Questões de Concurso
Para médico
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Com base nas recomendações mais recentes, a conduta mais apropriada é
Considerando o estadiamento clínico e as condutas recomendadas pelo Ministério da Saúde, nessa circunstância, deve-se
Nesse cenário, é correto afirmar que se deve
Considerando a Reforma Sanitária Brasileira, que funda mentou o SUS, essa proposta é
Em uma UPA, uma criança de 6 anos dá entrada com febre alta há quatro dias, exantema maculopapular de progressão cefalocaudal, tosse, coriza e conjuntivite. A enfermeira comunica o caso ao médico plantonista, que solicita sorologia e orienta a enfermeira a realizar a notificação imediatamente. Em seguida, o gerente da unidade afirma que a vigilância só deveria ser acionada após o resultado do exame e apenas se a família confirmasse que a criança não passou por outro serviço de saúde no mesmo dia.
Segundo as normas vigentes relacionadas à notificação compulsória, assinale a alternativa correta sobre essa sequência de ações.
Considerando os níveis de prevenção de Leavell e Clark, a ação que melhor exemplifica prevenção secundária é:
Considerando o escopo das instâncias de participação social no SUS, qual é a estratégia correta nesse caso?
Qual é a interpretação correta para esse cenário?
Considerando a organização e as ações esperadas da atenção primária no SUS, o que a equipe deve fazer?
Considerando a Portaria GM/MS no 7.266/2025 e os princípios e as diretrizes do SUS, é correto afirmar que a afirmação do secretário está
Quando eu era pequeno, assistia eletrizado àqueles filmes de cadeia em branco e preto. Os prisioneiros vestiam uniforme e planejavam fugas de tirar o fôlego na cadeira do cinema.
Em 1989, vinte anos depois de formado médico cancerologista, fui gravar um vídeo sobre AIDS na enfermaria da Penitenciária do Estado, construção projetada pelo arquiteto Ramos de Azevedo nos anos 20, no complexo do Carandiru, em São Paulo. Quando entrei e a porta pesada bateu atrás de mim, senti um aperto na garganta igual ao das matinês do cine Rialto, no Brás.
Nas semanas que se seguiram, as imagens do presídio não me saíram da cabeça. Os presos na soleira das celas, o carcereiro com a barba por fazer, um PM de metralhadora distraído na muralha, ecos na galeria mal iluminada, o cheiro, a ginga da malandragem, tuberculose, caquexia, solidão e a figura calada do Dr. Getúlio, meu ex-aluno no cursinho, que cuidava dos presos com AIDS.
Duas semanas depois, procurei o dr. Manoel Schechtman, responsável pelo departamento médico do sistema prisional, e me ofereci para fazer um trabalho voluntário de prevenção à AIDS. Na conversa, o Dr. Manoel me explicou que a situação da epidemia na Penitenciária não era das piores se comparada à dos 7.200 presos da Casa de Detenção, o maior presídio do país, situado no mesmo complexo, de frente para a movi mentada avenida Cruzeiro do Sul, vizinho do metrô, a dez minutos da praça da Sé, quilômetro zero de São Paulo.
O trabalho começou em 1989 e dura até hoje. Com o apoio da Universidade Paulista (UNIP), uma instituição particular de São Paulo, fizemos pesquisas epidemiológicas sobre a prevalência do HIV, organizamos palestras, gravamos vídeos, editamos a revista em quadrinhos Vira-Latas, e atendi doentes. Com os anos, ganhei confiança e pude andar com liberdade pela cadeia. Ouvi histórias, fiz amizades ver dadeiras, aprendi medicina e muitas outras coisas. Na convivência, penetrei alguns mistérios da vida no cárcere, inacessíveis se eu não fosse médico.
Neste livro, procuro mostrar que a perda da liberdade e a restrição do espaço físico não conduzem à barbárie, ao contrário do que muitos pensam. Em cativeiro, os homens, como os demais grandes primatas (orangotangos, gorilas, chimpanzés e bonobos), criam novas regras de comporta mento com o objetivo de preservar a integridade do grupo. Esse processo adaptativo é regido por um código penal não escrito, como na tradição anglo-saxônica, cujas leis são aplicadas com extremo rigor:
– Entre nós, um crime jamais prescreve, doutor.
Pagar a dívida assumida, nunca delatar o companheiro, respeitar a visita alheia, não cobiçar a mulher do próximo, exercer a solidariedade e o altruísmo recíproco, conferem dignidade ao homem preso, o desrespeito é punido com desprezo social, castigo físico ou pena de morte:
– No mundo do crime, a palavra empenhada tem mais força do que um exército.
Não é objetivo deste livro denunciar um sistema penal antiquado, apontar soluções para a criminalidade brasileira ou defender direitos humanos de quem quer que seja. Como nos velhos filmes, procuro abrir uma trilha entre personagens da cadeia: ladrões, estelionatários, traficantes, estupradores, assassinos e o pequeno grupo de funcionários desarmados que toma conta deles.
A narrativa será interrompida pelos interlocutores, para que o leitor possa apreciar-lhes a fluência da linguagem, as figuras de estilo e as gírias que mais tarde ganham as ruas.
Por razões éticas, os casos descritos nem sempre se passaram com os personagens a que foram atribuídos. Como diz a malandragem:
– Numa cadeia, ninguém conhece a moradia da verdade.
(Drauzio Varella, Estação Carandiru. Adaptado)
Nos três primeiros parágrafos, o autor compara a realidade da penitenciária com os filmes aos quais assistia enquanto criança.
Segundo o autor,
(__)O teste do pezinho (triagem neonatal biológica) é exame de rotina do recém-nascido, idealmente realizado entre o 3º e o 5º dia de vida, com rastreamento de doenças genéticas, metabólicas e endocrinológicas conforme estabelecido pelo Ministério da Saúde brasileiro vigente.
(__)O teste do olhinho (avaliação do reflexo vermelho) é exame de imagem realizado por meio de ressonância magnética encefálica em todos os recém-nascidos antes da alta hospitalar, com finalidade de rastreio de tumores intracranianos no contexto da triagem neonatal universal brasileira atual.
(__)O teste da orelhinha (triagem auditiva neonatal) é exame invasivo que requer punção timpânica para coleta de material da orelha média do recém-nascido, com finalidade de rastreio de infecções congênitas no contexto da triagem neonatal brasileira contemporânea atual.
(__)O teste do coraçãozinho (oximetria de pulso pré e pós-ductal) é exame realizado pela primeira vez aos 12 meses de idade na consulta de puericultura, com finalidade de rastreamento universal de cardiopatias congênitas críticas no contexto da puericultura brasileira contemporânea.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
I.A primeira linha do tratamento de manutenção da asma persistente moderada na criança é a corticoterapia oral em alta dose por períodos prolongados continuados, sem indicação de corticoide inalatório de manutenção, conforme as diretrizes vigentes da especialidade pediátrica.
II.Os β2-agonistas de curta ação (salbutamol) configuram tratamento de manutenção contínua da asma persistente moderada, com administração regular três vezes ao dia independentemente da presença de sintomas, conforme as diretrizes vigentes do tratamento da asma pediátrica brasileira atual.
III.Na exacerbação asmática moderada a grave em crianças, a abordagem inicial articula β2-agonista de curta ação por via inalatória (com espaçador ou nebulização), oxigenoterapia para manutenção da saturação adequada e corticosteroide sistêmico (oral ou parenteral), conforme as diretrizes vigentes (GINA).
Está correto o que se afirma em: