gestão do SUS em cada esfera de governo.

PORQUE

II - A Lei n.º 8.142/1990, que dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do SUS, garante a existência de instâncias colegiadas como os Conselhos de Saúde e as Conferências de Saúde, espaços fundamentais para o exercício do controle social e a construção de políticas de saúde democráticas e participativas.

Marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3282085 Medicina
Caso clínico: Uma paciente de 40 anos, com histórico de obesidade grau I e diabetes mellitus tipo 2 diagnosticados há 8 anos, procura aconselhamento pré-concepcional. Ela utiliza metformina para controle glicêmico. Os exames recentes revelam função renal e cardíaca dentro dos parâmetros normais, exame de fundo de olho sem retinopatia diabética e hemoglobina glicada (HbA1c) de 9,1%.
Considerando o quadro clínico da paciente, quais das seguintes anomalias fetais apresentam maior risco de ocorrência?
Alternativas
Q3282084 Medicina
Caso clínico: Uma mulher de 22 anos apresenta-se com queixa de erupção malar intermitente há 2 anos, que piora após exposição solar. Ocasionalmente, refere úlceras orais e fadiga leve. Nega febre, dores articulares, edema ou outros sintomas sistêmicos. As queixas cutâneas e orais apresentam resolução espontânea, mas recorrem periodicamente. Ao exame físico, observa-se eritema malar bilateral leve, sem edema ou outros sinais de envolvimento sistêmico. Exames laboratoriais revelam FAN positivo com Anti-SSA positivo, e todos os demais exames, incluindo hemograma, complemento sérico, creatinina e urina, estão normais. Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual a conduta terapêutica inicial mais adequada para essa paciente?
Alternativas
Q3282083 Medicina
Caso clínico: Um paciente de 58 anos, histórico de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), é levado ao pronto-socorro apresentando dispneia intensa, tosse produtiva com expectoração purulenta e febre de 38,5 °C há dois dias. Ao exame físico, observa-se: PA = 130/80 mmHg, FC = 112 bpm, FR = 26 irpm e SatO2 = 88% em ar ambiente. A ausculta pulmonar revela murmúrio vesicular reduzido difusamente e presença de roncos. Após a suplementação de oxigênio para melhorar a saturação, qual a principal conduta terapêutica imediata a ser instituída?
Alternativas
Q3282082 Medicina
Caso clínico: Paciente, 38 anos, diagnosticado com hipertensão arterial sistêmica (HAS) há 4 anos, faz uso regular de anlodipino, lisinopril e bisoprolol nas doses máximas recomendadas. Nos últimos 6 meses, relata fraqueza muscular e parestesias. Ao exame físico, apresenta circunferência abdominal de 114 cm, pressão arterial de 164/96 mmHg (média de três medidas) e frequência cardíaca de 58 bpm. Os demais achados do exame físico são normais. Os seguintes resultados laboratoriais foram observados: microalbuminúria de 420 mcg/mg de creatinina, potássio sérico de 3 mEq/L e creatinina sérica de 0,8 mg/dL. Os demais exames laboratoriais de rotina não apresentaram alterações significativas. Considerando o caso clínico, qual o método de rastreamento mais adequado para o diagnóstico de hipertensão arterial secundária? 
Alternativas
Q3282081 Medicina
Caso clínico: Um homem, 42 anos, com histórico de hanseníase dimorfa tratada há 3 anos, procura atendimento médico queixando-se de dificuldade para fechar a pálpebra esquerda e desvio do canto da boca à esquerda, iniciados há 5 dias, conforme imagem a seguir. Nega histórico de trauma, hipertensão arterial ou diabetes. A ressonância magnética de encéfalo não revela alterações centrais.

Imagem associada para resolução da questão


Considerando o contexto clínico da paciente e a investigação realizada, qual a causa mais provável para a paralisia facial e qual a conduta terapêutica inicial mais adequada?
Alternativas
Q3280529 Saúde Pública

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) prevê mais de dez vacinas diferentes nos dois primeiros anos de vida.


De acordo com o PNI, a seguinte vacina é administrada com 12 meses ou mais de vida:

Alternativas
Q3280528 Psiquiatria
A rede de atenção psicossocial (RAPS) do SUS é ampla e pode atender pessoas em sofrimento ou transtorno mental.
Um ponto de atenção para o caso de um paciente com transtorno de ansiedade generalizada, que desperta no meio da noite em surto e necessita de atendimento de urgência ou emergência psiquiátrica, é:
Alternativas
Q3280527 Saúde Pública
Um médico foi convidado a dar uma palestra sobre trabalho multiprofissional para o pessoal técnico da Unidade de Saúde da Família onde trabalha. Depois de muito pensar, decide começar a palestra analisando as vantagens desse tipo de trabalho.
Assinale a alternativa que destaca corretamente uma vantagem do trabalho multiprofissional no contexto da saúde da família.
Alternativas
Respostas
19701: B
19702: C
19703: D
19704: A
19705: E
19706: A
19707: C
19708: A
19709: D
19710: B
19711: E
19712: D
19713: C
19714: C
19715: B
19716: A
19717: E
19718: A
19719: D
19720: C